Archive for Março, 2006
VIAGENS NA MINHA TERRA – ALMEIDA GARRET – A LENDA DE SANTA IRIA (IV)
“Chegaram ao pé do túmulo, abriram-no, viram e tocaram o corpo da santa, mas não o puderam tirar, por mais diligências que fizeram.
Conheceu-se que era milagre; e contentando-se de levar relíquias dos cabelos e da túnica, voltaram todos para a sua terra.
As águas tornaram a juntar-se e a correr como dantes, e nunca mais se abriram senão dai a seis séculos e meio, quando a boa rainha Santa Isabel, mulher del-rei D. Dinis, tão fervorosas orações fez ao pé do rio pedindo à santa que lhe aparecesse, que o rio tornou a abrir-se como o mar Vermelho à voz de Moisés, dizem os devotos cronistas, e patenteou o bendito sepulcro.
Entrou a rainha a pé enxuto pelo rio dentro, seguida de seu real esposo e de toda a sua corte; mas por mais que rezasse ela, e que trabalhassem os outros com todas as forças humanas, não puderam abrir o túmulo; quebraram todas as ferramentas, era impossível.
Desenganado el-rei de que um poder sobre-humano não permitia que ele se abrisse, mandou a toda a pressa levantar um padrão muito alto sobre o mesmo túmulo, e tão alto que o rio na maior enchente o não pudesse cobrir.
O rio esperou com toda a paciência que os pedreiros acabassem e quando viu que podia continuar a correr, deu aviso, retiraram-se todos, tornaram-se a juntar as águas e o padrão ficou sobressaindo por cima delas.”
MUNDIAL 2006 (LXXXV) – 1986
Grupo 4
Jugoslávia – Bulgária – 0-0 / 1-2
Luxemburgo – França – 0-4 / 0-6
RDA – Jugoslávia – 2-3 / 2-1
Luxemburgo – RDA – 0-5 / 1-3
França – Bulgária – 1-0 / 0-2
Bulgária – Luxemburgo – 4-0 / 3-1
França – RDA – 2-0 / 0-2
Jugoslávia – Luxemburgo – 1-0 / 1-0
Jugoslávia – França – 0-0 / 0-2
Bulgária – RDA – 1-0 / 1-2
1º França, 11; 2º Bulgária, 11; 3º RDA, 10; 4º Jugoslávia, 8; 5º Luxemburgo, 0
Grupo 5
Chipre – Áustria – 1-2 / 0-4
Hungria – Áustria – 3-1 / 3-0
Holanda – Hungria – 1-2 / 1-0
Áustria – Holanda – 1-0 / 1-1
Chipre – Hungria – 1-2 / 0-2
Chipre – Holanda – 0-1 / 1-7
1º Hungria, 10; 2º Holanda, 7; 3º Áustria, 7; 4º Chipre, 0
Grupo 6
Irlanda – URSS – 1-0 / 0-2
Noruega – Suíça – 0-1 / 1-1
Dinamarca – Noruega – 1-0 / 5-1
Noruega – URSS – 1-1 / 0-1
Suíça – Dinamarca – 1-0 / 0-0
Noruega – Irlanda – 1-0 / 0-0
Dinamarca – Irlanda – 3-0 / 4-1
Suíça – URSS – 2-2 / 0-4
Irlanda – Suíça – 3-0 / 0-0
Dinamarca – URSS – 4-2 / 0-1
1º Dinamarca, 11; 2º URSS, 10; 3º Suíça, 8; 4º Irlanda, 6; 5º Noruega, 5
Grupo 7
Islândia – P. Gales – 1-0 / 1-2
Espanha – P. Gales – 3-0 / 0-3
Escócia – Islândia – 3-0 / 1-0
Escócia – Espanha – 3-1 / 0-1
Escócia – P. Gales – 0-1 / 1-1
Islândia – Espanha – 1-2 / 1-2
1º Espanha, 8; 2º Escócia, 7; 3º P. Gales, 7; 4º Islândia, 2
Play-off Grupos 1 e 5
Bélgica – Holanda – 1-0 / 1-2
VIAGENS NA MINHA TERRA – ALMEIDA GARRET – A LENDA DE SANTA IRIA (III)
“Costumava a devota donzela ir todas as noites a uma oculta lapa que jazia no fim da cerca e junto ao rio Nabão, para ali estar mais só com Deus, e desabafar com Ele à sua vontade.
Soube-o Britaldo, espreitou a ocasião e ali a fez apunhalar por um seu criado, cujo nome a legenda nos conservou para maior testemunho de verdade… chamava-se Banam.
Banam! é um verdadeiro nome de melodrama.
