Archive for Março, 2014

Liga dos Campeões – 1/8 Final (2ª mão)

                                 2ª mão     1ª mão     Total
Barcelona - Manchester City        2-1        2-0        4-1
Manchester United - Olympiakos     3-0        0-2        3-2
At. Madrid - AC Milan              4-1        1-0        5-1
Paris St.-Germain - B. Leverkusen  2-1        4-0        6-1
Chelsea - Galatasaray              2-0        1-1        3-1
Real Madrid - Schalke 04           3-1        6-1        9-2
Borussia Dortmund - Zenit          1-2        4-2        5-4
Bayern München - Arsenal           1-1        2-0        3-1

Os oito vencedores da fase de grupos acabaram por garantir o apuramento para os 1/4 Final, depois da boa reviravolta operada pelo Manchester United ao resultado negativo que averbara em Atenas, graças a um hat-trick de van Persie.

Teremos portanto os seguintes contingentes: Espanha (3) – Barcelona, At. Madrid e Real Madrid; Alemanha (2) – Borussia Dortmund e Bayern; Inglaterra (2) – Manchester United e Chelsea; França (1) – Paris St.-Germain. Quer a Alemanha, quer a Inglaterra perderam duas equipas nos 1/8 Final; sendo ainda de notar que a Itália ficou também sem representação na prova.

19 Março, 2014 at 9:37 pm Deixe um comentário

U. Tomar – Centenário (XXIV)

Centenario - 24

(“O Templário”, 13.03.2014)

Depois do excelente desempenho na época de estreia na I Divisão, a temporada de 1969-70 revelar-se-ia bem mais difícil para as cores unionistas. Não obstante, a 8 de Março de 1970, o União de Tomar alcançaria uma das mais sensacionais proezas do seu historial, recebendo e vencendo categoricamente a equipa do F. C. Porto, pela magnífica marca de 3-0!

«E em que é que foi diferente o União de Tomar? Em tudo. Em abnegação, em velocidade, em organização, em autoconfiança.

De aí, nunca termos visto, no Estádio de Tomar, o União tão acarinhado e tão apoiado pelo seu público. De aí, também, havermos afirmado, no título desta crónica, que, a jogar sempre assim, os tomarenses não estariam no lugar que ocupam na classificação do Campeonato. De aí, ainda e finalmente, a conquista de uma vitória nítida, indiscutível e preciosa, sobre um adversário do prestígio do F. C. Porto.»(1)

Iniciando o jogo com uma deliberada toada ofensiva, a formação tomarense cedo criou duas soberanas ocasiões de golo, logo aos 3 e 8 minutos, por Tito e Alberto. Contudo, o primeiro golo apenas surgiria aos 32 minutos, numa oportuna recarga de Leitão, aproveitando a desconcentração do guardião, Vaz, numa altura em que já amplamente justificava a vantagem no marcador.

O F. C. Porto procuraria então reequilibrar a tendência do jogo, o que acabaria por facultar mais espaços, para rápidos contra-ataques, de que acabariam por surgir o segundo golo (aos 70 minutos, novamente por Leitão, e, outra vez, na sequência de recarga a uma bola inicialmente rematada por Tito, que Vaz, incapaz de deter, apenas pudera desviar) e o terceiro tento (aos 78 minutos, por Alberto, finalizando da melhor forma um lance iniciado numa abertura de Leitão, a que Tito dera continuidade, com um excelente cruzamento). E o União de Tomar poderia inclusivamente ter dilatado a vantagem, para números ainda mais fantásticos.

«Finalmente, o União fez a exibição e o resultado que o seu público aguardava, e que a categoria dos jogadores que possui há muito justificava. A equipa jogou, de facto, com inteira convicção, com força, com determinação – numa palavra: como equipa e não como 11 jogadores.»(2)

Pelo mesmo diapasão afinava também a crónica de outro jornalista local: «Os mesmos jogadores, fizeram neste jogo uma nova e excelente equipa, deixando entre os assistentes a melhor impressão. A equipa apresentada por Fernando Cabrita, encheu-se de brios e tomou o comando do jogo, impondo-se à equipa do Porto.»(3)

A concluir esta memorável jornada:

