Archive for 23 Março, 2014

«União de Tomar assinala cem anos a 4 de Maio. Saiba o que fará parte do programa de comemorações»

O União de Tomar irá assinalar, a 4 de Maio, cem anos de existência. O histórico emblema unionista prepara-se, assim, para entrar no restrito clube dos centenários e, nessa sequência, está a preparar um conjunto de actividades com o objectivo de não deixar passar esta data em claro. As comemorações arrancam a 27 de Abril com a realização do Trail Nabantino, organizado pela secção de atletismo. De 3 de Maio a 10 de Junho, por sua vez, irá decorrer uma exposição dedicada ao clube, sendo que o jantar comemorativo, que terá lugar no pavilhão municipal, irá decorrer na noite de 3 para 4 de Maio. Ainda haverá espaço para mais uma edição do Torneio Internacional dos Templários, a 7 de Junho, e para uma Gala, que irá encerrar as comemorações a 20 de Setembro, ao que tudo indica. Um dos destaques do programa será a edição do Livro do Centenário, preparado por Leonel Vicente, uma obra com cerca de novecentas páginas que será um retrato fiel da história do clube.

(Rádio Hertz)

23 Março, 2014 at 2:00 pm Deixe um comentário

U. Tomar – Centenário (XXV)

Centenario - 25

(“O Templário”, 20.03.2014)

O União acabaria por não conseguir evitar a despromoção na época de 1969-70. No ano seguinte, de forma imprevista – já depois de concluído o campeonato –, veria abrir-se uma “janela de oportunidade” para o imediato regresso ao principal escalão. Tendo concluído o campeonato da II Divisão no 2.º lugar, atrás do Atlético, viria a beneficiar do alargamento da I Divisão, de 14 para 16 clubes, sendo os concorrentes adicionais apurados em função da disputa de uma “liguilla”.

O dia 19 de Setembro de 1971 seria decisivo para as aspirações das quatro equipas envolvidas nesse torneio. Ao mesmo tempo que o Leixões, com um triunfo categórico, de 4-1, sobre o Marinhense (em jogo realizado em Coimbra) garantia assim a permanência na I Divisão, a turma tomarense disputava com o Varzim, em São João da Madeira, a outra vaga de acesso disponível…

«Sabedor de tudo isto e experiente como é, o treinador Fernando Cabrita e ao contrário do que talvez todos pensassem, entrou a jogar ao ataque, procurando a todo o transe obter o golo. […] Marcou um golo o União e mais poderia ter obtido […]»(1)

«apenas diremos, pelo que vimos, que o União de Tomar, ao longo dos quarenta e cinco minutos iniciais, foi a melhor equipa sobre o terreno, o onze melhor estruturado e com melhores executantes.

Pondo em prática um «4x3x3» sempre sujeito a alterações de circunstância, os nabantinos sempre deram a ideia de se superiorizarem largamente a um adversário nervoso, falho de imaginação, sem capacidade ofensiva. […]

Com a bola sempre rente ao solo, jogada ao primeiro toque, os nabantinos adregavam vantagem em todas as zonas do rectângulo. […]

Ninguém se espantou, portanto, com a inauguração do marcador à saída do primeiro quarto de hora […].»(2)

Até que, aos 81 minutos, um lance infeliz de Kiki, com um auto-golo, colocava tudo em suspenso.

«Sucederam-se, então, nove minutos verdadeiramente espectaculares. Carregava o Varzim, defendia agora nervosamente o onze das margens do Nabão. E faltava um minuto, talvez menos, quando Barnabé, entre os postes, mandou para canto um cabeceamento de Murraças, com rótulo de golo. Foi o último cartucho de que dispunha ainda o Varzim.

O resultado acaba por não traduzir a verdade dos acontecimentos no concernente à produção futebolística, pois o 1-1 pode apenas ter apenas ter justificação na maneira briosa e nada mais com que se bateu o onze da Póvoa.»(3)

E assim, vencendo, ex-aequo com o Leixões, o “Torneio de Competência”, culminava – de modo absolutamente inesperado – esta curta passagem do União pela II Divisão, conseguindo alcançar, por trilhos algo sinuosos, mas com todo o mérito e justiça desportiva, o que era, afinal, o seu objectivo desde o primeiro dia: o pronto regresso ao convívio dos “grandes” do futebol português!

____________

(1) Cf. “O Templário”, 25 de Setembro de 1971
(2) Cf. “A Bola”, 20 de Setembro de 1971 – Crónica de Oliveira e Castro
(3) Cf. Idem, Ibidem

23 Março, 2014 at 12:00 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – 19ª jornada

Pulsar - 19

(“O Templário”, 20.03.2014)

Numa fase em que começa a aproximar-se a “hora” das decisões, e não obstante haja ainda tempo para recuperação, algumas equipas que integram o quarteto que vêm disputando os lugares do topo da tabela parecem indiciar certos sinais de quebra. Assim acontecera com o Fazendense, que vinha de uma derrota e um empate nas duas partidas precedentes; sucede agora com o Coruchense, que, tendo sofrido novo deslize, apenas regista duas vitórias nas cinco últimas jornadas.

