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O Pulsar do Campeonato – Taça das Regiões – Fase final

(“O Templário”, 28.04.2022)
O campeonato do escalão principal manteve-se em pausa no passado fim-de-semana, no contexto da disputa da fase final da “Taça das Regiões”, cuja organização foi, aliás, assegurada pela Associação de Futebol de Santarém. A selecção representativa do Distrito marcou notável presença, tendo alcançado a Final da prova, empatando a uma bola frente à equipa da Associação de Futebol de Lisboa, acabando por ceder apenas no desempate por via da marcação de grandes penalidades, pelo que será a selecção lisboeta a representar Portugal na “UEFA Regions’ Cup”.
Destaque – Depois de – na fase zonal previamente disputada – ter garantido a presença entre os seis finalistas da competição, tendo vencido a sua zona (à frente das equipas das Associações de Ponta Delgada, Castelo Branco e Portalegre), a selecção da Associação de Futebol de Santarém sagrou-se igualmente, já nesta fase final (disputada em Fátima, Ourém, Vilar dos Prazeres e Boleiros), vencedora da sua série, tendo suplantado os combinados de Braga e de Ponta Delgada.
De facto, logo na sexta-feira, a equipa da A. F. Santarém ganhou à selecção de Braga por 1-0 (golo de Tiago Vieira), tendo, no domingo, empatado (1-1 – tento apontado por João Marchão) com a selecção de Ponta Delgada (a qual, entretanto, perdera por 1-3 com o conjunto bracarense).
Por seu lado, na outra série, Lisboa começara por ganhar por 2-1 frente à equipa de Vila Real, impondo-se também, por 2-0, face à selecção de Beja (já depois de os bejenses terem vencido, por 1-0, a turma transmontana), garantindo, desta forma, a outra vaga de finalista.
No feriado de 25 de Abril, no jogo da Final, no “Estádio Papa Francisco”, em Fátima, os lisboetas inauguraram o marcador, mas a selecção de Santarém restabeleceria a igualdade (golo de excelente execução técnica de Tiago Vieira, a antecipar-se ao guarda-redes, desviando a bola de cabeça, para o fundo da baliza, na sequência de canto apontado por Leandro Filipe).
Não tendo havido mais qualquer alteração no “placard”, teve de recorrer-se à fórmula de desempate através de pontapés da marca de grande penalidade, na qual a selecção de Lisboa foi mais eficaz, ganhando por 3-1, com o seu guarda-redes em especial evidência.
Integraram a selecção representativa da Associação de Futebol de Santarém – sob a orientação técnica de José Vasques – seis jogadores do U. Tomar (a par de outros tantos do Rio Maior): o guardião Ivo Cristo (que jogou na segunda parte da final, e no desempate, tendo ainda defendido um dos remates da marca de grande penalidade), Filipe Cotovio, Henrique Matos, Leandro Filipe e Tiago Vieira (todos titulares na partida da final) e João Marchão (que entrou em campo já na parte derradeira do jogo, tendo convertido o único remate bem-sucedido da equipa de Santarém).
Os jogadores unionistas estiveram em muito bom plano – tendo apontado todos os três golos da selecção de Santarém, assim como o único ponto no desempate na final, com Tiago Vieira e João Marchão a bisarem (este, contando esse pontapé da marca de grande penalidade).
II Divisão Distrital – Na retoma da fase final, com a realização da sua 2.ª jornada, o sexteto que disputa o título e a promoção à I Divisão, ficou agora escalonado em três pares: Entroncamento e Moçarriense (ambos com vitórias nos dois jogos); Fátima e Águias de Alpiarça, com três pontos; e Forense e Espinheirense (derrotados nos seus dois primeiros encontros).
Do passado fim-de-semana começa por destacar-se a goleada (4-0) aplicada pelo Fátima na recepção ao Espinheirense; assim como o triunfo (3-2), em terreno alheio, do Entroncamento, na deslocação ao reduto do Forense. Por seu lado, o Moçarriense “soma e segue”, tendo alcançado a 18.ª vitória em outros tantos desafios disputados no campeonato na presente época, impondo-se por 4-2 ao Águias de Alpiarça (que, ainda assim, recuperou de desvantagem de 0-4 ao intervalo).
Liga 3 – Em função de uma desfavorável conjugação de resultados – não tendo o U. Santarém conseguido melhor que um empate (1-1) caseiro ante o Cova da Piedade, enquanto o Caldas surpreendeu, indo igualmente ganhar ao campo do Amora – os escalabitanos vêem consumada a despromoção ao Campeonato de Portugal, terminando assim uma inglória passagem pela “Liga 3”, em época de estreia deste novo escalão do futebol nacional.
Efectivamente, não tendo conseguido escapar ao 4.º e último lugar da série, somando apenas oito pontos, à entrada para a derradeira ronda, o atraso de quatro pontos em relação aos mais próximos rivais (agora o Amora e o Caldas) será, pois, já insuperável.
Campeonato de Portugal – Já o Coruchense obteve desfecho bem mais positivo, tendo ido vencer por 2-1 a Cernache do Bonjardim, em desafio que se afigura poder ter sido crucial.
Após a 4.ª (de um total de seis) jornadas, a turma do Sorraia, com sete pontos angariados, mantém o 2.º posto, somente a um ponto do Marinhense (que cedeu inesperado empate caseiro ante o Peniche), dispondo de três pontos de avanço em relação ao V. Sernache (a que acresce vantagem no confronto directo, em caso de igualdade pontual no final, dado ter o grupo de Coruche vencido os dois jogos face a esse rival); e já de uma margem de cinco pontos em relação ao Peniche.
Antevisão – Após um hiato de três semanas estará de regresso (partidas a disputar este sábado) o Distrital da I Divisão, com realce para os embates: Rio Maior-Cartaxo e U. Tomar-Salvaterrense – com os dois primeiros do campeonato como favoritos; para além do “derby” Samora Correia-Benavente. Por seu lado, os confrontos At. Ouriense-U. Almeirim e Torres Novas-Ferreira do Zêzere poderão ser definidores de posições a nível da luta pela manutenção na divisão principal.
Na II Divisão Distrital, as atenções estarão focadas, em especial, no Entroncamento-Moçarriense, um sério teste à invencibilidade da formação do município de Santarém. No Fátima-Forense e no Espinheirense-Águias de Alpiarça, os grupos de Foros de Salvaterra e do Espinheiro terão de procurar fazer o máximo para poderem manter “vivas” as respectivas aspirações.
A fase final do campeonato da Liga 3 atinge, com a 6.ª jornada, o seu termo – tendo a Oliveirense garantido já a promoção à II Liga –, deslocando-se o U. Santarém às Caldas da Rainha, num jogo que poderia antecipar-se como decisivo, mas, agora, já meramente para cumprir calendário.
No Campeonato de Portugal, o Coruchense tem nova saída, de elevado grau de dificuldade, à Marinha Grande, para defrontar o Marinhense – mas que até poderá vir a ser premiada com a garantia da permanência (o que sucederia, por exemplo, com empates nos dois jogos desta penúltima ronda… ou, sem ficar dependente de terceiros, em caso de triunfo do grupo do Sorraia).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 28 de Abril de 2022)
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/2 finais

(“O Templário”, 21.04.2022)
As equipas do Fazendense e do Abrantes e Benfica confirmaram o favoritismo que lhes era creditado – e que, aliás, haviam já começado a cimentar nos jogos da 1.ª mão –, garantindo a presença na Final da Taça do Ribatejo da presente época. O emblema das Fazendas de Almeirim disputará a sua quarta final num período de dez anos, enquanto os abrantinos farão a sua estreia em tal desafio decisivo, agendado para dia 5 de Junho, no Campo Chã das Padeiras, em Santarém.
Destaques – As partidas da 2.ª mão, jogadas no feriado da passada sexta-feira, pautaram-se pelo equilíbrio e pela escassez de golos – apenas tendo sido apontados três tentos nos dois encontros.
No que respeita ao Fazendense, que se colocara já em vantagem na 1.ª mão, em Amiais de Baixo, onde vencera por 1-0, começou por reforçar tal superioridade, ao inaugurar o marcador, poucos minutos após o início da segunda parte do prélio em que actuou no seu terreno, controlando a eliminatória até final, apesar de ter sofrido ainda um susto, com o golo que fixaria o empate final (1-1), marcado pelo Amiense à entrada para os derradeiros cinco minutos.
Tal como referido, o grupo das Fazendas de Almeirim – que eliminara já, nesta edição da prova, o Porto Alto e o Benavente (ganhando, em ambos os casos, por tangencial 2-1, em terreno alheio), assim como, nos 1/4 de final, o líder do campeonato, Rio Maior (no desempate da marca de grande penalidade, após igualdade a um golo) – atinge a Final da Taça pela quarta vez na última década (2012, 2014, 2016 e 2022), sendo que se sagrou vencedor em todas essas três ocasiões anteriores.
