PREVISÃO DE DEPUTADOS A ELEGER POR DISTRITO
PS PSD CDS CDU BE TOTAL Aveiro 7 6 2 - - 15 Beja 2 - - 1 - 3 Braga 9,5 7 1,5 - - 18 Bragança 2 2 - - - 4 C. Branco 3 2 - - - 5 Coimbra 5,5 4 0,5 - - 10 Évora 2 0,5 - 0,5 - 3 Faro 4,5 3 0,5 - - 8 Guarda 2 2 - - - 4 Leiria 4 5 1 - - 10 Lisboa 22,5 13,5 4 4 4 48 Portalegre 2 - - - - 2 Porto 19,5 12 3,5 1,5 1,5 38 Santarém 5 3 1 1 - 10 Setúbal 8,5 3 1 3 1,5 17 V. Castelo 3 2,5 0,5 - - 6 Vila Real 2 3 - - - 5 Viseu 4 4 1 - - 9 Açores 3 2 - - - 5 Madeira 2 3,5 0,5 - - 6 Europa 1 1 - - - 2 Fora Europa - 2 - - - 2
Total 114 81 17 11 7 230
Prever resultados eleitorais no actual contexto é um exercício com bastante propensão ao erro: é imprevisível o efeito que o nível de abstenção poderá ter sobre as votações dos partidos com eleitorado “mais militante”; uma parte importante dos eleitores PSD continuarão indecisos; o grau de “voto útil” no PS do eventual eleitorado do Bloco de Esquerda, ou, inversamente, o nível de descontentes com a campanha socialista que poderão fluir para o Bloco de Esquerda, são variáveis de difícil estimativa.
Aceitando correr o risco do erro, as previsões de repartição de deputados por círculo eleitoral que acima indico baseiam-se nas tendências apresentadas por variadas sondagens, com uma ponderação sobre a minha visão nomeadamente de como decorreu a campanha eleitoral, com base nas seguintes percentagens estimadas: PS, 44,5 %; PSD, 30 %; CDS, 10 %; CDU, 7 %; BE, 5,5 %.
Há círculos eleitorais em que é manifestamente impossível apontar com razoável certeza a distribuição dos deputados por cada força política; nesses casos, optei por indicar valores intermédios.
O somatório global de deputados de cada partido é, portanto, apenas um valor indicativo; não é possível a sua extrapolação para obter a resposta à grande incógnita destas eleições: se o PS terá ou não maioria absoluta.
Assim, se o número médio indicativo de deputados a eleger pelo PS poderá ser de 114, deverá situar-se, com maior probabilidade, num intervalo entre 111 e 117 deputados. O PS deverá situar-se no limiar da maioria absoluta – a qual, como aqui escrevi há dias, poderá depender das votações do CDS, nomeadamente em Braga, Coimbra, Faro, Porto e Santarém -, podendo eventualmente ficar ainda suspensa, durante mais alguns dias, dos resultados da emigração.
De forma similar, para um número médio indicativo de 81 eleitos pelo PSD, estimo um intervalo entre 79 e 83 deputados.
Analogamente, o CDS-PP, com um número médio indicativo de 17 deputados, poderá oscilar entre 14 e 20 eleitos.
No que respeita à CDU, sendo o valor médio estimado de 11 eleitos, os deputados a eleger deverão situar-se entre 10 a 12.
Por fim, o BE, com um valor médio de 7 eleitos, poderá eleger entre 6 a 8 deputados.
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