Archive for Outubro, 2004
MICHAEL SCHUMACHER HEPTA-CAMPEÃO MUNDIAL
Concluiu-se hoje – com a relização do Grande Prémio do Brasil, vencido por Juan Pablo Montoya – o Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2004.
O alemão Michael Schumacher conquistou o seu 7º titulo de Campeão do Mundo, juntando aos campeonatos de 1994 e 1995, cinco vitórias consecutivas nos últimos 5 anos, atingindo um extraordinário record que permanecerá imbatível por muitos anos.
Nas posições imediatas, após Schumacher (148 pontos), classificaram-se o brasileiro Rubens Barrichello (2º, com 114 pontos), o britânico Jenson Button (3º, com 85 pontos), o espanhol Fernando Alonso (4º, com 59 pontos), o colombiano Juan Pablo Montoya (5º, com 58 pontos), o italiano Jarno Trulli (6º, com 46 pontos), o finlandês Kimmi Raikonnen (7º, com 45 pontos) e o japonês Takoma Sato (8º, com 34 pontos).
A Ferrari (262 pontos) conquistou também mais um título, à frente da BAR-Honda (119 pontos), Renault (105 pontos), Williams-BMW (88 pontos) e Mclaren-Mercedes (69 pontos).
[1799]
"ÍNTIMA FRACÇÃO"
Regressou ao “éter”!
Desde o passado fim-de-semana, todas as noites de Domingo para Segunda, à meia-noite, agora na RUC (Rádio Universidade de Coimbra), na frequência 107.9 FM.
A “Íntima Fracção“, histórico programa de rádio de Francisco Amaral, poderá também ser ouvida via Internet.
“Pouco para dizer, muito para escutar, tudo para sentir”…
Há 1 ano no Memória Virtual – Propinas
[1798]
ESTADOS UNIDOS – NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO (VI)
Numa primeira fase, a Guerra da Independência é travada por voluntários, principalmente colonos do Norte e do Sul.
Contudo, a guerra de guerrilha contra os soldados ingleses, os “jaquetas vermelhas”, é dificultada pelo grande número de colonos que se mantinham fiéis à metrópole.
A decisiva ajuda para a consolidação das lutas pela independência viria da França; motivada pelos ideais de liberdade norte-americanos e querendo vingar a derrota da Guerra dos Sete Anos, a França financiou os rebeldes, atraindo também os espanhóis para a contenda.
O apoio francês e espanhol (países que dispunham também de colónias na América) tem também por motivação prejudicar o processo industrial inglês, considerando nomeadamente que eram as colónias (principalmente as do Sul) que forneciam o algodão que constituía a matéria-prima base da indústria têxtil britânica.
A participação da marinha francesa ampliou a guerra, até ao Caribe e às Índias.
Por fim, em 1781, depois de sitiado por tropas rebeldes, o Exército inglês rende-se em Yorktown.
O Tratado de Versalhes, em 1783, reconheceria a independência dos Estados Unidos da América, recompensando também os seus aliados: a França recuperava Santa Lúcia, Tobago e as suas possessões no Senegal; a Espanha anexaria a Ilha de Minorca e a região da Florida.
A vitória norte-americana traduz o termo da unidade do sistema colonial, tendo sido decisiva para a queda do Antigo Regime.
[1797]
"OS PEQUENOS VAGABUNDOS"
Apesar de ocultos nas “profundezas deste blogue” (“entradas” a 18 de Dezembro de 2003 e 11 de Janeiro de 2004), os “Pequenos Vagabundos” (“Les Galapiats“, na versão original) continuam a mostrar ser uma série de culto, nomeadamente para as pessoas da minha geração (sendo um dos “posts” mais comentados no Memória Virtual).
Acabo de tomar conhecimento (informação do Nuno Correia, em mais um dos comentários que antes referi) que a Prisvideo – Edições Videográficas lançou ontem no mercado nacional esta série “lendária”, em dois DVD, com legendagem em português.
“Obrigatório” comprar!
[1796]
FESTIVAL DE BANDA DESENHADA
Inicia-se hoje o XV Festival Internacional de BD da Amadora, tendo por tema central “As 100 BD’s do Século XX”.
A exposição, patente até dia 7 de Novembro, decorrerá na Nave Comercial da Estação de Metro da Falagueira (Amadora – Este), Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem e Galeria Artur Bual.
