Posts filed under ‘Tomar’
O Pulsar do Campeonato – 19ª Jornada

(“O Templário”, 24.02.2022)
Era grande a expectativa para avaliar como reagiriam – vencidos e vencedores – às emoções fortes da ronda anterior, em que os dois guias tinham sido derrotados pelos dois 3.º classificados. Pois, três destes clubes saíram-se bem a contento na jornada 19, somando importantes triunfos. A excepção acabou por ser o U. Tomar, outra vez derrotado pelo Samora Correia (a única equipa que, nesta edição da prova, “subtraiu” os seis pontos aos unionistas), desfecho que se traduziu na perda da liderança que ostentava desde o primeiro dia deste campeonato, há cinco meses!
Trata-se, não obstante, de uma perda “à condição”, dado que, mantendo os tomarenses um jogo em atraso, desperdiçaram, até agora, o mesmo número de pontos (onze) que os riomaiorenses. Assinala-se, contudo, uma importante vantagem na diferença de golos – saldo de 15 – a favor do grupo de Rio Maior, nesta altura com o ataque mais concretizador e a defesa menos batida.
Destaques – O maior destaque vai para o bom momento do Mação – vindo de três desafios sucessivos ante os dois comandantes, nos quais tinha batido o U. Tomar, e imposto dois empates ao Rio Maior (um deles em jogo da Taça, mesmo que tenha acabado por ser afastado no desempate da marca de grande penalidade) – que obteve uma vitória afirmativa em Torres Novas, por 3-1.
Apesar de ter entrado a perder, sofrendo um golo logo no minuto inicial (o 21.º de Miguel Miguel no campeonato), os maçaenses mantiveram a serenidade, operando reviravolta que se revestiu de alguma naturalidade, marcando por três vezes num espaço de vinte minutos (entre os 56 e os 77).
Noutro plano, esteve também em evidência o Ferreira do Zêzere, que, ganhando ao Abrantes e Benfica por 2-1, não só confirma a boa recuperação que vem realizando (dos 14 pontos somados, dez foram averbados nas últimas seis jornadas), como, tendo reduzido o atraso face ao U. Almeirim para um único ponto (e tendo o At. Ouriense agora a cinco pontos), volta a estar bem dentro da disputa pela permanência, o que, a dada altura, chegou a parecer tarefa ciclópica.
Precisamente, o U. Almeirim foi derrotado, no seu próprio reduto, pelo Benavente, por convincente marca de 1-3, voltando a ver-se em situação muito delicada na pauta classificativa – enquanto, em paralelo, os benaventenses, igualando assim o Abrantes e Benfica no 7.º posto, praticamente garantiram, desde já, um final de temporada bastante tranquilo.
Também o Amiense fez boa operação, indo ganhar 2-0 ao Cartaxo, ascendendo mesmo à 6.ª posição, e somente um ponto abaixo do Alcanenense, podendo, pois, visar mais alto na tabela. Quanto aos cartaxeiros, a atravessar crise de resultados, tendo somado apenas um ponto nos quatro últimos encontros, não estarão ainda definitivamente a salvo de maiores preocupações.
Surpresa – A grande surpresa da ronda foi o desaire – segundo consecutivo, depois de uma excelente série de onze vitórias – sofrido pelo U. Tomar, novamente batido (1-2) pelo Samora Correia (10.º), única equipa que, na primeira volta, tinha conseguido já desfeitear os nabantinos.
Entrando praticamente a perder (sofrendo o primeiro golo logo aos dois minutos), a turma unionista “acusou o toque”, não conseguindo, ao longo da primeira metade, atingir o rendimento habitual. Na segunda parte, pese embora a pressão intensa, com múltiplas ocasiões de perigo, os homens da casa mostraram-se deveras ineficazes. Já próximo do minuto 90, arriscando tudo, abdicando de um defesa central, uma perda de bola viria a custar o segundo tento adversário. O ponto de honra do União acabaria por chegar demasiado tarde, já em período de compensação.
Trata-se de um forte contratempo face às aspirações dos tomarenses, os quais terão de reagir de pronto, face aos muito exigentes compromissos que se perfilam no horizonte (deslocações às Fazendas de Almeirim, já neste fim-de-semana, e, em Março, a Benavente… e a Rio Maior).
Confirmações – Reagindo positivamente a momento que parecia poder ser de alguma oscilação (dois empates com o Mação e derrota ante o Fazendense), o Rio Maior aproveitou da melhor forma tal surpresa, recebendo e goleando categoricamente (5-0) o Alcanenense, ainda 5.º classificado, em mais uma inequívoca prova de força. Os riomaiorenses seguem com registos notáveis, quer a nível de golos marcados (51, à média de 2,7), como de golos sofridos (11).
Quanto ao Fazendense, prossegue a sua excelente fase, com um único empate cedido (por curiosidade, em Samora Correia) nas últimas oito rondas, tendo, pois, somado nesse período um total de 22 pontos, de um máximo possível de 24! Desta vez, coube ao At. Ouriense (13.º) ser derrotado em casa, mesmo que por tangencial 0-1, pela formação das Fazendas de Almeirim.
Por fim, no “derby” do município de Salvaterra, numa partida repleta de incerteza, com reviravoltas no marcador, o Salvaterrense ganhou por 3-2 à equipa da Glória do Ribatejo, dando um passo importante a caminho da manutenção, ao mesmo tempo que afasta ainda mais o adversário de tal aspiração, agora já com seis pontos de atraso do penúltimo classificado.
II Divisão Distrital – O principal realce vai para o empate (1-1) imposto pelo Porto Alto ao líder Forense, o que possibilitou ao Águias de Alpiarça reduzir para três pontos a desvantagem.
Entroncamento AC (vitória por 2-0 frente ao Riachense) e Fátima (após um empolgante 5-4 no terreno do Vasco da Gama) praticamente garantiram já o apuramento para a fase final, o mesmo se podendo dizer de Moçarriense (12.º triunfo em outros tantos jogos, ganhando 3-0 no Pego) e Espinheirense (4-0 em Alferrarede), ampliando para seis pontos a diferença face ao Tramagal.
Liga 3 – O U. Santarém conseguiu manter até final o nulo na recepção ao guia, U. Leiria, subindo uma posição (é agora 10.º classificado), um ponto acima de Oriental Dragon e Oliveira do Hospital, quando faltam disputar apenas duas jornadas nesta primeira fase da competição.
Campeonato de Portugal – O Coruchense sofreu muito imprevisto desaire caseiro, baqueando por 1-5 (tendo chegado, aliás, a estar a perder por 0-5 até ao derradeiro minuto) ante o Sp. Ideal, clube que subsiste em posição imediatamente abaixo da turma de Coruche, a qual, à entrada para a última ronda (em que visitará o líder, Belenenses), reparte o 6.º lugar com o Operário Lagoa.
Antevisão – No principal escalão do futebol distrital o “jogo grande” da 20.ª jornada será o que coloca frente-a-frente o Fazendense e o U. Tomar, actuais 3.º e 2.º classificados, respectivamente, um teste da maior dificuldade para os nabantinos, face ao grande momento de forma dos visitados.
Quanto ao agora líder isolado, Rio Maior, recebe o Ferreira do Zêzere, sendo amplamente favorito, não obstante a boa recuperação dos ferreirenses. Na disputa pela manutenção afigura-se crucial o embate entre Glória Ribatejo e U. Almeirim, no qual os donos da casa “terão de pontuar”.
Na II Divisão Distrital, destaca-se o desafio entre os dois primeiros classificados da série B, Fátima-Entroncamento, separados por três pontos, o qual poderá provocar alteração no comando. Mais a Sul o guia incontestado, Moçarriense, recebe o actual 3.º classificado, Tramagal.
Na Liga 3, na penúltima ronda da primeira fase, o U. Santarém desloca-se ao terreno do “lanterna vermelha”, Oliveira do Hospital, na perspectiva de poder vir a somar algo à sua pontuação. Quanto ao Campeonato de Portugal tem a última jornada da sua fase inicial agendada apenas para 6 de Março, sendo este fim-de-semana aproveitado para jogos de acerto de calendário.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Fevereiro de 2022)
O Pulsar do Campeonato – 18ª Jornada

(“O Templário”, 17.02.2022)
Numa “cimeira” ao mais alto nível, em dois desafios que reuniram as quatro melhores equipas do campeonato, os dois clubes que repartem o 3.º lugar derrotaram os dois que partilham a liderança, tendo o Fazendense conseguido quebrar enfim – após 18 jogos – a invencibilidade do Rio Maior. Quanto ao U. Tomar, soçobrou em Mação, numa espécie de “hara-kiri”, jogando os últimos 15 minutos reduzido a nove elementos, averbando o seu segundo desaire nesta temporada.
Já se antevia, à partida, que estes seriam dois embates de exigência máxima para os guias da prova; o que não se esperaria talvez é que, depois de se terem colocado, ambos, em vantagem (no caso do Rio Maior, com dois golos nos seis minutos iniciais!) e de terem voltado para a segunda parte nessa condição, de “vencedores”, acabassem por baquear – os unionistas com dois tentos consentidos em dois minutos; os riomaiorenses sofrendo o ponto da derrota no derradeiro minuto.
Tendo sido, pois, interrompido um magnífico ciclo de onze triunfos consecutivos – todos os jogos disputados desde que, a 31 de Outubro de 2021, empatara com o Rio Maior – o U. Tomar igualou a segunda melhor série vitoriosa de todo o seu historial (já registada, anteriormente, entre 16 de Novembro de 1997 e 25 de Janeiro de 1998), quedando-se, todavia, a três êxitos do seu máximo, de 14 vitórias (alcançado entre 20 de Março e 2 de Outubro de 1988).
