Archive for Maio, 2005
PAUL AUSTER – OBRAS (III)
Na continuação da referência aos textos aqui editados sobre a obra de Paul Auster:
– O Livro das Ilusões (II) (excerto)
– O Livro das Ilusões (III) (excerto)
– O Livro das Ilusões (IV) (excerto)
– O Livro das Ilusões (V) (excerto)
– O Livro das Ilusões (VI) (excerto)
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LIVROS DA BLOGOSFERA
Para além da dinamização de uma plataforma portuguesa de “blogues” (weblog.com.pt), Paulo Querido contribui agora também para impulsionar a publicação em livro (e, por essa via, a perenização e tangibilidade da escrita no espaço “virtual”) de alguns dos melhores autores desse espaço.
São os casos de Luís Ene (Ene Coisas), Ana Roque (Modus Vivendi) e João Pedro da Costa (Ruínas Circulares), que vêem os seus textos ganhar a forma impressa, em livro (respectivamente: “Mil e Uma Pequenas Histórias”; “Pagar Para Ver”; e “As Ruínas Circulares”).
P. S. Beja vai-se afirmando como uma “capital da blogosfera”, na qual decorrerá também, já no próximo dia 21 de Maio, o encontro “Blogs na Planície“, integrando a Exposição “Bit-Afectos”, com trabalhos fotográficos de Nikonman (comemorando o 2º aniversário do seu Praça da República em Beja) e Ognid e, precisamente, também a apresentação do livro “Mil e uma pequenas histórias”, de Luís Ene, com a presença do autor e do editor Paulo Querido.
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CHILE
Estado da América do Sul, com a superfície de 756 626 km2 ocupando a vertente ocidental da cordilheira dos Andes, desde a fronteira do Peru à Terra do Fogo e uma população aproximada de 15 milhões de habitantes. Confina a Este com a Argentina, a norte com a Bolívia e o Peru e a oeste com o Pacífico. A capital é Santiago do Chile. A língua oficial é o espanhol e a unidade monetária é o peso.
[…] Fernão de Magalhães foi o primeiro ocidental a contactar com terra do Chile em 1520. O Chile entra na história com a chegada do capitão espanhol Diego de Almagro (1535-1536). Em 1540, outro capitão, Pedro de Valdivia seguiu o caminho do árido deserto de Atacama e chegou às margens do rio Mapocho. Em 1541, fundou a cidade de Santiago, que seria capital da província. Supersticiosos e primitivos, os araucanos possuíam, contudo, um verdadeiro génio militar, que se opôs com êxito aos Europeus em 1553, 1579 e 1598. No entanto, em 1600, o Chile tornou-se uma colónia espanhola e esse domínio durou cerca de dois séculos.
[…] Em 1810, procede-se à designação de uma Junta do Governo que abre caminho à independência do Chile. Presidida por Bernardo O’Higgins e com a ajuda do argentino San Martin, após as batalhas de Chacabuco (1817) e Maipo (1818), o Chile torna-se independente.
[…] Em 1833, instituiu-se uma Constituição que regeria o país até 1925. O Chile venceu a guerra entre 1879 a 1884 contra a Bolívia e o Peru, por motivos fronteiriços.
[…] Em 1970, Salvador Allende ganha as eleições presidenciais, tornando-se no primeiro chefe de Estado marxista de um país latino-americano. Allende prossegue uma política socialista de expropriações e nacionalizações que lesou diversos interesses, entre os quais norte-americanos, e provocou graves problemas económicos e um descontentamento generalizado e, em 1973, após um período particularmente agitado, eclodiu um golpe militar – a que Allende não sobreviveria –, encabeçado pelo general Augusto Pinochet, que derrubou o governo vigente e reprimiu duramente os seus apoiantes.
[…] Em 1981 foi aprovada uma nova constituição (revista em 1989 e 1991), e em 1988, realizou-se um referendo nacional que decidiu a realização de eleições livres em 1990, altura em que Pinochet é substituído por Patrício Aylwin, um democrata-cristão que procede à liberalização do regime e consolida os êxitos económicos do país, sem que o velho general deixe de permanecer figura tutelar do regime. Em 1994, Eduardo Frei Ruiz-Tagle, também democrata-cristão e apoiado pela esquerda moderada, é eleito presidente do Chile, confirmando a chefia de Pinochet como líder do exército até 1997. Desde 2000 que Ricardo Lagos Escobar é o presidente chileno.
[…] Seguem-se os três expoentes máximos da poesia chilena: Vicente Huidobro (1893-1948), criador do «imaginismo», Gabriela Mistral (1899-1957, Prémio Nobel em 1945) e Pablo Neruda (1904-1973, prémio Nobel em 1971), cujas obras se difundiram pelo mundo inteiro. […] Mais recente é a obra de Isabel Allende e de Luís Sepúlveda.
