Archive for Fevereiro, 2014

Liga Europa – 1/16 Final (1ª mão)

Dnipro – Tottenham – 1-0
Betis – Rubin Kazan – 1-1
Swansea – Napoli – 0-0
Juventus – Trabzonspor – 2-0
Maribor – Sevilla – 2-2
Viktoria Plzen – Shakhtar Donetsk – 1-1
Chernomorets Odessa – Lyon – 0-0
Lazio – Ludogorets – 0-1
Esbjerg – Fiorentina – 1-3
Ajax – Salzburg – 0-3
Maccabi Tel-Aviv – Basel – 0-0
FC Porto – E. Frankfurt – 2-2
Anzhi – Genk – 0-0
D. Kyiv – Valencia – 0-2
PAOK – Benfica – 0-1
Slovan Liberec – AZ – 0-1

20 Fevereiro, 2014 at 9:05 pm Deixe um comentário

União de Tomar – Livro do Centenário

UT- Centenario - Capa
Brevemente…

20 Fevereiro, 2014 at 11:16 am Deixe um comentário

Liga dos Campeões – 1/8 Final (1ª mão)

18.02.2013 – Manchester City – Barcelona – 0-2
25.02.2013 – Olympiakos – Manchester United
19.02.2013 – AC Milan – At. Madrid – 0-1
18.02.2013 – Bayer Leverkusen – Paris St.-Germain – 0-4
26.02.2013 – Galatasaray – Chelsea
26.02.2013 – Schalke 04 – Real Madrid
25.02.2013 – Zenit – Borussia Dortmund
19.02.2013 – Arsenal – Bayern München – 0-2

Na primeira metade desta 1.ª mão dos 1/8 Final da Liga dos Campeões, a curiosidade de todas as equipas visitadas terem sido derrotadas, portanto com os visitantes com “meio caminho” andado nesta eliminatória, etapa inicial no percurso até Lisboa.

19 Fevereiro, 2014 at 9:48 pm Deixe um comentário

U. Tomar – Centenário (XX)

Centenario - 20

(“O Templário”, 13.02.2014)

Por caprichos do sorteio, o adversário de estreia na I Divisão, a 8 de Setembro de 1968, viria a ser precisamente o Atlético, clube com o qual o União de Tomar disputara a Final do Campeonato Nacional da II Divisão da época precedente: «Dia, excessivamente quente para a prática de Futebol e o Estádio Municipal de Tomar já com o seu ar «grandioso» com umas bancadas que poderão vir a ser excelentes quando tenham a indispensável «cobertura» […].»(1)

Apresentando-se em campo com seis dos novos recrutas como titulares (Kiki, Caló, Dui, Barnabé, Ferreira Pinto e Leitão), necessariamente ainda não entrosados, não demoraria porém o golo inaugural do União na I Divisão: logo aos nove minutos, «Ferreira Pinto caminhou com a bola uns metros desde o meio-campo adversário e à entrada da área, arrancou um pontapé forte e rasteiro. No caminho da baliza, o esférico encontrou o pé de João Carlos, desviou-se, tomou altura e anichou-se nas redes.»(2)

Um lance com a involuntária participação do defesa central do Atlético, o açoriano João Carlos (que, curiosamente, viria também – a partir da temporada seguinte –, a marcar uma era ao serviço do clube de Tomar), entrava assim para a história do União – não sendo pacífica a atribuição da autoria do tento, obtido “a meias” (Ferreira Pinto ou João Carlos, consoante as fontes consultadas).

O resultado deste jogo inicial do União na I Divisão seria fixado à passagem da meia hora de jogo, com Simões a empatar a partida. Uma igualdade que, pelas circunstâncias em que foi obtida, teria um sabor agridoce:

«Realmente, a equipa do Nabão não podia apresentar-se mesmo na forma possível para a época devido a condicionalismos que, necessariamente, sofreu e continuará a sofrer a sua preparação. Lembramos que mais de metade dos seus jogadores vieram de outros clubes e o trabalho de sincronização tem de correr juntamente com o de estruturação do conjunto e não se sabe qual deles será o mais urgente, mas admite-se que não haverá uma estrutura absolutamente firme sem que os jogadores se identifiquem com os processos de jogar uns dos outros.

