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U. Tomar – Centenário (III)
(“O Templário”, 10.10.2013)
Em partida a contar para a segunda jornada da “Liga Tomarense” dessa mesma época de estreia do União de Tomar na competição (1924-25), era anunciado:
«Hoje 23 [de Novembro de 1924] jogam em primeiras categorias o Victoria Foot-Ball Club contra União Foot-Ball Comercio Industria. Consta-nos que o Victoria traz para este encontro elementos de Vila Franca de Xira. O União pelo contrario joga este desafio com elementos de categoria inferior.»(1)
E, não obstante a prudência revelada na antevisão da partida, o União de Tomar viria mesmo a obter o que constituiria o primeiro triunfo da sua história em jogos de competições oficiais:
«União vence Victoria 1-0
Com regular assistência efectuou-se no passado dia 23, este encontro. O onze do União ia composto com 5 elementos de 2.as categorias e o Victoria reforçou a sua linha habitual com um guarda-rede e um medio centro de Vila Franca.
O dominio pertenceu sempre ao União, chegando a engarrafar o Victoria nitidamente nos primeiros 25 minutos da primeira parte, tempo em que remataram inumeras vezes às redes do Victoria, fazendo-o porem com muita infelicidade. O Vitoria conseguiu tambem algumas avançadas que nada resultaram, tendo beneficiado dum «penalty» que o guarda rede do União defendeu.
O União marcou mais um ponto que o arbitro sr. Manuel de Oliveira não validou. A arbitragem foi imparcial na 1.ª parte, o que não sucedeu na 2.ª.
Mostrou-se muito indeciso nas suas resoluções, taes como o não validar o «goal» do União quando não tinha apitado anteriormente para marcar a deslocação que depois marcou. Atendeu o juiz de linha, quando não devia, pois que a bola se encontrava já em jogo.»(2)
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(2) Cf. “Eco Sportivo”, 7 de Dezembro de 1924
O pulsar do campeonato – 3ª jornada
(“O Templário”, 10.10.2013)
Após o desaire registado pelo União de Tomar no jogo inaugural do campeonato, revestia-se de crucial importância o desafio da terceira ronda, ante o Benavente, relevância acrescida ainda, em termos emocionais, pelo contexto associado a tal reencontro entre estas duas equipas, na sequência dos eventos da partida análoga da temporada passada, que haviam tido por consequência pesadas sanções disciplinares a vários dos jogadores unionistas, que se viram privados de actuar durante cerca de metade da época.
Assim, o desfecho do encontro do passado domingo, com o árduo triunfo do União de Tomar, por 3-2, poderá revelar-se determinante a nível motivacional, proporcionando ao grupo um sempre importante reforço de confiança e tranquilidade.
Isto a dar o mote para uma jornada repleta de golos – nada menos de 28 – ou seja uma fantástica média de 4 golos por jogo, sendo que U. Chamusca e Amiense em nada contribuíram para esta estatística, dado que o nulo não seria desfeito até final da partida em que foram opositores directos.
Nos restantes encontros, destaque para o triunfo do Fazendense no Cartaxo (4-2), assim como para alguma surpresa no empate a uma bola entre Mação e Coruchense. Também com bastantes golos, a igualdade entre Empregados do Comércio e At. Ouriense (3-3), e a vitória, também por 3-2, do Assentiz frente ao Pontével. Por fim, o Torres Novas, jogando em casa (por inversão da ordem de jogos sorteada), impôs o seu natural favoritismo, batendo a U. Abrantina por 3-1.
Desta forma, com três jornadas realizadas – mantendo-se em atraso o jogo da primeira ronda, entre U. Tomar e Torres Novas – começam já a perfilar-se alguns candidatos: Fazendense e Mação partilham o comando, com 7 pontos, enquanto Torres Novas (única equipa a somar só vitórias) e Pontével estão um ponto abaixo. Ainda sem perder, segue-se na pauta classificativa o o Amiense, com cinco pontos; Assentiz e U. Chamusca, que já experimentaram os três desfechos possíveis, fecham a primeira metade da tabela.
O U. Tomar reparte com o Coruchense (que também ainda não perdeu, contando empates em todos os jogos) o 8.º posto. Ainda sem qualquer vitória, de alguma forma surpreendentemente, seguem At. Ouriense e Cartaxo, com dois pontos; e, na cauda da classificação, apenas com um ponto, o trio formado por Benavente, Empregados do Comércio e U. Abrantina.
Na II Divisão Distrital, após a disputa da segunda jornada, o destaque vai para o At. Pernes (equipa que integra a série do União de Tomar na fase de grupos da Taça Ribatejo), U. Almeirim e Porto Alto, únicas equipas a vencerem os dois primeiros jogos. Ao invés, os históricos Alferrarede, Samora Correia e Rio Maior, assim como a outra equipa do município de Tomar, Sabacheira, foram derrotados nas duas partidas realizadas.
Da semana transacta – em desafio realizado em Torres Novas no passado dia 2 de Outubro – vem ainda a decisão da Supertaça Dr. Alves Vieira, com o Campeão Distrital da temporada anterior, Riachense, a conquistar o troféu, ganhando ao Amiense (detentor em título da Taça Ribatejo) por 3-1.
