Leonel Vicente
del.icio.us | mvirtual @ gmail.com


RSS Feed | Jottit | Twitter | identi.ca

Memória Virtual via e-mail

adobe previews soundbooth cheap Adobe Fireworks CS5 adobe premiere pro trouble shooting 2 adobe keygen premiere pro cheap Adobe Fireworks CS5 for Mac adobe creative suite image editing adobe creative suite professional cheap Adobe InCopy CS5 adobe premiere pro books adobe premiere pro 1.5 serial warez cheap Adobe InCopy CS5 for Mac installing adobe premiere pro 2 adobe photoshop creative suite cheap Adobe SoundBooth CS5 for Mac adobe soundbooth distortion adobe premiere pro upgrade cheap Adobe SoundBooth CS5 adobe creative suite download hack version adobe creative suite premium full version cheap Adobe Premiere Pro CS5 for Mac adobe premiere pro trial adobe premiere 7.0 pro crack cheap Adobe Premiere Pro CS5 adobe premiere pro 7.0 serial number adobe premiere pro cs3 cheap Adobe Contribute CS5 adobe creative suite 3 torrent adobe creative suite cs3 free cheap Adobe Contribute CS5 for Mac adobe premiere pro design center adobe creative suite windows cheap Adobe Creative Suite 5 Design Premium adobe premiere pro avchd adobe creative suite premium 2.3 win cheap Adobe Creative Suite 5 Design Premium for Mac add picks to adobe fireworks adobe creative suite 2 release cheap Adobe Creative Suite 5 Design Standard adobe premiere pro 7 torrent download adobe fireworks cheap Adobe Creative Suite 5 Production Premium adobe creative suite v 3 adobe creative suite web premium activate cheap Adobe Creative Suite 5 Production Premium for Mac adobe creative suite 2 for sale adobe creative suite 3 keygen ssg cheap Adobe Creative Suite 5 Web Premium adobe creative suite production studio cracked adobe contribute cheap Adobe Creative Suite 5 Web Premium for Mac total training adobe premiere pro 2

Archive for the ‘Mundial 2006’


ITÁLIA TETRA-CAMPEÃ DO MUNDO

   1/8 FINAL       1/4 FINAL       1/2 FINAIS      FINAL

AlemanhaSuécia2-0 AlemanhaArgentina1-1 ArgentinaMéxico2-1 AlemanhaItália0-2

ItáliaAustrália1-0 Itália1 ItáliaUcrânia3-0 SuíçaUcrânia0-0


InglaterraEquador1-0 InglaterraPortugal0-0 PortugalHolanda1-0 França1

BrasilGhana3-0 PortugalFrança0-1 BrasilFrança0-1 EspanhaFrança1-3 AlemanhaPortugal3-1


1º ITÁLIA
2º França
3º Alemanha
4º Portugal


5º Brasil
6º Argentina
7º Inglaterra
8º Ucrânia


9º Espanha
10º Suíça
11º Holanda
12º Equador
13º Ghana
14º Suécia
15º México
16º Austrália


17º Coreia do Sul
18º Paraguai
19º Costa Marfim
20º R. Checa
21º Polónia
22º Croácia
23º Angola
24º Tunísia
25º Irão
25º EUA
27º Trinidad e Tobago
28º Japão
28º A. Saudita
30º Togo
31º Costa Rica
32º Sérvia e Montenegro

MUNDIAL 2006 – FINAL – ITÁLIA – FRANÇA

ItáliaFrança1-1 (5-3 g.p.)

Itália Gianluigi Buffon, Gianluca Zambrotta, Fabio Cannavaro, Marco Materazzi, Fabio Grosso, Gennaro Gattuso, Andrea Pirlo, Mauro Camoranesi (86m – Alessandro Del Piero), Simone Perrotta (61m – Vincenzo Iaquinta), Francesco Totti (61m – Daniele de Rossi) e Luca Toni

França Fabien Barthez, Willy Sagnol, William Gallas, Lilian Thuram, Eric Abidal, Patrick Vieira (56m – Alou Diarra), Claude Makelelé, Frank Ribéry (100m – David Trézeguet), Florent Malouda, Zinedine Zidane e Thierry Henry (107m – Sylvain Wiltord)

0-1 – Zinedine Zidane – 7m (g.p.)
1-1 – Marco Materazzi – 19m

Desempate por pontapés da marca de grande penalidade
1-0 – Andrea Pirlo
1-1 – Sylvain Wiltord
2-1 – Marco Materazzi
David Trézeguet remata à trave
3-1 – Daniele de Rossi
3-2 – Eric Abidal
4-2 – Alessandro Del Piero
4-3 – Willy Sagnol
5-3 – Fabio Grosso

A Final da XVIII edição do Campeonato do Mundo de Futebol apenas tivera início há cinco minutos, ainda sem predominância definida, quando Materazzi se “encostou” a Malouda na área italiana, que, sentindo o contacto, caiu, beneficiando da grande penalidade.

Na conversão, Zidane, num remate “à Panenka” (ou “à Hélder Postiga” no EURO 2004), levando a bola a embater na face interior da trave e cair dentro da baliza, inaugurava o marcador.

De imediato, os franceses deram ideia de se irem remeter à defesa, procurando eventualmente explorar o contra-ataque.

A Itália, não desarmando, com uma boa dinâmica, assumiu as “despesas” da partida… e seria recompensada, pouco mais de 10 minutos depois, com o golo do empate, por Materazzi, com uma fulgurante entrada de cabeça, dando sequência a um canto apontado por Andrea Pirlo. Estava reposta a justiça no marcador.

Nos minutos imediatos, as equipas como que se reagruparam, adoptando maiores cautelas, mas, gradualmente, a Itália voltaria a assumir predomínio, expresso num remate de cabeça de Luca Toni, a embater com estrondo na barra da baliza de Barthez.

Na segunda parte, de alguma forma surpreendendo – e não obstante a substituição forçada por lesão, do poderoso Patrick Vieira -, a França pareceu surgir com mais reservas físicas, assumindo o controlo do jogo, com a Itália a não conseguir mais do que algumas situações de contra-ataque, não obstante continuasse a dominar em termos de tempo de posse de bola.

Apesar da maior iniciativa francesa no segundo tempo, o equilíbrio continuava a ser a nota dominante; o prolongamento acabaria por ser o desfecho lógico desta Final.

No prolongamento, seria a França a criar a primeira grande ocasião de perigo, aos 100 minutos, com Ribéry a rematar ligeiramente ao lado da baliza de Buffon… para, 3 minutos depois, o guarda-redes italiano corresponder com uma espectacular defesa a um excelente remate de cabeça de Zidane!