Fazer uma equipa é um trabalho duro, especialmente se ela tem de ser cerzida, tem de sair de retalhos. E os desafios que a equipa disputou, antes do jogo inaugural do Campeonato, não lhe puderam proporcionar nem a tal sincronização, nem o «andamento» de I Divisão, que é ponto primordial a atingir.»(3)

Sobre a atitude e exibição da equipa tomarense, respiga-se ainda da crónica do jogo:

«O União queria, ansiosamente, dominar e ganhar. Nem uma coisa nem outra se consegue só com o querer. Mas a equipa deu tudo quanto de momento tem dentro de si, com uma vontade e um interesse notáveis.»(4)

____________

(1) Cf. “O Templário”, 14 de Setembro de 1968 – Crónica de Silva Monteiro
(2) Cf. “A Bola”, 9 de Setembro de 1968 – Crónica de Homero Serpa
(3) Cf. Idem, Ibidem
(4) Cf. Idem, Ibidem

16 Fevereiro, 2014 at 12:00 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – 15ª jornada

Pulsar - 15

(“O Templário”, 13.02.2014)

Num campeonato, qual “caixinha de surpresas”, à medida que vai avançando, cada vez parece ser maior o equilíbrio nos lugares da frente, não sendo possível, nesta altura, apontar inequivocamente uma equipa como favorita à conquista do título e consequente promoção ao Campeonato Nacional de Seniores.

De facto, o líder, Coruchense, não só viu interrompida uma magnífica série de sete vitórias consecutivas, como, pior ainda, foi derrotado em casa pelo anterior 2.º classificado, At. Ouriense, por 1-2, numa partida em que a turma do Sorraia desperdiçou duas grandes penalidades!

Conjugando este desfecho com os difíceis, mas importantes triunfos, alcançados pelo Torres Novas e pelo Fazendense, respectivamente em Assentiz (2-1) e em Santarém, ante a formação dos Empregados do Comércio (1-0), temos agora um quarteto no topo da classificação, concentrado no intervalo de um único ponto: At. Ouriense e Coruchense partilham o comando, com 31 pontos, seguidos de imediato pelo outro par referido, com 30 pontos.

Aparentemente afastados desta disputa, mas, por outro lado, a caminhar a passos largos para a tranquilidade, prosseguem U. Tomar e Amiense, que se posicionam ambos agora a sete pontos do duo da liderança, mas dispondo já de oito pontos de vantagem sobre a zona perigosa da classificação. Somando cada um 23 pontos, quando faltam disputar onze jornadas – e podendo projectar-se como margem de segurança, para garantia da permanência no principal escalão do futebol distrital, o atingir dos 30 pontos –, parte substancial da “caminhada” está já cumprida.

Nesta ronda uma e outra equipa empataram a um golo: o União, em casa, frente ao Pontével – que, curiosamente, depois de não ter empatado nas onze jornadas iniciais, soma agora já três igualdades nos últimos quatro desafios na prova –, interrompendo também um ciclo de cinco triunfos (pleno de vitórias no ano de 2014, até esta jornada), mas, paralelamente, ampliando para sete o número de encontros em que preserva a invencibilidade; o Amiense, no Cartaxo, frente ao “campeão” dos empates (regista já nove, em quinze jornadas realizadas).

Curiosamente, no caso do União de Tomar, não tendo aspirações ao título, ganhou já ao Coruchense (no que constituía, até esta altura, o único desaire do líder), assim como foi triunfar a Torres Novas, tendo desperdiçado (com a tal grande penalidade desaproveitada, em tempo de descontos), a possibilidade de vitória no terreno do outro guia, At. Ouriense, para além de ter empatado ante o Fazendense. O que demonstra cabalmente a capacidade da equipa, bastante personalizada, para se bater frente a qualquer adversário deste campeonato, e em qualquer terreno.

Nos restantes encontros, o Mação – que segue em posição intermédia na tabela (7.º lugar), certamente “olhando um pouco mais para cima”, mas sem poder descurar os perseguidores – deparou-se com inesperadas dificuldades para derrotar o cada vez mais “lanterna vermelha” U. Abrantina (que muito dificilmente escapará já à despromoção), tendo tido de operar uma reviravolta no marcador, acabando por ganhar por 2-1; por fim, num prélio em que se antecipava já poder ser bastante equilibrado, tal confirmou-se plenamente, com o empate do Benavente na Chamusca, também a uma bola.

