Archive for Junho, 2008

Universidade de Coimbra reúne produção científica na Internet

Estudo Geral” – recuperando a designação original da Universidade de Coimbra – é o nome da página na Internet criada pela Universidade de Coimbra, que acolherá a bibliografia (teses, livros, artigos) que os autores daquela instituição pretendam publicar, permitindo a formação de um repositório digital da produção científica da Universidade.

(via De Rerum Natura)

30 Junho, 2008 at 12:14 pm Deixe um comentário

A “Memória” em blogue

  • Memórias – Raimundo Narciso – 17.06.2004 / 12.01.2008

  • Memórias – Boaventura Eira-Velha – 24.06.2006 / 29.06.2008

  • IBMemórias – Joana Lopes e F. Penim Redondo – 16.05.2007 / 28.06.2008

  • Des(Memória) – Lizandra – Brasil – 22.09.2007 / 29.06.2008

  • Memória Visual – Jota Coelho – Guerra colonial e descolonização – 18.12.2007 / 19.06.2008

  • Caminhos da Memória – Diana Andringa, Irene Pimentel, Joana Lopes, Maria Manuela Cruzeiro, Miguel Cardina, Raimundo Narciso e Rui Bebiano – 15.06.2008 / 29.06.2008

30 Junho, 2008 at 12:00 pm 2 comentários

EURO 2008 – Final – Alemanha – Espanha

AlemanhaEspanha0-1

A Espanha sagra-se Campeã da Europa, o segundo título do seu historial, 44 anos após o primeiro triunfo!

Depois de uma entrada em campo algo receosa, concedendo algumas liberdades iniciais à equipa alemã – com jogadas a provocar algum frisson logo aos 4 e 5 minutos, ambas na extrema esquerda -, a selecção espanhola, assentando, dominando a zona central do terreno, tomaria conta do jogo a partir do primeiro quarto de hora.

Já depois de Metzelder quase provocar uma situação de auto-golo – na primeira avançada da Espanha -, Fernando Torres daria um “sinal de aviso” aos 22 minutos, rematando de cabeça, ao poste da baliza de Lehmann; o mesmo Torres marcaria o golo decisivo desta Final, iam decorridos 33 minutos: uma excelente desmarcação, em força e em velocidade, arrancando de trás e ultrapassando o último defesa alemão (Lahm), para, à saída do guarda-redes, fazer com que a bola lhe passasse por cima.

E, menos de dois minutos volvidos, a Espanha desperdiçaria mesmo uma ocasião soberana para ampliar o marcador, com Iniesta completamente liberto no lado direito da área, a não conseguir dominar a bola, tocando mal, bastante por cima da baliza.

No reinício da partida, a toada de jogo surgiria mais equilibrada. Até que, à passagem da hora de jogo, a Espanha, parecendo atravessar um período de alguma desconcentração, permitiria aos alemães três jogadas sucessivas de perigo, a que os espanhóis responderiam “à letra” quase de imediato, também com outras três oportunidades de golo, entre os 64 e 67 minutos.

A partir daí, o ritmo de jogo decairia notoriamente, quer por via das substituições, quer pelo facto de a Espanha ter imposto uma toada de maior contenção a meio-campo, não obstante não descurar nunca a possibilidade de rápidos contra-ataques, com uma flagrante oportunidade de golo não aproveitada por Marcos Senna aos 81 minutos.

Uma final muito competitiva, sem recurso a grandes primores de execução técnica, com as duas equipas a adoptarem uma postura bastante realista, reconhecendo o valor do adversário, mas em que a Espanha surge como justa vencedora, quer no jogo de hoje, quer justificando também o título de Campeã Europeia, tendo mostrado, durante toda a competição, formar a melhor equipa – tal como aqui apostara, no primeiro dia deste EURO -, jogando em colectivo, com um bloco (meio-campo e defesa) praticamente inexpugnável e com óptimas soluções ofensivas, tendo deixado pelo caminho os Campeões da Europa e do Mundo em título (Grécia e Itália), assim como Suécia, Rússia e a Alemanha.

Saiba tudo sobre o EURO 2008, aqui!

