Archive for Janeiro, 2005

ELEIÇÕES ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA – 1983

PS – 2.061.309 (36,11%) – 101 deputados
PPD/PSD – 1.554.804 (27,24%) – 75 deputados
APU – 1.031.609 (18,07%) – 44 deputados
CDS – 716.705 (12,56%) – 30 deputados
PDC – 39.180 (0,69%)
PPM – 27.635 (0,48%)
UDP – 27.260 (0,48%)
UDP/PSR – 25.222 (0,44%)
PCTP/MRPP – 20.995 (0,37%)
POUS – 19.657 (0,34%)
PSR – 13.327 (0,23%)
LST – 11.500 (0,20%)
OCMLP – 6.113 (0,11%)
PDA – 5.523 (0,10%)

Inscritos – 7.337.064
Votantes – 5.707.695 – 77,79%
Abstenções – 1.629.369 – 22,21%

Fonte: CNE

[2006]

24 Janeiro, 2005 at 6:04 pm

60 ANOS DA LIBERTAÇÃO DOS CAMPOS CONCENTRAÇÃO

Assinalam-se hoje, em sessão especial da Assembleia Geral das Nações Unidas, os 60 anos da libertação dos prisioneiros dos campos de concentração nazis.

A propósito, e para que não caia no esquecimento, uma página a visitar.

(via Innersmile e agradecendo também ao DoctorJazz).

[2005]

24 Janeiro, 2005 at 12:37 pm

ELEIÇÕES ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA – 1983

Precisamente 9 anos depois da Revolução, a 25 de Abril de 1983, a “alternância democrática” era novamente colocada em prática: o Partido Socialista – reconquistando os votos dos desencantados com a política da AD – voltava a ser o partido mais votado, com 36 % dos votos, elegendo 101 deputados.

Ficava, ainda assim, bastante longe de uma maioria absoluta parlamentar – possivelmente ainda de alguma forma consequência de divisões internas, desde logo com a posição de Soares face a Eanes aquando das eleições presidenciais, traduzindo também, por outro lado, a ausência de uma inequívoca coerência em termos da sua prática política ao longo dos anos.

O PPD/PSD e o CDS, concorrendo separados, após a dissolução da AD, e com novos dirigentes (Mota Pinto e Lucas Pires) com a pesada responsabilidade de substituir os líderes históricos, quedavam-se, respectivamente, pelos 27 % (75 deputados) e 12,5 % (30 deputados), com uma queda significativa face aos resultados de 1980, uma derrota expressiva (de que, em termos efectivos, o CDS nunca mais viria a recuperar), penalizando o período de instabilidade e ausência de orientação estratégica no seio da anterior maioria.

A APU conseguia recuperar novamente para o patamar dos 18 %, alcançando 44 deputados, com a esquerda a reclamar de novo (desta vez, de forma mais vincada) a maioria sociológica no país, com cerca de 60 % de votos – traduzida em termos de mandatos, numa significativa vantagem, de 145 face 105 deputados.

Contudo, dada a maioria relativa no Parlamento, viria a ser outra a configuração política da maioria governamental: num contexto de “corte de relações” entre as duas principais forças de esquerda e de divisão no segmento de direita, o PS viria a formar com o PSD (liderado por Mota Pinto) um “Bloco Central”.

Esta solução governamental – de alguma forma tornada “inevitável” pelas orientações políticas e pelas próprias campanhas eleitorais do PCP e CDS –, tornaria o nono governo constitucional (com o regresso, 5 anos depois, de Mário Soares ao cargo de Primeiro-Ministro) no executivo de maior base de apoio parlamentar, todavia não necessariamente no mais consensual ou com efeitos práticos significativos a nível de reformas estruturais do país.

[2004]

24 Janeiro, 2005 at 8:25 am

RAFAEL BORDALO PINHEIRO – 100 ANOS DEPOIS

Há precisamente 100 anos, partia Rafael Bordalo Pinheiro, o criador do “Zé Povinho“.

