Archive for Maio, 2005
TAÇA VENCEDORES TAÇAS
Durante cerca de quatro décadas a segunda prova mais importante a nível europeu, a Taça dos Vencedores de Taças teria a sua última edição no ano de 1999, na sequência da crescente afirmação da supremacia da Liga dos Campeões.
Edição Época Vencedor Finalista Res. Semi-final.1 Res. Semi-final.2 Res. XXXIX 98-99 Lazio Mallorca 2-1 Lok. Moscovo 1-1 Chelsea 1-2 XXXVIII 97-98 Chelsea Stuttgart 1-0 Vicenza 1-2 Lok. Moscovo 1-3 XXXVII 96-97 Barcelona P. St.-Germain 1-0 Fiorentina 1-3 Liverpool 2-3 XXXVI 95-96 P. St.-Germain Rapid Wien 1-0 Dep. Coruña 0-2 Feyenoord 1-4 XXXV 94-95 Zaragoza Arsenal 2-1 Chelsea 3-4 Sampdoria 5-5 XXXIV 93-94 Arsenal Parma 1-0 P. St.-Germain 1-2 Benfica 2-2 XXXIII 92-93 Parma Antwerp 3-1 At. Madrid 2-2 Sp. Moscovo 2-3 XXXII 91-92 Werder Bremen Monaco 2-0 Brugge 1-2 Feyenoord 3-3 XXXI 90-91 Manchester Utd. Barcelona 2-1 Legia Warsaw 2-4 Juventus 2-3 XXX 89-90 Sampdoria Anderlecht 2-0 Monaco 2-4 D. Bucuresti 0-2 XXIX 88-89 Barcelona Sampdoria 2-0 CSKA Sofia 3-6 Mechelen 2-4 XXVIII 87-88 Mechelen Ajax 1-0 Atalanta 2-4 Marseille 2-4 XXVII 86-87 Ajax Lok. Leipzig 1-0 Zaragoza 2-6 Bordeaux 1-1 XXVI 85-86 D. Kiev At. Madrid 3-0 Pribram 1-4 B. Uerdingen 2-4 XXV 84-85 Everton Rapid Wien 3-1 Bayern 1-3 D. Moscovo 2-4 XXIV 83-84 Juventus FC Porto 2-1 Manchester Utd. 2-3 Aberdeen 0-2 XXIII 82-83 Aberdeen Real Madrid 2-1 Waterschei 2-5 Áustria Wien 3-5 XXII 81-82 Barcelona Standard Liège 2-1 Tottenham 1-2 D. Tbilisi 0-2 XXI 80-81 D. Tbilisi Carl Zeiss Jena 2-1 Feyenoord 2-3 Benfica 1-2 XX 79-80 Valencia Arsenal 0-0 Nantes 2-5 Juventus 1-2 XIX 78-79 Barcelona F. Dusseldorf 4-3 Beveren 0-2 Banik Ostrava 3-4 XVIII 77-78 Anderlecht Austria Wien 4-0 Twente 0-3 D. Moscovo 3-3 XVII 76-77 Hamburger Anderlecht 2-0 At. Madrid 3-4 Napoli 1-2 XVI 75-76 Anderlecht West Ham 4-2 Zwickau 0-5 E. Frankfurt 3-4 XV 74-75 D. Kiev Ferencvaros 3-0 PSV 2-4 Crvena Zvezda 3-4 XIV 73-74 Magdeburg AC Milan 2-0 Sporting 2-3 B. M’Gladbach 1-2 XIII 72-73 AC Milan Leeds 1-0 Sparta Praha 0-2 Hajduk Split 0-1 XII 71-72 Gl. Rangers D. Moscovo 3-2 Bayern 1-3 D. Berlim 2-2 XI 70-71 Chelsea Real Madrid 2-1 Manchester City 0-2 PSV 1-2 X 69-70 Manchester City Gornik Zabrze 2-1 Schalke 04 2-5 Roma 3-3 IX 68-69 Slovan Bratisl. Barcelona 3-2 Dunfermline 1-2 Koln 3-6 VIII 67-68 AC Milan Hamburger 2-0 Bayern 0-2 Cardiff 3-4 VII 66-67 Bayern Gl. Rangers 1-0 Standard Liège 1-5 Slavia Sofia 0-2 VI 65-66 B. Dortmund Liverpool 2-1 West Ham 2-5 Celtic 1-2 V 64-65 West Ham Munchen 1860 2-0 Zaragoza 2-3 Torino 3-3 IV 63-64 Sporting MTK Budapeste 1-0 Lyon 1-1 Celtic 3-4 III 62-63 Tottenham At. Madrid 5-1 OFK Belgrado 2-5 Nurnberg 2-3 II 61-62 At. Madrid Fiorentina 3-0 Carl Zeiss Jena 0-5 Ujpest Dosza 0-3 I 60-61 Fiorentina Gl. Rangers 2-1 D. Zagreb 2-4 Wolverhampton 1-3
