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O Pulsar do Campeonato – 9ª Jornada

(“O Templário”, 18.11.2021)
Num campeonato em que, em termos gerais, o equilíbrio continua a imperar – após nove rondas disputadas somente dois pontos separam o 3.º do 9.º classificado –, os extremos começam a distanciar-se: na frente, União e Rio Maior, agora, respectivamente, com sete e seis pontos de vantagem face à última posição no pódio; na cauda da tabela, Ferreira do Zêzere e Glória do Ribatejo registam já um atraso de sete pontos em relação ao antepenúltimo, Torres Novas.
Destaques – O Rio Maior foi a equipa mais em evidência no passado fim-de-semana, impondo ao Salvaterrense – e, agora, em Salvaterra –, o segundo desaire sucessivo, e, outra vez, com goleada, por 4-0 (repetindo o “placard” também já aplicado pelo vice-líder em Samora Correia). Os riomaiorenses, que, desde há seis jornadas, mantêm apertada perseguição ao guia (sempre um único ponto atrás), apresentam agora o segundo ataque mais concretizador (a par dos tomarenses), o que aliam a uma defesa de enorme solidez, somente com três golos sofridos até à data.
Numa partida empolgante, entre dois dos principais candidatos aos lugares de topo, repleta de cambiantes, Cartaxo e Fazendense neutralizaram-se, empatando a três golos: entrada fulgurante do grupo das Fazendas, a chegar ao 0-2, para, de seguida, os visitados operarem fantástica reviravolta, para 3-2, acabando, todavia, por vir a consentir o tento do empate, com os forasteiros a confirmarem a sua propensão goleadora, totalizando já 24 golos apontados (mas, por outro lado, 18 sofridos). As duas equipas repartem agora a 5.ª posição com o sensacional Benavente.
A mostrar que continua bem “vivo”, o Mação – pese embora tenha ficado reduzido a dez elementos durante quase uma hora – foi ganhar ao sempre difícil reduto de Amiais de Baixo, impondo-se por 2-0, subindo, por agora, ao 8.º posto… mas que até poderá escalar até ao 3.º lugar, caso venha a vencer o desafio que tem em atraso, a disputar, em casa, ante o U. Almeirim. Uma “ameaça” aos lugares da frente, a levar muito em conta, pois.
Noutra luta, pela “sobrevivência”, o Torres Novas somou três importantes pontos, batendo o At. Ouriense por 2-1, o que lhe proporcionou, para já, a referida “confortável” margem de segurança, de sete pontos, em relação aos dois últimos da pauta classificativa.
Surpresas – O resultado porventura mais imprevisto da jornada ocorreu em Abrantes, onde a turma local não conseguiu melhor do que a igualdade, a uma bola, na recepção ao Samora Correia, tendo deixado escapar o triunfo já nos derradeiros minutos. Com o ponto averbado os abrantinos recuperaram, ainda assim, o 3.º lugar, em igualdade pontual com o Amiense, mas integrando um alargado pelotão, concentrado na tal escassa diferença de dois pontos, atrasando-se em relação aos dois primeiros, mas, claro, muito longe de estarem arredados de maiores aspirações.
Poderá considerar-se também como “semi-surpresa” o desfecho verificado em Almeirim, com outro empate, igualmente a um golo, entre U. Almeirim e Alcanenense, o que, em paralelo, virá confirmar que o objectivo das duas equipas para esta temporada não deverá ser outro que o de procurar assegurar a manutenção, da forma mais “tranquila” que lhes for possível.
Partilhando estes clubes, nesta altura, o 12.º posto, apenas com nove pontos somados, tal tranquilidade dependerá também do desempenho que o Coruchense venha a ter no Campeonato de Portugal, do qual dependerá o número de equipas (duas, ou, no pior cenário, três) a despromover ao escalão secundário do futebol distrital.
Confirmações – Nos restantes dois encontros confirmaram-se as expectativas, com as duas formações da parte mais baixa da classificação a “afundarem-se” ainda mais.
O Benavente bateu por categórica marca de 3-0, o Glória do Ribatejo, muito aquém da fantástica época passada, que somou o nono desaire em dez jogos disputados. Foi já o quarto triunfo dos benaventenses, que não têm vacilado, ganhando todos os jogos que seriam “de ganhar”, acumulando já 14 pontos, intrometendo-se numa disputa que não será a sua, a par do Fazendense e do Cartaxo na classificação, mas, mais importante, afastando-se da zona perigosa.
No “quase derby” de Ferreira do Zêzere, o União de Tomar, mesmo vencendo, e repetindo os números ali obtidos pelo Rio Maior (2-0), teve uma tarde tudo menos tranquila.
De facto, bastante perdulários durante toda a primeira parte, os nabantinos permitiram que o nulo subsistisse durante mais de uma hora. E, na segunda metade, até começaram por ver o adversário, mais ameaçador, com duas ocasiões para poder inaugurar o marcador. Mas o maior poderio dos nabantinos acabaria por vir à tona, ditando o desfecho com dois golos praticamente de rajada.
O U. Tomar passaria ainda por minutos finais de alguma tensão, quando se viu em inferioridade numérica, mas os ferreirenses não conseguiriam desfeitear o atento guardião contrário.
Foi um triunfo especial, dedicado a Luís Alves, o qual, por motivos de saúde (situação de índole cardíaca), poderá ter visto prematuramente interrompida a sua carreira (tendo disputado 137 jogos com a camisola do União e marcado 21 golos, entre eles o que abriu o marcador na Final da Taça do Ribatejo conquistada pelo clube em 2018). Neste período muito difícil em termos pessoais – a requerer grande coragem –, mais importante que o jogador terá de ser, necessariamente, o homem, a partir de agora mais um “adepto”, a sofrer por fora, mas bem junto dos seus companheiros.
II Divisão Distrital – Pese embora ainda numa fase bastante precoce da prova – apenas foram disputadas cinco das 18 rondas previstas – há três emblemas que se começam, desde já, a perfilar como sérios candidatos à subida, um de cada série: Forense (5-0 no terreno do Benfica do Ribatejo) e Moçarriense (3-0 no Tramagal) com o pleno de vitórias; Entroncamento AC (triunfo por 3-1 perante um dos mais fortes concorrentes, Fátima), somente com um ponto cedido.
Mas há também outros firmes pretendentes à qualificação para a fase final, de apuramento de Campeão e de promoção, nomeadamente: Águias de Alpiarça, Vasco da Gama e Espinheirense.
Antevisão – No principal escalão prosseguem os desafios entre aspirantes aos lugares cimeiros, com realce para o embate entre Fazendense e Abrantes e Benfica. O Cartaxo, que visita Alcanena, não esperará certamente uma tarde “descansada”. Por seu lado, Rio Maior e Mação, recebendo, respectivamente, U. Almeirim e Benavente, são favoritos, mas não poderão facilitar.
Quanto ao U. Tomar, actua igualmente no seu terreno, ante o Torres Novas, no maior clássico do futebol distrital, na 95.ª edição de um confronto de resultado sempre em aberto, como o atesta o grande equilíbrio a nível histórico: 38 vitórias dos tomarenses, face a 37 triunfos dos torrejanos.
Na II Divisão, destaque para as seguintes partidas: Caxarias-Entroncamento AC, Riachense-Goleganense, U. Atalaiense-Vasco da Gama, Fátima-U. Tomar “B” (todos na série B), sendo que os líderes das séries A e C, respectivamente Forense e Moçarriense, terão dia de folga.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 18 de Novembro de 2021)
O Pulsar do Campeonato – 8ª Jornada

(“O Templário”, 11.11.2021)
Dos vencedores da semana anterior apenas o Amiense conseguiu repetir o triunfo, prosseguindo a (algo imprevista) ascensão na tabela – ocupando, agora, o 3.º degrau do pódio –, o que, em paralelo, em função dos desaires sofridos por Abrantes e Benfica e Salvaterrense (que viu enfim quebrada, com “estrondo”, a sua invencibilidade), proporcionou aos dois primeiros, U. Tomar e Rio Maior, voltar a alargar a vantagem sobre a concorrência.
Destaques – O primeiro destaque da 8.ª jornada vai para o Alcanenense, que não só colocou termo à série até agora invicta do Salvaterrense, como o fez de forma categórica, goleando por inapelável 5-0, somando importantes pontos que lhe permitem afastar-se da zona mais perigosa da classificação.
Num embate entre dois dos principais candidatos, o Mação recebeu e bateu o Abrantes e Benfica, por 2-1 (apenas a segunda vitória dos visitados e, em paralelo, a segunda derrota dos visitantes, depois de terem perdido no Cartaxo), do que decorre a baixa dos abrantinos ao 4.º lugar, por troca com a formação de Amiais de Baixo, enquanto os maçaenses – ainda com um jogo em atraso – repartem agora o 9.º posto com o At. Ouriense, a nove pontos do topo.