Tal provocou algum distanciamento entre os dois primeiros (At. Ouriense e Torres Novas) e os seus mais directos perseguidores: a formação de Coruche, que não conseguiu ir além do nulo na Chamusca, frente ao União local (que, curiosamente, no desafio anterior em casa, vencera o Fazendense), está agora já a quatro pontos do líder; por seu lado, o grupo de Fazendas de Almeirim – não obstante, nesta ronda com um categórico triunfo em Assentiz, goleando por 5-0 – mantém o atraso de seis pontos.

Esta foi aliás uma jornada em que os resultados desnivelados marcaram presença: também o vice-líder Torres Novas – agora a atravessar uma boa fase, tendo somado, no regresso a casa, após quatro jogos em terreno alheio, a quinta vitória consecutiva – goleou, pela mesma marca de 5-0, face ao Benavente; enquanto o Amiense, em deslocação a Abrantes, perante um cada vez mais frágil opositor (a U. Abrantina somou a 13.ª derrota nos últimos 14 encontros, em que somou um único ponto!), não teve dificuldades para se impor por inequívoca margem de 4-0.

Falta-nos falar do líder, At. Ouriense (que mantém um ponto de vantagem sobre os torrejanos), o qual, visitando Tomar, ampliou para seis a sua série de triunfos sucessivos (acumulando nove vitórias, nos dez últimos desafios disputados no campeonato – apenas tendo perdido, neste período, em Fazendas de Almeirim), voltando a impor-se ao União de Tomar por 3-1 (depois do 2-0 de há duas semanas, então para a Taça Ribatejo), com a equipa unionista a ver assim interrompido o seu ciclo de invencibilidade no campeonato no ano de 2014, após ter somado oito jogos sem derrota.

No confronto entre as duas equipas que ocupam precisamente as posições de meio da tabela, o empate alcançado pelo Pontével em Mação (1-1), terá agradado mais à formação do município do Cartaxo, que assim mantém a 7.ª posição, agora a cinco pontos do União de Tomar (ultrapassado nesta ronda pelo Amiense), e com dois pontos de vantagem sobre o seu opositor neste jogo (que somou o quarto jogo sem vitória).

Por fim, o Cartaxo, ganhando por 2-0 ao grupo dos Empregados do Comércio, regressou finalmente aos triunfos, de que andava arredado há já longas sete jornadas, o que lhe permitiu recuperar algumas posições na pauta classificativa, numa outra zona nevrálgica da classificação, em que o duo que partilha o 9.º lugar (U. Chamusca e Benavente) regista apenas dois pontos de vantagem sobre outro par, que reparte o 12.º posto (Empregados do Comércio e Assentis), com os cartaxenses precisamente em posição intermédia.

A esta distância da “meta” (faltando realizar ainda sete rondas), deste quinteto, pelo menos um clube deverá vir a ser despromovido (acompanhando a “condenada” U. Abrantina), podendo passar a dois (caso o Riachense não consiga alcançar a manutenção no Campeonato Nacional de Seniores), ou, num cenário muito negativo (na eventualidade de outro agrupamento do Distrito poder vir a ser também despromovido aos Distritais), até três deles.

A este respeito, as notícias do último fim-de-semana foram animadoras: o Riachense obteve o seu segundo triunfo sucessivo, ambos em terreno alheio, vencendo no Carregado (2-1 – repetindo o marcador que registara na visita a Alcanena), trespassando finalmente a “lanterna vermelha” ao Portomosense e distando agora “apenas” cinco pontos do seu adversário desta ronda, vendo portanto entreabrir-se uma “janela de oportunidade” que lhe poderá permitir ainda escapar à descida de divisão, até porque recebe, na próxima jornada, precisamente a formação de Porto de Mós. Onde, curiosamente, o Alcanenense foi também vencer, igualmente por 2-1, subindo de novo ao 3.º lugar – que partilha com o Fátima, derrotado em Torres Vedras, por 3-1, dispondo agora ambos estes clubes de uma margem de segurança de seis pontos em relação ao antepenúltimo posto da tabela (Carregado).

Na II Divisão Distrital terminou a primeira fase do campeonato, sendo conhecidas já desde a semana anterior as seis equipas que disputarão o título de Campeão e a promoção ao principal escalão do futebol regional: Atalaiense, Ferreira do Zêzere, Pego, Barrosense, Rio Maior e U. Santarém.

No próximo fim-de-semana, na I Divisão, o principal destaque vai para o difícil teste que aguarda o Torres Novas em Amiais de Baixo, com os outros três clubes da frente a jogarem em casa, reunindo portanto natural favoritismo: o guia, At. Ouriense, recebe o Assentis; o Fazendense é visitado pela U. Abrantina; enquanto o Coruchense recebe o União de Tomar, que, necessariamente, procurará contrariar tal tendência, num confronto em que, por seu lado, a turma de Coruche terá de lidar também com alguma pressão, decorrente da necessidade imperiosa de vencer de forma a não correr o risco de ficar ainda mais distante do líder. Nos restantes jogos, de prognóstico repartido, estará em causa a “sobrevivência”, com o Benavente a receber o Pontével, enquanto o Cartaxo terá a visita do Mação, recebendo os Empregados do Comércio o U. Chamusca.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Março de 2014)

23 Março, 2014 at 10:00 am Deixe um comentário


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