Zidane, que, iam decorridos 110 minutos, encerraria a sua carreira de futebolista da pior maneira: perdendo a cabeça, na sequência de uma troca de palavras com Materazzi – que aparentava, de início, ser “amigável” -, daria uma cabeçada no peito do adversário, sendo expulso!

A tensão era enorme e não parecia haver já serenidade para jogar futebol, e procurar, nos derradeiros minutos, evitar o desempate da marca de grande penalidade, não obstante a superioridade numérica da equipa italiana.

Praticamente na última jogada do prolongamento, Wiltord conseguia escapar-se pelo flanco direito, mas, sem ângulo, remataria muito por alto e desenquadrado da baliza.

Depois da bela partida das 1/2 Finais entre a Itália e a Alemanha, e mesmo, do competitivo encontro entre a França e Portugal, a Final acabaria por ficar um pouco aquém das expectativas (após a prometedora primeira parte), de qualidade inferior ao jogo de atribuição do 3º e 4º lugares.

Os pontapés da marca de grande penalidade tornar-se-iam uma “inevitabilidade”; pela segunda vez na história (e, novamente, com a presença da Itália, tal como na Final que perdera em 1994 frente ao Brasil), o Campeão do Mundo seria apurado desta forma!

Com 5-3, a Itália é CAMPEÃ DO MUNDO pela quarta vez na sua história, depois das vitórias em 1934, 1938 e 1982!

Foto – Associated Press

Melhor jogador – Andrea Pirlo

Amarelos – Gianluca Zambrotta (5m); Willy Sagnol (12m), Alou Diarra (76m), Florent Malouda (111m)

Vermelho – Zinedine Zidane (110m)

Árbitro – Horacio Elizondo (Argentina)

Berlin (19h00)

MUNDIAL 2006 – 1/8 FINAL – 1/4 FINAL – 1/2 FINAIS – FINAL

     1/8 FINAL         1/4 FINAL          1/2 FINAIS          FINAL

AlemanhaSuécia2-0
AlemanhaArgentina1-1
ArgentinaMéxico2-1 AlemanhaItália0-2

ItáliaAustrália1-0 Itália-
ItáliaUcrânia3-0
SuçaUcrânia0-0


InglaterraEquador1-0
InglaterraPortugal0-0
PortugalHolanda1-0 França-

BrasilGhana3-0 PortugalFrança0-1
BrasilFrança0-1
EspanhaFrança1-3 AlemanhaPortugal3-1

MUNDIAL 2006 – 3º/4º LUGAR – ALEMANHA – PORTUGAL

AlemanhaPortugal3-1

Alemanha Oliver Kahn, Marcell Jansen, Christoph Metzelder, Jens Nowotny, Philipp Lahm, Sebastien Kehl, Bastian Schweinsteiger (79m – Thomas Hitzlsperger), Bernd Schneider, Torsten Frings, Lukas Podolski (71m – Mike Hanke) e Miroslav Klose (65m – Oliver Neuville)

Portugal Ricardo, Paulo Ferreira, Fernando Meira, Ricardo Costa, Nuno Valente (69m – Nuno Gomes), Costinha (46m – Petit), Maniche, Cristiano Ronaldo, Deco, Simão Sabrosa e Pauleta (77m – Figo)

1-0 – Bastian Schweinsteiger – 56m
2-0 – Petit (p.b.) – 60m
3-0 – Bastian Schweinsteiger – 78m
3-1 – Nuno Gomes – 88m

No jogo de “(des)consolação”, em que ficou privado de Ricardo Carvalho (devido ao cartão amarelo que lhe foi exibido na partida das 1/2 Finais) e de Miguel (lesionado no mesmo jogo), e também, por opção, sem Figo de início, Portugal entrou no jogo com uma boa disposição, assegurando o domínio da posse de bola nos primeiros minutos.

Até que, aos 4 minutos, a Alemanha, na primeira jogada de ataque, rematou com perigo à baliza portuguesa, com a bola possivelmente a ser desviada da sua trajectória pelo braço de Nuno Valente; as três repetições televisivas não foram inequívocas sobre a existência de falta para grande penalidade, que os alemães reclamaram.

Aos 8 minutos, Nuno Valente a deixar-se ultrapassar mais uma vez, e nova jogada de perigo para a baliza portuguesa.

Aos 14 minutos, Pauleta conseguiu desmarcar-se e surgir na “cara” de Kahn, que evitaria o golo português.

Aos 20 minutos, a Alemanha chegava novamente com perigo à baliza portuguesa, com Ricardo a ter uma bela intervenção, desviando para canto, com a ponta dos dedos. E, apenas 4 minutos depois, na resposta a um livre convertido por Podolski com um remate potente, Ricardo faria mais uma excelente defesa.

Aos 29 minutos – numa fase em que a equipa portuguesa, com dificuldade para suster o ataque alemão, se revelava muito faltosa –, novo livre perigoso para a Alemanha, com o remate a sair bastante por cima da trave.

Três minutos volvidos, nova falta em zona perigosa, praticamente em cima da linha de grande área, por Costinha, que viu também o cartão amarelo. O livre foi marcado de forma similar ao anterior.

Aos 35 minutos, aliviando a pressão alemã, Portugal conseguia alguns pontapés de canto; num deles, criaria perigo, com a bola a cruzar toda a área alemã, mas sem que nenhum português conseguisse fazer o desvio para a baliza.

No final do primeiro tempo, um pouco contra o pendor do jogo, Portugal dominava em termos de tempo de posse de bola.

No início da segunda parte, Portugal pareceu entrar mais tranquilo, criando duas oportunidades: primeiro, aos 50 minutos, num livre em que Simão Sabrosa fez a bola sobrevoar a barreira, para descer depois, não o suficiente para se enquadrar com a baliza; dois minutos depois, Pauleta a surgir isolado no corredor direito, a rematar para a defesa de Kahn.

Só que, aos 56 minutos, numa jogada de inspiração de Schweinsteiger, inflectindo da esquerda para o centro, rematou forte e colocado, com efeito, com a bola a fugir de Ricardo; estava feito o primeiro golo da partida.

Quatro minutos depois, nova oportunidade para a Alemanha, com Lahm a rematar cruzado, em arco, do lado esquerdo, saindo a bola por alto.

