ELEIÇÕES AUTÁRQUICAS – LISBOA
13 Julho, 2007 at 8:48 am 1 comentário
Pouco para dizer sobre estas eleições e sobre esta campanha… (a minha declaração de voto é que… não posso votar, dado não estar ainda recenseado em Lisboa).
Que se trata de uma eleição intercalar, com um horizonte temporal estreito, de apenas 2 anos, portanto com um mandato limitado e condicionado, durante o qual não será possível “deixar marcas” de governação.
Principalmente quando, muito provavelmente, não haverá maioria absoluta e, a acrescer a tal facto, a maioria na Câmara será de sentido oposto à da Assembleia Municipal… a crer nas sondagens – e à excepção de uma grande surpresa, que pudesse hipoteticamente ser proporcionada pela conjuntura de uma votação em meados de Julho, com o dia a convidar à praia ou à partida para férias – António Costa deverá eleger entre 7 a 8 vereadores; Carmona Rodrigues e Fernando Negrão, provavelmente 3 cada um; Helena Roseta, 2 ou 3 vereadores (na eventualidade de poder “subtrair” 1 a um dos concorrentes anteriores); Ruben de Carvalho e José Sá Fernandes, 1 cada. Não deverá proporcionar mais, portanto, que um “aquecimento”, numa espécie de trampolim, operando como que a “1ª volta” das eleições de 2009.
Uma nota final para esta “campanha (pouco) alegre”, praticamente nada esclarecedora e, sobretudo, frisando que não recordo – a este nível, dos principais partidos, e em cerca de 30 anos de democracia – uma campanha tão negativa e tão fraca como a protagonizada pela candidatura de Fernando Negrão, cujos cartazes conseguiram o “notável feito” de ir em contínuo plano descendente, nomeadamente com a obsessão face ao Governo (3 cartazes de “bradar aos céus”) e um outro, também completamente desfocado, colocando os lisboetas perante uma hipotética “opção” entre Lisboa e a Ota (!). De lamentar que o principal partido da oposição (que dirigiu a Câmara de Lisboa nos últimos 6 anos) se “demita” das suas responsabilidades de se constituir numa efectiva alternativa, qual equipa de futebol que – em vez de disputar o jogo – se limita a “mandar bolas para a bancada”, procurando apenas ganhar tempo.
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1.
valeria mendez | 14 Julho, 2007 às 10:27 pm
Daqui do meio do Atlantico, e pelo que ouvi nas televisões e li nos jornais, se fosse lisboeta teria muita dificuldade em decidir.me…a não ser que entrasse no campo da “empatia” politca…Não foi esta uma campanha nada esclarecedora?