MUNDIAL 2006 – 1/2 FINAIS – PORTUGAL – FRANÇA

5 Julho, 2006 at 9:55 pm 5 comentários

PortugalFrança0-1

Portugal Ricardo, Miguel (62m – Paulo Ferreira), Fernando Meira, Ricardo Carvalho e Nuno Valente, Costinha (74m – Hélder Postiga), Maniche, Luís Figo, Deco, Cristiano Ronaldo e Pauleta (68m – Simão Sabrosa)

França Fabien Barthez, Willy Sagnol, William Gallas, Lilian Thuram, Eric Abidal, Patrick Vieira, Claude Makelelé, Frank Ribéry (72m – Sidney Govou), Florent Malouda (69m – Sylvain Wiltord), Zinedine Zidane e Thierry Henry (85m – Louis Saha)

0-1 – Zinedine Zidane – 33m

Um jogo animado, “entretido”, com as equipas a encaixarem bem uma na outra, ambas procurando a iniciativa atacante, mas jogando pelo “seguro”, com Portugal a dar a sensação de, quando imprimia velocidade ao seu jogo, poder provocar problemas à equipa francesa.

Numa jogada sem perigo eminente imediato, a França beneficiaria de uma grande penalidade, que aproveitou para se colocar em vantagem no marcador – tal como em 2000, Zidane não perdoaria.

A equipa portuguesa reagiu bem, criando quase de seguida uma jogada de perigo na área francesa, que poderia ter resultado em grande penalidade, caso o árbitro tivesse mantido o critério adoptado no lance anterior.

No recomeço da partida, a França parecia surgir mais ameaçadora, aproveitando alguma desconcentração da selecção portuguesa, que, nos primeiros 5 minutos, sentia dificuldades em conseguir acertar com as marcações.

A partir dos 50 minutos, Portugal voltava a procurar “pegar” no jogo, nomeadamente com algumas iniciativas de Cristiano Ronaldo, mas fazia-o de forma algo denunciada e não suficientemente rápida.

A França passava a aproveitar as ocasiões de que dispunha para quebrar o ritmo da partida e ir perdendo alguns “preciosos” segundos.

Por volta dos 65 minutos, Portugal aparentava ser uma equipa que começava a descrer, sem discernimento para construir jogadas ofensivas.

A substituição operada por Scolari, com Simão Sabrosa a entrar por troca com Pauleta (que, praticamente, “passou ao lado do jogo”) não parecia ser a opção mais acertada… Era Cristiano Ronaldo que avançava no terreno.

A muralha defensiva francesa parecia então intransponível.

“Remodelando” a estratégia, aos 74 minutos, entrava Hélder Postiga (bastante inoperante na partida anterior), substituindo Costinha.

Quase de imediato, Portugal cria uma jogada de perigo na área francesa; ao cruzamento de Nuno Valente, Hélder Postiga responderia lançando-se… para o chão.

E, logo de seguida, na conversão de um livre directo, Cristiano Ronaldo remata fortíssimo, obrigando Barthez a uma defesa de recurso, aliviando a bola para a frente, surgindo Figo a cabecear… por cima. Portugal perdia a sua maior oportunidade de golo na partida.

Frente a uma equipa tão sólida e consistente como a da França, a equipa nacional – acusando grande desgaste físico e mesmo, em alguns casos, dando sinais de esgotamento – não poderia ter desperdiçado as escassas oportunidades de que usufruiu.

Numa partida dominada pelo equilíbrio, não tendo também beneficiado de muitas ocasiões, denotando no campo um respeito pela equipa portuguesa – que não revelara nas declarações de alguns jogadores na véspera da partida –, a França foi efectiva, marcando o golo que lhe deu acesso à Final.

Procurando, em desespero de causa, chegar, pelo menos, ao empate, Portugal – com um remate “desastrado” de Fernando Meira, muito por alto e, até com Ricardo na área, tentando aproveitar os últimos pontapés de canto – despedia-se do sonho…


Foto – Associated Press

Parabéns a Portugal pela condigna presença neste Campeonato do Mundo, onde repete a melhor prestação da história, atingindo as 1/2 Finais!

