Archive for Junho, 2008
EURO 2008 – Grupo A – 1ª jornada

2-0
E, tenho já de começar a retractar-me, e ainda bem! A abrir, uma excelente vitória de Portugal!
Numa partida jogada a ritmo intenso, sempre a alta velocidade, Portugal assumiu desde início a condição de favorito, procurando de forma constante o golo, quase sufocando a equipa turca, de que é melhor exemplo a sucessão de quatro cantos consecutivos, por volta dos 40 minutos.
Algo ansiosa, por vezes precipitada, sem conseguir manter a calma necessária para construir jogadas estruturadas, a equipa portuguesa conseguiria, não obstante, criar várias situações de perigo, com a bola a embater por três vezes nos ferros da baliza do guarda-redes turco: primeiro, aos 37 minutos, com um fantástico remate cruzado de Cristiano Ronaldo, com Demirel a tocar ainda na bola, desviando-a para o poste esquerdo da baliza; de seguida, aos 50 minutos, já depois de Simão ter sido carregado em falta à entrada da área – com o árbitro a dar a lei da vantagem -, a bola sobrou para Nuno Gomes, que rematou ao poste; e, finalmente, o mesmo Nuno Gomes a cabecear à barra, iam decorridos 65 minutos.
Já depois de ter visto uma jogada de golo não validada pelo árbitro (aos 17 minutos), Pepe conseguiria mesmo marcar, a cerca de meia-hora do fim do encontro. Uma excelente combinação, tabelando com Nuno Gomes, isolando-se na área turca e, frente a Demirel, não obstante ser ainda “abalroado” por um defesa turco, com muita calma, a conseguir desviar a bola do alcance do guarda-redes.
Mesmo a perder, a Turquia – sempre muito passiva, como que incapaz de reagir ao turbilhão em que a equipa portuguesa a envolvera – manteve a toada de expectativa e de risco mínimo, apenas lançando esporádicos contra-ataques. Apenas aos 73 minutos, Ricardo, sempre bastante seguro, teria uma intervenção mais apertada, para, aos 81 minutos, num outro ataque perigoso, a bola sair ligeiramente ao lado da baliza portuguesa.
A finalizar o jogo – e já depois de Scolari ter dado, por via das 3 substituições efectuadas, claros sinais de que o fundamental era preservar a vitória – Portugal, na sequência de uma excelente iniciativa de Cristiano Ronaldo (um contra-ataque rapidíssimo, abrindo para João Moutinho, desmarcado no centro da área, o qual, não conseguindo visar a baliza, teria ainda tempo de assistir Raul Meireles, que, liberto à direita, empurrou para o fundo da baliza), conseguiria assim alcançar finalmente o golo da tranquilidade… que lhe conferiu uma vitória plenamente justa, a par da liderança do Grupo. Pode consultar a classificação aqui.
Ricardo, Bosingwa, Ricardo Carvalho, Pepe, Paulo Ferreira, Petit, João Moutinho, Deco (92m – Fernando Meira), Cristiano Ronaldo, Simão (82m – Raul Meireles) e Nuno Gomes (68m – Nani)
Volkan Demirel, Hamit Altıntop (75m – Semih Şentürk), Servet Çetin, Hakan Balta, Gökhan Zan (55m – Emre Aşık), Kazım Kazım, Emre Belözoglu, Mehmet Aurélio, Mevlüt Erdinç (45m – Sabri Sarıoğlu), Tuncay Sanlı e Nihat Kahveci
1-0 – Pepe – 61m
2-0 – Raul Meireles – 93m
“Melhor em campo” – Pepe
Amarelos – Kazım Kazım (4m), Gökhan Zan (51m), Sabri Sarıoğlu (72m)
Árbitro – Herbert Fandel (Alemanha)
Stade de Genève – Genève (19h45)
Portugal-Turquia – Minuto a minuto
Para acompanhar aqui.
EURO 2008 – Grupo A – 1ª jornada

0-1
Na partida inaugural do EURO 2008, repetiu-se o arranque da precedente edição da prova, com a equipa da casa (Suíça) a ser derrotada, perdendo frente à R. Checa por 0-1.
Assumindo a condição de favorita (única equipa que, em 2004, venceu todos os jogos da Fase Grupos), a R. Checa começou por controlar o jogo, mas rapidamente a Suíça conseguiria restabelecer o equilíbrio.