“A Enciclopédia”, edição Editorial Verbo, SA / Público, 2004
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PAUL AUSTER – OBRAS (II)
Continuando a referência aos textos que fui editando a propósito de Paul Auster:
– Leviathan (apresentação pelo editor)
– Mr. Vertigo (apresentação pelo editor)
– Timbuktu (apresentação pelo editor)
– O Livro das Ilusões (apresentação pelo editor)
– O Livro das Ilusões (I) (apresentação)
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ENCONTRO NACIONAL DE BLOGUES
Está já “na calha” mais um Encontro Nacional de Blogues, previsto para o mês de Setembro, em mais uma organização da Biblioteca Municipal de Beja, que – conforme nos conta a Mar – visa dar ainda maior visibilidade ao fenómeno dos blogues em Portugal, nomeadamente por via de debate, reflexão e troca de ideias, com a presença de convidados especialistas nesta temática.
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JOSÉ MOURINHO
Em três anos ao mais alto nível, José Mourinho conquistou 8 títulos: 3 vezes campeão nacional (pelo FC Porto, em 2003 e 2004; pelo Chelsea, em 2005); a Taça UEFA (2003) e a Liga dos Campeões (2004), ambas pelo FC Porto; a Taça de Portugal (2003); a Supertaça portuguesa (2004); a Taça da Liga de Inglaterra, vencendo o Liverpool na final (2005).
Uma carreira coroada de êxitos… até hoje.
Mourinho tinha hoje o jogo “mais difícil” da sua carreira, nas 1/2 finais da Liga dos Campeões. Ao perder por 1-0 frente ao Liverpool, Mourinho vê-se obrigado a fazer uma pausa na senda vitoriosa que o caracteriza.
Mas perdeu com um competidor à altura: Rafael Benitez, o espanhol que treina o Liverpool é – tal como Mourinho – um dos melhores treinadores do mundo e, ao 5º jogo da época entre as duas equipas, conseguiu finalmente vencer o Chelsea.
Mourinho arriscou, confiando na solidez da sua equipa (com uma única derrota em 35 jogos da Liga inglesa!); contudo, este Chelsea encontra-se ainda em fase de crescimento; apesar de solidária, não é ainda uma equipa tão compacta como a que o FC Porto exibiu pela Europa na época passada.
Ao deixar levar a decisão da eliminatória para Liverpool, ficou sujeito às contingências do jogo; a este nível – frente a uma equipa que, em 4 jogos (1/4 final e 1/2 finais) com a Juventus e o Chelsea, não sofreu nenhum golo! – qualquer imponderável pode decidir uma eliminatória (desde o não se saber sequer se no golo do Liverpool a bola entrou por completo na baliza; até ao facto de o islandês Gudjonsson ter tido o golo da vitória nos pés aos 96 minutos…).
Esta será porventura uma etapa importante no crescimento de Mourinho. Esta derrota – e o “aprender a perder” – será concerteza a semente de futuras vitórias.
Parabéns José Mourinho!
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BRASIL
A República Federativa do Brasil é o maior país do mundo latino e um dos maiores do Globo, com uma superfície de 8 511 965 km2 e cerca de 175 000 000 habitantes. Confina com todos os Estados sul-americanos, exceptuando o Chile e o Equador: com o Uruguai a Sul, a Argentina, o Paraguai e a Bolívia a sudoeste, com o Peru a oeste, com a Colômbia a noroeste, com a Venezuela, a Guiana, o Suriname e a Guiana Francesa a norte. Ocupa cerca de metade do continente sul-americano e é um dos cinco maiores países do mundo.
[…] O grito do Ipiranga – Independência ou morte! – dado por D. Pedro, príncipe regente, em 7.9.1822, significou, assim, uma simples consequência da política joanina, embora habilmente trabalhada por José Bonifácio, a princesa D. Leopoldina e os patriotas, pois então D. João VI já regressara à Europa, por imposição da Revolução de 1820. Proclamada a independência, foi o Brasil erigido a império e o príncipe regente coroado imperador como D. Pedro I. Na curta história do primeiro reinado, desenrolaram-se os acontecimentos da Guerra da Independência, da Constituição de 1824 e da Revolução Pernambucana (1824), que o jovem imperador pôde conduzir com felicidade, porquanto obteve de Portugal o reconhecimento da independência, outorgou uma Constituição ao Império e fez executar os rebeldes de 1824.
[…] Os sucessos da morte da imperatriz D. Leopoldina, do mau destino da Guerra da Prata, do agravamento da situação financeira do país, a par da ocorrência de choques entre lusos e brasileiros e da regência de ministérios instáveis comprometeram deveras a posição de D. Pedro I, que se viu obrigado a abdicar do trono em favor de D. Pedro de Alcântara, então criança de 5 anos (7.4.1831).
