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O pulsar do campeonato – 6ª jornada

(“O Templário”, 25.04.2013)
À medida que o campeonato avança, agora em ritmo crescentemente acelerado, começando a aproximar-se do seu termo, começarão inevitavelmente também a definir-se posições, dado ser cada vez mais limitada a margem de manobra disponível para recuperação de atrasos.
Vem isto a propósito, nomeadamente, de mais uma difícil etapa vencida pelo Amiense, no seu prolongado esforço de recolagem aos primeiros, ao bater o Mação, por 2-0. Só que, com o (expectável) triunfo do Riachense sobre o Fazendense (2-0), e mantendo-se os quatro pontos de diferença entre 1.º e 4.º classificado, resta agora menos uma ronda para encurtar distâncias. Por outro lado, o desfecho da partida realizada em Amiais de Baixo provocou também a separação do duo Riachense-Mação, que, ao longo de tantas jornadas, comandou, a par, a competição.
Assim, a turma de Riachos conseguiu, para já, uma – tão escassa como importante – vantagem sobre os mais directos perseguidores: At. Ouriense (que venceu o Benavente por 3-0) e Mação estão agora a três pontos. Nada de definitivo ainda, mas, de qualquer forma, uma posição de algum privilégio, carecendo porém, necessariamente, de confirmação nos próximos jogos – e, como veremos mais adiante, haverá dois para disputar, no curto espaço de apenas três dias.
Passando para a série de disputa de manutenção, o União de Tomar – regressando finalmente a casa, depois de longo período de interdição do Estádio Municipal – cedeu o terceiro empate “caseiro” em quatro encontros, em partidas sempre bastante animadas e repletas de golos (2-2 com U. Abrantina, 3-3 com Pontével e, agora, 2-2 com o Coruchense), que contribuem activamente para fazer da formação unionista a mais goleadora desta segunda fase (11 golos marcados em seis jogos), mas, também, a equipa com mais… golos sofridos (10).
Desta vez, por coincidência ou não com tal regresso a Tomar, a marcha do marcador foi diversa da dos dois anteriores empates (em que a turma nabantina havia desperdiçado vantagens de dois golos): o Coruchense beneficiou, por duas vezes, da posição de vantagem no marcador, e seria já em inferioridade numérica, que, com grande brio e abnegação, o União acabaria por obter o tento que lhe permitiu fixar a igualdade final, garantindo um ponto que muito determinante se poderá vir a revelar nas contas finais (associado, paralelamente, à perda de dois pontos por parte da equipa de Coruche).
Numa ronda marcada pela primeira vitória da U. Abrantina, que traduz, de forma simétrica, a primeira derrota do Pontével (por clara margem, de 3-0), e por um desfecho também de alguma forma imprevisível, com a equipa da Glória do Ribatejo a ir vencer à Moçarria (1-0) – que vinha de um triunfo em Abrantes –, a pauta classificativa ficou bastante mais compacta, com tudo ainda em aberto para as rondas finais.
De facto, os quatro primeiros surgem agora separados, entre cada um, por dois pontos: o Pontével lidera ainda, com 24 pontos, seguido por U. Tomar (22), U. Abrantina (20) e Coruchense (18); mais abaixo, Moçarriense (13 pontos) e Glória do Ribatejo (12) ainda “não atiraram a toalha”.
Até porque vão chegando boas notícias de Alcanena: o Alcanenense voltou a ganhar, e ascendeu ao 2.º lugar na sua série do Nacional da III Divisão, encontrando-se portanto em posição de promoção ao futuro Campeonato Nacional de Seniores. Embora a vantagem sobre o 4.º classificado seja ainda muito escassa (apenas dois pontos – faltando ainda disputar seis jornadas). Num cenário optimista – de que, por prudência, será conveniente manter alguma “desconfiança” – poderão vir a ser apenas duas as equipas a despromover à II Divisão Distrital, o que justifica as esperanças que os dois últimos acalentam ainda (dado estarem a cinco e a seis pontos do conjunto de Coruche).
Conforme referido anteriormente, há duas rondas para disputar no intervalo de três dias (que nos deixarão a apenas outras duas jornadas do termo do campeonato)!…
Primeiro, no feriado de 25 de Abril, um escaldante Mação-At. Ouriense – equipas que mais directamente perseguem o Riachense –, ambas “proibidas” de perder mais pontos (na perspectiva de que a formação de Riachos possa trazer a vitória da deslocação a Benavente), e com o Amiense em mais uma “prova de esforço”, na visita a Fazendas de Almeirim.
Na série de manutenção, o União de Tomar visita a Glória do Ribatejo, onde já foi feliz esta época e em que necessita dar continuidade à série de cinco jogos de invencibilidade, para poder eventualmente aproveitar algo do confronto entre Coruchense e U. Abrantina, em que muito poderá estar em jogo e onde, necessariamente, pelo menos uma (porventura as duas) equipa(s) perderá pontos. No Pontével-Moçarriense, não me atrevo já, nesta fase, a indicar um favorito…
Depois, logo no Domingo, dia 28, Riachense-At. Ouriense, com os actuais dois primeiros classificados da série de apuramento de Campeão a medirem forças, com a tal vantagem da equipa de Riachos, que lhe permitirá até perspectivar como bom resultado um empate. Enquanto o Mação, em deslocação a Fazendas de Almeirim, só poderá pensar em vencer; podendo o Amiense ter algo a lucrar com esta jornada, caso cumpra a sua parte, de ganhar ao Benavente.
O União jogará, de novo, fora de casa, em Abrantes, onde pontuar poderá significar a garantia de cumprir o objectivo traçado; com o Moçarriense (recebendo o Coruchense) e o Glória (em visita a Pontével) a poderem ter aqui a última oportunidade de ter ainda uma palavra a dizer.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 25 de Abril de 2013)
O pulsar do campeonato – 5ª jornada

(“O Templário”, 18.04.2013)
E, subitamente, com o termo da primeira volta da segunda fase do Campeonato Distrital, parece começar a assistir-se a uma tendência de alguma definição, nomeadamente no que respeita à disputa do título de Campeão.