E, ainda aos 60 minutos, num livre, novamente por Schweinsteiger, de novo no flanco esquerdo, o remate saiu forte, com Petit, na área portuguesa a desviar a trajectória da bola para a nossa baliza; era o segundo golo da Alemanha. No espaço de menos de 5 minutos, Portugal “entregava” o jogo…

Não obstante, no minuto imediato, Portugal podia ter reduzido a desvantagem: Deco surgia a rematar com muito perigo, com uma excelente estirada de Kahn, a desviar para canto.

A equipa portuguesa arriscaria com a entrada de Nuno Gomes para o lugar de Nuno Valente e, já na fase final do jogo, Figo, provavelmente a fazer a sua despedida da selecção, substituía Pauleta.

Na primeira jogada após ter entrado em campo, Figo servia um avançado português, que não conseguiria concretizar o golo, que poderia dar alguma esperança a Portugal.

Para, no lance imediato, aos 78 minutos, a “papel químico” do primeiro golo, mais uma vez por Schweinsteiger, desta vez com a bola colocada ao poste mais longe, fazia o 3-0.

Aos 82 minutos, Metzelder, pressionado por Nuno Gomes, cabeceava para a sua própria baliza; a bola parecia ir entrar… quando tabelou em Kahn.

No minuto seguinte, Ronaldo podia mais uma vez ter chegado ao golo… Kahn negou-o novamente, não obstante a trajectória “esquisita” da bola.

Portugal conseguiria finalmente chegar ao “golo de honra” apenas a dois minutos do termo, com Nuno Gomes a corresponder da melhor forma a uma jogada ofensiva de Portugal, cabeceando em “voo”, sem hipóteses para Khan.

Ainda assim, um resultado pesado face ao que se passou em campo, não obstante a superioridade alemã, justificando a vitória.

A Alemanha conquista o 3º lugar final; Portugal vê-se relegado para a 4ª posição.

Melhor jogador – Bastian Schweinsteiger

Amarelos – Torsten Frings (7m) e Bastian Schweinsteiger (78m); Ricardo Costa (24m), Costinha (33m) e Paulo Ferreira (60m)

Árbitro – Toru Kamikawa (Japão)

Stuttgart (20h00)

MUNDIAL 2006 – 1/8 FINAL – 1/4 FINAL – 1/2 FINAIS – FINAL

     1/8 FINAL         1/4 FINAL          1/2 FINAIS          FINAL

AlemanhaSuécia2-0
AlemanhaArgentina1-1
ArgentinaMéxico2-1 AlemanhaItália0-2

ItáliaAustrália1-0 Itália-
ItáliaUcrânia3-0
SuçaUcrânia0-0


InglaterraEquador1-0
InglaterraPortugal0-0
PortugalHolanda1-0 França-

BrasilGhana3-0 PortugalFrança0-1
BrasilFrança0-1
EspanhaFrança1-3

MUNDIAL 2006 – 1/2 FINAIS – PORTUGAL – FRANÇA

PortugalFrança0-1

Portugal Ricardo, Miguel (62m – Paulo Ferreira), Fernando Meira, Ricardo Carvalho e Nuno Valente, Costinha (74m – Hélder Postiga), Maniche, Luís Figo, Deco, Cristiano Ronaldo e Pauleta (68m – Simão Sabrosa)

França Fabien Barthez, Willy Sagnol, William Gallas, Lilian Thuram, Eric Abidal, Patrick Vieira, Claude Makelelé, Frank Ribéry (72m – Sidney Govou), Florent Malouda (69m – Sylvain Wiltord), Zinedine Zidane e Thierry Henry (85m – Louis Saha)

0-1 – Zinedine Zidane – 33m

Um jogo animado, “entretido”, com as equipas a encaixarem bem uma na outra, ambas procurando a iniciativa atacante, mas jogando pelo “seguro”, com Portugal a dar a sensação de, quando imprimia velocidade ao seu jogo, poder provocar problemas à equipa francesa.

Numa jogada sem perigo eminente imediato, a França beneficiaria de uma grande penalidade, que aproveitou para se colocar em vantagem no marcador – tal como em 2000, Zidane não perdoaria.

A equipa portuguesa reagiu bem, criando quase de seguida uma jogada de perigo na área francesa, que poderia ter resultado em grande penalidade, caso o árbitro tivesse mantido o critério adoptado no lance anterior.

No recomeço da partida, a França parecia surgir mais ameaçadora, aproveitando alguma desconcentração da selecção portuguesa, que, nos primeiros 5 minutos, sentia dificuldades em conseguir acertar com as marcações.

A partir dos 50 minutos, Portugal voltava a procurar “pegar” no jogo, nomeadamente com algumas iniciativas de Cristiano Ronaldo, mas fazia-o de forma algo denunciada e não suficientemente rápida.

A França passava a aproveitar as ocasiões de que dispunha para quebrar o ritmo da partida e ir perdendo alguns “preciosos” segundos.

Por volta dos 65 minutos, Portugal aparentava ser uma equipa que começava a descrer, sem discernimento para construir jogadas ofensivas.

A substituição operada por Scolari, com Simão Sabrosa a entrar por troca com Pauleta (que, praticamente, “passou ao lado do jogo”) não parecia ser a opção mais acertada… Era Cristiano Ronaldo que avançava no terreno.

A muralha defensiva francesa parecia então intransponível.

“Remodelando” a estratégia, aos 74 minutos, entrava Hélder Postiga (bastante inoperante na partida anterior), substituindo Costinha.

Quase de imediato, Portugal cria uma jogada de perigo na área francesa; ao cruzamento de Nuno Valente, Hélder Postiga responderia lançando-se… para o chão.

E, logo de seguida, na conversão de um livre directo, Cristiano Ronaldo remata fortíssimo, obrigando Barthez a uma defesa de recurso, aliviando a bola para a frente, surgindo Figo a cabecear… por cima. Portugal perdia a sua maior oportunidade de golo na partida.

Frente a uma equipa tão sólida e consistente como a da França, a equipa nacional – acusando grande desgaste físico e mesmo, em alguns casos, dando sinais de esgotamento – não poderia ter desperdiçado as escassas oportunidades de que usufruiu.

Numa partida dominada pelo equilíbrio, não tendo também beneficiado de muitas ocasiões, denotando no campo um respeito pela equipa portuguesa – que não revelara nas declarações de alguns jogadores na véspera da partida –, a França foi efectiva, marcando o golo que lhe deu acesso à Final.