Beneficiando da sua frieza e eficácia, a R. Checa tiraria partido de alguns infortúnios da equipa suíça, que perderia Alexander Frei no final da primeira parte, devido a lesão aparentemente grave, vendo ainda Vonlanthen rematar à trave, já na recarga a um primeiro remate com muito perigo, culminando com a reclamação de uma grande penalidade, ao minuto 94, não sancionada pelo árbitro (com um jogador checo a desviar a trajectória da bola com o braço). Ao invés, a selecção dirigida por Karel Brückner aproveitaria a única grande oportunidade de golo, convertida por Svěrkoš , que entrara a substituir Koller.
Num jogo bastante táctico, em que ambas as equipas revelaram algum respeito mútuo, um resultado com o seu quê de penalizador para a Suíça, pela superioridade consentida pela R. Checa, que, não obstante, prossegue a sua senda de vitórias.
Diego Benaglio, Stephan Lichtsteiner (75m – Johan Vonlanthen), Patrick Müller, Philippe Senderos, Ludovic Magnin, Valon Behrami (84m – Eren Derdiyok), Gökhan Inler, Gelson Fernandes, Tranquillo Barnetta, Alexander Frei (45m – Hakan Yakin) e Marco Streller
Petr Čech, Zdeněk Grygera, Tomáš Ujfaluši, David Rozehnal, Marek Jankulovski, Tomáš Galásek, Libor Sionko (83m – Stanislav Vlček), David Jarolím (87m – Radoslav Kováč), Jan Polák, Jaroslav Plašil e Jan Koller (55m – Václav Svěrkoš)
0-1 – Svěrkoš – 70m
“Melhor em campo” – Ujfaluši
Amarelos – Magnin (58m), Vonlanthen (75m) e Barnetta (94m)
Árbitro – Roberto Rosetti (Itália)
Estádio St. Jakob-Park – Basileia (17h00)
EURO 2008 – Pontapé de saída
Depois do que aconteceu no EURO 2004, com o absolutamente inesperado triunfo da Grécia, a atitude mais prudente seria mesmo a de revelar os “prognósticos só no fim”.
Mas, assumindo um pouco o risco, à partida para a principal competição europeia de futebol – e quando estamos a cerca de meia hora do seu início – há um lote de selecções que reunem algum favoritismo: as tradicionais Itália, França, Espanha, Holanda e Alemanha (não obstante não ter vencido nenhum dos 6 jogos que disputou desde que, em 1996, se sagrou Campeã da Europa), a que aqui junto também a R. Checa. Se tivesse de apostar apenas numa, a minha opção (enquanto equipa favorita) recairia na Espanha.
Quanto a Portugal, em condições normais – e não obstanta a reconhecida classe de alguns dos seus jogadores, com Cristiano Ronaldo ostentando, a priori, o estatuto de estrela maior desta prova (como gostaria de a ver confirmada!…) – não deverá “entrar nestas contas”.
Nas quatro presenças anteriores em Fases Finais do Campeonato da Europa de Futebol (1984, 1996, 2000 e 2004), a equipa portuguesa sempre conseguiu ultrapassar a fase de grupos, tendo inclusivamente, nas 3 últimas edições, vencido o seu Grupo de apuramento (sendo aliás a única selecção que alcançou esta proeza). O historial de Portugal é muito bom, registando um 2º lugar, 2 terceiros e um 5º, com a particularidade de ter atingido os 1/4 Final em 1996, as 1/2 Finais em 2000 e a Final em 2004.
Infelizmente, receio que esta sucessiva tendência ascensional não tenha continuidade este ano. Mais, atrevo-me a antecipar que Portugal poderá inclusivamente não vencer nenhum dos jogos da presente edição… Oxalá tenha de vir a “retratar-me”!
Desde logo, porque – em minha opinião, contrariamente ao que se poderá comummente supor – a equipa portuguesa está integrada num Grupo difícil: uma das mais fortes candidatas ao título, a R. Checa, uma equipa fogosa como a da Turquia, e a Suíça, um dos países organizadores, com o que de dificuldade acrescida tal poderá implicar no último jogo da fase de qualificação.
Depois, porque Portugal – com uma sofrível campanha na fase de apuramento, praticamente sempre em “serviços mínimos” – se apresenta com uma equipa desequilibrada, com notórias insuficiências. Ao exacerbado protagonismo e mediatismo de Cristiano Ronaldo (com inevitáveis repercussões a nível da necessária concentração) contrapõe-se a ausência de um efectivo “ponta-de-lança”; o excesso de extremos é acompanhado por uma linha média com jogadores demasiado fatigados ou fora de forma (João Moutinho ou Petit, por exemplo), ou com falta de ritmo competitivo (como é o caso de Deco).
