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O pulsar do campeonato – 13ª jornada

(“O Templário”, 13.12.2012)
Na retoma do campeonato distrital, após a pausa para disputa da 2.ª ronda da fase de grupos da Taça Ribatejo, o destaque vai para o triunfo do At. Ouriense em Amiais de Baixo, que assim afasta ainda mais o Amiense dos lugares cimeiros, assim como para os números (4-1) em que se traduziu o regresso às vitórias da U. Abrantina, após uma longa “travessia do deserto”, de sete jornadas (mais de dois meses sem vencer), frente ao Benavente.
A jornada 13 foi também de “sorte” para o União de Tomar, que, embora de forma difícil, e perante o último classificado, arrancou novo triunfo, pela margem mínima, colocando termo a um jejum de três jogos no campeonato (e um da Taça Ribatejo), em que apenas acumulara desaires. Uma vitória tão sofrida quão fundamental, pelo insuflar de novo sopro de ânimo e confiança que poderá transmitir à equipa.
Nas restantes partidas, desfechos dentro da normalidade, pese embora a escassez das margens de vitória obtidas pelos líderes Mação e Riachense, traduzindo dificuldades que, finalmente, não terão tanto de inesperado, dado que – para além de terem jogado em terreno alheio –, a prova começa a entrar numa fase decisiva, em que todos os pontos são discutidos de forma muito intensa, tendo em atenção também o relativo equilíbrio entre a generalidade das equipas participantes na competição. O mesmo se pode aplicar, na mesma medida, ao tangencial triunfo do Fazendense sobre o Glória do Ribatejo.
Na tabela classificativa, o trio da frente parece não dar mostras de ceder, tendo dilatado para números já expressivos a margem face ao duo que partilha agora a 4.ª posição: Fazendense e Amiense estão já a 9 pontos do At. Ouriense, e a 10 do par da liderança, que continua a ser formado por Mação e Riachense. Não sendo ainda uma diferença com carácter definitivo, dado que será dividida ao meio na transição para a segunda fase, as aspirações do Amiense ao título e à promoção ao futuro Campeonato Nacional de seniores parecem cada vez mais difíceis de concretizar; tal não só exigiria um muito bom desempenho da formação de Amiais na parte que falta ainda disputar, como teria de ter inerente a quebra de todas as três formações do topo da classificação. Não é impossível, mas cada vez menos provável.
Com o “renascer” da U. Abrantina, um novo fôlego cuja duração poderá ser aquilatada já na próxima jornada, volta a turma de Abrantes a integrar, pelo menos por agora, a primeira metade da tabela, em detrimento do Benavente.
Em paralelo, também a vitória do União de Tomar permitiu, para além do referido impacto em termos anímicos, não apenas a subida até ao 9.º lugar – posição que, caso venha a ser aprovada em Assembleia Geral da Associação de Futebol de Santarém a proposta de reestruturação dos quadros competitivos, poderá vir a traduzir-se na manutenção na I Divisão Distrital da próxima época –, mas também o encurtar de distâncias face às equipas que mais imediatamente precedem o clube tomarense, com o Pontével agora a 3 pontos e o Benavente, próximo adversário, com 5 pontos a mais. E, até o 6.º lugar, nesta altura ainda uma quimera, voltou a estar a “apenas” 6 pontos.
Também para o trio da retaguarda, Glória do Ribatejo, Coruchense e Moçarriense, embora tenham sido uma vez mais derrotados (no caso da equipa de Coruche, com a agravante de ter sido a 6.ª derrota nos últimos sete encontros, não vencendo desde 14 de Outubro), nada está igualmente decidido, uma vez que as diferenças pontuais poderão ainda ser recuperáveis.
A próxima ronda do campeonato (14.ª) poderá constituir uma oportunidade para confirmação de alguns dos triunfos obtidos, na primeira volta, em terreno adversário, nomeadamente por parte de Riachense (na Glória do Ribatejo) e de At. Ouriense (em Pontével), apresentando-se as turmas que agora jogarão em casa com amplo favoritismo, dadas as respectivas posições ocupadas na tabela classificativa (isto, sempre, sem afastar a possibilidade de uma potencial surpresa à espreita…).
