Archive for Março, 2006
TOMAR – HISTÓRIA (II)
D. Manuel daria à vila de Tomar um novo foral em 1510. No seu reinado, seria criada a Fábrica de Vidro da Matrena, assim como as Ferrarias de S. Lourenço e do Prado, que perdurariam até ao Séc. XVIII.
Teria um período áureo na época dos Descobrimentos, com a construção da traça da vila, das obras do Convento, Sinagoga (com uma importante comunidade judaica), reconstrução da Igreja de S. João Baptista, Capela da Nossa Senhora da Conceição e da Ermida de São Gregório.
Aquando do domínio espanhol, as Cortes de Tomar aclamaram Filipe II como Rei de Portugal, tendo sido, nessa época, construído o Aqueduto dos Pegões.
Tomar seria elevada à condição de cidade em 1844, por D. Maria II. No decurso do Séc. XIX, registou importante desenvolvimento industrial, com unidades produtoras de seda, papel e ferro, ao mesmo tempo que se instalavam fábricas de fiação de tecidos.
Nos anos mais recentes, foi o Turismo a desenvolver-se. É habitada por cerca de 20 000 pessoas, sendo atravessada pelo Rio Nabão. O concelho, constituído por 16 freguesias, abrange um total de cerca de 50 000 habitantes.
Os seus monumentos abrangem desde o Românico-Bizantino ao Barroco, passando pelo Gótico, até ao Manuelino. Nas suas tradições, destaca-se também a Festa dos Tabuleiros.
LIGA DOS CAMPEÕES – 1/8 FINAL
1ª mão 2ª mão Total Benfica - Liverpool 1-0 2-0 3-0 Real Madrid - Arsenal 0-1 0-0 0-1 Bayern - AC Milan 1-1 1-4 2-5 PSV Eindhoven - Lyon 0-1 0-4 0-5 Chelsea - Barcelona 1-2 1-1 2-3 Glasgow Rangers - Villarreal 2-2 1-1 3-3 Werder Bremen - Juventus 3-2 1-2 4-4 Ajax - Inter Milan 2-2 0-1 2-3

Em mais uma gloriosa noite europeia, o Benfica fez história, garantindo o apuramento para os 1/4 Final da Liga dos Campeões, derrotando em Liverpool o Campeão Europeu em título por 2-0, com golos de Simão Sabrosa (35 minutos) e Fabrizio Miccoli (88 minutos).
Numa partida em que começou por ser sujeita a intensa pressão do adversário, a equipa do Benfica soube ser solidária e, passados os primeiros 20 a 25 minutos, começar a “respirar”, subindo no terreno, até chegar ao golo, numa soberba execução de Simão Sabrosa, deambulando em “slalom” frente à defesa inglesa, para desferir um potente e imparável remate, em arco, colocado ao canto superior direito da baliza.
Logo aí, o Benfica praticamente resolvia a eliminatória, perdendo o Liverpool o discernimento na procura do golo, repetindo as jogadas estereotipadas, bombeando a bola para a área, para a cabeça do “gigante” Peter Crouch, que nunca revelou capacidade para chegar ao golo (impedido também por uma extraordinária defesa de Moretto, não obstante o guarda-redes benfiquista ter revelado, a espaços, alguma intranquilidade).
O segundo golo, também num brilhante “pontapé de moínho” de Miccoli – já no final da partida – foi o corolário natural dos espaços proporcionados pela equipa inglesa nos últimos 20 minutos de jogo (com Karagounis mais uma vez a pautar a condução do jogo benfiquista), numa fase em que o Liverpool começava a descrer da possibilidade de inverter o rumo da eliminatória e em que, de forma desgarrada, cada um por si (com destaque para a boa exibição de Steven Gerrard) procurava, em vão, visar a baliza do Benfica.
Com a “estrelinha” da sorte em dois momentos em que a bola embateu nos ferros da baliza (o Benfica também teve uma dessas ocasiões), mas beneficiando também da excelente atitude da equipa e da solidez da defesa (com Léo mais uma vez em grande plano) e um meio-campo aguerrido, a equipa portuguesa justifica, no conjunto das duas partidas da eliminatória, a passagem à fase seguinte, impondo-se pela primeira vez a uma das equipas com maior palmarés mundial, e logo com duas vitórias e um categórico resultado agregado de 3-0!