Mais acima na hierarquia futebolística, disputando o Campeonato Nacional de Seniores, tivemos, no passado fim-de-semana, mais um confronto directo entre duas equipas do Distrito, com o Fátima a receber e a golear por 4-0 (resultado que, aliás, já se registava ao intervalo) o Riachense. Por seu lado, o Alcanenense, recebendo o líder Mafra (única equipa das 80 concorrentes só com vitórias, após cinco jornadas – tendo o Boavista, que conta um jogo em atraso, ganho também os 4 jogos já realizados), não pôde evitar ser batido, não obstante pela margem mínima, de 0-1.
Nesta prova, que terá implicações directas no Distrital, uma vez que, caso haja alguma equipa do Distrito a descer, tal provocará a despromoção de equipas adicionais, em relação às duas últimas classificadas (que descerão automaticamente, para dar lugar às três que serão promovidas da II Divisão Distrital), o Fátima posiciona-se, para já, num bom 3.º lugar, com o Alcanenense num razoável 5.º posto. Com mais dificuldades, o Riachense reparte o último lugar com o Portomosense.
Na próxima jornada (quarta) do Distrital da I Divisão, o União de Tomar enfrentará uma tradicionalmente difícil deslocação até Amiais de Baixo (a última vitória unionista data já de Outubro de 2010), destacando-se também o confronto entre candidatos, em Torres Novas (que jogará o terceiro jogo consecutivo em casa), recebendo o Mação. O outro comandante terá, à partida, algum favoritismo no jogo ante o U. Chamusca (que, no entanto, já demonstrou ser capaz de surpreender em terreno alheio, como sucedeu em Benavente).
As equipas do At. Ouriense e Cartaxo, que se defrontam em Ourém, terão ensejo de procurar rectificar os maus resultados das jornadas iniciais; o mesmo acontece com o Benavente, favorito na recepção ao Assentiz. O Coruchense poderá alcançar o primeiro triunfo, jogando em casa com os Empregados do Comércio; por fim, em Pontével, não deverá ser fácil a tarefa da U. Abrantina, visando evitar novo desaire, que lhe poderia começar a provocar algumas dificuldades em termos de posicionamento na classificação.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Outubro de 2013)
U. Tomar – Centenário (II)
(“O Templário”, 03.10.2013)
No decurso de um período de mais de seis anos, desde a sua fundação, em Maio de 1914, até Janeiro de 1921, o União de Tomar terá certamente vencido alguns dos vários jogos-treino que iam sendo realizados, tendo por adversários, essencialmente, outros grupos de Tomar. Porém, a primeira vitória do União de que dispomos de confirmação documental escrita, por via dos jornais da época, é da referida data:
«Realisou-se no passado dia 23 Janeiro [de 1921] um desafio de Foot-Ball entre os grupos Victoria F.B. Club e União Caixeiros Thomar, sendo o resultado favorável ao U. C. T. por 3 bolas.»(1)
Dando mais um pequeno salto no tempo, na sequência da instituição da denominada “Liga Tomarense de Futebol”, na temporada de 1923-24 (época em que o União de Tomar, contudo, não participaria ainda na prova), a estreia unionista nessa competição viria a ocorrer apenas em Novembro de 1924, já na sua segunda edição, também assinalada pelo primeiro jogo de cariz oficial (dado a Liga Tomarense ser filiada na então União Portuguesa de Futebol, antecessora da actual Federação Portuguesa de Futebol) entre as duas principais agremiações desportivas de Tomar, com o triunfo sportinguista a saldar-se, desta feita, por um solitário tento:
«No passado dia 9 [de Novembro de 1924] realisou-se no Campo do Sporting o segundo desafio da primeira volta do campeonato de Tomar, entre Sporting e União. A chuva que durante o desafio, caiu torrencialmente não permitiu a qualquer dos grupos produzir o seu melhor, e assim assistimos mau grado nosso a um encontro em que predominou o pontapé para a fren[t]e e salvo raras excepções. […]
Pelo jogo desenvolvido tira-se por conclusão que o União tem poucos treinos, e os homens do Sporting que nos diziam formarem uma linha formidável, não conseguiram deslumbrar a assistência. […]
É marcado «corner» ao União que apontando por Picôto é transformado em «goal» por José da Silva, que ao dar a cabeça envia a bola á trave; levando porem efeito entra, quando o guarda-redes se encontrava encostado á balisa contraria.
O efeito deste «goal» produzido entre os homens do Sporting é de tal ordem que se abraçam mutuamente.
Obtido este ponto, os homens do Sporting tentam assentar jogo; porem, os homens do União atacam com inergia e invadem frequentemente o campo do adversário, não lhes sendo possível no entanto marcar.»(2)
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(2) Cf. “Eco Sportivo”, 23 de Novembro de 1924
O pulsar do campeonato – 2013-14 – 2ª jornada
(“O Templário”, 03.10.2013)
Não foi feliz o União de Tomar na sua partida de estreia da época em que comemora o seu centenário. Numa das suas mais longas deslocações neste campeonato, até ao sul do Distrito, a Pontével, onde não tinha boas recordações do encerramento da temporada anterior, o União – que vencera recentemente (há três semanas) a equipa pontevelense, em encontro a contar para a 16.ª edição do Torneio Fernando Matias, por 2-1, o que lhe proporcionara, aliás, a conquista desse troféu – não conseguiu, desta feita, evitar novo desaire, perdendo… por 1-2.