[2003]

23 Janeiro, 2005 at 12:02 pm

REVISTA DA SEMANA

Visão (20 Janeiro)

“Bibi diz que falou sob ameaça – Na 12.ª sessão do julgamento do processo Casa Pia, Carlos Silvino afirmou em tribunal que só se dispôs a falar porque foi ameaçado pela Polícia Judiciária com 25 anos de prisão caso ficasse em silêncio. O advogado de Bibi já desdramatizou a alegada ameaça, preferindo falar em «conselho» da polícia.

Bush declara guerra à «tirania» – No discurso da tomada de posse do seu segundo mandato, o presidente dos Estados Unidos da América prometeu trabalhar para «pôr termo à tirania no mundo» e associou a «sobrevivência da liberdade nos Estados Unidos» ao desenvolvimento da liberdade noutros países.

PSD solidário com Isabel Damasceno – O presidente da concelhia do PSD de Leiria expressou a sua solidariedade para com a presidente da Câmara local, constituída arguida no âmbito do processo «Apito Dourado». A oposição leiriense recusa tirar dividendo políticos da situação.

Nuno Cardoso lança acusações a Rui Rio – O ex-presidente socialista da Câmara do Porto Nuno Cardoso acusa o actual autarca, o social-democrata Rui Rio, de estar «por detrás» da sua chamada à Polícia Judiciária para prestar declarações.”

[2002]

23 Janeiro, 2005 at 10:03 am

"BLOGUES EM CAMPANHA"

Depois dos “blogues” de deputados, nomeadamente o República Digital (José Magalhães), Casa dos Comuns (Guilherme d’Oliveira Martins) e Bloglello (José Lello), do “blogue” da candidatura de Manuel Monteiro ao Parlamento Europeu (digaomanel) e do “blogue” de candidatura de Manuel Alegre à liderança do Partido Socialista, vão surgindo – nesta fase de pré-campanha eleitoral – novas adesões de políticos à blogosfera: Helena Lopes da Costa, António José Seguro, Nuno Morais Sarmento (com o “Força Interior” – Blog da candidatura do PSD pelo distrito de Castelo Branco às legislativas de 2005) e, desde ontem, José Sócrates (indicação do Tugir).

Actualização – Via Adufe, ficamos a saber que a “plataforma de blogues do Sapo” terá convidado os líderes partidários a criarem os seus “blogues de campanha“, repto a que responderam (para além do já citado caso de José Sócrates) Paulo Portas, Jerónimo de Sousa e Santana Lopes (este ainda sem qualquer “entrada”).

P. S. Para acompanhar a evolução da campanha eleitoral, no que às tendências das sondagens diz respeito, obrigatória a visita ao Margens de Erro, de Pedro Magalhães.

P. P. S. (1 de Fevereiro) – Também Manuel Monteiro lançou o seu “blogue de campanha”.

[2001]

22 Janeiro, 2005 at 12:05 pm

ELEIÇÕES ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA – 1980

AD – 2.706.667 (44,91%) – 126 deputados
FRS – 1.606.198 (26,65%) – 71 deputados
APU – 1.009.505 (16,75%) – 41 deputados
PSD – 147.644 (2,45%) – 8 deputados
UDP – 83.204 (1,38%) – 1 deputado
POUS/PST – 83.095 (1,38%)
PS – 67.081 (1,11%) – 3 deputados
PSR – 60.496 (1,00%)
PT – 39.408 (0,65%)
PCTP/MRPP – 35.409 (0,59%)
PDC-MIRN/PDP-FN – 23.819 (0,40%)
CDS – 13.765 (0,23%)
UDA/PDA – 8.529 (0,14%)
OCMLP – 3.913 (0,06%)

Inscritos – 7.179.023
Votantes – 6.026.395 – 83,94%
Abstenções – 1.152.628 – 16,06%

Fonte: CNE

[2000]

21 Janeiro, 2005 at 6:33 pm

BARBADOS

BarbadosA ilha de Barbados – com uma forma de “pêra”, medindo 23 km por 34 km – é a mais oriental das Antilhas, distando 400 km da Venezuela e cerca de 160 km a este da cadeia das ilhas do Barlavento.

