"ESTADO DE GRAÇA"
21 Fevereiro, 2005 at 8:45 am 2 comentários
José Sócrates já o deveria saber, mas as intervenções de ontem à noite de responsáveis da CDU, do Bloco de Esquerda e de comentadores como Marcelo Rebelo de Sousa ou António Barreto, não deixam grandes margens para dúvidas…
O “estado de graça” do futuro Governo será muito limitado, devendo esgotar-se praticamente no imediato. Terá sobre si “os olhos”, não só de toda a oposição e dos analistas políticos, mas também dos mais de 2,5 milhões de portugueses que ontem votaram PS.
Numa conjuntura que não se apresenta fácil, é um grande desafio o que se coloca a José Sócrates, o de ser capaz de se fazer rodear de ministros competentes, com capacidade de decisão, fugindo à lógica “aparelhística”, não hesitando em recorrer a independentes quando tal for o mais indicado. Para lá disto, nomes como o de António Vitorino são absolutamente indispensáveis para conferir credibilidade ao futuro Governo.
Terá Sócrates a capacidade de nos surpreender?
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1.
C Costa | 21 Fevereiro, 2005 às 9:50 am
Espero bem que sim. Também se o PS com as condições de que dispõe neste momento não fizer nada de jeito, não fará nada nunca. Se o PS fracassar o sistema político actual passará concerteza por uma crise muito grave. Voto sempre na esquerda (CDU) mas desta vez votei no PS, embora a certa altura estivesse dividido entre continuar a votar CDU, mudar para o BE (que aumentou espantosamente a sua votação) ou votar para mudar o poder político (PS). O que me terá feito decidir (a mim e a muitos portugueses) foi a conduta perfeitamente desastrosa de Pedro Santana Lopes desde que foi nomeado para substituir Durão Barroso que fugiu comodamente para a Europa (a constituição e tomada de posse do governo, as peripécias quase diárias da governação, a campanha eleitoral desde que o Presidente foi «obrigado» a demiti-lo e a convocar novas eleições legislativas). Mas o desplante do personagem não se fica por aqui, como colocou no interior do PSD os amiguinhos em postos-chave ao longo dos últimos meses (malta que fica desempregada se ele se for embora), resolve não se demitir perante um resultado desastroso para o PSD contando com os amigos para o aguentarem mais uns tempos a chefiar o PSD. Acho que Pacheco Pereira já percebeu que o PSD se arrisca a ser destruído se este personagem se mantiver muito tempo à frente do partido. Portas quanto a mim é muito mais perigoso que Santana, esta demissão dele embora se afigure digna do ponto de vista pessoal cheira-me a recuo táctico para colher frutos mais tarde, a ver vamos.
2.
LFV | 21 Fevereiro, 2005 às 1:58 pm
Vamos a ver o que se segue ao O rescaldo