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U. Tomar – Centenário (VIII)
(“O Templário”, 21.11.2013)
Após um período de hibernação de quase quatro anos, em que não praticara, a nível oficial, a modalidade de futebol, o União de Tomar regressaria à competição na temporada de 1955-56. Depois de sucessivos adiamentos, o jogo inaugural do Campeonato Distrital da II Divisão dessa época, tendo por adversário o Sporting de Abrantes, seria disputado a 26 de Fevereiro de 1956. Em mais um jogo histórico, num feliz regresso à actividade, o União venceria, em terreno alheio, por 3-2, resultado que não traduzia a superioridade evidenciada:
«Os rapazes de Tomar encheram-se de brios e conseguiram arrancar dois preciosos pontos, em campo alheio, que muito alento lhes podem dar nos jogos futuros. […]
O União de Tomar fez uma boa partida, mais precisamente: fez uma excelente primeira parte, ao fim da qual vencia por 3-1, depois de ter feito 2-0, e, na segunda parte, em que a falta de pernas foi manifesta […] aguentou perfeitamente a reacção do adversário, com mérito para o veterano José Marques, que ainda alinhou e organizou, excelentemente, a defensiva.»(1)
Culminando mais uma excelente temporada, a 6 de Maio de 1956, vencendo o Cartaxo por 3-0, o clube tomarense, celebrando da melhor forma o seu 42.º aniversário, sagrava-se, logo no ano de retoma da prática da modalidade – e ainda a duas jornadas do termo da prova, uma vez que somara triunfos em todos os seis jogos até então disputados –, Campeão Distrital da II Divisão!
«Os primeiros 45 minutos foram de relativo equilíbrio territorial, tendo os visitantes beneficiado e aproveitado do favor do vento. Todavia, as melhores ocasiões pertenceram aos locais […], mais perigosos e perfurantes sempre, que se acercavam da grande área contrária, ainda que fossem infelizes em determinadas ocasiões, mais infelizes que ineficazes.
PNa segunda parte, porém, como equipa só praticamente existiu o União, limitando-se o Sport Lisboa e Cartaxo a débeis contra ofensivas, que, em regra, morriam na defesa local.»(2)
Nesta partida decisiva, o União de Tomar apresentou a seguinte formação: Vítor; Teixeira e Lopes; Angelino (“Lino”), José Marques e Henrique; Martins, Chilrito, Carvalho Lopes, Gomes e Nelson.
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O pulsar do campeonato – 7ª jornada
(“O Templário”, 21.11.2013)
Após um interregno de uma semana, em que foram disputados os desafios da fase zonal da Taça das Regiões da UEFA, promovida pela Federação Portuguesa de Futebol, tendo a selecção distrital representante da Associação de Futebol de Santarém defrontado as suas congéneres de Lisboa (empatando 2-2, tenho vencido no desempate da marca de grande penalidade) e Setúbal (frente à qual perdeu por 0-1), regressaram os campeonatos distritais.
Na I Divisão realizou-se a 7.ª jornada, uma ronda sem particulares surpresas a assinalar, tendo, na generalidade, as equipas teoricamente mais apetrechadas confirmado o seu favoritismo. É de realçar, não obstante, as margens dos triunfos, alcançados em terreno alheio, do At. Ouriense (4-1, em Assentiz) e do Fazendense (4-2, em Abrantes, face à U. Abrantina).
Por outro lado, merece também particular destaque a vitória obtida pelo União de Tomar, na recepção ao Coruchense (1-0), impondo assim ao grupo de Coruche o primeiro desaire na prova, e demonstrando que a equipa é também capaz de atingir bons níveis de concentração e segurança em funções defensivas. Situação idêntica se registou com o Amiense, perdendo pelo mesmo resultado em Torres Novas, num aliciante desafio entre dois dos principais candidatos aos lugares de topo da tabela.
A formação do Pontével, que, curiosamente, ainda não empatou no campeonato, prossegue a sua excelente carreira, tendo somado a sua quinta vitória, vencendo o Benavente por 2-1, alcandorando-se assim, novamente, ao 2.º lugar. O Mação venceu, também por 1-0, o decepcionante Cartaxo, única equipa que subsiste ainda sem qualquer triunfo. Por fim, U. Chamusca e Empregados do Comércio empataram a um golo.
Desta forma, a turma de Torres Novas – com um desempenho quase perfeito, apenas tendo cedido, até esta altura, um empate, sendo agora a única equipa a manter a invencibilidade – reforça a liderança, apesar de manter a vantagem face ao mais directo perseguidor (o já referido Pontével) em quatro pontos, tendo o Fazendense a cinco pontos; cavou-se entretanto já um fosso relevante, de sete pontos, para o duo que partilha agora o 4.º posto, formado por At. Ouriense e Amiense.
No miolo da pauta classificativa, regista-se agora um compactar de posições, com somente quatro pontos a separarem o 4.º do 10.º lugar: Coruchense e Mação estão apenas a dois pontos dos dois clubes anteriormente referidos, seguindo-se um trio, constituído por Empregados do Comércio, U. Tomar e Assentis, dois pontos mais abaixo.
Por fim, na cauda da tabela, um quarteto, formado por Benavente e U. Chamusca, contando cinco pontos; U. Abrantina, com um ponto a menos; e, ainda na incómoda posição de “lanterna vermelha”, o Cartaxo, que regista apenas três empates.
