2003 – ANO DOS "BLOGUES" (XVIII)

17 Dezembro, 2003 at 6:12 pm 1 comentário

Ver em “entrada estendida” o texto publicado na revista “Visão” de 26 de Junho de 2003 (já ontem referido).

Ainda a 26 de Junho, o “Público” refere-se novamente ao “fenómeno da blogosfera”, num texto de Leonete Botelho:

“Nos seus pequenos territórios envidraçados, tudo pode ser dito sem castigo, tudo pode ser feito sem censura. São uma mistura de “voyeurs” e exibicionistas em estilo “soft”, ora penteando-se demoradamente em frente ao espelho, ora despindo-se em suave “striptease”, ora espiando-se uns aos outros como querem que os espiem a eles. Para que escreve alguém senão para outro alguém, depois de para si mesmo? Esta crónica, por exemplo, para que serve se não for citada em nenhum blogue nos próximos dias? Mas do que mais gosto nos blogues é da sua diversidade. Intrínseca e extrínseca. Faz-me acreditar que o futuro é possível sem que tenhamos todos de nos alistar em qualquer coisa, sem que tenhamos todos de ter rótulos redutores, esquerda-direita, homem-mulher, conservadores-liberais, e tantas coisas que tais. Que todos podemos ser constelações improváveis. E sermos, assim, sempre um pouco mais ricos.”

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Bem-vindo à blogosfera

Um espaço de liberdade total ou um exercício de narcisismo? Com sarcasmo, humor ou seriedade, os pensamentos de centenas de portugueses revelam-se na Internet. Uns mais mediáticos do que outros, todos os autores têm algo a dizer. Está na hora de actualizar os dicionários: a palavra blogue entrou no léxico nacional.

Já o relógio ultrapassa a meia-noite quando Pedro Mexia, 30 anos, se senta à frente do computador. Durante horas dedilha com entusiasmo o teclado, escrevendo pensamentos, estimulando discussões, partilhando poesias na Internet. Chega a estar acordado até às 5 da manhã. «Os dias em que sinto maiores afinidades com os toxicodependentes são aqueles em que não tenho Net», admite, um pouco olheirento.

Afinal, o que anima e deixa internetodependente um crítico literário? O mesmo que estimula um eurodeputado, um professor universitário, um jornalista ou um designer. Ou que move um conservador de direita, um radical de esquerda ou um anarquista convicto: os blogues (ou weblogs, no original, em inglês). A palavra parece estranha, mas não significa mais do que uma página na Internet com características próprias e aspecto de diário íntimo – individual ou colectiva, é actualizada regularmente e contém textos ordenados de forma cronológica. Com um conjunto de ligações para outras páginas, os blogues podem dar a possibilidade aos visitantes de comentarem os textos.

Se em 1997, quando surgiram pela mão de Dave Winer, não passavam de meras listas de links sobre os gostos e interesses dos seus autores, acompanhados de breves comentários, hoje, os blogues estão muito mais sofisticados. Nestas páginas, mistura-se reflexão e textos de carácter mais íntimo, havendo algumas ultra-especializadas em mil e um assuntos, da política ao humor, passando pela literatura, as artes, os assuntos sociais ou o futebol (os principais blogues portugueses estão reunidos em http://www.blogsempt.blogspot.com ou http://blogo.no.sapo.pt, que os arruma por temas).

As novidades em relação aos já «velhinhos» chats, fóruns e grupos de discussão são muitas: os chats estão mais associados a conversas de adolescentes; os fóruns têm uma componente mais séria mas falta-lhes a marca de «autoria». É a assinatura que transforma o blogue numa espécie de janela com vista para a personalidade e as ideias de alguém. Além disso, nos blogues assume-se – quase sempre – a identidade, ao contrário dos chats, fóruns e grupos de discussão, onde impera o anonimato.

Espaço de liberdade

Em busca de liberdade de expressão, os bloguistas portugueses multiplicam-se diariamente. Há seis meses, os blogues nacionais não eram mais de 150, hoje, são quase 800. Pela facilidade de criação de um blogue, qualquer pessoa com Internet pode ter um (ver caixa). De repente, descobre-se que o vizinho ou o colega de trabalho «despejam» as suas ideias, opiniões e gostos numa página, acessível a quem souber a morada electrónica. Na blogosfera escreve-se sobre tudo sem qualquer restrição. Susceptibilidades à parte, centenas de pessoas rumam diariamente ao blogue http://www.omeupipi.blogspot.com, com muita «verve» e sem papas na língua. É o exemplo máximo de uma escrita que só na Internet poderia sobreviver. «Apesar de ser preciso ter estômago para o ler, aquela página tem uma «arrumação» interessante. Aí está uma coisa que nunca chegaria aos jornais ou a livro, mas tem lugar ali», refere José Manuel Fernandes, director do jornal Público, que esteve desde a primeira hora atento a este fenómeno.