Efectivamente, de uma diferença de um escasso ponto entre os primeiros e o 4.º classificado, passou-se – na sequência do triunfo do Riachense sobre o Amiense (2-0) – a uma distância de quatro pontos. Tendo, por outro lado, o At. Ouriense sofrido um inesperado desaire caseiro ante o Fazendense (2-3), tal permitiu que o inseparável par formado por Riachense e Mação (com os maçaenses a alcançar uma boa vitória, por 3-1, em Benavente) passasse a dispor de uma vantagem de três pontos sobre a formação de Ourém.
Escorregadelas como a do At. Ouriense poderão vir a revelar-se determinantes. Porém, com toda a segunda volta ainda por disputar, será ainda prematuro estar a afastar liminarmente, desde já, as equipas agora derrotadas, das aspirações ao título que legitimamente acalentam ainda. Mesmo no caso do Amiense, que tem feito todo um campeonato sempre no “elástico”, sempre a tentar não descolar dos líderes e a procurar recuperar o atraso, uma boa série de triunfos poderá ainda fazer inverter as posições.
Sublinhe-se que, após a disputa da 5.ª jornada, os três primeiros registam apenas duas vitórias, havendo quatro clubes que somente sofreram uma derrota. Ou seja, provavelmente, sagrar-se-á Campeão quem, a partir de agora – quando se entra no período decisivo da prova –, conseguir encadear um melhor conjunto de resultados.
E, a verdade é que, nesta primeira volta, ainda ninguém conseguiu verdadeiramente “descolar”; senão, atente-se nos pontos obtidos, na segunda fase da competição, pelas equipas que disputam a série de promoção: Riachense e Mação, 8 pontos; At. Ouriense, Amiense e Fazendense, 6 pontos; Benavente, 5 pontos. A que acresce a curiosa situação de cada um dos primeiros quatro classificados apenas ter marcado quatro golos, ou seja, uma média de 0,8 golos/jogo (tendo o quinto e sexto, Fazendense e Benavente, obtido seis golos…).
Na série de manutenção, vendo as coisas por um prisma positivo, o União de Tomar, não só travou a campanha até agora integralmente vitoriosa do Pontével, como somou o seu quarto jogo consecutivo sem derrota, uma série bastante interessante. Mas, como há sempre o “reverso da medalha”, no segundo encontro disputado na Atalaia – na última de quatro partidas de interdição do Estádio Municipal de Tomar –, pela segunda vez desperdiçou uma vantagem, de que chegou a usufruir, de dois golos: primeiro, com a U. Abrantina, permitindo a recuperação do adversário de 0-2 para 2-2; agora, tendo chegado ao intervalo a vencer o Pontével por 3-1, não conseguiu melhor que o empate a três golos.
Será mera especulação supor que, caso se jogasse em Tomar – em lugar destes desafios, realizados, em termos práticos, em “campo neutro” –, talvez não se tivessem deixado escapar quatro preciosos pontos que poderiam conferir ao União de Tomar, nesta altura, uma tranquilidade praticamente absoluta.
Assim, o Pontével continua a liderar este grupo, com três pontos de avanço sobre o União de Tomar, que tem agora o par formado por Coruchense e U. Abrantina a quatro pontos, com o Moçarriense ainda quatro pontos mais atrás… e o Glória do Ribatejo, também a uma distância de quatro pontos da turma da Moçarria.
Resultado da esperada vitória do Coruchense sobre o Glória do Ribatejo (2-1), e do menos previsível desaire da U. Abrantina, em casa, ante o Moçarriense (1-2), que coloca o conjunto de Abrantes, há muito em curso descendente, pela primeira vez numa possível zona de despromoção.
Fazendo o mesmo exercício – para avaliação do estado de forma dos diversos concorrentes – de cálculo dos pontos obtidos nesta segunda fase, o Pontével, naturalmente, destaca-se (13 pontos, num máximo possível de 15); seguindo-se o Coruchense (9), U. Tomar (8), Moçarriense (7), e, por fim, U. Abrantina e Glória do Ribatejo (ambos sem qualquer vitória em toda a primeira volta), com apenas 2 pontos somados aos que transitaram da primeira fase.
No próximo fim-de-semana, inicia-se a segunda volta, com realce para o desafio que oporá Amiense e Mação, com Riachense e At. Ouriense a assumirem favoritismo, nos encontros em que receberão, respectivamente, Fazendense e Benavente.
O U. Tomar, recebendo o Coruchense – no regresso do futebol senior a Tomar, após mais de dois meses e meio de interregno –, tem uma oportunidade de, prosseguindo a série positiva de resultados, manter uma vantagem que lhe possa conferir tranquilidade para a fase derradeira da prova. O Moçarriense, recebendo o Glória do Ribatejo, poderá continuar a sua recuperação pontual, tendo mesmo a possibilidade de acercar dos lugares de manutenção, caso a U. Abrantina não consiga inverter o ciclo negativo que atravessa, na recepção ao guia Pontével.
A fechar, uma referência à vantagem alcançada pelos três primeiros da Divisão Secundária (U. Chamusca, Emp. Comércio e Assentiz) face aos restantes concorrentes, que, a quatro jornadas do termo da competição, lhes confere posição privilegiada para a promoção à Divisão Principal.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 18 de Abril de 2013)
O pulsar do campeonato – 4ª jornada

(“O Templário”, 11.04.2013)
Está verdadeiramente ao rubro o Campeonato da Divisão Principal, como não há memória nos anos mais recentes.
Efectivamente, se o Riachense conquistou com confortável vantagem os campeonatos de 2009 e 2010, tendo os de 2011 (vencido pelo Cartaxo) e 2012 (em que se sagrou Campeão Distrital o Alcanenense) sido disputados “a dois” (em ambos os casos com o Torres Novas a quedar-se pela ingrata segunda posição), este ano temos uma cerrada competição “a quatro”!
Quase a chegar ao final da primeira volta desta segunda e decisiva fase, e, na sequência dos desfechos da última ronda, a liderança é agora partilhada por um trio, com Riachense, Mação e At. Ouriense a disporem de um escasso ponto de vantagem sobre o Amiense. O que se traduz, neste momento, numa absoluta imprevisibilidade sobre qual equipa acabará por impor-se na recta final e conquistar o título.
