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O pulsar do campeonato – 21ª jornada

(“O Templário”, 21.02.2013)
Acabaram por revelar-se demasiado previsíveis os resultados da penúltima jornada da Divisão Principal, com os favoritos a vencerem com naturalidade… ao mesmo tempo que se registava uma igualdade no encontro que, à partida, se afigurava já como mais repartido.
No caso do União de Tomar, tal previsibilidade tornar-se-ia mesmo dolorosa, com a equipa a não conseguir evitar a goleada (0-5) na deslocação ao terreno de um dos guias da competição, Riachense, notoriamente mais poderoso. Depois de ter resistido durante quase todo o primeiro tempo às investidas adversárias, viria a sofrer o primeiro tento na sequência de um lance infeliz, por via de um auto-golo. Como tantas vezes acontece, inaugurado o marcador, as coisas facilitar-se-iam decisivamente para a turma de Riachos.
Não obstante os também esperados desaires do Benavente, no campo do outro co-líder, Mação (repetindo o desenlace do jogo da passada semana, a contar para a Taça Ribatejo, mas, desta feita, pela margem mínima, consentindo apenas um solitário golo), e da U. Abrantina em Ourém, face ao At. Ouriense (0-2), a formação nabantina fica assim, desde já, virtualmente afastada da possibilidade de atingir ainda a última vaga no grupo dos seis primeiros classificados. Efectivamente, à entrada para a última ronda, mantendo os três pontos de atraso em relação ao grupo abrantino, tendo perdido em Abrantes por 0-1 e vencido em Tomar por 2-1, e com uma desvantagem global de 17 golos (em termos de diferença de golos) em relação à U. Abrantina, não é objectivamente possível inverter a situação.
O que não significa, porém, que o clube de Abrantes tenha já garantido tal posição nos seis primeiros. Dispondo de apenas um ponto a mais que o Benavente, necessitará de, pelo menos, empatar, na derradeira jornada, no seu terreno, frente ao vizinho Mação, para estar a salvo de poder eventualmente vir a ser ultrapassado pelos benaventenses, teoricamente com tarefa mais facilitada, recebendo o “lanterna vermelha” Moçarriense, que necessitarão vencer, de forma a poder manter as suas aspirações.
Resumida que está assim a questão da disputa do 6.º lugar a estas duas equipas (U. Abrantina e Benavente), com o Fazendense a continuar a sua autêntica “corrida por fora” – vencendo na Moçarria por 4-2, mantém-se a sete pontos do 4.º classificado, dilatando para seis pontos o avanço sobre U. Abrantina, tendo matematicamente confirmado nesta jornada a presença no tal grupo dos seis primeiros – continua bem acesa a disputa entre os quatro primeiros.
Tendo também triunfado, não sem alguma dificuldade, em Pontével (que inaugurou o marcador), por 3-1, o Amiense dá mostras de não querer “descolar”: mantém-se a apenas dois pontos do At. Ouriense e a quatro pontos do duo que partilha a liderança (Riachense e Mação).
Com as expectáveis derrotas de Pontével e Moçarriense (tal como, por outro lado, de U. Abrantina, Benavente e U. Tomar, conforme já antes referido), a única evolução no que respeita às equipas que ocupam a segunda metade da tabela decorre do empate entre Glória do Ribatejo e Coruchense (1-1), que, desta forma, somaram mais um “pontinho”, contudo sem melhoria relevante, tendo em atenção o respectivo atraso face às equipas que as precedem – e que, caso venham a perder na última ronda, não lhes proporcionará aliás qualquer benefício.
Num primeiro balanço ao desempenho da turma unionista neste campeonato, o facto de se ver remetida para a disputa dos lugares da segunda metade da tabela, acaba por revelar-se um desfecho lógico e de alguma forma justificado, face às contrariedades com que a equipa se vem debatendo ao longo da prova, assim como traduz cabalmente o desfecho dos confrontos com os clubes integrantes de cada uma das metades da pauta classificativa.
De facto, dos 26 pontos somados pelo União de Tomar, nada menos de 22 (!) foram obtidos com as cinco equipas da parte de baixo da tabela (contra as quais regista 7 vitórias, 1 empate e 2 derrotas), apenas tendo alcançado 4 pontos nos 11 jogos já realizados com as formações que ocupam os seis primeiros lugares (1 vitória, com a U. Abrantina; 1 empate, com o Fazendense; e 9 derrotas). De outra forma, caso a U. Abrantina venha eventualmente ainda a perder a 6.ª posição em favor do Benavente, tal relação passaria então a ser de 24 pontos (obtidos contra os cinco clubes posicionados na segunda parte da classificação), face a apenas 2 pontos (com as primeiras seis equipas, nesse caso os empates com Fazendense e Benavente)!
O que pode também ser demonstrativo que será porventura mais favorável ao União integrar este segundo grupo, onde terá maiores possibilidades de continuar a somar pontos de forma regular, que lhe permitam acabar por obter uma posição tranquila na classificação final.
Para a última ronda estão agendados os seguintes encontros: Benavente-Moçarriense, U. Abrantina-Mação, U. Tomar-At. Ouriense, Coruchense-Riachense, Amiense-Glória do Ribatejo e Fazendense-Pontével, com expectável favoritismo das formações classificadas nos lugares da frente, com a maior incógnita na partida de Abrantes.
Uma última referência à Divisão Secundária, com a sua fase inicial entretanto já concluída, e em que se se qualificaram para a fase de apuramento do Campeão (e de disputa das três equipas a promover): Assentiz, Caxarias, Pego, U. Chamusca, Samora Correia e Empregados Comércio.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 21 de Fevereiro de 2013)
O pulsar do campeonato – Taça do Ribatejo

(“O Templário”, 14.02.2013)
Como quase sempre sucede nestas ocasiões, nos jogos dos 1/8 de Final da Taça Ribatejo – primeira ronda a eliminar – aconteceu mesmo “Taça”, em particular na Atalaia e em Alpiarça (e não em Santarém…), onde duas equipas da Divisão Secundária, Atalaiense e Empregados do Comércio, afastaram da competição outras duas da Divisão Principal, respectivamente o Pontével e o União de Tomar.
E se o Atalaiense, após o nulo no final do tempo regulamentar, apenas no desempate por via de pontapés da marca de grande penalidade se superiorizou, já o Empregados do Comércio obteve um triunfo por números que não deixam margem a dúvida, batendo a turma unionista por 3-1.