Mas, também, ao invés, para eventuais “desforras” (ou, pelo menos, alguma recuperação pontual) face a desaires caseiros concedidos nessa fase inicial da competição, em particular nos casos de União de Tomar (em deslocação a Benavente – em que se espera e deseja prevaleça o bom senso e a serenidade, dentro e fora do campo, após o ocorrido em Tomar no encontro entre estas duas formações) e do Fazendense (que visita Abrantes, não obstante a turma abrantina pretenda naturalmente confirmar o bom resultado obtido na derradeira partida).
Por fim, dois outros encontros têm associados especiais atractivos: o Mação-Amiense, com o grupo de Amiais de Baixo a ter novo desafio de grande responsabilidade, em que a margem de erro se começa a reduzir substancialmente, caso pretenda efectivamente manter aspirações ao título; e o Moçarriense-Coruchense, um jogo entre “aflitos”, ocupando actualmente os dois últimos lugares da classificação, em que (mais) um desfecho negativo poderá significar o mergulhar numa profunda crise, de repercussões que não seriam difíceis de antecipar.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Dezembro de 2012)
O pulsar do campeonato – Taça do Ribatejo

(“O Templário”, 06.12.2012)
Devo iniciar este texto começando por apresentar o meu pedido de desculpas relativamente a lapso involuntariamente cometido no comentário publicado na passada semana – não obstante a ele ser alheio – uma vez que o mesmo foi escrito tendo em consideração o resultado que havia sido afixado no site da Associação de Futebol de Santarém, relativamente ao jogo Glória do Ribatejo – Pontével, indicando o triunfo da equipa da casa por 2-1; efectivamente, o desfecho da partida foi o inverso, com vitória da equipa de Pontével.
Desta forma, e, em consequência, diversamente do que fora indicado, o Pontével passou a somar 15 pontos, repartindo portanto o 7.º lugar com a U. Abrantina; cavando-se assim um fosso para o quarteto da retaguarda, no qual, por outro lado, se integra o Glória do Ribatejo, que, mantendo-se nos 10 pontos, ocupa a 9.ª posição, apenas um ponto acima do par formado por Coruchense e União de Tomar, e com dois pontos de vantagem sobre o Moçarriense.
Reposta que está a verdade dos factos, entretanto, esta semana, com os campeonatos em pausa, abriram-se as portas à 2.ª ronda da fase de grupos da Taça Ribatejo, com um conjunto de interessantes partidas, potenciando o avivar de rivalidades locais, entre equipas vizinhas, nalguns casos pertencentes a escalões diferentes, que apenas nesta prova têm a oportunidade de, a nível oficial, competir de forma directa.
E, embora não estejamos ainda numa fase a eliminar, houve a tradicional “festa da Taça”… Em particular, em dois campos, com as vitórias de equipas da Divisão Secundária sobre oponentes a militar na Divisão Principal: foram os casos dos triunfos do Alferrarede sobre a U. Abrantina (1-0) e do Assentiz frente ao União de Tomar (2-0), assim contribuindo para o agudizar da situação de crise que as turmas de Abrantes e de Tomar vêm atravessando. De realçar também, ao invés, a volumosa goleada (9-0) imposta pelo Riachense, na partida com o Goleganense.
Serão apurados para a fase seguinte da prova os 9 vencedores de série, e os 7 melhores 2.º classificados, com base na aplicação de média ponderada dos pontos obtidos. Faltando disputar apenas a terceira e última jornada desta fase de grupos, garantiram já o apuramento para os 1/8 Final as equipas do Mação, Alferrarede, Amiense e Coruchense.
Na próxima semana, no regresso do campeonato da Divisão Principal, destacam-se os confrontos Amiense – At. Ouriense, de maior responsabilidade para a formação de Amiais de Baixo, visando procurar manter o contacto com o grupo da frente; assim como as visitas dos líderes Mação e Riachense, respectivamente a Coruche e a Pontével.
Partidas de interesse serão também o Fazendense – Glória do Ribatejo e o U. Abrantina – Benavente, numa fase da competição que começa a ser crítica na definição dos dois grupos em que as equipas virão a separar-se para a segunda fase, para a qual o desfecho destes encontros poderá ser de grande relevância.
Por fim, e após três desafios de muito elevado grau de dificuldade (e do algo inesperado desaire no encontro da Taça do Ribatejo), o União de Tomar – a necessitar imperiosamente de reagir –, recebendo o Moçarriense, em teste de grande responsabilidade, tem, por outro lado, ensejo para novo “recomeço”, iniciando uma série de jogos, agora frente a equipas do “seu campeonato”, que terá de aproveitar para procurar ascender na classificação.