O Fazendense é, aliás, o clube com maior palmarés na competição, o único que detém já quatro troféus da Taça do Ribatejo, conquistados em 2006, 2012, 2014 e 2016 – face a três títulos averbados por Tramagal, Riachense, Amiense e Coruchense. É, ainda, o que melhor desempenho pontual regista desde 2009-10 (com 33 vitórias e 15 empates, num total de 57 jogos disputados), neste caso, a par do Mação, e logo adiante do U. Tomar e do seu rival nesta meia-final, Amiense.
Quanto ao Abrantes e Benfica – depois de ter arrancado uma igualdade a três bolas no Cartaxo, na 1.ª mão, por três vezes anulando a vantagem alcançada pelo adversário, num embate empolgante – terá sido, desta feita, mais “calculista”, tendo-lhe bastando um único golo (marcado à passagem da hora de jogo) para assegurar o triunfo na eliminatória e consequente apuramento para o encontro decisivo, arredando assim os cartaxeiros da final.
Tal como sucedeu com o actual líder da I Divisão Distrital, igualmente promovido ao escalão principal apenas há três anos (2018-19) – após o regresso à competição ao nível de seniores, nessa mesma época, do centenário Sport Abrantes e Benfica (na sequência da fusão com a U. Abrantina) –, também já 2.º classificado no último campeonato, alcança, desde já, o seu melhor registo histórico na Taça do Ribatejo (depois de ter sido também semi-finalista no ano de 2019).
Para tal, o grupo de Abrantes teve, nesta temporada, de eliminar o Fátima (no desempate da marca de grande penalidade, após empate 2-2 no reduto adversário), o Vasco da Gama (ganhando por 4-1, também fora de casa) e, nos 1/4 de final, outra vez por via daquela fórmula de desempate, afastando o Salvaterrense (após igualdade a um golo), antes deste último duelo com o Cartaxo.
Anota-se que, da galeria de vencedores da competição, consta outro emblema do município abrantino, o entretanto extinto Abrantes FC, que conquistara o troféu na temporada de 2002-03.
A realizar campanhas com desempenhos distintos no campeonato em curso (o Fazendense é 3.º classificado, ocupando o Abrantes e Benfica mais modesta 8.ª posição, aquém do que seriam as expectativas), os dois clubes defrontar-se-ão na Final, um tipo de jogo, por natureza, e dadas as suas especificidades, de prognóstico completamente “em aberto”, visando – para além, claro, de enriquecer o palmarés com a conquista de mais um título –, aceder também à Taça de Portugal.
Liga 3 – A equipa do U. Santarém conseguiu reagir da melhor forma ao “traumático” empate cedido na ronda anterior, tendo surpreendido, indo vencer ao terreno do líder, na Amora, por 1-0.
Um triunfo que volta a proporcionar o manter viva a esperança da manutenção: a duas jornadas do termo deste “mini-campeonato”, os escalabitanos, pese embora subsistam no 4.º e último posto da série (lugar de despromoção), distam só dois pontos do Caldas – e até, no limite, cinco pontos do agora duo da frente (Cova da Piedade e Amora) –, dependendo, pois, apenas de si próprios.
Antevisão – O Distrital da I Divisão continuará em pausa neste fim-de-semana, dado disputar-se (entre 22 e 25 de Abril) a fase final da “Taça das Regiões”, com a selecção de Santarém, anfitriã de tal competição, integrada em grupo com as equipas representativas das Associações de Futebol de Braga e de Ponta Delgada (sendo o outro grupo composto pelas selecções de Lisboa, Beja e Vila Real) – o vencedor apurar-se-á para a “Regions Cup” da UEFA, representando Portugal.
Da passada semana chegou, entretanto, a notícia da decisão, por parte da Direcção do União de Tomar, de dispensa da equipa técnica, deixando Filipe Pinto (que comunicara já, previamente, a sua intenção de não continuidade na próxima época) de ser o Treinador da equipa principal do clube – que ocupa o 2.º lugar do campeonato, a seis pontos do líder, Rio Maior, faltando disputar cinco jornadas, dispondo, em paralelo, de vantagem de onze pontos face ao 3.º (Fazendense).
O escalão secundário, que retoma a marcha da disputa da fase final, de apuramento de Campeão e de promoção, com a realização da 2.ª ronda, tem agendados, para este Domingo, os seguintes desafios: Moçarriense-Águias de Alpiarça; Forense-Entroncamento AC; e Fátima-Espinheirense.
Na Liga 3, o U. Santarém recebe a visita do Cova da Piedade, procurando uma vitória que lhe possa permitir ir para o derradeiro encontro, nas Caldas da Rainha, em posição vantajosa.
No Campeonato de Portugal, também de regresso este fim-de-semana, no que respeita às séries de disputa da manutenção, o Coruchense enfrenta partida de cariz crucial, em Cernache do Bonjardim, frente ao V. Sernache, com o qual reparte o 2.º posto da classificação (sendo que apenas os dois primeiros classificados de cada série garantirão a permanência na próxima época).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 21 de Abril de 2022)
O Pulsar do Campeonato – 25ª Jornada

(“O Templário”, 14.04.2022)
Um total de 64 golos marcados pelo U. Tomar, face a 67 tentos do Rio Maior; 19 vitórias contra 20, nas 25 jornadas já disputadas do Distrital da I Divisão – números que traduzem o “campeonato à parte” que os dois primeiros vêm realizando nesta temporada (em ambos os casos, o terceiro melhor registo pertence ao Fazendense, respectivamente com 52 golos e 14 triunfos), sendo de 17 (!) pontos o fosso entre 1.º e 3.º classificados (onze pontos de diferença entre 2.º e 3.º).
Ou seja, a prova cabal de que o União também sabe golear, o que, em paralelo, significa que a grande diferença entre riomaiorenses e nabantinos está – para além do quarto de hora final do embate de Rio Maior, que ditou a separação de seis pontos entre ambos na tabela – no desempenho a nível defensivo: uma estupenda marca de apenas 12 golos sofridos pelo líder (menos de “meio golo” por jogo), face aos 30 tentos encaixados pelos unionistas (ainda assim o 2.º melhor registo).
Isto dito, com os dois primeiros a continuar a ganhar todos os respectivos compromissos desde tal confronto – somando o U. Tomar um ciclo de três vitórias, enquanto o Rio Maior leva já em curso uma nova série de sete triunfos consecutivos (apenas um abaixo da sua melhor sucessão nesta época, entre a 8.ª e a 15.ª rondas) –, vai-se esfumando o “sonho” da recuperação tomarense, quando restam disputar somente cinco jogos, nos quais o comandante terá uma única deslocação.
Destaques – O primeiro destaque da jornada vai para a soberba goleada aplicada pelo U. Tomar no maior “clássico” do futebol distrital, ganhando por 5-1 em Torres Novas. Contrariamente ao que seria expectável, acabou por revelar-se um dos jogos “mais fáceis” para os nabantinos, tirando partido da forma de actuação dos torrejanos, que sempre procuram privilegiar o ataque, em paralelo, abrindo muitos espaços, a proporcionar aos visitantes explanar a sua superior qualidade.
Os unionistas cedo assumiram a iniciativa, mas sem que os donos da casa deixassem de ripostar, de forma desinibida, contudo, não criando grandes ocasiões de perigo. Tendo inaugurado o marcador logo aos seis minutos, os tomarenses colocaram-se em posição privilegiada para controlar todo o jogo, e, a par e passo, ir desferindo novos golpes, tendo chegado ao 3-0 a abrir a segunda metade. Após o 1-3, a equipa não vacilou, mantendo a serenidade, com Siaka Bamba, numa execução perfeita, na sequência de livre, a selar a vitória, ainda ampliada mesmo a fechar.
Em toda a sua história, foi apenas a 18.ª vez que o União marcou cinco golos fora de casa (para além de outros onze jogos em que superou tal marca), sendo somente a 4.ª ocasião em que ganha 5-1, após ter batido o Águias Alpiarça (1956), Alferrarede (1988) e o Amiense (2019). O “record” em terreno alheio é o 8-0 averbado em Santarém, ante os Empregados do Comércio, em 2013.
O At. Ouriense registou também excelente operação, goleando igualmente, neste caso por 4-1, em Salvaterra de Magos, não só “cavando” uma importante distância de cinco pontos em relação à “linha de água” (no pior cenário, de poderem vir a ser três os clubes a despromover) – dilatando, até, para já “insuperáveis” nove pontos, o avanço em relação ao U. Almeirim – como passou a ter o Torres Novas (actual 12.º classificado) em “ponto de mira”, somente dois pontos acima.
Em evidência estiveram também o Fazendense e o Samora Correia, ganhando, respectivamente, em Abrantes (1-0, frente ao Abrantes e Benfica) e em Amiais de Baixo (2-1, ante o Amiense), com a turma das Fazendas a isolar-se novamente na 3.ª posição, enquanto os samorenses reforçam a candidatura ao 5.º lugar – passando a distar, aliás, “apenas” quatro pontos do 4.º, Mação.