O líder, U. Tomar – que preserva esta condição desde a ronda inaugural –, impôs-se por sofrido 3-2 na deslocação a Ourém, face ao At. Ouriense, somando o sexto triunfo em oito desafios.
Com uma entrada de rompante os unionistas criaram, logo nos minutos iniciais, três ocasiões de perigo, pese embora não materializadas, quer devido a intervenção atenta do guardião contrário, como a algum “excesso de pontaria”, com a bola a embater no poste.
Mas o(s) golo(s) não tardaria(m), com Wemerson Silva a bisar no espaço de sete minutos (entre os 18 e os 25), igualando o registo de Raul Águas (este, entre 1972 e 1975, em jogos na I e na II Divisão Nacional), na 5.ª posição dos melhores marcadores de sempre do clube, ambos com 57 golos, agora a seis tentos da marca de Alberto Mota (de 1966 a 1971, também nos Nacionais).
Todavia, a meia hora de vincada superioridade nabantina, ripostaria o grupo de Ourém, repondo de pronto a igualdade, com dois golos obtidos em menos de cinco minutos.
A história repetir-se-ia na segunda metade, outra vez com o União a entrar mais forte, cedo voltando a colocar-se em vantagem no marcador (por Luís Alves), desperdiçando, no quarto de hora imediato uma “mão cheia” de oportunidades. Na fase final, o At. Ouriense pressionaria bastante, em busca do tento do empate, o que, contudo, não conseguiria alcançar, com o desfecho a saldar-se por uma merecida vitória dos tomarenses, por tangencial 3-2.
Conforme referido, o principal beneficiado – subindo de 5.º para 3.º – foi o Amiense, ganhando por 2-0 na Glória do Ribatejo, contribuindo para agravar ainda mais a crise de resultados dos locais, somente com um ponto angariado, partilhando a “lanterna vermelha” com o Ferreira do Zêzere, ambos já a sete pontos do 13.º classificado, e a quatro do 14.º, Torres Novas.
Quase sem se dar por ele, o Cartaxo vai de novo subindo posições na tabela, aproximando-se da frente, partilhando agora o 5.º posto com o Fazendense e com o Salvaterrense – todos a seis pontos do guia –, mercê do bom triunfo averbado em Samora Correia, por 3-1, com a particularidade de os samorenses, afinal, em quatro jogos em casa, só terem vencido o União…
Confirmações – Nos restantes três encontros os favoritos confirmaram o seu superior potencial, vencendo, com maior ou menor margem.
O Rio Maior – agora a única equipa que subsiste ainda invicta – mantém a estreita perseguição ao U. Tomar, somente a um ponto, após ter vencido, com tranquilidade, o Torres Novas, por 2-0.
No “derby”, o Fazendense levou a melhor sobre o U. Almeirim, graças a um solitário golo, o suficiente para atestar a manutenção do estatuto de candidato dos donos da casa, ao invés do que sucede com os forasteiros, que caíram para 13.º, já a onze pontos do comandante (não obstante tenham ainda um jogo por disputar), pelo que o U. Almeirim estará este ano, aparentemente, “fora da corrida” ao título.
O Benavente, que vem realizando campanha regular (terceiro triunfo em casa, a que junta empates no Cartaxo e em Salvaterra), ganhou, por 3-1, ao Ferreira do Zêzere, também em situação difícil.
II Divisão Distrital – As equipas do Forense (ganhando em casa, por 3-1, ao Porto Alto) e do Moçarriense (goleando o Pego por 4-0) continuam a só saber vencer (quatro triunfos em outras tantas partidas disputadas), mantendo a liderança isolada das respectivas séries.
Na outra série, tendo o Vasco da Gama adiado o compromisso com o Fátima, cedeu a liderança, ainda que à condição, a favor do Entroncamento AC, que ganhou por tangencial 1-0 nos Riachos.
Anotam-se ainda os seguintes desfechos: as goleadas do Espinheirense (8-1), face ao histórico Alferrarede, e do Águias de Alpiarça (2.º na série A), por 6-1, frente à equipa “B” do Coruchense; assim como, por outro lado, os triunfos “fora de portas”, de U. Atalainse (4-1 nas Caxarias) e do U. Tomar “B” (3-2, em Vilar dos Prazeres), na estreia dos tomarenses a ganhar nesta temporada.
Liga 3 – O U. Santarém voltou, enfim, a pontuar, empatando a uma bola com o Amora, o que, porém, não foi suficiente para se libertar da 12.ª e última posição, dado o Oliveira do Hospital – um ponto acima – ter empatado também com a equipa do Oriental Dragon.
Campeonato de Portugal – O Coruchense esteve em especial evidência, impondo ao líder destacado, Pêro Pinheiro, o primeiro desaire, com a turma do Sorraia a ganhar por 2-0. Numa série pautada por enorme equilíbrio, o representante do Distrito subiu a 4.º (integrando um pelotão de cinco clubes), somente a um ponto do duo que reparte agora o 2.º lugar (Belenenses e Loures), mas tendo abaixo de si (a três pontos) apenas as equipas do Rabo de Peixe e do Sacavenense.
Antevisão – Na Divisão principal do futebol distrital, o realce vai para os embates Cartaxo-Fazendense, Amiense-Mação e Salvaterrense-Rio Maior, para além, claro está, do sempre muito aguardado “quase derby” entre Ferreira do Zêzere e U. Tomar.
No escalão secundário destacam-se os seguintes encontros: Porto Alto-Águias de Alpiarça; Entroncamento AC-Fátima; U. Tomar “B”-Riachense; e Moçarriense-Pego.
Quanto à Liga 3 e ao Campeonato de Portugal, com um calendário algo irregular, voltam a ter dois fins-de-semana de interregno: primeiro, devido aos dois derradeiros jogos da selecção, de apuramento para o Mundial; depois, para disputa de mais uma eliminatória da Taça de Portugal.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 11 de Novembro de 2021)
O Pulsar do Campeonato – 7ª Jornada

(“O Templário”, 04.11.2021)
Quatro empates nos sete jogos disputados nesta jornada, especialmente nas partidas em que intervieram quatro dos candidatos (U. Tomar-Rio Maior e Cartaxo-Mação), traduzem um bom sinal do equilíbrio vigente neste campeonato, agora com os cinco primeiros classificados separados, entre cada um deles, por um único ponto, “em escadinha” – tendo beneficiado de tais resultados, principalmente, os três clubes vitoriosos no passado fim-de-semana (Abrantes e Benfica, Salvaterrense e Amiense), escalonados, justamente, entre o 3.º e o 5.º lugar.
Destaques – O desafio de maior cartel da 7.ª ronda, colocando frente-a-frente os dois primeiros classificados, U. Tomar e Rio Maior, confirmou-se mesmo como um “grande jogo”, entre duas (boas) equipas que se respeitaram mutuamente, com dois treinadores que, na análise pós-jogo, não hesitaram em valorizar os pontos fortes do respectivo adversário (destacando-se a qualidade individual de alguns dos jogadores riomaiorenses), reconhecendo como ajustada a repartição de pontos, num encontro, verdadeiramente, com duas partes distintas.
Os tomarenses começariam por beneficiar de uma primeira ocasião logo à passagem dos cinco minutos, mas, durante toda a primeira metade, seria a turma de Rio Maior a superiorizar-se, assumindo o controlo do jogo, forçando o adversário a correr atrás da bola, o que se materializaria num golo, pouco depois dos 35 minutos.
Ao invés, no segundo tempo, os unionistas entrariam em campo com atitude mais aguerrida, fazendo valer o seu colectivo, empurrando o adversário para o seu meio-campo, o que seria retribuído com o tento da igualdade. Na parte final, o União, sentindo o ascendente psicológico, procurou ainda consumar a reviravolta no marcador, mas o “placard” não se alteraria.
Por seu lado, outros dois candidatos aos lugares cimeiros, Cartaxo e Mação, neutralizaram-se também, não tendo conseguido desfazer o nulo, no que se constitui no quarto empate para cada uma destas equipas (sendo que os maçaenses, com um jogo em atraso, ainda só venceram por uma vez no presente campeonato). Em função de mais estes pontos perdidos, os cartaxeiros partilham agora o 6.º posto com Fazendense e At. Ouriense (este com menos um jogo), a seis pontos da liderança; enquanto o Mação se posiciona bastante mais baixo, no 12.º lugar…
O outro grande destaque da jornada voltou a vir de Salvaterra de Magos, onde, não só o o grupo local mantém – após sete jogos – a invencibilidade, como se superiorizou, por categórica marca de 4-2, ante a poderosa turma do Fazendense, a qual, por ora, alia o registo de ataque mais concretizador da prova (total de vinte golos) a um dos piores desempenhos a nível defensivo (quinze tentos sofridos, marca apenas superada por Torres Novas e Glória do Ribatejo).