Tal é o resultado do empate entre os “inseparáveis” Mação e Riachense (que não passaram do nulo no marcador) e do triunfo, pela margem mínima, com um único tento, do Amiense, na recepção ao anterior comandante isolado, At. Ouriense. No outro desafio da jornada, os tranquilos Fazendense e Benavente, em tempo de cumprimento de calendário, empataram também, a uma bola.
Ocasião para clarificar – ao invés do que, por lapso, aqui referi na passada semana – que a turma do Fazendense foi entretanto já eliminada da Taça Ribatejo, ao perder a partida das 1/2 Finais, realizada na Sexta-feira Santa, com o Amiense (a Final desta competição, a disputar no feriado de 1 de Maio, terá como oponentes precisamente os grupos de Amiais de Baixo e de Ourém).
Regressando à série de apuramento de Campeão, a atestar o seu extremo equilíbrio, o facto de, nos doze encontros já realizados terem sido marcados apenas 17 golos, assim como a inaudita situação de, com quatro jornadas disputadas, apenas uma equipa (At. Ouriense) ter já bisado a vitória, ao mesmo tempo que apenas outra formação (Amiense) mantém a invencibilidade – tendo ganho pela primeira vez, depois de empates nas três primeiras rondas.
Passando à série que mais interessará aos tomarenses, a de disputa de manutenção, confirmaram-se as expectativas que aqui havia pressagiado, com os triunfos de Pontével ante o Coruchense (mercê de um solitário golo), e do União de Tomar na Moçarria – enquanto, no outro jogo, Glória do Ribatejo e U. Abrantina empatavam a um –, contribuindo para que se comece a assistir a alguma tendência de definição das posições finais.
Com uma exibição segura, com o grupo a ganhar confiança e serenidade, o União de Tomar assumiu, desde início, a iniciativa do jogo, tendo sido sempre quem mais procurou o golo. Que, não obstante ter tardado a chegar – tendo o primeiro sido obtido já para além da hora de jogo, e, o segundo, novamente em período de compensação (como sucedera no confronto anterior, frente ao Glória do Ribatejo) – revelou uma equipa que nunca abdicou do objectivo da vitória e de lutar por tal desiderato, perante uma formação do Moçarriense a apostar no erro do adversário, em busca de partir para o contra-ataque.
Curiosamente, tendo o União atacado com bastante maior insistência, sobretudo na segunda parte, com o vento a favor, acabaria por vir a obter os seus dois tentos… em duas situações de contra-ataque rápido, com dois juniores (que, agora, jogam ao Sábado e ao Domingo!) a marcar: Michel e Romário.
Em função dos resultados apurados, o Pontével, 100% vitorioso, continua a liderar, mantendo três pontos de vantagem sobre o U. Tomar, com a U. Abrantina a seis. O Coruchense, primeira equipa que poderá estar abaixo da “linha de água”, está agora já seis pontos do União de Tomar, o que traduz da melhor forma como, em apenas duas jornadas, tudo pode mudar (de forma inversa ao que, aliás, tinha acontecido nas duas primeiras rondas com a formação de Coruche).
Por outro lado, na perspectiva de uma eventual promoção do Alcanenense ao futuro Campeonato de Seniores – e a turma de Alcanena conseguiu, neste fim-de-semana, ascender ao 3.º lugar na sua série da III Divisão, posição que lhe poderá vir a conferir tal objectivo –, caso em que apenas seriam despromovidos os dois últimos classificados, a vitória do União no terreno do Moçarriense deverá ter sido determinante, dado que coloca um já certamente intransponível fosso de dez pontos entre estas duas equipas, com o Glória do Ribatejo a manter-se na cauda da tabela classificativa, ainda um ponto abaixo em relação ao conjunto da Moçarria.
Com a próxima jornada, última da primeira volta, teremos oportunidade para mais alguns jogos de grande interesse, com destaque para o Riachense – Amiense, com o At. Ouriense a receber o Fazendense, enquanto o Mação terá difícil saída até Benavente.
Por seu lado, cumprindo o último jogo de interdição do Estádio Municipal de Tomar, o União receberá, ainda em casa emprestada, o Pontével – guia até agora absolutamente vitorioso, mas que não está ainda completamente a salvo de algum eventual imprevisto –, em que será importante continuar a somar pontos, prosseguindo na conquista da tranquilidade. Até porque, nos outros jogos da ronda, U. Abrantina e Coruchense, recebendo, respectivamente, as formações do Moçarriense e da Glória do Ribatejo, poderão, em caso de triunfo, “empurrar” desde já estas duas equipas para um cenário de despromoção praticamente irreversível.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 11 de Abril de 2013)
O pulsar do campeonato – 3ª jornada (2ª fase) – Actualiz.

(“O Templário”, 04.04.2013)
Do fim-de-semana de Páscoa, com o calendário a ditar uma pausa nos Campeonatos Distritais, vem, não obstante, uma importantíssima vitória do União de Tomar, pese embora pela margem mínima, mercê de um golo solitário, sobre a equipa da Glória do Ribatejo, em partida em atraso da 2.ª jornada da prova.
Tal permitiu aos tomarenses saltar do 4.º para o 2.º lugar na classificação, adquirindo uma vantagem de três pontos sobre a “linha de água”, representada nesta altura pelo Coruchense, formação que terá ainda de se deslocar a Tomar – e que, em determinadas condições (dependendo do desempenho do Alcanenense no Nacional da III Divisão), poderá ser tal vantagem eventualmente de 7 pontos –, e, principalmente, conferir confiança e maior serenidade ao grupo unionista, para abordar as próximas e decisivas jornadas.
É então oportunidade para novo balanço, intermédio, sensivelmente com o primeiro terço das rondas desta fase já disputadas.
Na série de disputa do título, o At. Ouriense, apesar de ter iniciado esta fase com uma derrota, passou – mercê de dois triunfos consecutivos – a liderar, mas apenas com um escasso ponto de vantagem sobre o par formado por Riachense e Mação – que, ao longo deste campeonato, tantas jornadas têm ombreado “lado a lado”, e assim prosseguindo nesta altura, tendo ambos registado já os três resultados possíveis (vitória, empate e derrota) em outras tantas jornadas realizadas.