«Já o deixámos escrito: esta foi, de longe, a melhor exibição que vimos nesta época, aos tomarenses. E também já dissemos porquê: determinação, velocidade, poder de antecipação, capacidade de conjunto – tudo a revelar autoconfiança ou melhor, talvez, uma notável esperança em que a despromoção ainda pode ser evitada.»(4)

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(1) Cf. “A Bola”, 9 de Março de 1970 – Crónica de Cruz dos Santos
(2) Cf. “Cidade de Tomar”, 14 de Março de 1970 – Coluna da autoria de Raúl Pereira
(3) Cf. “O Templário”, 14 de Março de 1970 – Crónica de Silva Monteiro
(4) Cf. “A Bola”, 9 de Março de 1970 – Crónica de Cruz dos Santos

16 Março, 2014 at 12:00 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – 18ª jornada

Pulsar - 18jornada

(“O Templário”, 13.03.2014)

Na retoma dos campeonatos distritais, na I Divisão o quarteto da frente desuniu-se, passando a trio. Para tal, contribuiu de forma determinante o empate alcançado pelo União de Tomar em Fazendas de Almeirim, principal nota de destaque desta ronda, com o grupo unionista, reagindo da melhor forma à contrariedade da eliminação na Taça do Ribatejo, a impor um nulo frente a um dos candidatos ao título, Fazendense, que assim se atrasa nessa disputa (mais adiante se verá se de forma determinante), agora já a seis pontos do líder, e a quatro pontos do 3.º lugar.

Os três primeiros, vitoriosos nesta jornada, mantêm portanto as distâncias relativas, continuando separados entre si por um único ponto. O líder, At. Ouriense, recebendo a visita do U. Chamusca, teve de aplicar-se para operar a reviravolta no marcador, depois de se ter visto em posição de desvantagem, acabando não obstante por golear, por 4-1, obtendo assim a quinta vitória consecutiva, oitava nas últimas nove jornadas.

Por seu lado, o Torres Novas, 2.º classificado, somente a um ponto – e depois de, na última partida do campeonato que disputou em casa, logo a abrir a segunda volta da prova, ter sido desfeiteado pelo União de Tomar (tendo sido ainda eliminado da Taça do Ribatejo, também no seu campo, perante o Fazendense) – completou uma excelente série de quatro triunfos em outras tantas partidas disputadas sucessivamente em terreno alheio, ganhando em Pontével por 1-0.

O Coruchense, parecendo querer voltar à senda do sucesso – depois de ter atravessado uma fase algo oscilante, registando, nos jogos das três rondas imediatamente anteriores, uma derrota, uma vitória e um empate –, recebeu desta vez o Cartaxo, ganhando por categórica margem de 3-0, continuando deste modo a perfilar-se como forte candidato à subida, somente um ponto abaixo dos torrejanos.

Como já indicado a abrir este comentário, o União de Tomar, prolongando a invencibilidade no campeonato no ano de 2014 (somou o oitavo desafio sem derrota, após o desaire sofrido na Chamusca, já a 15 de Dezembro do ano transacto), segurou um bastante positivo 5.º posto na pauta classificativa, a quatro pontos do opositor do passado fim-de-semana, apesar de ter o Amiense (vencedor frente ao Assentis, por 4-1) agora somente a um ponto. Paralelamente, tendo alcançado a fasquia dos 30 pontos, terão os tomarenses garantido já o objectivo prioritário desta tranquila temporada, o da manutenção, dado disporem – a oito jornadas do final da competição – de uma segura vantagem de 13 pontos sobre a zona perigosa da classificação.

Precisamente, na parte baixa da tabela, o Benavente, confirmando o favoritismo que lhe era conferido, vencendo face à U. Abrantina por 3-1, foi o principal beneficiado desta ronda, subindo ao 9.º lugar, apesar de estar ainda relativamente distante do Pontével (7.º, com mais cinco pontos) e do Mação (8.º, a três pontos). Por fim, os Empregados do Comércio, recebendo a visita do Mação, registaram uma igualdade a um golo.

As diferenças pontuais são contudo ainda muito ténues, com Benavente, U. Chamusca, Empregados do Comércio e Assentis, concentrados num intervalo de apenas dois pontos, sendo que, pelo menos um destes clubes, poderá vir a ver-se relegado no final da temporada para uma posição indesejada. Ao invés, o Cartaxo foi a equipa mais penalizada, tendo baixado à penúltima (13.ª) posição, dois pontos abaixo dos dois competidores que imediatamente o precedem na classificação. A U. Abrantina, com doze derrotas acumuladas nos últimos treze jogos, tem praticamente sentenciada a sua despromoção.