Destaques – O primeiro realce da 18.ª ronda vai para o Fazendense, que, depois de se ver a perder por 0-2 com pouco mais de cinco minutos de jogo, teve a enorme força mental (e física) para, enfrentando um dos líderes, ainda invicto, conseguir operar sensacional reviravolta no marcador, acabando por ganhar por 3-2. Para tal seriam determinantes, em especial, dois golos: o 1-2, logo a abrir a segunda parte e o tento da vitória, em cima do minuto 90, perante um atónito Rio Maior.
Os riomaiorenses denotaram, assim, inesperadas fragilidades, de um sector que tinha sido, até agora, a sua grande fortaleza: com uma média inferior a 0,5 golos sofridos por jogo, nos 17 primeiros encontros do campeonato, consentiram, num único desafio, três golos!
Precisamente, o terceiro golo da turma das Fazendas de Almeirim veio salvar, “in extremis”, a posição do U. Tomar, até então em risco de perder, após 18 jornadas, a liderança da competição (mesmo que “à condição”, uma vez que mantém um jogo em atraso, a disputar em Benavente).
Os tomarenses sentiram dificuldades, como raramente experimentaram nesta época, para impor a sua toada característica, que consiste em assumir, desde início, o controlo e a iniciativa do jogo. Em Mação, frente a um adversário de grande valor, a primeira parte foi repartida, mesmo que com alguma ligeira supremacia dos unionistas, a qual, depois de uma ou outra ocasião de maior perigo, viria a traduzir-se em golo (através de uma grande penalidade) já próximo do intervalo.
Porém, na segunda metade, os maçaenses surgiram particularmente aguerridos, empurrando o oponente para o seu meio-campo, forçado a defender-se. A pressão dos homens da casa resultaria, à entrada do quarto de hora final, no tento do empate, do que decorreria o tal deslaçar emocional dos nabantinos. Alguma falta de “fair-play” nos festejos do golo, suscitou reacção intempestiva, sancionada com cartão vermelho.
O U. Tomar via-se reduzido a dez elementos, para, de imediato, num lance ambíguo – depois de ser assinalada falta a seu favor, o árbitro reverteria o seu juízo, optando pela decisão contrária –, sendo que, do livre, surgiria o segundo golo do Mação. Entre os 75 e os 78 minutos, o União sofria dois golos… e duas expulsões. Paradoxalmente, a jogar apenas com nove elementos, teria uma forte reacção, chegando mesmo a ameaçar poder restabelecer a igualdade.
Em partida de forte intensidade – tendo sido mostrados 12 cartões amarelos (sete aos tomarenses) e três vermelhos (o Mação teria também um jogador expulso já na compensação) –, num reduto adverso e frente a rival poderoso, subsiste a impressão de que o União poderia ter pontuado.
Em função destes desfechos reduziu-se ligeiramente, de 12 para 9 pontos, o “fosso” entre os dois primeiros e o duo que ocupa a 3.º posto, o que, contudo, não deverá constituir alteração profunda no escalonamento entre os dois pares, atendendo ainda ao facto de o União ter um jogo a menos.
Confirmações – Num fim-de-semana sem (outras) surpresas de monta, assinalam-se três nulos no “placard” final, nos confrontos Abrantes e Benfica-Cartaxo (duas equipas em momento de forma menos afirmativo), Benavente-Salvaterrense (mantendo-se muito a par, separados por um ponto, numa disputa que transita já da temporada precedente, então no escalão secundário) e Samora Correia-At. Ouriense, sendo de registar que os samorenses empataram nove dos seus últimos 15 jogos, não tendo vencido nas seis jornadas mais recentes.
Ademais, para além das derrotas dos dois comandantes, perderam também os três emblemas da cauda da tabela, pese embora, todos eles, por tangencial 1-2: o U. Almeirim, em Amiais de Baixo, ante o Amiense; o Ferreira do Zêzere em Alcanena, frente ao Alcanenense, que prossegue a sua bela campanha, tendo reforçado a 5.ª posição; o Glória do Ribatejo, em casa, ante o Torres Novas, começando a ver muito ameaçada a possibilidade de manutenção (a sete pontos do 14.º classificado, U. Almeirim, e já com onze pontos de atraso do 13.º, At. Ouriense).
II Divisão Distrital – Os favoritos consolidaram as respectivas posições, mercê dos triunfos alcançados: 4-0 do Forense, frente ao Coruchense “B”; 3-0 do Águias de Alpiarça, perante o U. Santarém “B”; 5-1 do Entroncamento, no terreno do Vilarense; 3-2 no Fátima-U. Atalaiense; e 3-1 no Moçarriense-Ortiga (11.ª vitória da formação da Moçarria em outros tantos desafios).
Ainda com seis jornadas por disputar, os cinco clubes vencedores antes referidos parecem muito bem encaminhados para assegurar a presença na fase final, subsistindo em aberto, nesse cenário, uma vaga, a decidir entre Espinheirense (folgou) e Tramagal (vencedor frente ao Pego, por 3-0).
Liga 3 – O U. Santarém vem acusando alguma dificuldade competitiva neste escalão (somando quatro vitórias em 19 jogos), tendo perdido por 2-0 na Amora, baixando ao penúltimo lugar, com 16 pontos, somente um ponto acima do Oriental Dragon (este ainda com dois jogos em atraso).
Campeonato de Portugal – Também o Coruchense foi derrotado, por tangencial 2-1, em Sacavém, ante o Sacavenense. O grupo do Sorraia voltou ao 6.º lugar, apenas seis pontos abaixo do duo da liderança (Sintrense e Belenenses), quando falta jogar apenas as duas últimas rondas.
Antevisão – Na I Divisão Distrital avultam, na 19.ª jornada, os embates Torres Novas-Mação e At. Ouriense-Fazendense, cabendo aos dois guias receber, nos respectivos redutos, o Samora Correia (em Tomar – com o União a procurar voltar às vitórias) e o Alcanenense (em Rio Maior). No segundo escalão destacam-se o Porto Alto-Forense e o Entroncamento AC-Riachense.
Na Liga 3, o U. Santarém terá a visita do líder destacado da sua série, U. Leiria (primeiro clube a garantir o apuramento para a fase final). No Campeonato de Portugal, o Coruchense recebe o Sp. Ideal, visando uma vitória que lhe proporcione, em especial, afastar-se da parte baixa do quadro.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Fevereiro de 2022)
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/8 de final

(“O Templário”, 10.02.2022)
Em dia agendado para nova ronda da Taça do Ribatejo, o passado Domingo acabou por ser algo híbrido, uma vez que o desafio de maior cartaz (entre Rio Maior e Mação) foi adiado, sendo que, em alternativa, os mesmos dois clubes aproveitaram para acerto de calendário do campeonato, defrontando-se, em Mação, em jogo em atraso da 16.ª jornada, o qual, saldando-se por um empate (1-1), se traduz no termo de uma excelente série de nove triunfos consecutivos dos riomaiorenses.
Um “deslize” justificável pelo poderio dos maçaenses (que partilham o 3.º posto com o Fazendense) – e que, aliás, tinham já imposto também uma igualdade, no arranque da I Divisão Distrital, em Rio Maior, tendo mesmo, desta feita, estado em vantagem até à entrada do quarto de hora final –, mas que, em paralelo, possibilitou à turma visitante igualar o U. Tomar na 1.ª posição (mesmo que à condição, uma vez que são, agora, os unionistas a ter um jogo a menos).
E isto porque, nas últimas sete semanas, os tomarenses disputaram um único encontro (!) para o campeonato, enquanto o Rio Maior realizou quatro, diferencial que lhe permitiu recuperar os sete pontos que, a dada altura, chegou a ter de desvantagem (quando tinha dois jogos em atraso).
Quanto à Taça, propriamente dita, não houve grandes surpresas, com as formações de maiores argumentos a superiorizarem-se, destacando-se a robusta goleada aplicada pelo U. Tomar ao Entroncamento AC, enquanto Amiense e Salvaterrense foram mais eficazes no desempate da marca de grande penalidade, frente a Alcanenense e Torres Novas, respectivamente.
Destaques – O maior realce da eliminatória correspondente aos 1/8 de final da Taça do Ribatejo (tendo sido disputadas, conforme referido, sete das oito partidas previstas) vai precisamente para a goleada (7-2) imposta pelo U. Tomar na recepção ao vizinho Entroncamento AC, um resultado tão invulgar, que nunca antes se tinha registado, em quase 2.300 jogos disputados pelo União!
A turma da cidade ferroviária tinha sido já derrotada em Tomar, três semanas antes, pela equipa “B” dos unionistas, não tendo também revelado, agora face à formação principal, capacidade para resistir à superioridade adversária, num encontro entre comandantes da I e da II Divisão.
Depois de, bastante cedo, os nabantinos inaugurarem o marcador, o Entroncamento ainda empatou, à passagem dos vinte minutos, mas o U. Tomar teria uma “cavalgada” irresistível, marcando aos 27, 33, 36, 37 e 42 minutos, passando – num quarto de hora – o “placard” de 1-1 para 6-1, mais que sentenciando o desfecho da eliminatória. Na segunda parte, dando oportunidade a jogadores menos utilizados, registou-se somente mais um tento para cada lado.
Por seu lado, o Fazendense – a par do U. Tomar os dois únicos clubes que, nos últimos 14 anos, sempre marcaram presença nos 1/8 de final da Taça do Ribatejo – foi vencer a Benavente, por tangencial 2-1, o suficiente para avançar para os quartos-de-final pela 7.ª vez nesse mesmo período (registo apenas superado pelos nove apuramentos dos tomarenses e do Amiense).