Daí, para baixo – e à excepção da U. Abrantina – temos outra grande amálgama, com um grupo de seis equipas enquadradas num intervalo de quatro pontos, “lideradas” pelo Pontével, que parece querer reagir a uma fase menos positiva. Com a margem de risco inerente a este tipo de projecções, a grande luta pela manutenção deverá disputar-se entre Benavente, Cartaxo, U. Chamusca, Empregados do Comércio e Assentis, actualmente separados por apenas dois pontos.

Com o Campeonato Nacional de Seniores ainda em pausa, antes de ser retomado, com o arranque da segunda fase, neste fim-de-semana, é ainda difícil antecipar quantos serão os clubes a despromover do Distrital, mas, por prudência, considerando a difícil situação do Riachense, será mais apropriado ir lidando com um cenário eventual de três despromoções.

Na II Divisão Distrital temos também novidades: com a sanção aplicada ao Mindense, na partida em que recebera o Ferreira do Zêzere (tendo a equipa da casa sido punida com derrota), conjugada com o triunfo dos ferreirenses, curiosamente, nesta segunda volta, na recepção, precisamente, à turma de Minde, o grupo do Zêzere deu um grande pulo na tabela, estando agora no 2.º lugar, somente a um ponto do guia, Atalaiense (que, apenas já no “cair do pano”, conseguiu superiorizar-se ao Tramagal); surgindo o Pego logo de imediato, apenas um ponto abaixo. A Sul, o comandante, Barrosense, viu o seu desafio em Almeirim, frente ao União local, ser adiado, devido às más condições do terreno, pelo que tem agora o par formado por Rio Maior e U. Santarém a seis pontos (e o U. Almeirim, também com o tal jogo em atraso, a oito pontos), isto quando faltam realizar só quatro jornadas.

Neste fim-de-semana, os quatro da frente da I Divisão Distrital apresentam-se como favoritos… mas as surpresas podem estar “à espreita” onde menos se espere: At. Ouriense, recebendo os Empregados do Comércio; Coruchense sendo visitado pelo Mação (num desafio que não deverá ser fácil); o Torres Novas, de novo em terreno alheio, deslocando-se a Abrantes; e o Fazendense a jogar em casa com o Cartaxo, também num prélio de forte rivalidade. Amiense e Pontével têm também a tendência a seu favor, respectivamente, frente a U. Chamusca e Assentis. Por fim, o União de Tomar regressa, apenas duas semanas depois da partida para a Taça do Ribatejo, a Benavente; se conseguir repetir a exibição, poderá certamente obter novo resultado positivo.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Fevereiro de 2014)

16 Fevereiro, 2014 at 10:00 am Deixe um comentário

U. Tomar – Centenário (XIX)

Centenario - 19

(“O Templário”, 06.02.2014)

Na sequência do seu brilhante triunfo na Zona Norte, o União de Tomar disputaria, no Estádio do Restelo – a 13 de Junho de 1968 (um mês após o termo do campeonato…) –, com o vencedor da Zona Sul, o Atlético, o título de Campeão Nacional da II Divisão.

Jogando em campo relvado, a que não se encontrava ainda completamente adaptada, tendo começado mesmo por se colocar em vantagem (golo de Djunga), numa partida muito disputada, e após ter conseguido ainda restabelecer a igualdade a dois golos (por Lecas), a turma unionista acabaria por vir a ser derrotada no derradeiro minuto – quando se aguardava já o prolongamento, em que os tomarenses poderiam porventura levar vantagem por denotarem melhor condição física…

«Atlético e U. Tomar foram dignos um do outro, lutando como dignos finalistas de um Campeonato longo, duro e esgotante como o da II Divisão ao qual cada uma destas equipas demonstrou capacidade física e valia técnica para se imporem aos restantes componentes das duas zonas.

No despique emocionante e renhido que travaram entre si no Restelo, perante um público interessado e galvanizado pelas peripécias da luta, o Atlético foi indiscutivelmente o mais feliz, conquistando um título que teria assentado também com toda a justiça à turma de Tomar.

No balanço geral da partida foram os tomarenses, inegavelmente, que apresentaram melhor estrutura, praticando um futebol mais racional e por isso mesmo mais intencional e incisivo e de índice técnico-táctico mais elevado. Não puderam, no entanto, ser indiferentes ao clima decisivo do jogo e daí terem evidenciado no capítulo de concretização a mesma falta de objectividade que patentearam os alcantarenses.