Até porque, no que poderá representar um renascer da esperança – e uma oportunidade que não deverá ser desperdiçada –, poderão surgir outras boas notícias em breve: a Associação de Futebol de Santarém irá submeter a Assembleia Geral uma proposta de reestruturação dos quadros competitivos a nível distrital – a qual decorre também, de alguma forma, da reorganização das provas a nível nacional, com a extinção do Campeonato da III Divisão (e, também, da II Divisão), passando a haver uma única competição de seniores de âmbito nacional, no seio da Federação Portuguesa de Futebol –, prevendo-se o alargamento da Divisão Principal (que, em paralelo, passará novamente a ser designada por I Divisão Distrital) para 14 equipas, com esta prova a ser disputada numa fase única, em sistema de todos contra todos (26 jornadas).
Esta proposta de reestruturação tem em consideração que, da referida remodelação dos campeonatos nacionais, poderá resultar a despromoção ao Distrital das equipas representantes da Associação que militam actualmente na III Divisão (Alcanenense, Torres Novas e Cartaxo).
Assim, caso venha a ser aprovada tal proposta, e confirmando-se o regresso ao Distrital das três agremiações indicadas, deverão passar a ser, no máximo, apenas três as equipas a despromover à II Divisão Distrital, no final da presente época.
Desta forma, neste cenário, a I Divisão Distrital da próxima temporada seria formada pelos três clubes (potencialmente) despromovidos da III Divisão, antes mencionados, pelos três promovidos da Divisão Secundária, e pelas oito equipas classificadas entre o 2.º e o 9.º lugar no campeonato em curso, assim se abrindo novas perspectivas às formações que ocupam actualmente os lugares da cauda da tabela.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Dezembro de 2012)
O pulsar do campeonato – 12ª jornada

(“O Templário”, 29.11.2012)
Desta vez, na jornada que abriu a segunda volta do campeonato distrital (Divisão Principal), confirmaram-se, em termos gerais, as expectativas e previsões que seria possível antecipar – à excepção talvez da vitória do Fazendense (a redimir-se do desaire da semana anterior, com o Pontével) em Benavente.
No Riachense – Amiense, não obstante o grupo de Amiais de Baixo ter começado por inaugurar o marcador, a equipa da casa, assim afirmando a sua candidatura ao título, viria a operar a reviravolta, acabando por se impor (2-1), aproveitando para aumentar a diferença pontual face a um outro potencial candidato aos primeiros lugares.
Conforme referido, depois do passo em falso da última ronda, a formação de Fazendas de Almeirim voltou a “encarrilar”, obtendo, por via de um solitário tento, crucial triunfo em Benavente, perante um adversário directo na disputa de uma posição entre os seis primeiros.
No duelo entre os protagonistas das surpresas da jornada precedente, Glória do Ribatejo – Pontével, levou a melhor, com alguma naturalidade, a turma da casa, vencendo por 2-1, assim prosseguindo importante recuperação.
Na partida entre Moçarriense e U. Abrantina, a equipa da casa, não obstante continuar ainda a transportar a “lanterna vermelha”, alcançou uma vitória fundamental (1-0) para continuar a alimentar as suas aspirações, não apenas pelos pontos obtidos, mas, principalmente, pelo impacto anímico e motivacional que a mesma lhe poderá proporcionar. Ao invés, a formação de Abrantes confirma a tendência de queda que vem patenteando há largas jornadas (tendo obtido apenas dois escassos pontos nos sete últimos jogos).
Por fim, os conjuntos do Mação e do At. Ouriense confirmaram o natural favoritismo que lhes era atribuído, impondo triunfos categóricos, respectivamente sobre o U. Tomar (5-1) e Coruchense (3-0), o que lhes permite manterem-se nos lugares de topo da pauta classificativa, ao mesmo tempo que contribui também, paralelamente, para o agravar da fase negativa que ambos os seus oponentes atravessam: os unionistas, somando terceiro desaire consecutivo, não obstante terem defrontado, nesses encontros, os três primeiros classificados, dois deles, sucessivamente, fora de casa; a equipa do Sorraia, tendo conquistado um único ponto nas seis últimas rondas.
Na classificação, o trio da frente aproveitou para cavar o fosso face ao 4.º classificado Amiense: Mação e Riachense, que continuam a repartir a liderança, têm agora já sete pontos de vantagem face à equipa de Amiais de Baixo, enquanto os oureenses registam seis pontos à maior.