Procurando, em desespero de causa, chegar, pelo menos, ao empate, Portugal – com um remate “desastrado” de Fernando Meira, muito por alto e, até com Ricardo na área, tentando aproveitar os últimos pontapés de canto – despedia-se do sonho…

Foto – Associated Press

Parabéns a Portugal pela condigna presença neste Campeonato do Mundo, onde repete a melhor prestação da história, atingindo as 1/2 Finais!

Melhor jogador – Lilian Thuram (França)

Amarelos – Ricardo Carvalho (82m); Louis Saha (87m)

Árbitro – Jorge Larrionda (Uruguai)

Munich (20h00)


1m – Malouda a isolar-se perigosamente, a rematar ao lado

4m – Deco, num remate cruzado, de longe, a obrigar Barthez a uma defesa “apertada”, com Pauleta a chegar atrasado para a recarga

8m – Cristiano Ronaldo a combinar com Maniche que, num forte remate de meia-distância, ameaçou a baliza francesa, com a bola a subir ligeiramente

14m – Num centro de Ribéry, a bola a cruzar toda a área portuguesa, com Henry a não chegar a tempo para o desvio… por pouco

16m – Luís Figo testa Barthez, mas o remate saiu com pouca força…

21m – Thierry Henry tenta o remate, à entrada da área, mas a bola embate em Nuno Valente

28m – Ribéry procura fazer o centro, mas a bola vai directamente para as mãos de Ricardo, sem dificuldade

31m – Ricardo Carvalho, em queda, a deixar o pé tocar em Henry, que aproveitou a ocasião: grande penalidade

33m – Zidane bateu colocado, junto ao poste direito da baliza de Ricardo, que, adivinhando o lado, não conseguiria deter a bola

36m – Miguel a rematar de bastante longe, forte, com Barthez a blocar com segurança. Na sequência, Figo centra para a área, Cristiano Ronaldo sente o contacto de Sagnol (apoio das mãos nas suas costas) e cai na área (tal como fizera Henry); desta vez, o árbitro – não mantendo o critério – nada assinala…

39m – Cristiano Ronaldo, numa boa arrancada pelo lado esquerdo, remata à baliza, mas a bola é desviada para canto

44m – Ribéry não consegue “furar” o bloco defensivo português

45m – Figo remata contra a mão de um jogador francês, dentro da área

47m – Henry desmarca-se perigosamente pelo lado esquerdo, escapando a Fernando Meira em velocidade, remata cruzado, à entrada da pequena área, com Ricardo a defender com sorte, deixando a bola escapar por baixo do braço, acabando por sair pela linha de fundo, ligeiramente ao lado do poste da baliza

48m – Mais um remate perigoso, traiçoeiro, de Ribéry, a obrigar Ricardo a uma difícil intervenção

53m – Figo a desmarcar Paleta, conseguindo pela primeira vez ganhar algum espaço na área, rodou e rematou… à malha lateral

58m – Miguel tem uma arrancada pela direita, combina com Pauleta, que lhe devolve a bola, quando o lateral, exausto, já se encontrava caído no terreno. Ver-se-ia obrigado a solicitar a substituição no minuto seguinte

64m – Cristiano Ronaldo, na sequência de uma jogada de envolvência, remata, mas a bola embate na defesa francesa

77m – Na conversão de um livre directo, Cristiano Ronaldo remata fortíssimo, obrigando Barthez a uma defesa de recurso, aliviando a bola para a frente, surgindo Figo a cabecear… por cima

80m – Novo livre directo, com Figo a cruzar tenso para a “molhada” na área francesa; Vieira, o mais alto, a aliviar

82m – Contra-ataque rápido de Wiltord, com Ricardo Carvalho a desarmar com classe, mas, depois, a não conseguir desembaraçar-se da bola, e a ser obrigado a recorrer à falta, vendo o cartão amarelo… que o afasta do último jogo

92m – Fernando Meira tenta explorar o adiantamento de Barthez, mas a bola sai demasiado por alto

94m – Portugal pressiona, remetendo a França para a sua zona defensiva, beneficiando de dois pontapés de canto sucessivos; Ricardo, que saira da baliza, não consegue corresponder aos cruzamentos.

DEIXEM-NOS SONHAR!…

MUNDIAL 2006 – 1/8 FINAL – 1/4 FINAL – 1/2 FINAIS – FINAL

     1/8 FINAL         1/4 FINAL          1/2 FINAIS          FINAL

AlemanhaSuécia2-0
AlemanhaArgentina1-1
ArgentinaMéxico2-1 AlemanhaItália0-2

ItáliaAustrália1-0 Itália-
ItáliaUcrânia3-0
SuçaUcrânia0-0


InglaterraEquador1-0
InglaterraPortugal0-0
PortugalHolanda1-0 Vencedor do Portugal-França-

BrasilGhana3-0 PortugalFrança
BrasilFrança0-1
EspanhaFrança1-3

MUNDIAL 2006 – 1/2 FINAIS – ALEMANHA – ITÁLIA

AlemanhaItália0-2

Alemanha Jens Lehmann, Arne Friedrich, Sebastian Kehl, Miroslav Klose (111m – Oliver Neuville), Michael Ballack, Philipp Lahm, Per Mertesacker, Tim Borowski (73m – Bastian Schweinsteiger), Bernd Schneider (83m – David Odonkor), Lukas Podolski e Christoph Metzelder

Itália Gianluigi Buffon, Fabio Grosso, Fabio Cannavaro, Gennaro Gattuso, Luca Toni (74m – Alberto Gilardino), Francesco Totti, Mauro Camoranesi (91m – Vincenzo Iaquinta), Gianluca Zambrotta, Simone Perrotta (104m – Alessandro Del Piero), Andrea Pirlo e Marco Materazzi

Uma primeira parte muito intensa, jogada a grande velocidade, com a Itália a surpreender a Alemanha pela atitude adoptada neste jogo, assumindo a iniciativa, vendo-se os alemães remetidos a jogar em contra-ataque, numa toada de “parada e resposta”… ou como um jogo com resultado de zero a zero pode ser um bom espectáculo.

A Itália dera o primeiro sinal logo aos 4 minutos, com um livre apontado por Francesco Totti, a que Ballack responderia aos 8 minutos.

Perrotta voltava a dar sinal de perigo, aos 16 minutos, ameaçando o guarda-redes alemão, Lehmann. Cinco minutos depois, seria Podolski a tentar a sua sorte, para, três minutos volvidos, Materazzi rematar também à baliza alemã.