São muitas as incógnitas no início deste EURO. Conseguirá Cristiano Ronaldo – no termo de uma tão magnífica como extenuante época – estar ao seu nível? Terá Deco adquirido entretanto o ritmo necessário para que possa assumir em plenitude o seu papel de pautar o jogo de Portugal? Poderá João Moutinho resistir ao cansaço e afirmar-se como vector determinante do meio-campo? Estará Bosingwa na forma que apresentou durante o ano, como elemento municiador de ataque, provocando desequilíbrios?
Com o incansável apoio dos emigrantes portugueses – num primeiro jogo que considero decisivo, em que a vitória será imprescindível -, têm a palavra os “Viriatos”!
Para acompanhar, “ao minuto”, via Twitter.
Memória


A 28 de Junho o Memória Virtual completa 5 anos.
Nos próximos dias – até lá -, retomando a sua matriz, o tema em foco será a Memória, em algumas das suas múltiplas vertentes.

Historial do Campeonato Europa Futebol (XII)
XII – 2004 (Portugal)
E eis-nos chegados ao “nosso” EURO2004!
Com nova alteração na fórmula de disputa da fase de Qualificação: foram formados 10 grupos de 5 países, apurando-se directamente para a Fase Final apenas o vencedor de cada um dos grupos; os 2º classificados de cada grupo defrontaram-se em playoff, de forma a apurar os 5 restantes finalistas, a “viajar” até Portugal.
Após o apuramento dos semi-finalistas do EURO 2004 – Portugal, Grécia, Holanda e R. Checa -, com a surpreendente eliminação dos campeões em título (França) pela equipa grega, seria apontado que este se transformara num “EURO dos pequeninos”… numa injusta “minimização” do desempenho daquelas selecções, apenas porque outras (teoricamente mais fortes) haviam sido entretanto eliminadas (Espanha, Itália, Alemanha, Inglaterra e França). Como foi possível “apelidar de EURO dos pequeninos” uma prova que teve nas 1/2 finais, 2 dos semi-finalistas do Europeu anterior (Portugal e Holanda) e uma equipa com o poderio actual (para não falar já da sua tradição histórica, de Campeão da Europa, vice-Campeão do Mundo e da Europa) da R. Checa?
(EURO 2008 via Twitter)
Hillary Clinton irá anunciar apoio a Barack Obama
Hillary Clinton deverá declarar no próximo sábado o seu apoio à candidatura de Barack Obama às eleições presidenciais estado-unidenses de 4 de Novembro, ao mesmo tempo que felicitará o candidato pela obtenção do número de delegados necessários à nomeação, apelando à unidade do partido, colocando assim termo à sua campanha.
Historial do Campeonato Europa Futebol (XI)
XI – 2000 (Holanda/Bélgica)
Pela primeira vez na história do futebol, uma organização conjunta: a XI edição do Campeonato da Europa teria a Fase Final repartida pela Bélgica e Holanda, que, sendo qualificadas de “ofício”, obrigariam a nova alteração na fórmula de disputa das qualificações: seriam formados 9 grupos, com composição variável, entre 5 e 6 selecções, qualificando-se directamente o vencedor de cada grupo e o melhor dos segundos classificados, enquanto que os restantes 8 tiveram de disputar um playoff para apurar os últimos 4 finalistas.
Portugal seria o melhor dos 2º classificados (num grupo vencido pela Roménia), alcançando assim o apuramento directo (o terceiro da sua história, após as provas de 1984 e 1996).
Na Fase Final, um extraordinário comportamento de Portugal, com vitórias em todos os jogos; depois de transformar um 0-2 em 3-2 perante a Inglaterra e de bater a Roménia por 1-0, voltava a eliminar o Campeão Europeu em título, humilhando a Alemanha (jogando com os “reservistas”) por 3-0 (3 golos de Sérgio Conceição); também a Inglaterra ficaria pela fase de grupos.
Nos ¼ final, Portugal, Itália, França e Holanda (com uma vitória por 6-1) impor-se-iam com alguma naturalidade à Turquia, Roménia, Espanha e Jugoslávia.
(EURO 2008 via Twitter)
Novo Benfica – O blogue
Aqui.
Com a participação de: António de Souza-Cardoso, Armindo Monteiro, Bruno Carvalho, Júlio Machado Vaz, Miguel Esteves Cardoso, Miguel Osório, Miguel Álvares Ribeiro, Paulo Ferreira e Pedro Fonseca.