De realçar, ainda, a derrota imposta pelo Benavente, na recepção ao Mação, ganhando por 2-1, o que proporcionou aos visitados (tendo somado oitavo triunfo caseiro, registo apenas superado pelos dois primeiros classificados) subir ao 6.º posto, só dois pontos abaixo do Samora Correia.
Confirmações – O Rio Maior voltou a vencer, mas, desta feita, por tangencial 1-0, em Almeirim, face a equipa cada vez mais sob o espectro de uma possível segunda despromoção sucessiva (agora já com quatro pontos de atraso do Ferreira do Zêzere). Os riomaiorenses colocaram-se em vantagem ainda relativamente cedo, mas, durante todo o restante tempo de jogo, não conseguiram reforçar a curta margem obtida, tendo, de alguma forma, ficado à mercê de qualquer “imprevisto”.
O Cartaxo recebeu e bateu o Alcanenense por categórico 4-1, ascendendo à 9.ª posição, um ponto atrás do Abrantes e Benfica. No restante jogo da ronda o Ferreira do Zêzere não desperdiçou a oportunidade de somar mais três pontos (que poderão, eventualmente, ser de importância crucial), ganhando por 2-0 à formação da Glória do Ribatejo, a qual, deste modo, vê praticamente sentenciada a descida de escalão (passou a ter atraso de dez pontos em relação aos ferreirenses).
II Divisão Distrital – No arranque da fase final, o sorteio (previamente efectuado) “caprichou” em colocar frente-a-frente os dois primeiros classificados de cada uma das séries da fase regular.
O Águias de Alpiarça teve boa entrada, ganhando por 4-2 ao Forense – tendo chegado mesmo a 4-1. O resultado menos esperado – atendendo ao desempenho que ambas as equipas vinham apresentando recentemente – terá sido a vitória (3-1) do Entroncamento sobre o Fátima.
A confirmar a velha máxima de que “não há dois jogos iguais” (mesmo que, no final, o desfecho até possa ser similar), depois de, há uma semana, ter goleado por 5-0, o Moçarriense teve de aplicar-se a fundo para voltar a derrotar o Espinheirense, de novo em terreno alheio: tendo começado por se ver em desvantagem, operou reviravolta já no quarto de hora final, só no derradeiro minuto conseguindo chegar ao golo da vitória (2-1), estendendo o seu percurso triunfal.
Liga 3 – Uma equipa a ganhar por 2-0 na última meia hora de jogo, e em superioridade numérica, não pensará nunca em deixar escapar a vitória… Pois, foi precisamente o que sucedeu ao U. Santarém, em desafio crucial, em que recebia o Caldas; acabando, pelo segundo jogo sucessivo, com nove jogadores em campo, consentiu o tento do empate (2-2) em período de compensação.
Podia ter ficado a um ponto deste adversário, mas, assim, subsiste (no 4.º e último lugar) com quatro pontos de atraso. Pior, o Cova da Piedade foi ganhar à Amora, aumentando para sete pontos a diferença face aos escalabitanos. As lágrimas do “homem do jogo” no final do encontro denunciam bem a tarefa hercúlea em que se converteu a possibilidade de garantir a manutenção.
Campeonato de Portugal – O Coruchense obteve, em teoria, um resultado positivo, ao empatar a zero em Peniche. Mas continua a pisar “gelo fino”: reparte o 2.º lugar com o V. Sernache (que foi, também, empatar – a um golo – na Marinha Grande), pelo que tudo subsiste em aberto.
Antevisão – O campeonato da I Divisão Distrital volta a sofrer um interregno de três semanas, apenas sendo retomado a 30 de Abril, com o Rio Maior-Cartaxo e o U. Tomar-Salvaterrense – enquanto o escalão secundário terá a próxima ronda dia 24. Esta sexta-feira Santa teremos a 2.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo (Fazendense-Amiense; e Abrantes e Benfica-Cartaxo).
Na Liga 3, neste fim-de-semana, o U. Santarém visita a Amora; no Campeonato de Portugal, também apenas a 24 de Abril, o Coruchense enfrenta desafio vital, em Cernache do Bonjardim.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 14 de Abril de 2022)
O Pulsar do Campeonato – 24ª Jornada

(“O Templário”, 07.04.2022)
Parece ter-se iniciado, já há algumas semanas, uma contagem decrescente, a caminho do título de Campeão Distrital, por parte do Rio Maior: após o triunfo sobre o U. Tomar, na ronda 22, ficavam a faltar seis vitórias; depois, cinco; e, agora, apenas quatro, nas seis jornadas que restam disputar. Exibindo pujante grau de confiança, os riomaiorenses não só vão somando goleadas, como, mais importante, com entrada fulgurante, sentenciam os seus desafios logo no quarto de hora inicial!
Em contraponto, os tomarenses parecem ainda algo em “convalescença”, enfrentando a árdua missão, sobretudo a nível anímico, de continuar a acreditar, nada mais lhes restando, por agora, que cumprir a sua parte – voltaram a ganhar, tendo vencido os dois jogos seguintes a tal desaire –, na esperança de que o “rolo compressor” do rival acabe por vir, de algum modo, a bloquear.
Destaques – Tal como sucedera na semana anterior, em Torres Novas, ao quarto de hora o Rio Maior ganhava já por 2-0, ao Salvaterrense (tendo, aliás, os golos sido apontados aos dois e aos nove minutos), ampliando ainda a marca para um confortável 3-0 à passagem da meia hora (precisamente como na jornada precedente). Até final, mais dois tentos fixaram o “placard” em 5-0, num compromisso que o comandante soube, uma vez mais, converter em “facilidades”.
Em destaque esteve também o Samora Correia, que se impôs por convincente 4-2 ao Abrantes e Benfica, alcançando assim a 5.ª posição, culminando meritória ascensão na tabela. Os abrantinos – porventura já com a mente mais na Taça que no campeonato – equilibraram a contenda durante a primeira parte (inauguraram até o marcador; ripostando de pronto, empatando a duas bolas, após reviravolta operada pelos samorenses), mas, após o 3-2, sofrido mesmo em cima dos 45 minutos, não conseguiriam voltar a reagir, vindo a sofrer o quarto golo já próximo do termo da partida.
Noutro plano, o da luta pela “sobrevivência” no escalão principal, o At. Ouriense conseguiu, enfim, quebrar um ciclo muito negativo, de nove jornadas sem vencer (no qual somara apenas dois pontos, fruto de outros tantos empates), batendo o Torres Novas por tangencial 2-1 (sendo que o tento dos torrejanos foi obtido mesmo a findar o encontro), um desfecho determinante para que a formação de Ourém possa “respirar” melhor, agora com uma “almofada” de cinco/seis pontos face à “linha de água” (respectivamente, Ferreira do Zêzere, 14.º; ou U. Almeirim, 15.º).
Surpresas – Ao contrário da ronda anterior, registaram-se algumas surpresas, duas delas envolvendo os dois últimos classificados, que conseguiram pontuar – nesse aspecto, uma jornada negativa para os ferreirenses, únicos derrotados de entre o quarteto da cauda da classificação.
De facto, o U. Almeirim foi a Alcanena obter resultado positivo – pese embora aquém das suas necessidades actuais – empatando 1-1, beneficiando de um golo marcado longo no minuto inicial. O Alcanenense restabeleceria a igualdade ainda durante o primeiro tempo, mas não conseguiria completar a reviravolta no marcador, o que lhe custou, no imediato, a perda do 5.º lugar.
Também a equipa da Glória do Ribatejo procura ainda dar “prova de vida”, tendo averbado igual desfecho na recepção ao Benavente. Ainda assim, um resultado manifestamente insuficiente, dado que o “lanterna vermelha” continua a distar sete pontos do Ferreira do Zêzere, tendo-se mesmo alargado o “fosso” face ao At. Ouriense (agora de já praticamente insuperáveis doze pontos).
A outra surpresa chegou das Fazendas de Almeirim, onde o tranquilo Cartaxo – de modo algo imprevisto, com grande propensão para o golo – repetiu, ante o Fazendense, para o campeonato, o empate a três golos, que tinha registado também, a meio da semana, na recepção ao Abrantes e Benfica, na 1.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo.
Em função desta perda de pontos (totalizando oito pontos desperdiçados em três dos últimos quatro embates), o Fazendense (que vencera por 1-0 em Amiais de Baixo, também em jogo a contar para a Taça, assumindo posição privilegiada) voltou a ver dilatar-se, para significativo número de onze pontos, o atraso face ao vice-líder.
Confirmações – Precisamente, o 2.º classificado, U. Tomar, tal como o novamente 3.º, Mação, confirmaram o favoritismo que lhes era creditado, ganhando as suas partidas.
Os maçaenses, por mais claro 3-1, em casa, ante o Amiense, voltando, assim, a igualar o Fazendense na classificação – numa disputa a dois, ambos agora afastados onze pontos do emblema nabantino, e com sete pontos de vantagem sobre o Samora Correia.