A demonstrar que “não há dois jogos iguais”, e que os encontros de cariz particular ou amigável são bem distintos da “competição a doer”, a turma unionista, pese embora tenha entrado em campo com uma boa disposição, cedo se veria em desvantagem, vítima de um lance de desconcentração defensiva, logo à passagem do quarto de hora.
Não acusando em demasia o tento sofrido, o União prosseguiria em boa toada; assim, por volta da meia de hora de jogo, num lance rápido de contra-ataque, com um jogador nabantino a isolar-se na direcção da baliza contrária, apenas seria travado em falta, mesmo antes de entrar na área de rigor… foi assim evitado o golo tomarense, mas tendo por “contrapartida” a expulsão do jogador do Pontével, que, desta forma, teria de actuar, durante mais de uma hora em inferioridade numérica.
Até final do primeiro tempo, a formação rubro-negra daria ideia de que a reviravolta no marcador poderia estar ao seu alcance, tendo desperdiçado mesmo uma soberana ocasião para repor a igualdade. Porém, logo a abrir a segunda metade do desafio, o lance culminante, de infelicidade para o União, resultando num auto-golo, que, conforme desde logo se poderia recear, viria a ser determinante no desfecho da partida. A perder por 0-2, a equipa, naturalmente, perderia boa parte da tranquilidade necessária, que lhe permitisse construir jogadas com “princípio, meio e fim” e, sobretudo, denotando alguma dificuldade na zona da concretização.
O golo que os unionistas tanto procuraram apenas surgiria a cerca de dez minutos do termo do encontro. Tarde demais; a partir daí, mesmo contando com cinco minutos de tempo de compensação, já pouco se jogaria, tantas e com tanta frequência foram as interrupções de jogo, com o Pontével, naturalmente, tentando perder o máximo de tempo útil, visando preservar este importante triunfo. Para o União, o sabor amargo da derrota, associado à sensação de que tinha condições para regressar a casa com um resultado positivo.
Nos outros jogos desta segunda ronda, destaque para a categórica margem da vitória do Mação em Abrantes (3-0), que possibilita aos maçaenses partilharem o comando, precisamente com o Pontével, únicas equipas a averbarem duas vitórias nas duas partidas iniciais da competição. Segue-se-lhes outro dueto, formado por Amiense e Fazendense; o grupo de Amiais de Baixo, depois da vitória, em terreno alheio, frente aos Empregados do Comércio, não foi agora além do empate (1-1) na recepção ao Cartaxo; já a turma de Fazendas de Almeirim, que começara por empatar em Coruche, recebeu agora e bateu, curiosamente, também aquela mesma equipa de Santarém (2-0).
O U. Chamusca, que registara um mau arranque, com o desaire caseiro ante o Pontével, surpreendeu agora com a vitória em Benavente (1-0); reparte o 5.º lugar com o Torres Novas, que, com um jogo a menos, fez também a sua estreia, vencendo, em casa, a vizinha formação do Assentiz (2-0).
Fruto dos dois empates obtidos, Cartaxo e Coruchense posicionam-se a meio da pauta classificativa. Na parte baixa da tabela, integrando um quarteto com apenas um ponto, situam-se, de forma algo imprevista, At. Ouriense e Benavente, e, porventura com menor surpresa, Assentiz e U. Abrantina. Finalmente, na cauda, ainda em branco no que respeita a pontos, U. Tomar (com um jogo a menos) e Empregados do Comércio.
Antes da antevisão da próxima jornada, uma breve referência aos resultados das equipas representantes do Distrito no Campeonato Nacional de Seniores, com o Alcanenense, venturoso, a ganhar ao Fátima com um golo já em período de descontos, enquanto o Riachense perdeu 2-3 em Leiria, com o União local. As formações de Alcanena (com um jogo em atraso) e Fátima, tendo somado 7 pontos em quatro jornadas, integram um trio que ocupa o 3.º lugar; o grupo de Riachos, com um único ponto somado, ocupa um outro terceto, o do fundo da tabela.
Na terceira ronda do Distrital, o União de Tomar recebe o Benavente, num desafio em que se deseja seja preservada a tranquilidade, e, se possível, com um triunfo unionista. O Mação, recebendo o Coruchense, poderá eventualmente isolar-se no comando, uma vez que o Pontével terá uma difícil deslocação até Assentiz. Nas restantes partidas, em que a tendência de equilíbrio parece imperar, com encontros de interesse, como são os casos, em particular, do U. Chamusca – Amiense e do Cartaxo – Fazendense, será difícil antecipar o desfecho, não obstante algum ligeiro favoritismo que possa ser atribuído a Torres Novas e At. Ouriense, que, contudo, actuarão ambos em terreno adversário, respectivamente frente a U. Abrantina e Empregados do Comércio.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 3 de Outubro de 2013)
U. Tomar – Centenário (I)
(“O Templário”, 26.09.2013)
Fundado a 4 de Maio de 1914 – inicialmente sob outra denominação – o União Futebol Comércio e Indústria de Tomar comemora, dentro de poucos meses, o seu centenário.
