Archive for Fevereiro, 2014

«Memórias dos cem anos do União de Tomar contadas em livro»

Recuperar o património histórico do União de Tomar, nomeadamente dos seus momentos mais grandiosos, deixando um legado para as gerações vindouras é o que moveu Leonel Vicente, tomarense de 47 anos, natural da freguesia de Olalhas, a escrever um livro sobre o centenário do U. Tomar. O facto de nunca ter escrito um livro e residir em Lisboa há vários anos, onde exerce a profissão de auditor, não impediu que o desafio lhe fosse lançado pelo actual presidente do clube, Abel Bento.

A obra está em fase de acabamento e vai chegar ao público a 4 de Maio de 2014, data do centenário do U. Tomar. “Este projecto nasceu por altura do 95.º aniversário do clube, como um sonho pouco definido, quando criei um blogue dedicado especificamente à recolha e compilação de dados sobre o historial do União de Tomar (http://uniaotomar.wordpress.com)”, revela a O MIRANTE.

“É um livro que foi sendo escrito ‘a meias’ com uma diversidade de grandes cronistas e autores, alguns dos nomes maiores do jornalismo desportivo em Portugal, a par dos jornalistas locais”, descreve. A obra intercala a narrativa detalhada da história do clube com excertos de crónicas de jogos de várias épocas.

As fotografias, que surgem como separadores das várias partes em que o livro se compõe, são de época, disponibilizadas por várias pessoas, desde jogadores a dirigentes, ou adeptos e simpatizantes, na maior parte das vezes sem que tenha sido possível apurar a sua autoria. O livro foi escrito durante três anos, sobretudo à noite e nos tempos livres, em paralelo com a pesquisa e compilação de documentos. Um trabalho a que, nos últimos meses, se dedicou todas as noites. O prefácio é de Vítor Serpa, há vários anos director do jornal A Bola.

O grande incentivo para escrever o livro deu-se quando, em Maio de 2010, foi realizada uma homenagem aos campeões nacionais da II Divisão de 1973-74, organizada pelos veteranos do União. O convite de José Martins e José Tapadas Martins permitiu-lhe conviver directamente com alguns dos ídolos da sua infância, casos de Conhé, Faustino, Kiki, Manuel José, Raúl Águas, Bolota, Camolas ou Totói, de quem coleccionou os famosos cromos.

Seguiu-se um trabalho de pesquisa, ao longo de cerca de quatro anos, na Hemeroteca de Lisboa, onde consultou todos os exemplares publicados pelos jornais locais, bem como os jornais desportivos nacionais. Passou ainda algum tempo na Biblioteca Municipal de Tomar e na Biblioteca Nacional de Portugal.

Carlos Silva, seu antigo director, ofereceu-lhe a colecção integral do “Jornal União de Tomar”. Apesar de não ter realizado entrevistas formais, Leonel Vicente participou em alguns encontros com veteranos do clube, nomeadamente no Torneio dos Templários, mantendo contactos com antigos jogadores e directores, casos de Faustino, Totói, Mário Pinto ou Rui Costa, onde foram recordadas memórias da vida do clube.

“Tomar tem perdido relevância”

Apesar de Leonel Vicente ter vivido em Tomar apenas até aos sete anos, manteve-se sempre ligado à sua terra natal. Em cada deslocação à cidade lia avidamente os jornais locais para se manter informado sobre tudo. No dia 1 de Março de 2004, decidiu criar um blogue sobre Tomar (http://tomar.wordpress.com) com o intuito de reforçar esse elo.

“É patente que a estagnação do concelho nos últimos anos tenha levado a uma situação de perda de relevância face a municípios vizinhos, com maior capacidade de atracção, a que não é naturalmente alheia também a situação de grave crise que o tecido empresarial local atravessa”, responde, ,quando lhe perguntamos como é que um tomarense que reside fora há tantos anos olha para o seu concelho.