Quanto ao U. Tomar, voltou a sentir dificuldades, sobretudo a nível da finalização, tendo começado, uma vez mais, por ser surpreendido em contra-ataque, consentindo um tento ao Ferreira do Zêzere. Ripostando de pronto, empatando apenas três minutos volvidos (aos 21), seria necessária ainda uma longa espera para materializar em golo (2-1, alcançado a dez minutos do final) a superioridade evidenciada dentro de campo, com amplo, mas infrutífero, domínio.
II Divisão Distrital – Concluída a fase regular do campeonato, sagraram-se vencedores de série: Águias de Alpiarça (41 pontos); Fátima (45 pontos); e Moçarriense (48 pontos – completando uma sensacional campanha, 100% triunfal, nos 16 jogos disputados, mostrando-se “desfasado” deste escalão – o que, todavia, terá de confirmar na fase final, recomeçando a partir do “zero”).
Da ronda final, destaque para a “chave de ouro” com que o grupo da Moçarria encerrou a prova, indo golear por contundente 5-0 ao reduto do… 2.º classificado, Espinheirense. O Marinhais ganhou ao Forense por 2-1, acabando por quedar-se somente a um escasso ponto do apuramento!
A equipa “B” do U. Tomar, tendo somado apenas 16 pontos (7.º classificado entre os nove concorrentes) realizou prova discreta, numa época que se traduziu em processo de aprendizagem.
Liga 3 – O U. Santarém – que cedo se viu em inferioridade numérica, tendo jogado os últimos quinze minutos reduzido a nove elementos – não conseguiu evitar comprometedor desaire (0-2) ante o Cova da Piedade (partida disputada em “campo neutro”, na Malveira, em mais um caso de “divórcio”, entre o clube almadense e a respectiva “SAD”). Após a 2.ª jornada (do total de seis que compõem esta fase), os escalabitanos (na 4.ª e última posição, em lugar de despromoção) têm agora um atraso de quatro pontos face ao Caldas e cinco pontos em relação ao rival desta jornada.
Campeonato de Portugal – Depois do triunfo na estreia, o Coruchense foi derrotado, no seu terreno, pelo Marinhense, em função de solitário tento sofrido, já no quarto de hora final. A turma do Sorraia partilha o 2.º lugar com o V. Sernache (equipa ante a qual vencera na ronda inaugural), ambos a três pontos do conjunto da Marinha Grande, e, também, três pontos acima do Peniche.
Antevisão – No escalão principal as atenções estarão centradas no maior “clássico” do Distrito, Torres Novas-U. Tomar (os quais se defrontarão pela 96.ª vez em jogos de Campeonatos nacionais e distritais e Taça de Portugal e do Ribatejo), devendo o Rio Maior enfrentar tarefa teoricamente de menor grau de dificuldade, em deslocação ao reduto do (aflito) U. Almeirim.
No arranque da fase final da II Divisão, teremos triplo confronto entre clubes que disputaram a mesma série: Águias de Alpiarça-Forense; Entroncamento-Fátima; e Espinheirense-Moçarriense.
Na Liga 3 o U. Santarém recebe o Caldas, estando “obrigado” a ganhar; enquanto, no Campeonato de Portugal, o Coruchense visita Peniche, onde será também muito importante pontuar.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Abril de 2022)
Hóquei em Patins – Liga Europeia – 2021-22 – Fase de Grupos
Grupo A
23.10.2021 – La Vendéenne (Fra.) – Trissino (Itá.) – 2-5
23.10.2021 – Amatori Lodi (Itá.) – Sporting de Tomar (Por.) – 4-4
11.12.2021 – Trissino (Itá.) – Amatori Lodi (Itá.) – 2-1
11.12.2021 – Sporting de Tomar (Por.) – La Vendéenne (Fra.) – 2-0
29.01.2022 – Amatori Lodi (Itá.) – La Vendéenne (Fra.) – 4-1
29.01.2022 – Sporting de Tomar (Por.) – Trissino (Itá.) – 3-3
12.02.2022 – La Vendéenne (Fra.) – Amatori Lodi (Itá.) – 2-3
12.02.2022 – Trissino (Itá.) – Sporting de Tomar (Por.) – 4-4
26.03.2022 – Sporting de Tomar (Por.) – Amatori Lodi (Itá.) – 5-2
26.03.2022 – Trissino (Itá.) – La Vendéenne (Fra.) – 2-1
09.04.2022 – Amatori Lodi (Itá.) – Trissino (Itá.) – 2-3
09.04.2022 – La Vendéenne (Fra.) – Sporting de Tomar (Por.) – 2-4
Jg V E D G Pt 1º Trissino 6 4 2 - 19 - 13 14 2º Sporting de Tomar 6 3 3 - 22 - 15 12 3º Amatori Lodi 6 2 1 3 16 - 17 7 4º La Vendéenne 6 - - 6 8 - 20 -
Grupo B
23.10.2021 – Diessbach (Suí.) – Valongo (Por.) – 1-5
23.10.2021 – Coutras (Fra.) – Sarzana (Itá.) – 4-5
11.12.2021 – Valongo (Por.) – Coutras (Fra.) – 4-1
11.12.2021 – Sarzana (Itá.) – Diessbach (Suí.) – 7-4
29.01.2022 – Coutras (Fra.) – Diessbach (Suí.) – 4-6
29.01.2022 – Sarzana (Itá.) – Valongo (Por.) – 6-6
12.02.2022 – Diessbach (Suí.) – Coutras (Fra.) – 3-1
12.02.2022 – Valongo (Por.) – Sarzana (Itá.) – 4-0
26.03.2022 – Sarzana (Itá.) – Coutras (Fra.) – 5-3
26.03.2022 – Valongo (Por.) – Diessbach (Suí.) – 5-2
09.04.2022 – Coutras (Fra.) – Valongo (Por.) – 5-4
09.04.2022 – Diessbach (Suí.) – Sarzana (Itá.) – 4-7
Jg V E D G Pt 1º Valongo 6 4 1 1 28 - 15 13 2º Sarzana 6 4 1 1 30 - 25 13 3º Diessbach 6 2 - 4 20 - 29 6 4º Coutras 6 1 - 5 18 - 27 3
Garantiram a presença na “Final Four” da Liga Europeia – a disputar em Torres Novas, no “Palácio dos Desportos Helena Sentieiro” (a 14 e 15 de Maio) – as equipas do Trissino, Sporting de Tomar, Valongo e Sarzana.
É o seguinte o alinhamento das meias-finais:
- Trissino – Sarzana
- Sporting de Tomar – Valongo
O Pulsar do Campeonato – 23ª Jornada

(“O Templário”, 31.03.2022)
Não obstante se tenham registado cinco triunfos dos visitantes (apenas U. Tomar e Amiense venceram em casa) a 23.ª ronda do Distrital da I Divisão caracterizou-se, em termos gerais, pela lógica: foram derrotados todos os clubes que ocupam os sete últimos lugares, tendo-se registado uma igualdade, num confronto em que o anterior 5.º classificado recebeu o 4.º da tabela.
Os principais beneficiados da jornada foram o Rio Maior – superou, aparentemente com facilidade, o que se antecipava poder ser uma deslocação de alguma complexidade, a Torres Novas, encurtando assim a “distância” que o separa do presumível título – e o Fazendense, aproveitando o empate do Mação, para se isolar no 3.º lugar.
Destaques – A primeira nota de realce vai justamente para a presteza com que o Rio Maior se desembaraçou do seu adversário, em Torres Novas, onde, apenas com um quarto de hora, ganhava já por 2-0, tendo arrumado a contenda antes da meia hora de jogo, fixando o que seria o 0-3 final.
Precisamente o mesmo desfecho (0-3) averbado pelo Fazendense, num categórico triunfo obtido no “derby”, no terreno do U. Almeirim, agravando a situação delicada que o 1.º classificado do campeonato de há dois anos (então interrompido, devido ao surgimento da pandemia) atravessa, actualmente no penúltimo lugar, portanto em posição de despromoção (a consumar-se, no final, tal traduzir-se-ia na segunda descida de divisão sucessiva dos almeirinenses) – por agora, com sete desafios por disputar, dois pontos abaixo do Ferreira do Zêzere e a quatro do At. Ouriense.
Em destaque estiveram também as equipas do Alcanenense, Samora Correia e Benavente, pelas vitórias alcançadas extra-muros: 2-1 pela turma de Alcanena, no difícil reduto de Salvaterra de Magos (tendo, aliás, liderado por 2-0 quase até final da partida); 2-0 por parte do grupo de Samora Correia, no Cartaxo; e, igualmente por 2-1, pelo conjunto de Benavente, em Ferreira do Zêzere.
Em função destes resultados os vencedores firmam-se na disputa pelo 5.º lugar, actualmente pertença do Alcanenense (5.º), mas somente um ponto acima de Samora Correia e Benavente. Ao invés, os vencidos vêem-se mais distanciados da primeira metade do quadro, ocupando agora o 10.º (Salvaterrense), 12.º (Cartaxo) e 14.º lugar (Ferreira do Zêzere).