Visando evocar um evento histórico de grande significado, não apenas para o clube, mas também para a própria cidade de Tomar, “O Templário” associa-se também, desde já, às comemorações, dando hoje início à recuperação de algumas das memórias dos momentos mais significativos do longo e glorioso historial do União de Tomar, com a transcrição de breves excertos de artigos publicados em jornais da época, quer de índole local, quer de jornais nacionais, nomeadamente os especializados em desporto, os quais, semanalmente, por aqui irão proporcionar como que um “reviver” desses tempos.
Com base nas pesquisas à imprensa local do início do século XX, as notícias sobre futebol eram ainda, nesses primórdios, relativamente escassas. Efectivamente, apenas a 29 de Julho de 1915, ou seja, já mais de um ano decorrido desde a data da fundação do clube, era noticiada a realização de um histórico desafio-treino do então chamado “Grupo dos Empregados no Comércio” [o nosso União de Tomar] – o primeiro de que dispomos de menção escrita –, defrontando outra das pioneiras agremiações tomarenses:
«Jogou no passado domingo [25 de Julho de 1915] em desafio treino, o Grupo dos Empregados no Comercio, e o Grupo Foot-Ball Gloria, ficando este vencedor por 2 goals a 0, sendo um marcado com um penalty.»(1)
Avançando um pouco no tempo, até Setembro de 1919, o segundo momento que aqui se recorda corresponde à ronda inaugural do designado “Campeonato de Tomar” – no que constituía então a sua edição de estreia, na época de 1919-20 –, opondo os dois grandes rivais da cidade, num aliciante derby que perduraria durante décadas, até ao início dos anos 50, altura em que o Sporting de Tomar suspenderia a prática do futebol. Nesta ocasião ainda denominado “União Foot-Ball dos Caixeiros de Tomar”, o desfecho não seria o mais agradável para os unionistas:
«O S. C. T. vence o U. F. C. T. por 3 a 0.
Foi no passado domingo, 21, que se realizou o primeiro desafio do campeonato desta cidade. Nesta prova sportiva, recentemente organizada, acham-se inscritos, além dos dois teams que neste dia jogaram, o V. F. C. T.
Os dois primeiros são já conhecidos dos amadores dêste sport, por terem assistido a vários desafios que estes clubs teem tido com teams do distrito.
O Vitória, é um club novo, formado por jovens entusiastas d’association e que ainda não tivemos o prazer de vêr em campo.»(2)
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(2) Cf. “Páginas Moças”, 1 de Outubro de 1919 – Crónica de Amorim Rosa
O pulsar do campeonato – 2013-14 – 1ª jornada
(“O Templário”, 26.09.2013)
Está de regresso o futebol distrital. Nesta temporada, com o aliciante, para os tomarenses, de se tratar da época em que o União de Tomar comemora o seu centenário, a 4 de Maio do próximo ano de 2014, pelo que, a partir de hoje, passamos a ter também, em coluna autónoma, a recuperação de algumas das memórias dos momentos mais significativos do historial do União de Tomar, com a transcrição de breves excertos de artigos publicados em jornais da época, quer de índole local, quer de jornais nacionais, nomeadamente os especializados.
Na I Divisão Distrital (recuperando assim a sua designação tradicional) teremos este ano um novo formato, de regresso ao sistema clássico de “todos contra todos”, a duas voltas, numa única fase, tendo sido o número de concorrentes alargado para 14, portanto com um total de 26 jornadas, propiciando porventura uma maior justiça e equidade no ordenamento final a nível de classificações, uma vez que cessa a situação – vigente nos últimos anos – de os pontos que eram obtidos na primeira fase apenas contarem em metade para a fase decisiva.
Numa época que fica igualmente assinalada, em termos regionais, pela retoma da competição a nível do futebol sénior por parte de alguns dos clubes históricos do Distrito (de que são exemplos nomeadamente os casos do U. Santarém, U. Almeirim, U. Rio Maior e Tramagal) – os quais, naturalmente, tiveram de recomeçar a sua actividade oficial na II Divisão Distrital –, com a estreia do novo Campeonato Nacional de Seniores, introduzido esta temporada pela Federação Portuguesa de Futebol (e consequente extinção das antigas II e III Divisões nacionais), as equipas que militam na I Divisão Distrital estão agora um pouco mais próximas dos Nacionais, uma vez que o Campeão Distrital terá acesso directo a tal escalão na próxima temporada.
O que, porém, tem também o consequente “reverso da medalha”: à partida, desconhece-se o número de concorrentes que virão a ser vítimas de despromoção à II Divisão Distrital, dependendo da manutenção ou não no referido Campeonato Nacional de Seniores das equipas que nele representam o Distrito: Fátima, Alcanenense e Riachense, integrados na Série F. Para já, com três jornadas disputadas (de um total de 18, na primeira fase da competição), tendo o Alcanenense um jogo em atraso, é ainda muito prematuro estar a fazer maiores conjecturas, mas o Fátima ocupa o 2.º lugar, com o Alcanenense em 5.º, integrando o Riachense o quarteto que ocupa os lugares do fundo da tabela.
