EURO 2008 – 1/4 Final – Portugal-Alemanha

19 Junho, 2008 at 9:36 pm 2 comentários

PortugalAlemanha2-3

Depois de uma fase inicial de maior ascendente da Alemanha, Portugal – que tivera uma entrada algo intranquilo – começava, a partir dos 15 minutos, a equilibrar o jogo… quando, numa rápida de descida de Lukas Podolski pelo flanco, que Bosingwa não conseguiu acompanhar, conseguiu cruzar para o coração da pequena área, onde Bastian Schweinsteiger surgiu de rompante, antecipando-se a Paulo Ferreira, a desviar para o golo, sem hipóteses para Ricardo.

E, apenas mais 4 minutos volvidos, outra vez Schweinsteiger, a cobrar um livre, com um lançamento para a área, surgindo desta feita Miroslav Klose, fulgurante, a antecipar-se a toda a defesa, marcando de cabeça.

Numa fase em que tudo parecia correr mal, a equipa portuguesa ver-se-ia ainda obrigada a uma substituição forçada, por inferioridade física de João Moutinho, substituído por Raul Meireles.

Com uma alteração táctica, fazendo Ronaldo aproximar-se de Nuno Gomes, e, sobretudo, com Deco a “arrumar a casa”, organizando o jogo, Portugal conseguiria reequilibrar novamente a tendência da partida.

E seria precisamente numa superlativa jogada de Deco, pleno de esforço, arrancando do meio-campo português, tirando os adversários do caminho, com a bola a chegar a Ronaldo, surgindo isolado no flanco esquerdo, tentando bater Lehmann, mas este faria bem a mancha, provocando um ressalto de bola para Nuno Gomes, que, numa boa rotação, conseguiria impulsioná-la para a baliza desguarnecida da Alemanha, não obstante o esforço desesperado de um defesa alemão para tentar evitar… o inevitável. Portugal reentrava no jogo, faltavam poucos minutos para o intervalo.

Já mesmo em cima dos 45 minutos, uma magnífica iniciativa de Ronaldo, rematando colocado, com a bola, em diagonal, a cruzar toda a área de baliza, saindo ligeiramente ao lado. Perdia-se uma ocasião soberana para empatar o jogo!

O balanço da primeira parte denotava equilíbrio entre as duas equipas, com as seguintes estatísticas: 7-6 em remates para Portugal; 3-3 em remates à baliza; 8-3 em faltas cometidas para a Alemanha; 4-1 em cantos para Portugal; 52% / 48% em termos de posse de bola, também com vantagem para Portugal. Em síntese, uma grande exibição de Deco, traída pela falta de concentração e de atenção aos detalhes, tal como prevenira Scolari.

A selecção portuguesa teria uma boa reentrada no encontro, arrancando dois cartões amarelos para os defesas laterais da Alemanha logo nos momentos iniciais. Para, nos minutos imediatos, Bosingwa conseguir ganhar dois pontapés de canto para Portugal, num deles a criar perigo, com Pepe a não conseguir dar a direcção certa à bola.

Até que, em jogada a “papel químico” do segundo golo, novo livre, com um lançamento longo para a área portuguesa, com a defesa portuguesa apática, surgindo Ballack a antecipar-se – empurrando, de forma subtil, Paulo Ferreira, afastando-o do lance -, cabeceando para o terceiro golo da Alemanha, repondo a diferença no marcador.

Portugal, vítima dos diversos erros defensivos cometidos, oferecia a vitória à Alemanha.

Daí até final, o desespero começou a apoderar-se da equipa portuguesa, jogando mais “com o coração do que com a cabeça”. Entretanto, a Alemanha recolhera ao seu meio-campo, concedendo a iniciativa a Portugal, que se defrontava com uma muralha intransponível, tendo muitas dificuldades em chegar à área alemã.

Uma das últimas imagens que fica na retina é o lance em que Deco tenta “inventar” uma jogada de perigo, picando a bola sobre a defesa… pouco antes do “canto do cisne”, com Hélder Postiga a conseguir ganhar entre os centrais alemães, aproveitando um bom cruzamento de Nani, no flanco esquerdo, reduzindo para a desvantagem mínima.