Deste desaire do União de Tomar – algo inesperado, não obstante sabermos que, tradicionalmente, as formações de escalão inferior têm, nestes desafios, uma motivação especial (para além do facto de estarmos em presença de um dos finalistas da prova na edição anterior, o que, só por si, já deveria constituir forte sinal de alerta) – serão necessariamente extraídas ilações (e lições), de forma a procurar evitar que se repitam os erros cometidos, com notórias falhas de concentração: um golo sofrido (na conversão de uma grande penalidade) logo no primeiro minuto (!); e, ainda pior, em termos de definição do desfecho da partida e da eliminatória, depois do tento do empate, dois golos consentidos praticamente de imediato. E o grupo nabantino nem sequer poderá invocar em seu favor a justificação de ter jogado no terreno do adversário, dado que o encontro foi disputado em campo neutro.
Para os 1/4 de Final avança ainda uma terceira formação da Divisão Secundária, no caso, tal como se antevia, o Assentiz, que eliminou um clube da mesma série, o Operário Meiaviense, por clara marca de 3-0.
Os restantes cinco apurados são da Divisão Principal, com destaque para os triunfos do At. Ouriense, na Glória do Ribatejo (2-1); e do Mação, ante o Benavente (3-1). Os grupos do Amiense (não obstante as dificuldades sentidas no terreno do adversário), Fazendense (goleando por 5-0) e Coruchense, impuseram o seu natural favoritismo, perante opositores do escalão secundário, respectivamente Muge, Alferrarede e Vasco da Gama.
Passado este breve interregno, regressa, no próximo fim-de-semana, o Campeonato Distrital, entrando na sua recta final, com a realização da penúltima jornada.
Recuperando o posicionamento actual, temos um primeiro grupo, formado pelo quarteto que se perfila como candidatos à disputa do título, com o par formado por Riachense e Amiense com dois pontos de vantagem face ao At. Ouriense e quatro pontos de avanço em relação ao Amiense.
Segue-se, em posição intermédia, o Fazendense, a sete pontos da turma de Amiais de Baixo; e, mais abaixo, o trio em contenda pela última vaga no grupo dos seis primeiros, com a U. Abrantina (que regista três pontos de atraso face à equipa de Fazendas de Almeirim) a dispor de uma escassa margem de dois pontos a mais que Benavente, e três em relação ao União de Tomar.
Por fim, um outro quarteto, actualmente mais ameaçado face à possibilidade de uma eventual despromoção, liderado pelo Pontével (para já, acima da “linha de água”), já a sete pontos da turma nabantina, mas com quatro pontos de vantagem sobre o Coruchense, seis em relação ao Glória do Ribatejo e oito face ao “lanterna vermelha”, Moçarriense.
Na ronda 21 do campeonato, curiosamente, repete-se o alinhamento de um dos jogos dos 1/8 de Final da Taça Ribatejo, com o Mação a ser novamente visitado pelo Benavente, enquanto o outro guia, Riachense, recebe o União de Tomar, num confronto em que a formação de Riachos terá naturalmente o favoritismo, mas em que a equipa unionista necessitará imperiosamente de pontuar para poder continuar a sonhar com um lugar no grupo dos seis primeiros.
Do trio que disputa ainda essa última vaga de acesso, resta referir a U. Abrantina, também com uma difícil deslocação a Ourém (não obstante, ou até, talvez, sobretudo, devido aos três desaires averbados pelo At. Ouriense nas últimas quatro jornadas).
O tranquilo Fazendense (que não perde há seis jogos) perfila-se também como favorito, na visita à Moçarria (perante uma equipa do Moçarriense, última classificada, que regista uma série de quatro derrotas sucessivas, a última das quais, em casa, pelo penoso marcador de 0-8); assim como o Amiense (após um empate na jornada anterior, a colocar termo a uma sucessão de seis triunfos), de longada até Pontével, onde será, não obstante, expectável que possa encontrar maiores dificuldades, inclusivamente em função das reduzidas dimensões do campo.
Finalmente, num verdadeiro “jogo de aflitos”, a turma da Glória do Ribatejo (oito vezes desfeiteada em nove encontros disputados na segunda volta) recebe a formação do Coruchense (que regressou aos triunfos na ronda anterior – a que somou agora também o apuramento na Taça do Ribatejo –, depois de cinco derrotas consecutivas).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 14 de Fevereiro de 2013)
O pulsar do campeonato – 20ª jornada

(“O Templário”, 07.02.2013)
Os resultados da 20.ª e antepenúltima jornada da primeira fase do Campeonato da Divisão Principal não contribuíram para clarificar as posições entre o quarteto da frente, com as equipas candidatas ao título de Campeão e consequente promoção ao Campeonato Nacional a denotarem algumas hesitações, à excepção, claro, da rotunda goleada (8-0) infligida pelo Mação frente ao “lanterna vermelha” Moçarriense.
De facto, com o Riachense e Amiense a não irem além do empate (respectivamente em Abrantes, cedido na fase derradeira do encontro, quando a turma de Riachos jogava em inferioridade numérica; e perante o Fazendense, a dois golos, em partida antecipada para a passada sexta-feira), e com o At. Ouriense a ser derrotado (pela margem mínima) em Benavente, este mini-pelotão mantém-se compacto, com quatro pontos a separarem o duo que reparte agora a liderança (Riachense e Mação) do Amiense, com a formação de Ourém em posição intermédia.
A nota de equilíbrio perdura portanto como dominante, com o trio de equipas do topo da tabela a somar, cada uma, 13 vitórias nos 20 desafios disputados, contando o Amiense apenas um triunfo a menos. Em termos de derrotas, os dois líderes cederam três vezes cada, enquanto os restantes dois desse quarteto somam já cinco desaires.
O Fazendense continua a sua “corrida por fora”, mantendo-se a 11 pontos dos guias, diferença que, a subsistir nas duas rondas finais, seria reduzida a seis pontos, para a segunda fase. Poderá a turma de Fazendas de Almeirim vir ainda a intrometer-se na disputa pelos primeiros lugares? Parece pouco provável, mas não será difícil antecipar que venha a exercer um papel de “arbitragem” entre os candidatos ao título, em função dos resultados que venha a registar frente a cada um deles.
O empate alcançado pela U. Abrantina, a par do triunfo do Benavente sobre o At. Ouriense, ofuscaram de alguma forma o regozijo por mais uma vitória do União de Tomar, frente à animosa equipa da Glória do Ribatejo (2-0). Foi a quinta partida que a turma unionista venceu na segunda volta, aumentando para 17 pontos o seu pecúlio nesta metade da prova (ainda com duas jornadas por disputar) – contra apenas nove na primeira volta –, somente menos um ponto que os obtidos pelo At. Ouriense e Fazendense e menos dois que os alcançados por Riachense, Mação e Amiense, nesse mesmo período.