Após mais um remate da Itália, pelo “bota-de-ouro” europeu, Luca Toni (aos 31 minutos) e uma boa oportunidade de Schneider, três minutos de seguida, entrar-se-ia numa fase, nos minutos finais da primeira parte em que, com a Alemanha a procurar contrariar a técnica italiana recorrendo ao “físico”, começou a assistir-se a algumas “picardias” entre os jogadores, quebrando o ritmo da partida, que decaíu ligeiramente de qualidade.

Na segunda parte, as equipas adoptariam uma toada de jogo mais pausada, de maior contenção, com Podolski a fazer o primeiro remate à baliza, já com 63 minutos. A Itália apenas chegaria com algum perigo à baliza alemã, iam decorridos já 78 minutos, por intermédio de Andrea Pirlo, num remate de fora da área.

Aos 82 minutos, o árbitro tem um lapso grave, transformando uma falta à entrada da área italiana num livre directo (não assinalando a devida grande penalidade); Ballack remataria por alto. Dois minutos depois, Perrotta desmarca-se perigosamente, obrigando Lehmann a antecipar-se a soco, num movimento acrobático.

Seriam as duas últimas oportunidades do tempo regulamentar, antes de se chegar a mais um prolongamento…

Não obstante alguma supremacia italiana durante a partida, o empate acaba por aceitar-se como um resultado justo.

E, no primeiro minuto do prolongamento, uma entrada absolutamente fulgurante da Itália, com um remate ao poste (por Gilardino, com a bola a percorrer a linha de golo) e outro à trave (por Zambrotta)!

Os italianos parecem determinados a evitar o desempate da marca de grande penalidade… que nunca ganharam!

A Alemanha reagiria bem, procurando reequilibrar a partida, que passaria a ser jogada mais a meio-campo… até que, no último minuto da primeira parte do prolongamento, Podolski desperdiçaria uma soberana oportunidade de golo, surgindo isolado na área, a responder a um centro de Odonkor com um cabeceamento defeituoso, ao lado da baliza de Buffon.

Na segunda parte do prolongamento, aos 111 e 112 minutos, mais duas jogadas de perigo, uma para cada lado, primeiro com Del Piero a não conseguir desembaraçar-se do opositor, e, de imediato, Podolski a rematar à baliza.

E, a fechar, aos 118 minutos, Pirlo a obrigar Lehmann a aplicar-se, na defesa de um forte remate de longe. Na sequência do canto, Fabio Grosso, com um belo golo – evitando as grandes penalidades… -, colocava a Itália na final, numa das melhores partidas deste Campeonato do Mundo (a par do Espanha-França).

Só que, com a Alemanha balanceada para o ataque, haveria ainda tempo para, num rápido contra-ataque, Del Piero fazer o segundo golo!!!

Terminava o “sonho” alemão, perante uma poderosa selecção italiana, com uma excelente demonstração da sua classe.

0-1 – Fabio Grosso – 119m
0-2 – Alessandro Del Piero – 120m

Melhor jogador – Andrea Pirlo (Itália)

Amarelos – Tim Borowski (40m), Christoph Metzelder (56m); Mauro Camoranesi (90m)

Árbitro – Benito Archundia (México)

Dortmund (20h00)

MUNDIAL 2006 – 1/8 FINAL – 1/4 FINAL – 1/2 FINAIS – FINAL

     1/8 FINAL         1/4 FINAL          1/2 FINAIS          FINAL

AlemanhaSuécia2-0
AlemanhaArgentina1-1
ArgentinaMéxico2-1 AlemanhaItália

ItáliaAustrália1-0 Vencedor do Alemanha - Itália-
ItáliaUcrânia3-0
SuçaUcrânia0-0


InglaterraEquador1-0
InglaterraPortugal0-0
PortugalHolanda1-0 Vencedor do Portugal-França-

BrasilGhana3-0 PortugalFrança
BrasilFrança0-1
EspanhaFrança1-3

MUNDIAL 2006 – 1/4 FINAL – BRASIL – FRANÇA

BrasilFrança0-1

Brasil Dida, Cafu (76m – Cicinho), Lúcio, Juan, Roberto Carlos, Kaká (79m – Robinho), Ronaldo, Ronaldinho, Zé Roberto, Gilberto Silva e Juninho Pernambucano (63m – Adriano)

França Fabien Barthez, Eric Abidal, Patrick Vieira, William Gallas, Claude Makelelé, Florent Malouda (81m – Sylvain Wiltord), Zinedine Zidane, Thierry Henry (86m – Louis Saha), Lilian Thuram, Willy Sagnol e Frank Ribéry (77m – Sidney Govou)

Depois de uma entrada determinada do Brasil no primeiro quarto de hora, a França começaria por equilibrar, para, de seguida, adquirir alguma supremacia, em particular graças a mais uma excelente exibição de Zinedine Zidane.

No início da segunda parte, Thierry Henry colocava a França em posição de vencedora… eliminando da prova o Campeão do Mundo em título.

É a França o adversário de Portugal das 1/2 Finais – nas quais marcarão presença 4 selecções europeias -, um “reencontro”, depois de 1984 e 2000.

0-1 – Thierry Henry – 57m

Melhor jogador – Zinedine Zidane (França)

Amarelos – Cafu (25m), Juan (45m), Ronaldo (45m), Lúcio (75m); Willy Sagnol (74m), Louis Saha (87m), Lilian Thuram (88m)

Árbitro – Luis Medina Cantalejo (Espanha)

Frankfurt (20h00)

MUNDIAL 2006 – 1/4 FINAL – INGLATERRA – PORTUGAL

InglaterraPortugal0-0 (1-3 g.p.)

Inglaterra Paul Robinson, Gary Neville, Ashley Cole, Steven Gerrard, Rio Ferdinand, John Terry, David Beckham (52m – Aaron Lennon; 119m – Jamie Carragher), Frank Lampard, Wayne Rooney, Joe Cole (65m – Peter Crouch) e Owen Hargreaves

Portugal Ricardo, Miguel, Fernando Meira, Ricardo Carvalho e Nuno Valente, Petit, Maniche, Luís Figo (86m – Hélder Postiga), Tiago (74m – Hugo Viana), Cristiano Ronaldo e Pauleta (63m – Simão Sabrosa)

Uma primeira parte sofrida da equipa de Portugal, com muita dificuldade em encontrar o antídoto para o futebol directo, em profundidade, da selecção inglesa, que passou bastante tempo nas imediações da área portuguesa.

Com uma entrada forte, pressionando a todo o campo, a Inglaterra praticamente não deu espaços à selecção nacional, com o meio-campo português a não conseguir “pegar no jogo”, notando-se bastante a falta de Deco.