Na opinião de Leonel Vicente, para contrariar o flagelo do desemprego, que é nacional, devem ser adoptadas políticas que possibilitem a fixação de população, por via da captação de investimento. “Julgo também que o potencial turístico e cultural do concelho poderá ser igualmente uma área de desenvolvimento que deverá constituir aposta reforçada”, atesta.

(O Mirante, 27 de Fevereiro de 2014)

28 Fevereiro, 2014 at 2:25 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão) – Benfica – PAOK

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Sílvio, Rúben Amorim, Eduardo Salvio (60m – Lazar Marković), Filip Đjuričić (79m – Rodrigo), Nico Gaitán, André Gomes e Óscar Cardozo (60m – Lima)

PAOKPAOK – Panagiotis Glykos, Stelios Kitsiou, Kostas Katsouranis, Juan Insaurralde, Lino, Ergys Kaçe, Hedwiges Maduro, Lucas Martínez (74m – Zvonimir Vukić), Costin Lazăr, Sekou Oliseh (45m – Miroslav Stoch) (83m – Sotiris Ninis) e Stefanos Athanasiadis

1-0 – Nico Gaitán – 70m
2-0 – Lima (pen.) – 78m
3-0 – Lazar Marković – 79m

Cartões amarelos – Stelios Kitsiou (40m); Sílvio (76m)

Cartão vermelho – Kostas Katsouranis (69m)

Árbitro – Szymon Marciniak (Polónia)

Uma vitória por margem folgada do Benfica, que não traduz as dificuldades que a equipa portuguesa experimentou, sem grandes oportunidades de golo ao longo de toda a primeira parte (apenas um potente remate de Cardozo, a que o guardião contrário correspondeu de forma espectacular), e tendo então passado por um susto, quando Artur, numa deficiente intervenção, apenas à segunda conseguiu deter a marcha da bola, evitando, praticamente em cima da linha de golo, que os gregos se tivessem adiantado.

No segundo tempo, a toada de jogo não se alterou muito, com o Benfica a assumir sempre as “despesas”, controlando o jogo, e procurando construir lances ofensivos.

Mas a incerteza no desfecho do resultado, e, por consequência da eliminatória – apesar de tudo “presa” por um fio algo ténue, de um único golo de vantagem, alcançada na Grécia – prolongar-se-ia, até aos 70 minutos. Só nos derradeiros vinte minutos, jogando contra dez, o Benfica construiria então a tal vantagem folgada, de três golos.

Tudo começou com a falta grosseira de Katsouranis, praticamente em cima da área, na zona frontal, que lhe custou a expulsão por cartão vermelho directo. Na sequência do correspondente livre directo, Nico Gaitán, com uma execução perfeita – uma espécie de “Panenka”, num remate em “folha seca”, a fazer a bola passar por sobre a barreira -, abria o activo e conferia à equipa portuguesa a (definitiva) tranquilidade que há tanto tempo buscava.

Poucos minutos depois, uma mão na bola em plena área, originaria uma grande penalidade, que Lima, com segurança, converteu no segundo golo. E, no minuto imediato, aproveitando mais uma falha da equipa grega, Marković, obteria mais um golo de belo efeito, selando uma goleada (4-0 no conjunto das duas mãos).

Uma bela homenagem ao “velho Capitão”, Senhor Mário Coluna, anteontem desaparecido.

O “segredo” desta eliminatória acabou por estar na solidez defensiva do Benfica, que praticamente não concedeu qualquer oportunidade de golo ao adversário.

Um aspecto a preservar, no contexto da difícil concorrência que o clube defrontará na próxima eliminatória, a equipa inglesa do Tottenham.