Surpresa – Terá sido, com maior propriedade, uma “meia-surpresa”, a igualdade averbada pelo Samora Correia em Almeirim, ante o União local, a duas bolas – sendo que os almeirinenses, por agora na 10.ª posição, já a oito pontos do líder, parecem muito distantes do fulgor que tinham evidenciado na sua última participação no Distrital, há apenas duas épocas.
Confirmações – Tal como, aliás, se poderia projectar já à partida para esta ronda, o Abrantes e Benfica foi o principal beneficiado com os desfechos dos outros jogos, ao cumprir, com aparente tranquilidade, o seu papel, recebendo e batendo a equipa da Glória do Ribatejo por 4-1; os abrantinos, pese embora mantenham inalterado o seu lugar (3.º) na pauta classificativa, reduziram para um único ponto o atraso face ao Rio Maior, estando somente a dois pontos do U. Tomar.
Conforme referido, também o Amiense tirou dividendos do triunfo obtido na recepção ao Benavente, por 3-1, num jogo com arbitragem muito contestada pelos visitantes, em especial no que respeita à validação do terceiro tento dos homens de Amiais de Baixo.
Em Torres Novas, num encontro que ficou marcado por erros de parte a parte, resultando em golos para o adversário, os torrejanos empataram, também a dois tentos, face ao Alcanenense; estes dois emblemas históricos persistem em situação bastante periclitante na tabela, partilhando a 13.ª posição (antepenúltimos, apenas à frente de Ferreira do Zêzere e Glória do Ribatejo).
A partida entre Ferreira do Zêzere e At. Ouriense foi adiada devido ao facto de a turma de Ourém ter sido afectada pela “COVID-19”, subsistindo em dúvida se poderá (ou não) retomar a competição já neste próximo fim-de-semana, em que teria a visita do comandante.
II Divisão Distrital – Após a disputa das três jornadas iniciais há apenas três clubes com o pleno de vitórias, liderando, pois, cada uma das respectivas séries: Forense (4-0, fora de casa, ante a equipa “B” do Coruchense); o surpreendente Vasco da Gama, a retirar proveito do investimento na formação, que bateu o Riachense, num “electrizante” desafio, por 5-4; e o Moçarriense, goleando, no terreno do Ortiga, por 5-1.
De registar, ainda, o triunfo (2-0) do Fátima na Atalaia, assim como as goleadas impostas por Porto Alto (6-0) e Entroncamento AC (5-0), respectivamente ao Benfica do Ribatejo e Vilarense. A equipa “B” do U. Tomar sofreu o segundo desaire, perdendo, em casa, 1-3, com o Goleganense.
Liga 3 – O U. Santarém continua a “marcar passo”, tendo somado a quinta derrota em seis jogos, perdendo por 3-1 em Alverca, ficando isolado no último lugar, em função do inesperado empate alcançado pelo Oliveira do Hospital ante o U. Leiria (um dos líderes, a par de Torreense e Real).
Campeonato de Portugal – A 5.ª ronda da prova foi também negativa para o Coruchense, batido por tangencial 1-0 nos Açores, pelo “lanterna vermelha”, Rabo de Peixe. A formação do Sorraia baixou ao 8.º lugar, somente um ponto acima dos dois últimos classificados.
Antevisão – Na I Divisão Distrital destacam-se os seguintes embates de maior aliciante e imprevisibilidade quanto ao desfecho: o “derby” Fazendense-U. Almeirim; Mação-Abrantes e Benfica; Samora Correia-Cartaxo; e, caso seja possível realizar-se, o At. Ouriense-U. Tomar.
No escalão secundário realce para os seguintes desafios: Forense-Porto Alto; Fátima-Vasco da Gama; Riachense-Entroncamento AC; e Moçarriense-Pego. Por seu lado, a equipa “B” do U. Tomar visita Vilar dos Prazeres.
Na Liga 3 o U. Santarém recebe o Amora, actual 4.º classificado, mas apenas um ponto abaixo do trio de comandantes, pelo que terá mais uma tarefa que se antevê difícil.
No Campeonato de Portugal o Coruchense actua também em casa, mas não terá missão de menor exigência, defrontando o líder destacado, Pêro Pinheiro, que, até agora, apenas cedeu um empate.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 4 de Novembro de 2021)
O Pulsar do Campeonato – 6ª Jornada

(“O Templário”, 28.10.2021)
Numa ronda em que, em geral, as equipas teoricamente mais apetrechadas confirmaram o favoritismo – com a notória excepção do Cartaxo – os dois primeiros da tabela aproveitaram o desaire do At. Ouriense (precisamente em Rio Maior), assim como o empate do Salvaterrense em Samora (mantendo, ainda assim, a invencibilidade) para descolar dos mais directos perseguidores, sendo o último lugar no pódio agora ocupado pelo Abrantes e Benfica, a quatro pontos do guia.
É claro que “a procissão ainda vai no adro” – está disputado apenas o primeiro quinto do campeonato –, sendo que, em paralelo, é, naturalmente, numeroso o lote de concorrentes na disputa dos lugares da frente: Fazendense, Salvaterrense e At. Ouriense, todos somente a um ponto do emblema abrantino; e Amiense e Cartaxo um degrau mais abaixo. Anota-se, além disso, que U. Almeirim e Mação, por ora mais atrasados, terão ainda de realizar o seu jogo desta jornada.
Destaques – O U. Tomar volta a estar em destaque, pelo segundo triunfo obtido “fora de portas”, desta feita ganhando por 2-0 em Alcanena. Depois de uma fase em que denotou dificuldades a nível defensivo (seis tentos sofridos nas quatro primeiras jornadas – sendo que, então, só três das 16 equipas apresentavam pior registo), os nabantinos conseguiram, nas duas últimas partidas, manter a sua baliza “a zeros”, traduzindo reforço da solidez defensiva.
Tal foi tão mais significativo quanto, neste desafio em especial, foram os tomarenses submetidos a pressão a que não estariam “habituados” nos encontros anteriores. Depois da usual boa entrada em campo, com atitude ambiciosa, procurando assumir a iniciativa e controlo do jogo, a verdade é que, decorrido o quarto de hora inicial, o Alcanenense conseguiria “furtar” a bola ao adversário, superiorizando-se em termos do tempo de posse, forçando os unionistas a recuar no terreno.
Esse domínio dos visitados seria, porém, improfícuo. Justamente o contraponto do que sucederia com o União logo no arranque da segunda metade: entrada a todo o “gás”, com três ocasiões de perigo nos três primeiros minutos, sendo que a terceira delas resultou na abertura do marcador. De imediato os locais teriam a mais soberana oportunidade de marcar, com Filipe Cotovio a salvar sobre a linha de golo. Uma vez mais, seria na sequência de um contra-ataque que os tomarenses fixariam o resultado. Havia ainda mais de um quarto de hora de jogo, mas logo se percebeu que a vitória dificilmente escaparia. Um importante triunfo, perante um grupo de boa qualidade.
Também o Rio Maior manteve a sua baliza inviolada, o que consegue pela quarta vez em seis jogos, apresentando a defesa menos batida da prova, somente com dois golos sofridos (precisamente em Alcanena e, em casa, no empate ante o Mação). E, emulando o resultado do U. Tomar na semana anterior, bateu por categórica marca de 3-0 o At. Ouriense, que já surpreendera em Mação e nas Fazendas de Almeirim, mas que, desta vez, não teve argumentos para contrariar a superioridade de um adversário que vem demonstrando forte consistência, ainda invicto.
Em evidência esteve também o Abrantes e Benfica, averbando o seu primeiro triunfo na condição de visitante, em Benavente, perante um opositor que ganhara nas suas duas anteriores partidas no “Portas do Sol”, mercê de um solitário tento, o bastante para ascender ao pódio.
A demonstrar constituir uma equipa “confiável”, o Salvaterrense preserva igualmente a sua invencibilidade, tendo empatado a uma bola em Samora Correia (quarta igualdade do grupo de Salvaterra), ante uma aguerrida formação samorense, que, no jogo precedente em casa, tinha imposto ao líder a sua única derrota na prova.
Surpresa – Perante os resultados anteriores, em que acumulara cinco desaires (a que se soma, ainda, a derrota no desafio que disputou a contar para a Taça de Portugal), foi de alguma forma surpreendente o desfecho alcançado pela turma da Glória do Ribatejo, por duas vezes recuperando de desvantagem no marcador, para impor uma igualdade a dois golos na recepção ao Cartaxo, por agora aquém das expectativas, partilhando o 7.º posto com o Amiense, mas, em bom rigor, somente a dois pontos do 3.º classificado… e a seis do comandante.
