Archive for 18 Fevereiro, 2004

BENFICA – CENTENÁRIO (XVIII)

1944

Na final da Taça de Portugal, o Benfica vence o Estoril por 8-0 (cinco golos de Rogério) – record virtualmente imbatível -, conquistando o troféu pela terceira vez.

1945

O Benfica sagra-se, pela 6ª vez, Campeão Nacional de futebol.

1946

Em jogo a contar para o Campeonato Nacional, a 28 de Abril, uma goleada histórica frente ao Sporting: 7-2.

1947

A 27 de Abril, o Benfica alcança a sua maior goleada de sempre no Campeonato Nacional, ao vencer a Sanjoanense por 13-1, com 6 golos de Julinho.

No ciclismo, José Martins vence a Volta a Portugal em Bicicleta.

[1011]

18 Fevereiro, 2004 at 8:10 pm

PORTUGAL – NASCIMENTO DE UMA NAÇÃO (III)

“O primeiro desembarque de tropas romanas na Península deu-se em 219 a. C. O quadro de povoamento que os Romanos vieram encontrar seria aproximadamente o seguinte: para norte do Douro viviam os Calaicos, uma palavra relacionada com kelticoi, nome que os Romanos davam aos Celtas e que veio a dar o termo galegos. Entre o Douro e o Tejo, mas alastrando muito para além da nossa actual fronteira, habitavam os Lusitanos, que os Romanos descreviam como um ramo de Celtiberos, isto é, como um povo que resultara da fusão de Celtas e de Iberos.

Para o sul do Tejo habitavam povos a que os antigos chamavam célticos. No Algarve viviam os Cónios, povo cuja longa emigração a caminho do sul está atestada nos topónimos Conímbriga e Coina. Eram talvez, do mesmo modo que os Lusitanos, celtas chegados cedo e deslocados para o sul pela pressão dos que foram chegando depois.”

“História concisa de Portugal”, José Hermano Saraiva

[1010]

18 Fevereiro, 2004 at 6:25 pm

"MÃE CORAGEM"

Tendo por mote a proposta de lei de alargamento da licença de parto, de 4 meses “pagos”, para 5 meses com remuneração a 80 % (e, “desvendando um pouco mais do véu”)…

Profissionalmente, tenho o privilégio de coordenar uma jovem equipa de cerca de 20 colaboradores, com uma média de idades a rondar os 26/27 anos. Para tal, disponho do directo apoio de 4 colaboradoras, que asseguram uma interligação diária com os restantes.

Temos, todos, uma actividade aliciante, recompensadora e, simultaneamente, muito exigente, de grande pressão e de momentos de grande “stress”; enfim, de “desgaste rápido”.

Das referidas 4 colaboradoras (num “escalão etário” na faixa dos 30/35 anos), uma foi mãe há cerca de 1 ano e meio; outra, há 2 meses (pela segunda vez); uma terceira será mãe daqui a 3 meses; a mais nova, concerteza a seguir.

Embora tal nem seja aplicável no caso concreto, na generalidade, para alcançarem o mesmo grau de reconhecimento, não chega às mulheres assegurarem o mesmo nível de desempenho dos homens; é-lhes normalmente requerida a superação dessa fasquia.

O papel de mãe tem de ser necessariamente compatível com a carreira profissional; muitas vezes – e com toda a propriedade nos casos de que vos falo – terão de ser verdadeiras “mães-coragem”: aliar as duas vertentes implica sacrifícios de ordem pessoal que não estarão ao alcance de todos, apenas “suportáveis” pela procura de uma plena conjugação da realização pessoal e profissional.

Não esquecendo nunca a hierarquização das prioridades (e a primeira será sempre a de “ser mãe”), aqui lhes tributo o justo agradecimento que lhes é devido pelo permanente envolvimento e colaboração sempre prestada.

Concluindo, sobre o mote. Concordo plenamente com a filosofia da proposta de lei; não obstante, lanço três pistas de reflexão: (i) é provável que, em muitos casos, quem exerça uma profissão que lhe permita usufruir desses cinco meses de pausa, não disponha eventualmente de condições financeiras para poder abdicar (nesse período) de 1 mês de remuneração; (ii) ao invés, quem possa ter essas condições, terá tendencialmente uma carreira que talvez não lhe facilite tal flexibilidade (de ausência “tão” prolongada); (iii) o papel e a presença do pai não poderão também ser negligenciados.

[1009]

18 Fevereiro, 2004 at 8:55 am 3 comentários

JOÃO BRAGA E ANA MARIA BOBONE

João Braga, Maria Ana Bobone e Ana Sofia Varela apresentam hoje (20h), no Teatro S. Luiz, um espectáculo de Fado, numa celebração da poesia clássica, uma combinação da experiência de uma carreira de mais de 30 anos com as novas vozes do Fado.

[1008]

18 Fevereiro, 2004 at 7:50 am 1 comentário


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