Alemanha Jens Lehmann, Arne Friedrich, Per Mertesacker, Christoph Metzelder, Philipp Lahm (45m – Marcell Jansen), Bastian Schweinsteiger, Torsten Frings, Thomas Hitzlsperger (58m – Kevin Kuranyi), Michael Ballack, Lukas Podolski e Miroslav Klose (79m – Mario Gómez)

Espanha Iker Casillas, Sergio Ramos, Carlos Marchena, Carles Puyol, Joan Capdevila, Andrés Iniesta, Xavi Hernández, Marcos Senna, Cesc Fábregas (63m – Xabi Alonso), David Silva (66m – Santi Cazorla) e Fernando Torres (78m – Daniel Güiza)

0-1 – Fernando Torres – 33m

“Melhor em campo” – Fernando Torres

Amarelos – Iker Casillas (43m), Fernando Torres (74m); Michael Ballack (43m), Kevin Kuranyi (88m)

Árbitro – Roberto Rosetti (Itália)

Estádio Ernst Happel – Viena (19h45)

29 Junho, 2008 at 9:35 pm Deixe um comentário

5 anos

http://www.notcelebrity.co.uk/flashcontent/flashHeader.swf?thename=MEM%C3%93RIA+VIRTUAL
I got my name in lights with notcelebrity.co.uk

5 anos de Memória Virtual…

28 Junho, 2008 at 12:06 am 7 comentários

MEMÓRIA

Porque é frágil a memória dos homens e para que, com o tempo, não caiam no esquecimento os feitos dos mortais, nasceu o remédio da escrita para que, por meio dele, os factos passados se conservem como presentes para o futuro. *

* Arenga de 1260 (Viseu, Arquivo do Museu de Grão Vasco, PERG / 08)


O que é a memória?

27 Junho, 2008 at 11:00 pm Deixe um comentário

Memória (X)

A Memória da Internet

As funcionalidades da informática permitem-nos “agarrar” o passado, “conservá-lo” e, mais que isso, sobretudo, fazê-lo “reviver” sempre que quisermos; trata-se de uma memória virtual, mas uma memória virtual viva.

Já em 2003, Pacheco Pereira lançava o alerta, em artigo no Público (de dia 17 de Julho) sobre o “Arquivo da Internet”: «Uma parte muito significativa do retrato do Portugal contemporâneo perde-se todos os dias sem apelo nem agravo: a Internet em português».

E, mais adiante, especificamente a propósito da blogosfera, então numa fase de crescimento fervilhante, «Veja-se o caso da blogosfera. A blogosfera devia ter um “depósito obrigatório” imediato. Os blogues, enquanto formas individualizadas de expressão, originais e únicas, são uma voz imprescindível para se compreender o país em 2003. Eles expressam um mundo etário, social, comunicacional, cultural, político que, sendo uma continuação do mundo exterior, tem elementos “sui generis”».

Para concluir com um grito lancinante: «Quem guarda os CD-ROM, quem guarda os discos alternativos, quem guarda os fanzines, quem guarda os panfletos políticos e a parafernália dos objectos de campanha, quem guarda os arquivos digitais, quem guarda a Internet portuguesa? Ninguém, diz o romeiro

E, no entanto, elas existem, as memórias da Internet… em arquivo!

Por exemplo, a Rede da Memória Virtual Brasileira, um projecto com a ambição de automatizar e disponibilizar no ciberespaço os acervos de todas as instituições brasileiras que disponham de um património visual ou textual, constituindo-se numa verdadeira memória digital, de acesso alargado.

Ou o arquivo da “Wayback Machine”, igualmente com um mirror na “nova Biblioteca de Alexandria”. Ou, ainda, noutra vertente, mais de 200 anos de história, tal qual ela foi escrita no momento em que ocorreu, com a disponibilização online dos arquivos – desde a sua fundação em 1785 – do jornal britânico The Times.

Também João Canavilhas se dedicou a estudar “A Internet como Memória“, que classifica mesmo como possível «memória colectiva da Humanidade», apontando o exemplo de uma vertente específica, o projecto MyLifeBits.

Aludindo que a Internet «veio facilitar o acesso à informação ao rebater em simultâneo as barreiras do espaço e do tempo», são suscitadas neste estudo questões relacionadas com a (limitada) longevidade dos suportes, restrições de acesso, as limitações das ferramentas de pesquisa, ou a questão da usabilidade das bases de dados.

