Archive for 25 Junho, 2008

EURO 2008 – 1/2 Finais – Alemanha – Turquia

AlemanhaTurquia3-2

3-2 a Portugal; 3-2 à Turquia; a Alemanha está na Final do EURO 2008!

Em mais uma partida de futebol repleta de emoções fortes, a Turquia entrou em campo de forma destemida, surpreendendo a Alemanha; no primeiro quarto de hora, três jogadas de perigo, por intermédio de Kazım Kazım (por duas vezes, na segunda delas com a bola a embater na trave) e por Hamit Altıntop… para, aos 22 minutos se consumar a surpresa, com o golo de Uğur Boral.

A equipa alemã reagiu de pronto, novamente por Schweinsteiger, que, apenas 4 minutos volvidos, restabelecia a igualdade.

Até final da primeira hora, o “sinal mais” continuava a ser dado pela Turquia, com a Alemanha a criar perigo apenas em contra-ataque, com Podolski a desperdiçar uma oportunidade aos 34 minutos.

Depois de uma primeira metade de grande intensidade, na segunda parte o jogo seria mais pausado, com ambas as equipas mais cautelosas. Não obstante, algum predomínio dos alemães seria concretizado aos 79 minutos, já depois de Hitzlsperger ter beneficiado de outra oportunidade, cerca de 5 minutos antes.

Com um enorme coração, os turcos conseguiriam ainda chegar ao empate, pelo inevitável Semih Şentürk. Com apenas 4 minutos para jogar, pensou-se novamente na hipótese de prolongamento… só que, desta vez, o golo no último minuto seria marcado pelos alemães, por intermédio de Philipp Lahm.

Tal como no jogo dos 1/4 Final frente a Portugal, a Alemanha mostrava grande eficácia… a par de respeito pelo adversário, encerrando o encontro com uma substituição aos 92 minutos, em ordem à preservação da decisiva vantagem, que lhe confere o apuramento para a Final da prova – a 6º no seu historial -, 12 anos depois do último título, conquistado em Inglaterra.

Alemanha Jens Lehmann, Arne Friedrich, Per Mertesacker, Christoph Metzelder, Philipp Lahm, Thomas Hitzlsperger, Simon Rolfes (45m – Torsten Frings), Bastian Schweinsteiger, Michael Ballack, Lukas Podolski e Miroslav Klose (92m – Marcell Jansen)

Turquia Rüştü Reçber, Sabri Sarıoğlu, Mehmet Topal, Gökhan Zan, Hakan Balta, Mehmet Aurélio, Kazım Kazım (92m – Tümer Metin), Hamit Altıntop, Ayhan Akman (81m – Mevlüt Erdinç), Uğur Boral (84m – Gökdeniz Karadeniz) e Semih Şentürk

0-1 – Uğur Boral – 22m
1-1 – Bastian Schweinsteiger – 26m
2-1 – Miroslav Klose – 79m
2-2 – Semih Şentürk – 86m
3-2 – Philipp Lahm – 90m

“Melhor em campo” – Philipp Lahm

Amarelos – Semih Şentürk (53m) e Sabri Sarıoğlu (94m)

Árbitro – Massimo Busacca (Suíça)

Estádio St. Jakob-Park – Basileia (19h45)

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25 Junho, 2008 at 10:42 pm 1 comentário

Memória (VIII)

[…] afin que les travaux des siècles passés n’aient pas été inutiles pour les siècles qui succèderont; que nos neveux devenant plus instruits, deviennent en même temps plus vertueux et plus heureux; et que nous ne mourions pas sans avoir bien mérité du genre humain *

Conhecimento enciclopédico – L’Encyclopédie

Etimologicamente a palavra Enciclopédia significa encadeamento de conhecimentos – os quais têm por base a memória –, procurando concretizar a quimera de reunir e concentrar num único documento todo a sabedoria (dispersa) da humanidade, em múltiplas vertentes da cultura, artes e ciência, com o objectivo de a transmitir « aux hommes qui viendront après nous», às gerações vindouras.

No final do século XVIII, o movimento do Iluminismo, advogando uma nova concepção de sociedade, baseada na democracia e na liberdade de pensar e de questionar, com forte apetência pelo saber, visando favorecer a difusão dessa concepção, procurou levar o conhecimento até junto de todos, numa época que constituiu a “Idade de ouro” dos Dicionários.

Em 1751, surgiam os dois primeiros tomos de L’Encyclopédie ou “Dictionnaire raisonné des sciences, des arts et des métiers”, o maior empreendimento editorial, filosófico e científico até à época, quer pelo seu volume, quer pelos recursos empregues. As suas origens remontam a 1745, decorrendo da iniciativa de tradução para francês do Dicionário Universal inglês (“Cyclopaedia” ou “Universal dictionary of arts and sciences”, de Ephraim Chambers, publicado em Londres a partir de 1728, objecto de sucessivas reedições), trabalho encarregue, em 1747, a Denis Diderot (Academia das Ciências e Belas Artes) e a Jean le Rond d’Alembert (Academia Real das Ciências).

A obra, prevendo compreender inicialmente 10 volumes, atingiria, no seu termo, um total de 28 volumes – 17 de texto (com mais de 70 000 artigos) e 11 de imagens (quase 3 000 ilustrações) – ao longo de mais de 25 anos de trabalho, constituindo-se como uma recolha crítica dos saberes, da sua elaboração e da sua transmissão, e, sobretudo crítica dos dogmas, vindo consequentemente a ter fortes repercussões sociais, que levariam inclusivamente à sua vigilância, censura e, mesmo, à sua interdição em 1752. Os 10 últimos volumes de texto apenas seriam publicados em 1765, enquanto que os volumes de imagens seriam finalizados em 1772.

Como marcas distintivas em relação aos anteriores Dicionários Universais, destacavam-se:

  • o facto de se tratar de um projecto colectivo (elaborada por uma “sociedade de gente de letras”), envolvendo mais de 150 colaboradores, recorrendo a especialistas em diversas matérias (e não apenas a compilações do passado): Diderot assegurava a parte de história da filosofia; d’Alembert ocupou-se da componente da Matemática e Física, Buffon das Ciências da natureza, Daubenton da História Natural, Barthez, Bordeau e Tronchin da Medicina, Quesnay e Turgor da Economia, Jean-Jacques Rousseau da Música e da Teoria Política, para além de outros nomes famosos como os de Montesquieu e Voltaire
  • beneficiava já de um sistema de reencaminhamento entre artigos, antecipando a interactividade (hoje potenciada com o uso do hipertexto), organizados em três grandes categorias ou ramos do conhecimento – História/Memória, Filosofia/Razão e Poesia/Imaginação – permitindo uma legibilidade transversal
  • integrava também as “artes mecânicas” no círculo do conhecimento
  • compreendia 11 volumes de imagens, entendidos como uma forma de enriquecimento dos conteúdos textuais.

O projecto ARTFL da Universidade de Chicago desenvolveu na Internet uma versão da primeira edição de L’Encyclopédie ou Dictionnaire Raisonné des Sciences, des Arts et des Métiers, de Diderot e d’Alembert.

* Denis Diderot, “L’Encyclopédie”

25 Junho, 2008 at 8:18 am 1 comentário


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