Precisamente, o grupo de Amiais de Baixo, com uma tão curta quão difícil deslocação a Alcanena, num “quase derby”, averbou um empate a uma bola no final dos 90 minutos, para, no desempate da marca de grande penalidade, ser mais assertivo, triunfando por 4-1.
Num confronto empolgante, em Salvaterra de Magos, por três vezes o Torres Novas se colocou em vantagem (com mais um “hat-trick” de Miguel Miguel, a realizar uma época fantástica, a melhor da sua carreira), para o Salvaterrense, por outras tantas vezes, vir a restabelecer a igualdade. Após o 3-3 no termo do tempo regulamentar, os locais converteram todas as suas cinco tentativas da marca de grande penalidade, tendo os torrejanos falhado uma delas.
Confirmações – Nos restantes jogos os favoritos confirmaram o seu maior poderio, tendo o Abrantes e Benfica ido vencer em terreno alheio, ante o Vasco da Gama, por 4-1; enquanto o Cartaxo bateu o Moçarriense por 2-0, no que se constitui no primeiro desaire da turma da Moçarria na presente temporada, após uma magnífica sucessão de dez triunfos em outros tantos jogos até agora disputados no campeonato da divisão secundária.
O Forense (também líder de série) é, agora, o único representante de tal escalão ainda em prova na Taça do Ribatejo, após ter eliminado o Paço dos Negros (penúltimo dessa mesma série), repetindo, agora fora de casa, o triunfo por tangencial 1-0 que, há três semanas, registara perante o mesmo oponente – isto depois de, na estreia no campeonato, ter goleado tal adversário por 9-0!
Liga 3 – Na 18.ª ronda (de 22) da primeira fase desta competição o U. Santarém foi derrotado de forma categórica, no seu próprio reduto, por 0-3, pelo Alverca (actualmente na 3.ª posição). Os escalabitanos mantêm o 10.º (antepenúltimo) lugar, somente um ponto à frente do Oliveira do Hospital e com dois pontos a mais que o Oriental Dragon (este com três jogos em atraso); mas, também, apenas a um ponto do 9.º (Cova da Piedade) e a três do Sporting “B” (8.º classificado).
Campeonato de Portugal – Já o Coruchense averbou surpreendente triunfo (e por números convincentes: 3-0) no terreno do Pêro Pinheiro – que liderara durante praticamente toda a prova –, em partida da 15.ª jornada (de um total de 18 de que se compõe esta fase inicial da competição).
De forma sensacional a turma do Sorraia igualou este adversário na pauta classificativa, com o qual partilha agora o 4.º lugar, afinal apenas seis pontos abaixo do líder, Belenenses… e a três do Sintrense, que ocupa o 2.º posto de acesso à fase final, de disputa da promoção à Liga 3!
Numa série que continua a caracterizar-se por grande equilíbrio, o Coruchense dispõe, todavia, somente de um ponto de vantagem sobre o 6.º classificado, e dois em relação ao 7.º da tabela.
Antevisão – Neste fim-de-semana estarão de regresso os campeonatos distritais. Na divisão principal (18.ª ronda) teremos, muito em especial, dois aliciantes “pratos fortes”, em que se poderá começar a jogar muito do futuro da prova, com os agora dois guias a deslocarem-se aos terrenos dos… dois 3.º classificados (dois pares separados entre si na classificação por doze pontos)!
De facto, o U. Tomar visita Mação, onde terá um muito exigente desafio, no qual visará melhorar o registo (empate) averbado pelo Rio Maior no passado Domingo. Em paralelo, o Fazendense (que, nas últimas seis jornadas, somou cinco triunfos e um empate, este em Samora Correia) recebe os riomaiorenses, num confronto, também, de grau de dificuldade “máximo”.
No escalão secundário o realce vai para a partida entre Fátima e U. Atalaiense (2.º e 3º classificados da série) – sendo que uma eventual vitória dos fatimenses praticamente deverá deixar, desde já, definidos os dois clubes que virão a ser apurados para a fase final (Entroncamento AC e Fátima). Nota ainda para o Águias de Alpiarça-U. Santarém “B” e para o Tramagal-Pego.
Na Liga 3 o U. Santarém desloca-se à Amora; sendo que, no Campeonato de Portugal, o Coruchense visita Sacavém – com a particularidade de defrontarem, ambos, os 7.º classificados.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Fevereiro de 2022)
O Pulsar do Campeonato – 17ª Jornada

(“O Templário”, 27.01.2022)
Os quatro primeiros da pauta classificativa voltaram a ganhar – contrariamente ao quarteto de perseguidores mais directos, todos eles derrotados nesta 17.ª ronda – consolidando posições, mostrando firmeza, antes de uma “cimeira” ao mais alto nível, agendada para a próxima jornada, em que se defrontarão entre si… mas apenas após três semanas.
O líder, U. Tomar, somou a nona vitória consecutiva no campeonato, desde o início de Novembro de 2021 (totalizando dez, contando com o jogo da Taça do Ribatejo), já a terceira melhor sequência da centenária história do clube: o “record é de 14 triunfos sucessivos, entre Março a Outubro de 1988; seguindo-se uma série de 11 vitórias, de Novembro de 1997 a Janeiro de 1998.
Por seu lado, o Rio Maior ganhou também os seus últimos oito jogos, tendo o Fazendense somado o quinto triunfo nas últimas seis jornadas; quanto ao Mação, aplicou também “chapa 4” em Ourém. Por curiosidade, quatro dos cinco clubes anteriormente classificados entre o 11.º e o 15.º lugar foram os outros vencedores do passado fim-de-semana, numa ronda sem qualquer empate.
Destaques – Começando pelo encontro de maior cartaz (5.º contra o 3.º classificado), o Fazendense impôs-se por 2-0 em Alcanena, frente ao Alcanenense – que tinha vencido cinco dos seus últimos sete jogos para o campeonato –, tendo, pois, o grupo das Fazendas confirmado atravessar fase muito positiva, pese embora a distância para os dois primeiros seja significativa.
Na disputa pelo 3.º lugar está também o Mação, somente um ponto abaixo do Fazendense, mas com um jogo a menos, que venceu inequivocamente, em terreno alheio, o At. Ouriense, por 4-2 – com o grupo de Ourém a somar quarto desaire nos últimos cinco jogos (incluindo derrotas ante os dois últimos classificados, Ferreira do Zêzere e Glória do Ribatejo, sendo que o melhor que conseguiu, nesse período, foi uma “épica” recuperação, de 0-4 para 4-4, nos derradeiros dez minutos da partida frente ao Cartaxo), tendo caído entretanto para arriscado 13.º lugar.
Precisamente, o último destes realces vai para a categórica vitória do Ferreira do Zêzere na recepção ao Cartaxo, goleando por 4-1, ampliando assim para dez os pontos conquistados nos seus últimos cinco jogos (três vitórias e um empate, apenas tendo sofrido derrota tangencial nas Fazendas de Almeirim), face a um único ponto obtido nos primeiros doze encontros!
Surpresas – A jornada só não foi completamente positiva para os ferreirenses devido a algumas surpresas verificadas, a maior de todas elas o inesperado triunfo do U. Almeirim ante o Abrantes e Benfica, que, depois de se ver em desvantagem por 0-2 logo aos seis minutos de jogo, consumaria, de forma sensacional, a reviravolta no marcador, com dois golos em período de compensação, acabando por ganhar por 3-2 – dando sequência muito positiva à surpresa que protagonizara já na jornada anterior, tendo ido vencer no Cartaxo.
Os almeirinenses somam agora 15 pontos, reduzindo para três o atraso face ao At. Ouriense, mantendo quatro pontos de avanço para o Ferreira do Zêzere. Por seu lado, os abrantinos somaram a quinta derrota nos sete últimos jogos, tendo baixado ao 6º posto.
Também o Benavente – que, tal como o U. Tomar, não jogava desde 19 de Dezembro – surpreendeu em Torres Novas, ganhando por 2-1 (depois de, nesse último desafio, ter vencido também, frente ao At. Ouriense), integrando agora um quarteto, que partilha a 7.ª à 10.ª posição, justamente com o Torres Novas, Amiense e Cartaxo, seis pontos acima do U. Almeirim (13.º).
Menos surpreendente terá sido a vitória (3-1) do Amiense em Salvaterra de Magos, no que se constitui no terceiro desaire sucessivo do Salvaterrense, o que se reflecte na queda até ao 12.º lugar, a par do Samora Correia, ambos a um ponto do “mini-pelotão” anteriormente referido.
Confirmações – Para o fim ficam, desta feita, os primeiros, os quais, com a naturalidade expectável, confirmaram sobejamente o favoritismo que lhes era conferido.
O Rio Maior recebeu e bateu o Samora Correia por 3-1, mantendo assim a distância de quatro pontos face ao comandante, sendo que tem agora um jogo a menos que os nabantinos – preservando fantástico registo defensivo, de apenas sete golos sofridos nos 15 jogos que disputou.
Quanto ao U. Tomar, após um interregno de cinco semanas desde o último desafio que realizara (vitória em Amiais de Baixo, a fechar a primeira volta), goleou o “lanterna vermelha”, Glória do Ribatejo, por esclarecedores 4-0, dilatando para 44 a marca de golos apontados (em 16 partidas – à excelente média de 2,75 golos/jogo, tendo marcado em todos os encontros).
Os unionistas tiveram uma entrada em jogo a ritmo “moderado”, o que possibilitou ao adversário a manutenção do nulo até ao intervalo. Mas, no recomeço, dois golos de rajada, em cerca de dois minutos, ditaram o desfecho, que se confirmaria com outros dois tentos no quarto de hora final.