Tintim, Corto Maltese, Astérix, Blake & Mortimer, Lucky Luke, e Calvin & Hobbes são alguns dos “ilustres convidados” que marcarão presença.
O Festival conta também com a participação dos portugueses Fernando Bento, Eduardo Teixeira Coelho, Vitor Gaião e André Carrilho.
Há 1 ano no Memória Virtual – Os melhores blogues do mundo
[1795]
ESTADOS UNIDOS – DECLARAÇÃO DE INDEPENDÊNCIA
“Quando, no curso dos acontecimentos humanos, se torna necessário a um povo dissolver os laços políticos que o ligavam a outro, e assumir, entre os poderes da Terra, posição igual e separada, a que lhe dão direito as leis da natureza e as do Deus da natureza, o respeito digno às opiniões dos homens exige que se declarem as causas que os levam a essa separação.
Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais, dotados pelo Criador de certos direitos inalienáveis, que entre estes estão a vida, a liberdade e a procura da felicidade. Que a fim de assegurar esses direitos, governos são instituídos entre os homens, derivando os seus justos poderes do consentimento dos governados; que, sempre que qualquer forma de governo se torne destrutiva de tais fins, cabe ao povo o direito de alterá-la ou aboli-la e instituir novo governo, baseando-o em tais princípios e organizando-lhe os poderes pela forma que lhe pareça mais conveniente para atingir a segurança e a felicidade.
Na realidade, a prudência recomenda que não se mudem os governos instituídos há muito tempo por motivos ligeiros e ocasionais; e, assim sendo, a experiência tem mostrado que os homens estão mais dispostos a sofrer, enquanto os danos são suportáveis, do que a desagravar-se, abolindo as formas a que se acostumaram. Mas quando uma longa série de abusos e usurpações, perseguindo invariavelmente o mesmo objecto, indica o desígnio de reduzi-los ao despotismo absoluto, assistem-lhes o direito, bem como o dever, de abolir tais governos e instituir novos Guardiães para sua futura segurança.
[1794]
(mais…)
BOM DIA!
Há dias assim… Que me perdoem a falta de imaginação, mas, hoje, “apetecia-me” fazer um “post” com elementos inspirados em dois dos melhores “blogues” portugueses, o Abrupto e o Avatares de um Desejo, aos quais rendo assim uma singela homenagem, num mais que justo destaque pela forma como contribuem para o enriquecimento da blogosfera.
Só que “isto” não é para quem quer, mas para “quem pode” e, infelizmente, não disponho da brilhante capacidade de análise “intimista, confessional e pseudo-antropológica” do Bruno (com quem partilho a “fixação” na bela Laetitia; com quem não partilho de todo a “obsessão” pelo FC Porto; com quem estive muitas vezes de acordo quanto à genialidade de José Mourinho)…
…Nem da magnífica arte de Pacheco Pereira de combinar em perfeita harmonia (muito pertinentes) intervenções políticas, com belas pinturas, desenhos, poemas, reflexões avulsas, curiosidades, numa página de grande diversidade que é já, hoje, um “pequeno jornal de cultura”.
Não obstante – porque a vida também é feita de “ar puro” e de “coisas simples” e, de alguma forma, como um “Early Morning Blog”, e adoptando como “musa” a lindíssima Scarlett -, aqui fica o meu BOM DIA!
Há 1 ano no Memória Virtual – Elvis Aaron Presley
[1793]
ESTADOS UNIDOS – NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO (V)
Uma comissão de cinco membros liderada por Thomas Jefferson redige a Declaração de Independência, com o apoio de Benjamin Franklin e Samuel Adams, sendo promulgada em Filadélfia, a 4 de Julho de 1776, por delegados de todos os territórios, anunciada ao mundo pelo “Liberty Bell”, interpretando os ideais perseguidos pela América (Independência e Liberdade).
Inspirada nos ideais do iluminismo, defende a liberdade individual e o respeito pelos direitos fundamentais do homem.
Tem origem a chamada “Democracia Jeffersoniana”, com a Declaração dos Direitos e deveres do homem, direitos e garantias individuais para todas as pessoas, princípios democráticos iguais.
Nasce o “sonho americano”, desenvolvendo-se o mito do americano como desbravador, corajoso, no centro do mundo.