Ainda uma palavra de apreço para a prova que o União de Tomar vem realizando, com uma série de três jogos sem perder, tendo conseguido, por agora, superar de forma positiva o muito difícil encadeamento de encontros que o sorteio lhe destinara nesta fase inicial da época, em que defrontou já – nas sete jornadas decorridas – os seis primeiros classificados (tendo perdido com os dois primeiros, e em Amiais, perante o actual 5.º, mas tendo imposto empates ao 3.º e 4.º, vencendo nesta ronda o 6.º classificado). Isto dito, numa espécie de balanço preliminar à parte já decorrida da temporada, e projectando-o no futuro próximo, espera-se que a turma unionista possa dar o melhor seguimento ao desempenho até agora registado, traduzindo-o em vitórias nas partidas que, de ora em diante, enfrentará face a adversários mais “do seu campeonato”.
Começando já, na próxima ronda, por um ainda difícil compromisso perante os Empregados do Comércio, em terreno alheio. Numa jornada com outros aliciantes, como os confrontos entre Fazendense e Torres Novas – um sério teste às pretensões de ambos os contendores –, assim como entre Amiense e Pontével. As formações de Benavente e Mação disputarão também um desafio de prognóstico incerto; enquanto as equipas do At. Ouriense e Coruchense serão favoritas nos desafios que as opõem, respectivamente, à U. Abrantina e Assentis. Por fim, o Cartaxo, recebendo a U. Chamusca, terá uma oportunidade de quebrar o “enguiço” e alcançar enfim a sua primeira vitória; caso contrário, poderá começar a ficar em situação delicada.
Na II Divisão Distrital, em que se disputou a 6.ª jornada, tudo ficou bastante mais “embrulhado”: na série mais a Norte, há agora somente dois pontos de diferença entre o 1.º e o 8.º lugar, com o comando partilhado por Pego, Atalaiense e Goleganense; a Sul, o surpreendente Barrosense ascendeu à liderança (beneficiando do empate entre outros dois candidatos, U. Almeirim e Porto Alto), que reparte precisamente com esta última formação.
Finalmente, no Campeonato Nacional de Seniores, realizou-se a 9.ª ronda, última da primeira volta, com o Mafra a ver interrompida a sua carreira triunfal, cedendo o primeiro empate na recepção ao 2.º classificado, U. Leiria, mantendo-se os cinco pontos de diferença entre ambos. Num “derby” regional, o sensacional Alcanenense, recebendo, “à porta fechada”, o Riachense, goleou por 4-0, tendo assim igualado a formação leiriense no 2.º posto da classificação. Por seu turno, o Fátima, derrotado na Lourinhã (0-2) baixou ao 4.º lugar, já a quatro pontos do duo que o precede. Ambas estas equipas do Distrito registam já confortável vantagem sobre os lugares da parte baixa da classificação (respectivamente 14 e dez pontos, face ao antepenúltimo classificado), ao invés do que sucede com o Riachense, que se afundou no último lugar.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 21 de Novembro de 2013)
U. Tomar – Centenário (VII)
(“O Templário”, 07.11.2013)
Depois das conquistas da época de 1941-42, na temporada imediata o União de Tomar prosseguia a sua senda triunfal. A 20 de Dezembro de 1942, ainda a uma jornada do termo do Campeonato Distrital, o União garantia a revalidação do título regional (Campeão da Zona Norte), selando essa conquista da melhor forma, com a maior goleada de sempre da sua história, vencendo o Atlético Clube Alcanenense pela extraordinária marca de 13-1:
«Como se esperava, o Atlético não pôde resistir aos unionistas, e a curiosidade do desafio era de facto saber até quantos «go[a]ls» chegavam os avançados do «team» tomarense. E sob esse aspecto, o público, que ainda era em grande número, deve ter dado o seu tempo e dinheiro por bem empregados – pois viu e «saboreou» «goals» para todos os «paladares». […]
O desafio não tem história. Esta, é somente constituída pela enumeração dos «tentos». Domínio absoluto do União, cortado de longe em longe por uma reacção do adversário, a quem desde já deve fazer-se jus à tenacidade com que sempre se bateu, pois, ao contrário do que havia sucedido oito dias antes [derrota por 0-8 em Tomar, frente ao Sporting de Tomar], nunca se entregou batalhando sempre com a maior tenacidade, mau grado o avolumar constante do «score».»(1)
Ainda nesta mesma temporada, de 1942-43, a turma unionista, em mais uma presença na II Divisão Nacional, bisaria também o título de Campeão Distrital.
Na segunda mão da Final, disputada em Tomar, no dia 11 de Abril de 1943, frente ao Operário Vilafranquense – e depois de ter perdido, na 1.ª mão, em Vila Franca de Xira, por 0-1 –, ficaria vincada mais uma página indelével da história do União de Tomar; efectivamente, num desfecho absolutamente anormal para um desafio destas características (mas que confirmava as goleadas já anteriormente impostas a outros adversários, nomeadamente ao grande rival tomarense, Sporting de Tomar, frente ao qual ganhara por 10-2, a 24 de Janeiro), o União venceria pela fantástica margem de 8-0!