Não obstante distar quatro pontos do guia, o Amiense – que, para já, averbou empates em todos os encontros disputados nesta fase – não está, ainda, arredado da luta pelo 1.º lugar e correspondente promoção ao Campeonato Nacional de Seniores da próxima temporada. Por fim, Fazendense e Benavente, respectivamente a dez e a onze pontos da equipa de Ourém, mais não poderão fazer do que procurar continuar a dignificar os emblemas que ostentam, sendo que a turma de Fazendas de Almeirim está ainda fortemente interessada na reconquista da Taça do Ribatejo, prova de se sagrou vencedora no ano passado, estando já apurada para as 1/2 Finais.
Na série de manutenção, o Pontével, até agora vitorioso em todos os jogos desta fase, comanda, mas dispõe agora de apenas três pontos de vantagem sobre o União de Tomar (que já ganhou, empatou e perdeu, nos três encontros que realizou), seguindo-se a U. Abrantina (que continua gradualmente a cair na tabela, não tendo ainda conseguido vencer, tendo obtido apenas um empate), com menos um ponto.
Abaixo da tal “linha de água”, a equipa do Coruchense (que começou esta fase com duas vitórias) passou a registar um atraso de três pontos em relação ao U. Tomar, dispondo, por outro lado, de uma vantagem de quatro pontos sobre o Moçarriense – factor que poderá eventualmente vir a adquirir maior relevância, dependendo, conforme referido, do desfecho da classificação do Alcanenense na III Divisão. A equipa da Glória do Ribatejo, também ainda sem conseguir triunfar, afunda-se na cauda da classificação, já a seis pontos do Coruchense.
Por falar em III Divisão, iniciou-se no passado fim-de-semana a segunda fase da competição, e, para as cores do conjunto de Alcanena, começou com bons auspícios, vencendo o anterior comandante, Caldas (3-2), ascendendo assim o Alcanenense ao 4.º lugar e, mais importante, estando agora a um mero ponto do 3.º classificado, posição que lhe conferiria a possibilidade de promoção (apenas o pior dos terceiros classificados das seis séries do Continente não será promovido).
O que, apesar de esta fase decisiva da prova apenas agora ter tido o seu arranque, não deixa de ser boa notícia também para o União de Tomar e restantes equipas envolvidas na disputa da manutenção na Divisão Principal do Distrital: nesse cenário mais optimista, poderão vir a ser apenas duas as equipas a despromover à II Divisão Distrital. Isto porque também o Fátima garantiu já matematicamente, na jornada do passado fim-de-semana do Nacional da II Divisão, a sua “manutenção”, ou, no caso, com maior propriedade, a transição para o futuro Campeonato Nacional de Seniores.
Voltando ao Distrital, a próxima jornada (4.ª) oferece, como (quase) sempre, aliciantes desafios. Assim, na série de promoção, enquanto o líder At. Ouriense tem difícil deslocação a Amiais de Baixo, num confronto em que o Amiense não poderá desperdiçar a oportunidade de procurar encurtar distâncias, o par Riachense e Mação poderá (ou não) desfazer-se, com os maçaenses a receberem a visita da formação de Riachos. O Fazendense recebe o Benavente, em mais um jogo de “rodagem”.
Já na série de manutenção, poderá começar a haver algumas definições de posições, nomeadamente caso o Pontével consiga vencer, no seu terreno, o Coruchense, o que colocaria a equipa do concelho do Cartaxo em posição privilegiada, com a manutenção praticamente garantida. O mesmo se aplica, em certa medida, ao União de Tomar, em deslocação até à Moçarria, que, em caso de triunfo unionista, passaria a dispor de margem de segurança praticamente decisiva em relação aos dois últimos classificados, podendo também – dependendo da conjugação de resultados desta ronda – distanciar-se do Coruchense. Por fim, a Glória do Ribatejo, recebendo a U. Abrantina terá a que será possivelmente a derradeira oportunidade de tentar continuar na luta… pela manutenção.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 4 de Abril de 2013)
O pulsar do campeonato – 3ª jornada (2ª fase)

(“O Templário”, 28.03.2013)
Afinal, o avançar do campeonato parece fazer com que as coisas fiquem cada vez mais “embrulhadas”. Numa prova marcada por grande equilíbrio competitivo entre as equipas da frente, sem nenhuma a conseguir descolar, a definição do Campeão poderá prolongar-se até perto do final.
Na ronda do passado fim-de-semana, a terceira desta segunda fase, em que o reduzido número de golos na série de promoção (apenas quatro, em três partidas) é também reflexo de tal competitividade, a derrota do Riachense em Ourém, não obstante pela margem mínima, permitiu ao At. Ouriense assumir a liderança isolada, agora com um (ainda muito escasso) ponto de vantagem sobre o duo formado pela turma de Riachos e pelo Mação, que voltam a emparceirar, depois do triunfo dos maçaenses sobre o Fazendense (por igual marca, de um a zero).
No outro encontro da jornada, o Benavente impôs ao Amiense um empate a uma bola, assim atrasando novamente a formação de Amiais de Baixo – que tem feito toda a época em esforço, procurando “agarrar-se” aos lugares de topo –, agora a quatro pontos do novo comandante, após ter somado a terceira igualdade em outros tantos encontros disputados nesta fase. Uma desvantagem que não se poderá ainda considerar definitiva, atento tal nivelamento entre os concorrentes, dado que, curiosamente, é também a única equipa ainda invicta.
Na série de disputa da manutenção, o União de Tomar teve o “pássaro na mão” e deixou-o fugir: a ganhar por 2-0 ao intervalo, jogando contra dez, e, depois, contra apenas nove elementos da U. Abrantina, viria a conceder dois tentos que acabaram por se traduzir no empate, no final da partida, com os nabantinos a deixar assim escapar um triunfo que poderia ter sido determinante para devolver a tranquilidade à equipa.
Mas a grande surpresa da jornada veio de Coruche, com o grupo da casa a ser derrotado pelo até agora “lanterna vermelha” Moçarriense, por 1-2. Um resultado que só mais adiante será possível avaliar se terá sido ou não conveniente para o U. Tomar. Para já, provoca que, mesmo com um jogo ainda em atraso, o União voltasse a igualar o Coruchense em termos de pontos, beneficiando ainda, pelo menos em teoria, do facto de receber a sua visita em Tomar, na segunda volta.
