CALOUSTE GULBENKIAN

18 Julho, 2006 at 12:32 pm Deixe um comentário

Calouste Sarkis Gulbenkian nasceu em Scutari, Istambul, a 23 de Março de 1869, descendente de família arménia, historicamente dedicada ao mecenato das artes e a obras de beneficência.

Aos 22 anos, viajou pela Transcaucásia e visitou os campos petrolíferos de Baku. Numa época em que a importância estratégica e económica do Médio Oriente era desconhecida, Gulbenkian soube antecipar o valor das reservas de petróleo e mobilizar investidores internacionais, assim como o governo Otomano, para a necessidade de organizar racionalmente toda a exploração, participando na criação do Royal Dutch Shell Group, estabelecendo também relações com as indústrias petrolíferas americana e russa.

Em 1902, Calouste Gulbenkian adquire a nacionalidade britânica. Após o termo da I Guerra Mundial, seria nomeado representante comercial e diplomático da Pérsia em Paris – cargo que exerceria durante 24 anos.

Com o objectivo de explorar as reservas dos riquíssimos campos petrolíferos iraquianos, fora criada, em 1912, a Turkish Petroleum Company, detida pela Royal Dutch Shell (25%), pelo Banco Nacional da Turquia (35%), por interesses alemães (25%) e por Calouste Sarkis Gulbenkian (15%).

Em Abril de 1942, já em plena II Guerra Mundial, Calouste Gulbenkian, então com 73 anos, chegou a Portugal pela primeira vez, a convite do embaixador de Portugal em França, em trânsito para Nova Iorque. Contudo, vítima de doença, seria assistido pelo médico, Professor Fernando da Fonseca. Reconhecido pela forma como foi acolhido em Portugal, aqui estabeleceria residência (no Hotel Aviz), acabando por fixar-se definitivamente, até à sua morte, em 1955.

A paixão de Calouste Gulbenkian pela arte revelou-se desde muito cedo, tendo reunido ao longo da vida, beneficiando das suas inúmeras viagens, uma colecção muito ecléctica, única no mundo, compreendendo actualmente mais de 6000 peças, desde a Antiguidade até ao princípio do séc. XX. A sua colecção de pintura inclui obras de Bouts, Van der Weyden, Lochner, Cima de Conegliano, Carpaccio, Rubens, Van Dyck, Frans Hals, Rembrandt, Guardi, Gainsborough, Rommney, Lawrence, Fragonard, Corot, Renoir, Nattier, Boucher, Manet, Degas e Monet.

O seu sonho, de reunir sob um mesmo tecto todas as suas obras dispersas, acabaria por cumprir-se em Portugal em 1960; não obstante, apenas 14 anos após a sua morte seria inaugurado o Museu Calouste Gulbenkian.

Calouste Gulbenkian era um generoso filantropo, preocupando-se em ajudar os menos favorecidos, tendo protegido em particular as comunidades arménias.

No seu testamento (1953), legaria boa parte da sua fortuna à Fundação (uma das 12 maiores Fundações do mundo) que viria a ser instituída e oficialmente reconhecida um ano após o seu desaparecimento, a 18 de Julho de 1956, completam-se hoje 50 anos.

(via página da Fundação Calouste Gulbenkian)

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FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN – 50 ANOS AMBIENTE E "AQUECIMENTO GLOBAL" (IV)

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