27 Fevereiro, 2014 at 9:52 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/16 Final (2ª mão)

                                 2ª mão     1ª mão      Total
Tottenham - Dnipro                 3-1        0-1        3-2
Rubin Kazan - Betis                0-2        1-1        1-3
Napoli - Swansea                   3-1        0-0        3-1
Trabzonspor - Juventus             0-2        0-2        0-4
Sevilla - Maribor                  2-1        2-2        4-3
Shakhtar Donetsk - Viktoria Plzen  1-2        1-1        2-3
Lyon - Chernomorets Odessa         1-0        0-0        1-0
Ludogorets - Lazio                 3-3        1-0        4-3
Fiorentina - Esbjerg               1-1        3-1        4-2
Salzburg - Ajax                    3-1        3-0        6-1
Basel - Maccabi Tel-Aviv           3-0        0-0        3-0
E. Frankfurt - FC Porto            3-3        2-2        5-5
Genk - Anzhi                       0-2        0-0        0-2
Valencia - D. Kyiv                 0-0        2-0        2-0
Benfica - PAOK                     3-0        1-0        4-0
AZ - Slovan Liberec                1-1        1-0        2-1

As duas equipas portuguesas conseguiram garantir o apuramento, de forma mais folgada o Benfica, mais “à tangente” o FC Porto, numa eliminatória algo esquisita, em que, em ambos os jogos, as equipas da casa desperdiçaram vantagem de 2-0 de que chegaram a dispor, permitindo aos adversários igualar a dois golos; sendo que, em Frankfurt, a equipa da casa chegaria ainda a nova vantagem (3-2), antes de conceder o tento decisivo a quatro minutos do final.

De entre os apurados, destaque para os contingentes espanhol (Valencia, Sevilla e Betis) e italiano (Juventus, Napoli e Fiorentina – que perdeu, nesta eliminatória, a Lazio), seguindo-se Portugal (único país com 2 clubes), para além de 8 outros países com apenas um representante cada (Inglaterra, França, Holanda, Rússia, Bulgária, R. Checa, Suíça e Áustria). De assinalar a ausência de clubes da Alemanha; por outro lado, houve uma razia completa nas equipas da Ucrânia (país, que a par da Itália, registava maior representação nesta eliminatória), com a eliminação de Chernomorets Odessa, Dnipro, D. Kyiv e Shakhtar Donetsk.

Dos clubes que transitaram da Liga dos Campeões mantêm-se em prova seis (Juventus, Benfica, Viktoria Plzeň, Basel, Napoli e FC Porto), apenas tendo sido afastados Shakhtar Donetsk  e Ajax. Por seu lado, dos 12 vencedores da fase de grupos, prosseguem na competição Valencia, Ludogorets, Salzburg, Fiorentina, Sevilla, Lyon, Tottenham e AZ (apenas o Rubin Kazan, E. Frankfurt, Genk e Trabzonspor foram eliminados); os restantes dois apurados (Betis e Anzhi) tinham terminado a fase de grupos no 2.º lugar, respectivamente atrás de Lyon (grupo em que participou o V. Guimarães) e Tottenham.

Os encontros dos 1/8 Final, a disputar já nos próximos dias 13 e 20 de Março, têm o seguinte alinhamento:

AZ – Anzhi
Ludogorets – Valencia
FC Porto – Napoli
Lyon – Viktoria Plzen
Sevilla – Betis
Tottenham – Benfica
Basel – Salzburg
Juventus – Fiorentina

Destaque para o escaldante duelo entre os grandes rivais Sevilla e Betis, assim como para o confronto italiano, entre Juventus e Fiorentina, com as equipas portuguesas a defrontar adversários bastante poderosos, que implicarão uma necessidade de superação em ordem a permitir avançar na competição.