Entretanto, na II Divisão Distrital, com a vitória do Pego na recepção ao Ferreira do Zêzere, e a derrota sofrida pelo U. Almeirim em Rio Maior (0-3), estão já matematicamente apuradas – a uma jornada do final desta primeira fase – as seis equipas que disputarão o título de Campeão Distrital do escalão, assim como as três vagas de promoção à I Divisão Distrital: Atalaiense, Pego, Ferreira do Zêzere, Barrosense, Rio Maior e U. Santarém.

No Campeonato Nacional de Seniores, o Fátima ganhou ao Lourinhanense (2-0), com as outras duas equipas do Distrito a encontrarem-se em Alcanena, onde o Riachense causou surpresa, obtendo a sua primeira vitória nesta fase (à quarta jornada), ganhando por 2-1. Tal tem como reflexo a subida dos fatimenses ao 2.º lugar (mantendo uma margem de segurança de seis pontos sobre o antepenúltimo classificado, Carregado, também surpreendente vencedor em Torres Vedras); por seu lado, o Alcanenense, tendo somado o terceiro desaire em quatro jogos, começa a abeirar-se perigosamente da zona de maior risco, dado dispor agora de apenas três pontos de vantagem sobre a mencionada equipa do Carregado – em relação à qual o Riachense subsiste porém com um atraso de oito pontos.

Neste fim-de-semana, o União de Tomar prossegue a sua série de jogos de elevado grau de dificuldade, voltando a encontrar o guia, At. Ouriense, desta vez na cidade do Nabão. O Torres Novas, no regresso a casa, recebendo a visita do Benavente, estará à espreita de um eventual deslize da turma de Ourém, para poder reassumir a liderança. Por seu lado, o Coruchense necessitará confirmar a sua candidatura numa difícil saída, à Chamusca. Também o Fazendense joga uma cartada importante, na deslocação a Assentiz.

As tranquilas equipas do Mação e Pontével disputarão em confronto directo, entre si, a última posição da primeira metade da tabela, actualmente pertença da turma do sul do Distrito. Por fim, o Amiense reúne favoritismo na visita a Abrantes; enquanto o Cartaxo necessitará vencer os Empregados do Comércio para procurar escapar da posição aflitiva em que se encontra.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Março de 2014)

16 Março, 2014 at 10:00 am Deixe um comentário

Liga Europa – 1/8 Final (1ª mão) – Tottenham – Benfica

TottenhamTottenham – Hugo Lloris, Kyle Walker (76m – Danny Rose), Younès Kaboul, Jan Vertonghen, Kyle Naughton, Aaron Lennon, Paulinho, Sandro (82m – Nabil Bentaleb), Christian Eriksen, Harry Kane (75m – Roberto Soldado) e Emmanuel Adebayor

BenficaBenfica – Jan Oblak, Sílvio, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Ljubomir Fejsa, Lazar Marković, Rúben Amorim, Miralem Sulejmani (65m – Enzo Pérez), Rodrigo (87m – Lima) e Óscar Cardozo (66m – Nico Gaitán)

0-1 – Rodrigo – 30m
0-2 – Luisão – 58m
1-2 – Eriksen – 64m
1-3 – Luisão – 84m

Cartões amarelos – Sandro (9m) e Jan Vertonghen (81m); Sílvio (63m) e Rúben Amorim (81m)

Árbitro – Jonas Eriksson (Suécia)

Cerca de 52 anos depois da vitória nas 1/2 Finais da Taça dos Campeões Europeus, que proporcionou ao clube português o acesso à sua primeira Final nessa competição (que viria a vencer, frente ao Real Madrid, sagrando-se assim Campeão Europeu), o Benfica voltou hoje a defrontar a equipa do Tottenham, num regresso às grandes “noites europeias”, em que construiu e cimentou a  sua glória, impondo-se, em pleno White Hart Lane, por categórica margem de 3-1 (que, inclusivamente, podia ter ainda ampliado, precisamente no derradeiro lance do desafio).