Morta a inocente, Banam despiu-lhe o habito e lançou o corpo ao rio, que depressa o levou às arrebatadas correntes do Zêzere em que desagua; e logo este ao Tejo – que defronte da antiga Escalabiscastro lhe deu sepultura em suas louras areias, para maior glória da santa e perpétua honra da nobilíssima vila que hoje tem o seu nome.
Mas enquanto ia navegando o corpo da santa, teve Célio, o abade do convento, uma revelação que lhe descobriu a verdade e os milagres do caso; e comunicando-a logo aos monges e ao povo de Nabância, saiu com todos de cruz alçada, e foi por esses campos da Golegã fora, até chegar à Ribeira de Santarém.
Aí, benzendo as águas do rio, estas se retiraram corteses e deixaram ver o sepulcro que era de fino alabastro, obrado à maravilha pelas mãos dos anjos.”
MUNDIAL 2006 (LXXXIV) – 1986
Grupo 1
Bélgica – Albânia – 3-1 / 0-2
Polónia – Grécia – 3-1 / 4-1
Polónia – Albânia – 2-2 / 1-0
Grécia – Bélgica – 0-0 / 0-2
Grécia – Albânia – 2-0 / 1-1
Bélgica – Polónia – 2-0 / 0-0
1º Polónia, 8; 2º Bélgica, 8; 3º Albânia, 4; 4º Grécia, 4
Grupo 2
Suécia – Malta – 4-0 / 2-1
Suécia – Portugal – 0-1 / 3-1
Portugal – Checoslováquia – 2-1 / 0-1
RFA – Suécia – 2-0 / 2-2
Checoslováquia – Malta – 4-0 / 0-0
Malta – RFA – 2-3 / 0-6
Malta – Portugal – 1-3 / 2-3
Portugal – RFA – 1-2 / 1-0
Checoslováquia – RFA – 1-5 / 2-2
Suécia – Checoslováquia – 2-0 / 1-2
1º RFA, 12; 2º Portugal, 10; 3º Suécia, 9; 4º Checoslováquia, 8; 5º Malta, 1
Grupo 3
Finlândia – I. Norte – 1-0 / 1-2
I. Norte – Roménia – 3-2 / 1-0
Inglaterra – Finlândia – 5-0 / 1-1
Turquia – Finlândia – 1-2 / 0-1
Turquia – Inglaterra – 0-8 / 0-5
I. Norte – Inglaterra – 0-1 / 0-0
Roménia – Turquia – 3-0 / 3-1
I. Norte – Turquia – 2-0 / 0-0
Roménia – Inglaterra – 0-0 / 1-1
Finlândia – Roménia – 1-1 / 0-2
1º Inglaterra, 12; 2º I. Norte, 10; 3º Roménia, 9; 4º Finlândia, 8; 5º Turquia, 1
VIAGENS NA MINHA TERRA – ALMEIDA GARRET – A LENDA DE SANTA IRIA (II)
“Mas como o demo, em chegando a entrar num corpo humano, parece que não sai dele senão para se ir meter noutro, tão depressa o inimigo deixou ao pobre Britaldo, como logo se foi encaixar em não menor personagem do que o monge Remígio, que era o mestre e director da bela Iria.
Arde o frade em concupiscência, e não obtendo nada com rogos e lamentos, jurou vingar-se.
Disfarçou, porém, fingiu-se emendado, e deu-lhe, quando ela menos cuidava, uma bebida de sua diabólica preparação, que apenas a santa a havia tomado, lhe apareceram logo e continuaram a crescer todos os sinais da mais aparente maternidade.
Corre a fama do suposto estado da donzela, chovem as injúrias e os insultos dos que mais a tinham respeitado até então.
E Britaldo, que se julga escarnecido pela hipocrisia daquela mulher artificiosa, em vez de a esquecer com desprezo – sente reviver-lhe, se não tão pura, muito mais ardente, toda a antiga paixão.
Tão misterioso é o coração do homem! – tão vil! dirão os ascéticos – tão inexplicável! direi eu com os mais tolerantes.
Novas tentativas, promessas, ameaças do furioso amante… A santa resiste a tudo, forte na sua virtude.”
MUNDIAL 2006 (LXXXIII) – 1986
A cada edição do Campeonato do Mundo, ia sendo batido o record de participantes; na XIII edição do Mundial (cuja Fase Final foi disputada no México, em 1986), inscreveram-se 121 selecções, tendo efectivamente 110 delas disputado as 22 vagas para acompanhar o México e o Campeão do Mundo em título, a Itália.
Na zona Europeia, históricos do futebol mundial, como a Suécia e Checoslováquia (terminando, respectivamente no 3º e 4º lugares do Grupo, a seguir a Portugal), Jugoslávia, ou Roménia (surpreendentemente suplantada pela I. Norte) seriam eliminados na fase de qualificação… tal como a Holanda – a dois anos de se sagrar Campeã Europeia –, desta vez afastada pela vizinha e “eterna rival” Bélgica, num muito disputado “play-off”… e a Grécia (última classificada no seu Grupo). Destaque para a qualificação da Inglaterra, única equipa sem derrotas, culminando com uma vitória por 8-0 na Turquia!