«Os visitantes poderão queixar-se dalguns deslizes da sua defesa, consentindo «goals» em jogadas aparentemente inofensivas, mas também têm de agradecer à sorte não terem sofrido alguns outros (sem procurarmos muito lembremo-nos daquelas três bolas na trave do extremo esquerdo unionista) que só admira não terem ido ao fundo da rede, porque não tinham apelo. […]
Pouco confiante com a margem conseguida no encontro anterior, e surpreendido com dois «goals» de rajada do União, logo nos primeiros 5 minutos da partida, o «team» deve ter sido abalado moralmente, para nunca mais se encontrar durante a partida.»(2)
Vencendo a Série Ribatejo do Campeonato Nacional da II Divisão, o U. Tomar sagrava-se, pela segunda vez consecutiva, Campeão Distrital de Santarém (ou, como então era designado, “Campeão Provincial do Ribatejo”)!
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O pulsar do campeonato – 6ª jornada
(“O Templário”, 07.11.2013)
O principal destaque da 6.ª jornada do Campeonato Distrital da I Divisão vai para a fantástica recuperação do União de Tomar em Ourém, frente ao At. Ouriense, que quase culminou numa reviravolta que teria sido absolutamente inaudita no centenário historial unionista: a um minuto do final do tempo regulamentar a formação nabantina perdia por 0-2; num ápice, marcando dois golos, conseguiu restabelecer a igualdade no marcador, antes de, aos 94 minutos, ter ainda desperdiçado uma grande penalidade, que lhe teria proporcionado o terceiro golo e consequente triunfo.
Nas circunstâncias em que foi obtido, o empate a dois trata-se de um resultado bem positivo, pese embora algum sabor agridoce que terá perdurado no final. Mas, o mais importante a reter deste desafio é que o grupo unionista demonstrou que, com confiança em si próprio, e com um pouco mais de tranquilidade e concentração, tem capacidade para se bater com qualquer equipa deste campeonato, e em qualquer terreno, pelo que, a partir deste ponto agora obtido, outros frutificarão.
Naturalmente há também que realçar, nesta ronda, os primeiros pontos perdidos pelo líder Torres Novas, empatando em Benavente (1-1) – embora seja de recordar que este foi apenas o segundo encontro que os torrejanos disputaram em terreno alheio (o outro tinha sido em Tomar…) –, desfecho que não impediu que mantenham o comando destacado da prova.
Mais inesperado foi o desaire caseiro cedido pelo Fazendense ante o Assentis, perdendo por 1-2, assim se atrasando na tabela classificativa, tendo sido ultrapassado por Amiense e Pontével, formações que, de forma segura, vão fazendo o seu caminho, tendo vencido, respectivamente, a U. Abrantina e o decepcionante Mação, com o marcador a registar os mesmos números em ambas as partidas (2-0 a favor dos visitados).
Nos restantes desafios, o também pendular Coruchense (a par do Torres Novas e Amiense, ainda sem qualquer derrota averbada, apesar de ter registado já quatro empates), derrotou o U. Chamusca por 2-1, assim obtendo o seu segundo triunfo na prova; enquanto o Empregados do Comércio obteve também uma vitória por margem confortável (3-0) sobre o “lanterna vermelha” Cartaxo, equipa até agora com a prestação a constituir porventura maior desilusão.
O guia Torres Novas, passando a somar 16 pontos, dispõe agora de uma vantagem de quatro pontos sobre o duo formado por Amiense e Pontével, com o Fazendense a cinco pontos, Coruchense a seis, e o At. Ouriense, já a sete pontos. De entre este sexteto deverá sair o futuro Campeão, disputa de que eventualmente teremos talvez de vir, mais adiante, a retirar o Pontével e Coruchense, e na qual o Mação muito teria de porfiar para voltar a reentrar.
Daí para baixo, temos um total de oito equipas ainda relativamente niveladas, com destaque para os bons desempenhos dos recém-promovidos Assentiz (7.º classificado, com oito pontos) e Empregados do Comércio (que reparte a posição imediata na pauta classificativa com o Mação, apenas um ponto abaixo); segue-se outro par, constituído por U. Tomar e Benavente (contando apenas cinco pontos), um degrau acima de U. Chamusca e U. Abrantina, com o Cartaxo a ser a única equipa ainda sem qualquer vitória (os três empates alcançados não lhe permitem melhor posição que a de último classificado).
Na próxima semana os campeonatos terão um breve hiato, para disputa de mais uma eliminatória da Taça de Portugal (competição em que, contudo, já não resiste qualquer representante dos Distritais…), pelo que a próxima ronda apenas será realizada a 17 de Novembro, com o grande realce a ser atribuído ao Torres Novas – Amiense, um aliciante duelo de candidatos ao título. Mas do alinhamento da jornada fazem parte outros encontros de interesse, principalmente o Pontével – Benavente, U. Abrantina – Fazendense ou Assentiz – At. Ouriense. Por seu lado, o União de Tomar recebe a visita do Coruchense, visando quebrar a invencibilidade do seu opositor, em busca dos pontos que lhe permitam subir algumas posições. Por fim, teremos ainda o U. Chamusca – Empregados do Comércio e o encontro das duas principais decepções desta fase inicial do campeonato, Mação – Cartaxo.