O autor, constatando que «a internet surge, naturalmente, como uma extensão da memória», sublinha que «Um dos grandes desafios do futuro é compreender a internet e a forma como se pode tirar partido das suas características de uma forma eficiente», concluindo que o «desafio que se coloca à internet é aperfeiçoar as suas capacidades como memória».

27 Junho, 2008 at 10:59 pm 1 comentário

Eleições Presidenciais EUA – 2008 (XXXV)

Eleições Presidenciais EUA - 2008

O comício que reunirá hoje Barack Obama e Hillary Clinton na localidade de Unity, no Estado do New Hampshire – com os dois candidatos que disputaram até ao fim a nomeação do Partido Democrata a surgirem juntos publicamente pela primeira vez – marca uma viragem nestas eleições, a que o simbolismo do nome da localidade escolhida não será obviamente alheio.

Entretanto, no “campeonato das sondagens”, para já, tudo parece correr de feição a Barack Obama, com um distanciamento crescente face a John McCain, quando faltam ainda, contudo, mais de 4 meses para o “Dia D”.

27 Junho, 2008 at 7:55 pm Deixe um comentário

Efeito Borboleta e outras histórias

O lançamento do primeiro livro de contos de José Mário Silva, “Efeito Borboleta e outras histórias”, realiza-se hoje, pelas 18h30, na Casa Fernando Pessoa, com apresentação de António Mega Ferreira.

27 Junho, 2008 at 8:12 am Deixe um comentário

Memória (IX)

Conhecimento enciclopédico – Wikipedia

Das origens de “L’Encyclopédie” até ao surgimento da Wikipedia – «a enciclopédia livre que todos podem editar» – decorreram exactamente 250 anos, mas a motivação continua a ser a mesma, a de reunião e acumulação de uma base de conhecimento universal, concentrada num meio virtualmente à disposição de todos, de acesso gratuito.

A Wikipedia, uma enciclopédia online, foi criada em Janeiro de 2001, como um projecto paralelo à Nupedia, enciclopédia com filosofia análoga, iniciada em 2000, e que – devido ao complexo processo de validação da fiabilidade e qualidade das suas entradas – acabaria por ter o seu fim em 2003.

À semelhança da Enciclopédia idealizada por Diderot e d’Alembert, a Wikipedia é um empreendimento colectivo – necessariamente, em muito maior escala –, colaborativo (recorrendo à tecnologia wiki, aplicação de gestão de conteúdos adaptada a portais colaborativos) e voluntário, operando em rede, em que qualquer pessoa pode adicionar ou alterar artigos, sendo também os seus conteúdos de acesso livre.

A versão original, em inglês, compreende mais de 1 500 000 artigos, dispondo a versão em português de cerca de 200 000 entradas (8ª maior versão), números que crescem diariamente. Este projecto abrange já cerca de 250 idiomas, com um número global de artigos (em todos os idiomas) que ultrapassou – há precisamente três meses – os 10 000 000.

Constitui-se assim no mais completo arquivo de informação estruturada alguma vez elaborado pela humanidade – tendo por base a acção colectiva e a interacção online –, de actualização permanente e praticamente instantânea, elevando à máxima potência imaginável o conceito de “arquivo da memória”.

Em 2005, o “Seigenthaler incident” suscitaria – com particular acuidade – a questão do grau de precisão, fiabilidade e credibilidade da Wikipedia; não obstante, num estudo da Nature, tendo por termo de comparação a Encyclopedia Britannica, a enciclopédia online, não obstante o seu carácter de “obra a milhares de mãos”, não se sairia mal.

Inquestionável será a apreciação de que a sua qualidade é, necessariamente, bastante desigual, oscilando entre artigos de grande rigor e outras entradas com numerosos erros ou falhas, o que impossibilita a sua aceitação generalizada nos meios académico e científico.

Os seus críticos, de que é exemplo José Pacheco Pereira, autor que tem publicado reflexões sobre o tema – que, não obstante reconhecer tratar-se de uma grande realização da Rede, refere não existir forma de «escapar ao problema da validação científica no julgamento da Wikipedia» –, apontam que a forma de desenvolvimento deste projecto, sem revisão e sem edição, acaba por se traduzir num produto final repleto de «erros, incorrecções, artigos doutrinários passando por entradas enciclopédicas, que a tornam imprestável para qualquer trabalho sério», tendendo a «tornar-se o maior problema da pesquisa em linha para trabalhos escolares, académicos e jornalísticos».