Estas equipas, conjuntamente com a do Torres Novas (que foi despromovida da III Divisão na temporada finda) disputaram no passado fim-de-semana a 2.ª eliminatória da Taça de Portugal, tendo tido sortes distintas: Fátima (com inesperadas dificuldades, apenas no prolongamento tendo conseguido vencer o Sporting Ideal, dos Açores, depois de 1-1 no final do tempo regulamentar) e Alcanenense (ganhando por 3-1 ao Barreirense) garantiram o apuramento para a fase seguinte; enquanto que Riachense (derrotado por 0-1 pelo Vilaverdense) e Torres Novas (goleado pelo Tondela, da Liga de Honra, por 1-5) terminaram assim a aventura nesta prova.
Pensando nesta época muito especial para as cores unionistas, visando uma participação condigna e tranquila, longe dos sustos e ansiedades do ano transacto, o União de Tomar – este ano beneficiando também da renovada relva sintética do Estádio Municipal – procurou reforçar-se com o regresso de alguns jogadores formados no clube, não tendo contudo sido possível evitar algumas saídas. Na primeira ronda do campeonato distrital, tendo o sorteio destinado como adversário dos nabantinos precisamente o Torres Novas, e em função da realização de tal encontro dos torrejanos a contar para a Taça de Portugal, a partida entre os velhos rivais foi adiada para o dia de Santa Iria, no próximo 20 de Outubro.
Em relação aos desafios já realizados nesta jornada inaugural, não sendo abundante a informação sobre o potencial de cada um dos concorrentes, nesta fase de arranque da temporada, poder-se-á considerar não ter havido grandes surpresas, com o triunfo das equipas teoricamente mais cotadas, com destaque para as vitórias em terreno alheio, de Amiense (3-1, perante os Empregados do Comércio, de Santarém) e do Pontével, na Chamusca (2-0) – dois recém-promovidos ao principal escalão distrital –, tendo, num confronto de desfecho sempre incerto, o Mação vencido o At. Ouriense, graças a um solitário tento.
Nos restantes encontros, como que querendo indiciar já uma ideia do que poderá vir a ser a tónica de equilíbrio dominante entre os diversos participantes na competição, registaram-se três igualdades: na recepção do outro promovido (Assentiz) à U. Abrantina; no jogo entre Cartaxo e Benavente (tendo ambos como desfecho o resultado de 1-1); não tendo o Coruchense e Fazendense desfeito o nulo com que iniciaram a partida em que foram oponentes.
Na próxima ronda, antecipada para sábado – devido ao acto eleitoral autárquico de domingo –, o União de Tomar fará a sua estreia no campeonato, com uma difícil deslocação ao terreno do Pontével, curiosamente onde realizou também o último encontro oficial da temporada anterior, na expectativa de que o resultado possa ser agora drasticamente melhorado, na procura de um começo auspicioso.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 26 de Setembro de 2013)
O pulsar do campeonato – 10ª jornada

(“O Templário”, 16.05.2013)
Com a disputa da derradeira jornada terminaram os Campeonatos Distritais de Futebol. Na Divisão Principal, numa ronda em que já nada havia a decidir, apenas para cumprir calendário, o já sagrado Campeão Riachense deslocou-se ao terreno do vice-campeão Amiense, para um jogo que seria o da consagração, mas em que a turma de Amiais de Baixo – beneficiando também da natural descompressão do adversário – não esteve com contemplações, vencendo por categórico 3-0. Em Mação, com a equipa da casa a receber o Benavente, não houve golos. Por fim, o Fazendense impôs-se com naturalidade a um já conformado At. Ouriense (3.º classificado, em igualdade pontual com os maçaenses), vencendo por 3-1.
Na série de manutenção, os três primeiros, aproveitando a situação de tranquilidade absoluta de que desfrutavam já, venceram confortavelmente: a U. Abrantina, na Moçarria (2-0); o Coruchense, na Glória do Ribatejo (4-1); enfim, o líder Pontével goleou o União de Tomar por 4-0. Num penoso final de prova – começando pelo inesperado (e porventura determinante) desaire sofrido na Glória do Ribatejo, a turma unionista não evitaria somar quatro derrotas consecutivas, a fechar a época –, com o plantel gradualmente dizimado, e, consequentemente, a equipa cada vez mais limitada, a cada jogo que passava, este desafio final foi já, claramente, um confronto “a mais” (que, aliás, parecia nunca mais acabar).
O União, agora inclusivamente já sem poder contar com alguns dos elementos juniores a que se viu obrigado a recorrer em larga fase da competição, entrou mal na partida, não conseguindo “agarrar no jogo” e, logo aos três minutos, o Pontével ameaçou, com uma bola a ser cabeceada, com estrondo, à trave. Pouco depois, dois tentos sofridos, no espaço de cerca de três minutos, logo em torno da passagem do quarto de hora, definiram a tendência da partida. Que seria irremediavelmente confirmada com a invalidação, pelo árbitro, cerca de dez minutos volvidos, do que seria o golo da formação tomarense, que lhe poderia conferir ainda outro ânimo. Após o terceiro golo, a findar o primeiro tempo, chegou a recear-se que o marcador pudesse continuar a dilatar-se e atingir números demasiado elevados. Mas, na etapa complementar, o desgaste acumulado, agravado pelo forte calor que se fazia sentir, fez com que o jogo se arrastasse lentamente até ao final, apenas tendo havido mais um golo – ainda para o Pontével – a assinalar.