Na zona nevrálgica da tabela, Benavente e Fazendense estão agora a par, tendo a U. Abrantina sido “empurrada” para fora dos seis primeiros, vendo, por outro lado, o Glória Ribatejo acercar-se, distando agora apenas 2 pontos, mantendo-se o Pontével a 3 pontos da formação de Abrantes.
Na cauda da pauta classificativa, Coruchense e União de Tomar, não só viram ampliada a distância para o 6.º lugar, já a aparentemente inalcançáveis 8 pontos, como têm o agora ameaçador Moçarriense com um escasso ponto de atraso.
Uma palavra final para os triunfos de Alcanenense e Torres Novas no retomar do Nacional da III Divisão (também já com nova interrupção agendada para o próximo fim-de-semana), permitindo à turma de Alcanena reduzir para quatro pontos a desvantagem face ao trio da liderança, isto numa fase ainda algo prematura da competição, dado estarem disputadas apenas nove das 22 jornadas que compõem a primeira fase da prova, assim reacendendo alguma esperança.
A próxima jornada do campeonato (13.ª), apenas será disputada a 9 de Dezembro, em função do interregno para dar lugar à realização da 2.ª ronda da fase de grupos da Taça Ribatejo, repleta de aliciantes encontros, em particular pela rivalidade entre as equipas envolvidas, dada a respectiva proximidade geográfica, nalguns casos entre clubes que, por pertencerem a divisões distintas, mais raramente se defrontam: Riachense – Goleganense; Atalaiense – Meiaviense; Vasco da Gama – Caxarias; Mação – Pego; Alferrarede – U. Abrantina; Moçarriense – Amiense; Samora Correia – Porto Alto; Coruchense – Glória do Ribatejo; Vale da Pedra – Pontével; Empregados do Comércio – Fazendense; e Assentiz – U. Tomar.
Para a equipa unionista (que folgou na jornada inaugural da prova), trata-se de dar o “pontapé de saída”, numa competição que nunca venceu – o que constituirá factor adicional de motivação para visar ir o mais longe possível –, com um desafio em que, contudo, não deverá esperar facilidades, deslocando-se ao terreno de um dos melhores classificados da Série A da Divisão Secundária, actualmente apenas suplantado pelo Caxarias).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 29 de Novembro de 2012)
Nota – Este texto foi escrito tendo em consideração o resultado que havia sido afixado no site da A. F. Santarém, relativamente ao jogo Glória do Ribatejo – Pontével, indicando o triunfo da equipa da casa por 2-1; efectivamente, o resultado foi o inverso, com vitória da equipa de Pontével. Desta forma, o Pontével soma efectivamente 15 pontos, repartindo o 7.º lugar com a U. Abrantina; o Glória do Ribatejo mantém-se nos 10 pontos, ocupando a 9.ª posição da tabela classificativa.
O pulsar do campeonato – 11ª jornada
(“O Templário”, 22.11.2012)
Quem arrisca palpites “totobolísticos” tem praticamente garantida a certeza de, numa ou noutra aposta, acabar por falhar.
Foi o que sucedeu na última jornada da primeira volta do campeonato distrital, em que – em todos as seis partidas da ronda – se defrontavam as equipas teoricamente mais fortes com outras consideradas menos apetrechadas. E se, em quatro desses encontros, a força dos mais poderosos se impôs, noutros dois houve quem fizesse das fraquezas forças para contrariar a lógica.
Num dos casos, com foros de sensação, com o Pontével a golear, por categóricos 6-2, a formação de Fazendas de Almeirim, que tão boa recuperação vinha encetando (com três triunfos nas quatro jornadas mais recentes, e que, aliás, vinha de um não menos convincente 5-0 frente ao Moçarriense).
No outro, embora por margem bem mais equilibrada (2-1), não deixou de causar também alguma surpresa a vitória do Glória do Ribatejo ante o Amiense, que, novamente, se deixa atrasar face ao trio da frente.
Ao invés, correspondendo às expectativas, as equipas do Riachense, Mação e At. Ouriense venceram com naturalidade, respectivamente as turmas do Coruchense, U. Abrantina e U. Tomar, assim como, não obstante com maior dificuldade – colocando termo a uma sucessão de cinco jogos sem triunfar – o Benavente se impôs na Moçarria, ganhando pela margem mínima.
Concluída a primeira metade desta fase inicial da competição, é altura para um breve balanço…
Na frente da classificação, Riachense e Mação continuam a par, com o At. Ouriense apenas um ponto atrás, estando agora o Amiense a 3 pontos do duo da liderança.