27 Fevereiro, 2014 at 1:38 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/8 Final (1ª mão)

18.02.2013 – Manchester City – Barcelona – 0-2
25.02.2013 – Olympiakos – Manchester United – 2-0
19.02.2013 – AC Milan – At. Madrid – 0-1
18.02.2013 – Bayer Leverkusen – Paris St.-Germain – 0-4
26.02.2013 – Galatasaray – Chelsea – 1-1
26.02.2013 – Schalke 04 – Real Madrid – 1-6
25.02.2013 – Zenit – Borussia Dortmund – 2-4
19.02.2013 – Arsenal – Bayern München – 0-2

Seis vitórias e um empate, a par de uma única derrota (do Manchester United, em Atenas), com um score global de 20-6 (!) – traduzindo uma tão inequívoca como imprevista superioridade (por tão flagrante) dos vencedores de grupos -, deixa as equipas que jogaram em terreno alheio nesta primeira mão, praticamente todas, à beira do apuramento para os 1/4 Final. Salvo maiores surpresas, das equipas que agora actuaram em casa, apenas o Olympiakos parece ter aspirações a, na segunda mão, em Manchester, confirmar tal apuramento.

25 Fevereiro, 2014 at 10:26 pm Deixe um comentário

Adeus, “Capitão”

Coluna

Obrigado, “Senhor Coluna”!

Ao longo de 16 épocas (de 1954 a 1970), Mário Coluna disputou 525 jogos aos serviço do Benfica, tendo marcado 127 golos. Foi capitão de equipa, de 1963 a 1070. Conquistou 19 títulos (jogador com mais conquistas ao serviço do clube): 2 vezes Campeão Europeu (1960-61 e 1961-62); 10 vezes Campeão Nacional (1954-55, 1956-57, 1959-60, 1960-61, 1962-63, 1963-64, 1964-65, 1966-67, 1967-68, 1968-69); 7 Taças de Portugal.

Foi internacional pela “Selecção A” de Portugal – que capitaneou no “Mundial de 1966”, em Inglaterra, obtendo o 3.º lugar – por 57 vezes, tendo marcado 8 golos.

25 Fevereiro, 2014 at 6:09 pm Deixe um comentário

Livro do Centenário do União de Tomar – Excerto exemplificativo

UT- Centenario - Capa
(clicar na imagem para aceder a algumas páginas exemplificativas do livro do Centenário do União de Tomar)

24 Fevereiro, 2014 at 9:16 pm Deixe um comentário

EURO 2016 – Sorteio da Fase de Qualificação

Realizou-se hoje, em Nice, o sorteio da Fase de Qualificação para o Campeonato da Europa de Futebol de 2016, cuja fase final será disputada em França. É a seguinte a constituição dos Grupos:

Grupo A                Grupo B                Grupo C

Holanda                Bósnia-Herzegovina     Espanha
R. Checa               Bélgica                Ucrânia
Turquia                Israel                 Eslováquia
Letónia                P. Gales               Bielorrússia
Islândia               Chipre                 Macedónia
Cazaquistão            Andorra                Luxemburgo

Grupo D                Grupo E                Grupo F

Alemanha               Inglaterra             Grécia
Irlanda                Suíça                  Hungria
Polónia                Eslovénia              Roménia
Escócia                Estónia                Finlândia
Geórgia                Lituânia               I. Norte
Gibraltar              S. Marino              I. Faroé

Grupo G                Grupo H                Grupo I

Rússia                 Itália                 Portugal
Suécia                 Croácia                Dinamarca
Áustria                Noruega                Sérvia
Montenegro             Bulgária               Arménia           
Moldávia               Azerbaijão             Albânia
Liechtenstein          Malta

Portugal – beneficiando do seu estatuto de “cabeça-de-série” – vê-se enquadrado num Grupo, em que terá como principais adversários a Dinamarca e a Sérvia, necessitando de justificar o seu favoritismo, para garantir o apuramento.

Com a fase final da prova a ter – numa estreia na história da competição -, um total de 24 países participantes, serão portanto apurados os 2 primeiros classificados de cada Grupo, assim como o melhor dos 3.º classificados, e, ainda outros 4 dos restantes 3.º (em sistema de play-off).