As circunstâncias anormais em que o grupo de Tomar sofreu o último golo – e que ficou como o momento culminante do desafio deram ao desfecho da pugna um acre sabor de injustiça. Foi um momento de infortúnio mesmo no declinar do tempo regulamentar, mas a sorte também faz parte do jogo e o insólito desse golo, aliás muito bem executado pelo marcador, de modo algum pode ensombrar o título que ficou em poder do Atlético. De resto, a turma alcantarense, tanto pelo seu empenho, como pelo seu manifesto propósito de tornear as dificuldades criadas pelo adversário tarefa de que acabou por se sair airosamente com mais ou menos acerto – foi um digno campeão, igualando em mérito outras virtudes patenteadas pelos tomarenses.»(1)

De forma honrosa, o União de Tomar, oferecendo digna réplica ao seu valoroso adversário, acabaria por perder por 2-3. Alinharam nesta Final – a segunda que o clube disputava a nível nacional, depois da que vencera três anos antes, em 1964-65 – os seguintes onze: Conhé; Cabrita, Faustino, Alexandre e Santos; Bilreiro e Cláudio; Djunga, Lecas, Alberto e Totói.

Seria necessário aguardar ainda alguns anos, para que, disputando nova Final, o clube tivesse a possibilidade de se sagrar uma vez mais Campeão Nacional…

____________

(1) Cf. “Record”, 15 de Junho de 1968 – Crónica de Guita Júnior

9 Fevereiro, 2014 at 12:00 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – Taça do Ribatejo – 1/8 Final

Pulsar - Taca Ribatejo - 1-8

(“O Templário”, 06.02.2014)

Em mais uma pausa nos campeonatos distritais, disputou-se no passado fim-de-semana a eliminatória correspondente aos 1/8 Final da Taça do Ribatejo. Contando com a participação de treze equipas da I Divisão – curiosamente, apenas o líder do campeonato, Coruchense, ficara afastado da competição ainda na sua fase de grupos – e somente três da II Divisão Distrital, proporcionou-se a existência de dois “tomba-gigantes”.

Efectivamente, um primeiro destaque poderá ser atribuído às vitórias do U. Almeirim, frente ao Pontével (1-0), e do Glória do Ribatejo, ante o Mação (no desempate da marca de grande penalidade, após o nulo registado no final do tempo regulamentar), com aquelas duas equipas a resistirem na prova, avançando já para os 1/4 de Final. No outro confronto entre clubes de escalão diferente, o Assentis superiorizou-se com naturalidade ao Vale da Pedra, vencendo, em terreno alheio, por 3-0.

Passando aos desafios entre equipas da I Divisão Distrital, realce para a eliminação do Torres Novas, perdendo no seu terreno perante o Fazendense (0-1), assim agravando ainda mais a sua situação de crise de resultados. O desfecho mais desnivelado registou-se em Amiais de Baixo, com o actual detentor do troféu, Amiense, a vencer por 4-0 frente aos Empregados do Comércio.

Nas restantes partidas, vitórias também das equipas forasteiras, com o Cartaxo a vencer na Chamusca, frente ao União local, por 3-2 (curiosamente, estas mesmas equipas já se haviam defrontado na fase de grupos, então no Cartaxo, com os cartaxenses a golear então por 5-0); e o At. Ouriense – não tendo conseguido desfazer o nulo em Abrantes, face à U. Abrantina – a ser mais feliz no desempate da marca de grande penalidade. Por fim, o União de Tomar, prosseguindo a sua senda vitoriosa, ganhando em Benavente por 3-1, somando o quinto triunfo em outros tantos jogos disputados neste festivo ano do centenário.

Começando por ter a felicidade de ver o seu opositor desperdiçar uma grande penalidade – numa altura em que, aliás, praticamente desde o início do encontro, os unionistas haviam já assumido o controlo do jogo – a formação “rubro-negra” começaria por inaugurar o marcador, vindo a permitir aos visitados o empate próximo do termo da primeira parte, numa fase em que os benaventenses tinham, gradualmente, vindo a equilibrar a tendência da partida, então com domínio mais repartido, embora, paradoxalmente, na sequência imediata de um lance em que o União desfrutara de soberana ocasião para ampliar a marca.