E, se no caso dos emblemas de Salvaterra e Magos e do Cartaxo, respectivamente com doze e dez pontos de vantagem sobre os ferreirenses, a sua situação é de grande tranquilidade quanto ao objectivo de permanência no escalão principal, já o emblema do Zêzere deu “um passo atrás” na recuperação que vem encetando (mesmo que, no imediato, sem repercussão a nível da ordenação dos clubes na tabela), sobretudo por se ter tratado de desaire caseiro.
Acresce que a equipa de Ferreira até começara por se colocar em vantagem, vindo a sofrer o tento do empate à passagem da hora de jogo, para acabar por ver consumar-se a reviravolta no marcador já em período de compensação, perdendo um ponto que poderá vir a ser relevante.
Quem parece encaminhar-se irremediavelmente para a divisão secundária é o Glória do Ribatejo, com o 6-0 sofrido em Amiais de Baixo a poder indiciar como que um “atirar de toalha ao chão”.
Confirmações – Numa jornada sem grandes surpresas – mesmo considerando os mencionados êxitos de Alcanenense e Samora Correia, em terreno alheio –, anota-se a repartição de pontos no Abrantes e Benfica-Mação (empate a duas bolas), o que, não tendo sido um desfecho de todo negativo para os abrantinos (face ao potencial do adversário), acabou por lhes ser duplamente penalizador: por um lado, deixaram escapar – num único minuto, entre o 62 e o 63 – a vantagem de dois golos que tinham alcançado logo nos dez minutos iniciais; por outro, baixaram à 8.ª posição, pouco condizente com as suas aspirações, ainda que o 5.º lugar esteja só a dois pontos.
O U. Tomar, recebendo o At. Ouriense, também envolvido na luta pela manutenção (é 13.º classificado, somente dois pontos acima da “linha de água”, num cenário de virem a ser três os clubes a despromover) debateu-se ainda com a “ressaca” do insucesso do fim-de-semana anterior.
Com a equipa a denotar dificuldade em “carburar” da forma habitual, só à beira do termo da primeira parte os nabantinos conseguiriam chegar ao golo – num lance assinalado por uma infelicidade, com o guardião contrário a atingir, inadvertidamente, um companheiro, que, caindo desamparado no terreno, foi submetido a assistência médica no local, com o jogo interrompido durante cerca de meia hora, tendo sido transportado para o hospital. Acima de tudo, os votos são, naturalmente, da sua boa recuperação e pronto restabelecimento.
Na segunda metade, a turma unionista continuou exposta aos perigosos contra-ataques da formação de Ourém, com o guarda-redes Ivo Cristo a ter papel fundamental na preservação da vantagem das suas cores. Mesmo depois de terem chegado a 2-0, os visitados, tendo consentido a redução para a diferença mínima, voltaram a oscilar. A tranquilidade só chegaria na fase final, com mais um golo apontado, a estabelecer o resultado de 3-1.
Será um desafio a requerer grande superação o que o União enfrenta até final: o de, sem vacilar, tentar vencer jogo após jogo, ansiando que o rival na luta pelo título possa vir a ter alguma quebra.
II Divisão Distrital – Mercê da difícil vitória, por tangencial 3-2, alcançada no terreno do Rebocho, o Forense garantiu, a uma ronda do final da primeira fase do campeonato, a última vaga de acesso à disputa do título de Campeão e de promoção à I Divisão (três primeiros da fase final).
Estão já matematicamente apurados: Águias de Alpiarça e Forense (Série A); Fátima e Entroncamento AC (Série B); e Moçarriense e Espinheirense (Série C). O Marinhais (tendo goleado por 5-0 em Benfica do Ribatejo) é quem ficou mais próximo, posicionando-se quatro pontos abaixo dos dois primeiros da série A – na série C o Tramagal está seis pontos atrás do 2.º.
Campeonato de Portugal – Em jogo de “acerto de calendário”, o Coruchense entrou com o “pé direito” neste “mini-campeonato” (apenas seis jornadas) para disputa da manutenção nos Nacionais, ganhando por 2-1 na recepção ao V. Sernache. Reparte, pois, o 1.º lugar com o Marinhense (que vencera, na estreia, na semana anterior, em Peniche), ambos com três pontos.
Antevisão – Na divisão principal os dois primeiros jogam em casa, com o Rio Maior a receber o Salvaterrense, enquanto o U. Tomar disputará um “clássico”, com o vizinho Ferreira do Zêzere, muito necessitado de pontos. De interesse será também o Samora Correia-Abrantes e Benfica.
Na derradeira ronda da II Divisão o Marinhais terá a visita do Forense, num embate no qual, porém, os visitados não conseguirão já superar a desvantagem, que os arredou da fase final. O Fátima recebe o Riachense, bastando-lhe pontuar para confirmar o 1.º lugar da série. Num “quase derby” o Moçarriense desloca-se ao Espinheiro, procurando completar o trajecto 100% vitorioso.
Na Liga 3 o U. Santarém terá um encontro crucial, na Cova da Piedade, clube que o precede na classificação, e que poderá ser o de mais plausível ultrapassagem, na busca pela manutenção; no Campeonato de Portugal o Coruchense recebe o Marinhense, em mais um difícil compromisso.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 31 de Março de 2022)
O Pulsar do Campeonato – 22ª Jornada

(“O Templário”, 24.03.2022)
O embate do passado sábado entre Rio Maior e U. Tomar traduziu-se num duelo bem à altura das expectativas, entre aquelas que têm demonstrado ser as duas melhores equipas do campeonato – colocando-se mutuamente acrescidos níveis de exigência, reforçando a competitividade de cada uma delas –, uma disputa de alta intensidade, com interessantes cambiantes tácticas, culminando como pináculo desta temporada, num desafio claramente ao nível de um escalão superior.
Em função do desfecho registado (2-1), o Rio Maior reforça significativamente a sua posição privilegiada, passando agora a dispor de confortável margem de erro, que lhe proporciona poder ter até dois desaires, sem comprometer o objectivo. Por seu lado – e mesmo sem poder ter qualquer garantia de que tal possa vir a bastar – ao União restará lutar pela vitória, jogo a jogo, nas oito rondas que subsistem por disputar, procurando adiar até ao limite a decisão do título.
Destaque – Em ambiente de “clássico”, com boa moldura humana – num Estádio com excelentes condições e um relvado natural de grandes dimensões –, a turma unionista até começou por ter uma primeira investida à área contrária, ganhando um pontapé de canto logo nos instantes iniciais; porém, durante os primeiros vinte minutos, a forte intensidade do grupo da casa provocou que os tomarenses sentissem grandes dificuldades para conseguir libertar-se da pressão e sair a jogar.
A equipa nabantina, tendo entretanto conseguido adaptar-se e encaixar face ao esquema táctico adversário, teve, passado esse período, a sua melhor fase – a qual viria a ser coroada com um golo de bela execução, à passagem da meia hora, com João Marchão a dar perfeita sequência a bom cruzamento de Pedro Pires, após boa arrancada pela direita –, o que faria “abanar” a formação riomaiorense, com o União, praticamente até final da primeira metade, na “mó de cima”.
A vantagem tomarense era curta e sabia-se, claro, que a reacção dos donos da casa se faria sentir no segundo tempo. No recomeço, o conjunto visitante ia conseguindo manter o perigo afastado da sua baliza, mas um momento crucial do jogo viria a ocorrer aos 57 minutos, com a substituição forçada de Henrique Matos, a obrigar a adaptações: recuo de Siaka Bamba para central; baixa de Tiago Vieira para a zona intermediária, com Wemerson Silva a passar ser a referência na frente.
Outra vez com maior dificuldade em “ter bola”, perante o intensificar da pressão do Rio Maior, o União resistia como virtual “1.º classificado” até à entrada do derradeiro quarto de hora… todavia, num período de menos de dez minutos, viria a operar-se a reviravolta no marcador: primeiro, Geraldino Barbosa, acabado de entrar em campo, a restabelecer o empate, na sequência de um lance de bola parada (canto); apenas sete minutos volvidos seria o francês Alex Diliberto, com notável execução técnica, a desviar a bola do alcance do guardião, a fixar o “placard” em 2-1.
O técnico unionista acabara de refrescar a sua equipa, que denotava já grande desgaste, operando dupla substituição, quando, de imediato, sofreu o primeiro golo. Ao contrário do jogo da primeira volta, no qual os tomarenses se tinham imposto na segunda parte, desta feita a equipa, tendo dado “tudo o que tinha” dentro de campo, acabaria por ficar como que “sem gás” para o quarto de hora final, em contraponto à final e vigorosa aceleração contrária.
Na dúzia de minutos que restavam ainda por jogar (incluindo tempo de compensação), não haveria já força física e anímica para reagir de forma que pudesse ser eficaz, perante um adversário de grande valor e qualidade, que acabou por, meritoriamente, justificar o resultado, pese embora a repartição de pontos pudesse ter sido desfecho mais apropriado ao labor das duas formações.