A partir daí, começa a grande luta por um lugar nos seis primeiros, dispondo o Benavente de uma ligeiríssima folga de 3 pontos de vantagem face ao Fazendense (7.º classificado), tentando a U. Abrantina “manter-se à tona” – tendo somado apenas 2 pontos nas últimas seis jornadas, vem deslizando na pauta classificativa, ocupando agora a 6.ª posição.
Os “heróis da jornada”, Pontével e Glória do Ribatejo, aproveitaram para encurtar distâncias, estando, respectivamente, a 3 e a 5 pontos dos abrantinos, contribuindo para a formação de um grupo relativamente mais compacto a meio da tabela – não esquecendo que as equipas transportarão, para a segunda fase, apenas metade dos pontos angariados nesta primeira fase.
Por fim, as equipas do Coruchense (somando um único ponto nas cinco derradeiras jornadas) e do U. Tomar, afundam-se na classificação (agora a 6 pontos do 6.º lugar), apenas restando em pior posição o “lanterna vermelha” Moçarriense (também com quatro desaires nas últimas cinco rondas), a 4 pontos das equipas que imediatamente o precedem, e já com um enorme fosso de 10 pontos para o 6.º classificado.
Comparativamente à temporada precedente (em que, por desistência do Ouriquense, no final da primeira volta as equipas registavam apenas 10 jogos disputados) constata-se um maior equilíbrio, com o Mação (esta época com mais 6 pontos) a manter-se no topo (no ano passado, seguia em 3.º lugar, já a 8 pontos do duo da dianteira, formado por Torres Novas e Alcanenense, que viriam a ser as equipas promovidas à III Divisão Nacional).
Tal como agora, seguia-se, embora por ordem inversa à actual, o trio constituído por Benavente (este ano com menos 1 ponto), Amiense (com mais 6 pontos) e At. Ouriense (com uma excelente progressão, de 9 pontos, face ao ano anterior).
As equipas do Fazendense (mais 4 pontos), U. Tomar (com menos 1 ponto que na época transacta) e Moçarriense (igualmente perdendo 1 ponto) estavam também, já então, na segunda metade da tabela, mas enquanto o grupo de Fazendas de Almeirim progride de 9.º para 7.º, o União regrediu, desde essa 7.ª posição até ao penúltimo lugar que actualmente ocupa; a formação da Moçarria era 10.ª classificada (num campeonato então reduzido a 11 participantes).
A próxima jornada, primeira da segunda volta, integra um conjunto de aliciantes desafios: desde logo, o Riachense – Amiense (um sério teste às efectivas capacidades e aspirações do grupo de Amiais de Baixo); mas também um “decisivo” Benavente – Fazendense (na definição da tal zona de fronteira, entre os seis primeiros e os restantes); e ainda um curioso duelo entre os protagonistas de surpresas na última ronda, Glória do Ribatejo – Pontével; assim como um interessante Moçarriense – U. Abrantina, que permitirá porventura aquilatar de alguma forma a tendência destas duas turmas para a segunda metade da prova; por fim, no At. Ouriense – Coruchense e no Mação – U. Tomar, qualquer outro resultado que não a vitória das formações da casa seria um novo desdizer da lógica – cá estou novamente a fazer apostas de “risco”… Esperemos que tal possa ocorrer em Mação, e que algo de positivo venha a ser alcançado pelo União.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 22 de Novembro de 2012)
O pulsar do campeonato – 10ª jornada

(“O Templário”, 15.11.2012)
Uma outra forma de expressão do equilíbrio patente entre as várias equipas que, na presente temporada, disputam o principal campeonato da Associação de Futebol de Santarém é a incerteza sobre a tendência do desfecho do resultado até aos derradeiros minutos, ou, mesmo, até já em período de compensação.
Tal ficou bem evidenciado na jornada do passado fim-de-semana, a 10.ª, penúltima da primeira volta, em que – em quatro das seis partidas – houve alteração dessa tendência mesmo no termo dos encontros, tendo sido obtidos golos determinantes para a fixação do resultado.
O que sucedeu com a máxima extensão no caso do U. Tomar – Riachense, tendo sido necessário “esperar” – até ao 8.º (!) dos 6 minutos de tempo de compensação que haviam sido determinados pelo árbitro – pelo que viria a ser o tento do triunfo da turma de Riachos, assim desfazendo a igualdade a um golo até então registada, depois de o União ter começado por inaugurar o marcador, também a findar o primeiro tempo.