II Divisão Distrital – Foi uma jornada a “meio gás” a do passado Domingo, apenas tendo sido realizados sete dos doze confrontos agendados.
Os principais candidatos ao apuramento para a fase final – actuais dois primeiros classificados de cada uma das séries – estiveram de pontaria afinada, tendo, todos esses seis clubes, averbado goleadas: Forense (3-0 frente ao U. Santarém “B”), Águias de Alpiarça (4-1 ao Paço dos Negros), Fátima (3-0 ao Caxarias) e Moçarriense (3-0 com o At. Pernes), todas em terreno alheio; e Espinheirense (3-0 perante o Abrantes e Benfica “B”), com o Entroncamento a obter o resultado mais volumoso (6-0, na recepção ao Goleganense).
Com a vitória no “derby” municipal, em Pernes, a turma da Moçarria atingiu, agora sim, as dez vitórias no campeonato, com um registo perfeito de 30 pontos em dez jogos disputados!
Liga 3 – No duplo embate ante o histórico V. Setúbal, o U. Santarém começou por perder (1-3), no reduto dos sadinos, no dia 20, em jogo em atraso, tendo-se desforrado, na segunda-feira, 24, com concludente 4-1. Em função deste triunfo os escalabitanos (agora com 16 pontos em 16 jogos) subiram ao 9.º posto, relegando Cova da Piedade, Oriental Dragon e Oliveira do Hospital.
Campeonato de Portugal – O Coruchense obteve também resultado positivo, empatando a uma bola em Sintra, ante o 3.º classificado, Sintrense. A turma do Sorraia reparte o 6.º lugar com o Sacavenense, mas só com três pontos de vantagem face ao último classificado, agora O Elvas.
Antevisão – Os campeonatos distritais voltam a parar duas semanas, apenas sendo retomados a 13 de Fevereiro: o próximo fim-de-semana é reservado a torneio de selecções distritais, estando agendados para dia 6 os jogos dos 1/8 final da Taça do Ribatejo, com destaque para os confrontos: Rio Maior-Mação e Benavente-Fazendense, cabendo ao U. Tomar receber o Entroncamento, líder de série da II Divisão, que perdeu… com a equipa “B” do União há menos de quinze dias.
Na Liga 3, o U. Santarém desloca-se, este Sábado, à Cova da Piedade (10.º), recebendo, na semana seguinte, o Alverca (4.º). No Campeonato de Portugal, o Coruchense recebe o Rabo de Peixe (8.º) – que surpreendeu, batendo o líder, em Pêro Pinheiro, adversário seguinte do grupo de Coruche.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Janeiro de 2022)
O Pulsar do Campeonato – 16ª Jornada

(“O Templário”, 20.01.2022)
O normal andamento das competições continua a ser perturbado, pelo terceiro ano sucessivo, pela pandemia: em 2019-20, o campeonato da I Divisão Distrital teve de ser suspenso, no início de Março de 2020, após a disputa de 21 jornadas, não tendo sido então possível concluí-lo; na época passada – com os estádios privados de público durante a maior parte do tempo –, depois de uma interrupção de quatro meses (de Janeiro a Maio de 2021), apenas houve possibilidade de completar a primeira metade da prova (dando-se a mesma por concluída somente com 15 rondas disputadas); esta temporada são já vários os casos de adiamentos de desafios.
A Associação de Futebol de Santarém ainda procurou – por via da recalendarização da 16.ª jornada – que, antes do início da segunda volta, se recuperassem todos os encontros em atraso, mas tal não se revelou viável, subsistindo por realizar (previsto para esta quarta-feira) o Rio Maior-Benavente. Logo na retoma da competição – praticamente um mês decorrido após a disputa da última ronda da metade inicial do campeonato –, tiveram de ser adiados os “pratos-fortes”: Benavente-U. Tomar e Mação-Rio Maior, envolvendo os três primeiros classificados.
Estas longas paragens – no caso do União, em especial, serão já, pelo menos, cinco semanas de intervalo desde a última partida – e consequente necessidade de novo “arranque” não deixam de condicionar a forma das equipas, dadas as inevitáveis quebras de ritmo competitivo, em muito dificultando as tarefas de planeamento dos “ciclos” da temporada, a que se associa a necessidade de recuperar os atrasos através de partidas disputadas a meio da semana, em horário nocturno.
Destaques – Privada dos dois embates de maior aliciante, a 16.ª ronda teve como destaque principal a assertiva vitória do Alcanenense em Samora Correia, por 4-2. A jovem formação de Alcanena teve uma fase inicial difícil (um único triunfo entre a 2.ª e a 9.ª jornada), mas, daí para cá, segue com cinco vitórias em sete jogos, tendo-se firmado num notável 5.º posto na tabela. Ao invés, os samorenses – únicos a conseguir bater o líder – vão com quatro jogos sem ganhar.
Também a merecer realce aquele que foi, apenas, o segundo triunfo da turma da Glória do Ribatejo, superiorizando-se por tangencial 2-1, na recepção ao At. Ouriense. O grupo da Glória ganha novo fôlego, igualando o Ferreira do Zêzere, com oito pontos, enquanto a equipa de Ourém reparte com o Benavente e Amiense posição igualmente na parte baixa, entre o 11.º e 13.º lugar.
Surpresa – O desfecho mais inesperado foi a derrota caseira do Cartaxo (0-2) ante um também aflito U. Almeirim, que se mantém como antepenúltimo classificado – posição de charneira da designada “linha de água”, que tanto poderá conferir a manutenção, como ditar a despromoção (dependendo do desempenho final do Coruchense no Campeonato de Portugal) –, agora quatro pontos acima dos dois últimos, mas ainda a seis pontos do trio antes referido.
Confirmações – Em relação às outras três partidas da jornada, o Abrantes e Benfica (ganhando por 2-0) e o Fazendense (vitória por 2-1), jogando em casa, confirmaram o natural favoritismo, ao receber, respectivamente, o Salvaterrense e o Ferreira do Zêzere; ainda assim, os ferreirenses (que, na primeira volta, na ronda inaugural, tinham sido goleados, no seu reduto, pelo conjunto das Fazendas, por 7-1) quase conseguiam uma sensacional desforra, apenas nos derradeiros minutos tendo permitido a reviravolta no marcador.
Por fim, o encontro entre Amiense e Torres Novas saldou-se por uma igualdade a um golo, um desfecho “raro”, num embate no qual, por curiosidade, depois de sete triunfos consecutivos da turma de Amiais de Baixo (de 2012 a 2019), os torrejanos tinham saído vitoriosos em 2019-20.
II Divisão Distrital – Também no arranque da segunda volta da prova o primeiro destaque vai para o empate (1-1) no Águias de Alpiarça-Marinhais (dois dos principais candidatos ao apuramento para a fase final, em disputa pelo 2.º lugar da série A).
A grande surpresa da jornada foi a vitória (1-0) da equipa “B” do U. Tomar frente ao líder da série B, Entroncamento AC, fazendo perigar a posição da equipa da cidade ferroviária, com o Fátima agora somente a um ponto, mas com um jogo a menos.
Na série C o Moçarriense prossegue a sua caminhada triunfal: dez jogos, dez vitórias, e consequente pleno de 30 pontos – tendo goleado o Alferrarede por 5-0.
Depois de retumbantes goleadas logo a abrir a temporada (12-1 no U. Santarém “B” – Benfica do Ribatejo; e 9-0 do Forense no terreno do Paço dos Negros), as partidas da segunda volta revelaram-se muito mais equilibradas, com os escalabitanos a repetir a vitória, mas apenas por 2-1, enquanto o líder Forense experimentou imprevistas dificuldades para ganhar, em casa, por escasso 1-0.
Liga 3 – O U. Santarém, que vinha de bons resultados em jogos recentes (em especial os triunfos nos terrenos do Real e do Sporting “B”, no final do ano de 2021), não conseguiu, porém, evitar a derrota por tangencial 0-1 em Torres Vedras, ante o vice-líder, Torreense. Os escalabitanos partilham agora o 10.º lugar com o Oriental Dragon, apenas com dois pontos a mais que o “lanterna vermelha”, Oliveira do Hospital.
Campeonato de Portugal – O Coruchense, depois de ter ido ganhar a Elvas, perdeu em casa já pela terceira vez consecutiva – após as derrotas ante o Belenenses e o Loures, foi agora batido pelo Operário de Lagoa, por 1-3. O grupo do Sorraia reparte a 6.ª posição com o Sacavenense, dois pontos acima de O Elvas, e com quatro pontos de vantagem em relação aos últimos classificados, os emblemas açorianos de Rabo de Peixe e do Sp. Ideal.
Antevisão – Na I Divisão Distrital o encontro de maior cartel da 17.ª jornada será o Alcanenense-Fazendense (actuais 5.º e 3.º classificados). Por seu lado, U. Tomar e Rio Maior perfilam-se como favoritos, na recepção, respectivamente, às equipas da Glória do Ribatejo e do Samora Correia.
No escalão secundário, destacam-se as seguintes partidas: Entroncamento AC-Goleganense (1.º e 4.º classificados da série B) e U. Atalaiense-Riachense (3.º e 5.º na mesma série) e Espinheirense-Abrantes e Benfica “B” (2.º e 4.º classificados da série C).
Na Liga 3, o U. Santarém tem agendado duplo confronto com o histórico V. Setúbal, actualmente na 3.ª posição: esta quinta-feira, 20, deslocando-se à cidade do Sado, para acerto de calendário (jogo em atraso da 5.ª jornada); na próxima segunda-feira, recebendo os vitorianos (16.ª ronda).