23 Fevereiro, 2014 at 12:01 pm Deixe um comentário

U. Tomar – Centenário (XXI)

UT - Centenario - 21

(“O Templário”, 20.02.2014)

A 22 de Setembro de 1968, à terceira jornada (depois dos empates averbados com o Atlético e Belenenses), a cidade de Tomar recebia a primeira visita de um dos grandes do futebol português, o Sporting. E, de forma surpreendente, o União obteria o seu primeiro triunfo na I Divisão!

«Em Tomar aconteceu sensação. Verdadeiro dia de futebol, em que o novo primo-divisionário recebia um dos mais sérios candidatos ao título final, o Sporting, que 4 dias antes, em autêntica noite de gala para o futebol português, havia vencido rotundamente um dos melhores conjuntos espanhóis, o Valência. Este facto, aliado ao excelente comportamento do União nas 2 primeiras jornadas, levou ao Estádio Municipal a maior enchente de sempre.»(1)

«A cidade de Tomar teve ontem o seu primeiro dia grande de futebol com a visita do Sporting, um grande e um «leader» do Campeonato Nacional, um nome portanto mais do que consagrado e mais do que suficiente para justificar o extraordinário movimento da bela cidade nabantina e do entusiasmo e do ambiente que envolveram o Estádio Municipal, excelentemente situado no parque e todo ele de belas  e amplas perspectivas. E nem algumas reticências que entendemos fazer, noutro local, nesta primeira visita ao Estádio Municipal, em dia grande, […] pode minimizar o excelente espectáculo oferecido ontem por toda uma cidade atrás do seu clube e toda uma multidão atrás do seu «leader»»(2)

Contudo, o União de Tomar começaria por se ver em situação de desvantagem no marcador desde cedo, com um golo de Chico, logo aos 6 minutos. Reagiria, não obstante, da melhor forma, com um golo algo controverso de Leitão, aos 34 minutos, acabando por garantir esta histórica vitória, por intermédio de Cláudio, estabelecendo o 2-1 final aos 55 minutos.

«O Sporting, recheado de jogadores de reconhecida capacidade, não esteve, afinal, nos seus melhores dias, cedeu mais do que seria legítimo esperar e a sua defesa, considerada a melhor que existe no País, foi permeável à acção acutilante dos avançados do União de Tomar.»(3)

Em conclusão, sublinhando a justiça da vitória unionista:

«O União de Tomar alcançou um excelente triunfo, nas condições já descritas, num desafio em que foi, inegavelmente, a melhor equipa no terreno a que mais jogou e que mais dominou e a que mais rematou […]. A equipa fecha bem o caminho da baliza mete jogadores no meio do terreno e ataca com perigo, rematando, sempre que a oportunidade se lhe depara.»(4)

«E o final chegou com a vitória inesperada do União. Talvez por inesperada, não deixa de constituir um belo feito para os tomarenses, mais um momento inesquecível para o seu brilhante historial.»(5)

____________

(1) Cf. “Cidade de Tomar”, 28 de Setembro de 1968 – Crónica de N.
(2) Cf. “A Bola”, 23 de Setembro de 1968 – Crónica de Aurélio Márcio
(3) Cf. “O Templário”, 28 de Setembro de 1968 – Crónica de Silva Monteiro
(4) Cf. “A Bola”, 23 de Setembro de 1968 – Crónica de Aurélio Márcio
(5) Cf. “Cidade de Tomar”, 28 de Setembro de 1968 – Crónica de N.

23 Fevereiro, 2014 at 12:00 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – 16ª jornada

Pulsar - 16

(“O Templário”, 20.02.2014)

No futebol também há dias assim, em que impera a lógica, em que seria menos difícil “acertar no totobola” (sendo que é sempre muito mais fácil – como dizia um antigo famoso jogador – fazer prognósticos “no fim do jogo”).