Confirmações – Em função de tal resultado, conjugado com a expectável derrota sofrida em Amiais de Baixo, ante o Amiense (2-0), o Ferreira do Zêzere passou à indesejada condição de “lanterna vermelha”, somente com um ponto (tal como o conjunto da Glória), mas com pior diferença de golos (um único golo marcado, face a um total de 14 tentos sofridos).
Também previsível, embora não por números tão contundentes, foi a vitória do Fazendense, na recepção ao Torres Novas, goleando (outra vez, depois do que fizera na jornada inicial, em Ferreira do Zêzere) por 6-2, o que, para já, mantém os torrejanos na parte baixa da pauta classificativa, em zona de risco, repartindo o 13.º lugar com o Alcanenense.
O antecipado duelo entre dois dos últimos vencedores do campeonato distrital (em 2018 e em 2020), respectivamente Mação e U. Almeirim, foi adiado para dia 15 de Dezembro.
II Divisão Distrital – Na segunda ronda do campeonato do escalão secundário, o realce maior vai para a goleada (4-0) aplicada pelo Forense à equipa “B” do U. Santarém.
Nas três séries registam-se cinco clubes que repetiram o triunfo da semana anterior, tendo o pleno de seis pontos conquistados: para além do Forense, também o Águias de Alpiarça (ganhando por margem bem mais apertada do que seria expectável – 3-2 – ao Paço dos Negros), Vasco da Gama (3-0 em Vilar dos Prazeres), Moçarriense (goleando por 5-0 o At. Pernes, no “derby” municipal) e Espinheirense (5-1 em Abrantes, face à equipa “sub-23” dos locais).
Digno de menção é também o nulo imposto pelo Goleganense na recepção ao Entroncamento AC, assim como a goleada (4-0) num outro “derby”, entre Fátima e Caxarias, a favor dos fatimenses.
Liga 3 – Depois da vitória na estreia, o U. Santarém somou o quarto desaire sucessivo, tendo perdido, em casa, com o Cova de Piedade, por 0-2. Subsistindo ainda um jogo em atraso, ante o V. Setúbal, os escalabitanos repartem, nesta altura, a última posição com o Oliveira do Hospital.
Campeonato de Portugal – Na 4.ª jornada, o Coruchense empatou a um golo, no seu reduto, ante o Sintrense, partilhando o 5.º posto com O Elvas, ambos a um ponto de outro duo, constituído por Belenenses e Loures, e já a cinco pontos do actual líder, Pêro Pinheiro.
Antevisão – A 7.ª jornada da I Divisão Distrital terá, inevitavelmente, as atenções focadas no aliciante embate entre os dois primeiros, com o U. Tomar a receber o Rio Maior, na expectativa de poder consolidar a sua posição, mas ciente da exigência competitiva que o rival lhe colocará. Outros pontos de interesse serão, especialmente, o Cartaxo-Mação, no qual se enfrentam dois candidatos, assim como o Salvaterrense-Fazendense – ambos os jogos de desfecho imprevisível.
No escalão secundário destacam-se o U. Santarém “B”-Águias Alpiarça e U. Atalaiense-Fátima.
Na Liga 3 o U. Santarém desloca-se a Alverca (7.º); enquanto, no Campeonato de Portugal, o Coruchense viaja até aos Açores, para defrontar o “lanterna vermelha”, Rabo de Peixe.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 28 de Outubro de 2021)
O Pulsar do Campeonato – 5ª Jornada

(“O Templário”, 21.10.2021)
Pela terceira semana sucessiva o União de Tomar mantém a liderança isolada do Distrital da I Divisão, o que não sucedia há 24 anos, desde a época de 1997-98 (a última vez que o emblema tomarense tinha sido assim comandante isolado de um campeonato fora na temporada de 2005-06, mas, então, no segundo escalão). E – depois do “tropeção” da ronda anterior – os unionistas fizeram uma clara demonstração de força, batendo inapelavelmente o Fazendense (que, recorde-se, arrancara a prova a golear em Ferreira do Zêzere, por 7-1, tendo ainda empatado em Rio Maior).
Destaques – No seu jogo n.º 800 na I Divisão Distrital, em 34 participações neste campeonato (com um balanço global de 368 vitórias, 163 empates e 269 derrotas), o U. Tomar impôs-se por categórico 3-0 face ao Fazendense (equipa que, antes deste jogo, encabeçava o grupo posicionado no 4.º lugar da tabela, somente dois pontos abaixo dos nabantinos).
Encarando este desafio com forte personalidade, a equipa da casa assumiu, desde início, a iniciativa do jogo, em busca do golo, o qual até podia ter chegado logo aos dois minutos. Não obstante a boa réplica que o conjunto forasteiro ia oferecendo – inclusivamente com fases de maior tempo de posse de bola –, os “rubro-negros” teriam ainda um par de boas oportunidades, antes de, espaçados por pouco mais de dois minutos, à passagem da meia-hora, surgirem dois tentos quase de “rajada”, a conferir vantagem que proporcionou confiança acrescida no triunfo.
Na segunda metade a toada não se alteraria, com os unionistas a chegar ao 3-0 pouco depois da hora de jogo, aproveitando um rápido lance de transição. Pouco depois seria expulso o guardião contrário; até final, os homens das Fazendas de Almeirim não viraram a cara à luta, em busca do “ponto de honra”, mas seriam os locais a desperdiçar uma “mão-cheia” de boas ocasiões.
Foi apenas a 34.ª vez que o União ganhou por 3-0 nesta competição, o que não acontecia há dois anos (3-0 ao Samora Correia, em Outubro de 2019). Antes disso, e considerando apenas os cinco anos mais recentes, registam-se três vitórias por tal marca na época de 2017-18 (Amiense, Torres Novas e Empregados do Comércio); outro 3-0 ao Torres Novas em 2016-17; e ainda outro 3-0… ao Fazendense, em Março de 2016.
Mas o jogo de maiores emoções estava reservado para Salvaterra de Magos, a saldar-se por um empolgante 4-4 no final, no Salvaterrense-Mação, com os maçaenses – em que esteve em grande evidência Hélio Ocante, autor de todos os quatro golos da sua equipa – a deixarem escapar vantagens de que dispuseram, a 2-0, 3-1 e 4-3, consentindo o restabelecimento do empate (na conversão de grande penalidade, na sequência de lance do qual resultou lesão do guarda-redes, que teve de ser assistido no Hospital, por choque com um adversário) no derradeiro minuto, o que possibilitou aos visitados preservar a sua invencibilidade na prova, até à data.
Outra nota de destaque vai para o Rio Maior – o outro clube que subsiste também ainda invicto – que, tal como seria expectável, foi vencer a Ferreira do Zêzere, por 2-0 (terceiro triunfo em outros tantos encontros fora de casa, a que, por curiosidade, soma duas igualdades no seu terreno, ante o Mação e o Fazendense), mantendo a 2.ª posição, somente um ponto abaixo do U. Tomar.
Surpresas – De alguma forma surpreendentes se afiguram ter sido os empates (dois nulos) averbados por Amiense e Benavente, respectivamente nas deslocações a Abrantes (para defrontar o Abrantes e Benfica) e ao Cartaxo, com os visitados a não conseguirem desbloquear o marcador, infirmando, pois, o favoritismo que lhes poderia ser creditado. Abrantinos e cartaxeiros repartem agora o 5.º posto com os benaventenses, estando o Amiense mais abaixo, no 12.º lugar.
Também a igualdade registada no Torres Novas-Samora Correia, neste caso a duas bolas – com a particularidade de, por duas vezes, os torrejanos se terem colocado em vantagem (a segunda delas já em período de compensação), para de imediato virem a consentir o(s) golo(s) do empate – não seria o desfecho mais expectável, atendendo aos bons resultados dos samorenses nas duas semanas precedentes, com vitórias em Ourém (frente ao agora 3.º classificado, At. Ouriense) e ante o guia, U. Tomar.
Confirmações – Precisamente, o At. Ouriense, confirmando as boas indicações que vem transmitindo, derrotou, com alguma tranquilidade, o Alcanenense (que baixou a antepenúltimo), por 2-0. Por seu lado, o U. Almeirim teve de sofrer para se impor por tangencial 3-2 a uma sempre aguerrida turma da Glória do Ribatejo, apesar de não ter ainda conseguido pontuar nesta época.