No Campeonato de Portugal, o Coruchense desloca-se a Sintra, para defrontar o também actual 3.º classificado (um ponto apenas abaixo do Belenenses), Sintrense, a contar para a 13.ª jornada.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Janeiro de 2022)
Nota – Por lapso, inadvertidamente induzido em erro pelo facto de ter sido disputada a 10.ª jornada do Campeonato Distrital da II Divisão, referi que o Moçarriense registava dez vitórias em dez jogos, e o pleno de 30 pontos; efectivamente, o Moçarriense disputou, até à data, nove encontros, tendo vencido todos eles, totalizando, pois, 27 pontos.
O Pulsar do Campeonato – 15ª Jornada

(“O Templário”, 23.12.2021)
Um total de 13 vitórias em 15 jogos – oito delas consecutivas, desde o empate com o Rio Maior na 7.ª ronda, a 31 de Outubro – proporcionam ao U. Tomar completar toda a primeira volta na liderança do campeonato distrital da I Divisão, com um notável registo de 40 pontos (num máximo possível de 45), por agora com sete pontos de vantagem, precisamente sobre a turma riomaiorense (a qual mantém dois jogos em atraso). O União não realizava uma primeira metade de campeonato a este excelente nível desde… a conquista do último título de Campeão Distrital, em 1997-98 (tendo, então, concluído essa primeira volta da prova com 13 vitórias e dois empates).
A título de curiosidade recorda-se que, no campeonato da última época, apenas fora possível disputar 15 jornadas (metade da sua extensão normal). Num balanço comparativo, anotam-se as seguintes evoluções mais significativas: forte melhoria de desempenho do U. Tomar (de 22 para 40 pontos) e do Rio Maior (de 20 para 33); grandes quebras do Abrantes e Benfica (de 30 para 18), do Amiense (de 25 para 17), do Ferreira do Zêzere (de 15 para 5) e do Glória do Ribatejo (de 22 para 5 pontos). Por coincidência, o Mação mantém o 3.º lugar (passou de 27 a 28 pontos), enquanto Torres Novas e Samora Correia repetem a marca de 20 pontos alcançada no ano anterior.
Destaques – Dos jogos da última ronda da metade inicial do campeonato, destacam-se, para além dos triunfos dos dois primeiros, a vitória averbada pelo Ferreira do Zêzere em Almeirim, a qual poderá vir a revelar-se de crucial importância, tendo sido obtida perante um “adversário directo”.
Em Amiais de Baixo, pela segunda semana sucessiva, o U. Tomar praticamente entrou a perder (sofrendo, outra vez, o golo do Amiense ainda antes dos dez minutos de jogo). Desta feita, com exibição menos inspirada, os tomarenses tiveram maiores dificuldades em assentar o seu jogo e exercer o domínio que vêm revelando, jornada após jornada, mantendo-se em desvantagem até ao intervalo, não obstante o grupo da casa se encontrar, já então, reduzido a dez elementos, por duplo cartão amarelo ao seu guarda-redes (o primeiro deles por deliberada “perda de tempo”).
Tal como sucedera na partida anterior, com o Abrantes e Benfica, os unionistas conseguiriam, já a meio da segunda parte, marcar dois golos “de rajada”, operando a reviravolta no marcador, sinalizando que não deixariam escapar mais uma vitória, vindo ainda a ampliar a marca para 3-1. Um desfecho que denota um forte espírito de grupo, que tem sabido contornar as dificuldades.
Mantendo a sua tenaz perseguição ao líder, sem dar tréguas, continuando a dar sinais de grande poderio, o Rio Maior voltou a golear, com “naturalidade”, por 4-0, na deslocação à Glória do Ribatejo. Foi a quarta vez que os riomaiorenses apontaram “chapa 4” em terreno alheio (onde, em oito jogos, somam sete triunfos e um único empate… cedido em Tomar), depois dos 4-0 que tinham aplicado já em Samora Correia e em Salvaterra de Magos e do 4-1 em Amiais de Baixo!
A confirmar a melhoria de rendimento (com quatro dos cinco pontos que regista na tabela somados nos dois últimos encontros) o Ferreira do Zêzere bateu o U. Almeirim, no seu próprio reduto, por 3-1, agravando ainda mais a crise de confiança da jovem formação almeirinense. Os dois clubes estão agora separados por quatro pontos, no 15.º e 14.º lugares, sendo que a “linha de água” será traçada entre essas duas posições (isto, caso o Coruchense se mantenha no Nacional).
Surpresa – Após o algo imprevisto desaire caseiro sofrido ante o Cartaxo, o Torres Novas tornou a surpreender pela positiva, indo ganhar (2-1) a Abrantes, tendo operado reviravolta no marcador. Os torrejanos voltam a encarrilar, integrando agora o quarteto de 6.º classificados, a par de Cartaxo, Samora Correia e Salvaterrense, todos em posição tranquila na pauta classificativa.
Confirmações – Nos restantes quatro desafios, o factor casa prevaleceu em três deles, com triunfos do Mação (2-0, frente ao Alcanenense), Cartaxo (2-1, com o Salvaterrense) e Benavente (4-2, ante o At. Ouriense), também a voltar aos bons resultados no seu reduto (5.ª vitória “intra-muros”, apenas o U. Tomar tido conseguido mais – seis, em sete jogos realizados em casa).
Em Samora Correia o Fazendense não conseguiu prolongar a sua sequência de três triunfos, com os samorenses a registarem o que tem sido o seu “resultado tipo” neste campeonato, ao somarem o oitavo empate (terceiro sucessivo), a uma bola.
O ano de 2021 aproxima-se do seu termo, subsistindo, porém, cinco partidas em atraso da primeira volta, a ditar a necessidade de posterior acerto de calendário (três envolvendo o At. Ouriense, duas do Rio Maior e do Abrantes e Benfica, uma para o Cartaxo, Benavente e Ferreira do Zêzere).
II Divisão Distrital – Concluiu-se igualmente a primeira volta desta fase inicial da competição, emergindo como principais candidatos ao apuramento para a fase final: Forense e Águias de Alpiarça, na série A (com o Marinhais, que impôs um nulo no terreno do líder, Forense, ainda na luta, a cinco pontos do grupo alpiarcense); Entroncamento AC e Fátima, na série B (tendo os fatimenses goleado, de forma incontestável, nos Riachos, por 6-1); e Moçarriense e Espinheirense, na série C (com o Tramagal – vencedor por 3-0 ante o Alferrarede –, no 3.º lugar, agora a quatro pontos da formação do Espinheiro, derrotada na Moçarria por 3-1).
Ao fim de oito desafios disputados subsistem invictos os três líderes: Forense e Entroncamento AC, somente com um empate cedido; Moçarriense, em especial destaque, com o pleno de vitórias.
Liga 3 – O U. Santarém surpreendeu positivamente, indo vencer a Queluz, face ao anterior 3.º classificado, Real, por 2-0, apenas o segundo triunfo dos escalabitanos em onze encontros, trespassando assim a “lanterna vermelha” ao Oliveira do Hospital, agora um ponto abaixo.
Campeonato de Portugal – Menos feliz esteve o Coruchense, que sofreu segundo desaire caseiro sucessivo, batido, na abertura da segunda volta, pelo Loures (que partilha, com o Sintrense e o Belenenses, a 2.ª posição), por 2-3. A formação do Sorraia baixou ao 8.º lugar, um único ponto acima dos dois últimos classificados (os emblemas açorianos de Rabo de Peixe e do Sp. Ideal).
Antevisão – As competições sofrerão agora um interregno de duas semanas, por ocasião das festas de Natal e Ano Novo, apenas tendo retoma prevista para o fim-de-semana de 9 de Janeiro.
No escalão principal, no arranque da sua segunda metade, o realce vai para o embate entre Mação e Rio Maior (3.º e 2.º classificados), com o U. Tomar também com saída difícil, a Benavente.
Na II Divisão Distrital as atenções estarão focadas, em especial, no Águias de Alpiarça-Marinhais e Aldeiense-Espinheirense, recebendo o Moçarriense o Alferrarede, enquanto o Fátima folgará.
Na Liga 3, o U. Santarém tinha jogo de acerto de calendário agendado para esta quarta-feira, 22, com a equipa “B” do Sporting, deslocando-se a Setúbal, a 30 de Dezembro, para defrontar o Vitória, igualmente em partida em atraso. Na retoma do calendário “regular”, receberá o Caldas.
No Campeonato de Portugal, o Coruchense visitará Elvas, no recomeço da prova, a 9 de Janeiro.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 23 de Dezembro de 2021)
O Pulsar do Campeonato – 13ª / 14ª Jornada

(“O Templário”, 16.12.2021)
Em termos teóricos as equipas do Fazendense, Mação e Abrantes e Benfica terão ainda, matematicamente, possibilidade de chegar ao 1.º lugar; porém, tendo já mais 13 e 12 pontos perdidos que o guia e o vice-líder, respectivamente, não se afigura crível que tal atraso pudesse vir ainda a ser revertido na segunda metade do campeonato, e logo face a dois concorrentes.
Por outro lado, o U. Tomar, agora destacado na liderança, com sete pontos de avanço sobre o Rio Maior, terá necessariamente presente que tal vantagem é, por enquanto, “ilusória”, dado que os riomaiorenses têm dois jogos em atraso, ambos em casa, com Abrantes e Benfica e Benavente.
Destaques – Em semana de jornada dupla, tendo-se jogado também no feriado de 8 de Dezembro, U. Tomar, Fazendense e Salvaterrense foram os únicos clubes a conseguir o pleno de seis pontos.
O principal realce vai, claro, para os importantes triunfos averbados pelo U. Tomar, primeiro, por tangencial 2-1, no Cartaxo, e, no Domingo, por categórica marca de 5-1 ante o Abrantes e Benfica.