A formação nabantina reduziu assim para três pontos a distância que a separa do ambicionado 6.º lugar, mantendo-se a um escasso ponto do Benavente; porém, restando apenas duas rondas, a tarefa não se apresenta menos árdua: o União necessitaria, no mínimo, de pontuar em Riachos e de vencer, na última jornada, em casa, o At. Ouriense, esperando que a U. Abrantina possa perder os dois encontros finais (deslocação a Ourém e recepção ao Mação). Isto, claro, sem esquecer que o grupo benaventense também é parte interessada nesta disputa (visita Mação e recebe o Moçarriense).
Por fim, na jornada do passado fim-de-semana, referência para o regresso às vitórias do Coruchense, frente ao Pontével (4-2), colocando termo a uma série de cinco derrotas consecutivas, e reduzindo para quatro pontos a distância que o separa da “linha de água”, posição actualmente ocupada precisamente pelo adversário que defrontou nesta ronda, assim “reentrando” na luta pela manutenção.
Antes da realização das duas jornadas finais, é entretanto ocasião para nova pausa no campeonato distrital, abrindo caminho à disputa, neste fim-de-semana, dos 1/8 Final da Taça Ribatejo, competição em que estão envolvidas nove equipas da Divisão Principal e sete da Divisão Secundária.
Nos confrontos entre equipas da principal divisão, teremos Glória do Ribatejo-At. Ouriense e Mação-Benavente, com favoritismo a pender para as equipas de Ourém e de Mação.
Por seu lado, nos desafios em que intervêm equipas dos dois escalões, os primodivisionários terão de se aplicar para confirmar a sua teórica superioridade, principalmente nos três últimos confrontos, em que terão a dificuldade acrescida de se deslocarem aos terrenos dos respectivos adversários: Coruchense-Vasco da Gama, Fazendense-Alferrarede, Muge-Amiense, Empregados do Comércio-União Tomar e Atalaiense-Pontével. Será com naturalidade que poderemos aguardar alguma surpresa – os geralmente apelidados de “tomba-gigantes”, à escala distrital –, esperando que tal não suceda em Santarém, dadas as aspirações unionistas nesta competição, que o União nunca conseguiu vencer.
Finalmente é já garantido que teremos, nos 1/4 Final da prova, pelo menos uma equipa representante da Divisão Secundária, dado que se enfrentam Assentiz e Meiaviense, com aparente supremacia da equipa da casa, que lidera a sua série do campeonato.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Fevereiro de 2013)
O pulsar do campeonato – 19ª jornada

(“O Templário”, 31.01.2013)
A três jornadas do termo da primeira fase da Divisão Principal, o campeonato está ao rubro! Efectivamente, depois dos resultados do fim-de-semana – e desconhecendo ainda o desfecho do Riachense-Benavente, interrompido no domingo, devido à chuva, e reagendado para ontem, quarta-feira – os quatro primeiros surgem agora separados, entre si, por um ponto cada.
Ao At. Ouriense, no regresso aos triunfos (frente ao último classificado, Moçarriense), bastou um solitário tento para, aproveitando o empate do Mação na difícil deslocação a Fazendas de Almeirim, voltar a assumir – pelo menos provisoriamente, à condição, dependendo do resultado do jogo de Riachos – a liderança, com um ponto de vantagem sobre a equipa maçaense, com o Riachense a dois, e o Amiense (prosseguindo uma excelente recuperação, somando a sexta vitória consecutiva, na recepção ao Coruchense), a apenas três pontos.
Também o União de Tomar – com uma importante vitória, beneficiando de duas indiscutíveis e não discutidas grandes penalidades, no acanhado terreno de Pontével, em que se revela difícil jogar, dado o constante contacto físico e sucessivas interrupções de jogo, para marcação de faltas, ou para reposição de bola pela linha lateral, condições agravadas pelo mau tempo que se fez sentir, com bastante chuva – tem vindo a protagonizar uma boa segunda volta da prova, acumulando 14 pontos nas últimas sete partidas, em que apenas consentiu um desaire (somente At. Ouriense e Amiense fizeram melhor).
Porém, se tal permitiu à turma unionista, nessas sete jornadas, a obtenção de mais dez pontos relativamente ao mais imediato perseguidor, Pontével, e onze pontos face a cada um dos clubes que constitui o trio da retaguarda – assim cavando um fosso de, respectivamente, dez, onze e doze pontos, em relação a Glória do Ribatejo, Coruchense e Moçarriense, o qual se poderá vir a revelar decisivo para a ordenação final –, não obstou a que a aspiração de poder vir a chegar ainda aos seis primeiros lugares praticamente se tenha esfumado.
Para tal foi determinante o resultado obtido pela U. Abrantina na Glória do Ribatejo, com um dilatado triunfo de 4-1, que lhe permite manter a distância de cinco pontos face à equipa tomarense e, para já, ampliar para quatro pontos a vantagem sobre o Benavente. Ao União de Tomar resta “continuar a sonhar”, mas com os pés bem assentes na terra… necessitará de vencer os dois encontros que lhe restam em casa (frente à formação da Glória do Ribatejo, e ao actual guia da classificação, At. Ouriense), esperando que a turma de Abrantes – com um difícil encadeamento de calendário, defrontando, nas três rondas finais, os três primeiros classificados – possa ser derrotada nesses desafios.
Confirmando o que aqui tenho vindo a antever, o Fazendense vai fazendo um “campeonato à parte”, livre de preocupações, com um lugar nos seis primeiros já praticamente garantido (o que, nesta altura, foi já confirmado pelo quarteto da frente). Em relação à sexta e última vaga de acesso a esse grupo que, na segunda fase, disputará o título e consequente promoção ao novo Campeonato de Seniores da Federação Portuguesa de Futebol, nesta altura ainda por atribuir, as coisas poderão ter ficado bastante mais clarificadas; porém, União de Tomar, e, por maioria de razão, Benavente, terão ainda uma palavra a dizer, embora naturalmente dependentes do que a U. Abrantina possa vir a fazer nesta recta final da primeira fase.
Ao trio que se encontra em zona teoricamente de despromoção – e assim parece confirmar-se dado que, à medida que o Campeonato Nacional da III Divisão avança, Alcanenense, Torres Novas e Cartaxo vão vendo consolidada também a tendência de despromoção ao Distrital (pese embora a recuperação que a equipa torrejana vem encetando) –, com bastante mau desempenho na segunda volta (Glória do Ribatejo e Coruchense, cada um com apenas uma vitória e sete derrotas, sendo que no caso da equipa de Coruche soma já cinco desaires consecutivos; Moçarriense com seis pontos, mas apenas três obtidos nas últimas sete jornadas), resta esperar por melhores dias… e pela divisão de pontos para a segunda fase, que lhes permitirão atenuar distâncias.