Nos 1/4 Final, o Benfica é acompanhado por AC Milan, Arsenal, Barcelona, Juventus, Lyon (com Tiago a destacar-se no jogo de hoje, com 2 golos) e Villarreal. Pelo caminho ficaram alguns dos grandes “colossos” do futebol europeu, como (para além do Liverpool) o Real Madrid, Bayern e PSV Eindhoven (todos antigos Campeões Europeus), assim como o Chelsea de José Mourinho.
Benfica – Moretto; Alcides, Luisão, Anderson, Léo; Geovanni (60′ – Karagounis), Robert (70′ – Ricardo Rocha), Beto, Manuel Fernandes, Simão; Nuno Gomes (77′ – Miccoli)
Liverpool – Reina; Finnan, Carragher, Traoré, Warnock (70′ – Hamann); Luis Garcia, Gerrard, Xabi Alonso, Kewell (63′ – Djibril Cissé); Morientes (70′ – Fowler), Crouch
0-1 – Simão – 36 minutos
0-2 – Miccoli – 89 minutos
MUNDIAL 2006 (LXXX) – 1982
Grupo A
Itália – Polónia – 0-0
Peru – Camarões – 0-0
Itália – Peru – 1-1
Polónia – Camarões – 0-0
Polónia – Peru – 5-1
Itália – Camarões – 1-1
1º Polónia, 4; 2º Itália, 3; 3º Camarões, 3; 4º Peru, 2
Grupo B
RFA – Argélia – 1-2
Chile – Áustria – 0-1
RFA – Chile – 4-1
Argélia – Áustria – 0-2
Argélia – Chile – 3-2
RFA – Áustria – 1-0
1º RFA, 4; 2º Áustria, 4; 3º Argélia, 4; 4º Chile, 0
Grupo C
Argentina – Bélgica – 0-1
Hungria – El Salvador – 10-1
Argentina – Hungria – 4-1
Bélgica – El Salvador – 1-0
Bélgica – Hungria – 1-1
Argentina – El Salvador – 2-0
1º Bélgica, 5; 2º Argentina, 4; 3º Hungria, 3; 4º El Salvador, 0
Grupo D
Inglaterra – França – 3-1
Checoslováquia – Koweit – 1-1
Inglaterra – Checoslováquia – 2-0
França – Koweit – 4-1
França – Checoslováquia – 1-1
Inglaterra – Koweit – 1-0
1º Inglaterra, 6; 2º França, 3; 3º Checoslováquia, 2; 4º Koweit, 1
Grupo E
Espanha – Honduras – 1-1
Jugoslávia – I. Norte – 0-0
Espanha – Jugoslávia – 2-1
Honduras – I. Norte – 1-1
Honduras – Jugoslávia – 0-1
I. Norte – Espanha – 1-0
1º I. Norte, 4; 2º Espanha, 3; 3º Jugoslávia, 3; 4º Honduras, 2
Grupo F
Brasil – URSS – 2-1
Escócia – N. Zelândia – 5-2
Brasil – Escócia – 4-1
URSS – N. Zelândia – 3-0
URSS – Escócia – 2-2
Brasil – N. Zelândia – 4-0
1º Brasil, 6; 2º URSS, 3; 3º Escócia, 3; 4º N. Zelândia, 0
TOMAR – HISTÓRIA (I)
A região de Tomar é habitada há mais de 30 mil anos, apresentando diversos vestígios pré-históricos, datados desde o Paleolítico, decorrendo das suas boas condições de fertilidade.
Em épocas mais recentes, a região conheceu as povoações de Nabância (nome atribuído pelos Lusitanos, em honra do deus das águas, Nava), fundada pelos Túrdulos em 480 a.C. e, 600 anos depois, pelos Romanos; e Sellium, fundada no Séc. I pelo Imperador Augusto, na margem esquerda do Rio Nabão, época em que o povo se dedicava à agricultura e à exploração mineira.
Seguiram-se as invasões dos povos Bárbaros e Visigodos e, cerca de 712, dos Mouros.
Tomar foi conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques em 1147, vindo a ser doada aos Templários em 1159.