No Cartaxo – frente a um adversário, que mesmo não sendo, esta época, efectivo candidato aos lugares de topo, se revelou um obstáculo difícil de transpor –, os nabantinos tiveram bom início, similar ao de desafios anteriores, colocando-se em vantagem relativamente cedo. Não obstante, os cartaxeiros empatariam a finalizar o primeiro tempo, tendo os unionistas tido de porfiar, para acabar por vencer, marcando o segundo golo, num lance feliz, a meio da segunda parte.
Já frente ao Abrantes e Benfica, em jogo da 14.ª ronda, os visitantes praticamente “entraram a ganhar” (marcando logo aos seis minutos) – fazendo recordar que tinham vencido nas Fazendas de Almeirim –, vindo os tomarenses a igualar só depois da meia hora. O empate subsistiria até ao minuto 60, altura em que, num ápice, com dois tentos apontados, o União sentenciou o desfecho da partida. Com a turma de Abrantes desgastada anímica e fisicamente, os tomarenses elevariam ainda a contagem até aos 5-1, resultado pesado para um grupo valoroso como é o abrantino.
Por seu lado, o Fazendense, depois de golear (4-1) na Glória do Ribatejo, confirmou o bom momento, derrotando o Mação por 3-1, passando a partilhar, precisamente com os maçaenses, a 3.ª posição da pauta classificativa, mas, conforme referido, já a 13 pontos de distância do líder.
O Salvaterrense, recuperado da fase menos produtiva que atravessara (na qual sofreu quatro desaires em cinco jogos), foi ganhar a Ferreira do Zêzere, no feriado, por 3-2, reiterando o “placard”, no Domingo, na recepção ao U. Almeirim, somando preciosos pontos, que, por agora, lhe conferem o 6.º posto, mas, mais importante, já a 11 pontos deste rival (actual 14.º classificado).
Por curiosidade, voltara a verificar-se, na 13.ª jornada, o facto raro de nenhum dos visitados ter conseguido ganhar, destacando-se ainda as soberbas goleadas do Torres Novas (6-2 em Almeirim) e do Rio Maior (4-1 em Amiais de Baixo), em mais uma cabal demonstração da sua grande valia.
Pela negativa, assinala-se, para além das duas derrotas de U. Almeirim e Glória do Ribatejo (repetindo, em Alcanena, o desaire por 1-4), igual registo por parte do Amiense, perdendo também com o At. Ouriense, pese embora por tangencial 1-0. Acresce, por outro lado, o Mação, com uma má safra, somente um ponto em dois jogos, e mercê do nulo caseiro cedido ante o Samora Correia.
Surpresa – Atendendo ao desempenho recente de ambas as equipas, poderá entender-se de alguma forma imprevisto o desaire (2-3) do Torres Novas (que tinha em curso série de três vitórias sucessivas, incluindo a goleada em Almeirim), na recepção ao Cartaxo (o qual, ao invés, vinha de três derrotas consecutivas), num embate repartido, mas que acabou por favorecer os visitantes. Os dois emblemas integram agora um quarteto, que se posiciona entre o 9.º e o 12.º lugar.
Confirmações – Da dupla jornada da passada semana resta abordar dois encontros, os quais se saldaram por outras tantas igualdades, ambas a um golo, entre Benavente-Alcanenense e Ferreira do Zêzere-Samora Correia. Um ponto angariado que poderá traduzir alguma (ténue) esperança para os ferreirenses, mas que só terá efectiva relevância se for possível dar-lhe continuidade. Já para os alcanenenses, foi também uma boa operação, com quatro pontos somados em dois jogos.
Por fim, fica a nota de mais dois encontros adiados, decorrendo dos efeitos da pandemia: Abrantes e Benfica-At. Ouriense (13.ª ronda); e Rio Maior-Benavente (14.ª jornada). No total, são já cinco as partidas em atraso, três das quais terão por interveniente o conjunto de Ourém (tendo o Abrantes e Benfica – tal como o Rio Maior – dois jogos por disputar).
II Divisão Distrital – Com apenas dois jogos disputados na série A, destaca-se a goleada (7-0) aplicada pelo líder, Forense, ao Rebocho, aproveitando a folga do Águias de Alpiarça para ampliar para cinco pontos a sua vantagem.
Na série B, o Entroncamento venceu por 4-2 no terreno do Vasco da Gama, mantendo os sete pontos de avanço sobre o Fátima, que goleou, por 5-0, o Vilarense. De anotar ainda outra goleada, por 6-2, no U. Atalaiense-U. Tomar “B”.
Na série C, verificou-se uma supresa, com a derrota (2-4) caseira do Espinheirense frente ao Tramagal, o que o Moçarriense aproveitou, ganhando por 2-1, em Abrantes, à equipa “B” abrantina, para se isolar no comando.
Liga 3 – O U. Santarém, jogando de novo em casa, não foi além de mais uma igualdade, a duas bolas, com o Oriental Dragon – e, ainda assim, tendo recuperado de duas situações de desvantagem no marcador. Os santarenos mantêm a 12.ª e última posição.
Campeonato de Portugal – O Coruchense chegou ao intervalo a ganhar ao Belenenses, mas, já nos derradeiros 25 minutos, concederia a reviravolta, acabando por perder por 1-2. A turma do Sorraia é agora 5.ª classificada, a par de O Elvas e do Operário, mas – numa série que subsiste extremamente equilibrada – somente dois pontos acima do “lanterna vermelha”, quando se concluiu já a primeira volta desta fase inicial da competição.
Antevisão – O campeonato da I Divisão Distrital atinge igualmente o termo da sua primeira metade, com a última ronda agendada para o ano de 2021, na qual as atenções estarão focadas, em especial, no Amiense-U. Tomar, Glória do Ribatejo-Rio Maior e Samora Correia-Fazendense – desafios em que os três primeiros classificados não deixarão de enfrentar dificuldades. Na parte baixa da tabela o U. Almeirim-Ferreira Zêzere poderá também revestir-se de importância crucial.
Na divisão secundária, também a finalizar a primeira volta, realce para: Forense-Marinhais, Riachense-Fátima e Moçarriense-Espinheirense – para além do “clássico” Tramagal-Alferrarede.
Na Liga 3, o U. Santarém desloca-se a Massamá, para defrontar o Real, actualmente no 3.º lugar. Por outro lado, no Campeonato de Portugal, o Coruchense recebe o agora 4.º classificado, Loures.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Dezembro de 2021)
O Pulsar do Campeonato – 12ª Jornada

(“O Templário”, 09.12.2021)
Com a “COVID-19” outra vez a interferir com o normal curso da prova – implicando a necessidade de adiamento de dois dos jogos previstos para a 12.ª jornada do Distrital da I Divisão, um dos quais, colocando frente a frente o 2.º e 4.º classificados, respectivamente Rio Maior e Abrantes e Benfica, que teria sido a partida de maior cartaz – esta ronda foi como que o reverso da anterior, desta feita com triunfos de todas as (seis) equipas que actuaram nos seus terrenos.
Destaques – Numa etapa sem surpresas, tendo, de modo geral, os favoritos confirmado o seu estatuto, destacam-se as goleadas aplicadas pelo Mação (6-1) e pelo U. Tomar (4-0).
Em Mação, o conjunto local mantém-se na perseguição do duo da frente da tabela (agora, à condição, a quatro pontos do vice-líder, Rio Maior), tendo batido o “lanterna vermelha”, Ferreira do Zêzere, por concludente marca de 6-1. Foi o quarto triunfo dos maçaenses nos últimos cinco jogos para o campeonato, o que, em paralelo, lhes possibilita ampliar para cinco pontos a diferença face ao trio que se posiciona imediatamente abaixo na classificação, agora formado por Abrantes e Benfica (este com um jogo a menos), Fazendense e o supreendente Alcanenense.
Quanto ao líder, U. Tomar, estabeleceu novo “record” de vitórias consecutivas nesta edição do campeonato (cinco – a que soma uma outra no jogo da Taça do Ribatejo no feriado da passada semana): recebeu e goleou uma jovem formação do U. Almeirim, por 4-0, por coincidência o mesmo “placard” que averbara em Ferreira do Zêzere, em tal desafio da Taça.
Depois da despromoção do Nacional registou-se um desinvestimento da SAD almeirinense, tendo o clube optado por reconstituir a sua equipa, recorrendo aos jovens da formação, uma estratégia que poderá dar frutos a médio prazo, mas que, no imediato, tem associados riscos, que se traduzem, nesta altura, num preocupante antepenúltimo lugar na pauta classificativa.
Ainda assim, os tomarenses, com entrada em campo de menor fulgor face ao que vem sendo usual, experimentaram dificuldades para superar a barreira defensiva contrária, apenas tendo conseguido inaugurar o marcador à passagem da meia hora, o que viria desbloquear o jogo. O segundo tento, apontado logo a abrir a segunda parte, selou o triunfo, quebrando definitivamente a resistência adversária. Uma nota para o bis de um jovem valor unionista, Guilherme Nunes.
A merecer também realce a vitória averbada pelo Alcanenense na recepção ao Amiense, por 2-1, o terceiro êxito sucessivo do grupo de Alcanena, integrando agora o grupo que reparte o 4.º posto!
Confirmações – Igualmente expectáveis foram os triunfos obtidos por Fazendense (2-1 frente ao Benavente), Samora Correia (3-2, com o Glória do Ribatejo) e Torres Novas (também por 3-2, ante o Salvaterrense).
O conjunto das Fazendas de Almeirim conseguiu, enfim, voltar às vitórias, após três encontros sem ganhar, igualando (à condição) o Abrantes e Benfica na 4.ª posição, tendo, em paralelo, imposto ao Benavente o terceiro desaire sucessivo, baixando para 11.º.