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GUIANA
Estado do Nordeste da América do Sul. Com uma superfície de 215 083 km2 e uma população de cerca de 699 000 habitantes. Confina a noroeste e a oeste com a Venezuela; a sudoeste e a sul com o Brasil, a sudoeste e a este com o Suriname e a nordeste com o oceano Atlântico. A capital é Georgetown. A língua oficial é o inglês e a maioria da população é cristã. A unidade monetária é o dólar da Guiana.
[…] A Guiana foi descoberta por portugueses e espanhóis, que nunca se chegaram a fixar no território. Nos finais do século XVI era uma colónia Holandesa. Aí fundaram a cidade de Stabrock, denominada mais tarde Georgetown. Foi activamente explorada pela Companhia das Índias Ocidentais, de 1621 a 1791, através das plantações de açúcar e de algodão. Em 1796, o território é ocupado pelos Ingleses e, em 1814, torna-se colónia britânica. Em 1928, o Governo britânico concedeu à Guiana britânica uma constituição própria, depois modificada em 1961. Em 1966, obteve a independência, com o nome de República Cooperativa da Guiana. A história recente da Guiana tem sido marcada por alguns sobressaltos políticos. Uma nova Constituição é promulgada em 1978, e uma outra em 1980. É membro da Commonwealth e desde 1999 Bharat Jagdeo é o presidente da Guiana.
“A Enciclopédia”, edição Editorial Verbo, SA / Público, 2004
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TAÇA CAMPEÕES EUROPEUS
Portugal tem vindo a atravessar – muito por obra do FC Porto de José Mourinho e, este ano, do Sporting – um período áureo a nível de competições europeias de clubes em futebol, alcançando três finais em três anos consecutivos, uma proeza pouco comum, apenas superada há quatro décadas atrás, quando o Benfica (1961, 1962, 1963 e 1965) e o Sporting (1964) deram a Portugal um “record” de 5 finais europeias consecutivas.
Ao longo desta semana, aqui ficará a memória dos finalistas – e, procurando ir um pouco mais além – também dos semi-finalistas na história das competições europeias de clubes, na época em que completam a sua 50ª edição.
Começando hoje, com a Taça dos Campeões Europeus (actual “Liga dos Campeões”), com a indicação de “semi-finalista 1” como a equipa derrotada nas 1/2 finais pelo que seria o vencedor da prova (e indicação do respectivo resultado agregado das 1/2 finais) – sendo, naturalmente, o “semi-finalista 2”, o perdedor da eliminatória com o que viria a ser o finalista vencido.