O Mestre da Ordem dos Templários, Gualdim Pais, fundou a vila de Tomar em 1 de Março de 1160, com a construção do Castelo de Tomar (com base na antiga povoação luso-romana), dando à povoação carta de foral em 1162.
Após a extinção da Ordem do Templo, em 1314, D. Dinis conseguiu obter bula do Papa João XXII para fundar, em 1319, a Ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo (“Ordem de Cristo”), cuja sede se fixaria em Tomar em 1356, vindo a ser dirigida pelo Infante D. Henrique.
LIGA DOS CAMPEÕES – 1/8 FINAL
1ª mão 2ª mão Total Chelsea - Barcelona 1-2 1-1 2-3 Glasgow Rangers - Villarreal 2-2 1-1 3-3 Werder Bremen - Juventus 3-2 1-2 4-4 Ajax - Inter Milan 2-2 14/3
200 000
Um dos principais “enigmas” que a blogosfera me continua a ocultar (desde há quase 3 anos) é o do seu grau de “visibilidade”.
Uma questão que não deixei ainda de me colocar (para a qual não encontrei ainda resposta) é a do estabelecimento de uma estimativa minimamente credível do número de pessoas que, com regularidade, a frequentam (assim como, noutro plano, a do número de leitores não “bloggers”).
Isto, sem prejuízo de ser hoje inquestionável a sua relevância nomeadamente em termos de um determinado segmento de leitores / “opinion makers”, em particular da sua vertente mais politizada e mediatizada.
Por mais desprendidos que sejamos relativamente à faceta “umbiguista” da blogosfera; por mais que anunciemos – e que o sintamos mesmo – que o que nos motiva não é o “campeonato das estatísticas”; por mais falta de fiabilidade que elas tenham, é inegável a satisfação que nos proporciona o atingir de algumas “metas” de facto nunca intencionalmente visadas.
Repito o que aqui escrevi há poucos meses: Os números “valem o que valem”: nem mais, nem menos…
Apenas recentemente tomei efectiva consciência de quão pouca fiabilidade tem, por exemplo, o Sitemeter: as suas contagens dependem (muito) do local em que o contador é colocado na página; dependem (imenso) de o contador operar apenas na página de entrada ou também nos arquivos. Sei agora que este blogue teve muito mais (largamente mais!…) que os 200 000 visitantes que o contador assinala; mesmo que – parte significativa deles – visitantes “acidentais” ou ocasionais.
Não só pelos aspectos quantitativos, valeu muito a pena ter criado este blogue; a blogosfera proporcionou-me grandes aprendizagens (a vários níveis), assim como o nascimento de verdadeiras e fortes amizades, e não apenas virtuais.
Posto isto, é-me impossível não assinalar os 200 000 visitantes ao Memória Virtual que o Sitemeter hoje indica (correspondendo a mais de 300 000 visitas), com o meu singelo mas imenso OBRIGADO a todos, esperando que possam continuar a ter interesse em renovar a visita.
MUNDIAL 2006 (LXXIX) – 1982
À partida para a Fase Final deste Mundial, poucos seriam os apostadores na Itália… Que ultrapassou com imensa dificuldade a 1ª fase, com 3 empates em 3 jogos… eliminando os Camarões pelo maior número de golos marcados.
Tudo se alteraria na 2ª fase: integrando um grupo com os colossos sul-americanos Brasil e Argentina, a Itália começaria por, surpreendentemente, bater a Argentina de Maradona, para, de seguida, “mandar para casa” a poderosa selecção brasileira.
Num jogo “épico”, o Brasil apenas necessitava de empatar; conseguiu fazê-lo a 1-1 e a 2-2, mas os italianos alcançariam, pela 3ª vez (com 3 golos do “mago” Paolo Rossi), e de forma definitiva, a vantagem no jogo, que lhes daria a vitória no Grupo e o apuramento para as ½ Finais.