É, portanto, tempo de balanço. Em grandes linhas, o que subsistirá desta temporada: o Riachense conquista pela terceira vez sucessiva, nas suas três últimas participações na prova (2008-09, 2009-10 e 2012-13) o título de Campeão Distrital, garantindo paralelamente a promoção ao futuro Campeonato Nacional de seniores da próxima época; o Glória do Ribatejo e o Moçarriense são despromovidos à futura II Divisão Distrital; o U. Chamusca – que conquistou o título de Campeão da Divisão Secundária – é promovido, conjuntamente com os Emp. Comércio e Assentiz à futura I Divisão Distrital.
Por seu lado, o União de Tomar – vítima de uma conjuntura particularmente adversa, dadas as severas sanções disciplinares de que foi alvo (cinco jogadores suspensos durante oito meses e o Estádio Municipal interditado durante quatro jogos), que condicionaram inevitável e determinantemente o seu desempenho na competição – terá de aguardar o termo do Campeonato Nacional da III Divisão (apenas a 1 de Junho) para saber se se mantém na Divisão Principal (caso o Alcanenense obtenha a promoção ao Campeonato Nacional de Seniores), ou se será despromovido (caso o Alcanenense seja também despromovido ao Distrital, como sucedeu com o Torres Novas e o Cartaxo).
A finalizar deixo ainda breves números, a ilustrar o que foi a carreira dos diversos concorrentes, com a indicação, a título de curiosidade, dos pontos obtidos em cada uma das fases da prova – tendo os da 1.ª fase sido posteriormente reduzidos a metade –, por ordem da respectiva classificação final: Riachense (49+20); Amiense (45+19); At. Ouriense (47+11); Mação (49+10); Fazendense (35+15); Benavente (30+6); Pontével (22+22); Coruchense (16+20); U. Abrantina (29+13); U. Tomar (26+9); Glória do Ribatejo (14+9); Moçarriense (11+10).
Com o alargamento da I Divisão Distrital, na próxima temporada, a 14 clubes, são já conhecidos 13 dos participantes apurados: Torres Novas, Cartaxo, Amiense, At. Ouriense, Mação, Fazendense, Benavente, Pontével, Coruchense, U. Abrantina, U. Chamusca, Emp. Comércio e Assentiz. O 14.º participante será, ou o União de Tomar, ou o Alcanenense…
No que promete ser um permanente carrossel de emoções, para alcanenenses… e tomarenses, essa será uma questão a definir apenas mais tarde. Para já, o Alcanenense, tendo empatado (“in-extremis”) nesta ronda (7.ª) mantém-se – a três jornadas do final – em posição de promoção (3.º lugar); porém, está agora em igualdade pontual com o 4.º classificado, sendo que, dos três jogos que lhe resta disputar, os próximos dois serão em terreno alheio (frente, respectivamente, aos actuais 1.º e 5.º classificados), apenas jogando em casa na derradeira ronda (defrontando o actual 2.º classificado). Uma tarefa árdua, que se espera possa vir a ser coroada de êxito.
Concluída que foi a época futebolística a nível Distrital, esta coluna entra agora também, naturalmente, em período de “defeso”… Assim, aproveito a oportunidade para agradecer publicamente o amável convite da Directora de “O Templário”, Isabel Miliciano, assim como endereçar o meu Obrigado aos leitores que se possam ter interessado por estes textos, que escrevi com grande prazer, e que, com grata satisfação pessoal, aqui foram sendo publicados ao longo das últimas 28 semanas.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Maio de 2013)
O pulsar do campeonato – 9ª jornada

(“O Templário”, 09.05.2013)
Ainda com uma ronda por disputar (quase) tudo ficou já decidido!
Efectivamente, na sequência dos resultados da penúltima jornada, o Riachense sagrou-se Campeão Distrital da Divisão Principal, proeza que alcança pela terceira vez sucessiva, nas suas últimas três participações na competição, em 2008-09, 2009-10 e, agora, 2012-13; Coruchense e U. Abrantina asseguraram matematicamente a manutenção; Glória do Ribatejo e Moçarriense são as equipas despromovidas à II Divisão Distrital; U. Chamusca, Emp. Comércio e Assentiz garantiram a promoção à I Divisão Distrital da próxima época (resta apurar, na ronda derradeira, o Campeão da Divisão Secundária); o União de Tomar terá de ficar no limbo provavelmente ainda durante algumas semanas, dependente da classificação que o Alcanenense vier a obter no Campeonato Nacional da III Divisão.