Na II Divisão Distrital, em que se assiste para já a uma situação de grande equilíbrio, dos anteriores líderes – Tramagal, U. Almeirim e Porto Alto –, apenas este último venceu, isolando-se assim no comando da série que agrupa os clubes mais a Sul, beneficiando do desaire dos almerinenses na Barrosa, equipas que se seguem de imediato, respectivamente a um ponto e a dois pontos do guia; a Norte, os tramagalenses (que empataram) partilham agora a liderança com o surpreendente At. Pernes, com o Caxarias somente um ponto abaixo.
Por fim, no Campeonato Nacional de Seniores, a oitava jornada foi bem positiva para as formações do Distrito, com saliência para o triunfo obtido pelo Alcanenense em Leiria, ante o União local (2-1), tendo o Fátima goleado o Carregado (4-0), enquanto o Riachense, empatando a uma bola com o Torreense, cedeu a “lanterna vermelha”, de forma isolada, ao Portomosense. As equipas do Alcanenense e do Fátima mantêm posições no topo da tabela, em 3.º e 4.º lugares, respectivamente a dois e a três pontos do 2.º classificado, U. Leiria, e já com confortável avanço sobre a parte baixa da classificação (11 e 10 pontos a mais que o Torreense, antepenúltimo classificado).
Na próxima ronda (última da primeira volta, também a disputar apenas no dia 17 de Novembro), o líder Mafra (que mantém o pleno, somando vitórias em todos os oito desafios realizados) recebe o U. Leiria; enquanto duas das agremiações do Distrito, Alcanenense e Riachense se encontram em Alcanena, deslocando-se o Fátima à Lourinhã.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Novembro de 2013)
U. Tomar – Centenário (VI)
(“O Templário”, 31.10.2013)
A 28 de Dezembro de 1941, dando sequência a uma progressão gradual encetada nos anos mais recentes, o União, pela primeira vez na sua história, conquistava o título de vencedor da sua zona (Norte) do Distrital, da época de 1941-42, no termo de um muito disputado campeonato, com uma espécie de final, na derradeira ronda, entre os dois grandes rivais tomarenses:
«O Estád[i]o Municipal, vulgarmente conhecido pelo «Campo do Sporting» registou no passado domingo uma considerável assistência, talvez a maior da presente época. O União e o Sporting, velhos rivais, poderiam ganhar o título máximo da prova e em qualquer deles ficava bem, visto que são, sem contestação, os melhores «teams» da região.
Ganhou o União por 4-0. Resultado que não traduz fielmente o desenrolar da partida, pois ela decorreu, de uma maneira geral, equilibrada, demonstrando o União mais conjunto. […]
Os grupos alinharam:
União – Aníbal; Marques e Alberto; Cardoso, Machado e César; Inácio, Terras, Victor Hugo, Tôrres e Firmo.
Sporting – Carlos Lanceiro; Souto e Basso; Armando, António Silva e Elísio; Henriques, Rui Silva, Apleton, Fernandes e Silvestre.»(1)
Culminando uma temporada a todos os títulos notáveis, a 26 de Abril de 1942, goleando o U. Entroncamento pela categórica marca de 6-0, na última jornada da prova, o União de Tomar sagrar-se-ia também vencedor da sua série (“Província do Ribatejo”) do Campeonato Nacional da II Divisão – apenas na sua segunda participação na competição, após a estreia no ano anterior – assim obtendo o seu primeiro título de Campeão Provincial do Ribatejo:
«Sob a arbitragem do Sr. Carlos Mariano da A. F. S. os «teams» alinharam da seguinte forma: União do Entroncamento – Fernando; Cipriano e Calado; Afonso, Madeira e Carreiro; Tavares, Américo, Louro, Varandas e Lacueva. União de Tomar – Aníbal; Marques e C. Alberto; Mário, Cardoso e César; Sousa, Terras, Vitor, Tôrres e Firmo.
O jogo foi disputado quási sempre debaixo de chuva tendo na primeira parte caído duas fortes bátegas que transformaram por completo o rectângulo numa lamaçal onde os jogadores se moviam com visível dificuldade
O jogo foi disputado quási sempre debaixo de chuva tendo na primeira parte caído duas fortes bátegas que transformaram por completo o rectângulo numa lamaçal onde os jogadores se moviam com visível dificuldade.»(2)
O União faria ainda mais nesta brilhante época de 1941-42, vencendo os três Campeonatos em disputa: o Regional (Zona Norte do Distrital), o Provincial (II Divisão Nacional) e o Distrital da II Divisão.
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O pulsar do campeonato – 5ª jornada
(“O Templário”, 31.10.2013)
Num campeonato (I Divisão Distrital) este ano com maior extensão (26 jornadas) do que vinha sendo habitual nos últimos anos (considerando apenas a primeira fase das épocas anteriores), pode dizer-se que “ainda a procissão vai no adro”… mas, também, continuando nos provérbios, que “a candeia que vai à frente alumia duas vezes”.
E a verdade é que, pelo menos até agora, a formação do Torres Novas – e não obstante aproveitar do facto de ter disputado já quatro partidas em casa, o que poderá não ser despiciendo – tem revelado plena eficácia, somando cinco triunfos noutros tantos encontros realizados, liderando destacada, com 15 pontos, tendo, nesta última ronda, vencido pela categórica marca de 3-0 o até então 3.º classificado, Pontével – contando também com o ataque mais concretizador (13 golos) e a defesa menos batida (apenas 2 golos sofridos).