Nas ½ Finais, a Itália derrotaria com alguma naturalidade a Polónia (com mais 2 golos de Paolo Rossi, que se consagraria como o melhor marcador da prova, com um total de 6 golos); na outra partida, a França seria eliminada pela RFA na transformação de pontapés da marca de grande penalidade, depois de, já no prolongamento, ter estado a vencer por 3-1; Rummenigge conduziria a sua equipa ao empate a 3-3…
RFA, que para chegar à 2ª fase (em que eliminaria a Inglaterra e os anfitriões, a Espanha) – depois de perder surpreendentemente com a Argélia na 1ª fase – tinha necessitado de fazer “anti-jogo” na partida com a Áustria, contando com a tácita colaboração desta, uma vez que o resultado de 1-0 apurava as duas equipas.
A prova ficaria ainda assinalada pela goleada da Hungria frente a El Salvador, por 10-1 (reforçando a sua própria marca de 9-0 à Coreia, em 1954 – resultado também verificado em 1974, na vitória da Jugoslávia frente ao Zaire), insuficiente para evitar que os húngaros fossem eliminados pela Bélgica (surpreendentemente vitoriosa no jogo de abertura com os Campeões do Mundo, Argentina) e… pelos argentinos.
Na Final, a Itália impor-se-ia aos teutónicos, com uma clara vantagem de 3-1 (com mais um golo de Paolo Rossi).
MÉDIO TEJO
…O que não seria possível hoje!…
Há poucos anos, visando satisfazer as “reivindicações” das cidades do Médio Tejo, tal viria a dar origem à instalação – num “triângulo” separado por cerca de 30 km – de 3 hospitais: em Tomar, Torres Novas e Abrantes… cada um com um determinado conjunto de especialidades.
Hoje, os tomarenses “têm de” nascer em Abrantes (ou como “manipular” a demografia…).
Há cerca de 2 anos, em visita à cidade de Tomar, para inauguração do Centro de Saúde de Santa Maria, o então Ministro da Saúde, Luís Filipe Pereira, afirmava que, “em cada um dos 3 hospitais que integram o Centro Hospitalar do Médio Tejo (Abrantes, Torres Novas e Tomar) – a zona do país em que existe maior concentração de hospitais por habitante -, haverá consultas de todas as especialidades. No entanto os internamentos, e numa tentativa de rentabilização dos recursos, serão feitos, por especialidade, em cada uma das referidas unidades de saúde“.
BLOGOSFERA EM 2005 (XXX)
A 26 de Novembro, o Diário de Notícias, pela pena de Paula Mourato, tratava da “blogosfera no feminino“.
“A CNN do século XXI?” foi o título do artigo de opinião de José Carlos Abrantes, Provedor do Leitor do Diário de Notícias (também organizador dos encontros “Falar de Blogues”), de que apresento de seguida um extracto:
«”Blogo porque quero existir.” Esta entrada de um blogue traduz o sentir de milhões de criadores de blogues. Outras motivações existirão, pois a diversidade humana também se reflecte, necessariamente, neste domínio. A explosão dos blogues tem levantado algumas interrogações sobre o seu papel. Nos media tem-se discutido, sobretudo, se os blogues são ou não jornalismo. Uma corrente considera que a actividade jornalística está ao alcance de todos, pois existe hoje a possibilidade de seguir os acontecimentos, de recolher informação sobre eles e de a publicar nas páginas dos blogues. Outros consideram que a actividade jornalística é uma actividade institucional onde os controlos são múltiplos um texto, mesmo de um director, é visto por outros profissionais antes de ser editado. Estes controlos múltiplos dariam, ao jornalismo, fiabilidade e credibilidade, que os blogues não poderiam reivindicar, pois são formas de expressão imediatas.»
A UBI – Universidade da Beira Interior tem dedicado especial atenção ao fenómeno da blogosfera, de que será melhor exemplo o II Encontro de Weblogs, organizado em Outubro. A fechar esta “viagem” pelo ano de 2005 na blogosfera portuguesa, referência para o Ubiversidade – Informações, ideias, juízos e raciocínios sobre as universidades em geral e as portuguesas em particular, blogue criado por alguns docentes da Universidade da Beira Interior, reflectindo sobre temas relacionados com o ensino superior, com uma interessante lista de elos para outros blogues que tratam da mesma temática e também para blogues afectos ao ensino secundário.
MUNDIAL 2006 (LXVIII) – 1982

As estrelas brasileiras Sócrates, Zico, Falcão, Júnior e Cerezo regressavam a casa no termo de um “alucinante” Itália-Brasil