De “vento em popa” vai o Pontével, que, vencendo por 3-2 na Glória do Ribatejo, somou o terceiro triunfo consecutivo, portanto com aproveitamento integral dos pontos. Reforçou assim a sua liderança nesta série, dispondo agora de quatro pontos de vantagem sobre a U. Abrantina e já seis face a Coruchense e União de Tomar. O que, porém, não significa que se possa considerar desde já, a salvo de qualquer imprevisto. Há ainda muito campeonato por disputar…
Também a equipa da Moçarria, com a vitória alcançada em Coruche, pode ter ganho novo alento, registando agora um atraso de quatro pontos face à “linha de água”. Ao invés, o Glória do Ribatejo, tendo caído na última posição, com seis pontos a menos que União de Tomar e Coruchense poderá ver definido, nas próximas partidas, o desfecho do campeonato para as suas cores.
Ora, tendo o calendário da prova determinado uma interrupção para o próximo fim-de-semana, de Páscoa, há contudo um jogo em atraso, a disputar na Sexta-feira Santa, com o União de Tomar a receber a visita (na Golegã…), precisamente, da turma da Glória do Ribatejo. Como se depreende, um desafio de grande importância para ambos os clubes, em que o União tem uma oportunidade de, vencendo, dar um pulo na tabela classificativa, assim como adquirir confiança para a parte restante do campeonato.
Na Divisão Secundária – à semelhança do que se verifica na série de disputa do título na Divisão Principal –, também as coisas surgem agora mais indefinidas, após a realização da 4.ª jornada. A derrota sofrida pelo líder U. Chamusca no Pego (1-2) resultou num reagrupamento dos quatro primeiros, com um trio formado pelas equipas do Pego, Empregados do Comércio e Assentiz (que empataram entre si a duas bolas) a apenas dois pontos do comandante. Nos postos da cauda da tabela, o Caxarias foi vencer a Samora Correia (2-1), com ambas as formações, para já, relativamente distantes dos lugares de promoção, respectivamente a quatro e a seis pontos.
Com os campeonatos Distritais em pausa – à excepção do tal jogo em atraso do União de Tomar – o próximo Sábado regista a retoma do Campeonato Nacional da III Divisão, que entra na sua segunda fase, com o Alcanenense a receber o líder Caldas, num encontro que poderá ser também decisivo para as eventuais aspirações do conjunto de Alcanena à promoção ao futuro Campeonato Nacional de Seniores da próxima temporada, de que arranca com um atraso de quatro pontos. De recordar que o desempenho do Alcanenense afectará directamente o número de equipas a despromover da Divisão Principal do Distrital.
Por fim, o Torres Novas, integrado no grupo dos seis últimos, não obstante partir como líder, e tendo já o seu destino traçado – regresso ao Distrital – terá nesta segunda fase apenas a motivação de lutar por um dos dois lugares que darão acesso à próxima edição da Taça de Portugal; no reinício da competição, visita o “lanterna vermelha” Mortágua.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 28 de Março de 2013)
O pulsar do campeonato – 2ª jornada (2ª fase)

(“O Templário”, 21.03.2013)
Não obstante esta fase complementar do Campeonato distrital estar ainda no seu início, com apenas duas rondas disputadas, do total de dez jornadas que a compõem – e pese embora, também, o ainda grande equilíbrio que se verifica nos primeiros lugares de cada uma das duas séries –, poderemos estar a começar a assistir a alguma definição de posições.
Nesta altura de decisões, qualquer deslize poderá vir a ter consequências eventualmente irreversíveis. Em relação à segunda jornada tal poderá ter sido de alguma forma o caso no empate cedido pelo Amiense, em casa, ante o Fazendense (2-2), assim como do desaire sofrido pelo Mação em Ourém (0-1), numa partida entre dois potenciais candidatos ao título.
Ao invés, e apesar de um triunfo tangencial, que indicia as dificuldades sofridas, o Riachense, vencendo o Benavente (2-1), aproveitou para descolar do parceiro de liderança, que, ao longo de tantas jornadas, o vinha acompanhando.
Desta forma, a turma de Riachos regista agora uma vantagem de dois pontos sobre o At. Ouriense, com o Mação a atrasar-se, passando a distar três pontos do guia, enquanto o Amiense está um ponto mais abaixo. As formações do Fazendense e Benavente continuam bastante distantes, respectivamente a nove e a onze pontos do comandante, portanto já sem maiores aspirações.
Na série em que se disputam os lugares de manutenção na I Divisão Distrital da próxima temporada, o União de Tomar teve o seu encontro adiado (para dia 29 de Março, feriado de Sexta-feira Santa), devido ao funesto acontecimento, com a fatalidade do falecimento de um dirigente do Glória do Ribatejo, parceiro que o sorteio lhe ditara para a ronda agendada para o passado fim-de-semana; naturalmente, ambos os clubes entenderam e acordaram respeitar a sua memória, assim rendendo a devida homenagem ao malogrado responsável.
O desfecho das duas outras partidas não terá sido eventualmente o mais conveniente para as cores unionistas, situação que, porém, apenas mais adiante será passível de confirmação. Efectivamente, o grupo de Pontével, em deslocação à Moçarria, vencendo (1-0), não só terá colocado ponto final nas esperanças da equipa do Moçarriense, como aproveitou para, de forma inesperada, ascender à liderança isolada da série!
Para tal beneficiou também do contributo dado pelo imprevisto triunfo do Coruchense em Abrantes (2-1). O que proporciona que, dadas as regras de disputa da competição (redução dos pontos da primeira fase a metade) – de todos os concorrentes antecipadamente conhecidas, como é óbvio – a turma de Coruche, que terminara aquela primeira fase com um atraso de dez pontos face ao União de Tomar, esteja agora (mercê de duas vitórias), à frente dos nabantinos!
O Pontével (também com dois triunfos nesta fase) passou portanto a ser o novo líder, com dois pontos de vantagem sobre a U. Abrantina (que soma duas derrotas consecutivas), com o Coruchense a três pontos. O União de Tomar, com o referido jogo em atraso, baixou à quarta posição, agora já a quatro pontos do Pontével. Mais atrasada está a equipa do Glória do Ribatejo, a cinco pontos dos tomarenses, enquanto o Moçarriese, conforme referido, se afunda na cauda da tabela classificativa, com a possibilidade de manutenção a parecer não ser mais do que uma quimera.