Surpresas – A 22.ª jornada foi repleta em surpresas, como raramente se terá visto nesta temporada, desde logo com o duo que partilha o 3.º posto a não conseguir tirar benefícios do resultado desfavorável averbado pelo U. Tomar. De facto, quer Fazendense, quer Mação, foram inesperadamente desfeiteados nos seus próprios redutos, perdendo, respectivamente, ante o Salvaterrense (0-2) e o Cartaxo (1-2), clubes que, desta forma, praticamente garantem um final de época tranquilo – no caso dos cartaxeiros ainda com ambições na Taça do Ribatejo.
O mesmo sucedeu na Glória do Ribatejo, num electrizante desafio, ante o Abrantes e Benfica, finalizado com igualdade a três bolas – tendo ambas as equipas marcado já para além do minuto 90 –, contudo um desfecho ainda assim insuficiente para fortalecer as esperanças dos visitados, agora ainda mais distantes da “linha de água”. E isto porque, em partida que poderá vir a revelar-se crucial, o Ferreira do Zêzere foi ganhar a Ourém, ao At. Ouriense, por muito imprevisto 3-0.
Confirmações – Nos restantes três encontros os visitados impuseram-se, com triunfo categórico (4-1) do Samora Correia face ao U. Almeirim (que, assim, cai na zona de despromoção), a mesma marca registada no Alcanenense-Torres Novas (com os torrejanos aquém das expectativas, vindos de triunfo ante o Fazendense); enquanto o Benavente bateu, por 3-1, o Amiense, voltando a aproximar-se da 5.ª posição, agora repartida pelos abrantinos e pelo grupo de Alcanena.
II Divisão Distrital – O principal realce vai para a convincente vitória (3-0) do Águias de Alpiarça ante o Forense, isolando-se na liderança da sua série, com três pontos de vantagem (ainda que o Forense tenha um jogo a menos), ao mesmo tempo que confirma matematicamente o apuramento para a fase final, de disputa de Campeão e de promoção. O Marinhais, ganhando por tangencial 2-1 ao Porto Alto, “sonha” ainda com a remota possibilidade de apuramento (dista quatro pontos do conjunto dos Foros de Salvaterra), a duas rondas do final desta primeira fase.
Têm também já confirmada a qualificação para tal fase final o Fátima (3-0 ao Goleganense) e o Entroncamento AC (3-1 no terreno da U. Atalaiense), tal como o Moçarriense (5-1 fora de casa, ante o Aldeiense, mantendo o pleno de vitórias – 14) e o Espinheirense (1-0 em casa, com o Pego).
Liga 3 – Foi algo “estranha” a evolução do resultado no jogo de arranque da disputa da fase de manutenção, no qual o U. Santarém recebeu o Amora: tendo-se visto em inferioridade numérica logo a partir dos cinco minutos, os escalabitanos chegariam ao intervalo a ganhar por 2-0; após terem também ficado reduzidos a dez elementos (ainda antes do final da primeira parte), os amorenses viriam a conseguir, na etapa complementar, restabelecer a igualdade, a dois golos.
Dado o empate entre Caldas e Cova da Piedade mantêm-se inalteradas as posições, com o U. Santarém em 4.º e último da sua série, dois pontos abaixo dos piedenses, seus próximos rivais.
Antevisão – Avulta, no Distrital da I Divisão, o Torres Novas-Rio Maior, primeiro “teste” do agora reforçado líder, para além do “derby” U. Almeirim-Fazendense, enquanto o U. Tomar recebe o At. Ouriense, urgentemente carenciado de pontos para procurar escapar à zona perigosa.
Na II Divisão Distrital, o Forense poderá ser o sexto e último clube a confirmar o apuramento para a fase final, caso vença no terreno do Rebocho (caso contrário, poderíamos ter um “escaldante” Marinhais-Forense, confronto agendado para a derradeira jornada).
Com o decurso regular dos nacionais em pausa no fim-de-semana, o Coruchense entra em acção, para disputar o desafio da ronda inaugural, adiado para este domingo, recebendo o V. Sernache.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Março de 2022)
O Pulsar do Campeonato – 21ª Jornada

(“O Templário”, 17.03.2022)
Superada que foi uma fase difícil, com importantes perdas de pontos (cinco no caso do Rio Maior, nas três rondas iniciais da segunda volta; nove por parte do U. Tomar, em três jornadas consecutivas – 18.ª à 20.ª –, a que acresce a eliminação de ambos da Taça do Ribatejo), os dois candidatos ao título não vacilaram – tendo os riomaiorenses alinhado entretanto já outros três triunfos sucessivos no campeonato, face a duas vitórias dos nabantinos na passada semana.
De facto, o desfecho das partidas disputadas em Benavente (3-1, na quarta-feira) e ante o Alcanenense (4-2, no Domingo) proporcionaram ao União continuar a depender de si próprio, na antecâmara do crucial embate do próximo fim-de-semana, em que visitará Rio Maior.
Costuma dizer-se, nestas ocasiões, que “nada ficará decidido” em tal confronto – subsistirão ainda oito rondas por realizar (ou seja, um total de 24 pontos em disputa para cada contendor) –, mas, em paralelo, será também um apelidado “jogo de seis pontos”: caso o U. Tomar venha a vencer, não só igualará o rival na liderança, como passaria a dispor de vantagem no confronto directo; ao invés, ganhando o Rio Maior, dilataria para seis pontos a margem face ao 2.º classificado.
Destaques – Ao contrário das últimas semanas, o realce da 21.ª jornada vai para o desaire sofrido pelo Fazendense na deslocação a Torres Novas, onde perdeu por 2-1, depois de ter chegado a estar em vantagem, voltando a ver os dois da frente distanciar-se (agora a nove pontos do U. Tomar), e sendo igualado no 3.º posto pelo Mação. Uma boa operação para os torrejanos – que até têm denotado alguma irregularidade em casa, onde ganharam apenas pela quarta vez em dez jogos –, integrando um quarteto que reparte o 7.º lugar, apenas um ponto abaixo do Alcanenense.
Em evidência esteve também o Samora Correia, vencendo em Salvaterra de Magos, igualmente por 2-1, ante um adversário que vinha somando bons resultados nas últimas semanas. Os samorenses são outro dos integrantes do tal quarteto (a par, ainda, de Amiense e Benavente), enquanto o Salvaterrense se segue de imediato na tabela, somente a um ponto.
Frente a um adversário (At. Ouriense) ainda em posição delicada (13.º, quatro pontos acima do U. Almeirim e com cinco de vantagem face ao Ferreira do Zêzere), o guia, Rio Maior, experimentou dificuldades para se impor por tangencial 1-0, ainda assim o suficiente para enfrentar o próximo desafio em posição privilegiada, no seu reduto, e com três pontos a mais.
Confirmações – Numa jornada sem especiais surpresas a assinalar, os resultados dos restantes cinco encontros vieram confirmar a “lógica” do futebol, com os emblemas mais credenciados a confirmar o seu superior potencial, a par de repartição de pontos noutro duelo mais equilibrado.
Tal como referido, o U. Tomar bateu (por 4-2) o Alcanenense, uma margem, porém, algo ilusória de “facilidades” que, efectivamente, não se verificaram. Ao contrário, dada a dificuldade dos unionistas em “entrar no jogo”, durante a sua primeira metade, foram os visitantes que, por duas ou três ocasiões, mais perto estiveram de inaugurar o marcador, não fosse a decisiva concentração do guardião tomarense, a par de situações em que os dianteiros adversários foram perdulários.
Na segunda parte, os donos da casa entraram de rompante, marcando logo a abrir (teriam, logo depois, um outro lance de golo invalidado pelo árbitro), mas vindo, contudo, a conceder o tento da igualdade. Já depois de ter sido desperdiçada outra boa oportunidade, valeria, então, a inspiração de Tiago Vieira – nesta fase, com posicionamento em campo diferente do habitual, mais avançado – para recolocar os tomarenses em vantagem, que ampliariam ainda para o 3-1.
Mas, fazendo o União sofrer (quase) até final, a turma de Alcanena reduziria ainda para a margem mínima (2-3), antes de Tiago Vieira completar um notável “hat-trick”, a fixar o “placard”.
O Abrantes e Benfica aproveitou a derrota alcanenense para, goleando o Benavente por 5-2, voltar a assumir a 5.ª posição, pese embora muito atrasado face ao quarteto da frente.
O Mação venceu, também com naturalidade, por convincente 3-0, uma equipa do U. Almeirim, que tarda em conseguir afastar-se da zona perigosa (dependendo do desempenho do Coruchense na fase final do Campeonato de Portugal, poderá até estar, nesta altura, em situação de eventual despromoção). Quanto aos maçaenses, retomaram também o 3.º posto, a par do Fazendense.
O Cartaxo, ganhando por tangencial 2-1 ao “lanterna vermelha”, Glória do Ribatejo, deu importante passo para a tranquilidade – dispõe agora de uma margem de segurança já de nove pontos em relação ao U. Almeirim; e dez pontos de vantagem face ao Ferreira do Zêzere. Em contraponto o grupo da Glória mantém sete pontos de atraso para a “linha de água” (onze pontos, no cenário de virem a ser três os clubes a despromover ao segundo escalão).