Para essa fase decisiva, o União de Tomar transporta já (tal como o Benavente) 12 pontos, enquanto o Pontével acumula 10 pontos, o Glória do Ribatejo, 7, contando Coruchense e Moçarriense ambos com apenas 6 pontos angariados para a segunda parte da competição.
Na antepenúltima ronda desta fase inicial, o trio da liderança terá difíceis deslocações, com o At. Ouriense a visitar Benavente, o Mação, a deslocar-se à Moçarria, e o Riachense a ir até Abrantes. O quarto classificado, Amiense, embora jogando no seu terreno, não deverá enfrentar menos dificuldades, na recepção ao tranquilo, mas bastante competitivo grupo do Fazendense.
Por seu lado, o U. Tomar recebe a visita da turma de Glória do Ribatejo, sendo fundamental continuar a somar pontos – de preferência a vitória… – tendo em mira a tal ambição “sonhada” de poder ainda chegar aos seis primeiros, e, em qualquer caso, o reforço da vantagem sobre o trio da cauda da tabela, o qual é liderado precisamente pelo opositor da próxima jornada. Por fim, o Coruchense, recebendo o Pontével, poderá ensaiar uma quebra da série negativa que atravessa; ou, ao invés, afundar-se ainda mais, caso permita o dilatar da distância que os separa.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 31 de Janeiro de 2013)
O pulsar do campeonato – 18ª jornada

(“O Templário”, 24.01.2013)
Na 18.ª jornada da Divisão Principal do Campeonato Distrital, aparentemente sem maiores dificuldades, os favoritos acabaram por impor a sua superioridade, não dando possibilidades aos adversários de provocar alguma surpresa.
Assim sucedeu no Moçarriense-Riachense, com a turma de Riachos a triunfar por 3-1, o que lhe permitiu recuperar a posição de liderança, que ocupara em várias rondas, e que perdera há quatro jornadas. Ou no Coruchense-Fazendense, com a formação de Fazendas de Almeirim a vencer por igual marca. E, também, no Benavente-Glória do Ribatejo, com a equipa da casa a conseguir finalmente “quebrar o enguiço”, obtendo a primeira vitória no seu terreno (depois de ter somado já cinco triunfos na condição de visitante!), por margem clara de 3-0.
Infelizmente para o União de Tomar, tal aconteceu igualmente na partida em que teve por opositor o Amiense, que, colocando termo a uma série de cinco resultados positivos da equipa unionista, se superiorizou por categóricos 5-2, depois de ter chegado a 4-0 ainda no primeiro quarto de hora do segundo tempo. Foi a sétima vitória em terreno alheio obtida pelo grupo de Amiais de Baixo, que assim se vem paulatinamente aproximando, em termos pontuais, do trio da frente da tabela. Para os tomarenses, este desfecho marca um curioso equilíbrio nos resultados obtidos em casa e fora, com três vitórias, um empate e cinco desaires em ambas as situações.
No encontro de maior cartaz desta jornada, o até então líder At. Ouriense somou segunda derrota sucessiva, após um ciclo de oito triunfos consecutivos, perdendo em Mação, por 3-0, assim baixando ao 3.º lugar da classificação. Por fim, no U. Abrantina-Pontével, o empate a um golo não será de todo surpreendente, e, para as aspirações do U. Tomar, poderá não ter sido um resultado negativo.
Em função destes resultados, o duo Riachense e Mação voltou a partilhar o comando, somando apenas um ponto a mais que o At. Ouriense, com o Amiense agora a somente quatro pontos dos líderes. Como aqui antevira, o Fazendense parece destinado a ocupar uma posição isolada, entre o grupo dos quatro primeiros e os restantes, estando agora equidistante (cinco pontos) da 4.ª e da 6.ª posição, o que lhe permitirá prosseguir na prova de forma tranquila, sem grandes preocupações.
Segue-se o quarteto que mais terá em jogo nas quatro rondas finais desta primeira fase: a disputa da última vaga de acesso ao grupo dos seis primeiros, o que permitirá garantir automaticamente a manutenção. A U. Abrantina viu agora reduzido a um escasso ponto a margem face ao Benavente, que poderá apresentar-se com ligeiro favoritismo nesta contenda; o U. Tomar mantém um atraso de cinco pontos em relação ao 6.º lugar, enquanto o Pontével está um ponto abaixo.
Por fim, os clubes integrantes do trio da retaguarda, formado por Glória do Ribatejo, Coruchense e Moçarriense, todos eles derrotados nesta jornada, viram ampliada, respectivamente, para seis, sete e oito pontos, a distância que os separa da 9.ª posição. Nada de definitivo, ainda, mas urge somar pontos.
Com 18 jornadas já decorridas, faltando disputar apenas quatro, é ocasião para recuperarmos a evolução comparativamente à época anterior, considerando o mesmo número de jogos realizados. Mação, At. Ouriense e Amiense ocupavam então também os lugares da frente da classificação (imediatamente após as duas equipas que viriam a ser promovidas, Torres Novas e Alcanenense); o Mação, somando este ano mais oito pontos, progrediu do 5.º até ao 2.º lugar (com o mesmo número de pontos do líder); o At. Ouriense totaliza mais seis pontos, tendo melhorado da 4.ª para a 3.ª posição, precisamente por troca com o Amiense, que conta apenas mais dois pontos que na prova precedente.
Seguiam-se, em 2011-12, Benavente e Fazendense: a turma benaventense, agora com menos seis pontos, desceu do 6.º ao 7.º lugar; a equipa de Fazendas de Almeirim, com uma excelente progressão de nove pontos, melhorou contudo apenas duas posições, passando da 7.ª à 5.ª. Por fim, tal como na época transacta, o U. Tomar mantém o 8.º lugar, somando agora, não obstante, mais quatro pontos. O Moçarriense, com menos dois pontos, baixou do 10.º ao 12.º lugar.