No segundo tempo, os tomarenses, assentando o seu futebol, impor-se-iam com categoria, tendo voltado a colocar-se em vantagem, e, quer antes, quer depois do terceiro tento apontado, desperdiçando pelo menos outras tantas oportunidades flagrantes de golo, com jogadores a surgirem isolados frente ao guardião adversário, mas, por uma razão ou outra, a não serem eficazes na finalização. Sem exagero, foi mais um desafio em que, caso o União de Tomar tivesse marcado seis ou sete golos, não seriam excessivos face ao caudal atacante patenteado, em particular com Wemerson e Fábio Marques (este a aparecer no “sítio certo”, muito oportuno e eficaz, a marcar dois golos) a “dar nas vistas”.

Em função dos clubes apurados para os 1/4 Final da prova, a tarefa unionista, nesta sua ambição de procurar chegar o mais longe possível na competição – de que cresce a esperança –, continua a revelar-se de elevado grau de exigência, atentando a que se mantêm em prova duas equipas do quarteto da frente do campeonato (o actual 2.º classificado, At. Ouriense; o 4.º, Fazendense), assim como o detentor do troféu, que partilha com os tomarenses o 5.º lugar, Amiense; para além destes, temos ainda o Cartaxo e Assentis, assim como os dois sobreviventes da II Divisão, U. Almeirim e Glória do Ribatejo, que, naturalmente, não oferecerão também facilidades caso venham a ser emparelhados com o União no sorteio da próxima eliminatória.

Neste fim-de-semana regressam os campeonatos, disputando-se a 15.ª ronda na I Divisão Distrital, com grande destaque para o confronto Coruchense – At. Ouriense, um empolgante duelo entre os dois primeiros da pauta classificativa; mas haverá outras partidas a suscitar grande interesse, como o derby local entre Assentis e Torres Novas (com os torrejanos a começar a ficar sem “margem de erro”), um interessante Empregados do Comércio – Fazendense, em mais um teste às aspirações dos visitantes, sem esquecer o que mais directamente nos interessará, o União de Tomar – Pontével, com os unionistas a procurar alargar o seu brilhante ciclo de vitórias.

A propósito, nesta altura de retoma da competição, iniciada que foi a segunda metade da prova, ocasião para recordar algumas tendências, a confirmar ou a infirmar: o líder Coruchense, que se terá vindo a reforçar, apontando decididamente ao título e à promoção, mantém em curso uma série de sete triunfos consecutivos, enquanto o At. Ouriense venceu quatro dos últimos cinco jogos, registando o União de Tomar três vitórias sucessivas (para além das duas na Taça).

Ao invés, um agora aparentemente menos seguro Fazendense registou dois desaires nas três últimas rondas (o que terá porventura ultrapassado com a vitória em Torres Novas, para a Taça); por seu lado, os torrejanos apenas venceram por duas vezes nos sete desafios mais recentes (tendo sofrido dois desaires seguidos em casa, incluindo o tal jogo da Taça); o Pontével não vence há sete jornadas; também o Empregados do Comércio vai num jejum de quatro jogos; enquanto Assentis e Cartaxo não vencem há três (no caso dos cartaxenses, tendo registado três empates sucessivos); por fim, a U. Abrantina, depois de oito jogos com derrota, conseguiu quebrar essa série terrível, com a igualdade averbada na derradeira jornada.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Fevereiro de 2014)

9 Fevereiro, 2014 at 10:00 am Deixe um comentário

U. Tomar – Centenário (XVIII)

Centenario - 18

(“O Templário”, 30.01.2014)

Ainda na época 1967-68, e a faltar apenas três jornadas para o termo da prova, o União, líder destacado, com quatro pontos de vantagem, deslocava-se a Torres Novas, para defrontar o 2.º classificado, num jogo verdadeiramente decisivo, como que uma “final” antecipada. Estávamos a 21 de Abril de 1968, um dia que ficaria gravado a ouro na história do União de Tomar!