Nessa luta pela manutenção, o Ferreira do Zêzere não obteve o desfecho almejado, não indo além do nulo, na recepção ao Amiense. Encurtou, ainda assim, mesmo que ligeiramente, a distância face ao U. Almeirim e ao At. Ouriense, que se posicionam imediatamente acima na tabela.
II Divisão Distrital – O grande destaque da 15.ª jornada foi a surpreendente goleada (5-0) aplicada pela equipa da Ortiga ao Espinheirense, com o Tramagal (vencedor do Aldeiense, por 3-2) a reduzir para seis pontos o seu atraso face ao 2.º classificado da série.
O Águias de Alpiarça (vitória por 2-0 em Benfica do Ribatejo) aproveitou a folga do Forense para igualar pontualmente o líder, pese embora este tenha um jogo a menos. Por seu lado, o Marinhais (goleando, por 7-0, em Coruche, a equipa “B” do Coruchense) mantém-se a sete pontos dos alpiarcenses, contando igualmente um jogo a menos que esse rival na disputa pelo 2.º lugar.
O Fátima ganhou também, em Tomar, perante a equipa “B” do União, por 3-1, mantendo-se a par do Entroncamento em termos pontuais, no comando da série (com os fatimenses igualmente com um jogo a menos disputado) – ambas as equipas confirmaram já, matematicamente, o apuramento para a fase final, juntando-se ao Moçarriense (que folgou também nesta ronda).
Antevisão – De forma incontornável, todas as atenções estarão centradas no empolgante duelo entre Rio Maior e U. Tomar, que poderá ser determinante para o desfecho deste campeonato, com os dois candidatos a reencontrarem-se, depois da igualdade (1-1) registada na primeira volta.
Na II Divisão Distrital, teremos também um aliciante Águias de Alpiarça-Forense, sendo ainda de interesse o U. Atalaiense-Entroncamento AC e o Abrantes e Benfica “S23”-Tramagal.
No arranque da segunda fase (manutenção) da Liga 3 o U. Santarém recebe o Amora (5.º classificado da fase regular), que ficou somente a um ponto da qualificação para disputa da subida.
Também o Campeonato de Portugal tem a primeira jornada da fase final (manutenção), com o Coruchense a ter a visita do V. Sernache, sendo importante começar, desde já, a somar pontos.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Março de 2022)
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/4 de final

(“O Templário”, 10.03.2022)
Aqueles que eram os dois principais favoritos à conquista da Taça do Ribatejo – e, em paralelo, ainda os dois candidatos ao título de Campeão Distrital – quedaram-se pelos quartos-de-final da “prova rainha”, superados pelo Cartaxo e pelo Fazendense.
Se, no caso do Rio Maior, afastado por via do desempate da marca de grande penalidade, tal acaba por traduzir-se na perspectiva de o Fazendense poder vir a ampliar o seu palmarés já “record” na competição (é o único clube com quatro troféus conquistados), a eliminação do U. Tomar, no seu próprio reduto, pelo Cartaxo, não deixa de consubstanciar uma indisfarçável crise de confiança.
Destaques – O primeiro realce desta ronda da Taça do Ribatejo vai, pois, de novo, para o Fazendense, que continua a confirmar a excelente fase que vem atravessando: depois de, há três semanas, ter derrotado o Rio Maior, e de, na semana passada, ter feito o mesmo ante o U. Tomar, o grupo das Fazendas voltou a levar a melhor sobre o agora líder do campeonato.
Desta feita, após igualdade a um golo no tempo regulamentar (os donos da casa colocaram-se em vantagem à entrada dos derradeiros dez minutos, vindo contudo a consentir o empate aos riomaiorenses apenas três minutos volvidos), o Fazendense impor-se-ia no desempate da marca de grande penalidade, perfilando-se agora como o principal candidato à conquista de novo troféu (defrontará nas meias-finais, a disputar a duas mãos, o Amiense).
Precisamente, a turma de Amiais de Baixo esteve também em destaque, goleando por convincente 4-1 no terreno do Forense, até então o último resistente do escalão secundário (de que é líder de série) na Taça, tornando fácil, por via da sua atitude e desempenho, o que, noutras circunstâncias, poderia eventualmente ter-se revelado mais complexo (recordando-se que o conjunto dos Foros de Salvaterra tinha começado por eliminar, na ronda preliminar, o At. Ouriense, da I Divisão).
Surpresas – O U. Tomar voltou a protagonizar a grande surpresa, e de forma bem negativa. O inesperado desaire caseiro ante o Samora Correia (já depois da derrota sofrida em Mação, onde os nabantinos chegaram a estar em vantagem, que, contudo, viram escapar-se) deixou “mossa”. Nas Fazendas de Almeirim alguma “infelicidade” ditara terceira desfeita sucessiva. Quando se esperava que a equipa pudesse reencontrar-se, acabou por sofrer mais um surpreendente desfecho desfavorável, a custar a eliminação da prova, na qual tinha também legítimas aspirações.
O Cartaxo começou por inaugurar o marcador em Tomar, à passagem dos vinte minutos, sendo que os unionistas ainda conseguiram a “benesse” de, no lance imediato, restabelecer o empate. Todavia, no decurso da partida, não foram capazes de manter a serenidade necessária para impor sobre o terreno a sua superior qualidade individual e colectiva, ficando à mercê das transições adversárias, expondo fragilidades defensivas.
O segundo tento dos cartaxeiros, outra vez sobre os vinte minutos, mas do segundo tempo, pôs a nu a falta de confiança que o grupo denota por estes dias. Haveria ainda bastante tempo para tentar recuperar e reverter a situação, mas, alguma precipitação, associada também à maior assunção de risco, revelar-se-ia fatal, apenas mais cinco minutos decorridos. O Cartaxo chegava ao 3-1, que seria o resultado final, com todas as tentativas dos tomarenses (já mais “com o coração do que com a cabeça”) de ripostar à adversidade a mostrarem-se infrutíferas.
Em Abrantes aconteceu “meia surpresa”: o Salvaterrense, que estivera já em evidência, na semana precedente, tendo indo vencer a Mação, impôs um empate (1-1) ao Abrantes e Benfica, vindo contudo a ser afastado no desempate da marca de grande penalidade, no qual os abrantinos foram mais eficazes. Assim, na outra das meias-finais, o Cartaxo defrontará o Abrantes e Benfica.
Liga 3 – Na última jornada da primeira fase desta prova o U. Santarém empatou (2-2) na recepção à equipa “B” do Sporting, não tendo conseguido materializar em vantagem a inferioridade numérica do adversário em larga parte do encontro (tendo a equipa leonina acabado mesmo reduzida a nove elementos, nos últimos dez minutos de jogo e no período de compensação).
Os escalabitanos terminam assim esta fase no penúltimo lugar (em igualdade pontual com o último classificado, Oriental Dragon, ambos com 18 pontos). Independentemente do resultado do passado fim-de-semana, acabou por revelar-se determinante o desaire sofrido na ronda anterior ante o Oliveira do Hospital, emblema que, em função desse desfecho, acabou por garantir o 10.º posto, dois pontos acima, com reflexos a nível do escalonamento dos clubes para a segunda fase.
Campeonato de Portugal – Também o Coruchense enfrentava tarefa árdua, na visita ao Estádio do Restelo, igualmente para disputa da derradeira jornada da fase inicial da competição, sendo que apenas a vitória garantiria ao Belenenses não ficar dependente de resultados de terceiros.
Com uma exibição bastante personalizada – dando boa réplica, mesmo reduzido a dez durante cerca de uma hora – o grupo de Coruche, tendo-se visto a perder à entrada para os cinco minutos finais da primeira metade, conseguiria surpreender o adversário, restabelecendo a igualdade logo no arranque da segunda parte. Só uma grande penalidade, a sancionar um lance em que o avançado belenense se isolava frente ao guardião, permitiu aos “azuis do Restelo” a tangencial vitória por 2-1, garantindo assim o 1.º lugar da série E e confirmando o apuramento para a fase de promoção – não sem, já em tempo de compensação, terem sofrido enorme susto, com uma magnífica defesa do seu guarda-redes a evitar o que poderia ter sido o segundo golo da turma do Sorraia.
O Coruchense termina esta fase no 7.º lugar (em igualdade pontual – 21 pontos – com o 6.º classificado, Operário de Lagoa), vendo-se, pois, relegado para a disputa da fase de manutenção.
Antevisão – Quando esta edição do jornal chegar aos leitores será já conhecido o desfecho do jogo de acerto de calendário – agendado para esta quarta-feira, dia 9 de Março –, entre Benavente e U. Tomar, crucial para as aspirações dos unionistas, sobretudo em termos de demonstração de capacidade de reacção e do imprescindível restabelecimento dos níveis de confiança.
