HERDEIROS (IV)

20 Maio, 2004 at 8:58 am

No cinema, Francis Ford Copolla e a filha Sofia Copolla são casos de sucesso; a filha, depois de uma não muito bem sucedida experiência como actriz (entre outros, em “O Padrinho”, dirigido pelo pai), viria a afirmar-se como realizadora (“Virgens Suicidas” e “Lost in Translation”).

Contrariamente ao que se verifica no Automobilismo, e talvez de forma surpreendente, não serão tão frequentes os exemplos de futeblistas “famosos”, filhos de futebolistas.

Em Portugal, a dupla de maior êxito foi sem dúvida a formada por José Águas e Rui Águas. Também do Benfica, recordo os Mário Wilson pai e filho; os Simões; o jovem Veloso (integrante das selecções juniores de Portugal), filho de António Veloso; estará ainda por demonstrar a capacidade do filho de João Vieira Pinto. No Sporting, o caso de Morato. Na actualidade, o caso de maior sucesso é o de Ricardo Sousa, filho de António Sousa.

José Águas, nascido em Angola, seria contratado pelo Benfica em 1950, na sequência de uma digressão da equipa à então província ultramarina. Em 13 épocas ao serviço do Benfica, sagrou-se bi-Campeão Europeu (foi o capitão, que teve a honra de erguer a Taça), sendo também o melhor marcador da prova. Foi Campeão Nacional por 5 vezes, tendo ainda vencido 7 Taças de Portugal. Conquistou o título de melhor marcador no Campeonato por 5 vezes (um record… até à chegada de Eusébio); em 282 jogos, marcou 290 golos.

O filho, Rui Águas, “carregando a pesada herança” do nome, acabaria contudo por conseguir adquirir dreito a ser conhecido pelo nome próprio e não como o “filho de…”. Os seus golos reconduziriam o Benfica à final da Taça dos Campeões Europeus, em 1988 (20 anos depois da anterior presença), sagrando-se também – tal como o pai – melhor marcador da prova. Seria também o melhor marcador do Campeonato em 1991. Foi 3 vezes Campeão Nacional, vencendo também 3 Taças de Portugal.

Em actividade actualmente, Ricardo Sousa, uma espécie de “Platini português”, é um exímio marcador de livres (o que resultará da tal “genética”, ou então das aulas que o pai lhe deu…). Passou pelas camadas jovens do FC Porto. Viveu a glória com a conquista da Taça de Portugal ao serviço do Beira-Mar (treinado pelo pai!), regressou ao FC Porto, onde não foi feliz, sendo emprestado ao Belenenses; voltaria a afirmar-se este ano no Boavista, em que foi considerado um dos melhores jogadores do Campeonato. O pai, António Sousa foi “só” Campeão Europeu, pelo FC Porto, em 1987.

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