Pelo que começou a cavar um fosso face à concorrência mais directa, com o Fazendense agora já a quatro pontos, Amiense e Pontével ambos a seis, At. Ouriense a sete, e Coruchense e Mação já a oito longínquos pontos!
Efectivamente, a turma de Fazendas de Almeirim, que apenas registara um empate nas quatro jornadas iniciais, cedeu nova igualdade na deslocação a Tomar, numa partida em que chegou a dispor de vantagem no marcador, mas na qual, o União de Tomar, denotando uma boa capacidade de reacção – tal como revelara já no desafio contra o Benavente – conseguiria restabelecer a igualdade a uma bola. Para os tomarenses foi um pequeno passo, um simples ponto, mas que poderá ter reflexos positivos bem mais amplos, a nível da confiança que poderá proporcionar ao grupo.
Também o Amiense não conseguiu fazer melhor na visita a Assentiz, empatando, igualmente a um tento, somando já o terceiro empate na competição, contando apenas duas vitórias em cinco jogos. De entre os candidatos ao título, pior está o Mação, que, contrariando a lógica, cedeu um imprevisto desaire caseiro (e logo por 0-2) ante o conjunto dos Empregados do Comércio, de Santarém.
Depois da goleada da pretérita semana, frente ao U. Chamusca (5-0, em encontro da Taça do Ribatejo), o Cartaxo, principal decepção da prova até ao momento (recorde-se que militava, na época transacta, no Nacional da III Divisão, onde, porém, teve desempenho bastante fraco), não foi além do nulo na recepção a um seguro Coruchense; os cartaxenses são os únicos ainda sem ganhar, tendo-se isolado na posição de “lanterna vermelha”, contando apenas três pontos; ao invés, a equipa de Coruche (apenas com três golos sofridos, segunda melhor defesa, a par do Fazendense), continua invicta (à semelhança de Torres Novas, Fazendense e Amiense), apesar de apenas por uma vez ter ganho.
Falando do U. Chamusca, voltou a registar um mau resultado, perdendo em casa ante o At. Ouriense (equipa sempre a disputar os lugares da frente) por 0-2; pior indício: em cinco jornadas marcou apenas um golo. Por fim, numa partida entre duas agremiações que, até agora, têm estado algo aquém das expectativas, a U. Abrantina conseguiu obter a primeira vitória, derrotando o Benavente por 3-2.
Diversamente do que se verifica nos lugares de topo da tabela, na metade de baixo da pauta classificativa assiste-se a um grande equilíbrio, com o primeiro e o último destes sete concorrentes separados por apenas dois pontos, cabendo ao Assentiz (com cinco pontos) liderar este “mini-pelotão”, que, curiosamente, agrega nada menos de cinco equipas com desempenho idêntico – todas com uma vitória e um empate, e três derrotas: Benavente, Empregados do Comércio, U. Tomar, U. Abrantina e U. Chamusca.
Na próxima ronda, o guia, Torres Novas, terá um “teste” mais sério à efectividade da supremacia que vem evidenciando, deslocando-se a Benavente. Outro desafio de interesse será o Pontével-Mação, com os maçaenses já com margem de erro muito estreita, na perspectiva de encetar uma recuperação que os possa conduzir até aos primeiros lugares.
No Coruchense-U. Chamusca, a expectativa, pelo menos em teoria, será a de um prélio com poucos golos, porventura a tender para a igualdade. Também o Empregados do Comércio-Cartaxo deverá permitir aquilatar melhor sobre a real valia destes dois grupos.
Por fim, no Fazendense-Assentiz, Amiense-U. Abrantina e At. Ouriense-U. Tomar, as formações da casa gozam de amplo favoritismo. Assim tal possa ser desmentido em Ourém, como foi, na última jornada, em Mação…
Na II Divisão Distrital, os anteriores líderes a Norte, Atalaiense e Pernes foram ambos derrotados (respectivamente por Caxarias e Pego), tendo o Tramagal aproveitado para se guindar ao comando isolado da série, agora seguido pelo Pego, a um ponto. A Sul, nada de novo: U. Almeirim e Porto Alto continuam a ganhar, somando quatro triunfos consecutivos, dispondo já de quatro pontos de vantagem sobre o mais imediato perseguidor, Barrosense.
No Campeonato Nacional de Seniores, uma ronda positiva para as equipas do Distrito, com os triunfos do Alcanenense sobre o Portomosense, e do Fátima perante o Caldas (ambos por 1-0) – ocupando agora tranquilos 3.º e 4.º lugar, respectivamente; por seu lado, o Riachense continua com dificuldade em adaptar-se ao ritmo competitivo desta prova, tendo somado mais uma derrota (1-4) na Lourinhã, pelo que continua no último posto, a par da equipa de Porto de Mós.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 31 de Outubro de 2013)
U. Tomar – Centenário (V)
(“O Templário”, 24.10.2013)
Depois da extraordinária recuperação protagonizada na partida de estreia em provas oficiais da A. F. Santarém, em encontro disputado no Tramagal, com o desfecho final a saldar-se por um empate a quatro golos, o União de Tomar teria ainda de esperar mais de um ano até, por fim – a 7 de Novembro de 1937 –, obter a sua primeira vitória em jogos oficiais, desde a retoma da competição na temporada anterior, batendo o novel Grupo Desportivo de Matrena por 2-1.
