GOA OU O GUARDIÃO DA AURORA (I)
10 Outubro, 2005 at 8:26 am 3 comentários
“Na colónia portuguesa de Goa, estava o século XVI a chegar ao fim, a Inquisição fazia enormes progressos na sua missão de impedir todos os «bruxos» – quer fossem nativos hindus, quer imigrantes judeus – de praticarem as suas crenças tradicionais. Os que se recusavam a denunciar outros ou a renunciar à sua fé eram estrangulados por carrascos ou queimados em autos-de-fé.
Ao viver nos limites do território colonial, a família Zarco consegue manter firmes as suas raízes luso-judaicas. Tiago e a irmã, Sofia, gozam uma infância pacífica aprendendo com o pai a ilustrar manuscritos e mergulhando no caos inebriante das festividades hindus celebradas pela sua amada cozinheira, Nupi.
Quando as crianças atingem a idade adulta, a família é destroçada quando, primeiro o pai e depois o filho, são presos pela Inquisição. Mas quem poderia tê-los traído?
De um rigor histórico notável, Goa ou O Guardião da Aurora é simultaneamente um policial histórico absorvente e, na sua profunda exploração da natureza do mal, uma poderosa reinterpretação do Othello de Shakespeare.
Na linha dos seus romances históricos anteriores – O Último Cabalista de Lisboa e Meia-Noite ou O Princípio do Mundo, traduzidos em vários países com grande sucesso tanto comercial como da crítica, Richard Zimler dá-nos um livro imaginativo, estimulante e profundamente sensível”.
É assim que nos é apresentada a obra de Richard Zimler, “Goa ou O Guardião da Aurora”, de Richard Zimler, escritor estado-unidense, naturalizado português, de que aqui apresentarei algumas notas ao longo desta semana.
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1.
Paulo | 10 Outubro, 2005 às 11:27 am
Que bom! Conquistei um adepto! Tenho a esperança de um dia a maioria dos portugueses saber nomear correctamente os habitantes ou naturais desse grande país do Mundo chamado Estados Unidos da América. Aliás, Leonel, depois de ter lido o teu post pensei que, quem sabe, uma micro-causazinha e isto ia lá! Vou já fazer!
2.
Paulo | 10 Outubro, 2005 às 11:28 am
Hum, desculpa o comentário anterior ser um pouco off-topic, ou lateral ao tema 😦
3.
Leonel Vicente | 10 Outubro, 2005 às 6:48 pm
Acho que foi uma ‘lição’ que não esquecerei nunca 😉