Uma equipa personalizada, com um grupo formando um verdadeiro colectivo, em que praticamente não se faz sentir a rotação de jogadores que o técnico Jorge Jesus vem colocando em prática (alinhando, de início, por exemplo, com Sílvio, na lateral direita, Rúben Amorim – que se viria a cotar com uma das principais figuras, com duas assistências para golo -, Sulejmani, ou o regressado Óscar Cardozo; e, desta forma, “poupando” Maxi Pereira, Enzo Pérez, Nico Gaitán ou Lima), o grande destaque vai para a solidariedade entre todos os jogadores, a par da invulgar proeza de Luisão, um defesa central a bisar, com dois golos de belo efeito.

Um magnífico resultado, que faz recordar um outro, precisamente pela mesma marca, obtido na época de 1991-92, igualmente em Londres, no terreno do Arsenal, e que, salvo um “cataclismo”, coloca o Benfica com “pé e meio” na eliminatória seguinte. Em Lisboa, bastará gerir a preciosa vantagem adquirida esta noite.

Denotando boa atitude desde início, num jogo bastante movimentado, em toada de parada e resposta, com o Tottenham a procurar a iniciativa do jogo, mas o Benfica a corresponder, acabaria por não surpreender o primeiro golo, à passagem da meia hora, numa excelente execução técnica de Rodrigo, a desmarcar-se em corrida, a partir da linha de meio-campo, e, ao aproximar-se da zona de acção do guarda-redes, a fazer a bola desferir uma trajectória, como que contornando o guardião adversário, para o poste mais distante, sem hipóteses.

No segundo tempo, o cariz do jogo não se alteraria significativamente, com a equipa portuguesa confiante, e a chegar mesmo ao 2-0, na sequência de um canto – após magnífica defesa de Lloris, a evitar o golo de Rúben Amorim -, em que Luisão, oportuno, surgiu a desviar de cabeça, inapelavelmente, para o fundo das redes.

O Tottenham procuraria reagir e, pouco depois, na sequência de um livre directo, próximo da grande área, o dinamarquês Eriksen, com uma execução perfeita, reduziu a desvantagem, dando ânimo à sua equipa, que, nos minutos imediatos, procurou carregar mais, em busca do tento da igualdade.

Mas a formação portuguesa rapidamente se recomporia, e, já depois de um primeiro remate, que o guardião francês, susteve com dificuldade, Luisão “encheu o pé” e disparou um remate fulminante, também sem hipótese de defesa, fixando o 3-1 final (que, conforme referido, poderia ter sido ainda dilatado no último lance do desafio).

Uma excelente exibição, de uma equipa confiante em si própria, a juntar mais uma noite de glória ao seu palmarés.

13 Março, 2014 at 10:16 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/8 Final (1ª mão)

AZ – Anzhi – 1-0
Ludogorets – Valencia – 0-3
FC Porto – Napoli – 1-0
Lyon – Viktoria Plzen – 4-1
Sevilla – Betis – 0-2
Tottenham – Benfica – 1-3
Basel – Salzburg – 0-0
Juventus – Fiorentina – 1-1

13 Março, 2014 at 8:00 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/8 Final (2ª mão)

                                 2ª mão     1ª mão     Total
Barcelona - Manchester City        2-1        2-0        4-1
Manchester United - Olympiakos     ---        0-2        ---
At. Madrid - AC Milan              4-1        1-0        5-1
Paris St.-Germain - B. Leverkusen  2-1        4-0        6-1
Chelsea - Galatasaray              ---        1-1        ---
Real Madrid - Schalke 04           ---        6-1        ---
Borussia Dortmund - Zenit          ---        4-2        ---
Bayern München - Arsenal           1-1        2-0        3-1

12 Março, 2014 at 9:40 pm Deixe um comentário

U. Tomar – Centenário (XXIII)

Centenario - 23

(“O Templário”, 06.03.2014)

A 30 de Março de 1969, disputava-se a 24.ª e antepenúltima jornada e a luta pelo título de Campeão encontrava-se ao rubro, com o F. C. Porto na liderança, com um único ponto de vantagem sobre o Benfica (que contava, não obstante, com um jogo em atraso), dois em relação ao V. Guimarães e três face ao V. Setúbal. Ao mesmo tempo que o Benfica tinha uma difícil deslocação a Coimbra, o F. C. Porto recebia, em pleno Estádio das Antas, o União de Tomar.