Foi reconhecida pelos aventureiros espanhóis e portugueses – que lhe chamaram “Los Barbudos” ou “Os Barbados”, devido às árvores banyan (figueira indiana), com raízes aéreas até ao chão -, mas não colonizada. Estava desabitada quando, em 1625, os ingleses a reclamaram. O país tornou-se independente em 1966.

A capital, Bridgetown, foi fundada pelos ingleses em 1628. O território tem 430 km2, dispondo de cerca de 265 000 habitantes.

Tradicionalmente, as principais actividades económicas eram a plantação da cana-de-açúcar e a destilação do rum. Actualmente, são as receitas do turismo a assumir preponderância.

[1999]

21 Janeiro, 2005 at 8:23 am

BAHAMAS

Originariamente chamadas Lucayanas, as Bahamas (derivado de “baja-mar”, ou “maré baixa”) foram descobertas por Cristóvão Colombo em 1492; a 12 de Outubro, terá atracado a Guanahani, primeiro contacto com o Novo Mundo, terra a que chamou San Salvador.

São constituídas por um arquipélago de cerca de 700 ilhas e mais de 2000 recifes de coral, que se estendem por uma área de cerca de 260 000 km2. Apenas cerca de 20 ilhas se encontram habitadas.

Foi colónia britânica durante 300 anos, tendo alcançado a independência em 1973.

A capital localiza-se em Nassau. O país dispõe de uma superfície de 13 930 km2, sendo povoado por cerca de 280 000 habitantes.

O turismo e as pescas são actividades importantes, a par de instituições financeiras, estabelecidas no território, dada a adopção de regime fiscal mais favorável.

[1998]

20 Janeiro, 2005 at 6:10 pm

ELEIÇÕES ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA – 1980

A 5 de Outubro de 1980, aproveitando a dinâmica proporcionada por nove meses de governação – em cuja acção centralizaria a sua campanha eleitoral –, e beneficiando da capacidade de compreender e ir ao encontro das aspirações do eleitorado, a AD – Aliança Democrática reforçava a sua vitória eleitoral, passando de cerca de 45 % a cerca de 48 % dos votos, o que se traduziu num acréscimo, de 128 para 134 deputados, num triunfo folgado (algo surpreendente até para os seus apoiantes), que lhe proporcionava também uma confortável maioria absoluta parlamentar.

A FRS – Frente Republicana e Socialista, coligação eleitoral entre o Partido Socialista, a ASDI e a UEDS, não conseguiria melhor que manter a votação (cerca de 27 %) e o número de deputados (74) que o PS conquistara em 1979.

A APU (coligação entre o PCP e o MDP/CDE) via o seu peso eleitoral reduzido de cerca de 19 % para menos de 17 %, com o número de eleitos a decrescer, de 47 para 41 deputados (com nomes como Carlos Carvalhas e João Amaral a perderem o seu lugar na Assembleia da República), sendo portanto, em termos numéricos, o principal perdedor, depois de ter atingido o limite máximo da sua representatividade eleitoral.

A UDP conseguia manter um deputado, nas últimas eleições em que alcançaria tal resultado.

No seu conjunto, a esquerda, penalizada pelos erros cometidos (a nível de governação pelo PS, assim como pelo sectarismo comunista) – e com alegadas queixas de instrumentalização da comunicação social estatizada pela coligação governamental –, perdia duas eleições sucessivas, facto inédito desde o 25 de Abril e de que levaria algum tempo a recompor-se.

O nível de abstencionismo seria ainda reduzido (cerca de 15 %).

Estavam abertas as hostilidades para as eleições presidenciais agendadas para daí a dois meses, opondo Ramalho Eanes a Soares Carneiro: um governo, uma maioria, um presidente era o lema então proclamado por Sá Carneiro. O fatal destino acabaria por, de um dia para o outro – com o acidente/atentado de 4 de Dezembro – alterar significativamente o contexto político que se vivia em Portugal na época.

[1997]

20 Janeiro, 2005 at 8:20 am

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