[…] Com a declaração da maioridade de D. Pedro II, inaugurou-se em 1840 o segundo reinado, sob o ceptro de um monarca sensato. […] Em 1870, divulgaram os republicanos o seu famoso Manifesto, logo seguido da Convenção de Itu (1873), com que partiram para a luta contra a monarquia. O desgosto de boa parte da oficialidade do exército (Questão Militar), o abandono pelo clero da sua devoção à coroa em virtude dos infelizes eventos da Questão Religiosa (1872-1875) e, principalmente, a alienação pela classe agrícola da causa monárquica, motivada pela cruzada abolicionista – que redunda na libertação dos escravos, pela Lei Áurea, de 13.5.1888, assinada pela princesa D. Isabel –, precipitaram a proclamação da república, em 15.11.1889, pelo marechal Deodoro da Fonseca.
Podemos considerar três fases distintas na história republicana: a da chamada República Velha (1889-1930), com os seus 10 quadriénios presidenciais; a da República de 1930 – dos governos de Getúlio Vargas –, encerrada em 1945; e a da 3ª República, iniciada em 1946, com a promulgação da quarta Constituição Republicana, até aos nossos dias.
“A Enciclopédia”, edição Editorial Verbo, SA / Público, 2004
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PAUL AUSTER – OBRAS (I)
É com grande prazer que aqui tenho vindo a apresentar diversos textos sobre Paul Auster, desde comentários, apresentação pelo editor e excertos de algumas das suas obras.
Depois da “conversa” com Paul Auster que aqui resumi nos últimos dias, deixo também referência a esses textos que fui editando:
– Apresentação
– A Trilogia de Nova Iorque (apresentação pelo editor)
– O Caderno Vermelho (apresentação pelo editor)
– O Caderno Vermelho (extracto)
– Lulu on the bridge (apresentação pelo editor)
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EXPOSIÇÃO DE PINTURA
Foi inaugurada ontem no Espaço Cultura da Junta de Freguesia do Lumiar, onde estará patente até 13 de Maio (das 14h30 às 19h00), a exposição de pintura “Génese: ideias à procura de forma”.
Trata-se de uma mostra pictórica, da autoria da pintora Maria Cecília Louraço. Segundo a própria:
“Instáveis (ou inconsistentes) as minhas ideias e emoções recusam-se a permanecer fixadas e desafiam-me a cada momento, sugerindo-me, constantemente, novas formas, cores diferentes, nova maneira de fazer, novos caminhos, que são sempre incertos, desconhecidos, arriscados até…
Por vezes, penso ter encontrado o rumo, no entanto, pode sempre surgir um horizonte longínquo que esconda a melhor solução: a maneira certa de dizer…
Tal como as opções na Vida! Pergunto-me, então, se a razão de ser da Arte não será esta procura do caminho…”
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À CONVERSA COM PAUL AUSTER (VII)
Diversamente de todos os seus restantes livros, que têm como personagens pessoas, em Timbuktu escreve sobre um cão (ainda assim, de alguma forma “personificado”, como “Mr. Bones”).
Em resposta, Auster revela a génese desse livro como resultado do início da escrita do que seria outra obra; no final do primeiro capítulo, gostou de tal forma de “Mr. Bones” que decidiu escrever um livro diferente, contando a sua história.
A questão com mais conteúdo “político” da noite seria a de que diferenças vê entre Nova Iorque e a América.
Depois de uma breve referência a Bush, Auster pegaria no tema pela vertente de que cerca de 40 % dos habitantes de Nova Iorque são imigrantes, com culturas variadas e falando uma grande diversidade de línguas. Considera notável que nela confluam e coabitem / convivam de forma harmoniosa, sem grandes problemas sociais, cerca de 8 milhões de pessoas (quase tantas como em Portugal!…), de diferentes raças e grupos étnicos, culturas e religiões.
À pergunta sobre se os livros que escreve funcionam como “auto-análise”, responderia que não; são natural e necessariamente um produto / um resultado do que é como pessoa, das suas experiências e vivências, sem contudo serem auto-biográficos, nem constituindo nenhum género de “terapia”.
A noite aproximava-se do fim quando foi questionado se “vivia para trabalhar ou se trabalhava para viver”.
Retomaria uma velha ideia de que os americanos viveriam para trabalhar, enquanto que os europeus trabalhariam para viver, na qual diz não se rever. Em síntese, a escrita é (uma) parte (fundamental) da sua vida.
E, à questão final, sobre que diferenças encontrava entre a poesia e a prosa, reafirmando que não tem experiência de escrita poética, disse entender os poemas mais como fotografias, enquanto que os romances (“com a sua multiplicidade de vozes a falar em simultâneo”) seriam mais como filmes!…
P. S. Pedro Mexia escreve hoje, na sua coluna no Diário de Notícias, sobre “a conversa” com Paul Auster: “Auster, estrela intelectual“.
O Correio da Manhã também reporta a “conferência” de Paul Auster.
P. P. S. – A ler também a entrevista de Paul Auster a “O Comércio do Porto“.
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