Edição Época Vencedor Finalista Res. Semi-final.1 Res. Semi-final.2 Res. L 04-05 Milan/Liverp. Milan/Liverp. --- PSV 3-3 Chelsea 0-1 XLIX 03-04 FC Porto Monaco 3-0 Dep. Coruña 0-1 Chelsea 3-5 XLVIII 02-03 AC Milan Juventus 0-0 Inter 1-1 Real Madrid 3-4 XLVII 01-02 Real Madrid B. Leverkusen 2-1 Barcelona 1-3 Manchester Utd. 3-3 XLVI 00-01 Bayern Valencia 1-1 Real Madrid 1-3 Leeds 0-3 XLV 99-00 Real Madrid Valencia 3-0 Bayern 2-3 Barcelona 3-5 XLIV 98-99 M. United Bayern 2-1 Juventus 3-4 D. Kiev 3-4 XLIII 97-98 Real Madrid Juventus 1-0 B. Dortmund 0-2 Monaco 4-6 XLII 96-97 B. Dortmund Juventus 3-1 Manchester Utd. 0-2 Ajax 2-6 XLI 95-96 Juventus Ajax 1-1 Nantes 3-4 Panathinaikos 1-3 XL 94-95 Ajax AC Milan 1-0 Bayern 2-5 P. St.-Germain 0-3 XXXIX 93-94 AC Milan Barcelona 4-0 Monaco 0-3 FC Porto 0-3 XXXVIII 92-93 Marseille AC Milan 1-0 Gl. Rangers n.a Goteborg n.a XXXVII 91-92 Barcelona Sampdoria 1-0 Sparta Praha n.a Crvena Zvezda n.a XXXVI 90-91 Crvena Zvezda Marseille 0-0 Bayern 3-4 Sp. Moscovo 2-5 XXXV 89-90 AC Milan Benfica 1-0 Bayern 2-2 Marseille 2-2 XXXIV 88-89 AC Milan Steaua 4-0 Real Madrid 1-6 Galatasaray 1-5 XXXIII 87-88 PSV Benfica 0-0 Real Madrid 1-1 Steaua 0-2 XXXII 86-87 FC Porto Bayern 2-1 D. Kiev 2-4 Real Madrid 2-4 XXXI 85-86 Steaua Barcelona 0-0 Anderlecht 1-3 Goteborg 3-3 XXX 84-85 Juventus Liverpool 1-0 Bordeaux 2-3 Panathinaikos 0-5 XXIX 83-84 Liverpool Roma 1-1 D. Bucuresti 1-3 Dundee United 2-3 XXVIII 82-83 Hamburger Juventus 1-0 R. Sociedad 2-3 Widzew Lodz 2-4 XXVII 81-82 Aston Villa Bayern 1-0 Anderlecht 0-1 CSKA Sofia 4-7 XXVI 80-81 Liverpool Real Madrid 1-0 Bayern 1-1 Inter 1-2 XXV 79-80 Nottingham Hamburger 1-0 Ajax 1-2 Real Madrid 3-5 XXIV 78-79 Nottingham Malmoe 1-0 Koln 3-4 Austria Wien 0-1 XXIII 77-78 Liverpool Brugge 1-0 B. M’Gladbach 2-4 Juventus 1-2 XXII 76-77 Liverpool B. M’Gladbach 3-1 Zurich 1-6 D. Kiev 1-2 XXI 75-76 Bayern Saint-Etienne 1-0 Real Madrid 1-3 PSV 0-1 XX 74-75 Bayern Leeds 2-0 Saint-Etienne 0-2 Barcelona 2-3 XIX 73-74 Bayern At. Madrid 4-0 Ujpest Dosza 1-4 Celtic 0-2 XVIII 72-73 Ajax Juventus 1-0 Real Madrid 1-3 Derby County 1-3 XVII 71-72 Ajax Inter 2-0 Benfica 0-1 Celtic 0-0 XVI 70-71 Ajax Panathinaikos 2-0 At. Madrid 0-1 Crvena Zvezda 4-4 XV 69-70 Feyenoord Celtic 2-1 Legia Warsaw 0-2 Leeds 1-3 XIV 68-69 AC Milan Ajax 4-1 Manchester Utd. 1-2 Sp. Trnava 2-3 XIII 67-68 Manchester Utd. Benfica 4-1 Real Madrid 3-4 Juventus 0-3 XII 66-67 Celtic Inter 2-1 Pribram 1-3 CSKA Sofia 2-2 XI 65-66 Real Madrid Partizan Belg. 2-1 Inter 1-2 Manchester Utd. 1-2 X 64-65 Inter Benfica 1-0 Liverpool 3-4 Vasas Budap. 0-5 IX 63-64 Inter Real Madrid 3-1 B. Dortmund 2-4 Zurich 1-8 VIII 62-63 AC Milan Benfica 2-1 Dundee United 2-5 Feyenoord 1-3 VII 61-62 Benfica Real Madrid 5-3 Tottenham 3-4 Standard Liège 0-6 VI 60-61 Benfica Barcelona 3-2 Rapid Wien 1-4 Hamburger 2-2 V 59-60 Real Madrid E. Frankfurt 7-3 Barcelona 2-6 Gl. Rangers 4-12 IV 58-59 Real Madrid Stade Reims 2-0 At. Madrid 2-2 Young Boys 1-3 III 57-58 Real Madrid AC Milan 3-2 Vasas Budap. 2-4 Manchester Utd. 2-5 II 56-57 Real Madrid Fiorentina 2-0 Manchester Utd. 3-5 Crvena Zvezda 0-1 I 55-56 Real Madrid Stade Reims 4-3 AC Milan 4-5 Hibernian 0-3