Neste campeonato, nunca, como nesta 16.ª jornada, os desfechos das várias partidas que a compunham foram tão previsíveis; nunca os seis primeiros classificados tinham ganho em simultâneo, todos eles. E só não venceram todos os sete clubes da primeira metade da tabela, porque dois deles se defrontaram entre si (Coruchense e Mação), pelo que o sétimo vencedor da ronda foi o… 8.º classificado.

Isto dito, naturalmente, teve duas consequências óbvias: por um lado, mantiveram-se inalteradas as distâncias pontuais, assim como as correspondentes posições relativas, entre os seis primeiros… tal como entre os seis últimos; tendo, por outro lado, sido ampliado o fosso que separa esse sexteto da frente do sexteto da retaguarda, agora já estabelecido em dez pontos, quando faltam disputar dez jornadas.

Passemos então ao concreto: os dois clubes que partilham a liderança, At. Ouriense e Coruchense receberam e venceram, respectivamente, os Empregados do Comércio (3-0) e o Mação (1-0); a avaliar pelos números, tendo enfrentado graus de dificuldade distintos, reflectindo afinal, também, a posição na tabela de cada um destes dois opositores.

O par que se segue, de imediato, um escasso ponto abaixo, Torres Novas e Fazendense ganharam igualmente: no caso dos torrejanos, em Abrantes, frente à U. Abrantina (2-0), no segundo de um ciclo de três jogos consecutivos em terreno alheio (depois do triunfo em Assentiz, e antes de se deslocar a Mação); a turma de Fazendas de Almeirim, por tangencial margem (2-1) na recepção ao Cartaxo.

O terceiro dueto, formado por União de Tomar e Amiense (equipas que se cruzam na próxima jornada), foi também vencedor: 3-1 no caso dos unionistas, repetindo o desfecho, precisamente pela mesma marca, do desafio disputado há duas semanas, no mesmo local, e perante o mesmo oponente; 2-0 em Amiais de Baixo, tendo recebido a visita do U. Chamusca. Por fim, no único encontro entre duas equipas da segunda metade da pauta classificativa, o Pontével derrotou o Assentis por 4-2.

Abre-se aqui um breve parêntesis para tratar um pouco mais em detalhe o confronto que opôs Benavente e União de Tomar. E, muito curiosamente – ainda mais, porque o resultado foi exactamente coincidente com o de há duas semanas, então em partida a contar para a Taça do Ribatejo –, um cabal exemplo de que “não há dois jogos iguais”.

De facto, tendo inaugurado o marcador desde cedo (na conversão de uma grande penalidade), e, ainda na meia hora inicial, ampliado a vantagem para (tão “confortável” como arriscado) 2-0 – já depois de o árbitro ter indultado um segundo castigo máximo aos visitados –, a turma unionista passaria depois por um largo período de sofrimento, decorrente de a formação da casa ter reduzido o marcador para 1-2 ainda antes do intervalo (também na sequência de uma grande penalidade).

No segundo tempo, a equipa benaventense acreditou que podia chegar ao empate, pressionando e instalando-se no meio-campo contrário, aproveitando também alguma fase de nervosismo e intranquilidade dos tomarenses. Acabaria por ser de alguma forma feliz o União, ao conseguir, num momento crucial, marcar o seu terceiro golo, que, de forma definitiva, sentenciava o desfecho do desafio.

Com o campeonato a manter-se “ao rubro”, numa altura em que começa a aproximar-se a “hora das decisões”, a próxima jornada será certamente de bem mais complexa previsão, atentando nas dificuldades que esperam os primeiros classificados; senão, vejamos: o At. Ouriense desloca-se ao Cartaxo; o Coruchense a Santarém, para defrontar os Empregados do Comércio; o Fazendense à Chamusca (onde será favorito); o Torres Novas, tal como já referido, visita Mação; e o União de Tomar recebe o Amiense, num encontro em que estará em jogo o 5.º lugar.