Inicia-se a Marcha para o Oeste; os colonos avançam sobre as terras de outros países, em busca do ouro, comprando e anexando terras e provocando o genocídio indígena.
Contudo, a Inglaterra não aceita a Declaração da Independência dos EUA e declara Guerra às treze colónias.
De 1776 a 1783 (data do Tratado de Paz de Versalhes, que culminaria com o reconhecimento da independência dos Estados Unidos), trava-se a Guerra da Independência.
[1792]
"SILLY SEASON"
Não sei se será do tempo melancólico (esta passagem directa do Verão para o Inverno, sem paragem pelo Outono… “sinais dos tempos”), mas, hoje, não me ocorre nada de positivo para tratar.
Pelo contrário, a tradicional “silly season” das férias de Verão parece não ter “ido de férias”, dando a ideia de querer instalar-se de forma “permanente” em Portugal.
Esta época extra de “silly season” teve a sua “inauguração oficial” com o início da “Quinta das Celebridades”, provavelmente o programa mais “deprimente” de sempre da televisão portuguesa, prosseguiu com as declarações do Ministro sobre os comentários do Professor Marcelo, continuou com toda a “novela” Marcelo e as “declarações ao país” do Primeiro-Ministro (já depois do Ministro das Finanças)…
Teve novos desenvolvimentos com uma proposta de Orçamento que, numa política de “navegação à vista”, sem qualquer estratégia de médio prazo, vem tirar toda e qualquer confiança que pudesse haver da parte dos agentes económicos quanto à fiscalidade em Portugal (faz algum sentido, depois de se andar há 10 anos a tentar incutir no espírito dos portugueses que é necessário que se preocupem em “acautelar” o seu futuro, acabar com os benefícios fiscais dos PPR? – quando esse espírito não se encontra ainda devidamente consolidado…)
Não “satisfeito”, o senhor Ministro Rui Gomes da Silva “volta à carga” sugerindo a existência de teorias de cabala nos órgãos de comunicação social, enquanto que outro senhor Ministro Nuno Morais Sarmento vem introduzir uma tese peregrina: a de que “deve ser o Governo a definir o modelo de programação da RTP, porque é o Executivo que responde pelas decisões praticadas na televisão pública” (!).
A “cereja no topo do bolo” é o triste espectáculo (de “aprendizes de feiticeiro, a brincar com o fogo”) dado ao longo da semana passada e da presente semana, pelos dirigentes do Benfica e do FC Porto. Não há ninguém com responsabilidade e capacidade para os impelir a uma “conduta civilizada”?
“Quo vadis” Portugal?
Há 1 ano no Memória Virtual – Casa Pia / PS
[1791]
ESTADOS UNIDOS – NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO (IV)
Como forma de represália perante a insubordinação, a Guarda inglesa cercou a cidade de Boston, fazendo o seu aquartelamento; em 1774, o Parlamento inglês delibera aplicar as “Leis Intoleráveis”, interditando o porto de Boston até que os prejuízos fossem ressarcidos, prevendo-se o julgamento e punição dos envolvidos nos distúrbios.
As “Leis Intoleráveis” acabam por despoletar, por parte dos colonos, a convocação do Primeiro Congresso Continental de Filadélfia (1774); trata-se de uma reunião de carácter não-separatista, com o objectivo de solicitar ao Rei a revogação da legislação que consideram penalizadora, defendendo a igualdade de direitos dos colonos, terminando com as medidas restritivas estabelecidas pela Inglaterra.
O Rei George III não atendeu aos pedidos, adoptando, ao invés, novas medidas, ainda mais penalizadoras.
Em 1775, um destacamento inglês tenta destruir um depósito de armas controlado pelos rebeldes em Lexington, deparando contudo com forte resistência por parte de tropas coloniais semi-improvisadas. A chamada Batalha de Lexington marcaria o início da Guerra pela Independência. Conduziria à organização militar dos colonos, instalando-se de forma declarada a revolta contra a Inglaterra.
No mesmo ano, os colonos tomam Boston. Ainda com início em 1775, o II Congresso de Filadélfia tem um cariz completamente diferente do primeiro, incitando os cidadãos às armas, com a nomeação de George Washington para comandante das tropas norte-americanas.
[1790]