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MAR SALGADO – 2 ANOS
Parabéns ao Mar Salgado pelo 2º aniversário.
Votos de continuação do excelente trabalho desenvolvido por uma equipa plural, no que é um dos melhores “blogues” portugueses.
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JORGE PERESTRELO
De tempos a tempos, temos um acordar assim sobressaltado, absolutamente inesperado…
Jorge Perestrelo não mais voltará a cantar os golos como o fazia de uma forma única, com uma magia que nos marcou de forma indelével.
Com um estilo espontâneo, temperado pelas influências africana (Angola) e brasileira, sempre com o “coração ao pé da boca”, muitas vezes polémico, Perestrelo trouxe até nós, via rádio, ao longo de cerca de 30 anos, incontáveis momentos de esfusiante alegria, intensas e vibrantes emoções.
Recordo a reportagem sobre o mais épico jogo da minha vida, o Alemanha – Portugal, no Neckarstadion, em Estugarda, em 1985, com aquele “míssil” do Carlos Manuel que nos deu o apuramento para o Campeonato do Mundo de 1986 (também com o relato de Fernando Correia).
Recordo o golo do apuramento do FC Porto para as 1/2 Finais da Taça das Taças em 1984, em Donetsk, contra o Shaktior.
Anteontem, em Alkmaar, Jorge Perestrelo cantou o último golo da sua vida: o que deu ao Sporting o apuramento para a Final da Taça UEFA.
Ontem, o seu grande coração, cansado de tantas emoções, resolveu parar, aos 56 anos.
Não mais vamos ouvir o “ripa na rapaqueca”. Mas os seus relatos permanecerão na nossa memória para sempre.
Obrigado Jorge!
P. S. É claro que é impossível esquecer também a narração do golo de Ricardo no Portugal – Inglaterra, que nos deu o apuramento para as 1/2 finais do EURO 2004. Via Adufe, a ler esta pequena homenagem que um grande jornalista desportivo (Luís Sobral) escreveu, a propósito de Jorge Perestrelo: “Voltaste a arrepiar-me, Jorge” (esta é a inevitável sensação que nestes dias experimentamos, quando ouvimos agora as gravações dos seus relatos).
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EQUADOR
Estado independente do Noroeste da América do Sul, com a área de 270 667 km2 e aproximadamente 13 000 000 habitantes. O Equador estende-se ao longo do Oceano Pacífico. Confina a sul e a este com o Peru, a norte com a Colômbia e a oeste com o Oceano Pacífico. A capital é Quito. A língua oficial é o espanhol e a unidade monetária é o sucre.