Na próxima jornada (terceira), prosseguem os “choques de titãs” na série de disputa do título, com o At. Ouriense (segundo classificado) a receber a visita do líder Riachense, num confronto de desfecho imprevisível. Por seu lado, o Mação, jogando em casa, tem a responsabilidade de não poder falhar, perante o tranquilo Fazendense. Finalmente, na partida que oporá Benavente e Amiense, a formação de Amiais de Baixo, com um campeonato sempre na perseguição dos primeiros, terá também mais um difícil desafio às suas capacidades e efectivas aspirações. Uma ronda que poderá (ou não) confirmar algumas tendências…
Já no que respeita à série dos últimos, na sequência do adiamento do seu jogo da ronda anterior, e perante os resultados da concorrência (em particular, Pontével e Coruchense), o União de Tomar, recebendo – ainda em “casa emprestada” – a U. Abrantina (esta também com o mau arranque já mencionado), terá igualmente uma partida de grande responsabilidade, em que pontuar (se possível vencer) se afigura como fulcral.
Até porque as duas referidas equipas da zona sul do Distrito poderão muito bem continuar na senda dos triunfos, assim colocando pressão acrescida nos adversários: no caso do Coruchense, recebendo o Moçarriense, tal será o desfecho mais previsível; em relação ao Pontével, com uma curta deslocação, até à Glória do Ribatejo, a vitória dos agora novos líderes de série não constituiria propriamente uma surpresa.
Uma última referência à Divisão Secundária, na fase de apuramento de Campeão, já com três jornadas disputadas, com a formação do U. Chamusca (100% vitoriosa), a destacar-se, já com cinco pontos de vantagem sobre o quarto classificado, portanto em boa posição para garantir a promoção à I Divisão Distrital. As equipas dos Empregados do Comércio e Assentiz seguem-se-lhe na classificação, com seis pontos, com o Pego com quatro. Por fim, Samora Correia, com apenas um ponto, e Caxarias (somando três derrotas noutras tantas partidas), parecem começar a ficar longe de tal objectivo.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 21 de Março de 2013)
O pulsar do campeonato – 1ª jornada (2ª fase)

(“O Templário”, 14.03.2013)
Teve início no passado fim-de-semana a segunda fase da Divisão Principal do Campeonato Distrital, com os jogos da primeira ronda a revelarem que agora “é mesmo a sério”, que chegou a hora das decisões, com as equipas a denotarem particulares cautelas.
Tal foi especialmente notório nas partidas da série de disputa do título e consequente direito à promoção ao futuro Campeonato Nacional de Seniores da próxima temporada, com dois empates a zero nos confrontos que opuseram Fazendense e Riachense, por um lado, e Mação e Amiense, por outro; efectivamente, apenas um dos concorrentes conseguiu marcar golos nesta jornada inicial, com o Benavente a obter um, de alguma forma surpreendente, triunfo sobre o At. Ouriense, por 2-0.
O que se traduz, em termos pontuais, num compactar do quarteto da frente, agora agrupado em dois pares, separados entre si por apenas dois pontos: Riachense e Mação prosseguem a sua disputa, “corpo a corpo”, continuando a partilhar o comando; o At. Ouriense viu-se alcançado pelo Amiense. As formações do Fazendense e Benavente continuarão “a correr por fora”, respectivamente a 7 e a 8 pontos dos guias, mas, como ficou já demonstrado na ronda inaugural, terão certamente um papel decisivo nas contas finais dos pretendentes ao título.
Com os 12 clubes agora repartidos em duas séries, a que mais directamente interessará aos tomarenses será a série de disputa da manutenção. Na qual as coisas não começaram nada bem para o União de Tomar.
De facto, em nova deslocação a Coruche, onde triunfara na primeira fase – desta feita numa tarde não tão ventosa como nesse outro encontro, mas bastante fria –, a turma unionista começaria por sofrer o primeiro golo logo aos cinco minutos, numa falha de concentração, com o guardião a ser surpreendido por um remate de meia distância. Tendo passado ainda por mais dois calafrios nos minutos seguintes, viria o União a alcançar o tento da igualdade, ainda no primeiro tempo, na sequência de um lance excelentemente concluído, isto já depois de ter também rematado uma bola à trave. Na segunda parte, quando parecia querer assumir a iniciativa, e pairando a sensação de que a formação nabantina teria possibilidades de vir a repetir a vitória, mais um lapso defensivo originaria o segundo golo da equipa da casa, a que se seguiria, pouco depois, o terceiro, assim colocando ponto final nas aspirações nabantinas. Alguma falta de sorte, conjugada com momentos de menor concentração, e bastante intranquilidade resultaram num desfecho que poderia ter sido bem diferente.
Noutro desafio desta série, o Pontével, mostrando que está bem “vivo”, venceu, no seu sempre difícil terreno, dadas as reduzidas dimensões, a U. Abrantina, por 2-1. Por fim, num encontro de “aflitos”, Glória do Ribatejo e Moçarriense não foram também além do nulo.
Em consequência destes resultados, assiste-se, também nesta série, a um agrupamento entre os quatro primeiros, com o União a baixar uma posição: U. Abrantina, Pontével e União de Tomar – que ocupam, para já, os lugares que, na perspectiva do alargamento do campeonato a 14 equipas, para a próxima época, garantirão a manutenção – estão agora separados, entre cada um deles, por apenas um ponto, tendo o Coruchense recuperado já parte substancial do atraso com que partira para esta segunda fase, agora a apenas dois pontos dos tomarenses (haviam entrado com cinco pontos a menos), e somente a quatro da U. Abrantina. Os grupos da Glória do Ribatejo e Moçarriense continuam, para já, relativamente longe da “salvação”, respectivamente a 5 e a 6 pontos do União de Tomar.