II Divisão Distrital – Teve início o campeonato distrital do escalão secundário, com um total de 27 concorrentes (incluindo três equipas “B”, do U. Santarém e Coruchense – clubes a militar nos Nacionais – e do U. Tomar; para além do conjunto “Sub-23” do Abrantes e Benfica), repartidos em três séries de nove clubes cada, portanto, sempre com uma equipa a folgar, em cada série.
Na jornada inaugural começa já a verificar-se grande desfasamento em termos do nível competitivo de algumas equipas, com destaque para goleadas por “números que já não se usam”, no U. Santarém “B” – Benfica do Ribatejo (12-1) e no Paço dos Negros – Forense (0-9), ambos na série A; ainda neste agrupamento, menção ao bom triunfo (2-1) do Águias de Alpiarça no sempre difícil reduto do Marinhais. Na série B o U. Tomar “B” perdeu por 2-0 no Entroncamento, ante um dos principais candidatos à subida. Na série C salientam-se os êxitos obtidos “fora de portas”, pelo Moçarriense em Alferrarede (3-0) e pelo Tramagal em Pernes (2-0).
Antevisão – Na 6.ª ronda da divisão principal são múltiplos os pontos de interesse: desde o Mação-U. Almeirim (embate entre dois dos últimos vencedores do campeonato, em 2018 e em 2020), ao Rio Maior-At. Ouriense (colocando frente-a-frente os actuais 2.º e 3.º classificados), passando pelo Alcanenense-U. Tomar (mais um exigente teste ao líder); tal como se apresentam de desfecho algo incerto as partidas Samora Correia-Salvaterrense, Benavente-Abrantes e Benfica e Glória do Ribatejo-Cartaxo.
No escalão secundário temos um embate entre os dois grupos que obtiveram estrondosas goleadas na estreia, com o Forense-U. Santarém “B”, realçando-se ainda, por outro lado, a curiosidade de três “derbies”: Fátima-Caxarias; Vilarense-Vasco da Gama; e Moçarriense-At. Pernes.
No regresso da Liga 3 o U. Santarém (actualmente no 11.º e penúltimo lugar, contando um jogo em atraso) recebe o Cova da Piedade (recém-despromovido da II Liga, devido a questões financeiras, presentemente na 9.ª posição, apenas um ponto acima dos escalabitanos).
Também o Campeonato de Portugal é retomado, depois de paragem de duas semanas, com o Coruchense (4.º classificado, após as três jornadas iniciais) a ser visitado pelo Sintrense (8.º).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 21 de Outubro de 2021)
O Pulsar do Campeonato – 4ª Jornada

(“O Templário”, 14.10.2021)
Pela “amostra” (as quatro jornadas iniciais entretanto decorridas) este poderá vir a ser o campeonato mais disputado dos últimos (largos) anos – por agora, com os oito primeiros classificados separados por apenas dois pontos –, uma competição muito aberta, na qual se pode desde já projectar que todos os concorrentes irão perder bastantes pontos.
Efectivamente, dos três primeiros classificados no final da semana anterior, só o Cartaxo conseguiu pontuar, não tendo, aliás, ido além do nulo em Amiais de Baixo. O que, em paralelo, significa que o União de Tomar perdeu a invencibilidade, tendo vista interrompida em Samora Correia a sua trajectória triunfal… mantendo, não obstante, a liderança isolada!
Destaques – Numa ronda repleta de desafios a suscitar forte interesse, dada a imprevisibilidade dos respectivos desfechos, tivemos várias “surpresas”, com duas equipas em especial evidência.
Desde logo, o Samora Correia, que recebeu e bateu o líder, por claro 3-1. Num embate cujo histórico apontava já para uma notória supremacia dos donos da casa, estes confirmaram tal tendência, somando o quinto triunfo em seis confrontos disputados face aos unionistas na última década. Por curiosidade, num total de 27 jogos entre os dois clubes para o campeonato (nos dois campos), regista-se agora um absoluto equilíbrio, com onze vitórias para cada lado e, inclusivamente, uma igualdade no “score” agregado de golos marcados e sofridos (40-40).
E o União até entrou praticamente a ganhar, outra vez com Tiago Vieira, muito oportuno, a materializar em golo – logo de início – uma fase que seria de maior ascendente dos tomarenses, durante largo período do primeiro tempo. Porém, embora em vantagem e assumindo maior iniciativa, a verdade é que o jogo esteve sempre bastante dividido, muito “nervoso”, devido à atitude inconformada e irrequieta dos samorenses.
Se a primeira parte abrira com o golo dos visitantes, a segunda metade começou com o tento do empate por parte dos homens da casa, a aproveitar um lance infeliz do guardião contrário. Os locais reforçaram o ânimo e a crença de que poderiam obter resultado favorável; ao invés, os unionistas atravessaram período de natural oscilação. Não demoraria muito tempo até que a contenda acabasse por ficar “resolvida”: primeiro, por via de uma grande penalidade, a sancionar entrada mais impetuosa; e, logo de seguida, o terceiro golo, numa rápida transição.
Até final (faltando jogar cerca de 25 minutos), o União procuraria ainda a possibilidade de vir a retirar algo de positivo do encontro, mas o melhor lance que conseguiu criar, já em período de compensação, na conversão de um livre, seria travado por uma soberba defesa do guarda-redes; pagando bem caro as falhas cometidas, regressava a casa com o primeiro desaire na prova.
A propósito do desfecho da partida, ainda outra curiosidade: em cerca de oito centenas de jogos até hoje disputados pelo U. Tomar na I Divisão Distrital esta foi apenas a 27.ª vez (pouco mais de 3% do total) que os nabantinos perderam por 1-3 (o que não sucedia desde Fevereiro de 2018), sendo que, nas quatro últimas ocasiões em que se verificou tal desfecho, desde Dezembro de 2016, duas delas ocorreram frente ao U. Almeirim e, outras duas, perante o Samora Correia.
Ainda assim, os tomarenses mantêm-se no comando, uma vez que o seu, até então, mais directo perseguidor, o Fazendense, jogando mais tarde (às 18 horas – portanto já conhecedor dos resultados), seria surpreendido por um desconcertante At. Ouriense (que vinha de uma derrota caseira, ante o… Samora Correia) – a outra equipa em maior evidência nesta ronda –, o qual se impôs, sem apelo nem agravo, por 4-2, em pleno reduto adversário, nas Fazendas de Almeirim.
Destaque ainda para nova afirmação de força por parte do Rio Maior, indo vencer a Alcanena por 2-1, assim como, por outro lado, deve realçar-se também o triunfo obtido pelo Benavente ante o U. Almeirim (3-2), com o conjunto almeirinense (recém-despromovido do Nacional) a cair até ao 13.º posto da tabela.
No “derby” do município de Salvaterra de Magos, o Salvaterrense levou a melhor, ganhando por 2-1. A par do Rio Maior, os salvaterrenses são já os únicos dois grupos ainda invictos, partilhando a 2.ª posição, um ponto apenas abaixo do União de Tomar. Ao invés, a turma da Glória do Ribatejo somou a quarta derrota em outros tantos desafios, mantendo a indesejada “lanterna vermelha”.
Confirmações – Nos outros três jogos confirmaram-se as expectativas: a repartição de pontos (0-0) no Amiense-Cartaxo; e as vitórias, por números porventura escassos (2-0 em ambos os casos), de Abrantes e Benfica e do Mação, respectivamente sobre o Ferreira do Zêzere e o Torres Novas, para já penúltimo e antepenúltimo da pauta classificativa, ambos a começarem já a denotar dificuldades na árdua disputa que terão pela frente, pela manutenção.
Taça do Ribatejo – Terminou já a fase de grupos, na qual participaram 23 clubes do escalão secundário, tendo-se qualificado 10 para a fase seguinte – com base em fórmula de apuramento algo complexa (os seis vencedores de série e os quatro melhores de entre os 2.º classificados, desconsiderando, para esse cômputo, os resultados dos jogos em que defrontaram o 4.º classificado, no caso das cinco séries compostas por quatro clubes): Porto Alto, Marinhais, Entroncamento AC, Espinheirense, Fátima, Forense, U. Atalaiense, Moçarriense e as “novidades”, do Paço dos Negros e Vasco da Gama.
Da terceira e última ronda desta fase preliminar, destacam-se várias goleadas, a suscitar alguma interrogação sobre a competitividade do campeonato da II Divisão Distrital, que se seguirá: 9-0 no Fátima-Ortiga; 8-0 no Entroncamento-Pego; um deveras surpreendente 0-6 no Riachense-Espinheirense; 6-1 no Águias Alpiarça-Caxarias; e 4-0 no Vasco da Gama-Benfica do Ribatejo.