«Os números estão longe de traduzir a marcha do jogo, porque, se todas as oportunidades de “goal” feito fossem transformadas, o resultado seria outro muito maior e sempre a favor do União. […]
O União de Tomar aguentou-se bem, ganhando merecidamente um jogo em que, durante quási todo o tempo comandou e foi superior ao adversário. […]
Os «teams» alinharam:
União: Crisógono, Raúl e Coelho; Adriano, Torrão e Nunes; Alves, Isidro, Jaime, Padeiro e Eurico.
Matrena – Lopes, Guilherme e Tomaz; José Carlos, Silva e Ferreira; Zeferino, Patrocínio, Reis, Pedrosa e Lacueva.»(1)
Premiando a boa carreira unionista na Zona Norte do Campeonato Distrital da temporada de 1940-41, em que concluíra a prova no 2.º posto, apenas atrás do G. D. Matrena, o União de Tomar apurava-se, pela primeira vez no seu historial, para o Campeonato Nacional da II Divisão (série “Província do Ribatejo”) – competição instituída em 1938-39 (depois de quatro edições “experimentais” da II Liga), portanto apenas na sua 3.ª edição.
Na sua estreia em competições de âmbito nacional, a 19 de Janeiro de 1941, o União recebia em Tomar a equipa do Águia Vilafranquense, e – não obstante a inexperiência em provas a este nível – obteria uma sensacional vitória por 5-3:
«O União de Tomar teve um baptismo auspicioso no Campeonato Nacional de Futebol (II Divisão) vencendo, merecidamente, embora vitória inesperada, o Águia de Vila Franca de Xira por 5-3.
Sob a direcção do sr. António da Silva Pereira, de Lisboa, que fazia também o seu baptismo em campeonatos desta natureza, os grupos alinharam da seguinte forma:
União de Tomar – Narciso; Santos (depois Marques) e Carmo; Gonçalves (depois Santos), Marques (depois Gonçalves) e Torrão; Inácio, Boniné, Malaquias, Barata e Firmo.
Águias de Vila Franca – Délio; António da Silva e Florentino; Vieira, Augusto Santos e Inácio Silva; Lúcio, Manuel João, Conceição, Barquinha e Pereira.»(2)
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O pulsar do campeonato – Taça do Ribatejo
(“O Templário”, 24.10.2013)
Em fim-de-semana de pausa nos campeonatos, para entrada em cena da(s) Taça(s) – do Ribatejo e de Portugal –, teve lugar apenas o acerto de calendário, com a realização do jogo em atraso da 1.ª jornada do Campeonato Distrital da I Divisão, que opunha U. Tomar e Torres Novas.
Confirmando-se o favoritismo da equipa torrejana – que conta por vitórias os (quatro) encontros disputados na competição –, o desfecho seria desfavorável aos unionistas, perdendo por 1-3. Uma vez mais, a formação tomarense foi penalizada por falhas de concentração, sofrendo os três golos na sequência de lances de bola parada (cantos e livres).
Já em desvantagem de dois golos ao intervalo, o União teria, no segundo tempo, algumas ocasiões de perigo junto da baliza do Torres Novas, mas continua a revelar alguma falta de tranquilidade para concretizar tais oportunidades. Como recorrentemente sucede, seria em “contra-golpe” que os visitantes marcariam o seu terceiro golo. Depois de tanto porfiar, a turma nabantina conseguiria enfim o seu “ponto de honra” já na fase final dos cinco minutos de tempo de compensação concedidos pelo árbitro.
Agora com as “contas em dia”, completa que está a quarta jornada do campeonato, o Torres Novas assumiu a liderança isolada, com 12 pontos, mais dois que o Fazendense, com o Pontével a três pontos, Amiense a quatro, e o Mação a registar já um atraso de cinco pontos. Nos lugares da parte baixa da tabela, o U. Tomar mantém o 11.º posto, com três pontos, um a mais que o Cartaxo, enquanto o duo que partilha a “lanterna vermelha”, formado por Empregados do Comércio e U. Abrantina apenas obteve um ponto.
Passando então à(s) Taça(s), começando pela Taça de Portugal, as equipas representantes do Distrito despediram-se da prova na sua 3.ª eliminatória (1/32 Final), sendo eliminadas por duas equipas da I Liga, curiosamente os dois Vitórias: o Fátima foi batido em casa, pelo Guimarães, por 0-3, tendo o Alcanenense perdido em Setúbal, por 1-3.
Na Taça do Ribatejo – disputada nesta fase inicial, em dez séries (quatro de quatro clubes cada, e seis com três concorrentes) –, que teve a ronda inaugural da sua fase de grupos, o destaque vai os desafios entre equipas do principal escalão do futebol distrital, com o Cartaxo – que tão má conta de si tem dado até agora no campeonato – a golear o U. Chamusca por 5-0, não tendo, na outra partida, Coruchense e Fazendense desfeito o nulo inicial.