Na II Divisão Distrital, destaque para o empate cedido pelo Ferreira do Zêzere em Pernes, permitindo ao líder Atalaiense dilatar para três pontos a sua vantagem; e, a Sul, para o inesperado desaire caseiro do guia, Barrosense, na recepção ao U. Santarém, encurtando o seu avanço, agora também para três pontos, sobre o par formado pelos escalabitanos e pelo Rio Maior, sendo que a equipa da Barrosa mantém um jogo em atraso, com o U. Almeirim.

Iniciou-se entretanto a segunda fase do Campeonato Nacional de Seniores, com a realização da 1.ª jornada (de um total de 14 rondas suplementares), disputando as três equipas do Distrito a série de manutenção. Enquanto o Alcanenense venceu por 1-0 na recepção ao Fátima, o Riachense prossegue na senda dos desaires, tendo perdido em casa ante o Torreense, por 1-3.

Se o resultado da formação de Alcanena lhe pode proporcionar maior tranquilidade (lidera a série, dispondo agora de nove pontos de vantagem sobre o antepenúltimo classificado); o inverso pode suceder com o Fátima, que, em função da partição a metade dos pontos obtidos na primeira fase, e desta derrota, baixou ao 5.º lugar – o último que garante automaticamente a manutenção – apenas com cinco pontos a mais que o Carregado, primeira equipa na zona de maior risco na classificação. Por fim, a equipa de Riachos, subsiste na indesejável posição de “lanterna vermelha”, curiosamente também a distância de cinco pontos do Carregado.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Fevereiro de 2014)

23 Fevereiro, 2014 at 10:00 am Deixe um comentário

Liga Europa – 1/16 Final (1ª mão) – PAOK – Benfica

PAOKPAOK – Panagiotis Glykos, Stelios Kitsiou, Kostas Katsouranis, Juan Insaurralde, Lino, Ergys Kaçe, Hedwiges Maduro, Sotiris Ninis (63m – Lucas Martínez), Costin Lazăr (82m – Dimitris Salpingidis), Sekou Oliseh (76m – Miroslav Stoch) e Stefanos Athanasiadis

BenficaBenfica – Artur Moraes, Maxi Pereira, Luisão, Jardel, Sílvio, Rúben Amorim, Filip Đjuričić, André Gomes (66m – Lazar Marković), Enzo Pérez (63m – Ljubomir Fejsa), Miralem Sulejmani (76m – Eduardo Salvio) e Lima

0-1 – Lima – 59m

Cartões amarelos – Ergys Kaçe (5m), Costin Lazăr (27m); Hedwiges Maduro (54m) e Miroslav Stoch (85m); André Gomes (45m)

Árbitro – Wolfgang Stark (Alemanha)

Colocando em marcha um plano de “rotatividade” nos antípodas do que praticara em anos anteriores, o treinador benfiquista, Jorge Jesus, terá pensado sobretudo em preservar a segurança defensiva, visando trazer a definição do desfecho da eliminatória para a 2.ª mão, no Estádio da Luz.

Embora sem que a equipa tivesse assumido, de forma decidida, uma toada ofensiva, o Benfica evidenciaria a sua superioridade, acabando por vencer mesmo em Salónica, vantagem importante para a definição do apuramento, mas que não é de modo a permitir quebras de concentração. A jogar em casa, a equipa portuguesa terá de enfrentar a partida da 2.ª mão com o fito de obter nova vitória, forma mais segura de garantir o precioso avanço alcançado na Grécia.

20 Fevereiro, 2014 at 10:33 pm Deixe um comentário

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Convicto da compreensão da inexistência de intenção de prejudicar terceiros, não obstante, agradeço antecipadamente a qualquer entidade que se sinta lesada pela apresentação de algum conteúdo o favor de me contactar via e-mail (ver no topo desta coluna), na sequência do que procederei à sua imediata remoção.

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