O pulsar do campeonato – 11ª jornada

25 Novembro, 2012 at 10:00 am Deixe um comentário

(“O Templário”, 22.11.2012)

Quem arrisca palpites “totobolísticos” tem praticamente garantida a certeza de, numa ou noutra aposta, acabar por falhar.

Foi o que sucedeu na última jornada da primeira volta do campeonato distrital, em que – em todos as seis partidas da ronda – se defrontavam as equipas teoricamente mais fortes com outras consideradas menos apetrechadas. E se, em quatro desses encontros, a força dos mais poderosos se impôs, noutros dois houve quem fizesse das fraquezas forças para contrariar a lógica.

Num dos casos, com foros de sensação, com o Pontével a golear, por categóricos 6-2, a formação de Fazendas de Almeirim, que tão boa recuperação vinha encetando (com três triunfos nas quatro jornadas mais recentes, e que, aliás, vinha de um não menos convincente 5-0 frente ao Moçarriense).

No outro, embora por margem bem mais equilibrada (2-1), não deixou de causar também alguma surpresa a vitória do Glória do Ribatejo ante o Amiense, que, novamente, se deixa atrasar face ao trio da frente.

Ao invés, correspondendo às expectativas, as equipas do Riachense, Mação e At. Ouriense venceram com naturalidade, respectivamente as turmas do Coruchense, U. Abrantina e U. Tomar, assim como, não obstante com maior dificuldade – colocando termo a uma sucessão de cinco jogos sem triunfar – o Benavente se impôs na Moçarria, ganhando pela margem mínima.

Concluída a primeira metade desta fase inicial da competição, é altura para um breve balanço…

Na frente da classificação, Riachense e Mação continuam a par, com o At. Ouriense apenas um ponto atrás, estando agora o Amiense a 3 pontos do duo da liderança.

A partir daí, começa a grande luta por um lugar nos seis primeiros, dispondo o Benavente de uma ligeiríssima folga de 3 pontos de vantagem face ao Fazendense (7.º classificado), tentando a U. Abrantina “manter-se à tona” – tendo somado apenas 2 pontos nas últimas seis jornadas, vem deslizando na pauta classificativa, ocupando agora a 6.ª posição.

Os “heróis da jornada”, Pontével e Glória do Ribatejo, aproveitaram para encurtar distâncias, estando, respectivamente, a 3 e a 5 pontos dos abrantinos, contribuindo para a formação de um grupo relativamente mais compacto a meio da tabela – não esquecendo que as equipas transportarão, para a segunda fase, apenas metade dos pontos angariados nesta primeira fase.

Por fim, as equipas do Coruchense (somando um único ponto nas cinco derradeiras jornadas) e do U. Tomar, afundam-se na classificação (agora a 6 pontos do 6.º lugar), apenas restando em pior posição o “lanterna vermelha” Moçarriense (também com quatro desaires nas últimas cinco rondas), a 4 pontos das equipas que imediatamente o precedem, e já com um enorme fosso de 10 pontos para o 6.º classificado.

Comparativamente à temporada precedente (em que, por desistência do Ouriquense, no final da primeira volta as equipas registavam apenas 10 jogos disputados) constata-se um maior equilíbrio, com o Mação (esta época com mais 6 pontos) a manter-se no topo (no ano passado, seguia em 3.º lugar, já a 8 pontos do duo da dianteira, formado por Torres Novas e Alcanenense, que viriam a ser as equipas promovidas à III Divisão Nacional).

Tal como agora, seguia-se, embora por ordem inversa à actual, o trio constituído por Benavente (este ano com menos 1 ponto), Amiense (com mais 6 pontos) e At. Ouriense (com uma excelente progressão, de 9 pontos, face ao ano anterior).

As equipas do Fazendense (mais 4 pontos), U. Tomar (com menos 1 ponto que na época transacta) e Moçarriense (igualmente perdendo 1 ponto) estavam também, já então, na segunda metade da tabela, mas enquanto o grupo de Fazendas de Almeirim progride de 9.º para 7.º, o União regrediu, desde essa 7.ª posição até ao penúltimo lugar que actualmente ocupa; a formação da Moçarria era 10.ª classificada (num campeonato então reduzido a 11 participantes).

A próxima jornada, primeira da segunda volta, integra um conjunto de aliciantes desafios: desde logo, o Riachense – Amiense (um sério teste às efectivas capacidades e aspirações do grupo de Amiais de Baixo); mas também um “decisivo” Benavente – Fazendense (na definição da tal zona de fronteira, entre os seis primeiros e os restantes); e ainda um curioso duelo entre os protagonistas de surpresas na última ronda, Glória do Ribatejo – Pontével; assim como um interessante Moçarriense – U. Abrantina, que permitirá porventura aquilatar de alguma forma a tendência destas duas turmas para a segunda metade da prova; por fim, no At. Ouriense – Coruchense e no Mação – U. Tomar, qualquer outro resultado que não a vitória das formações da casa seria um novo desdizer da lógica – cá estou novamente a fazer apostas de “risco”… Esperemos que tal possa ocorrer em Mação, e que algo de positivo venha a ser alcançado pelo União.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 22 de Novembro de 2012)

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