Mas, igualmente, no Benavente – Mação (com a equipa da casa a conseguir o ponto da igualdade, próximo do final, por via de grande penalidade); o mesmo acontecendo no Amiense – Pontével (neste caso, com o grupo de Amiais de Baixo a obter o solitário golo que lhe conferiu a vitória, também na conversão de grande penalidade, a concluir o jogo); e, ainda, no Coruchense – Glória do Ribatejo (em que a formação da Glória viu escapar o triunfo também já na fase derradeira do encontro).
A acrescer a estas situações de incerteza no marcador praticamente até ao expirar do tempo de jogo, noutra partida, entre U. Abrantina e At. Ouriense, o equilíbrio foi tal que o marcador foi continuamente sendo alterado, com sucessivas cambiantes de tendência: marcou primeiro o conjunto abrantino; responderam com dois golos, invertendo o marcador a seu favor, os oureenses; voltou a empatar a equipa da casa; para, finalmente, os forasteiros virem a confirmar a vitória, por 3-2.
Como qualquer “regra” tem sempre, necessariamente, a sua excepção, ela veio, nesta jornada, de Fazendas de Almeirim, onde o Fazendense goleou, por 5-0, o Moçarriense (que tantas dificuldades provocara ao líder, em Mação, na ronda anterior…).
Isto dito, o que traduz a tabela classificativa?
Assiste-se a um dilatar do fosso do grupo dos quatro primeiros (ainda muito iguais entre si, formando dois pares: Riachense e Mação, partilhando agora o comando; At. Ouriense e Amiense a apenas um ponto) face aos restantes, sendo agora já de 5 pontos a margem pontual entre o 4.º e o 5.º classificado (U. Abrantina).
Na “zona de fronteira” que delimitará os 6 primeiros, a equipa abrantina (confirmando uma tendência de queda) surge agora já praticamente equiparada com o Benavente (que, não obstante o resultado positivo, face ao anterior líder isolado, aumenta a sua série de jogos sem vitória para cinco, à semelhança aliás da formação de Abrantes) e com o Fazendense, este em franca ascensão.
Na segunda metade da tabela, o trio formado por Coruchense, U. Tomar e Pontével viu aumentar a distância para o 6.º lugar, que começa a parecer ir ficando cada vez mais “inacessível”, distando agora já 5 pontos. Glória do Ribatejo e Moçarriense, ainda mais abaixo, continuam a ocupar as últimas posições.
À medida que a prova vai avançando – e não obstante faltar ainda muito campeonato (não esquecer que haverá uma 2.ª fase!) – algumas posições parecem ir-se consolidando: a disputa do 1.º lugar surge agora reduzida a quatro concorrentes; Fazendense e Benavente perfilam-se como favoritos a ocupar as duas restantes vagas na primeira metade da classificação; a U. Abrantina, em quebra, depois do excelente arranque de campeonato, será potencialmente uma das seis equipas que deverá ter de vir a jogar para procurar evitar a despromoção.
A próxima jornada, última da primeira volta, poderá (ou não?) confirmar estas tendências, com as equipas teoricamente mais poderosas a defrontarem as de mais limitados recursos, surgindo portanto com algum favoritismo o Benavente (com deslocação difícil, à Moçarria), Mação (recebendo os vizinhos de Abrantes), At. Ouriense (adversário do U. Tomar), Riachense (visitado pelo Coruchense) e Amiense (que se desloca à Glória do Ribatejo). Mas, sabemos todos, quantas vezes o futebol ignora a lógica?
A concluir, sobre as aspirações que o União de Tomar terá de continuar a manter, teria sido muito importante a nível anímico – porventura até mais do que em termos “aritméticos” – não ter perdido o jogo com o Riachense. O desempenho atingido ao longo da partida e a forma e circunstância como tal desfecho acabou por ocorrer não deixarão de constituir um incentivo para que a equipa continue a lutar até ao fim, mesmo sabendo que, no imediato, terá mais dois encontros de alto grau de dificuldade, em Ourém e em Mação. Mas, quaisquer ponto(s) que possa(m) ser somado(s) serão sempre positivo(s).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 15 de Novembro de 2012)
90 anos de José-Augusto França
O historiador José-Augusto França, natural de Tomar, comemora hoje 90 anos, sendo diversas as iniciativas em sua homenagem, de que se destacam:
- A propósito do IV Congresso de História da Arte Portuguesa, que decorre na Fundação Calouste Gulbenkian, de 21 a 24 de Novembro, José-Augusto França participará na sessão inaugural do Congresso
- Na Biblioteca Nacional de Portugal, foi, já ontem, inaugurada a exposição bibliográfica 1949-2012
- O programa “Câmara Clara”, da RTP2, terá também José-Augusto França como convidado, no programa do próximo dia 18 de Novembro.
