MIA COUTO
Porque é preciso continuar… É preciso recomeçar sempre… (Este era o texto que tinha preparado para ontem…).
Prosseguindo na divulgação dos melhores, uma referência especial para Mia Couto, uma personalidade cativante, com uma escrita muito própria; é também “uma delícia” ouvi-lo! Uma serenidade e lucidez extremas…
Mia Couto nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Foi jornalista. É professor, biólogo, escritor.
Aqui destaco duas das suas principais obras, a não perder:
“Terra Sonâmbula” – Romance, tendo como envolvente de fundo a guerra em Moçambique, da qual traça um quadro de um realismo forte e brutal. Num cenário de pesadelo, cruzam-se personagens, por vezes com uma dimensão mítica, oscilando entre o desespero e uma esperança que recusam perder. Terra Sonâmbula é um romance admirável, tendo sido nomeado como um dos doze melhores livros africanos do século XX.
“Um Rio Chamado Tempo, Uma Casa Chamada Terra” – A história de um estudante universitário, regressado à sua ilha-natal para participar no funeral do avô. Enquanto aguarda a cerimónia, vai testemunhando estranhas visitações na forma de pessoas e de cartas que lhe chegam do outro lado do mundo, levando-o a redescobrir uma outra história para a sua própria vida e para a da sua terra. Um relato das extraordinárias peripécias que envolvem o funeral, retratando paralelamente o conflito vivido por uma elite culturalmente afastada da generalidade do povo, de característica predominantemente rural.
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