Esta questão, da manutenção ou despromoção, cruza-se directamente com o desempenho das equipas do Distrito que militam no Campeonato Nacional da III Divisão, cuja prova chegou entretanto ao termo da respectiva primeira fase. Como era possível antecipar desde há muito, as equipas do Torres Novas (pese embora a excelente recuperação encetada) e Cartaxo, não tendo conseguido alcançar uma posição nos seis primeiros classificados nas respectivas séries (a equipa do Cartaxo obteve aliás, apenas na derradeira jornada, o seu primeiro triunfo na competição!), vêem, desde já, confirmado o seu regresso ao Distrital no próximo ano – o que implica, automaticamente, que os dois últimos da Divisão Principal serão despromovidos. Em relação ao Alcanenense, tendo obtido precisamente o 6.º lugar da sua série, partirá para a segunda fase com quatro pontos de atraso em relação aos lugares que darão acesso ao futuro Campeonato Nacional de Seniores, portanto ainda com algumas aspirações. Em função da sua classificação final (caso não atinja um lugar nos três primeiros), poderão ter de vir a ser três as equipas a despromover à futura II Divisão Distrital.
Na próxima jornada, na série dos primeiros destaca-se o confronto entre At. Ouriense e Mação, com Riachense e Amiense, que serão visitados, respectivamente por Benavente e Fazendense, a reunirem algum favoritismo, porventura com a turma de Amiais de Baixo algo mais “ameaçada”.
Na série de disputa da manutenção, o União de Tomar, recebendo o Glória do Ribatejo, terá uma partida – a disputar em “casa emprestada”, na Golegã – em que se revela fundamental a vitória, não só pelos pontos em jogo, mas também pelo impacto anímico que a mesma terá. Por seu lado, a U. Abrantina é visitada pelo Coruchense, enquanto o Moçarriense, recebendo o Pontével, procurará ainda um novo “fôlego”.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 14 de Março de 2013)
O pulsar do campeonato – Taça Ribatejo e balanço da 1ª fase

(“O Templário”, 07.03.2013)
Começando pela actualidade, disputou-se no passado fim-de-semana a eliminatória da Taça Ribatejo correspondente aos 1/4 de Final, desta feita sem “tomba-gigantes”, com as equipas teoricamente mais poderosas a confirmar o favoritismo, tendo, noutro jogo – de maior equilíbrio (o único entre formações da Divisão Principal) –, a balança pendido para a equipa da casa.
Efectivamente, nas três partidas entre turmas de escalões diferentes, todos os grupos da Divisão Secundária que “sobreviviam” ainda em prova viram chegar ao termo as respectivas carreiras nesta competição, tendo sido eliminados: o Assentiz, perdendo em Ourém, com o At. Ouriense, sem ter deixado de dar boa réplica, derrotado pela margem mínima (1-2); o mesmo sucedeu no confronto entre Empregados do Comércio e Fazendense (curiosamente os dois finalistas da edição anterior, com a turma das Fazendas de Almeirim a repetir a vitória que averbara na Final da época transacta); na Atalaia, o Coruchense impôs-se por 3-1 frente ao Atalaiense.
Finalmente, num jogo entre dois clubes que se podiam perfilar como candidatos ao triunfo final, o Amiense recebeu e venceu o Mação, mercê de um solitário tento. Avançam assim para as 1/2 Finais as equipas de Amiais de Baixo, do At. Ouriense, Fazendense e Coruchense.
Tratada que está a “ordem do dia”, regressemos então ao campeonato, e ao balanço da sua primeira fase. Começando por analisar o comportamento de cada um dos concorrentes nas duas metades da prova, Riachense e Mação confirmaram-se como os conjuntos de maior regularidade: ambos conquistaram 24 pontos na 1.ª volta, tendo conseguido ainda melhorar os respectivos desempenhos, na segunda parte da competição, para 25 pontos.
Nessa 2.ª volta, também o Amiense somou 25 pontos (face a 20 na metade inicial), enquanto o At. Ouriense, também bastante regular, justificando o 3.º lugar, melhorou, de 23 para 24 pontos.
Mas, se entre o grupo dos seis primeiros, foi a equipa do Fazendense a que apresentou mais relevante progressão – depois de um mau arranque de prova, o que fez com que obtivesse apenas 14 pontos na 1.ª volta, passou para 21 na etapa complementar – em termos globais seria mesmo o União de Tomar a registar a melhoria pontual mais significativa, somando 17 pontos na segunda metade, contra apenas 9 na metade inicial!
Ao contrário, em quebra, para além do Benavente (de 17 para 13 pontos), destaque, pela negativa, para a turma da Glória do Ribatejo, que, depois de ter alcançado 10 magros pontos, conseguiu reduzir o pecúlio obtido na 2.ª volta a apenas 4 pontos!
Mais equilibrados estiveram as formações da U. Abrantina (ligeira quebra, de 15 para 14 pontos) e Pontével (igualmente a piorar, de 12 para 10 pontos). Por fim, com pontuações muito fracas, o Coruchense reduziu de 9 para 7 pontos, o seu desempenho em cada uma das metades da prova; enquanto o Moçarriense, explicando os motivos de ocupar a posição de “lanterna vermelha”, registou as piores pontuações (5 pontos na 1.ª volta, a que acresceu depois 6 pontos).
Por outro lado, comparativamente à época anterior – em que, devido à desistência do Ouriquense, cada equipa apenas disputou 20 jogos (em vez dos 22 realizados este ano) – o Mação apresenta a melhor progressão, subindo do 6.º para o 2.º lugar, tendo passado de apenas 33 pontos a 49 pontos. Também o At. Ouriense, melhorando de 34 para 47 pontos, ascendeu da 5.ª à 3.ª posição. Assim como o Fazendense, que sobe de 7.º para 5.º, em função do avanço registado, passando de apenas 25 pontos na época anterior, para 35 pontos nesta temporada.
Ao invés, o Amiense, não obstante tenha evoluído de 37 para 45 pontos, cai, algo paradoxalmente, da 3.ª para a 4.ª posição. Tal como o Benavente (baixando de 34 para 30 pontos), descendo na tabela, do 4.º para o 6.º lugar. E, ainda, o Moçarriense, com o maior tombo, de 17 para somente 11 pontos, o que se traduz numa baixa, da 9.ª à 12.ª e última posição.
Por fim, o União de Tomar, com um bom progresso em termos pontuais, de 18 para 26 pontos, o qual contudo não teve tradução na pauta classificativa, mantendo inalterado o 8.º lugar.
Neste fim-de-semana, inicia-se a segunda fase do campeonato, agora com as equipas repartidas em dois grupos, o de disputa do título de Campeão e consequente promoção, e o da manutenção.