Por seu lado, o Samora Correia igualou o Amiense – equipa que não vence há quatro jogos –, partilhando ambos, agora, o 7.º lugar.
Quando ao Torres Novas, obteve mais um importante resultado – somando terceiro triunfo nas últimas quatro rondas – o que proporcionou aos torrejanos passar a integrar um quinteto que se situa entre o 9.º e o 13.º posto, do qual fazem também parte o At. Ouriense, Cartaxo, Benavente e o Salvaterrense (este em quebra, apenas tendo somado um único ponto nas cinco jornadas).
De assinalar o grande equilíbrio que subsiste, após a disputa de 12 jornadas (40% da prova), com dez clubes escalonados num intervalo de apenas quatro pontos, entre a 4.ª e a 13.ª posição.
Mais atrasados ficaram os três últimos, U. Almeirim, Glória do Ribatejo e Ferreira do Zêzere – todos derrotados –, agora, respectivamente, a cinco, nove… e treze pontos do 13.º classificado.
Como aludido inicialmente, foram adiados os desafios entre Rio Maior e Abrantes e Benfica, e At. Ouriense e Cartaxo, sendo que o mesmo sucederá com o Abrantes e Benfica-At. Ouriense.
II Divisão Distrital – Num fim-de-semana tristemente marcado por um insólito acontecimento, com o lançamento de engenho explosivo (eventual petardo) na direcção da cabina de arbitragem, em Benfica do Ribatejo, o realce principal vai para a vitória do Forense (2-0) ante o Águias de Alpiarça, com a turma dos Foros de Salvaterra a recuperar assim a liderança da sua série.
Na série B, o Entroncamento prossegue a sua caminhada, tendo batido a U. Atalaiense por 3-1 (depois de, a meio da semana, ter vencido já na Atalaia, por 3-0, em jogo da Taça do Ribatejo), ampliando assim para sete pontos a sua vantagem na liderança, face ao Fátima, mas sendo de notar que os fatimenses contam, nesta altura, dois jogos em atraso.
Mais a Sul, Espinheirense (2-0 no Pego) e Moçarriense (3-0 ao Aldeiense) venceram com tranquilidade, continuando a repartir o comando da respectiva série, já com oito pontos de avanço.
Liga 3 – O U. Santarém, recebendo o Oliveira do Hospital, clube que o precede imediatamente na tabela, esteve em vantagem praticamente até final do desafio, mas não evitou consentir o golo do empate, no que, incrivelmente, se traduziu na sétima igualdade sucessiva registada por este adversário. Os escalabitanos mantêm-se no último lugar, a dois pontos dos oliveirenses.
Campeonato de Portugal – O Coruchense fez uma boa colheita na viagem aos Açores, ganhando por 3-2 ao Sp. Ideal, somando três pontos ao seu pecúlio (totaliza agora onze) ascendendo ao 5.º posto, a um ponto de Sintrense e Belenenses, e só dois pontos abaixo do 2.º classificado, Loures.
Antevisão – Agendada para o feriado de 8 de Dezembro, a 13.ª ronda do Distrital da I Divisão tinha como principais pontos de interesse os seguintes embates, envolvendo o trio da dianteira: Cartaxo-U. Tomar, Amiense-Rio Maior e Mação-Samora Correia.
Entretanto, disputa-se já, no fim-de-semana, a 14.ª jornada, em que pontificam os seguintes jogos: U. Tomar-Abrantes e Benfica e Fazendense-Mação; com o Rio Maior a receber o Benavente.
No escalão secundário o realce vai para as seguintes partidas, integrantes da 8.ª jornada: Vasco da Gama-Entroncamento e Abrantes e Benfica “S23”-Moçarriense.
Na Liga 3, o U. Santarém adiou o jogo da ronda agendada também para o feriado (ultima da primeira volta), frente ao Sporting “B”, recebendo, neste fim-de-semana, o Oriental Dragon, partilhando estes dois adversários, precisamente, a antepenúltima posição (9.º e 10.º) da série.
No Campeonato de Portugal, a concluir a primeira metade desta fase inicial da competição, o Coruchense terá um jogo para a história, sendo anfitrião do Belenenses (com direito a transmissão televisiva, no “Canal 11”, no Domingo, pelas 13 horas).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Dezembro de 2021)
O Pulsar do Campeonato – 11ª Jornada

(“O Templário”, 02.12.2021)
Poderá, eventualmente, até não ser situação inédita, mas não haverá memória de uma jornada – integrando oito jogos – em que nenhum dos visitantes tenha saído derrotado, como sucedeu no passado fim-de-semana, na 11.ª ronda do Distrital da I Divisão (com seis triunfos dos forasteiros)!
A última situação anterior sem vitórias caseiras tinha ocorrido na 19.ª jornada da época de 2018-19, mas, então, contando com a disputa de apenas sete partidas (registando-se quatro empates).
Desde que o campeonato passou, a partir de 2013, a ser disputado por 14 equipas, e, depois (desde 2019), por 16 clubes, tinha havido alguns casos aproximados, com um único triunfo dos visitados: uma vez em 2020-21 e outra em 2019-20; e – apenas com sete desafios por ronda – também uma vez em 2018-19, 2017-18 e 2015-16, quatro vezes em 2014-15 e três vezes em 2013-14 (numa delas com a particularidade de se terem registado igualmente seis vitórias dos visitantes).
Por seu lado a situação inversa, de triunfos exclusivamente dos donos da casa, é também rara, apenas se tendo registado, em anos recentes, uma única vez, na época de 2013-14 (sete jogos).
Para além destas curiosidades, tendo-se entrado já no segundo terço da prova, continuando a selecção a fazer-se jornada a jornada, com vários clubes a ficarem cada vez mais atrasados, será porventura tempo de se começar a restringir o leque de candidatos apenas aos três primeiros.
Destaques – De entre o lote de sucessos dos clubes visitantes, o primeiro realce vai para o Rio Maior, que, ganhando no Cartaxo por tangencial 2-1, não só confirmou a robustez da sua candidatura, como terá afastado definitivamente a equipa local – já a 14 pontos de distância do líder, e a 13 dos riomaiorenses – de maiores ambições na presente competição.
De facto, Rio Maior e U. Tomar fixaram novo “record” de vitórias sucessivas (quatro) nesta edição do campeonato – somando-se seis vitórias para cada emblema, nas últimas sete rondas, sendo que o único desses jogos em que não ganharam foi, justamente, no embate entre ambos.
Em Salvaterra de Magos os tomarenses voltaram a dar mostras do seu grande potencial, empurrando o adversário para a sua zona defensiva, tendo, uma vez mais, sido bastante perdulários, mas vindo a abrir o activo à passagem do minuto 25. Porém, também como tem sucedido noutras ocasiões, uma baixa de intensidade, durante um período de pouco mais de cinco minutos, bastaria para que a equipa logo fosse penalizada, consentindo o golo da igualdade.
Na segunda metade, já com o jogo mais repartido, os unionistas voltariam a criar algumas ocasiões, antes de reporem a vantagem no marcador (2-1), no que viria a ser o resultado final. A última meia hora caracterizou-se pela tentativa de futebol directo por parte do Salvaterrense, a ameaçar, também em várias situações, a baliza do U. Tomar, tendo, num dos derradeiros lances da partida, a bola ido à trave. Um triunfo bastante sofrido, em função do desaproveitamento de oportunidades e da dificuldade em manter o ritmo de jogo e a concentração durante os 90 minutos.
Sobre este jogo, uma nota final que não gostaria de dar: tal como se tem registado noutros quadrantes, também aqui ocorreram atitudes inqualificáveis, que deveriam ser erradicadas de uma sociedade que se pretende justa e igualitária, sem distinções injustificadas entre seres humanos, por via de palavras dirigidas ao jogador do União, Fábio Luzio. Valeu a atitude apaziguadora e de pronto pedido de desculpas adoptada por parte de jogadores e responsáveis do Salvaterrense.
Em destaque esteve também o Samora Correia, vencendo, em terreno alheio, no “derby” frente ao rival Benavente, mercê de um solitário golo, o bastante para passar a integrar um quinteto, que se escalona a partir do 8.º lugar (incluindo, para além destes dois clubes, também o Cartaxo, Salvaterrense e At. Ouriense), agora já com cinco pontos de vantagem face ao antepenúltimo.
Surpresas – A maior surpresa da jornada chegou de Abrantes, onde os locais, a denotar alguma (porventura comprometedora) irregularidade, foram batidos pelo Alcanenense, também por 0-1, o que lhes custou distanciarem-se na tabela, agora já dez pontos abaixo do comandante.
Também a turma da Glória do Ribatejo voltou a surpreender, ao impor um empate (1-1) ao Mação – que, contando com a vitória (1-0) averbada a meio da semana em Almeirim, em jogo de acerto de calendário, atingira igualmente uma série de quatro triunfos consecutivos –, provocando igualmente o atraso dos maçaenses, que, nas cinco jornadas anteriores, tinham sido os únicos a conseguir aguentar a “pedalada” dos dois primeiros, com apenas um empate cedido.
Uma “meia-surpresa” terá ocorrido em Almeirim, com outra vitória de uma equipa forasteira, no caso, o At. Ouriense, a derrotar o União local, igualmente por 1-0. Os almeirinenses – que, recorde-se, vêm do Nacional – afundam-se na classificação e começam a ocupar zona bastante perigosa, sendo agora antepenúltimos classificados. Poderá vir a repetir-se o caso de dupla descida do Alcanenense, de há três anos?
Confirmações – Amiense e Fazendense confirmaram o cenário mais provável num embate repartido, tendo empatado a um, desfecho, ainda assim, muito mais penalizador para as aspirações do grupo das Fazendas de Almeirim, que, mantendo o 6.º lugar, dista agora 13 pontos do guia.