Antevisão – A 5.ª jornada do Distrital da I Divisão tem como “prato forte” o U. Tomar-Fazendense, um “choque de titãs”, para além do Abrantes e Benfica-Amiense e do Salvaterrense-Mação. O Rio Maior visita Ferreira do Zêzere, perfilando-se como favorito a somar os três pontos.
No arranque da divisão secundária, parecem mais apelativos os seguintes embates: Marinhais-Águias de Alpiarça; Entroncamento AC-U. Tomar “B”; e Alferrarede-Moçarriense.
A Liga 3 e o Campeonato de Portugal mantêm-se em pausa, para disputa da eliminatória relativa aos 1/32 de avos de final da Taça de Portugal – já sem representantes do Distrito –, com a curiosidade de um reencontro entre Belenenses e Sporting, pouco mais de três anos depois de os “azuis” do Restelo terem optado por começar a reconstituir direitos desportivos a partir do escalão mais baixo do futebol em Portugal (III Divisão Distrital de Lisboa – equivalente ao 7.º nível).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 14 de Outubro de 2021)
O Pulsar do Campeonato – 3ª Jornada

(“O Templário”, 07.10.2021)
Estão disputadas apenas as três rondas iniciais (de um total calendarizado de 30) do Distrital da I Divisão, mas – tendo sido o único clube a triunfar em todos os seus três desafios – o União de Tomar isolou-se já no comando do campeonato, o que não sucedia desde 1 de Fevereiro de 2015, na 17.ª jornada da época de 2014-15 (por curiosidade, tendo a liderança sido então perdida, no jogo seguinte, em função de um empate caseiro ante o Mação).
Destaques – Ora, foi precisamente frente à turma de Mação que os tomarenses venceram no passado Domingo, por 3-1. E até começaram mal, sofrendo o primeiro golo, na sequência de um lance de “bola parada”, apenas com dez minutos jogados; não obstante, com pronta resposta, restabeleceriam a igualdade logo dois minutos volvidos, por intermédio de Tiago Vieira. O segundo tento seria da autoria do seu irmão, Fábio Vieira, ainda antes do intervalo, a colocar os unionistas em merecida vantagem, face à superioridade até então demonstrada.
Na segunda metade, o União optou por, de alguma forma, conceder a iniciativa ao adversário, mantendo a segurança defensiva, estratégia que frutificaria, mesmo no final, com o terceiro golo, a confirmar o triunfo, apontado por Pedro Pires – anote-se o regresso aos golos de três jogadores que há bastante tempo se encontravam em “jejum”: Tiago Vieira desde Junho (na última ronda do campeonato anterior); Fábio Vieira (tendo, entretanto, feito uma interrupção na actividade) e Pedro Pires (também com prolongada paragem, por lesão), ambos desde Janeiro de 2020.
Mesmo tratando-se ainda de uma fase muito prematura da prova, é de assinalar que a generalidade dos clubes perdeu já bastantes pontos, apenas em três encontros disputados, o que faz transparecer uma competição muito disputada, com grande nivelamento: de entre os candidatos aos lugares cimeiros, por exemplo, o Mação leva já sete pontos de atraso; Abrantes e Benfica, At. Ouriense, Amiense e U. Almeirim perderam cinco pontos cada um; o Rio Maior, quatro; e o Cartaxo, três.
Em destaque esteve também, justamente, o Cartaxo, que recebeu e bateu o Abrantes e Benfica por 2-1. Depois de um passo em falso na estreia, em Almeirim, e de um triunfo “arrancado a ferros” ante o Ferreira do Zêzere, a verdade é que os cartaxeiros, ocupam já o 3.º posto, apenas atrás de U. Tomar e Fazendense.
Realce ainda para mais uma goleada (6-1), obtida pelo Torres Novas (que somou os seus primeiros pontos no campeonato), frente ao Glória do Ribatejo, a registar um muito mau arranque de temporada, contando por desaires os três jogos disputados, acumulando já 11 golos sofridos.
Surpresas – A maior surpresa da jornada ocorreu em Ourém, com a formação local a ser derrotada (0-1) pelo Samora Correia, equipa que perdera nas duas primeiras rondas.
Depois dos bons sinais evidenciados nesta fase inicial, não seria talvez esperada a perda de pontos do Salvaterrense, em casa, ante o Benavente, com o desfecho a saldar-se por uma igualdade a um.
Confirmações – Nos restantes três encontros não houve golos, portanto com outros tantos empates, no Rio Maior-Fazendense, U. Almeirim-Amiense, e no Ferreira do Zêzere-Alcanenense.
No primeiro caso tal significou a perda dos primeiros pontos do até então líder, Fazendense, num resultado de alguma forma expectável, perante o equilíbrio de forças que se antecipava entre duas das equipas de maior potencial neste campeonato, atendendo também ao peso do factor casa.
No que respeita ao confronto entre U. Almeirim e Amiense, o grupo de Amiais de Baixo rectificou, de certo modo, o deslize da semana anterior, em que havia sido derrotado, no seu reduto, pelo Salvaterrense, perante uma equipa a “lamber as feridas” do 0-3 sofrido em Abrantes.
Por fim, em Ferreira do Zêzere, o conjunto local vai procurando dar passos mais seguros, tendo averbado o primeiro ponto, face ao Alcanenense, adversário que, depois de se ter estreado no campeonato com uma vitória, até tinha dado boa conta de si nas Fazendas de Almeirim.
Taça do Ribatejo – Na segunda ronda da fase de grupos estiveram em especial evidência o Entroncamento AC (goleada de 4-0 no terreno do Aldeiense) e o Pego (goleando também, por 6-2, em Pernes), para além do Fátima (vencedor, por 4-2, fora de casa, face ao Paço dos Negros).
Num total de 23 concorrentes são sete os emblemas que somaram triunfos nas duas partidas até agora realizadas, os quais estarão virtualmente já apurados para a fase a eliminar da competição: Porto Alto, Marinhais, Entroncamento AC, Riachense, Fátima, Forense e Moçarriense.
Liga 3 – Afinal o U. Santarém teve folga “forçada”, em função do imprevisto adiamento do encontro ante o histórico V. Setúbal, devido ao falecimento da esposa do capitão da equipa sadina.
Campeonato de Portugal – O Coruchense averbou um empate a zero, na deslocação aos Açores, frente ao Operário Lagoa (actual 3.º classificado). Após a 3.ª jornada, o conjunto do Sorraia, somando quatro pontos, partilha o 4.º lugar com o Sacavenense e O Elvas, numa série em que surpreende pela negativa a posição (no grupo dos 7.º classificados) do Belenenses, que somou o segundo desaire em outros tantos jogos fora de casa, desta feita no reduto do líder, Pêro Pinheiro.
Antevisão – A 4.ª ronda do Distrital da I Divisão integra um lote de vários embates de grande interesse, desde logo com a deslocação do U. Tomar ao sempre difícil terreno do Samora Correia; mas, também, o Amiense-Cartaxo (equipas que terminaram empatadas em pontos, no 4.º e 5.º lugar, na última temporada), o Fazendense-At.Ouriense, o Benavente-U. Almeirim, o Alcanenense-Rio Maior, isto para além do “derby” Glória do Ribatejo-Salvaterrense.
Pode antever-se que, em qualquer dos casos, os visitantes não deixarão de enfrentar dificuldades, projectando-se, ainda assim, que o Fazendense possa ser o visitado com maior grau de favoritismo.
Na 3.ª e última jornada da fase de grupos da Taça do Ribatejo, por coincidência, defrontam-se os dois primeiros classificados de cada uma das séries 1 (Marinhais-Porto Alto), 2 (Entroncamento AC-Pego), 3 (Riachense-Espinheirense) e 4 (Fátima-Ortiga), tendo também o U. Atalaiense-Alferrarede (série 5) cariz determinante para o escalonamento das equipas.
Entretanto, quer a Liga 3, quer o Campeonato de Portugal terão agora duas semanas de interregno, pelo que apenas serão retomadas estas competições no fim-de-semana de 23 e 24 de Outubro.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Outubro de 2021)
O Pulsar do Campeonato – 2ª Jornada

(“O Templário”, 30.09.2021)
Após a disputa das duas rondas iniciais do Distrital da I Divisão, Fazendense e U. Tomar, únicos clubes que venceram os seus dois encontros, partilham a liderança da competição, seguidos de perto por nada menos de nove concorrentes, que se estrearam também já a ganhar. Ao invés, Torres Novas, Glória do Ribatejo, Samora Correia e Ferreira do Zêzere ocupam, por agora, os lugares da cauda da tabela, todos com derrotas nos dois jogos que realizaram.