«E o jogo propriamente dito o que foi? Um encontro pleno de vibração mas onde andou arredada a boa técnica já que as duas equipas preocuparam-se mais em jogar depressa (tendo como grande aliado as reduzidas dimensões do rectângulo de jogo) do que em fazer prevalecer as suas intenções em lances esclarecidos e de bom «association». E, já que ambas se equivaleram em vontade e bravura, postos na luta, os tomarenses acabaram por se superiorizar graças à sua «cabeça-fria» e à sua maior lucidez de processos, trunfos naturais em face da sua maior tranquilidade na tabela classificativa em contraste com o seu opositor para quem o jogo era realmente de «vida ou de morte»

À maior sagacidade e clareza dos pupilos de Oscar Tellechea, opôs o Torres Novas um futebol todo coração e pernas, feito com garra e frenesim, mas onde faltou a tal «cabeça fria», do seu adversário. E, como os atacantes locais não estavam em tarde «sim», faltando-lhes talento e potência de remate para transformar em golo uma ou duas oportunidades surgidas, quando o marcador ainda estava em branco (Gamboa foi o mais desastrado e infeliz), o desfecho premeia a equipa que menos jogou em quantidade mas a mais hábil na sua qualidade.»(1)

Graças a dois golos, de Totói (28m) e Alberto (73m), a que o Torres Novas apenas contrapôs um tento, por Gamboa (84m), o União obtinha a, até então, mais importante vitória do seu historial:

«Num mini-rectângulo, onde qualquer espécie de futebol estruturado é praticamente impossível, o União fez o jogo que mais lhe convinha e do qual melhores resultados podia tirar. Assentando numa defesa muitíssimo bem organizada onde os avançados locais nunca conseguiram uma nesga para rematar em boas condições e dispondo os outros jogadores bem espalhados pela defesa e meia-defesa local o União desmembrou por completo a equipa local e comandou a partida durante quase todo o tempo.»(2)

«Verdade seja que as duas equipas se empregaram com entusiasmo e apego à luta, mais técnica e mais esclarecida a equipa tomarense, mais em força e genica a equipa torrejana, pelo que o espectáculo, se não teve os primores técnicos que um jogo de nervos não permitiria, teve no entanto a virtude de prender a assistência pela luta posta em jogo pelos dois contendores.»(3)

Com este triunfo, alcançado no terreno do mais directo rival, o União de Tomar ampliava a sua vantagem para seis pontos, garantindo matematicamente o 1.º lugar na classificação final e consequente promoção à I Divisão, feito que alcançava pela primeira vez na sua história, de já mais de meio século de existência. Aqui fica a homenagem aos onze heróis que participaram nesta brilhante façanha: Conhé; Cabrita, Faustino, Alexandre e Santos; Bilreiro e Cláudio; Lecas, Alberto, Djunga e Totói.

____________

(1) Cf. “Record”, 23 de Abril de 1968 – Crónica de Carlos Arsénio
(2) Cf. “Cidade de Tomar”, 27 de Abril de 1968 – Crónica de A. J.
(3) Cf. “O Templário”, 27 de Abril de 1968 – Crónica de Figueiredo Santos

2 Fevereiro, 2014 at 12:00 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – 14ª jornada

Pulsar - 14

(“O Templário”, 30.01.2014)

No arranque da segunda volta do Campeonato Distrital da I Divisão, dois destaques principais: começando pelo União de Tomar, um excelente triunfo em Torres Novas, por 3-2, num desafio em que os unionistas “entraram a ganhar”, com um golo logo no minuto inicial, tendo tido ainda a capacidade de sofrimento e de reacção necessárias para operar a reviravolta no marcador, depois de os torrejanos se terem entretanto colocado em vantagem; depois, começa já a ser repetitivo o enaltecer do excelente desempenho do Coruchense que, vencendo em Fazendas de Almeirim (1-0) ampliou para três pontos a sua vantagem na liderança da prova.

Para os tomarenses – que conseguiram o pleno de vitórias no mês de Janeiro –, foi o quarto triunfo obtido em outros tantos jogos disputados neste início de ano do centenário (um para a Taça do Ribatejo, três a contar para o campeonato), com um score global de 13-5, assim reforçando a sua meritória posição (5.º posto, partilhado com o Amiense), agora a começar a dispor de vantagem mais tranquilizadora (já oito pontos) sobre a zona perigosa da classificação.

Por seu lado, a formação de Coruche consegue ainda melhor: depois de um início algo titubeante, com quatro empates nas cinco rondas iniciais, acumula já uma série de sete jogos sucessivos a ganhar no campeonato (curiosamente, neste período, a única equipa capaz de travar o líder foi… o guia da II Divisão Distrital, Barrosense, que impôs um empate a uma bola em desafio da Taça do Ribatejo).