Sendo inegáveis as suas virtualidades, tal como noutras áreas, decisiva será a obrigatória confrontação e cruzamento de fontes, devendo recorrer-se à Wikipedia com o necessário grau de cepticismo e reserva, e, preferencialmente, como forma de obter um primeiro e rápido (instantâneo) “aperçu” sobre o tema em causa – lançando pistas, apontando caminhos para desenvolvimento das pesquisas -, o qual carecerá imperativamente, para efeitos de maior rigor, de ser complementado pela consulta de fontes cientificamente idóneas.

Para saber mais, pode consultar as seguintes referências, também à guiza de pistas para início de exploração:

– “The Early History of Nupedia and Wikipedia: A Memoir
– “Wikipedia: 10 milhões de artigos
– “A política portuguesa na Wikipedia
– “Para o debate sobre a Wikipedia
– “O problema da Wikipedia: os erros do artigo “Partido Comunista Português”

26 Junho, 2008 at 11:35 pm Deixe um comentário

EURO 2008 – 1/2 Finais – Rússia – Espanha

RússiaEspanha0-3

Repetindo a vitória da primeira jornada da Fase de Grupos – e, tal como nesse jogo, por números eloquentes -, a Espanha garantiu o apuramento para a Final do Campeonato da Europa de Futebol, pela terceira vez na sua história, depois do triunfo de 1964 e da final perdida de 1984.

Na partida desta noite – e depois de uma primeira parte de contenção e expectativa, com ambas as equipas avessas ao risco, repartindo o tempo de posse de bola – a Espanha praticamente (re)entrou em vantagem, inaugurando o marcador logo aos 5 minutos do segundo tempo.

Paradoxalmente, a lesão de David Villa – o “herói” do primeiro jogo -, e o reforço do meio-campo, com a entrada de Cesc Fábregas, contribuiria para o desequilibrar da luta na zona fulcral do terreno a favor dos espanhóis, invertendo o que parecia ser a vantagem russa de uma aparente maior frescura física denotada pelos seus jogadores até então.

A partir do golo, conseguindo sempre anular os pontos fortes da equipa da Rússia, com Andrei Arshavin e Roman Pavlyuchenko a não terem possibilidade de se evidenciar, a Espanha assumiria definitivamente o controlo do jogo, acabando por surgir com naturalidade o segundo golo.

Guus Hiddink teria então de procurar arriscar o “tudo ou nada”; a equipa da Rússia acabaria por se desorganizar, com a Espanha a aproveitar o desequilíbrio da estrutura defensiva do adversário para ampliar o marcador para 3-0.

Até final, os russos mais não desejariam já então senão que o suplício terminasse o mais rapidamente possível… A sua surpreendente carreira quedava-se pelas 1/2 Finais da prova e pelo consequente 3º lugar.

No domingo, em Viena, Alemanha e Espanha têm “encontro marcado com a história”, na Final do EURO 2008.

Rússia Igor Akinfeev, Aleksandr Anyukov, Vasili Berezutski, Sergei Ignashevich, Yuri Zhirkov, Sergei Semak, Konstantin Zyrianov, Igor Semshov (56m – Diniyar Bilyaletdinov), Ivan Saenko (57m – Dmitri Sychev), Andrei Arshavin e Roman Pavlyuchenko

Espanha Iker Casillas, Sergio Ramos, Carlos Marchena, Carles Puyol, Joan Capdevila, Andrés Iniesta, Marcos Senna, Xavi Hernández (69m – Xabi Alonso), David Silva, David Villa (34m – Cesc Fábregas) e Fernando Torres (69m – Daniel Güiza)

0-1 – Xavi Hernández – 50m
0-2 – Daniel Güiza – 73m
0-3 – David Silva – 82m

“Melhor em campo” – Andrés Iniesta

Amarelos – Yuri Zhirkov (56m), Diniyar Bilyaletdinov (60m)

Árbitro – Frank de Bleeckere (Bélgica)

Estádio Ernst Happel – Viena (19h45)

26 Junho, 2008 at 9:37 pm Deixe um comentário

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