Para o fim-de-semana, na 21.ª ronda, o União continuará a ter a pressão de ganhar, em casa, ao Alcanenense (5.º classificado), sendo o Rio Maior igualmente favorito na deslocação a Ourém, para defrontar o At. Ouriense (actual 13.º). De interesse será também o Torres Novas-Fazendense.
No escalão secundário, com os líderes Forense e Moçarriense de folga, anota-se que o U. Tomar “B” receberá o guia da sua série, Fátima. As atenções estarão ainda focadas nos jogos: Benfica do Ribatejo-Águias de Alpiarça; Coruchense “B”-Marinhais; e Ortiga-Espinheirense.
A Liga 3 e o Campeonato de Portugal tinham previsto para dia 8 o sorteio da 2.ª fase, com os representantes do Distrito ambos em séries de disputa de manutenção: o U. Santarém (11.º) partirá com 2 pontos, integrando também a sua série os 5.º, 7.º e 9.º da fase inicial, respectivamente Amora (8), Caldas (6) e Cova da Piedade (4 pontos), sendo o último classificado despromovido; quanto ao Coruchense, irá disputar a permanência nos nacionais com Marinhense, V. Sernache e Peniche (3.º, 5.º e 6.º classificados da série D) – descendo aos Distritais os dois últimos da série.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Março de 2022)
O Pulsar do Campeonato – 20ª Jornada

(“O Templário”, 03.03.2022)
Sabia-se, de antemão, da dificuldade que encerrava, para o U. Tomar, a deslocação às Fazendas de Almeirim – prosseguindo o Fazendense o excelente ciclo em curso, tendo acumulado 25 pontos, num máximo possível de 27, nas últimas 9 rondas (registo apenas superado, neste campeonato, pelo União, com nove vitórias consecutivas, entre os meses de Novembro e Janeiro) –, o que acabaria por vir a confirmar-se, resultando no terceiro desaire sucessivo dos tomarenses.
Tendo averbado, desde a paragem de Natal e fim de ano, somente três pontos (nos quatro jogos que realizou), face a um total de 16 pontos somados pelo Rio Maior (em sete partidas disputadas), as circunstâncias mudaram substancialmente: de líder com uma “vantagem” (à condição) de sete pontos, o U. Tomar passou a ter agora um atraso de seis pontos face ao novo guia!
Continua, não obstante, a depender apenas de si próprio (dado manter um jogo em atraso), sendo que um cenário de dez vitórias nas dez jornadas que faltam lhe garantiria o 1.º lugar final no campeonato. Porém, a margem de erro “esgotou-se”, tendo-se complicado muito estas contas, que pressupõem, neste contexto, a obtenção de um triunfo no terreno do seu rival, em Rio Maior.
Mas, antes disso, cabe agora aos unionistas assumir o papel que os riomaiorenses cumpriram durante tantos meses: manter uma perseguição tenaz, não deixando nunca o adversário ampliar a diferença pontual. Ou seja, no imediato, será imperioso ganhar em Benavente e ao Alcanenense.
Destaque – Postos os “considerandos” anteriores, a realidade é que o U. Tomar foi algo infeliz nas Fazendas de Almeirim, de onde não merecia ter saído derrotado. Foi um desafio de alguma forma “estranho”, com os unionistas a adoptar uma postura dentro de campo, desde início, que, de forma incrível, empurrou o (surpreso) adversário para o seu meio terreno, onde se manteve “confinado” praticamente por completo, durante os primeiros vinte minutos, sem conseguir libertar-se da intensa pressão contrária. Um domínio absoluto dos nabantinos, todavia improfícuo.
Ao invés, numa das primeiras ocasiões em que conseguiu chegar à área contrária, o Fazendense exerceu logo forte ameaça, com um remate cruzado, a sair “milímetros” ao lado do poste, sem hipótese de defesa para o guardião tomarense. No lance seguinte, ainda a meio da primeira parte, o União teria aquela que foi, também, a sua ocasião mais soberana, desta feita com o guarda-redes da casa, com uma fantástica intervenção, a evitar o golo, que se “adivinhava”, de Tiago Vieira.
A partir daí, e ao longo de um período de quase 45 minutos, as duas equipas “encaixaram” por completo, não havendo flagrantes oportunidades a assinalar. Até que uma falha de defesa central unionista, na intercepção da bola, provocou, em último recurso, uma falta a travar o adversário, que ficaria isolado diante da baliza, sendo sancionado com o cartão vermelho. Outra vez em inferioridade numérica, bastaram cerca de dois minutos para tal se traduzir em desvantagem no marcador, com o Fazendense a marcar o golo solitário que acabaria por lhe proporcionar a vitória.
Tal como sucedera em Mação, os tomarenses viriam ainda a ficar, alguns minutos volvidos, reduzidos a nove elementos, por segundo cartão amarelo, a defesa lateral, o que consubstanciava uma tarefa hercúlea. Até final, outra vez reagindo bem, o União manteve o adversário “em sentido”, chegando à área um par de vezes, mas não conseguindo evitar o desfecho desfavorável.
Surpresas – A maior surpresa da ronda foi a vitória alcançada pelo Salvaterrense em Mação, por 2-1, interrompendo, de forma bastante inesperada, uma série de três triunfos dos locais, pondo definitivamente termo a quaisquer eventuais aspirações ao topo que pudessem ainda acalentar.
Uma “meia-surpresa” (ou, talvez, nem isso, dado ter sido já a quinta derrota caseira do Amiense, esta época surpreendentemente irregular no seu reduto) registou-se em Amiais de Baixo, com o Abrantes e Benfica a ganhar por tangencial 1-0, ultrapassando assim esse adversário na tabela.
Confirmações – O guia, Rio Maior, confirmou o seu favoritismo, somando nova goleada (a nona, em quinze vitórias obtidas), batendo o Ferreira do Zêzere por 4-0. Por seu lado, o Benavente, a realizar campanha muito segura (seis vitórias e dois empates em dez jogos em casa), impôs-se por 2-1 ao Cartaxo, ascendendo a meritório 6.º lugar, que partilha agora com o Abrantes e Benfica.
Nos restantes encontros, anotam-se ainda três empates (todos 1-1), no Alcanenense-At. Ouriense; no Samora Correia-Torres Novas (com os visitados aquém do que poderia ser expectável); e no crucial Glória do Ribatejo-U. Almeirim, porventura a última oportunidade que o “lanterna vermelha” dispôs para poder encurtar distâncias, na cada vez mais árdua luta pela permanência.
II Divisão Distrital – O principal destaque vai para a vitória (4-2) do Fátima na recepção ao Entroncamento AC, o que proporcionou aos fatimenses igualar este adversário no comando, beneficiando ainda de terem um jogo a menos. Em qualquer caso, estes dois clubes irão marcar presença na fase final, de apuramento de Campeão e de promoção ao principal escalão.
O mesmo sucederá com Moçarriense (13 vitórias em 13 jogos, tendo vencido o Tramagal por 2-0) – já garantido – e Espinheirense, igualmente em evidência, goleando o At. Pernes por 7-2.
Mais a Sul, o Forense goleou também, por 5-1, frente ao Benfica do Ribatejo, e tem tal apuramento também praticamente assegurado, restando por fixar a última vaga, entre Águias de Alpiarça e Marinhais, por ora com importante avanço (sete pontos) dos alpiarcenses (mesmo que o concorrente tenha um jogo a menos), para além de disporem de vantagem no confronto directo.
Assinala-se ainda o empate (2-2) averbado pela equipa “B” do U. Tomar na visita aos Riachos.
Liga 3 – O U. Santarém não logrou pontuar na deslocação a Tábua, frente ao Oliveira do Hospital, perdendo por 1-0, entrando assim para a derradeira jornada desta primeira fase igualado com o Oriental Dragon na última posição da pauta classificativa (repartem o 11.º e 12.º lugares), tendo sido ultrapassado por aquele adversário, em relação ao qual está agora dois pontos abaixo.
Antevisão – Os campeonatos distritais da A. F. Santarém registam nova interrupção, para disputa, neste fim-de-semana, dos quartos-de-final da Taça do Ribatejo, que terão como “jogo grande” o embate entre Fazendense e Rio Maior, respectivamente 3.º e 1.º classificados na divisão principal.
Por seu lado, o U. Tomar recebe o Cartaxo, projectando-se como favorito, esperando-se que possa retomar a senda das vitórias, pese embora as especificidades próprias das competições a eliminar. O Abrantes e Benfica é igualmente favorito frente ao Salvaterrense. O Forense, último resistente do escalão secundário, recebe o Amiense, numa eliminatória que se perspectiva aberta.
Na última ronda da primeira fase da Liga 3 o U. Santarém recebe o Sporting “B” – que bateu, na primeira volta, em Alcochete –, numa partida que não deixará de ser de elevada dificuldade.
Também o Campeonato de Portugal tem a derradeira jornada da fase inicial, cabendo ao Coruchense visitar o Estádio do Restelo, para defrontar o líder Belenenses, ao qual apenas a vitória permitirá garantir, sem depender de terceiros (Pêro Pinheiro e Sintrense), o apuramento.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 3 de Março de 2022)