De resto, cumpriu-se a lógica, com os grupos teoricamente mais cotados a fazerem valer a sua superioridade, com os primodivisionários a imporem-se, nos seguintes encontros: Benavente – Muge (5-1); At. Ouriense – Ferreira do Zêzere (4-0); Goleganense – Mação (0-4); Tramagal – Amiense (0-3); Glória do Ribatejo – Empregados do Comércio (1-3); Pontével – Samora Correia (2-1); e Mindense – Assentiz (0-1). As equipas do U. Tomar, Torres Novas e U. Abrantina folgaram nesta primeira jornada.
Nas restantes cinco partidas, entre formações da II Divisão Distrital, o U. Almeirim (guia da Zona Sul do seu campeonato, que somou o quarto triunfo em outros tantos jogos disputados nesta temporada) foi a Rio Maior golear por 5-1; o Moçarriense bateu o Porto Alto (que partilha também o comando da Zona Sul) por 4-1; o Pego ganhou 2-0 ao Atalaiense (um dos líderes da Zona Norte); o Caxarias venceu a Sabacheira (2-1); por fim, Alferrarede e Pernes (o outro guia da Zona Norte) ambos integrando a série de que faz também parte o U. Tomar) empataram a zero.
Serão apurados para os 1/8 Final da prova – no final das três jornadas desta fase –, os 10 vencedores de série, e os 6 melhores 2.º classificados, com base na aplicação de média ponderada dos pontos obtidos.
Na próxima semana está de regresso o campeonato. Na I Divisão Distrital, com a realização da quinta jornada da prova, realce para alguns prélios a suscitar particular interesse: desde logo, para os tomarenses, o União de Tomar, jogando novamente em casa, prossegue na sua série de jogos de elevado grau de dificuldade, recebendo a visita do Fazendense, agora 2.º classificado.
Por seu lado, o líder Torres Novas defronta, no seu terreno, o Pontével, ocupando um surpreendente 3.º lugar na pauta classificativa, não obstante os torrejanos sejam, de novo, favoritos.
O aparentemente “revigorado” Cartaxo é anfitrião do Coruchense; em jogos de “tripla”, o Amiense desloca-se a Assentiz, enquanto o U. Chamusca é visitado pelo At. Ouriense; e a U. Abrantina recebe o Benavente. Por fim, salvo grande surpresa, o Mação reúne amplo favoritismo na recepção aos Empregados do Comércio.
No Campeonato Nacional de Seniores, já na sua 7.ª ronda (de um total de 18 jornadas), o Fátima (3.º) joga em casa com o Caldas (6.º), enquanto o Alcanenense (5.º) recebe uma das equipas que reparte a posição de “lanterna vermelha”, Portomosense, pelo que estes dois conjuntos do Distrito poderão somar os três pontos. Mais difícil deverá ser a tarefa do Riachense (a outra formação que se posiciona no fundo da classificação), em deslocação à Lourinhã, para defrontar o Lourinhanense, actual 7.º classificado.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Outubro de 2013)
U. Tomar – Centenário (IV)
(“O Templário”, 17.10.2013)
Após as participações nos campeonatos da “Liga Tomarense”, na segunda metade da década de 20, o União de Tomar apenas faria a sua estreia em provas oficiais organizadas pela Associação de Futebol de Santarém no final do ano de 1936.
Na primeira jornada do Campeonato Distrital referente à temporada de 1936-37, disputada a 18 de Outubro de 1936, a equipa unionista obteria um curioso resultado, empatando 4-4 no Tramagal, culminando uma excepcional recuperação, depois de estar a perder por quatro a zero. Recuperemos alguns excertos da notícia sobre este histórico jogo:
«Após o descanso regulamentar, o jogo recomeça e Batalha, o jogador expulso, alinha de novo, pois os dirigentes do União num gesto tão leal como desportivo que muito me apraz aqui registar, de acordo com o árbitro, consentem que aquele jogador retome o seu lugar. […]
Os unionistas parece não se conformarem com o 3-0; desenvolvem grande actividade e dominam, mas a sorte não os protege e é ainda o Tramagal que, numa «fuga», marca o seu 4.º ponto.
Uma grande derrota parece avizinhar-se.
Há uma pequena modificação na linha da frente do União: Léo troca com Elísio e o ataque melhora sensivelmente. O União exerce agora forte pressão e vê os seus esforços coroados de êxito com a marcação do seu primeiro ponto por intermédio de Léo.
O Tramagal esforça-se para deter o impetuoso ataque do União mas não o consegue e a pouco e pouco vai cedendo terreno. O União insiste no ataque e Ramos alveja as redes do Tramagal com um bom pontapé; e assim, os unionistas já cheios de moral, redobram de energia e num formidável arranco conseguem enfiar mais duas bolas.
E todos estes goals marcados em menos de 20 minutos!
Os grupos estão empatados a 4 bolas, faltam poucos minutos para terminar.
Ambos procuram o ponto da vitória; a bola corre velozmente de um para outro campo, mas são inúteis mais esforços, pois o árbitro assinala o fim e o encontro termina com um empate de 4-4, com manifesta superioridade técnica e territorial do União em quási toda a segunda parte do encontro.»(1)
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O pulsar do campeonato – 4ª jornada
(“O Templário”, 17.10.2013)
Paulatinamente, à medida que o campeonato vai avançando no seu curso – e embora estejamos ainda numa fase muito prematura da prova – as equipas teoricamente mais apetrechadas vão-se instalando nos lugares de topo da pauta classificativa.