Destaques – O primeiro destaque da jornada vai para o categórico triunfo do Abrantes e Benfica (2.º classificado no último campeonato), batendo por 3-0 o U. Almeirim (que dominara amplamente a edição da prova de há dois anos), recém-despromovido do Nacional, o qual vinha de uma boa vitória na partida inaugural, ante o Cartaxo.
Confirmando o seu potencial, o Rio Maior aplicou uma inequívoca goleada (4-0) na deslocação a Samora Correia, posicionando-se já, mesmo que ainda em fase tão prematura do certame, no 3.º posto, denotando ser um competidor a ter em consideração.
Também com um arranque muito positivo segue o At. Ouriense, promovido do escalão secundário, o qual, depois de ter começado por golear a formação da Glória do Ribatejo, foi impor uma igualdade (2-2) na visita a Mação, equipa que, por seu lado, soma já dois empates, o que lhe confere, nesta altura, uma posição bastante modesta na pauta classificativa (12.º lugar), pese embora situação ainda sem grande significado.
Por fim, é de realçar a vitória (outra vez por tangencial 2-1, tal como na semana anterior) averbada pelo U. Tomar num reduto sempre difícil como é o da Glória do Ribatejo (onde, na época passada, em nove desafios, apenas o Alcanenense conseguira triunfar, ali tendo perdido o Coruchense, no seu único desaire em toda a prova, e o Abrantes e Benfica – dois primeiros classificados do campeonato –, sendo que os tomarenses haviam então cedido um empate).
Entrando em campo de forma assertiva, os unionistas cedo inauguraram o marcador, mas vindo a consentir a igualdade ainda na primeira metade; não obstante terem desperdiçado algumas ocasiões de perigo, os nabantinos voltariam a colocar-se em vantagem mesmo à beira do intervalo. Na segunda parte, a turma da Glória deu boa réplica, procurando repartir o jogo, mas as oportunidades de golo de alguma forma escassearam, de parte a parte, e o resultado não se alterou.
Surpresa – Depois da boa estreia no campeonato (empate ante o Abrantes e Benfica), o Salvaterrense voltou a protagonizar a surpresa da jornada, tendo ido vencer por 3-1 a Amiais de Baixo, frente ao Amiense (que vinha de uma vitória em Torres Novas), pelo que, somando já quatro pontos, integra o grupo dos 3.º classificados.
Confirmações – O Fazendense confirmou a retumbante entrada na competição (goleada em Ferreira do Zêzere), com um outro claro triunfo (3-1) na recepção ao Alcanenense, pelo que – tendo, a par do U. Tomar, vencido as duas primeiras partidas – ocupa o lugar cimeiro da pauta classificativa, dada a ampla vantagem que regista em termos de diferença geral de golos.
Por seu lado o Cartaxo somou os três primeiros pontos, batendo, mercê de um solitário tento, o Ferreira do Zêzere, equipa que, ainda assim, mostrou uma imagem completamente distinta da que deixara transparecer na semana precedente.
Outro dos promovidos da II Divisão, o Benavente, que já dera boa conta de si em Tomar, ganhou por 2-1 ao Torres Novas, deixando antever que os torrejanos poderão vir a ter outra época difícil.
Taça do Ribatejo – Teve início no passado fim-de-semana a edição desta temporada da Taça do Ribatejo, com a jornada inicial da fase de grupos, na qual participam apenas os clubes inscritos na II Divisão Distrital (exceptuando-se naturalmente as equipas “B” e de “sub-23”), com os 23 concorrentes agrupados em seis séries (cinco de quatro clubes cada e uma apenas com três).
Da primeira ronda destacam-se especialmente as goleadas sofridas por dois clubes históricos do futebol distrital: o Tramagal, severamente batido, no seu próprio terreno, por 1-7, pela equipa do Porto Alto; enquanto o Alferrarede foi goleado por 5-1 pelo Forense. Realce ainda para as vitórias folgadas do Fátima ante o Vilarense (6-0) e do Entroncamento AC frente ao At. Pernes (4-0).
Mais equilibrados foram os embates da série 3, entre Espinheirense-Caxarias e Riachense-Águias de Alpiarça, com triunfos tangenciais (2-1 em ambos os casos) dos visitados. O Moçarriense ganhou (2-0) em terreno alheio, face ao Benfica do Ribatejo.
Taça de Portugal – Após a 2.ª eliminatória não subsiste já em prova qualquer clube do Distrito, tendo o Coruchense sido eliminado, ao perder (1-3) em Anadia, ante um adversário de escalão superior, a militar na nova “Liga 3”. Foi uma edição da prova bastante negativa, em que nenhum dos quatro representantes do Distrito conseguiu vencer qualquer jogo.
Numa ronda sem grandes surpresas destaca-se a eliminação do Chaves (II Liga) pelo Felgueiras (Liga 3), sendo que, por outro lado, avançam em prova apenas três clubes dos Distritais (Águias Moradal, Moitense e Cinfães), os quais eliminaram adversários de escalão idêntico.
Antevisão – A 3.ª jornada da I Divisão Distrital, agendada para este fim-de-semana, tem como pontos altos, nos quais estarão, em especial, focadas as atenções, os seguintes três embates, envolvendo clubes com fortes aspirações aos lugares da frente da classificação: U. Tomar-Mação, Cartaxo-Abrantes e Benfica e Rio Maior-Fazendense. Afiguram-se, em qualquer caso, jogos de “tripla”, dada a dificuldade em apontar claro favoritismo de algum dos contendores.
Na 2.ª ronda da fase de grupos da Taça do Ribatejo destacam-se os jogos: Aldeiense-Entroncamento, Caxarias-Riachense, Águias de Alpiarça-Espinheirense e U. Atalaiense-Forense.
Na “Liga 3”, que atinge já a sua 5.ª jornada da primeira fase, o U. Santarém visita as margens do Sado, para defrontar o histórico V. Setúbal, em desafio com transmissão televisiva em directo no “Canal 11” (agendado para dia 2 de Outubro, às 19h30). De recordar que se apuram para a fase de apuramento de Campeão (e promoção) os quatro primeiros classificados de cada uma das duas séries; os restantes oito clubes de cada série disputarão a fase de manutenção (repartidos em quatro séries de quatro clubes, sendo despromovido o último classificado de cada série dessa fase final).
Em encontro a contar para o Campeonato de Portugal o Coruchense actuará nos Açores (ilha de São Miguel), frente ao Operário Lagoa, equipa que, após as duas rondas iniciais, partilha a liderança da série com o Pêro Pinheiro. Nesta edição da prova, os dois primeiros de cada série disputam a fase de apuramento de Campeão (total de 12 clubes, sendo promovidos quatro); os restantes 49 clubes serão divididos em 12 séries, mantendo-se os dois primeiros de cada série.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Setembro de 2021)
O Pulsar do Campeonato – 1ª Jornada

(“O Templário”, 23.09.2021)
No arranque da nova temporada futebolística, que se deseja possa vir a ser cumprida na íntegra, ao invés do que sucedeu nas duas épocas precedentes, em que não foi possível concluir o campeonato distrital da I Divisão, o Fazendense, que se apresenta bastante reforçado, esteve em grande evidência, impondo uma retumbante goleada no terreno do Ferreira do Zêzere.
Destaques – Num encontro entre duas equipas que visam alcançar melhor desempenho relativamente ao registado no campeonato anterior, o grupo das Fazendas de Almeirim não deu hipóteses ao seu adversário, goleando por 7-1 (não obstante até tenham sido os homens da casa a abrir o marcador)! Um desfecho que – para além de factores circunstanciais, relacionados com diferentes estágios de preparação – traduzirá, em paralelo, a ambição com que o Fazendense se apresenta, tal como indicia que os ferreirenses poderão ter mais um ano de intensa disputa pela manutenção no principal escalão, o que conseguiram, não sem dificuldade, no último ano.
As atenções estavam centradas, nesta ronda inaugural, no embate entre U. Almeirim – clube que exercera forte supremacia no campeonato de há dois anos, o que resultou então na promoção aos campeonatos nacionais, onde, contudo, não conseguiu alcançar o nível competitivo necessário, tendo sido novamente despromovido ao Distrital – e o Cartaxo, sempre um candidato aos lugares de topo. O resultado saldou-se por um tangencial 1-0 a favor dos almeirinenses, o que, no contexto presente, terá contrariado algum suposto favoritismo que poderia ser atribuído aos cartaxeiros.
Noutro desafio entre clubes também com ambições no campeonato, igualmente reforçados para esta época, o Rio Maior e o Mação neutralizaram-se, tendo empatado a uma bola, o que, claro, não compromete ainda quaisquer aspirações de um e outro emblema.