Os blogues atraem quem gosta de escrever e não tem onde.

E também quem escreve por profissão mas não se esgota nas páginas dos jornais, nos textos publicitários ou nas rábulas televisivas. Basta querer dizer. Nascido pelas mãos de um grupo de amigos que dizem ter pouco em comum («a nível ideológico e até clubístico»), o Gato Fedorento encontrou no humor o ponto de convergência das vontades. Um blogue sem tema, mas com um tom definido, que fala de tudo o que passa pela cabeça de quatro rapazes entre 26 e 30 anos, autores dos textos das Produções Fictícias. «Só tínhamos acesso à televisão através do Herman. Pela primeira vez, podemos escrever para um público razoavelmente vasto sem intermediários», afirma Ricardo Araújo Pereira, 29 anos. Hoje têm uma média superior a 600 visitas diárias.

«O que me leva a alimentar o meu weblog é o mesmo que me leva a ser jornalista: vontade de comunicar com os outros e suspeita de que o que tenho para escrever interessa a alguém», explica António Granado que, numa decisão de novo milénio, inaugurou o seu blogue a 2 de Janeiro de 2001. No Ponto Média, contam-se «estórias sobre jornalismo e jornalistas» mas, de vez em quando, também se mete a colherada noutros temas. Ao sábado, um resumo do weblog de Granado sai da blogosfera e aterra nas páginas do Público.

Para o também jornalista José Mário Silva, 31 anos, um dos autores do Blog de Esquerda, o aspecto interessante deste meio é o facto de «poder escrever sobre assuntos que sentimos não ter legitimidade ou oportunidade para escrever no jornal». Ou como referiu Miguel Esteves Cardoso numa das últimas crónicas no DNA: «Blogar é escrever num meio terrivelmente aberto – interactivo, instantâneo, espúrio (…) A força do blogue está no facto de não haver mediações; do salto ser puro; da combustão ser total.» Afinal, até o eurodeputado Pacheco Pereira parece dar passos maiores no seu Abrupto, como nota Nelson de Matos, 58 anos, editor da Dom Quixote e também autor de um blogue, o Textos de Contracapa: «Nos textos de imprensa ou na TSF, ele defende as perspectivas de um partido, enquanto ali está mais solto. Até consegue criticar Marcelo Rebelo de Sousa.» Em suma, um outro espírito, reconhece Francisco José Viegas. O escritor e jornalista abriu o Aviz há pouco mais de uma semana. «Nos blogues falamos mais francamente.»

Há uma semana, Pacheco Pereira dissertou sobre este fenómeno na sua coluna habitual no Público. «A comunicação na esfera pública ganhou com os blogues. Ainda não tem uma massa crítica estável, mas já tem uma massa crítica instável. É um mundo efervescente, com nascimentos e mortes todos os dias, com um mercado rude de opinião, de relações de poder e guerras intestinas», escreveu. O autor de Abrupto (que recebeu mais de 50 mil visitas num mês e meio) conclui: «Às vezes espreme-se tudo num dia e fica pouca coisa, mas o que fica é bom e fica sempre alguma coisa.» O eurodeputado, que, como figura pública, acabou por mediatizar os blogues, realça ainda a «felicidade» dos bloguistas pela posse destes espaços . «eles são a realização de um sonho que parecia inatingível para as gerações de estudantes com pretensões intelectuais do liceu e da universidade: ter uma revista literária, um jornal onde se pudesse escrever o que se quisesse».

Imprensa debaixo de olho

Nem todos estão de acordo com a incursão de jornalistas e de pessoas com acesso aos meios de comunicação no mundo dos blogues. Para Pedro Rolo Duarte, editor do DNA, isso não passa de «um exercício de vaidade». «No dia em que for despedido, faço um blogue. É divertido e um espaço de liberdade muito saudável. Mas acho que uma das maiores virtudes da imprensa é o facto de ser finita no espaço e no tempo. Quem escreve nos jornais tem de saber escolher de entre aquilo que tem para dizer», argumenta.

O sociólogo José Bragança de Miranda concorda com esta perspectiva e afirma convicto: «É o narcisismo que atrai os criadores de blogues que já escrevem noutros espaços.»