E (mais uma) grande surpresa aconteceu… A equipa de Tomar conseguiria forçar um sensacional empate a dois golos. Depois de manter o nulo até final do primeiro tempo, o União (graças aos tentos de Alberto e Leitão) recuperaria por duas vezes da situação de desvantagem no marcador!

«Sem ter nada a perder na sua deslocação ao Estádio das Antas, por isso mesmo sereno, calmo, descontraído, astucioso, «manhoso», até, o União de Tomar prolongou na tarde de ontem o drama que, num ápice, caiu há tempos sobre as Antas, a Académica sustentou há uma semana e, ontem, os homens de Tomar dilataram, conduzindo os adeptos portuenses a uma situação mais confusa ainda […]»(1)

O resultado ao intervalo, ainda com o marcador em branco, contribuiria para o acrescer da intranquilidade dos homens da casa:

«Em consequência disso, a igualdade que se não alterara, o zero-zero ameaçador e, mais que isso, propiciador de uma acumulação de preocupações e de nervos, de receios e de temores. Temores e receios que vieram a confirmar-se totalmente, mesmo depois de, por duas vezes, a equipa se haver adiantado no marcador…»(2)

Assim, a segunda parte seria repleta de emoção e golos:

«Foi de dramatismo intenso toda a segunda parte, que por isso mesmo ofereceu um espectáculo emotivo, arrasante, apaixonante, cansativo, o que não vale por dizer que se tenha jogado bom futebol, sem todavia ser justo ignorar a arremetida quase furiosa dos homens do F. C. Porto e a subida gradual dos forasteiros, mais crentes, a cada minuto que passava, na possibilidade de um bom resultado. Para a obtenção do qual não deixariam de esforçar-se bem…»(3)

Sabendo tirar partido de tal intranquilidade, beneficiando da grande exibição de Conhé, e do sentido de colectivo do grupo, o União arrancava um magnífico resultado no Estádio das Antas, o que viria a afastar os portistas da possibilidade de conquista do título de Campeão Nacional:

«Podem os portistas lamentar-se de terem empatado um jogo que mereciam ganhar, mas também os tomarenses perderam a oportunidade de no último minuto marcarem o seu 3.º tento que seria o do triunfo […]»(4) – num lance em que, com três unionistas (Leitão, Alberto e Lecas) a surgirem isolados face a Rui, Leitão, de forma infeliz, acabaria por fazer quase como que um “passe” ao guardião portista.

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(1) Cf. “A Bola”, 31 de Março de 1969 – Crónica de Álvaro Braga
(2) Cf. Idem, Ibidem
(3) Cf. Idem, Ibidem
(4) Cf. “O Templário”, 5 de Abril de 1969 – Crónica de Silva Monteiro

9 Março, 2014 at 10:00 am Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – Taça do Ribatejo – 1/4 Final

Pulsar - Taça Ribatejo - 1-4Final

(“O Templário”, 06.03.2014)

Em nova pausa nos campeonatos distritais para disputa de mais uma eliminatória da Taça do Ribatejo, correspondente aos ¼ Final da competição, o destaque vai para a equipa da Glória do Ribatejo, última classificada na sua série da II Divisão Distrital, que alcançou a proeza de ser a única do escalão secundário a atingir as ½ Finais.

Ao invés, para os tomarenses, infelizes no sorteio, actuando, uma vez mais, em terreno alheio, e, no caso concreto, defrontando o líder da I Divisão Distrital (e finalista no ano anterior), fica o amargo da eliminação, numa prova em que o União de Tomar não conseguiu ainda chegar à Final.

De facto, tendo perdido por 0-2 em Ourém, face ao At. Ouriense, a formação unionista quedou-se pelos ¼ Final, fase que apenas por quatro vezes alcançou (em 2003, 2010, 2011 e 2014), nas quinze participações que regista na Taça do Ribatejo. A melhor participação nabantina na competição continua a ser a da temporada de 2002-03, em que, disputando as ½ Finais com o Águias de Alpiarça, perdendo, também por 0-2, se viu afastado do desafio decisivo.

Nestas quinze presenças, o União somou a 10.ª eliminação em jogos realizados fora de casa. Para além daqueles quatro anos, em que atingiu, pelo menos, os ¼ Final, o clube de Tomar ficou-se pelos 1/8 Final por cinco vezes (1986-87, 1997-98, 2008-09, 2011-12 e 2012-13).

