FESTA DOS TABULEIROS (I)
14 Junho, 2006 at 8:43 am Deixe um comentário
“O Padre José Guilherme Godinho em O Nabão de 1 de Agosto de 1968, aduz novas interrogações: Não se perde no tempo o seu aparecimento? Terá nascido das festas romanas das colheitas a Ceres? Terá nascido do paganismo dos visigodos, naturalistas e essencialmente agrícolas, ou de resquícios pagãos dos árabes gratos pela abundância da Tâmara?
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Frei Manuel da Esperança na sua História Seráfica da Ordem dos Frades Menores de São Francisco na Província de Portugal publicada em Lisboa em 1666, relata como a Rainha Santa Isabel promoveu no reino de Portugal a singular devoção ao Espírito Santo.
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Segundo Jaime Cortesão em Os Descobrimentos Portugueses, as Festas do Espírito Santo ter-se-iam iniciado a partir de 1321 contando-se até fins de quinhentos, 75 cidades, vilas e aldeias cuja igreja matriz tinha o Espírito Santo por orago, cerca de 80 hospitais e albergarias com suas capelas e à volta de 1 milhar de conventos, capelas de igreja e muito principalmente ermidas, daquela invocação. Nesses espaços, outras tantas irmandades do Espírito Santo celebravam festas, procissões e romarias alusivas ao Império e à Coroação do Imperador.
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Temos, pois, a Festa Grande de Tomar tal como sobreviveu e a conhecemos hoje, repartida em duas vertentes fulcrais que se entrelaçam profundamente, sem contudo se confundirem: uma de origem profana, imemorial, outra de origem cristã, mergulhando raízes no culto do Espírito Santo.”
“Como começaram as Festas dos Tabuleiros”, J. A. Godinho Granada, “O Templário”, 28.04.05
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