Archive for Janeiro, 2005

AUSCHWITZ – 27.01.1945

Para não esquecer nunca!

[2016]

27 Janeiro, 2005 at 8:14 am

BENFICA 10 SPORTING 9

Benfica

Dezanove golos (!) na grande festa do futebol, na festa da Taça!

Uma vitória feliz do Benfica, premiando o seu esforço em busca dessa felicidade.

Um início verdadeiramente alucinante, com o Benfica a entrar no jogo praticamente a ganhar, com o primeiro golo de Geovanni aos 3 minutos; rapidamente o Sporting, provando ter melhor conjunto, daria a volta ao resultado com golos de Hugo Viana (13 minutos) e Liedson (16 minutos). O Benfica chegaria ao empate aos 22 minutos, novamente num lance de “bola parada”, de novo numa recarga de Geovanni.

Com um meio-campo dominador (com Rochemback, Hugo Viana, Sá Pinto, Pedro Barbosa e Custódio), o Sporting encarou o jogo com o objectivo na vitória. Não o conseguiria, principalmente devido à substituição forçada, com a saída de Custódio, obrigando Rochemback a recuar no terreno.

Esse seria o factor decisivo que, conjugado com a atitude de “sacrifício” dos incansáveis Petit e Manuel Fernandes (a colmatar a quase “ausência do jogo” de Bruno Aguiar) e o “tempero” de génio de Simão Sabrosa permitiria ao Benfica reequilibrar o jogo e fazer deste encontro talvez a partida mais vibrante dos últimos anos, num magnífico espectáculo de futebol, com duas equipas a jogar “aberto”, na busca da vitória, sem que nenhuma delas conseguisse contudo voltar a marcar no tempo regulamentar, não obstante algumas oportunidades desperdiçadas.

Já no prolongamento, o Sporting ficaria reduzido a 10 (expulsão de Hugo Viana por “agressão” a João Pereira, que, contudo, teve uma atitude pouco ética, exagerando na simulação da gravidade da agressão), mas, não obstante, numa arrancada fenomenal de Paíto (iniciada em falta?), desde o seu meio-campo até à baliza do Benfica, faria o 2-3, aos 110 minutos.

Quando tudo parecia perdido, Simão resolveu levar o jogo para os pontapés da marca de grande penalidade, a 4 minutos do fim do prolongamento, com um fantástico golo de meia-distância, colocando o resultado final em 3-3.

Nos ditos pontapés (14), nenhum dos guarda-redes conseguiu uma defesa; ao 14º, Miguel Garcia, rematando à barra, dava a vitória ao Benfica por 7-6 (10-9 no total!), que assim avança para os 1/4 final da Taça de Portugal, prova cujo título procura revalidar.

Parabéns às duas equipas pelo magnífico espectáculo, de entrega, com belos golos, vibrante de emoção, mostrando que o futebol português está vivo. O Benfica, “fazendo das fraquezas forças”, fez por merecer o prémio desta vitória.

P. S. Parabéns também a José Mourinho (parece que vamos ter de começar a falar dele “todos os dias”), no dia em que completa o seu 42º aniversário, com a “prenda” de uma vitória em Old Trafford, sobre o Manchester United, por 2-1, que o coloca na sua primeira final em Inglaterra, a final da Taça da Liga, a disputar com o Liverpool.

[2015]
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26 Janeiro, 2005 at 11:35 pm 2 comentários

JAMAICA

A Jamaica é a terceira maior ilha das Caraíbas. Localiza-se cerca de 1000 km a sul da Florida, 160 km a sudoeste do Haiti e 145 km a sul de Cuba.

Cristóvão Colombo aportou em Discovery Bay, na costa norte, a 4 de Maio de 1494, na sua segunda viagem ao Novo Mundo, descrevendo-a como a “mais bela ilha que os olhos jamais viram”. Na época, chamava-se Xaymaca (“Terra da Madeira e da Água”), nome dado pelos índios que a habitavam.

O primeiro povoado espanhol foi fundado na costa norte em 1510, tornando os índios escravos. Os ingleses tomaram a Jamaica à Espanha em 1655, tornando a ilha no maior produtor mundial de açúcar, recorrendo a milhares de escravos da África ocidental, que apenas em 1834 alcançariam a liberdade. A Jamaica viria a ser a primeira colónia britânica das Caraíbas a alcançar a independência, em 1962.

A capital localiza-se em Kingston. O país tem uma superfície de 10 990 km2, dispondo de uma população de cerca de 2 500 000 habitantes.

É uma ilha montanhosa, com o ponto mais alto do país, Blue Mountain Peak, a 2256 m de altitude.

É mundialmente famosa a música popular jamaicana, o “reggae”, de influência indígena e afro-americana.

A nível económico, destaca-se o turismo, a agricultura, a pesca, a produção de café e a extracção de bauxite.