Mas as «turras» entre jornalismo e bloguismo não se ficam por aqui. As opiniões são variadas. Há quem considere o segundo uma ameaça ao primeiro. Mas há também quem o encare pela positiva e o veja como um observatório permanente, não só da realidade, como daquilo que se escreve nos jornais. A maior «glória» da blogosfera foi quando o Guardian retirou do seu site uma notícia sobre Paul Wolfowitz, depois de «muito barulho» nos blogues acusando o diário inglês de ter separado do contexto as afirmações do conselheiro de Defesa norte-americano. «É mais uma aceleração do tempo. Vai-nos obrigar a um cuidado que nós, jornalistas, não temos hoje. Vamos estar mais vigiados», assinala José Manuel Fernandes.

Direita vs esquerda

O blogue A Coluna Infame, lançado em Outubro de 2002 pelos críticos literários do DNA Pedro Mexia e Pedro Lomba e pelo colunista de O Independente João Pereira Coutinho, foi o primeiro a dar nas vistas, com os seus textos de inspiração direitista sobre artes, política e literatura. O suficiente para o editor-adjunto do DNA, José Mário Silva, amigo pessoal de Mexia, ter decidido criar um blogue, juntamente com o irmão, Manuel Nunes Silva, como resposta à Coluna Infame. Apareceu então o Blog de Esquerda, a 1 de Janeiro de 2003. «Senti que eles tinham uma importância e uma qualidade de reflexão política muito boa e era preciso equilibrar. Entretanto, surgiram alguns blogues de esquerda bastante bons, mas ainda há três vezes mais blogues de direita do que de esquerda, por razões que ninguém sabe explicar. Eles até criaram uma associação, a União dos Blogues Livres [http://blogues-livres.mirrorz.com]», conta o jornalista.

Tal como a Coluna Infame, o Blog de Esquerda – «sem outras ligações ao Bloco de Esquerda que não a simpatia pelo movimento», frisa José Mário – surgiu com intuitos não exclusivamente políticos. Publica poesia, faz crítica literária e divulgação, mas foi o debate político entre os dois blogues que os catapultou para as páginas dos jornais. Quando a Coluna Infame acabou, a 10 de Junho, na sequência de uma «troca de galhardetes» mais inflamada entre um dos seus elementos e um colaborador do Blog de Esquerda, o acontecimento mereceu referências na imprensa. Mas Pedro Mexia e Pedro Lomba não resistiram muito tempo longe deste universo e já voltaram com o Dicionário do Diabo e o Flor de Obsessão, respectivamente. Enquanto durou, a Coluna teve mais de cem mil visitas e inspirou o aparecimento de inúmeros blogues.

«A explosão de blogues é um acontecimento importante na esfera pública portuguesa.» A opinião é de Pacheco Pereira, que além de Abrupto, criou o Estudos Sobre o Comunismo. E continua, com um exemplo: «A imediaticidade do meio permite uma crítica ou uma reflexão sobre os eventos muito rápida. No caso da conferência de imprensa e da entrevista à RTP de Fátima Felgueiras, vários blogues levantaram no mesmo dia todas as objecções que, uma semana depois, emergiram na comunicação tradicional como se fossem grandes novidades. É verdade que esta imediaticidade também se presta à asneira, mas aí os blogues em nada se distinguem da comunicação tradicional.»

Um país com humor

Na blogosfera, Nuno Jerónimo, 31 anos, João Canavilhas, 37, e Jorge Bacelar, 43, trocam a pele de professores universitários pela de três personagens dos Marretas. Statler, Waldorf e Animal fazem diariamente as delícias de cerca de 600 cibernautas comentando os temas da actualidade com um toque de humor. Na Universidade da Beira Interior, na Covilhã, ainda ninguém os interpelou por causa do Blogue dos Marretas, mas com a fama que têm é pouco provável que os professores de Sociologia (Nuno), de Comunicação (João) e de Design (Jorge) consigam passar incógnitos. Afinal, eles são os donos de um dos mais divertidos blogues portugueses. Amigos há cerca de 12 anos, os três «marretas» dividem-se na hora da ideologia: Nuno e João à direita, Jorge mais à esquerda.

«Escrever no blogue é estimulante e quase viciante», considera Nuno Jerónimo, um nome que nada diz ao comum dos portugueses mas que já tornou Statler num dos mais famosos e admirados bloguistas. Aliás, neste universo, as figuras mediáticas como Pacheco Pereira têm impacto, mas são uma minoria.

