Archive for Outubro, 2004
"O CÓDIGO DA VINCI" (IV)
…Uma ideia de base que “não agrada” à Igreja: a da ocultação, ao longo de dois milénios (!), de um “terrível segredo”, da relação de Jesus com Maria Madalena, numa mistura do “sagrado com o profano”.
A ênfase colocada na questão do género, com prevalência do feminino, com a representação alegórica da fertilidade por via do cálice, também com as curiosidades de uma visão sob um diferente prisma de “A Última Ceia”, de Leonardo da Vinci: a “descoberta” de que cada um dos “convidados para a última ceia” tinha o seu próprio copo, não constando portanto qualquer cálice ou a lendária taça do Graal e, sobretudo, a observação das características femininas da figura retratada à direita de Jesus Cristo.
As “curiosidades matemáticas” da sequência de Fibonacci (com um papel decisivo na decifração das mensagens codificadas de Jacques Saunière) – sequência em que cada número resulta da soma dos dois números que o precedem -, da qual decorre também a “Proporção dourada”, exemplarmente retratada por Leonardo da Vinci em “O Homem de Vitrúvio”.
A “Proporção Dourada” ou “Proporção Divina” (correspondendo aproximadamente ao quociente entre dois números consecutivos da sequência Fibonacci: 5/3; 8/5; 13/8; 21/13; 34/21; …) é na verdade um número irracional, equivalente a 1,618033989, sendo observada em múltiplos fenómenos da natureza, em que o comprimento é de cerca de 1,618 vezes a largura: por exemplo, em várias partes da figura humana; nas dimensões de “câmaras sagradas” nas Pirâmides do Egipto; em écrans de televisão; postais; cartões de crédito; fotografias, … (dando forma ao “Rectângulo Dourado”, em que os lados respeitam aquela proporção “magica”).
Há 1 ano no Memória Virtual – Memória Virtual
[1779]
"PASSAR COM DISTINÇÃO"
Um dia bom, em que tudo saiu bem… Sobretudo uma questão de atitude!
Depois da “vergonha” que foi o inadmissível empate com a modestíssima selecção do Liechtenstein (quando Portugal, ainda antes do intervalo chegou ao 2-0, colocava a marca perante este adversário, em 5 jogos disputados, em 30-0!!! – o que diz tudo sobre a muito limitada qualidade desta equipa e torna absolutamente inexplicável que tivesse sido possível sofrer dois golos e acabar por ceder o empate, “deitando 2 pontos à rua”)…
…Hoje, a equipa de Portugal encarou o jogo “a sério”, completamente determinada a, vencendo a partida, “apagar” a péssima imagem de Sábado passado.
E “passou no exame com distinção”: 7-1 frente à Rússia (e podiam ter sido mais!…) – nosso principal adversário na disputa da qualificação para o Campeonato do Mundo de 2006 -, é um resultado que não deixa dúvidas sobre o potencial da nossa selecção, uma das melhores da Europa na actualidade. Um resultado verdadeiramente histórico, que perdurará na nossa memória por muitos e longos anos!
Parabéns pelo magnífico desempenho! Vamos continuar a apoiar a selecção com as nossas bandeiras e cachecóis e vamos continuar a esperar que a selecção de Portugal continue a cumprir o seu destino… de vitórias!
[1778]
O LEGADO DE GEORGE WASHINGTON
George Washington desempenhou um papel central na criação dos Estados Unidos, decorrendo nomeadamente da sua acção na conquista da independência do país e, subsequentemente, por via da sua contribuição para o estabelecimento da Constituição Americana, ainda hoje a base das leis americanas – de que dissera, em Abril de 1789, ter por objectivo: “preservar, proteger e defender a Constituição dos Estados Unidos”.
Teve, nos primeiros anos da história do país, a missão de unir os representantes dos diferentes Estados (“semi-independentes”), que, em alguns casos, se opunham à Constituição.
Ao recusar a eleição para um terceiro mandato consecutivo, viria a estabelecer um precedente, que se tornaria lei até hoje vigente nos Estados Unidos.
Não sendo um brilhante orador como Thomas Jefferson ou Benjamin Franklin, a sua liderança foi decisiva para a consolidação da grande nação americana.
Viria a dar o nome à capital do país – Washington D.C. (“Distrito de Columbia”), um reconhecimento da sua contribuição para a construção de um país baseado nos ideais de “vida, liberdade e busca da felicidade”.