Com a competição a aproximar-se do termo da sua primeira fase, a próxima jornada tem agendado um particularmente interessante encontro entre Fazendense e Mação, de elevado grau de dificuldade para os visitantes. De entre as restantes equipas integrantes do quarteto da frente, Riachense, At. Ouriense e Amiense apresentam-se com claro favoritismo, respectivamente face a Benavente (não menosprezando a capacidade demonstrada por esta equipa nos jogos em que actua na condição de forasteira), Moçarriense e Coruchense. Finalmente, com uma tendência de maior equilíbrio, e portanto de desfecho mais difícil de prever, as partidas que opõem Glória do Ribatejo e U. Abrantina, e Pontével e U. Tomar, curiosamente envolvendo três das equipas que ambicionam ainda a possibilidade de poder atingir o 6.º lugar.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Janeiro de 2013)
O pulsar do campeonato – 17ª jornada

(“O Templário”, 17.01.2013)
Está dado o mote para a parte restante desta primeira fase da Divisão Principal do Campeonato Distrital: até final, as equipas teoricamente menos apetrechadas tenderão a “agigantar-se”, por via de uma aplicação e entrega suplementares, sendo previsível que os favoritos virão a encontrar dificuldades acrescidas para levar de vencida os desafios.
Na ronda 17 da competição, assim se consumou a quebra da série vitoriosa – oito triunfos consecutivos – do At. Ouriense, sofrendo pesado desaire em Fazendas de Almeirim, ante o Fazendense, perdendo por 2-5. Ao mesmo tempo que Pontével, recebendo e vencendo o Benavente (2-0), e Glória do Ribatejo, triunfando frente ao Moçarriense (2-1), colocaram termo a séries negativas, respectivamente de quatro e cinco derrotas consecutivas.
Por seu lado, as vitórias caseiras de Riachense (ante o Mação, por 3-1) e do Amiense (frente à U. Abrantina, pela apertada margem de 3-2) – associadas ao resultado obtido pela equipa de Ourém –, proporcionaram um reagrupamento na frente, com um quarteto a manter intactas as aspirações para a fase decisiva da prova.
Efectivamente, o At. Ouriense, mantendo a liderança isolada, tem agora a perseguição do par formado por Riachense e Mação, ambos a apenas dois pontos, posicionando-se o Amiense a seis pontos (que, conforme sabemos, e aqui tenho vindo a aludir, se reduzirão a metade, na perspectiva da disputa da segunda fase).
A turma do Fazendense caminha, para já, para uma tranquila segunda metade da prova, atenta a significativa diferença que mantém para o líder (não obstante reduzida para 11 pontos nesta jornada), dispondo, por outro lado, de uma já interessante margem de segurança (seis pontos) face ao 7.º classificado, isto quando faltam disputar cinco rondas até ao termo desta primeira fase.
Deixámos para o final o importante triunfo do União de Tomar em Coruche, graças a um tento solitário, que foi o bastante para vincar a diferença – elevando para cinco jogos consecutivos a série de bons resultados da formação unionista; e, curiosamente, também para cinco o número de desaires averbados pelo Coruchense em seis jogos realizados na segunda volta –, numa partida em que o principal adversário foi o forte vento que se fez sentir, com ambas as equipas a experimentarem significativas dificuldades em conseguir sair do seu meio-campo, no período em que jogaram contra tal elemento da natureza.
Para além do quarteto da frente – e do Fazendense, que parece destinado a uma posição intermédia, numa corrida tão tranquila quanto mais ou menos “solitária” –, tendem a formar-se agora dois outros grupos em termos de posicionamento na tabela classificativa:
- Um primeiro, com as equipas classificadas entre o 6.º e o 9.º lugar, na disputa da que poderá ser a última vaga de acesso ao lote dos seis primeiros, com seis pontos a separar agora U. Abrantina e Pontével, mas, sobretudo, com Benavente (não obstante a tendência de queda, somando apenas uma vitória e um empate na segunda volta) e U. Tomar, respectivamente a três e a quatro pontos da turma abrantina, a pretenderem ter ainda uma palavra de relevo na luta pela conquista dessa derradeira oportunidade;
- O outro, formado pelas três equipas que ocupam presentemente os indesejados postos de eventual despromoção, Glória do Ribatejo, Coruchense e Moçarriense, intervalados entre si por apenas um ponto, mas com o 10.º classificado já a 5 pontos do Pontével.
Estando este trio desde já “condenado” a disputar, na segunda fase, a série da manutenção, não deixarão as equipas naturalmente de porfiar por somar o maior número de pontos possível, em ordem a tentar chegar-se ao grupo que o precede na classificação.
E embora o calendário da 18.ª jornada não se lhes perspective favorável, com a formação da Glória do Ribatejo a visitar Benavente, o Coruchense a receber o Fazendense e o Moçarriense a ser anfitrião do candidato Riachense (procurando contestar a pesada goleada sofrida na primeira volta), a surpresa pode estar à espreita em qualquer destes campos, com as equipas pior posicionadas certamente a apelarem a uma postura aguerrida perante os opositores, em teoria mais credenciados.
No jogo grande da próxima ronda, é agora a vez de o líder At. Ouriense se poder ver colocado em causa, deslocando-se ao terreno de um dos directos perseguidores, Mação, que ambicionará destronar o adversário da posição que actualmente ocupa.
Por fim, dois jogos que poderão revelar-se de crucial importância para o futuro do União de Tomar neste campeonato: com a formação da U. Abrantina a receber o Pontével (uma vitória da equipa da casa afastará definitivamente os forasteiros de eventuais aspirações que ainda acalentem de poder chegar ao grupo dos seis primeiros, ao mesmo tempo que complicaria também sobremaneira a tarefa dos tomarenses); enquanto o União se defronta também com a visita, que se antecipa de elevado grau de dificuldade, do grupo de Amiais de Baixo, que não pretenderá ver alargada a diferença para o trio da frente. Aguardemos por uma boa resposta unionista às contrariedades, perante mais um aliciante desafio à continuidade da série positiva que tem em curso e que se deseja possa ser prolongada.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Janeiro de 2013)
O pulsar do campeonato – 16ª jornada

(“O Templário”, 10.01.2013)
Na retoma do campeonato, após ligeira pausa, com a disputa da primeira jornada do novo ano de 2013, realce para a vitória do At. Ouriense frente ao Riachense (3-2), assim afirmando de forma inequívoca a sua candidatura ao título, que vem consolidando com uma impressionante série de oito triunfos consecutivos (o último desaire data já do mês de Outubro, na Moçarria, onde perdeu por 2-4). A turma de Ourém passou consequentemente a dispor de uma vantagem de três pontos sobre o Mação (vencedor tranquilo, ante o Glória do Ribatejo), com a formação de Riachos a atrasar-se, posicionando-se agora a cinco pontos do líder.