O primeiro aviso seria dado pelos ingleses aos 6 minutos, com a bola a sobrevoar a área portuguesa num centro de Gerrard, após livre de Beckham. Aos 9 minutos, Wayne Rooney primeiro, e Cristiano Ronaldo de imediato, testaram os guarda-redes adversários, com remates de longe.

Aos 13 minutos, Tiago não consegue dar o melhor seguimento a um livre apontado por Figo, deixando escapar a bola… e, dois minutos depois era Maniche a rematar forte, apanhando um jogador inglês no trajecto da bola.

Depois de um primeiro quarto de hora de grande pressão, o jogo pareceu acalmar, mas, nos últimos minutos da primeira parte voltaram a surgir algumas das jogadas mais perigosas, com Portugal a dispor da única oportunidade da partida iam decorridos 41 minutos, num cabeceamento de Tiago, e com Paul Robinson a largar a bola para a sua frente, não aparecendo ninguém para o desvio final.

No penúltimo minuto do primeiro tempo, Petit cometeria uma falta grosseira sobre Joe Cole, vendo o cartão amarelo, que não só o afasta das 1/2 Finais, como poderia ser um risco acrescido para a segunda parte. Na transformação do livre, Beckham remataria contra a barreira.

Não obstante as oportunidades escassas, foi uma primeira parte interessante, numa partida “intensa”, esperando-se, ainda assim, que Portugal pudesse subir de rendimento na segunda metade do encontro e explanar o seu futebol.

Beneficiando também da expulsão de Wayne Rooney, Portugal melhoraria o seu desempenho, assumindo o controlo do jogo (53 % / 47 % em termos de posse de bola no termo dos 90 minutos), embora sempre sem correr grandes riscos.

Ainda assim, a Inglaterra ameaçaria a baliza portuguesa, por intermédio de Lampard, na sequência de um canto, cerca dos 53 minutos (remate bastante por cima)… e, seis minutos depois, por Joe Cole, a rematar novamente por alto, numa oportunidade soberana para marcar (jogada de maior perigo de todo o jogo, até ao momento, na sequência de uma iniciativa de Lennon).

Não obstante, as oportunidades continuaram a ser poucas (no caso de Portugal, essencialmente em remates de meia distância, por Maniche (nomeadamente aos 68 e 78 minutos, com Robinson a defender para o lado), e, na jogada de maior perigo, por Hugo Viana, aos 81 minutos), num jogo de grande equilíbrio, em que se destacam as subidas de Miguel no terreno e as dificuldades provocadas por Aaron Lennon à defesa portuguesa, bem mais efectivo que Beckham.

Aos 82 minutos, Ricardo defende com dificuldade um potente remate de Lampard (na marcação de um livre directo); na recarga, Lennon fazia um “passe” ao guarda-redes português, em mais um momento de grande perigo para a nossa baliza.

Praticamente no último minuto, e após 15 minutos de maior pressão portuguesa, eram os ingleses a ameaçar com as jogadas mais perigosas, desperdiçando uma clara oportunidade de golo por John Terry.

Seguiu-se mais um prolongamento…

Com Portugal a registar uma atitude positiva, muito esforçada, com os jogadores a lutar até à exaustão na busca do golo (tentativas de Simão Sabrosa, aos 102 minutos; de Cristiano Ronaldo, aos 112 minutos; e de Petit, aos 114 minutos)… que Maniche teve nos pés no último remate da partida, por cima da baliza…

Pelo lado da Inglaterra, destaque para a “falta de habilidade” de Peter Crouch, nomeadamente aos 99 minutos, não conseguindo cabecear de forma apropriada (deixando-se mesmo antecipar pela defesa portuguesa).

Repetia-se o desempate por via de pontapés da marca de grande penalidade, tal como no EURO 2004…

Foto – Associated Press

Com o “HERÓI” Ricardo (ainda a tocar na bola, no remate de Hargreaves), a defender 3!!!

40 anos depois, PORTUGAL está de novo nas 1/2 Finais do Campeonato do Mundo!

Grandes penalidades
0-1 – Simão Sabrosa
Frank Lampard permite a defesa a Ricardo
Hugo Viana remata ao poste
1-1 – Owen Hargreaves
Petit remata ao lado
Steven Gerrard permite a defesa a Ricardo
1-2 – Hélder Postiga
Jamie Carragher permite a defesa de Ricardo
1-3 – Cristiano Ronaldo beija a bola e coloca Portugal nas 1/2 Finais!!!

Melhor jogador – Owen Hargreaves (Inglaterra)

Amarelos – John Terry (30m) e Owen Hargreaves (107m); Petit (44m) e Ricardo Carvalho (111m)

Vermelho – Wayne Rooney (62m)

Árbitro – Horacio Elizondo (Argentina)

Gelsenkirchen (16h00)

MUNDIAL 2006 – 1/8 FINAL – 1/4 FINAL – 1/2 FINAIS – FINAL

     1/8 FINAL         1/4 FINAL          1/2 FINAIS          FINAL

AlemanhaSuécia2-0
AlemanhaArgentina1-1
ArgentinaMéxico2-1 AlemanhaItália

ItáliaAustrália1-0 Vencedor do Alemanha - Itália-
ItáliaUcrânia3-0
SuçaUcrânia0-0


InglaterraEquador1-0
InglaterraPortugal
PortugalHolanda1-0 Vencedor do .............-.............-

BrasilGhana3-0 Vencedor do Inglaterra-PortugalVencedor do Brasil-França
BrasilFrança
EspanhaFrança1-3

MUNDIAL 2006 – 1/4 FINAL – ITÁLIA – UCRÂNIA

ItáliaUcrânia3-0

Itália Gianluigi Buffon, Gennaro Gattuso (7m – Cristian Zaccardo), Fabio Grosso, Fabio Cannavaro, Andrea Barzagli, Luca Toni, Francesco Totti, Andrea Pirlo (68m – Simone Barone), Gianluca Zambrotta, Simone Perrotta e Mauro Camoranesi (68m – Massimo Oddo)

Ucrânia Oleksandr Shovkovskyi, Andriy Nesmachnyi, Anatolyi Tymoschuk, Andriy Shelayev, Oleg Shelayev, Oleg Gusev, Andryi Gusin, Vyacheslav Sviderskyi (20m – Andriy Vorobey), Andriy Rusol (45m – Vladyslav Vashchuk), Maksym Kalinichenko e Artem Milevskiy (72 – Oleksiy Belik)

Um golo “madrugador” foi a chave para abrir a porta de um apuramento que se tornaria mais fácil que o esperado, com o marcador a subir já na parte final da partida, surgindo finalmente Luca Toni, o melhor marcador do campeonato italiano da época finda.