[1777]
"O CÓDIGO DA VINCI" (III)
…Ou de um polícia francês (aqui e ali, a fazer lembrar o Inspector Javert, de “Os Miseráveis”), falando inglês com indisfarçável sotaque, “ingenuamente” procurando obter junto da embaixada americana em Paris, uma informação “confidencial”, alegando não se recordar do código secreto de 3 dígitos, já posto de lado há dois anos…
E, de alguma forma, uma “ponta solta” no que respeita ao interesse do Presidente da filial francesa do Banco Depositário de Zurique no conteúdo do cofre que se encontrava à sua guarda.
Mas, para além dos pequenos detalhes, uma obra admirável, um verdadeiro fenómeno sociológico, ultrapassando já os 10 milhões de livros vendidos.
Com todos os “ingredientes” para concretizar uma verdadeira “receita de sucesso”:
– uma “revolucionária” interpretação da “lenda” do Santo Graal;
– uma não menos polémica teoria sobre o papel de Maria Madalena na fundação da Igreja;
– uma sempre patente “teoria da conspiração” (Opus Dei vs. Maçonaria)…
Há 1 ano no Memória Virtual – 5 000!
[1776]
GEORGE WASHINGTON (II)
A Declaração de Independência seria proclamada a 4 de Julho de 1776.
As mais notáveis façanhas militares de George Washington foram a travessia do Rio Delaware, então gelado, para atacar as tropas inimigas em Trenton (N. Jersey), na noite de Natal do ano de 1776, assim como a capacidade de manter o exército unido durante o árduo acampamento de Inverno em Valley Forge (Pennsylvania), entre 1777 e 1778. Os americanos conseguiriam obter grandes vitórias, principalmente em Saratoga em 1777, assim como o definitivo triunfo, em Yorktown, Virgínia (1781), contando com a ajuda francesa, materializando a vitória da revolução americana.
Em 1783, com o termo da guerra (armistício de Paris), deixou novamente o exército, retornando à sua fazenda em Mount Vernon.
Voltaria a surgir novamente, em 1787, para presidir à Convenção Federal de Filadélfia, que aprovaria a nova constituição americana, em Julho de 1788, de que foi o primeiro subscritor.
Em 4 de Março de 1789, decorrendo da sua imagem de “Pai da Independência”, seria eleito, por unanimidade, o primeiro presidente dos EUA, cargo para o qual foi reeleito em Novembro de 1792, retirando-se da vida pública em Março de 1797.
A ameaça de guerra com a França levou-o a aceitar (em 1798) a comissão de Tenente-General e a chefia do comando do exército, posto que conservaria até falecer em Mount Vernon, em 14 de Dezembro de 1799.
[1775]
"O CÓDIGO DA VINCI" (II)
Beneficiando de uma técnica narrativa de mestre, o autor, Dan Brown, usa (e “abusa”) de um ritmo vertiginoso, num encadeamento de (muito) curtos capítulos, ao género novelístico, “fechando” em cada um deles a sequência proveniente do capítulo prévio e, paralelamente, abrindo “novas frentes” de desenvolvimento da acção, com concretização no(s) capítulo(s) seguinte(s), assegurando sempre a manutenção do “suspense”, por vezes com recurso a uma imaginação quase “delirante”.
Um enredo complexo, mas, paradoxalmente, apresentado com grande simplicidade, numa narrativa cinematográfica, que quase nos permite visualizar cada “cena”… e que, inevitavelmente, teria de vir a dar origem a um filme.
Uma permanente combinação de elementos de carácter “científico” com elementos ficcionais.
Um par de “heróis aventureiros” (à “la Indiana Jones”), ao lado de quem o leitor incondicionalmente se coloca desde o início da história.
Cenas talvez demasiado simplistas (e algo “picarescas”), como a de um corpo de polícia “perseguindo um sabonete num camião TIR”, enquanto que os nossos heróis ficam com campo de acção livre e praticamente ilimitado no Museu do Louvre, que deveria ser, nesse preciso momento, a mais inexpugnável das fortalezas… ou a súbita “perícia” de Langdon em conduzir uma carrinha blindada, pouco depois da “imperícia” de condução de um táxi… ou ainda o episódio no hangar, com a súbita e recombalesca passagem dos ocupantes do jacto privado de Teabing para uma limousine…
Há 1 ano no Memória Virtual – Michael Schumacher – Hexa-Campeão do Mundo
[1774]
GEORGE WASHINGTON (I)
George Washington nasceu em Pope’s Creek, Wakefield, na Virgínia, a 22 de Fevereiro de 1732, filho de um grande senhor de terras, tendo herdado, em 1752, a propriedade de Mount Vernon.