Nos 4 minutos de tempo de compensação, o sofrimento foi grande em ambas as partes… mas, não obstante a atitude esforçada dos portugueses, o resultado estava feito.

As estatísticas finais – 22-11 em remates para Portugal; 6-5 em remates à baliza; 8-3 em cantos; 57% – 43 % de tempo de posse de bola – não traduzem que a Alemanha formou um bloco mais consistente, face a uma equipa portuguesa em que prevaleceram sempre as iniciativas individuais (com destaque para o excelente trabalho de Deco), e em que as falhas cometidas se revelariam irreparáveis.

Portugal Ricardo, Bosingwa, Pepe, Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira, Petit (73m – Hélder Postiga), João Moutinho (31m – Raul Meireles), Deco, Cristiano Ronaldo, Simão e Nuno Gomes (67m – Nani)

Alemanha Jens Lehmann, Arne Friedrich, Per Mertesacker, Christoph Metzelder, Philipp Lahm, Bastian Schweinsteiger (83m – Clemens Fritz), Simon Rolfes, Michael Ballack, Thomas Hitzlsperger (73m – Tim Borowski), Miroslav Klose (89m – Marcell Jansen) e Lukas Podolski

0-1 – Bastian Schweinsteiger – 22m
0-2 – Miroslav Klose – 26m
1-2 – Nuno Gomes – 40m
1-3 – Michael Ballack – 61m
2-3 – Hélder Postiga – 87m

“Melhor em campo” – Bastian Schweinsteiger

Amarelos – Petit (26m), Pepe (60m) e Hélder Postiga (90m); Arne Friedrich (47m) e Philipp Lahm (49m)

Árbitro – Peter Frojdfeldt (Suécia)

Estádio St. Jakob-Park – Basileia (19h45)

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2 comentários Add your own

  • 1. joao  |  20 Junho, 2008 às 1:10 am

    Desde 2002 (os Gloriosos tempos de uma Selecção Maravilha já nessa altura) que temos assistido calados, á Influencia da UEFA e da FIFA na decisão de jogos dando vitórias através de uma arbitragem suspeita e danosa para muito boas Selecções.
    Depois de Portugal ser considerado pela maioria dos adversários e Crítica Desportiva como a Equipa/Selecção favorita ao EURO2008 e ser arrumada como todos vimos… è suspeito !!
    É muito suspeita a forma como os jogos de Portugal tem sido arbitrados e é notória a influência dos “abutres” !!!
    Que ISENÇÃO e RIGOR tem mostrado a UEFA ?!
    Será a UEFA “imune” a pressões e corrupções ??

    Responder
  • 2. De Puta Madre  |  22 Junho, 2008 às 5:53 pm

    Nada disso.
    Fomos EnRatados pela Alemanha!

    Explico:

    A Alemanha fez bluff no Jogo com a Croácia. ( A Croácia também saiu mascarada, como se bem viu no jogo com a Turquia. E viva a Turquia!)

    O Jogo – Alemanha-Croácia – ao qual prestamos a atenção errada ( o Scolari especialmente, ele e os jogadores) foi um jogo de engodo – foram simuladas falsas fragilidades, para mascarar as verdadeiras.

    A Alemanha apostou bem! Mais vale uns Lusos-folgazões e semi-iludidos com as pseudo-fragilidades Alemãs ( Daí! O muito inteligente 2 lugar no seu grupo) do que uns Lusos-em-crescendo-de-confirmado-favoritismo-com-pózinhos-de-conquistadores-dos-mares-&etc. e mais perigoso: com a informação certa sobre o valor da Alemanha. BOM BLUFF!

    Fomos ingénuos. Claro que as histórias dos frangos no quintal do Ricardo devem ter chegado à Alemanha. ( Não esquecer que o Ricardo tirou os 3 à Inglaterra!!!)

    Conclusão: fomos EnRatados, puros e singelos Ratos na armadilha Alemã. Não é só o CR que está agora com o chupa a mão! …
    PS.: Foi um Ale-MANHA – Portugal. Viva a Turquia!

    Responder

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