[…] Os territórios que formam hoje o Equador pertenceram primitivamente às tribos índias Caribes, Mayoides e Quíchuas. Os Caras, ou Quitus, submeteram esses povos e foram depois conquistados pelos Incas (nos fins do século XV). Os conquistadores espanhóis chegaram durante o reinado de Atahualpa (1532), mas só cerca de 1534, Sebastião Benalcázar iniciou a conquista do território. O domínio espanhol perduraria por três séculos.
[…] No fim do século XVIII e começo do século seguinte, as províncias espanholas da América foram agitadas pelo desejo de independência. Quito constituiu o primeiro governo autónomo da América (1809). Lá se reuniu, em 1811, o I Congresso dos Povos Livres, que declarou a total independência do Equador. Porém, a luta pela independência durou anos, associada ao movimento geral de insurreição capitaneado por Simão Bolívar, tendo sido um dos seus generais, A. José de Sucre, o vencedor da batalha decisiva, em Pichincha. Reconhecida a independência pela Espanha, o Estado de Quito foi integrado, com a Venezuela e a Colômbia, na Grande Colômbia. Esta desmembrou-se em 1830, formando-se três Estados soberanos, e só então surgiu o nome de Equador em vez do de Quito.
[…] Em 1859, o país quase soçobrava no caos, quando se impôs a figura controversa de Gabriel Garcia Moreno. Tomou em suas mãos um país caótico e encaminhou-o para a senda do progresso, tendo sido assassinado em 1875. O século XX iniciou-se com uma sucessão de governos autoritários. As dificuldades económicas e os problemas sociais levaram a uma crónica intervenção militar no processo político. Em 1941, o Peru invadiu o Equador e apoderou-se de uma parte do seu território amazónico.
[…] Ao longo da década de 70, a economia do Equador renasceu com os lucros do petróleo, embora sujeito às flutuações do seu preço, à altíssima taxa de inflação e a diversas catástrofes nacionais, como o dilúvio de 1983 e o sismo de 1987.
[…] Em 1995 o país retomou o velho conflito com o Peru relativo a 340 km2 de floresta supostamente rica em ouro, pacificado com a assinatura do acordo de paz de Itamarati. Em 2000, um golpe de Estado depôs o presidente Jamil Mahuadu Witt e o vice-presidente Noboa Bejarano assumiu o poder. Gutiérrez Bordua é o presidente do Equador desde 2003.
“A Enciclopédia”, edição Editorial Verbo, SA / Público, 2004
[2258]
PAUL AUSTER – OBRAS (IV)
A finalizar a referência aos textos aqui editados sobre Paul Auster:
– A Noite do Oráculo (apresentação pelo editor)
– A Noite do Oráculo (I) (comentário)
– A Noite do Oráculo (II) (comentário)
– A Noite do Oráculo (III) (comentário)
– A Noite do Oráculo (IV) (comentário)
[2257]
2 ANOS "ABRUPTOS"
As “comemorações” tiveram já início ontem… (E é “obrigatório” ver essas “entradas” comemorativas iniciais!).
Dois anos e mais de um milhão e meio de visitantes (!) depois, Pacheco Pereira continua a construir, diariamente, um pequeno jornal cultural, com incursões pela política.
Parabéns a José Pacheco Pereira pelo 2º aniversário do Abrupto, também pelo seu contributo na afirmação da blogosfera (que – sem o seu decisivo impulso no “Verão quente” de 2003, particularmente pela projecção mediática que lhe proporcionou – inevitavelmente existiria, mas, necessariamente, não seria “a mesma”).
P. S. Um outro “retrato” destes dois anos “abruptos” da blogosfera: “25 momentos na história da blogosfera“.
P. P. S. – O Diário de Notícias assinala também o aniversário do Abrupto, com o texto: “Dois anos de comentários abruptos na blogosfera“.