Aproveitando os desaires de Torres Novas e Fazendense, o At. Ouriense, regressando aos triunfos (não obstante por margem tangencial, de 1-0, sobre o Mação), ascendeu de novo ao 2.º lugar, ultrapassando aqueles rivais na luta pelo título, os quais passaram entretanto a distar já quatro pontos do guia. Salvo maior imprevisto, deverá sair deste quarteto, que continua a ocupar os lugares do topo da tabela, o futuro Campeão Distrital.

Efectivamente, União de Tomar e Amiense – que, nesta ronda, venceu face ao grupo dos Empregados do Comércio, por 2-1 – registam um atraso de cinco pontos para o duo que imediatamente os precede na pauta classificativa, estando ambos a nove pontos do comandante.

Daqui para baixo, subsiste uma grande amálgama na classificação, com metade dos concorrentes separados por apenas quatro pontos, embora se vá assistindo a tendências e trajectórias algo divergentes: o Mação, actual sexto classificado (quatro pontos abaixo de União e Amiense), apesar de uma carreira algo irregular, parece poder vir a superiorizar-se à restante concorrência, nomeadamente com o Pontével em notória quebra de rendimento, há sete jogos sem vencer (depois de cinco triunfos nas sete primeiras rondas), e, pior, surpreendentemente derrotado em casa na última jornada pelo U. Chamusca (0-1).

Também sem ganhar há quatro jornadas surge a formação dos Empregados do Comércio, que – a par do Benavente (que empatou com o Cartaxo a um golo) – dispõem agora de um único ponto de vantagem sobre o trio formado por Assentis, Cartaxo e U. Chamusca, emblemas que, integrando a parte baixa da classificação, registam não obstante uma média de um ponto por jogo, beneficiando também da má campanha da U. Abrantina, “lanterna vermelha” destacada, já com nove pontos de atraso (tendo desperdiçado uma oportunidade, ao não ter conseguido melhor do que a igualdade a um tento na recepção à turma de Assentiz).

Na próxima semana, o campeonato terá mais um breve interregno para disputa da eliminatória correspondente aos 1/8 Final da Taça do Ribatejo, com destaque para os confrontos que opõem Torres Novas e Fazendense, Benavente e União de Tomar, e ainda com a curiosidade de ver o que serão capazes de fazer Glória do Ribatejo, Vale da Pedra e U. Almeirim – equipas actualmente a militar na II Divisão Distrital –, frente aos primodivisionários Mação, Assentis e Pontével.

Falando da II Divisão, o Barrosense destaca-se cada vez mais na liderança, dispondo agora já de uma vantagem de sete pontos sobre o Rio Maior, tendo beneficiado do desaire do U. Almeirim, derrotado pelo U. Santarém. A Norte, tudo está mais indefinido, com o comando agora partilhado por Atalaiense (que cedeu empate caseiro ante o Caxarias) e Pego, com o Mindense apenas um ponto mais abaixo.

Terminou entretanto a primeira fase da edição inaugural do Campeonato Nacional de Seniores, com a derradeira jornada a ficar assinalada, na série F, por empates em todos os cinco desafios disputados; em concreto, no que às equipas do Distrito respeita, Riachense e Alcanena não conseguiram desfazer o nulo no prélio que disputaram em Riachos, tendo o Fátima registado igual desfecho na recepção ao Lourinhanense. O Mafra (que mantém a invencibilidade) e U. Leiria (tendo empatado entre si, a três tentos, em Leiria) são os dois clubes apurados para a fase de disputa do título e de promoção à Liga 2, integrando uma série (“Sul”), conjuntamente com B. C. Branco, Sertanense, Loures, Oriental, Pinhalnovense e Ferreiras.

Os grupos do Distrito de Santarém disputarão a manutenção, partindo para a segunda fase com metade dos pontos até agora obtidos, com o seguinte escalonamento: Alcanenense (15 pontos); Fátima (14); Lourinhanense (13); Caldas (12); Torreense (11); Carregado (9); Portomosense (6); e Riachense (4 pontos). Serão despromovidos aos Distritais os dois últimos classificados de cada uma das oito séries; os antepenúltimos classificados de cada série terão de realizar uma eliminatória (“play-off”), em que os (quatro) clubes vencidos serão igualmente despromovidos.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Janeiro de 2014)

2 Fevereiro, 2014 at 10:00 am Deixe um comentário

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