[2014]

26 Janeiro, 2005 at 6:46 pm

ELEIÇÕES ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA – 1985

No dia 6 de Outubro de 1985, dá-se então uma verdadeira e surpreendente revolução na sociologia eleitoral portuguesa, com a chegada de um novo partido a ocupar o espaço entre o PS e o PSD, praticamente dividindo ao meio o eleitorado do primeiro.

O PRD, liderado por Hermínio Martinho, acompanhado por personalidades conceituadas como Medeiros Ferreira, José Carlos Vasconcelos, Magalhães Mota e Marques Júnior (mas tendo como figura “tutelar” o Presidente da República Ramalho Eanes, com a esposa, Manuela Eanes, a ser o principal rosto na campanha eleitoral) surgia de forma meteórica (e assim viria a desaparecer, praticamente sem deixar rasto), tendo por lema “moralizar a vida política do país”, propondo um “Contrato do Deputado”, com uma perspectiva de cariz mais ético que político (cuja orientação era pouco mais que difusa), sem conteúdo programático claramente definido.

Nas eleições mais disputadas de sempre em Portugal, de alguma forma surpreendentemente, e beneficiando da divisão do eleitorado tradicional socialista, o PSD – conseguindo fazer jogar a seu favor a duplicidade de, tendo estado no Governo desde 1979, actuar, em função da mudança de líder, como “oposição” – alcançava a vitória (a sua primeira vitória “individual” de sempre), sem sequer atingir 30 % dos votos (elegendo 88 deputados); seria a primeira de muitas vitórias de Cavaco Silva.

O PS – obrigado a assumir sozinho a responsabilidade pela política governamental do “Bloco Central” – “batia no fundo”, com 20,8 % e apenas 57 deputados, abissalmente distante da maioria absoluta e dos 43 % que o seu novo líder (Almeida Santos) solicitara na campanha eleitoral, ironicamente perdendo… 43 % do eleitorado que, apenas dois anos e meio antes, votara socialista.

Por seu lado, o fulgurante PRD, na sua primeira experiência eleitoral, escassos meses após a sua formação, quase chegava aos 18 %, fazendo eleger 45 deputados.

A APU continuava a sua lenta mas inexorável queda – não obstante continuar ainda a resistir “estoicamente” –, baixando para 15,5 % e 38 deputados eleitos.

O CDS, pela primeira vez desde 1975, ficava ligeiramente abaixo da barreira dos 10 %, reduzindo a sua representação parlamentar para 22 deputados.

A abstenção atingia o mais elevado nível desde o 25 de Abril, atingindo cerca de 25 %; nos actos eleitorais seguintes, acentuar-se-ia a tendência de afastamento dos portugueses da responsabilidade de eleger os seus representantes democráticos.

[2013]

26 Janeiro, 2005 at 8:23 am

HAITI

O Haiti partilha com a R. Dominicana a ilha de Hispaniola, ocupando a extremidade ocidental.

O país nasceu da revolta dos escravos africanos que haviam sido levados para o território para trabalhar nas plantações dos colonos franceses e espanhóis, tendo sido a primeira República “negra” do mundo.

É bastante montanhoso, sendo coberto por espessas florestas; os vales, mais secos, têm uma vegetação de savana.

O país foi quase sempre governado em regime de ditadura pelos Duvalier, pai e filho (1957-1986), após o que lhes sucedeu Aristide, com o apoio norte-americano, entretanto recentemente deposto; atravessa uma grave crise, dada a instabilidade, associada à sua pobreza, provocando um êxodo migratório para a vizinha R. Dominicana.

A capital localiza-se em Port-au-Prince. O país tem uma superfície de 27 750 km2, sendo densamente povoado, por cerca de 7 milhões de habitantes.

[2012]

25 Janeiro, 2005 at 7:42 pm

NOMEAÇÕES PARA OS "ÓSCARES"

Acabam de ser divulgadas pela Academia de Cinema de Hollywood as nomeações para os “Óscares”, cuja 77ª edição terá lugar no próximo dia 27 de Fevereiro.

Melhor FilmeO Aviador (Martin Scorsese); À Procura da Terra do Nunca (Marc Forster), Million Dollar Baby (Clint Eastwood), Ray (Taylor Hackford) e Sideways (Alexander Payne).

Melhor actor – Don Cheadle (Hotel Rwanda), Johnny Depp (À Procura da Terra do Nunca), Leonardo DiCaprio (O Aviador), Clint Eastwood (Million Dollar Baby) e Jamie Foxx (Ray).

Melhor actriz – Hillary Swank (Million Dollar Baby), Annette Bening (Being Julia), Imelda Staunton (Vera Drake), Kate Winslet (O Despertar da Mente) e Catalina Sandino Moreno (Maria Cheia de Graça).

Melhor realizador – Martin Scorsese (O Aviador), Clint Eastwood (Million Dollar Baby), Taylor Hackford (Ray), Alexander Payne (Sideways) e Mike Leigh (Vera Drake).

“O Aviador” é o filme com mais nomeações (11 no total).