Quem não abdica de continuar a lutar por subir na tabela é a equipa do Amiense, com um bom triunfo em Benavente, consolidando, para já, o 4.º lugar na tabela, a nove pontos do comandante, sem perder de vista maiores aspirações, tendo presente a divisão por dois dos pontos a transitar para a segunda fase da competição. Com uma estranha prestação nos jogos em casa, em que, em oito partidas, ainda não conseguiu vencer – registando seis empates e duas derrotas –, a equipa benaventense atrasou-se na luta pelos seis primeiros lugares, estando agora a quatro pontos dessa posição objectivo.
Tal como no início da prova, a U. Abrantina consegue um bom recomeço, nesta segunda volta, com três vitórias nos últimos quatro jogos, desta feita por margem categórica, goleando o Coruchense por 5-0, repartindo assim a 5.ª posição com o Fazendense, que não foi além do nulo em Tomar. Isto não obstante o grupo de Fazendas de Almeirim ter beneficiado de superioridade numérica durante larga fase da partida, por expulsão do guardião unionista, lance na sequência do qual, na conversão da correspondente grande penalidade, desperdiçaria também soberana ocasião de golo.
Por seu lado, o U. Tomar regista assim uma série de quatro encontros com resultados positivos, que lhe têm permitido uma recuperação na pauta classificativa, mantendo, nesta ronda, o 8.º lugar, mas distanciando-se dos mais directos perseguidores. Se, com o triunfo obtido pelos abrantinos nesta jornada, a possibilidade da turma nabantina de alcançar ainda um lugar nos seis primeiros pouco mais parece que uma miragem, dado que apresenta atraso de sete pontos – não obstante poder ainda ambicionar somar bastantes pontos nas seis jornadas em falta –, dilatou para cinco pontos a vantagem sobre o Coruchense, próximo adversário dos tomarenses, e que totaliza apenas três pontos na segunda volta.
Por fim, o Moçarriense, vencendo o Pontével (2-1) pode ter ganho novo fôlego para a recta final do campeonato. Para já, passou a indesejável posição de “lanterna vermelha” ao Glória do Ribatejo – que conta por derrotas os cinco jogos disputados na segunda volta –, ao mesmo tempo que contribui para o agudizar da crise da equipa pontevelense, que somou a quarta derrota consecutiva, assim vendo reduzida para três pontos a sua vantagem sobre a “linha de água”, actualmente traçada pelo Coruchense.
Na próxima jornada, 17.ª, o Riachense, a atravessar fase menos afirmativa – após a eliminação da Taça Ribatejo e o desaire sofrido em Ourém – tem nova prova de fogo, recebendo o Mação. Tal como o At. Ouriense, com uma arriscada deslocação a Fazendas de Almeirim, equipa que necessita continuar a pontuar, para defender a sua posição no grupo dos seis primeiros, perante a eventual ameaça do Benavente.
Numa fase em que se começam a aproximar as grandes decisões, a equipa benaventense tem, por seu lado, também um desafio difícil, em deslocação a Pontével, em que importa pontuar, para manter acesa a esperança de poder chegar ainda à parte de cima da pauta classificativa.
No Amiense – U. Abrantina, o favoritismo terá de ser concedido à equipa de Amiais de Baixo, que, em ordem a manter as tais aspirações, dispõe de muito escassa margem de erro, necessitando continuar a vencer de forma consistente.
As equipas do Glória do Ribatejo e do Moçarriense, ocupando as duas últimas posições da classificação, têm também um jogo que começa a assumir cariz algo determinante, visando evitar o ampliar do atraso que registam já nesta altura.
Finalmente, o União de Tomar, visitando Coruche, em partida em que não poderão ser esperadas facilidades, poderá não obstante ter ensejo para rectificar o mau resultado averbado na primeira volta, em casa, se conseguir potenciar a motivação decorrente da actual boa série de resultados, em contraponto à pesada derrota sofrida pelo adversário na última jornada.
Numa antevisão da carreira unionista até final desta primeira fase, nos seis jogos a realizar, o União defrontará três das quatro equipas que se posicionam abaixo de si na tabela (Pontével, Coruchense e Glória), boas ocasiões para somar pontos, que não deverá desperdiçar – a par de outros jogos em casa, com Amiense e com o actual líder At. Ouriense, em que a obtenção de resultados positivos é uma possibilidade sempre em aberto, como já foi cabalmente demonstrado ao longo desta temporada.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Janeiro de 2013)
O pulsar do campeonato – Taça do Ribatejo

(“O Templário”, 03.01.2013)
Enquanto o campeonato registou um ligeiro “compasso de espera”, realizou-se, a encerrar o ano de 2012, a última ronda da fase de grupos da Taça Ribatejo, em que estava em disputa o apuramento para os 1/8 Final da prova.
Com uma fórmula de qualificação algo complexa, dado que as 29 equipas inicialmente inscritas (de que uma delas, Alcanenense B, viria entretanto a desistir) foram agrupadas em nove séries, sete das quais compostas por três clubes cada, e outras duas com quatro participantes, sendo apurados os nove vencedores de série e os sete melhores 2.º classificados, com base na aplicação de média ponderada dos pontos obtidos.
Independentemente de outras considerações, em particular de índole económica – uma vez que a constituição de cada uma das séries tem nomeadamente em consideração critérios de proximidade geográfica (para além da inclusão de pelo menos uma equipa da Divisão Principal em cada uma das nove séries) –, mais simplificada se tornaria a fórmula de disputa caso fossem formadas apenas oito séries, com apuramento dos dois primeiros de cada uma delas.
Acresce ainda um factor eventualmente potenciador de alguma perturbação, com a marcação, no final de cada partida (qualquer que tivesse sido o respectivo resultado), de séries de pontapés da marca de grande penalidade, para efeitos de eventual necessidade de desempate para efeitos de ordenação das equipas, em termos do estabelecimento da classificação final de cada série.
O destaque desta derradeira jornada vai para a imprevista derrota do Riachense na Atalaia (0-1), frente ao Atalaiense, culminando numa absolutamente inesperada eliminação da turma de Ricahos, numa série em que competia com três equipas da Divisão Secundária.
Surpresa aconteceu igualmente em Pontével, com a formação da casa a ser também batida por um concorrente de escalão inferior, o grupo de Muge, igualmente por 0-1, neste caso sem consequências directas em termos de apuramento por parte da equipa da casa.
No que respeita ao União de Tomar, depois do desaire sofrido na jornada anterior, tendo perdido (0-2) em Assentiz, necessitava, pelo menos, de vencer por margem de dois golos; continuando a reagir de forma positiva perante a adversidade com que se defronta, conseguiu mesmo superar tal marca, obtendo categórico triunfo, ante a vizinha turma de Ferreira do Zêzere, impondo-se por 3-0, assim garantindo a qualificação para a fase seguinte da competição.