Na série dos primeiros, Mação e Amiense voltam a encontrar-se (depois da eliminatória da Taça Ribatejo), agora com os maçaenses a jogar em casa, oportunidade para uma “desforra”; o outro co-líder, Riachense, tem uma deslocação que se antecipa difícil, a Fazendas de Almeirim; o mesmo sucedendo com o At. Ouriense, a visitar Benavente.
No grupo em que se insere o União de Tomar, a turma nabantina regressa a Coruche, onde venceu na primeira fase, para defrontar uma equipa motivada pelo apuramento para as 1/2 Finais da Taça. O Pontével, depois da surpreendente vitória no terreno do Fazendense, recebe a U. Abrantina. Por fim, Glória do Ribatejo e Moçarriense dão início aos que poderão ser os últimos esforços na tentativa de escapar aos lugares de despromoção.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Março de 2013)
O pulsar do campeonato – 22ª jornada

(“O Templário”, 28.02.2013)
Está concluída a primeira fase do Campeonato Distrital, Divisão Principal, da Associação de Futebol de Santarém, com a U. Abrantina a perder, algo ingloriamente, em cima da “linha de meta”, o lugar nos seis primeiros – que ocupara durante todo o campeonato, à excepção da jornada inicial da segunda volta – em favor do Benavente, não tendo conseguido evitar desperdiçar uma vantagem de quatro pontos, de que beneficiava, a apenas três rondas do fim.
Efectivamente, como seria de alguma forma previsível, defrontando nesta recta final da competição as equipas classificadas nos três primeiros lugares, a formação de Abrantes, não tendo obtido mais do que um ponto, em casa, com o Riachense, não logrou impedir o “regresso” do Benavente, equipa que somou seis pontos nessas três derradeiras partidas.
Na 22.ª e última jornada, para além do desaire abrantino, em casa, frente ao vizinho Mação (1-2), e do natural triunfo do Benavente, em casa, ante o “lanterna vermelha” Moçarriense (3-1), o principal destaque vai para a surpreendente vitória alcançada pela turma de Pontével, em terreno alheio, contra o Fazendense (1-0).
Decididamente, o grupo de Fazendas de Almeirim não conseguiu encontrar o antídoto para travar este opositor, que lhe impusera já, na primeira volta, uma severa punição, com uma goleada de 6-2. A tranquilidade do Fazendense pode traduzir-se numa duplicidade de efeitos a nível motivacional: tanto pode libertar a equipa da responsabilidade e da tensão inerente à necessidade de obtenção de pontos, como pode, ao invés, fazer com que haja algum “baixar da guarda” competitiva, dado que a equipa não terá maiores objectivos para o que resta desta temporada senão os de exercer um papel de arbitragem na decisão do título de Campeão.
Na luta “ombro a ombro” com o Mação, pela liderança da prova – que continua a ser partilhada –, o Riachense, em deslocação até Coruche, voltou a não vacilar, vencendo por 3-1. Quem teve maiores dificuldades para se impor – apenas tendo conseguido desempatar a partida já na sua fase derradeira – foi o Amiense, que busca também manter-se “colado” aos primeiros, recebendo e vencendo a equipa da Glória do Ribatejo, por tangencial 2-1.
Resta referir o último desafio da jornada, com o União de Tomar, jogando em “casa emprestada”, no Entroncamento, por interdição (por quatro jogos) do Estádio Municipal de Tomar, a não evitar ser desfeiteado por um mais poderoso e experiente At. Ouriense, com outras aspirações na competição, perdendo por 0-2.
Porém, e sem pretender “deitar mais achas para a fogueira” – uma vez que, nesta fase, o que é fundamental para o grupo é procurar encontrar alguma serenidade e confiança nas suas próprias capacidades –, este jogo (assim, como em termos gerais, a campanha unionista neste campeonato) tem uma “história”. Que remonta ao dia 23 de Setembro de 2012, e à 3.ª jornada da prova!
Teve origem nesse dia uma injustiça atroz, em particular para um jogador do União, de seu nome David, considerado culpado (em primeira instância, pelo Conselho de Disciplina, o que viria a ser ratificado, na pretérita semana, pelo Conselho de Justiça da A. F. de Santarém) sem direito a defesa, de actos em que não terá participado, e a que nem sequer terá assistido…
Na sequência dos reprováveis acontecimentos desse dia – de parte a parte, de jogadores de ambas as equipas, do União e do Benavente – vê-se a formação tomarense privada, já há 10 jogos (e assim continuará durante mais seis meses!) de cinco dos mais experientes dos seus elementos. Penalizada ainda por outras sanções disciplinares, pela interdição do Estádio (durante ainda mais três jogos), e, agora, adicionalmente, por algumas lesões, tem a equipa integrado um numeroso lote de juniores, com mais de uma dúzia dos jogadores que faziam parte da ficha deste último jogo com idade inferior a 20 anos, tendo terminado a partida com cinco juniores em campo!
O que, não obstante o resultado negativo que transitara já da primeira parte, e actuando contra o vento, não impediu o grupo de se mostrar animoso, de procurar sempre, até final, dar a melhor réplica, em busca de um golo, que pudesse ainda permitir acalentar esperanças num resultado positivo.
Tal não foi possível, mas valeu a demonstração que, com espírito de união e entreajuda, será decerto praticável, na segunda fase – enfrentando opositores perante os quais, na primeira fase da prova, o União de Tomar, em dez jogos, somou 8 vitórias e apenas 2 derrotas – continuar a superar as adversidades, e, assim, atingir afinal o objectivo fundamental a que se propõe.
Em tempo de balanço – que, por condicionantes de espaço, terá de prosseguir na próxima semana, aproveitando o interregno no campeonato, para disputa dos 1/4 Final da Taça Ribatejo – referência apenas para as pontuações com que cada equipa iniciará a segunda fase: na série de promoção, Riachense e Mação, 25 pontos; At. Ouriense, 24; Amiense, 23; Fazendense, 18; e Benavente, 15; na série de disputa da manutenção, U. Abrantina, 15; U. Tomar, 13; Pontével, 11; Coruchense, 8; Glória do Ribatejo, 7; e Moçarriense, 6 pontos.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 28 de Fevereiro de 2013)