Num fim-de-semana assinalado pelo 99.º aniversário do União de Tomar, celebrado no passado sábado, 4 de Maio, primeiro dia do ano do centenário do clube, houve motivos de festa no feriado de 1.º de Maio, com a conquista, pela equipa de juniores dos unionistas, da Taça Ribatejo, vencendo no Entroncamento, no termo de uma empolgante Final, a favorita formação do Alcanenense, por 3-2. Os jovens de Alcanena adiantaram-se no marcador logo aos sete minutos, para, também no início (aos oito minutos) do segundo tempo, ampliarem a marca para 2-0; depois, num fantástico período de cerca de um quarto de hora, denotando uma extraordinária capacidade de reacção, o União, marcando dois golos num minuto, começou por chegar ao empate, desperdiçou ainda uma grande penalidade, para acabar por fixar o resultado em 3-2 (golos de Vinicius, Daniel Bento e Vítor Félix). Um triunfo justo e efusivamente festejado; um belo e merecido presente de anos.
Porém, o dia seguinte ao aniversário traria um amargo de boca aos nabantinos, com o surpreendente desaire caseiro, no escalão de seniores, frente ao Moçarriense, perdendo por 1-2. Numa partida em que, uma vez mais, o União, não obstante se ter colocado em vantagem no marcador ainda relativamente cedo, começou por não ter aquela pontinha de sorte (duas bolas na trave, mais três potentes remates de meia distância, a obrigar o concentrado guardião contrário a defesas de recurso, mas de plena eficácia); depois, na fase final do encontro, já com as forças muito depauperadas, arriscando tudo em busca do triunfo – de que imperiosamente necessitava para acalentar ainda esperanças de poder vir a garantir a manutenção –, acabou por vir a sofrer o segundo golo, num contra-golpe do adversário, no último dos quatro minutos de tempo de compensação…
No “jogo do título”, o Riachense não desperdiçou a oportunidade que se lhe deparava: somando a sua quinta vitória consecutiva, frente ao Mação (2-1), assegurou matematicamente a reconquista do título, assim evitando correr riscos na derradeira jornada, em que se desloca ao terreno do Amiense, até esta ronda o último candidato resistente, convertendo assim tal desafio em jogo de consagração. De facto, o empate entre At. Ouriense e Amiense (1-1) – segundo em outros tantos prélios entre estes contendores, no período de cinco dias – permitiu à turma de Riachos ampliar para inatingíveis seis pontos o seu avanço. No outro prélio da jornada, o tranquilo Fazendense, vencendo por 3-0 em Benavente, cota-se como a terceira equipa mais pontuada nesta série de promoção, na segunda fase da prova, apenas superada pelos dois primeiros.
Ao Amiense resta a consolação de – para além da posição de vice-campeão – ter conquistado também a Taça Ribatejo, em Final igualmente disputada no Entroncamento (em paralelo com a Final da prova de juniores), precisamente ante o At. Ouriense, tendo vencido no desempate da marca de grande penalidade, após o nulo registado no termo do período regulamentar.
Na série de disputa da manutenção, com a vitória do Coruchense sobre o Pontével (2-1), bastou à U. Abrantina o empate a zero com o Glória do Ribatejo para, conjugado, com o resultado do União de Tomar, assegurar a tranquilidade para as formações de Coruche e de Abrantes.
Quanto aos nabantinos, que terminarão a prova no 4.º lugar desta série – apenas acima dos despromovidos Glória do Ribatejo e Moçarriense –, resta a esperança e a confiança no desempenho do Alcanenense na III Divisão, de forma a poder ainda manter-se na I Divisão Distrital. Faltando ainda quatro jornadas para o termo do campeonato, o grupo de Alcanena ocupa, nesta altura, o terceiro lugar da sua série, com uma pontuação que lhe conferiria o direito à promoção ao futuro Campeonato Nacional de Seniores; mais: os três primeiros (Sourense, V. Sernache e Alcanenense) somam já quatro vitórias cada um (em seis jornadas disputadas nesta fase final), face a apenas um triunfo obtido por cada um dos três restantes concorrentes, o que poderá constituir um bom indício para o que resta disputar. Porém, a margem de que a formação de Alcanena dispõe é ainda bastante escassa: apenas dois pontos de vantagem sobre o Caldas (onde foi vencer nesta jornada), e três pontos de avanço em relação ao Oliv. Hospital. Pelo que deverá vir a ser necessário sofrer até ao fim (última ronda agendada apenas para 1 de Junho)…
A derradeira jornada dos campeonatos distritais pouco mais servirá do que para cumprir calendário, com o Campeão Riachense a visitar o vice-campeão Amiense, enquanto o Fazendense recebe o At. Ouriense, e o Mação defronta o Benavente. O União concluirá a sua participação na prova em deslocação a Pontével, com o Moçarriense a receber a U. Abrantina e o Glória do Ribatejo a ser visitado pelo Coruchense.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Maio de 2013)
O pulsar do campeonato – 7ª e 8ª jornada

(“O Templário”, 02.05.2013)
E, num ápice, bastaram três dias para (quase) decidir toda uma época. Com a disputa da 7.ª (no feriado, de 25 de Abril) e da 8.ª jornada (no Domingo), começaram já as primeiras definições:
- At. Ouriense e Mação – clubes que, no feriado, começaram por se “empatar” mutuamente, para, no fim-de-semana, serem ambos derrotados (e que, durante os trinta jogos até agora já realizados nesta temporada, haviam feito figura de candidatos, sendo que os maçaenses haviam concluído a primeira volta, há apenas duas semanas, em igualdade com o Riachense, no comando da prova) – ficaram desde já arredados da possibilidade de alcançar o título de Campeão e consequente promoção ao futuro Campeonato Nacional de Seniores da próxima época;
- Glória do Ribatejo (não obstante o triunfo alcançado ante o U. Tomar, no feriado) e Moçarriense (somando duas derrotas) confirmaram já a despromoção à II Divisão Distrital da próxima temporada;
- Ao invés, o Pontével, acumulando mais dois triunfos, numa excelente segunda fase de prova, garantiu já a permanência na I Divisão Distrital.