Obtiveram o apuramento para os 1/8 Final nove equipas da Divisão Principal (At. Ouriense, Mação, Amiense, U. Tomar, Benavente, Coruchense, Glória do Ribatejo, Pontével e Fazendense) e sete equipas da Divisão Secundária (Meiaviense, Atalaiense, Vasco da Gama, Alferrarede, Assentiz, Muge e Emp. Comércio).
Para além do Riachense, outros dois clubes participantes na Divisão Principal ficaram já afastados: U. Abrantina e Moçarriense. A “fava” deste “bolo-rei” acabou por calhar ao Samora Correia, que, de entre os seis 2.º classificados que somaram 3 pontos (tendo, cada um deles, vencido um encontro e perdido o outro), foi o que registou pior diferença de golos (devido à derrota, de 0-5, que sofrera em Benavente na ronda inaugural); conjuntamente com Moçarriense (que perdeu a única partida disputada, frente ao Amiense – dada a desistência do Alcanenense B), foram as duas formações que, ocupando o 2.º lugar das respectivas séries, não alcançaram a qualificação.
No início de um novo ano, já neste fim-de-semana, será retomado o Campeonato Distrital da Associação de Futebol de Santarém, com a realização, na Divisão Principal, da 16.ª jornada.
Destaque para o aliciante confronto entre os dois primeiros classificados, com o líder At. Ouriense, a receber a visita do Riachense, com as duas formações actualmente separadas por dois pontos na tabela classificativa.Também com um atraso de dois pontos face ao actual comandante, o Mação, recebendo a equipa da Glória do Ribatejo, poderá, caso confirme o seu favoritismo, beneficiar do desfecho do encontro antes mencionado.
Noutras três partidas, também de grande interesse, estarão em jogo posições numa outra zona nevrálgica da classificação, a que separa os seis primeiros dos restantes, que, na segunda fase da competição, se dividirão em duas séries – partindo com metade dos pontos entretanto conquistados na primeira fase –, com ambições bem distintas (uns, a disputar o título e consequente promoção ao futuro Campeonato Nacional de Seniores, em época de estreia agendada para 2013-14; os restantes, a procurar garantir a manutenção na I Divisão Distrital da próxima temporada, o que, na sequência da aprovação da proposta de reestruturação de campeonatos, deverá possibilitar a concretização de tal objectivo a três dos participantes): Benavente-Amiense, U. Abrantina-Coruchense e U.Tomar-Fazendense.
Por fim, Moçarriense e Pontével, actualmente em posição nada confortável na pauta classificativa, procurarão uma vitória que lhes possa proporcionar renovado ânimo para a etapa final da prova.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 3 de Janeiro de 2013)
O pulsar do campeonato – 15ª jornada

(“O Templário”, 27.12.2012)
Num jornal de Tomar, destinado, em primeira análise, a leitores tomarenses, compreender-se-á decerto que – mesmo que com cariz algo excepcional – me detenha, nesta semana, mais em particular no União de Tomar e nas circunstâncias em que se vê actualmente envolvido, na sequência das sanções aplicadas pelo Conselho de Disciplina da Associação de Futebol de Santarém (a que aqui aludira já no comentário da pretérita semana), em função dos eventos ocorridos no final do jogo disputado a 23 de Setembro, com o Benavente, da 3.ª jornada, nomeadamente: quatro jogos de interdição do campo municipal, a exigência de colocação de vedação no campo, uma redundante pena de derrota por 0-3 (dado que o União havia já perdido tal desafio, então por 0-2), e, sobretudo, a suspensão de cinco jogadores (David, Bruno Pinto, Nuno Veríssimo, Fred Do Val e Fábio Marques) durante um período de oito meses (por, alegadamente, terem agredido, já depois do encontro terminado, um jogador do Benavente).
Começando, porém, pela exposição de um conjunto de alguns “pontos prévios”, esperando que me possa ser relevado este escrever na primeira pessoa:
1. Natural de Tomar, sou adepto e simpatizante do União de Tomar, sofrendo e vibrando com os seus desafios e com os seus êxitos há cerca de 40 anos; sou sócio do clube desde 1995; iniciei, há quase quatro anos, um projecto que espero culminar, no ano de centenário, com o disponibilizar, aos unionistas e aos tomarenses, de uma memória escrita da gloriosa história do União; foi com muita honra que fui nomeado, recentemente, aquando da última Assembleia Geral, em Julho, como membro do Conselho Geral, órgão consultivo. Nesta coluna de opinião, procurando a isenção possível, não me será contudo pedido que “dispa a camisola” unionista.
2. Não assisti aos eventos do passado dia 23 de Setembro, no qual se produziram os acontecimentos que conduziram a que o clube se veja agora sancionado – e, em particular os seus jogadores –, com severas penas, pelo que não me é possível pronunciar sobre tais factos, os quais, conforme referi na passada semana, serão sempre de deplorar.
3. Admito não ser conhecedor dos regulamentos disciplinares que dispõem sobre as penalizações de determinados comportamentos, aplicáveis a esta competição em particular, assim como não tenho presente eventuais casos análogos que nela possam ter ocorrido num passado mais ou menos recente. Pelo que não tenho igualmente possibilidade de apreciar a razoabilidade e coerência dos castigos aplicados. Recordo, não obstante, alguns casos mediáticos que recentemente vieram a público, a diferentes níveis: Raul Meireles (suspenso por 11 jogos, por, alegadamente, ter cuspido num árbitro, no campeonato da Turquia); Luisão (suspenso por dois meses, por, num jogo particular, ter agredido um árbitro, que terá caído inconsciente no terreno de jogo); Hulk (suspenso por quatro meses, no campeonato nacional de há três anos, por agressão a assistente de recinto desportivo).
Enunciados estes pontos prévios, mesmo que se possa eventualmente argumentar que “comparo” situações não comparáveis, não posso deixar de me interrogar sobre se as punições que impendem sobre o União de Tomar – que poderão ir para além de 20 jogos de suspensão, de nada menos de cinco jogadores (!) – serão equilibradas face a outras situações similares?
E isto, num contexto em que terão de ser tidas em consideração as circunstâncias concretas em que o caso ocorreu: já após o termo da partida; o facto de aparentemente nada constar no relatório do árbitro (que, aliás, não terá presenciado os acontecimentos); e de o relatório policial se referir a agressões de parte a parte, e de não ter sido possível proceder à cabal identificação dos envolvidos. Pelo que as sanções serão sobretudo baseadas no depoimento do jogador benaventense, não tendo os intervenientes que representam o União sido ouvidos neste processo – sendo que pelo menos um deles (David) assevera não ter participado em tais desacatos.