Conforme referido anteriormente, o grupo da Glória do Ribatejo, em deslocação ao Cartaxo, defrontando um primodivisionário, conseguiu reagir à desvantagem, forçando uma igualdade a duas bolas, para acabar por se impor no desempate da marca de grande penalidade, assim concretizando a principal surpresa desta ronda.

Nas outras duas partidas, os favoritos confirmaram na prática o que se afigurava ser o seu teórico maior poderio, com o Fazendense a receber e a vencer por 4-1, frente ao Amiense, actual detentor do troféu, numa “desforra” do encontro das ½ Finais da época precedente. Por fim, noutro confronto entre equipas de escalões diferentes, o U. Almeirim, embora recebendo o Assentis, não evitou perder por 0-1.

Avançam portanto para as ½ Finais da presente edição da Taça do Ribatejo os seguintes clubes: At. Ouriense (tal como indicado, finalista vencido na última temporada), Fazendense (semi-finalista no ano passado), Assentis e Glória do Ribatejo.

Mas o fim-de-semana foi aziago para as cores unionistas também no escalão de Juniores, igualmente com a disputa dos ¼ Final da Taça do Ribatejo, com o União de Tomar, actual detentor do troféu, a ser eliminado, no Cartaxo, tendo perdido por 2-3. Marcam assim presença nas ½ Finais da prova de Juniores, o Alcanenense (finalista derrotado pelo União no ano anterior), Núcleo Sportinguista de Rio Maior, Abrantes e Benfica, para além do Cartaxo.

No Campeonato Nacional de Seniores, disputou-se a 3.ª jornada (de um total de 14) na série de manutenção, com as equipas do Distrito a não conseguirem melhor do que um nulo, na deslocação do Fátima a Porto de Mós, frente ao Portomosense. O Alcanenense foi derrotado, por 0-1, na visita ao Carregado, enquanto o Riachense perdeu em casa (1-2) com o Caldas.

Em função destes resultados, começam a complicar-se as posições na tabela classificativa, com as formações de Alcanena e Fátima a baixarem, respectivamente, ao 4.º e 5.º posto, precisamente os últimos que garantem o acesso à prova do próximo ano; dispõem agora de uma margem de segurança que se reduziu a apenas seis pontos sobre o Carregado, antepenúltimo classificado, portanto já em situação de risco. O Riachense, que somou o terceiro desaire sucessivo em outros tantos jogos, está agora já oito pontos abaixo desse tal 6.º classificado, última esperança de poder ainda “salvar-se” da despromoção e consequente regresso ao Distrital.

Neste fim-de-semana regressam os campeonatos distritais. Na I Divisão, dos quatro primeiros apenas o Torres Novas (actualmente 2.º classificado, a um ponto do líder) jogará fora de casa, numa difícil deslocação a Pontével (no que, curiosamente, constitui a quarta saída consecutiva dos torrejanos). O guia, At. Ouriense dispõe de amplo favoritismo na recepção ao U. Chamusca; o Coruchense recebe também a visita do Cartaxo, em desafio que, à partida, se antevê poder ser mais equilibrado. Por fim, o Fazendense recebe o U. Tomar, num curioso confronto entre 4.º e 5.º classificados – pese embora as distintas ambições dos dois conjuntos –, com os tomarenses a atravessar um ciclo de elevado grau de dificuldade, dado que receberão depois o At. Ouriense, imediatamente antes de nova deslocação, a Coruche.

Nas restantes partidas desta ronda 18, o Amiense, que recebe o Assentis, assim como o Benavente, visitado pela U. Abrantina, são também claramente favoritos. De desfecho mais imprevisível será o confronto entre Empregados do Comércio e Mação.

Na II Divisão Distrital disputa-se a penúltima jornada da primeira fase da prova, com o Pego, recebendo o Ferreira do Zêzere a poder confirmar a última vaga de apuramento para a fase final, de disputa do título (acompanhando U. Atalaiense e, precisamente, o clube ferreirense); mais a Sul, o U. Almeirim, deslocando-se a Rio Maior, necessitará imperiosamente de vencer, para evitar que fique desde já definido o lote de apurados (Barrosense – já matematicamente qualificado –, U. Santarém e Rio Maior, estes dois dispondo de confortável vantagem).