Em destaque esteve também o At. Ouriense, regressado à I Divisão Distrital, depois de, na época passada, ter vencido a série Norte do escalão secundário, na retoma da competição, após a suspensão da actividade registada no final de 2018-19. A turma de Ourém recebeu e bateu por categórica marca de 3-0, o conjunto da Glória do Ribatejo, que vem da mais brilhante temporada de todo o seu historial, culminada com a conquista da Taça do Ribatejo.
Surpresa – A surpresa da jornada inicial terá sido o empate (1-1) cedido pelo 2.º classificado do campeonato precedente (Abrantes e Benfica) em Salvaterra de Magos, frente ao recém-promovido Salvaterrense, com os golos apontados já ao “cair do pano” e ambos na conversão de grandes penalidades. Mas este será, provavelmente, um terreno que apresentará dificuldades para a generalidade dos adversários.
Confirmações – O Amiense confirmou a notável campanha realizada no último campeonato (em que obteve o 4.º posto), indo vencer, com alguma naturalidade, a Torres Novas: dois golos obtidos no quarto de hora inicial praticamente selaram o desfecho do desafio, não tendo os torrejanos – cujo objectivo será o da manutenção – conseguido melhor do que reduzir para a margem mínima.
Em Alcanena, os locais conseguiram, já à entrada do quarto de hora final do encontro, o tento solitário que lhes proporcionou o triunfo, na recepção ao Samora Correia, confirmando a importância do factor casa, entre duas formações que serão de valor equilibrado.
Por fim, o União de Tomar, que recebeu outro dos promovidos, o histórico Benavente, revelou algumas dificuldades em quebrar a organização defensiva contrária, com o nulo no marcador a manter-se ao intervalo, pese embora a insistência ofensiva dos nabantinos.
Na segunda parte tudo se modificou, com o primeiro tento obtido nos minutos iniciais, a que se seguiria o segundo golo, que parecia ser o da tranquilidade. Até que, já dentro dos derradeiros cinco minutos, um lance fortuito, com o guardião local a procurar aliviar a bola, mas que viria a embater contra um oponente, resultou em golo para os forasteiros, lançando a dúvida para o tempo restante, fase na qual, todavia, os benaventenses não conseguiriam criar perigo. A diferença mínima não espelha adequadamente a superioridade patenteada pelos nabantinos nos 90 minutos.
Liga 3 – Em estreia absoluta nesta temporada, a “Liga 3” é um novo escalão que se veio intercalar entre a II Liga e o Campeonato de Portugal (que passou, pois, a corresponder ao 4.º nível do futebol em Portugal). O U. Santarém é o único representante do Distrito nesta competição, que atingiu já a sua 4.ª jornada desta primeira fase, sendo que os escalabitanos – que foram desfeiteados, no Domingo passado, no seu reduto, pelo Torreense (1-3) – apenas alcançaram, até agora, um único triunfo (logo na jornada inicial, ante o Oriental Dragon, no Lavradio, por 2-1), ocupando o 9.º lugar, entre 12 concorrentes, na série Sul.
Campeonato de Portugal – Esta temporada com um formato novamente ajustado, disputado por 61 clubes, repartidos em seis séries (cinco de dez equipas cada e uma série com onze), o distrito de Santarém conta também apenas um representante, precisamente o Campeão Distrital em título, Coruchense, enquadrado na série E, na qual pontifica o histórico Belenenses (de regresso aos campeonatos nacionais, após uma travessia de três temporadas no Distrital de Lisboa, na qual, sucessivamente, obteve outras tantas promoções, isto na sequência da corajosa decisão dos seus sócios de (re)começar – desde a época de 2018-19 – a constituir direitos desportivos, a partir do escalão mais baixo do futebol português, num caminho de enorme dignidade que decidiu trilhar).
Na 2.ª ronda da prova, disputada no passado fim-de-semana, o Coruchense recebeu e venceu “O Elvas” por 3-2, integrando, para já, o lote dos 3.º classificados, com 3 pontos (depois de ter começado por perder em Loures, por 1-3, na jornada inicial).
Antevisão – Na 2.ª jornada da I Divisão Distrital teremos os seguintes embates que concitarão maiores atenções: Abrantes e Benfica-U. Almeirim, Mação-At. Ouriense, Fazendense-Alcanenense e Glória do Ribatejo-U. Tomar.
À partida os donos da casa terão maior dose de favoritismo, à excepção, porventura, do encontro da Glória – devendo, não obstante, recordar-se que União e Glória terminaram empatados em pontos na última edição, respectivamente no 6.º e 7.º lugares. Pese embora os números algo pesados sofridos nos dois primeiros jogos da temporada (para a Taça e no arranque do Distrital), a formação da Glória pretenderá potenciar o factor casa, visando “surpreender” o opositor.
A “Liga 3” e o Campeonato de Portugal terão nova pausa, para disputa da 2.ª eliminatória da Taça de Portugal. Após as eliminações de U. Santarém (pelo Loures, no desempate da marca de grande penalidade), Abrantes e Benfica (2-4 ante o Caldas, após prolongamento) e Glória do Ribatejo (0-4 com o Sintrense), subsiste em prova o Coruchense (isento na ronda inicial), que se desloca a Anadia, para defrontar uma turma supostamente de maior potencial, a militar na “Liga 3”.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 23 de Setembro de 2021)
José-Augusto França (1922-2021)

Com 98 anos de idade faleceu hoje em França (em Jarzé, próximo de Angers), José-Augusto França – nascido em Tomar (na então Travessa da Saboaria) a 16 de Novembro de 1922 -, historiador, sociólogo e crítico de arte, grande referência da cultura portuguesa, ao longo de mais de sete décadas de actividade, e nome maior da historiografia da Arte em Portugal, tendo sido fundador do primeiro curso de História de Arte (na Universidade Nova de Lisboa, a partir de 1974).
No final da década de 40 do século passado, integrou o movimento artístico e intelectual, aquando da criação do Grupo Surrealista de Lisboa, com Mário Cesariny, Alexandre O’Neill ou Marcelino Vespeira.
Licenciou-se em Ciências Históricas e Filosóficas, diplomado pela École d`Hautes Études de Paris, tendo-se doutorado em História (sobre a reconstrução pombalina de Lisboa, em 1962) e em Letras (sobre o romantismo português, em 1969) na Universidade de Sorbonne, em Paris. Presidiu à Academia Nacional de Belas-Artes.
Foi autor de mais de cem obras escritas – para além de centenas de artigos escritos -, destacando-se, em especial, “Lisboa Pombalina e o Iluminismo”, “A Arte em Portugal no Século XIX”, “A Arte em Portugal no Século XX”, “História da Arte Ocidental, 1750-2000” e “Lisboa, História Física e Moral”, para além das suas monografias sobre Almada Negreiros, Amadeo de Souza-Cardoso ou Rafael Bordalo Pinheiro.
Foi também agraciado com a Ordem do Infante D. Henrique (1991), a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique (2006) e a Medalha de Mérito Cultural (2012), assim como a medalha de Honra da Cidade de Lisboa (1992) e a Medalha de Ouro da Cidade de Tomar (2014).
Doou parte do seu espólio ao museu da cidade de Tomar, possibilitando a criação do “Núcleo de Arte Contemporânea José-Augusto França”, inaugurado em 2004, integrando uma centena de obras de arte da sua colecção, de que o próprio destacou: “Signos desmemoriados, momentos IX”, de Fernando Lemos, pintado em 1972; e a grande pintura em duas tábuas, de Noronha da Costa, sem título, de cerca de 1970. Ofertou também parte dos seus livros à Biblioteca de Tomar. Na ocasião, apontara como justificações para as doações:
[…] de ordem moral uma, sentimental, a outra. Ao termo de sessenta anos de vida útil (dir-se-ia de carreira, mas detesto tal coisa), entendeu o doador arrumar o que neles foi acumulando, pinturas e outros objetos de arte, livros e manuscritos, o que seria, mas ainda não é, o seu espólio, distribuindo-os por sítios apropriados de cultura, os quadros para museus (e foram, principalmente, o do Chiado, e este de Tomar, consoante adequação histórica das espécies), os livros para várias bibliotecas, entre as quais a de Tomar, a da Fundação Gulbenkian (que guarda, desde 1992, o total da bibliografia ativa, em volumes singulares e coletivos, folhetos, catálogos e publicações periódicas do que se fez nessa altura, exposição e catálogo de 3400 números e ainda arquivos de doutoramentos no Departamento de História de Arte da Universidade Nova de Lisboa e da Cinemateca Nacional.
A moral da história está em se acrescentar assim a utilidade que a vida do doador, isto é, a minha, possa ter tido, mostrando em permanência o que ele tinha guardado para uso próprio, gozo com certeza, mas também, e indispensavelmente, instrumentação do seu trabalho – uma coisa e outra no seu quotidiano de 60 anos”.