Perante isto, o União, os seus responsáveis e, principalmente, os jogadores, de forma digna, deram em campo – na disputa da 15.ª ronda, frente à formação da U. Abrantina –, a melhor resposta possível: depois de um criativo gesto inicial de protesto, mantendo-se imóveis em campo durante o primeiro minuto da partida – sendo de assinalar o notável exemplo de “fair-play” dado pelos jogadores abrantinos, que, durante esse período, se limitaram a trocar a bola entre si – a equipa tomarense obteve um crucial triunfo, por 2-1, fundamental para serenar o grupo, que, independentemente do desfecho do recurso interposto, deverá procurar seguir o seu caminho, confiando na sua coesão e nas suas capacidades.
Sobre o restante da jornada, destaque especial para a vitória do Fazendense sobre o Riachense (2-1), o que, conjugado com o categórico triunfo obtido pelo At. Ouriense na Glória do Ribatejo (3-0), permitiu que os oureenses se isolassem no comando da prova, com dois pontos de vantagem sobre o par formado por Riachense e Mação. Por seu lado, o União de Tomar ascendeu ao 8.º lugar, estando agora a 5 pontos do grupo dos seis primeiros, ao mesmo tempo que passa a dispor de 4 pontos de vantagem sobre o antepenúltimo classificado.
Segue-se, a finalizar o ano de 2012, a última ronda da fase de grupos da Taça Ribatejo.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Dezembro de 2012)
O pulsar do campeonato – 14ª jornada

(“O Templário”, 20.12.2012)
A 14.ª ronda do campeonato distrital (Divisão Principal) da Associação de Futebol de Santarém ficou marcada pelo facto de o Riachense se ter conseguido finalmente isolar na liderança da prova, após uma disputa “corpo a corpo”, nas últimas quatro jornadas, em que partilhou tal posição com a equipa do Mação.
Para tal foi determinante o desaire caseiro cedido pelos maçaenses, ante o Amiense, que, jogando cartada decisiva na manutenção pela disputa dos primeiros lugares, não vacilou desta feita, impondo-se pela margem mínima. Isto, enquanto, paralelamente, a turma riachense, obtinha uma das maiores goleadas da prova (apenas superada pelos 7-1 com que batera também o Moçarriense), vencendo categoricamente, por 6-1, a equipa da Glória do Ribatejo.
Também esperado era o triunfo do At. Ouriense, tendo vencido o Pontével por clara margem, de 3-0. Parecendo querer renascer com novo fulgor, também a U. Abrantina somou nova vitória, travando a recuperação do Fazendense, triunfando por 2-0. Num jogo de “aflitos”, o Coruchense, vencendo na Moçarria por 1-0, empurrou ainda mais a equipa da casa para o fundo da tabela.
Por fim, o União de Tomar, conseguindo enfim alcançar o seu primeiro empate na competição, a uma bola, e em terreno alheio, na deslocação a Benavente, garantiu um resultado positivo, continuando a somar pontos, o que lhe pode abrir boas perspectivas, tendo presente os dois jogos que se seguem, em casa, frente à U. Abrantina e Fazendense (este, a disputar já no novo ano de 2013).
Na classificação, conforme referido, temos agora um comandante isolado, Riachense, mas com perseguição apertada da parte do At. Ouriense, a apenas um ponto, e do Mação, agora dois pontos atrasado; o Amiense, não obstante o importante triunfo alcançado, continua a dez pontos do líder.
Quem voltou a subir na tabela foi a U. Abrantina, mercê de dois triunfos consecutivos em casa, ocupando agora a 5.ª posição – a apenas 2 pontos do Amiense! –, com um ponto de vantagem sobre Fazendense, e três de avanço em relação ao Benavente, que continua, para já, fora do lote dos seis primeiros.
Na luta pela manutenção, as distâncias pontuais continuam a ser estreitas: a equipa de Pontével dispõe agora de apenas mais dois pontos que o União de Tomar (que mantém o 9.º lugar), e que, por sua vez, tem o Coruchense logo a seguir, a apenas um ponto, com o Glória do Ribatejo a três pontos. Bastante difícil começa a ser a situação do Moçarriense, já a cinco pontos do 9.º classificado… e a dez do 7.º lugar.
Na próxima jornada (15.ª), a disputar no sábado, o trio da dianteira tem deslocações de relativo grau de risco, com o Riachense a visitar Fazendas de Almeirim, o At. Ouriense a deslocar-se à Glória do Ribatejo, e a equipa do Mação a ir até Pontével; três sérios testes à efectiva capacidade das formações do topo da classificação, perante equipas que necessitam imperiosamente de pontos, e que já mostraram, no decorrer da prova, ser capazes de surpreender.
Mais tranquila poderá ser, em teoria, a tarde do Amiense, recebendo o “desesperado” Moçarriense, a quem, aliás, venceu na primeira volta; mas convirá não confiar em demasia.
Interessante será o desafio que oporá Coruchense a Benavente, duas equipas vizinhas, com a turma da casa a pretender dar sequência à importante vitória obtida na jornada anterior, em terreno alheio, enquanto os benaventenses – que cederam empate em casa, ante este mesmo adversário – não quererão também deixar afastar-se mais do pelotão dos seis primeiros.
Por fim, o União de Tomar recebe a formação da U. Abrantina num momento em que este oponente se apresenta novamente em alta, após ter obtido, consecutivamente, dois bons triunfos caseiros, ante adversários directos na disputa de uma posição na primeira metade da classificação, Benavente e Fazendense; mas esta é também uma boa oportunidade para a turma unionista, de prosseguir numa fase positiva de conquista de pontos, e de ascensão na tabela.
A concluir este comentário, subsistia ainda, no momento em que escrevo, o desconhecimento relativo à amplitude dos castigos que impenderão sobre alguns jogadores do conjunto tomarense e sobre o próprio clube (na sequência dos eventos ocorridos no final da partida da primeira volta do campeonato, frente ao Benavente), que se deseja – até em prol da salvaguarda da verdade desportiva da competição, tendo inclusivamente em atenção que tais acontecimentos, sempre de deplorar, sucederam já após o termo do referido encontro – não venham a constituir impedimento determinante à ambicionada recuperação do U. Tomar na pauta classificativa, atento o leque de opções à disposição da equipa técnica liderada por Lino Freitas, formando um grupo coeso.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Dezembro de 2012)