Melhor jogador – Lilian Thuram (França)

Amarelos – Ricardo Carvalho (82m); Louis Saha (87m)

Árbitro – Jorge Larrionda (Uruguai)

Munich (20h00)


1m – Malouda a isolar-se perigosamente, a rematar ao lado

4m – Deco, num remate cruzado, de longe, a obrigar Barthez a uma defesa “apertada”, com Pauleta a chegar atrasado para a recarga

8m – Cristiano Ronaldo a combinar com Maniche que, num forte remate de meia-distância, ameaçou a baliza francesa, com a bola a subir ligeiramente

14m – Num centro de Ribéry, a bola a cruzar toda a área portuguesa, com Henry a não chegar a tempo para o desvio… por pouco

16m – Luís Figo testa Barthez, mas o remate saiu com pouca força…

21m – Thierry Henry tenta o remate, à entrada da área, mas a bola embate em Nuno Valente

28m – Ribéry procura fazer o centro, mas a bola vai directamente para as mãos de Ricardo, sem dificuldade

31m – Ricardo Carvalho, em queda, a deixar o pé tocar em Henry, que aproveitou a ocasião: grande penalidade

33m – Zidane bateu colocado, junto ao poste direito da baliza de Ricardo, que, adivinhando o lado, não conseguiria deter a bola

36m – Miguel a rematar de bastante longe, forte, com Barthez a blocar com segurança. Na sequência, Figo centra para a área, Cristiano Ronaldo sente o contacto de Sagnol (apoio das mãos nas suas costas) e cai na área (tal como fizera Henry); desta vez, o árbitro – não mantendo o critério – nada assinala…

39m – Cristiano Ronaldo, numa boa arrancada pelo lado esquerdo, remata à baliza, mas a bola é desviada para canto

44m – Ribéry não consegue “furar” o bloco defensivo português

45m – Figo remata contra a mão de um jogador francês, dentro da área

47m – Henry desmarca-se perigosamente pelo lado esquerdo, escapando a Fernando Meira em velocidade, remata cruzado, à entrada da pequena área, com Ricardo a defender com sorte, deixando a bola escapar por baixo do braço, acabando por sair pela linha de fundo, ligeiramente ao lado do poste da baliza

48m – Mais um remate perigoso, traiçoeiro, de Ribéry, a obrigar Ricardo a uma difícil intervenção

53m – Figo a desmarcar Paleta, conseguindo pela primeira vez ganhar algum espaço na área, rodou e rematou… à malha lateral

58m – Miguel tem uma arrancada pela direita, combina com Pauleta, que lhe devolve a bola, quando o lateral, exausto, já se encontrava caído no terreno. Ver-se-ia obrigado a solicitar a substituição no minuto seguinte

64m – Cristiano Ronaldo, na sequência de uma jogada de envolvência, remata, mas a bola embate na defesa francesa

77m – Na conversão de um livre directo, Cristiano Ronaldo remata fortíssimo, obrigando Barthez a uma defesa de recurso, aliviando a bola para a frente, surgindo Figo a cabecear… por cima

80m – Novo livre directo, com Figo a cruzar tenso para a “molhada” na área francesa; Vieira, o mais alto, a aliviar

82m – Contra-ataque rápido de Wiltord, com Ricardo Carvalho a desarmar com classe, mas, depois, a não conseguir desembaraçar-se da bola, e a ser obrigado a recorrer à falta, vendo o cartão amarelo… que o afasta do último jogo

92m – Fernando Meira tenta explorar o adiantamento de Barthez, mas a bola sai demasiado por alto

94m – Portugal pressiona, remetendo a França para a sua zona defensiva, beneficiando de dois pontapés de canto sucessivos; Ricardo, que saira da baliza, não consegue corresponder aos cruzamentos.

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DEIXEM-NOS SONHAR!… MUNDIAL 2006 – 1/8 FINAL – 1/4 FINAL – 1/2 FINAIS – FINAL

5 comentários Add your own

  • 1. MFRM  |  5 Julho, 2006 às 9:00 pm

    tomara!!!

    Responder
  • 2. MFRM  |  5 Julho, 2006 às 9:01 pm

    tomara!!!