Tornara-se entretanto agrimensor, tendo efectuado, entre 1749 e 1751, o levantamento topográfico de extensa região da Virgínia.
Estudara ciência militar por conta própria, tendo sido, em 1754, na sequência da disputa de território com os franceses, nomeado Tenente-Coronel, comandando 150 homens, tendo estabelecido uma fortificação onde se localiza hoje a cidade de Pittsburgh. De 1755 a 1758, foi comandante da milícia da sua colónia, lutando contra os franceses e índios.
Em 1758, abandonou o exército, casando-se no ano seguinte com uma viúva rica (Martha Dandrige Curtis), ocupando-se da sua fazenda.
Nesse mesmo ano (1759), foi eleito para o Parlamento da Virgínia (cargo que ocupou até 1774), Estado que representaria também nos I e II Congressos Continentais (primeiro “órgão governamental americano”) em Filadélfia (em 1774 e 1775), tornando-se líder da oposição à política colonial britânica.
Com o início dos conflitos com os ingleses, em 15 de Junho de 1775, foi nomeado comandante do exército americano, na luta contra os “casacas vermelhas” ingleses.
[1773]
CHRISTOPHER REEVE
O desaparecimento de Christopher Reeve é uma daquelas notícias que nos provoca necessariamente um sentimento de comoção.
Com uma vida que “dava um filme”, o “Super-Homem” enfrentou “de frente”, com uma imensa coragem, a infelicidade que lhe tocara há 9 anos e continuava a alimentar um sonho, que não foi possível concretizar, o de voltar a andar…
A sua tenacidade e perseverança (colocando os recursos de que dispunha ao serviço da investigação da doença que o prendia a uma cadeira de rodas) é um grande exemplo para todos nós, mesmo que, neste caso concreto, nos tenha deixado “cedo demais”.
Até sempre, Christopher!
[1772]
PRÉMIOS NOBEL
Recupero a “entrada” que assinala a atribuição dos Prémios Nobel de 2004 (agora já completa), premiando, em duas das “categorias mais importantes”, duas mulheres:
– Paz – atribuído à militante ecologista queniana Wangari Maathai, com uma acção de mais de 30 anos contra o processo de desflorestação em África.
– Literatura – atribuído à escritora austríaca Elfriede Jelinek, «pelo fluído das vozes e contra-vozes nos seus romances».
– Medicina – atribuído a Richard Axel e Linda B. Buck pelo seu estudo dos receptores olfactivos e da organização do sistema olfactivo nos seres humanos.
– Física – atribuído aos norte-americanos David J. Gross, David Politzer e Frank Wilczeck, em reconhecimento pelos seus trabalhos de física atómica e pelos estudos sobre os aceleradores de partículas.
– Química – atribuído aos israelitas Aaron Ciechanover e Avram Hershko, e ao norte-americano Irwin Rose, pelos seus trabalhos sobre a degradação das proteínas.
– Economia – atribuído ao norueguês Finn E. Kydland e ao norte-americano Edward C. Prescott, pelas suas contribuições a nível da dinâmica macroeconómica (a consistência da política económica no tempo e as forças “motrizes” dos ciclos económicos).
Pode consultar a lista completa de todos os premiados com o Nobel, aqui.
[1771]
"O CÓDIGO DA VINCI" (I)
Começo por confessar que foi com alguma “relutância” que comprei o livro…
Os primeiros ecos que me chegavam pareciam traduzir uma obra de carácter “especulativo”, de predominante vertente “comercial”, um estrondoso sucesso de marketing a nível mundial. A própria capa do livro me sugeria de alguma forma um “aproveitamento mercantil” da obra-prima de Da Vinci.
Um intenso ritmo de “recuperação de trabalho” no período imediatamente pós-férias (com notórios reflexos no abaixamento da “produtividade bloguística”…) – a par do grande envolvimento na organização de um “grande evento internacional” a nível profissional – impediram-se, até ao fim-de-semana passado, de “pegar no livro” (sempre é um volume que “impõe algum respeito”, nas suas cerca de 540 páginas).
Mas, depois de “pegar no livro”, é mesmo difícil “largá-lo”!…
[1770]