Análise sobre a evolução do Campeonato Distrital – Divisão Principal

(“O Templário”, 08.11.2012 – clicar na imagem para ampliar)
A extrema dificuldade que o 1.º classificado (Mação) teve em levar de vencida o último (Moçarriense – que, na ronda anterior, derrotara o At. Ouriense, outra das equipas do topo da tabela classificativa), vencendo pela renhida margem de 4-3, atesta a competitividade e grande equilíbrio de forças entre praticamente todos os participantes nesta Divisão Principal do Campeonato Distrital da Associação de Futebol de Santarém, que, curiosamente, o actual desnível pontual entre as várias equipas concorrentes não ilustra.
No que respeita ao União de Tomar, dois triunfos consecutivos, 8 golos marcados em duas partidas, podem traduzir o reencontrar do caminho da serenidade – colocando fim a uma série de cinco resultados desfavoráveis –, dando novo e reforçado ânimo para uma boa continuidade da prova, ainda nesta sua 1ª fase.
Outro desfecho talvez não totalmente esperado foi o do desaire do Amiense – que tinha em curso uma série de três vitórias consecutivas –, em Fazendas de Almeirim (2-1, para a equipa da casa, que vai “fazendo o seu caminho”, recuperando de uma má fase inicial), com a formação de Amiais de Baixo, para já, a atrasar-se ligeiramente em relação ao líder.
Uma boa operação fez o Pontével, que depois do 0-4 em Tomar, obteve, numa única semana, as suas duas primeiras vitórias na prova, primeiro, no feriado de dia 1, recebendo, em jogo em atraso da 1.ª jornada, o Glória do Ribatejo, e, no domingo, vencendo, também em casa, o Coruchense (1-0), equipa que averbou a terceira derrota consecutiva.
Depois de um excelente arranque, em quebra parece estar também a formação da U. Abrantina, sem vencer há quatro partidas, não obstante tivesse defrontado nesta ronda um adversário de respeito, porventura o mais sério candidato ao título, a formação do Riachense, vencedora por clara margem, de 3-0.
Também o Benavente, derrotado por 1-3 em Ourém, ante o At. Ouriense, somou igualmente o quarto jogo consecutivo sem vencer.
Na classificação geral, não obstante o desnível pontual, começa a verificar-se uma aproximação a nível da linha de fronteira entre os seis primeiros e os restantes. O Mação continua isolado no comando, mas sob a cerrada mira do Riachense, logo seguidos por Amiense e At. Ouriense, subsistindo ainda alguma indefinição sobre as reais aspirações destas equipas, e, em particular, sobre quais delas virão efectivamente a disputar até final o título e consequente promoção ao novo Campeonato Nacional da Federação Portuguesa de Futebol, da próxima temporada.
Daí para baixo, ninguém estará ainda seguro de obter o desejado lugar na primeira metade da tabela classificativa. De facto, dada a fórmula de disputa da competição, esta 1.ª fase tem essencialmente dois objectivos paralelos: o de procurar alcançar um lugar nos 6 primeiros – assim garantindo, automaticamente, a manutenção –, ao mesmo tempo que se busca somar o máximo de pontos para a 2.ª fase, sabendo-se que os pontos agora angariados apenas contarão em metade para essa etapa complementar da prova).
Assim sendo, na parte nevrálgica da classificação, na tal zona onde poderá vir a definir-se essa fronteira, a U. Abrantina garantiu já, até ao momento, 8 pontos para a 2.ª fase, face a 7 do Benavente, 6 do Fazendense, e 5 do União de Tomar e do Pontével. Portanto, apesar de nos aproximarmos do final da primeira volta, tudo está ainda por jogar…
Numa comparação face à época anterior, também à nona jornada, o Mação mantém a posição de melhor classificado (embora, na temporada passada, então atrás das equipas que viriam a ser promovidas à III Divisão Nacional, Alcanenense e Torres Novas), somando agora mais dois pontos; o Amiense apresenta melhoria relevante (mais 6 pontos); o At. Ouriense, numa demonstração de regularidade e consistência, tem exactamente o mesmo número de pontos e ocupa igualmente o mesmo lugar na tabela (4.º); o Benavente tem agora mais um ponto, mas recuou uma posição (de 5.º para 6.º); também o Fazendense soma mais um ponto este ano; ao invés, o União de Tomar regista menos um ponto, baixando de 7.º para 8.º lugar; assim como, por fim, o Moçarriense, que caiu de penúltimo para último classificado, somando igualmente menos um ponto que na prova transacta.