A Itália tem encontro marcado com a equipa anfitriã, a Alemanha, para a próxima Terça-feira.

1-0 – Gianluca Zambrotta – 6m
2-0 – Luca Toni – 59m
3-0 – Luca Toni – 69m

Melhor jogador – Gennaro Gattuso (Itália)

Amarelos – Vyacheslav Sviderskyi (16m), Maksym Kalinichenko (21m) e Artem Milevskiy (67m)

Árbitro – Frank de Bleeckere (Bélgica)

Hamburg (20h00)

MUNDIAL 2006 – 1/4 FINAL – ALEMANHA – ARGENTINA

AlemanhaArgentina1-1 (4-2 g.p.)

Alemanha Jens Lehmann, Arne Friedrich, Bastian Schweinsteiger (74m – Tim Borowski), Torsten Frings, Miroslav Klose (86m – Oliver Neuville), Michael Ballack, Philipp Lahm, Per Mertesacker, Bernd Schneider (62m – David Odonkor), Lukas Podolski e Christoph Metzelder

Argentina Roberto Abbondanzieri (71m – Leonardo Franco), Roberto Ayala, Juan Sorin, Fabricio Coloccini, Gabriel Heinze, Javier Mascherano, Hernan Crespo (79m – Julio Cruz), Juan Riquelme (72m – Esteban Cambiasso), Carlos Tevez, Maxi Rodriguez e Lucho Gonzalez

O balanço no final da primeira parte pode resumir-se a um jogo de cariz muito táctico, com marcações cerradas, não permitindo espaços livres, e, algo surpreendentemente, com a Alemanha a parecer ficar na expectativa (predomínio da Argentina, em termos de posse de bola, com uma vantagem de 65 % a 35 %)… sem nenhuma efectiva oportunidade de golo para qualquer das equipas.

E, logo ao quarto minuto da segunda parte, na sequência de um canto apontado por Riquelme, surgiu Ayala a elevar-se no ar e a cabecear para o golo!

As tentativas da Alemanha para chegar ao empate pareciam condenadas ao insucesso… até ao minuto 80 (já após o guarda-redes argentino ter sido substituído, por lesão), em que o inevitável Miroslav Klose faria renascer a esperança alemã.

Nos minutos imediatos, os alemães chegaram a transmitir a ideia de pretenderem resolver a questão no tempo regulamentar… mas seria Lehmann, com uma excelente defesa, a evitar o golo de Lucho Gonzalez, precisamente em cima do final desse tempo!

Subsistindo o empate, é necessário recorrer de seguida ao prolongamento… em cuja primeira parte não se verificou nada a merecer registo (para além de mais um cartão amarelo para os argentinos).

Apesar dos esforços argentinos na segunda parte do prolongamento, o desfecho da eliminatória teria de ser adiado para os pontapés da marca de grande penalidade… onde Lehmann seria o herói, defendendo os remates de Ayala e Cambiasso.

A Alemanha está nas 1/2 Finais!

0-1 – Roberto Ayala – 49m
1-1 – Miroslav Klose – 80m

Grandes penalidades
1-0 – Oliver Neuville
1-1 – Julio Cruz
2-1 – Michael Ballack
Roberto Ayala permitiu a defesa de Jens Lehmann
3-1 – Lukas Podolski
3-2 – Maxi Rodriguez
4-2 – Tim Borowski
Esteban Cambiasso permitiu a defesa de Jens Lehmann

Melhor jogador – Michael Ballack (Alemanha)

Amarelos – Lukas Podolski (3m) e David Odonkor (90m); Juan Sorin (46m), Javier Mascherano (60m), Maxi Rodriguez (88m) e Julio Cruz (95m)

Vermelho – Leandro Cufre (após a marcação das grandes penalidades)

Árbitro – Lubos Michel (Eslováquia)

Berlin (16h00)

MUNDIAL 2006 – “ANTEVISÃO”

O título é falacioso, uma vez que a conclusão desta breve nota é simplesmente a seguinte: “Nesta fase da competição – dado o equilíbrio generalizado e os condicionalismos particulares de uma prova a eliminar, num só jogo, com a vitória a poder definir-se com base em “detalhes” – parece-me absolutamente inviável prever o que acontecerá em cada uma das partidas a disputar até à Final!…”

Esclarecido isto, estando presentes nesta fase da prova as 6 selecções que já alcançaram o título de Campeão do Mundo (para além do Uruguai), naturalmente Portugal e Ucrânia surgem como “outsiders”… mas nem por isso menos candidatos que os restantes!

Senão vejamos, jogo a jogo:

- Alemanha – Argentina

À partida, não obstante ser o país organizador – e uma potência clássica do futebol -, e em particular devido às fracas prestações nos jogos de preparação, a Alemanha não parecia ser a equipa mais convincente, ou, por outras palavras, tão convincente que se pudesse apostar firmemente nela como provável Campeã do Mundo. De jogo para jogo, a equipa tem vindo a crescer de rendimento, ganhando confiança e, depois de 4 vitórias consecutivas, a sua “cotação” subiu imenso. Favorita no jogo desta tarde? Talvez não…

A Argentina perfilava-se como uma das mais sólidas selecções, o que seria reforçado particularmente com a esmagadora vitória frente à Sérvia e Montenegro. Depois, o nulo frente à Holanda e as dificuldades frente ao México vieram refrear os ânimos. Contudo, na hora da verdade, já a partir de hoje, não está – de modo nenhum – fora de questão que os argentinos acabem com as expectativas alemãs.

- Itália – Ucrânia

Sobre o estilo e a forma de jogar da Itália, estamos perfeitamente elucidados. A vitória frente à Austrália é um cabal exemplo de até onde pode ir esta selecção, sempre uma temível candidata em qualquer competição.

Mas, nesta eliminatória, quem poderá garantir que não venha a ser vítima das suas próprias armas, “às mãos” da estreante Ucrânia?

- Inglaterra – Portugal

Pelo peso da tradição (em termos globais), talvez os ingleses beneficiem de algum favoritismo.

Mas, por outro lado, até que ponto não estarão os ingleses algo receosos (“desconfiados”? descrentes?) face aos insucessos recentes nas partidas com Portugal?

Da nossa parte, até que ponto conseguiremos suprir a falta de Deco? Depois de 4 vitórias consecutivas, continuará a equipa a revelar “estofo” para resistir à pressão de uma competição tão exigente e prolongada, com sucessivos e “titânicos” embates com as melhores selecções do mundo?