«Acedi ao desafio de uma amiga de infância para fazer uma conversa gramatical a dois», conta André Freitas, 25 anos, um dos autores de Ponto e Vírgula. E o que acontece quando se juntam um ponto sarcástico e uma vírgula mais séria? O resultado é um blogue animado que não deixa escapar os escândalos políticos nem o filme póstumo de João César Monteiro. Ele publicitário, ela galerista de arte, amigos com «vidas mais paralelas que convergentes», encontraram um espaço de conversa entre eles e com a restante «pontuação» que habita a blogosfera. «Pensei que só a minha mãe fosse ler o que eu escrevia. Não tinha noção da real dimensão dos blogues», confidencia André.

A mesma sensação teve a tradutora Carla Hilário de Almeida, 32 anos, quando percebeu que cerca de 300 pessoas seguiam diariamente o seu Bomba Inteligente. Apaixonada pela escrita, Carla não resistiu a inaugurar o seu blogue em Abril, durante a guerra no Iraque. A inspiração para o nome veio da conjuntura internacional. Ali criou um espaço de reflexão e de poesia (há quem lhe gabe as traduções de poemas gregos). «Na blogosfera conhecemos as pessoas pelo fim. Através da escrita, vemos os seus pensamentos e a forma como se exprimem antes do seu aspecto e tudo o resto», realça.

Proibido escrever com os pés

Nelson de Matos olha com muito interesse para os bloguistas anónimos. Habituado a muitas leituras, o editor da Dom Quixote diz que os blogues têm, às vezes, «uma surpreendente qualidade literária». «Essa é também uma razão porque ali estou», sublinha. «De repente, aparecem a escrever e a intervir pessoas, algumas delas bastante jovens, com qualidades de escrita e reflexão a que é bom estar atento. Pode acontecer que um dia eu decida desafiar um ou outro para um passo mais decisivo», promete.

«Se os editores forem espertos, ficam atentos ao que se está a passar na blogosfera», frisa José Mário Silva, dando um exemplo: «A Memória Inventada tem matéria mais do que suficiente para fazer um livro de contos e crónicas francamente melhor do que a maior parte das coisas que são hoje publicadas em Portugal.» Francisco José Viegas não tem dúvidas: «Uma das grandes surpresas foi a revelação de gente que escreve muito bem e que sabe exactamente o que quer dizer, além de ter opiniões válidas.»

Miguel Esteves Cardoso vai ainda mais longe, dizendo que os blogues «envergonham a prosa paralisada que hoje passa por escrita – e por português – nos jornais». José Manuel Fernandes reconhece que a escrita na imprensa está «um pouco empedernida». Diz o director do Público: «O sistema anda um bocado fechado ao aparecimento de pessoas com imaginação e ritmos de escrita diferentes. Temos dificuldade em encontrar e aceitar alguém não consagrado que não tenha o seu público assegurado.»

Com centenas de visitas diárias, aos blogues portugueses não faltam leitores fiéis. Quando Pedro Mexia regressou à blogosfera com Dicionário do Diabo, a comunidade de bloguistas vibrou de emoção. E lá voltou o crítico literário às noitadas à frente do computador, para afirmar as suas ideias e se deleitar com as polémicas da blogosfera. «Se arranjasse um patrocinador, tornava-me num profissional dos blogues. Não fazia mais nada.» Quem sabe o que o futuro vai reservar aos blogues?

Como fazer

Em menos de meia hora, cria-se um blogue, sem pagar nada. Primeiro passo: arranjar uma ferramenta de edição. A maioria dos bloguistas usa o Blogger (www.blogger.com). Escolhe-se o endereço de Internet pretendido, uma password, um template – pode-se optar por um pré-definido ou criar um original, se se souber linguagem HTML – e dá-se um nome ao blogue, acompanhado de uma breve descrição da sua temática. Os bloguistas que quiserem ver os seus textos comentados pelos visitantes têm de procurar um «sistema de comentários», como o da Enetation (www.enetation.co.uk). Os blogues costumam também ter contadores de visitas (www.sitemeter.com) . a colocação destes sistemas é imediata e não exige grandes conhecimentos de informática. Finalmente, é preciso alojar a página. A maior parte dos blogues estão alojados no Blogspot (www.blogspot.com), mas é possível escolher outro. Depois, é só blogar, com textos, imagens e sons”.

Gabriela Lourenço e Mário Rui Cardoso / VISÃO nº 538 – 26 Junho 2003

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1º "POST" – DICIONÁRIO DO DIABO – 18.06.2003 1991 – GOLPE EM MOSCOVO

1 Comentário

  • 1. vmar  |  17 Dezembro, 2003 às 8:12 pm

    Presente à chamada!


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