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Março de 2014)

9 Março, 2014 at 10:00 am Deixe um comentário

Óscares – 2014 – Vencedores

E os vencedores dos Óscares foram:

  • Melhor filme – “12 Anos Escravo” (12 Years a Slave)
  • Melhor realizador –  Alfonso Cuarón (“Gravidade” – Gravity)
  • Melhor actor – Matthew McConaughey (“O Clube de Dallas” – Dallas Buyers Club)
  • Melhor actriz – Cate Blanchett (“Blue Jasmine)
  • Melhor actor secundário – Jared Leto (“O Clube de Dallas” – Dallas Buyers Club)
  • Melhor actriz secundária – Lupita  Nyong’o (“12 Anos Escravo” – 12 Years a Slave)

Consultar a lista completa aqui.

3 Março, 2014 at 8:12 am Deixe um comentário

U. Tomar – Centenário (XXII)

Centenario - 22

(“O Templário”, 27.02.2014)

Depois da vitória inaugural na I Divisão, frente ao Sporting, novamente a equipa unionista se superaria, causando sensação o empate alcançado na deslocação ao Estádio de Alvalade, em jogo disputado a 21 de Janeiro de 1969.

E o “escândalo” poderia ter sido de maior estrondo: o União, entrando cedo a ganhar, com um golo de Dui, logo aos nove minutos, apenas a quatro minutos do termo da partida concederia o empate, num tento de Pedras. Numa altura em que os nabantinos jogavam em inferioridade numérica, por expulsão de Cláudio (aos 64 minutos… por ter demorado na reposição da bola em jogo). Vale a pena recordar uma síntese, por um grande senhor da escrita desportiva em Portugal (Vítor Santos):

«Esta equipa do União de Tomar que sempre nos deu a ideia de ter uma ideia, foi o que é uma equipa «pequena» quando joga no campo do adversário – e do adversário… «grande». Defesa fechada, meio-campo manhoso e contra-ataque «com veneno», como o provam o golo, uma bola salva sobre o risco por Pedro Gomes e alguma coisa mais de fazer cardíacos entre os espectadores de Alvalade. De altamente positivo há na equipa o seguinte:

1. Um guarda-redes de bom talhe atlético, valente, elástico e decidido – Arsénio;

2. Um defesa-central que custa aceitar como «refugo» e, aqui para nós, fazia agora um jeitão ao Sporting, com Armando e José Carlos lesionados – Caló;

3. Dois homens de meio-campo bons executantes e muito experientes, capazes de conservarem a bola por longos períodos,  que são, como é óbvio, períodos de descanso para a equipa e de frustração para o adversário – Ferreira Pinto e Cláudio.

Se dissermos que o resto tem ânimo e ganas de jogar, compreende-se perfeitamente que a equipa, não vai ser, com certeza, acidental visita da I Divisão…»(1)

Ainda sobre a justiça do resultado, atente-se no facto de ter o União disposto de algumas ocasiões adicionais para marcar, como é aqui a seguir detalhado:

«Adiada uma prevista desforra!… Desfazendo todas ou quase todas as previsões, daqueles que consideravam como certa a vitória do Sporting, o União de Tomar foi a Lisboa conquistar um ponto, podendo ainda lastimar-se da forma como consentiu o empate (a 4 m. do fim) e já depois de a bola ter estado duas vezes à vista no fundo das redes de Damas e ainda se ter visto privada, daquele, que até à altura estava sendo um dos melhores jogadores em campo – Cláudio, que foi expulso pelo árbitro.»(2)

Em resumo, maior domínio leonino, de alguma forma consentido, e de todo não esclarecido: «o Sporting tem dominado muito, mas nem sempre bem, enquanto que o meio campo do União de Tomar com Ferreira Pinto, Dui e Cláudio a jogarem com acerto e com muita codícia, estão a chegar para a “urdidura” que o Sporting lhes apresenta.»(3)

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(1) Cf. “A Bola”, 23 de Janeiro de 1969 – Crónica de Vítor Santos
(2) Cf. “Cidade de Tomar”, 25 de Janeiro de 1969 – Crónica de Mecas
(3) Cf. “O Templário”, 25 de Janeiro de 1969 – Crónica de Silva Monteiro

2 Março, 2014 at 12:00 pm Deixe um comentário

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