[2256]
SPORTING NA FINAL DA TAÇA UEFA
41 anos depois, o Sporting retoma a senda do êxito na Europa, ao alcançar a Final da Taça UEFA, eliminando o AZ Alkmaar da Holanda, num jogo de enorme sofrimento (e sob chuva intensa!), ao perder no terreno do adversário (2-3, com o segundo golo no último minuto do prolongamento!), depois da vitória por 2-1 na 1ª mão.
Uma cabal demonstração de que o futebol português, não obstante a sua macrocefalia, tem equipas que integram o grupo das de melhor nível europeu: para além da Final do Campeonato da Europa com a selecção, Portugal marca presença, pelo 3º ano consecutivo (!) numa Final Europeia.
Em cerca de 50 anos de provas europeias, esta será a 14ª final com presença de equipas portuguesas, depois das 8 finais do Benfica (1961, 1962, 1963, 1965, 1968, 1988 e 1990 – todas na Taça dos Campeões Europeus – e 1983, na Taça UEFA), das 4 do FC Porto (1984, na Taça dos Vencedores de Taças; 1987 e 2004, na Taça dos Campeões Europeus; e 2003, na Taça UEFA) e da final do Sporting na Taça dos Vencedores de Taças de 1964.
Parabéns ao Sporting!
Toda a sorte para a final com os russos do CSKA de Moscovo.
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COLÔMBIA
Estado do noroeste da América do Sul, com a área de 1 141 748 km2 e aproximadamente com 41 000 000 habitantes. Confina a norte com o Panamá e o mar das Caraíbas, a este com a Venezuela e o Brasil, a sul com o Peru e o Equador e a oeste com o Oceano Pacífico. A capital é Bogotá (Santa Fé de Bogotá). A língua oficial é o espanhol. A maioria (90 %) dos colombianos é católica. A unidade monetária é o peso.
[…] Os descobridores espanhóis Alonso de Ojeda (1499), Rodrigo de Bastidas (1500) e Cristóvão Colombo (1502) foram os primeiros a avistar terras de Colômbia, mas só em 1536 a 1538, com o nome de Nova Granada é que o território veio a ser conquistado pelos Espanhóis. Em 1538, G. Jiménez de Quesada chegou ao planalto da savana de Bogotá e funda a cidade de Santa Fé de Bogotá. Nova Granada ficou unida à Venezuela e ao Equador.
[…] A independência da Colômbia foi proclamada em 1811, graças ao génio militar e político de Bolívar. Mas as represálias espanholas não se fizeram esperar e só em 1819 foi criada a República da Colômbia. Após a morte de Bolívar (1830), a Grande Colômbia que compreendia os territórios do Equador, Venezuela e Panamá desfez-se com a independência do Equador e da Venezuela e em 1903 do Panamá. Portugal foi o primeiro país europeu a reconhecer a independência da Colômbia. Com autonomia e independência, a Colômbia viveu anos conturbados, vítima de sucessivas revoluções.
[…] Os partidos tradicionais mantiveram o seu poder até aos anos 90, mas o desassossego civil, a guerrilha entre os cartéis da droga não cessaram por todo o país, assumindo proporções espectaculares pelas implicações na ordem social e política, tendo sido necessário empreender, no terreno, uma verdadeira guerra, em que se evidenciou também a pressão de outros países, nomeadamente os EUA. Em Junho de 1991, o narcotraficante Pablo Escobar (do poderoso cartel de Medellin) rende-se às autoridades. Neste ano a nova constituição substitui a de 1886. O sistema político tem-se mostrado incapaz de pôr termo à insegurança generalizada provocada por raptos, assassínios e pela corrupção.
A Colômbia tem a maior tradição literária da América Espanhola. […] Um dos mais celebrados escritores contemporâneos é Gabriel Garcia Marquez (1928), autor da obra Cem Anos de Solidão, que foi galardoada com o Prémio Nobel da Literatura em 1982. […]
“A Enciclopédia”, edição Editorial Verbo, SA / Público, 2004
[2254]