Já o Ferreira do Zêzere, que se apresentou reforçado com alguns antigos jogadores do U. Tomar (casos de Nuno Rodrigues e Joca), foi impotente para contrariar o maior poderio do Torres Novas: os ferreirenses ainda se colocaram em vantagem, mas dois golos “de rajada” de Miguel Miguel – um “caso sério” nesta temporada, já com 12 golos apontados em 11 jornadas – resultaram numa reviravolta no marcador, que empurra para situação cada vez mais delicada o conjunto visitado.
II Divisão Distrital – Com o calendário regular em pausa, disputaram-se dois jogos que se encontravam em atraso, com o Riachense a ganhar nas Caxarias (2-0), enquanto o Fátima, goleando por 6-1 o Vasco da Gama, ascendeu ao 2.º lugar da série, atrás do Entroncamento AC.
Liga 3 – O U. Santarém não conseguiu melhor que uma derrota tangencial (1-2) na deslocação ao terreno do líder, U. Leiria, subsistindo, pois, na última posição da pauta classificativa.
Campeonato de Portugal – Também o Coruchense não foi feliz, perdendo em casa com o anterior “lanterna vermelha”, Sacavenense, por 0-1, passando a integrar o quarteto que se posiciona entre 6.º e 9.º lugar, apenas dois pontos acima do agora último, Rabo de Peixe.
Antevisão – No principal escalão o desafio de maior cartaz na 12.ª jornada será o Rio Maior-Abrantes e Benfica (actuais 2.º e 4.º classificados); recebendo o U. Tomar o U. Almeirim.
Após a disputa, no feriado, da pré-eliminatória da Taça do Ribatejo (envolvendo também clubes da I Divisão), é retomado o campeonato da divisão secundária, com realce para os jogos: Forense-Águias de Alpiarça (entre os dois primeiros da série A) e Entroncamento-U. Atalaiense.
Na Liga 3 o U. Santarém recebe o adversário que o precede na tabela, Oliveira do Hospital; enquanto, no Campeonato de Portugal, o Coruchense viaja até aos Açores, para defrontar o Ideal.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 2 de Dezembro de 2021)
O Pulsar do Campeonato – 10ª Jornada

(“O Templário”, 25.11.2021)
Qual montanha-russa de emoções, a 95.ª edição do maior clássico do futebol distrital, entre União de Tomar e Torres Novas, entra para a história: pela primeira vez – em praticamente 2.300 jogos oficiais disputados até à data – o centenário União ganhou um desafio por 5-4!
Mas, muito para além da “frieza dos números” e da estrita competição, esta ronda fica também assinalada por novo gesto de grande nobreza, por parte de Rafael Faustino: o antigo jogador unionista tinha já, há cerca de dois anos e meio, em Amiais de Baixo, saído de campo para, numa emergência, socorrer uma adepta do clube adversário; no passado Domingo, agora em representação do Ferreira do Zêzere, voltou a destacar-se, recebendo novo “cartão branco”, pela exemplar acção, prestando rápido auxílio, após aparatosa queda de jogador da Glória do Ribatejo.
Destaques – O primeiro realce da jornada, em termos de resultados, vai, pois, para o U. Tomar-Torres Novas, um clássico entusiasmante, traduzindo-se numa festa do futebol, com sucessivas reviravoltas no marcador, com os torrejanos a oferecer muito boa réplica, perante um adversário de superiores argumentos, discutindo o desfecho deste encontro quase até ao seu final.
Os tomarenses entraram em campo “a todo o gás”, criando, desde logo, algumas situações de perigo, acabando por vir a inaugurar o marcador à passagem dos vinte minutos. Mas, de pronto, o Torres Novas ripostaria, repondo o empate, na conversão de uma grande penalidade. E não demoraria muito mais até que, num lance de transição rápida, os visitantes surpreendessem ainda mais, colocando-se em vantagem. Sendo, desta feita, os nabantinos a ter imediata reacção, chegando-se ao intervalo com a igualdade a duas bolas.
Na segunda parte a toada não se alteraria, com o União sempre mais afoito, a desperdiçar algumas ocasiões de golo, em contraponto a um muito eficaz Torres Novas, a recolocar-se em vantagem. Não se deixando afectar pela contrariedade, os locais, dando prova de grande personalidade, iriam desde o 2-3 até ao 5-3, materializando assim a superioridade evidenciada dentro de campo. Nos derradeiros segundos do período de compensação, os torrejanos reduziram ainda para a diferença tangencial, um prémio para a forma aguerrida como se apresentaram, mesmo que tal não se tenha traduzido em pontos, mas que não deixará de ter implicações positivas a nível motivacional.
No final do desafio, o União prestou singela homenagem ao seu jogador Luís Alves, que, por motivo de saúde, se viu forçado, de forma prematura, a interromper a sua carreira de futebolista.
Em destaque esteve também o Abrantes e Benfica, que arrancou um importante triunfo, mercê de um solitário golo, nas Fazendas de Almeirim, ante um candidato que se começa a atrasar bastante. O Fazendense dominou durante a maior parte do tempo, empurrou o adversário para a sua zona defensiva, mas – ao contrário do que tem feito amiúde (é ainda a equipa mais concretizadora da prova, agora a par do U. Tomar e do Rio Maior) – foi, desta vez, incapaz de chegar ao golo.
Outro candidato igualmente já bastante afastado da liderança (empatado em pontos com o Fazendense, ambos a onze pontos do U. Tomar) é o Cartaxo, derrotado em Alcanena, por um conjunto jovem, com elementos de qualidade, que, gradualmente, vai procurando “levar a água ao seu moinho” (tendo ascendido, com os doze pontos que soma agora, ao 10.º posto).
É também de assinalar o primeiro triunfo da formação da Glória do Ribatejo, impondo-se por categórica marca de 3-0, na recepção ao Ferreira do Zêzere, um desfecho a suscitar fortes interrogações sobre a possibilidade de os ferreirenses conseguirem vir a alcançar a manutenção.
Surpresa – Depois de dois jogos com pesados desaires sofridos, o Salvaterrense voltou a “surpreender” pela positiva, indo empatar a Ourém, ante o At. Ouriense, a uma bola. O grupo de Salvaterra integra, cumprido o primeiro terço do campeonato, o quarteto que reparte a 6.ª posição.
Confirmações – Reforçando o seu estatuto, como um dos mais sérios candidatos, o Mação venceu, ainda que por margem tangencial (2-1), o Benavente, dando um salto na tabela, subindo do 8.º ao 4.º lugar – que poderá vir a ser 3.º (a seis pontos do guia) caso vença o jogo em atraso.
Prosseguindo a sua intrépida perseguição ao comandante – há seis jornadas que regista resultados análogos aos dos tomarenses – o Rio Maior recebeu e goleou (5-1) o U. Almeirim, em mais uma cabal demonstração do seu poderio. Para além da forte capacidade concretizadora (24 golos marcados), notabiliza-se, igualmente, pela robustez da sua defesa, a qual consentiu apenas quatro tentos nos dez jogos realizados, prolongando o seu já notável ciclo de invencibilidade.
O empate (1-1) registado no Samora Correia-Amiense afigura-se bastante lógico, tendo presente a campanha que os dois clubes vêm realizando: os samorenses continuam a partilhar o 11.º lugar com o At. Ouriense, enquanto o Amiense resiste num excelente 4.º posto, a par do Mação.
II Divisão Distrital – Dois dos anteriores líderes – que contam com o pleno de vitórias nos cinco jogos disputados –, Forense e Moçarriense, folgaram na 6.ª jornada.
Tal possibilitou ao Águias de Alpiarça, vencedor por 4-1 ante o Benfica do Ribatejo, alcandorar-se ao 1.º lugar da série A, com um ponto mais que a turma de Foros de Salvaterra. Por seu lado, também o Espinheirense (goleando, por 5-0, a equipa da Ortiga), igualou o Moçarriense na liderança da série C, contando igualmente por triunfos os (cinco) jogos realizados.
Na série B o Entroncamento (ganhando por 3-0 nas Caxarias) consolidou a sua posição de guia, beneficiando do desaire (com imprevista expressão, 5-1), do Vasco da Gama na Atalaia. Em evidência esteve também o Fátima, a impor uma pesada derrota (7-0) à equipa “B” do U. Tomar.
Antevisão – A 11.ª ronda da I Divisão Distrital promete, com vários encontros a suscitar grande expectativa, perante a incerteza do respectivo desfecho: o “jogo-grande” será o Cartaxo-Rio Maior, de crucial importância para os cartaxeiros; mas o U. Tomar não esperará também facilidades na deslocação a Salvaterra de Magos – os dois primeiros classificados procurarão estabelecer novo “record” de vitórias consecutivas neste campeonato, até agora fixado em três triunfos sucessivos (séries que, quer tomarenses, quer riomaiorense, registaram já por duas vezes).
Também de cariz determinante, neste caso para o Fazendense, será a visita ao sempre difícil reduto de Amiais de Baixo. Assim como é de especial interesse a saída do Mação até à Glória do Ribatejo, onde encontrará uma revitalizada equipa em termos anímicos. Por fim, como “cereja” no topo do bolo, teremos ainda o “derby” Benavente-Samora Correia.
O escalão secundário terá uma pausa no fim-de-semana, aguardando pela eliminatória da Taça do Ribatejo, agendada para 1 de Dezembro. Na Liga 3, o “lanterna vermelha”, U. Santarém, visita o líder, U. Leiria. Por seu lado, no Campeonato de Portugal, o Coruchense recebe o Sacavenense.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 25 de Novembro de 2021)