Nas próximas jornadas, o União volta a enfrentar um ciclo de grande dificuldade, com uma sucessão de três jogos, precisamente com três das equipas da frente da classificação (recepção ao Riachense, deslocação a Ourém no fecho da primeira volta, e nova saída, até Mação, no início da segunda volta), nos quais – fundamentalmente em termos anímicos – será importante ir pontuando, para, logo de seguida, enfrentar período decisivo, frente a adversários mais do “seu campeonato”. Apesar das dificuldades que espreitam no caminho, a esperança continua bem viva na recuperação, tendo em mira algumas equipas actualmente posicionadas mais acima na tabela classificativa, mas que, possivelmente, por falta de alternativas válidas a nível de plantel, poderão vir a quebrar de rendimento em fase mais adiantada da competição.
Isto num ano em que é antecipável que possam vir a ser cinco as equipas a ser despromovidas à Divisão Secundária, uma vez que, nesta fase – não obstante ainda inicial – do Campeonato Nacional da III Divisão, Torres Novas e Cartaxo não parecem denotar capacidade para evitar o regresso ao Distrital na próxima temporada, e a campanha do Alcanenense (severamente desfeiteado em casa nesta ronda, perdendo 1-4) parece, por agora, longe de deixar antever a possibilidade de confirmação de aspirações a uma eventual promoção ao futuro novo Campeonato Nacional da Federação Portuguesa de Futebol da próxima época, reservada apenas aos 3 primeiros classificados desta época (caso em que apenas seriam despromovidos quatro clubes do Distrital no final do campeonato em curso).
(Crónica publicada no jornal “O Templário”, de 8 de Novembro de 2012, a cujos responsáveis agradeço a oportunidade que me foi possibilitada de ter esta experiência de escrita publicada e impressa num dos jornais de referência da cidade de Tomar)
Terra Nabantina – Tomar – A minha terra é linda!
Um blogue que vale a pena visitar, repleto de belas fotos de Tomar!
III Festival Estátuas Vivas de Tomar

De 14 a 16 de Setembro, Tomar, Almourol e Dornes vão viajar até à Idade Média na Rota dos Templários, com cerca de 25 “estátuas vivas”, recriando personagens deste período, retratando também algumas ilustres figuras da História de Portugal.
No centro histórico de Tomar, cruzando-se com guerreiros mouros e cavaleiros do Templo, a Máquina do Tempo transportará os viajantes até à Idade Média. Num passeio entre a ponte Velha e a roda do Mouchão, indo pela Corredoura até à Praça, diversas personagens medievais vão ganhar vida e sair das iluminuras daquela época.
Doze artistas, de diferentes nacionalidades, vão recriar a História de Portugal, entre a Rua d’Álém da Ponte, actual Rua Marquês de Pombal e a Praça D. Manuel, actual Praça da República, das 22 horas à meia-noite.
O principal rosto do Festival de Estátuas Vivas de Tomar, António Santos, mais conhecido por Staticman, já com 25 anos de experiência nesta área, vai tentar bater o record do mundo de imobilidade em suspensão, actualmente detido pelo grupo Magic Twins, com o tempo de 200 minutos, realizado em Santiago do Chile.
Todo o circuito do III Festival Estátuas Vivas de Tomar, num total de 25 quadros, terá acesso livre e gratuito e, no seu decorrer, haverá animação cultural alusiva à época. Pode consultar aqui o site do Festival.
União de Tomar – Fotos históricas dos anos 60
Graças à gentileza de Helder Soares, que me fez chegar um conjunto de fotos disponibilizadas por Bastos Nunes, guarda-redes do União de Tomar, Campeão Nacional da III Divisão, na época de 1964-65, tenho vindo a apresentar, no blogue que mantenho, dedicado ao U. Tomar, algumas fotos históricas, da década de 60 do século passado.
Aqui fica o convite a uma visita…