Ao fim de 30 anos, Portugal conseguia, pela segunda vez na sua história, o apuramento para a Fase Final do Mundial, com uma épica vitória na Alemanha (nunca antes derrotada em casa!).
Os antigos Campeões do Mundo oriundos da América do Sul marcaram, desta vez, presença na Final, com o regresso do Uruguai, acompanhando os tradicionais Brasil e Argentina… e também o Paraguai (conseguindo o apuramento após 28 anos de “jejum”).
De África, vieram a Argélia e Marrocos, ficando os Camarões (grande surpresa de 1982) ausentes da Fase Final. Angola marcaria, pela primeira vez na sua história, presença na fase de apuramento para um Campeonato do Mundo de Futebol.
Na zona Asiática, os apurados seriam a Coreia do Sul (eliminando o Japão)… e o Iraque (vencedor da Síria).
VIAGENS NA MINHA TERRA – ALMEIDA GARRET – A LENDA DE SANTA IRIA (I)
História de Santa Iria segundo os cronistas e segundo o romance popular.
A milagrosa Santa Iria – Santa Irene – que deu o seu nome a Santarém, donzela nobre, natural da antiga Nabância, e freira no convento duplex beneditino que pastoreava o santo abade Célio, floresceu pelos meados do sétimo século.
Namorou-se dela extremosamente o jovem Britaldo, filho do conde ou cônsul Castinaldo que governava aquelas terras, e não podendo conseguir nada de sua virtude, caiu enfermo de moléstia que nenhum físico acertava a conhecer, quanto mais a curar.
É sabido que a mais santa lhe não pesa de que estejam a morrer por ela; e, mais ou menos, sempre simpatiza com as vitimas que faz.
Santa Iria resolveu consolar o pobre Britaldo: e já que mais não podia por sua muita virtude, quis ver se lhe tirava aquela louca paixão e o convertia.
Saiu, uma bonita manhã, do seu convento – que não guardavam ainda as freiras tão absoluta e estreita clausura – e foi-se à casa do namorado Britaldo. Consolou como mulher e ralhou como santa, por fim, impondo-lhe na cabeça as lindas e benditas mãos, num instante o sarou de todo achaque do corpo; e se lhe não curou o da alma também, pelo menos lho adormentou, que parecia acabado.”
P. S. A Feira de Santa Iria (celebrada a 20 de Outubro) é uma das maiores celebrações populares na cidade de Tomar.
UNIÃO DE TOMAR

Porque hoje é Domingo: uma equipa histórica do União de Tomar (época de 1977-78), com Eusébio e Simões (segundo da direita, na fila de baixo).
(Foto no uniaotomar.no.sapo.pt)
MUNDIAL 2006 (LXXXII) – 1982

O guarda-redes e capitão Dino Zoff torna-se, aos 40 anos, no futebolista mais velho a vencer a Taça do Mundo; a Itália conquistava o Tri-Campeonato (depois das vitórias de 1934 e 1938), igualando o Brasil
MUNDIAL 2006 (LXXXI) – 1982
2ª Fase
Grupo 1
Polónia – Bélgica – 3-0
Bélgica – URSS – 0-1
Polónia – URSS – 0-0
1º Polónia, 3; 2º URSS, 3; 3º Bélgica, 0
Grupo 2
RFA – Inglaterra – 0-0
RFA – Espanha – 2-1
Espanha – Inglaterra – 0-0
1º RFA, 3; 2º Inglaterra, 2; 3º Espanha, 1
Grupo 3
Itália – Argentina – 2-1
Argentina – Brasil – 1-3
Itália – Brasil – 3-2
1º Itália, 4; 2º Brasil, 2; 3º Argentina, 0
Grupo 4
Áustria – França – 0-1
Áustria – I. Norte – 2-2
França – I. Norte – 4-1
1º França, 4; 2º Áustria, 1; 3º I. Norte, 1
1/2 Finais
RFA – França – 3-3 (5-4 g.p.)
Polónia – Itália – 0-2
3º / 4º
Polónia – França – 3-2
Final
Itália – RFA – 3-1
Campeão do Mundo – ITÁLIA
Vice-Campeão do Mundo – RFA
3º Polónia
4º França
5º Brasil
6º Inglaterra
7º URSS
8º Áustria
9º I. Norte
10º Espanha
11º Bélgica
12º Argentina
13º Argélia
14º Hungria
15º Escócia
16º Jugoslávia
17º Camarões
18º Checoslováquia
19º Honduras
20º Peru
21º Koweit
22º Chile
23º N. Zelândia
24º El Salvador