[2011]

25 Janeiro, 2005 at 3:58 pm

JOSÉ MOURINHO ELEITO MELHOR TREINADOR DO MUNDO

Não constituirá já grande surpresa para ninguém: José Mourinho foi, com alguma naturalidade, eleito o melhor treinador do mundo (com referência ao ano de 2004) pela Federação Internacional de História e Estatística de Futebol (IFFHS), com uma inédita vantagem sobre o segundo classificado (Arsène Wenger, que conduziu o Arsenal a uma fantástica série de 49 jogos consecutivos sem derrota no campeonato inglês):

1º JOSÉ MOURINHO (Portugal/Chelsea) – 271 pontos
2º Arsène Wenger (França/Arsenal) – 86
3º Didier Deschamps (França/Monaco) – 72
4º Frank Rijkaard (Holanda/Barcelona) – 71
5º Rafael Benítez (Espanha/Liverpool) – 62
6º Carlos Bianchi (Argentina/Boca Juniors) – 57
7º Luis Fernando Montoya (Colômbia/Once Caldas) – 56
8º Carlo Ancelotti (Itália/AC Milan) – 48
9º Alex Ferguson (Escócia/Manchester United) – 26
10º Vanderley Luxemburgo (Brasil/Santos) – 19
11º Claudio Ranieri (Itália/Valencia) – 18
12º Fabio Capello (Itália/Juventus) – 13
13º Hugo Sanchez (México/Cidade de México) – 11
14º Javier Irureta (Espanha/Deportivo da Coruña) – 9
15º Robert Robson (Inglaterra/Newcastle) – 6.

Fonte: “O JOGO”

[2010]

25 Janeiro, 2005 at 1:55 pm 1 comentário

ELEIÇÕES ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA – 1985

Apesar da proximidade de conteúdo programático entre os dois maiores partidos portugueses (Mário Soares já o tinha deixado claro em período pré-eleitoral, referindo ser o PSD o partido mais próximo do PS), tal não viria a consubstanciar-se numa maior facilidade de entendimento, dadas também as divisões internas do PSD.

Numa conjuntura de grave crise, Portugal receberia novamente a visita dos responsáveis do FMI. Num período em que se ultimavam as negociações para a adesão de Portugal à CEE, a pasta das Finanças seria atribuída a Ernâni Lopes, que viria a ter de prosseguir uma política de grande austeridade.

Esta fase ficaria marcada pelo súbito falecimento de Mota Pinto. O PSD, atravessando um período de alguma “desorientação”, parecia mesmo ir-se desagregando e perdendo identidade no seio da coligação, até que, em 1985, no seu Congresso realizado na Figueira da Foz, um seu militante (antigo Ministro das Finanças no governo de Sá Carneiro) decidiu fazer a “rodagem” da sua nova viatura…

Contra todas as expectativas e previsões, Cavaco Silva assumiria a liderança do partido e, no próprio dia em que, em Lisboa, Portugal assinava o Tratado de Adesão à Comunidade Económica Europeia, formalizando a sua admissão (marcada para 1 de Janeiro de 1986) no que viria mais tarde a transformar-se na União Europeia, Cavaco Silva anunciava o fim da coligação governamental, provocando a queda do Governo.

Entrava então em cena um dos epifenómenos mais peculiares da democracia portuguesa: o PRD, um partido de iniciativa presidencial, tendo como mentor o Presidente Ramalho Eanes (em fim de mandato), que viria a assumir um papel de grande relevância na política portuguesa no decurso do período de 1985 a 1987.

[2009]

25 Janeiro, 2005 at 8:58 am

MIKLOS FEHÉR


[2008]

25 Janeiro, 2005 at 8:00 am

DOMINICA

Dominica

O nome do país (situado entre as possessões francesas de Guadalupe e Martinica) deriva do latim “dies dominica” (“Dia do Senhor”), dado que  foi num Domingo, a 3 de Novembro de 1493, que Cristóvão Colombo descobriu e “baptizou” a ilha. Diz-se que a Dominica seria a ilha que Colombo menos dificuldade teria em reconhecer, pois mudou muito pouco desde a sua descoberta.

“A Ilha da Natureza” das Caraíbas é luxuriante, verde, montanhosa e, quase sempre, de grande humidade.

De origem vulcânica, a ilha apresenta uma cadeia montanhosa (com o pico mais alto a 1447 m de altitude) coberta por densas florestas. Ao centro, situa-se uma planície, onde correm os rios Layou e Quanery.

Os belicosos habitantes desencorajavam os colonizadores europeus, tornando-se o seu interior selvagem um refúgio para os escravos fugitivos. Foi colónia inglesa entre 1805 e 1978, retendo alguns vestígios dos seus antigos senhores coloniais. Apesar de a língua oficial ser o inglês, a maior parte dos habitantes fala um dialecto francês.

A capital localiza-se em Roseau, dispondo o país de uma superfície de 750 km2, com cerca de 70 000 habitantes.

A principal fonte de receitas é a exportação de bananas, café, cacau e cocos.

[2007]

24 Janeiro, 2005 at 6:54 pm

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