- Brasil – França

Vistos os jogos da Fase Grupos, a previsão do desfecho desta partida pareceria fácil e imediata: vitória inequívoca do Brasil.

A equipa brasileira dá a sensação de jogar o “q.b.2 e de dispor sempre de “trunfos na manga” para qualquer eventualidade; se defrontar um adversário mais exigente, adaptará o seu desempenho em conformidade e continuará a vencer com a facilidade revelada nas 4 partidas disputadas até ao momento.

Mas, depois da afirmação de capacidade, vontade e crença da selecção francesa contra a Espanha, a previsão complicou-se bastante. Será assim tão evidente o favoritismo do Brasil? Nas últimas vezes que se defrontaram, em 1986 e 1998, foram os franceses a “fazer a festa”…

Concluindo, espera-se uma melhoria no espectáculo proporcionado por estas equipas, que são neste momento as melhores selecções do mundo. E, como diria alguém famoso nos meandros do futebol: “Prognósticos só no fim!”…

MUNDIAL 2006 – 1/8 FINAL – 1/4 FINAL – 1/2 FINAIS – FINAL

     1/8 FINAL         1/4 FINAL          1/2 FINAIS          FINAL

AlemanhaSuécia2-0
AlemanhaArgentina
ArgentinaMéxico2-1 Vencedor do Alemanha-ArgentinaVencedor do Itália-Ucrânia

ItáliaAustrália1-0 Vencedor do .............-.............-
ItáliaUcrânia
SuçaUcrânia0-0


InglaterraEquador1-0
InglaterraPortugal
PortugalHolanda1-0 Vencedor do .............-.............-

BrasilGhana3-0 Vencedor do Inglaterra-PortugalVencedor do Brasil-França
BrasilFrança
EspanhaFrança1-3

MUNDIAL 2006 – 1/8 FINAL – ESPANHA – FRANÇA

EspanhaFrança1-3

Espanha Iker Casillas, Mariano Pernia, Carlos Puyol, Raul (54m – Luis Garcia), Xavi (72m – Marcos Senna), Fernando Torres, Xabi Alonso, Sergio Ramos, Cesc Fabregas, David Villa (54m – Joaquin) e Pablo

França Fabien Barthez, Eric Abidal, Patrick Vieira, William Gallas, Claude Makelelé, Florent Malouda (74m – Sidney Govou), Zinedine Zidane, Thierry Henry (88m – Sylvain Wiltord), Lilian Thuram, Willy Sagnol e Frank Ribery

A Espanha entrou mais determinada na partida, assumindo o seu controlo e o predomínio em termos de posse de bola, não obstante o equilíbrio em termos globais.

A primeira grande oportunidade surgiria aliás para a França, aos 23 minutos, com a bola a cruzar toda a zona defensiva espanhola, sem que nenhum dos dois jogadores franceses posicionados na área conseguisse empurrar para o golo.

Cinco minutos depois, uma “ingenuidade” do experiente Thuram (um pouco à imagem de Costinha…) provocou uma grande penalidade, que David Villa, com um remate colocadíssimo (praticamente a embater no poste), rasteiro, sem hipóteses para Barthez, converteu no golo da Espanha.

Os franceses pareciam algo desestabilizados com a velocidade do jogo; não obstante, reagindo bem, aos 41 minutos, com a defesa espanhola a subir, para colocar (pela 6ª vez!) Henry em posição de fora de jogo, surgiu do lado oposto Ribéry a desmarcar-se… e foi nele que Patrick Vieira colocou o passe. O francês, com demasiada frieza, contornou Casillas (na expectativa de que este fizesse falta para grande penalidade) e, já com a baliza completamente “escancarada” empurrou a bola para a baliza, assim alcançando o golo do empate.

Depois de uma primeira parte de superioridade da equipa da Espanha, na segunda parte, a equipa da França, que se julgava antever quase “moribunda” (com alguns jogadores em “fim de carreira” – anunciava-se mesmo o eventual “jogo de despedida” de Zidane) surgiu mais confiante e assumiu o controlo do jogo, perante uma estranha “passividade” dos espanhóis.

Sinal da maior iniciativa francesa, Casillas fora obrigado a aplicar-se a fundo aos 50 minutos, para, cerca de 10 minutos depois, a França dispor de nova situação em que a bola cruzou a área espanhola… sem que surgisse nenhum atacante.

Quando, não obstante o predomínio francês, começava a reforçar-se a expectativa do empate, e do prolongamento, num lance de bola parada, na sequência de um livre, Patrick Vieira (o “homem do jogo”) surgiu na pequena área a cabecear para a baliza, com a bola a embater ainda contra o corpo de Sergio Ramos e a trair o guarda-redes espanhol.

Já depois de Barthez negar o empate à Espanha, aos 88 minutos, os espanhóis seriam ainda castigados com um terceiro golo, numa “maldade” de Zidane ao seu colega Casillas, já nos descontos do que terá sido uma das melhores partidas deste Campeonato Mundial.

Concluídos os jogos dos 1/8 Final, estão apurados para a fase seguinte da competição seis equipas europeias e 2 selecções sul americanas.

Portugal e Ucrânia (estreante) vêem-se extremamente “bem acompanhados” pelos seis Campeões do Mundo que participaram na prova (apenas o Uruguai – bi-campeão mundial, em 1930 e 1950 – não alcançou o apuramento para a Fase Final na Alemanha): Brasil (5), Alemanha e Itália (3 cada), Argentina (2), Inglaterra e França (1 cada) conquistaram 15 dos 17 Títulos Mundiais já disputados! Um verdadeiro elenco de luxo para os 1/4 Final, com 3 jogos a sobressaírem:

- Alemanha – Argentina (reedição das Finais de 1986 e 1990)
- Brasil – França (reedição da Final de 1998)
- Inglaterra – Portugal (com a equipa portuguesa a querer repetir as vitórias do Mundial de 1986 e dos Europeus de 2000 e 2004).

1-0 – David Villa – 28m (g.p.)
1-1 – Frank Ribery – 41m
1-2 – Patrick Vieira – 83m
1-3 – Zinedine Zidane – 90m

Melhor jogador – Patrick Vieira (França)

Amarelos – Carlos Puyol (82m); Patrick Vieira (68m), Frank Ribéry (87m) e Zinedine Zidane (90m)

Árbitro – Roberto Rosetti (Itália)

Hannover (20h00)