    Responder
  • 3. Carlos Paixão  |  5 Julho, 2006 às 11:22 pm

    Mais uma vez prevaleceram os valores do mercado, mais um Itália-França na final. Um critério enviesado do árbitro retirou a Portugal qualquer chance de chegar à final, já por si difícil perante um adversário como a França que além de ter dois ou três jogadores que fazem a diferença (Thierry Genri e Zidane) possui um colectivo muito forte que é difícil de ultrapassar principalmente se se começar em desvantagem. Resta-nos ainda a possibilidade da consolação de um terceiro lugar frente à Alemanha no Sábado. Mas quando perdemos a final do Europeu há dois anos na Luz, fiquei mais revoltado porque Portugal perdeu uma ocasião única de obter um título importante e que desse visibilidade, perdendo a final para a Grécia que nem sequer se qualificou para a fase final do Mundial. Enfim, é assim a sorte do futebol, agora apesar de tudo foi mais natural, é diferente perder para uma França ou Itália do que para a Grécia numa final em que exceptuando Rehagel e os gregos toda a gente dava o favoritismo a Portugal. Pelo menos não deslustra apesar da “ajuda” do árbitro à França.
    E depois há outra coisa, Portugal não tem um avançado de raíz forte, dois seria preferível para quem tem aspirações a ganhar. Pauleta, por muitos golos que marque no campeonato francês, para mim não cumpre esse papel, simplesmente não há mais ninguém para além dele. Nem Simão, nem o Nuno Gomes, não há um Eusébio, não pode ser só um homem de área tipo Jardel, para ultrapassar equipas ultra-defensivas como a Grécia, a França ou a Itália, é preciso jogadores do tipo Pélé, Maradona, o Ronaldo ou Ronaldinho nas melhores condições físicas e com um colectivo muito forte e inspirado. Portugal tem o colectivo para trás da linha atacante, na defesa (incluindo o guarda-redes, muito embora eu não goste dele, mas reconheço que ele se transcende na selecção), principalmente na linha média (basta falar de Cristiano Ronaldo e de Figo) mas e depois? Ou há um elemento cá de trás muito inspirado para marcar senão só em jogadas de bola parada (livres ou penalties). Esqueçam o Pauleta, ele só marca contra equipas macias e mesmo assim é preciso estar inspirado, o Nuno Gomes? os defeitos do Pauleta em maior grau, o Simão? é mais preparador de lances ofensivos do que finalizador, quanto a mim com um bocado de tendência a mais para a trapalhice. São as limitações de um pequeno país com 10 milhões de habitantes apenas a lutar contra colossos com quatro ou cinco vezes essa base de recrutamento para já não falar no Brasil (quinto maior país do mundo em população, de acordo com a Wikipédia). Para finalizar este comentário, que já vai longo, digo Parabéns Portugal, apesar de tudo que disse para trás.

    Responder
  • 4. josé( ton cousin)  |  7 Julho, 2006 às 1:24 pm

    J’admire ton fair play et ta façon de décrir le match!Si ce nest pas cette fois-ci, peut être est-ce pour la prochaine, car pour ma part, j’ai trouvé que jusqu’au bout, l’équipe portugaise c’est montrée dangereuse, surtout durant les arrêts de jeu.Ici, chez moi, par les fenêtres ouvertes, j’ai entendu jusqu’aux derniers moments de la partie les cris de peur et de soulagement des supporters français.

    Responder
  • 5. joaquim anisio ngulele  |  13 Janeiro, 2017 às 5:06 pm

    uma das falhas e de luis filipe scolori nao te dado oportunidade ao nuno gomes jogar pelo menos nessa meia final. Nao nos esquecemos d que foi nunu gomes de deu o unico golo decisivo para qualificacacao dos quartos de finais do euro 2004. So por analisar nesse mesmo mundial so jogo Apenas um jogo contra alemanha faltando apenas uns 10min. Consiguiu marcar pelo menos um golo. Talvez se tivessem dado oportunidade no jogo contra franca podia marcar esse golo e empatava o jogo e depois seguia na marcacao de grandes penalidades com o grande eroi guardaredes ricardo a historia seria outra.

    Responder

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