O que significa que, tendo estas cinco equipas já o seu destino traçado – e considerando também que Fazendense e Benavente fizeram toda a segunda fase do campeonato de forma tranquila, sem preocupações nem maiores ambições –, apenas as restantes cinco mantêm posições competitivas em aberto, a definir nas duas derradeiras jornadas da competição.
Na luta pelo título, o Riachense, tendo conseguido encadear uma série de quatro vitórias consecutivas (o que aqui referira há poucas semanas dever ser a “chave” para a decisão do campeonato), está muito próximo de conquistar – pela terceira vez sucessiva, nas suas três últimas participações na prova – o título de Campeão, dispondo, a duas rondas do fim, de quatro pontos de vantagem sobre o Amiense (que, por seu lado, soma também três triunfos consecutivos), curiosamente (dado que fez toda a época “à distância”) agora já o único pretendente ainda com aspirações a poder contrariar o favoritismo da turma de Riachos.
As outras três formações ainda envolvidas em cerrada compita, na batalha pela manutenção, são a da U. Abrantina (que, depois de uma primeira volta sem vitórias, obteve, nos três últimos jogos, dois triunfos e um empate), dispondo agora de dois pontos de vantagem; do Coruchense (com uma série de quatro jogos sem derrota, com duas vitórias e dois empates) e do… União de Tomar, que, com dois desaires nestes três dias, viu complicar-se bastante a sua tarefa e comprometidos os seus objectivos, uma vez que deixou de depender de si próprio, dado ter desvantagem no desempate face à turma de Coruche.
Com uma equipa “esticada” até ao limite – após os pesados castigos com que se viu infligido o plantel, vê-se também fustigado por lesões, que têm obrigado a soluções de recurso, já não apenas o repetido recorrer aos elementos da equipa de juniores, mas também a necessidade de “improvisar” posições no terreno, com jogadores não rotinados em tais posições –, o União de Tomar viu-se impotente para, apesar de, em ambas as partidas (na Glória do Ribatejo e em Abrantes), ter chegado ao intervalo em situação de igualdade (1-1), evitar duas penalizadoras derrotas, pela mesma marca, de 1-3.
Se, no jogo do dia 25 de Abril, o União teve oportunidade flagrante para, ainda no primeiro tempo, ter marcado um segundo golo – tendo aí alguma dose de infelicidade –, acabando por perder devido a falhas próprias; em Abrantes, ao contrário, a intensa pressão a que a equipa se viu submetida, cedo fez perceber que, não obstante ter inaugurado o marcador logo aos sete minutos, dificilmente seria possível resistir, apenas tendo adiado durante algum tempo (até cerca dos 65 minutos)… o inadiável.
De forma algo irónica, no dia em que, matematicamente, garantiu que não ficaria nos dois últimos lugares (os que implicam, obrigatoriamente, a despromoção automática), ficou, em paralelo, em boa medida, com o seu destino entregue “nas mãos” do Alcanenense (de cujo desempenho no Nacional da III Divisão e do seu próprio destino – promoção… ou despromoção ao Distrital – dependerá a despromoção de duas ou três equipas à II Divisão Distrital). E, também aqui, neste fim-de-semana, as notícias não foram boas: o grupo de Alcanena, derrotado nesta ronda, desceu ao 4.º lugar, portanto abaixo do que necessitará atingir no final.
Não adiantará agora fazer grandes contas; para o União – a celebrar o seu 99.º aniversário no Sábado, dia 4 de Maio –, o melhor será, para já, pensar apenas e exclusivamente no seu próximo jogo, tentar vencê-lo (repetindo o triunfo ainda há pouco tempo obtido na Moçarria), esperando que Coruchense e/ou U. Abrantina possam ter um “deslize”. Depois, em função disso, na última jornada se verá o que poderá acontecer. Subsistindo o risco de poder ter de ficar numa situação indefinida, aguardando até ao dia 1 de Junho, em que se concluirá o campeonato da III Divisão.
A finalizar, com o Riachense a receber o Mação, e o Amiense a deslocar-se a Ourém, se não ficar desde já definido o 1.º lugar neste fim-de-semana, teremos um empolgante Amiense-Riachense para fechar com “chave de ouro” o campeonato: um verdadeiro jogo do título (em qualquer caso, da consagração)!
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 2 de Maio de 2013)