Numa jornada, a quarta, em que as equipas que jogaram em casa fizeram o pleno, vencendo todas as sete partidas disputadas, o destaque vai para o triunfo do Torres Novas frente a um outro candidato aos lugares cimeiros, Mação, por 2-0, assim como para a margem de vitória alcançada pelo At. Ouriense no encontro com o Cartaxo, impondo-se por categóricos 3-0.
Nos restantes desafios, imperou a normalidade, ou lógica do futebol, com o Fazendense a ganhar ao U. Chamusca por 2-0, o Benavente a vencer o Assentiz por 3-1, o mesmo resultado que, aliás, se verificou também no Coruchense – Empregados do Comércio e no Amiense – U. Tomar; por fim, o Pontével, a protagonizar um excelente arranque de campeonato, a derrotar a U. Abrantina por 1-0.
No que respeita mais especificamente ao União de Tomar, a iniciar uma fase em que o calendário lhe ditou uma sucessão de jogos de elevada dificuldade – depois da partida desta mais recente ronda, recebe, nas duas próximas semanas, os dois primeiros classificados, Torres Novas e Fazendense, deslocando-se de seguida a Ourém, para defrontar o At. Ouriense –, foi uma vez mais vítima das suas próprias falhas, tal como acontecera no desafio inaugural da sua participação na prova, em Pontével.
Efectivamente, sem que para tal tivesse criado caudal de jogo ou oportunidades que o justificassem, a formação de Amiais de Baixo chegaria ao intervalo já a vencer por 2-0. No início do segundo tempo, o União reduziria a desvantagem, tendo, ao longo dessa fase do encontro, pressionado mais, em busca do tento da igualdade, que contudo não conseguiria obter; ao invés, como tantas vezes sucede nestas ocasiões, acabaria por ser surpreendido com o terceiro tento do Amiense, que ditou o desfecho final do jogo.
Temos então agora, na frente da classificação, o Fazendense, que se isolou na liderança (não obstante se trate de um líder “à condição”, dependente do que os torrejanos fizerem em Tomar, no encontro que têm em atraso), com um ponto de vantagem sobre o duo formado por Torres Novas – até agora 100% vitorioso, nos três encontros já disputados, sendo a única equipa em tal posição – e Pontével. Com a vitória perante os nabantinos, o Amiense chegou-se também à frente, ocupando agora o 4.º posto, a dois pontos do guia. O Mação, derrotado nesta ronda, regista já um atraso de três pontos face ao 1.º classificado (que poderão eventualmente vir a converter-se em cinco, dependendo do tal jogo ainda por disputar).
Neste grupo da frente estarão já porventura os quatro principais candidatos ao 1.º lugar (se é que me é permitido excluir, para já, desse lote, o Pontével); depois, de entre os que estão mais abaixo, o At. Ouriense, com cinco pontos (distando outros tantos do actual líder).
Em posição intermédia, no meio da tabela, seguem já Coruchense (6.º classificado, com seis pontos), e Benavente (8.º, com quatro pontos), tantos quantos os somados por Assentiz e U. Chamusca.
Por fim, na cauda da classificação – nos lugares de risco, atendendo a que serão despromovidas entre duas a cinco equipas à II Divisão Distrital (dependendo do comportamento das equipas do distrito no Campeonato Nacional de Seniores) –, caíram já o U. Tomar (com três pontos), o Cartaxo (de forma algo surpreendente, tendo somado apenas dois pontos), e, a fechar, Empregados do Comércio e U. Abrantina, que contam somente um ponto.
Entretanto, na II Divisão Distrital, o realce vai para as equipas que, após a realização da terceira ronda, lideram as respectivas séries: a Norte, Atalaiense e Pernes repartem o comando, com sete pontos; a Sul, U. Almeirim e Porto Alto fizeram ainda melhor, registando três triunfos cada.
Na próxima semana, os campeonatos distritais sofrem uma interrupção, para disputa da 1.ª ronda da fase de grupos da Taça Ribatejo; por seu lado, as equipas do U. Tomar e do Torres Novas (integradas ambas em séries de apenas três concorrentes), as quais folgam nessa prova no seu primeiro dia, aproveitarão para acertar o calendário, com a realização do encontro que fora adiado da 1.ª jornada, então devido à participação dos torrejanos em eliminatória da Taça de Portugal.
A fechar, uma breve referência ao Campeonato Nacional de Seniores, onde as equipas que representam o distrito não foram felizes nesta jornada, com o Fátima a perder com o líder Mafra (0-1), com os mafrenses a alcançarem a sexta vitória consecutiva noutros tantos jogos disputados, enquanto o Riachense foi derrotado no seu terreno pelo Caldas (0-2), tendo o Alcanenense obtido um resultado positivo no Carregado, empatando 1-1.
O Fátima mantém-se no 3.º lugar, mas já a seis pontos do U. Leiria, enquanto o grupo de Alcanena ocupa o 5.º posto; a formação de Riachos continua a partilhar a “lanterna vermelha” com o Portomosense, com apenas um ponto, já a quatro pontos da equipa imediatamente precedente, o Torreense.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Outubro de 2013)













