Archive for 23 Fevereiro, 2014

EURO 2016 – Sorteio da Fase de Qualificação

Realizou-se hoje, em Nice, o sorteio da Fase de Qualificação para o Campeonato da Europa de Futebol de 2016, cuja fase final será disputada em França. É a seguinte a constituição dos Grupos:

Grupo A                Grupo B                Grupo C

Holanda                Bósnia-Herzegovina     Espanha
R. Checa               Bélgica                Ucrânia
Turquia                Israel                 Eslováquia
Letónia                P. Gales               Bielorrússia
Islândia               Chipre                 Macedónia
Cazaquistão            Andorra                Luxemburgo

Grupo D                Grupo E                Grupo F

Alemanha               Inglaterra             Grécia
Irlanda                Suíça                  Hungria
Polónia                Eslovénia              Roménia
Escócia                Estónia                Finlândia
Geórgia                Lituânia               I. Norte
Gibraltar              S. Marino              I. Faroé

Grupo G                Grupo H                Grupo I

Rússia                 Itália                 Portugal
Suécia                 Croácia                Dinamarca
Áustria                Noruega                Sérvia
Montenegro             Bulgária               Arménia           
Moldávia               Azerbaijão             Albânia
Liechtenstein          Malta

Portugal – beneficiando do seu estatuto de “cabeça-de-série” – vê-se enquadrado num Grupo, em que terá como principais adversários a Dinamarca e a Sérvia, necessitando de justificar o seu favoritismo, para garantir o apuramento.

Com a fase final da prova a ter – numa estreia na história da competição -, um total de 24 países participantes, serão portanto apurados os 2 primeiros classificados de cada Grupo, assim como o melhor dos 3.º classificados, e, ainda outros 4 dos restantes 3.º (em sistema de play-off).

23 Fevereiro, 2014 at 12:01 pm Deixe um comentário

U. Tomar – Centenário (XXI)

UT - Centenario - 21

(“O Templário”, 20.02.2014)

A 22 de Setembro de 1968, à terceira jornada (depois dos empates averbados com o Atlético e Belenenses), a cidade de Tomar recebia a primeira visita de um dos grandes do futebol português, o Sporting. E, de forma surpreendente, o União obteria o seu primeiro triunfo na I Divisão!

«Em Tomar aconteceu sensação. Verdadeiro dia de futebol, em que o novo primo-divisionário recebia um dos mais sérios candidatos ao título final, o Sporting, que 4 dias antes, em autêntica noite de gala para o futebol português, havia vencido rotundamente um dos melhores conjuntos espanhóis, o Valência. Este facto, aliado ao excelente comportamento do União nas 2 primeiras jornadas, levou ao Estádio Municipal a maior enchente de sempre.»(1)

«A cidade de Tomar teve ontem o seu primeiro dia grande de futebol com a visita do Sporting, um grande e um «leader» do Campeonato Nacional, um nome portanto mais do que consagrado e mais do que suficiente para justificar o extraordinário movimento da bela cidade nabantina e do entusiasmo e do ambiente que envolveram o Estádio Municipal, excelentemente situado no parque e todo ele de belas  e amplas perspectivas. E nem algumas reticências que entendemos fazer, noutro local, nesta primeira visita ao Estádio Municipal, em dia grande, […] pode minimizar o excelente espectáculo oferecido ontem por toda uma cidade atrás do seu clube e toda uma multidão atrás do seu «leader»»(2)

Contudo, o União de Tomar começaria por se ver em situação de desvantagem no marcador desde cedo, com um golo de Chico, logo aos 6 minutos. Reagiria, não obstante, da melhor forma, com um golo algo controverso de Leitão, aos 34 minutos, acabando por garantir esta histórica vitória, por intermédio de Cláudio, estabelecendo o 2-1 final aos 55 minutos.

«O Sporting, recheado de jogadores de reconhecida capacidade, não esteve, afinal, nos seus melhores dias, cedeu mais do que seria legítimo esperar e a sua defesa, considerada a melhor que existe no País, foi permeável à acção acutilante dos avançados do União de Tomar.»(3)

Em conclusão, sublinhando a justiça da vitória unionista:

«O União de Tomar alcançou um excelente triunfo, nas condições já descritas, num desafio em que foi, inegavelmente, a melhor equipa no terreno a que mais jogou e que mais dominou e a que mais rematou […]. A equipa fecha bem o caminho da baliza mete jogadores no meio do terreno e ataca com perigo, rematando, sempre que a oportunidade se lhe depara.»(4)

«E o final chegou com a vitória inesperada do União. Talvez por inesperada, não deixa de constituir um belo feito para os tomarenses, mais um momento inesquecível para o seu brilhante historial.»(5)

____________

(1) Cf. “Cidade de Tomar”, 28 de Setembro de 1968 – Crónica de N.
(2) Cf. “A Bola”, 23 de Setembro de 1968 – Crónica de Aurélio Márcio
(3) Cf. “O Templário”, 28 de Setembro de 1968 – Crónica de Silva Monteiro
(4) Cf. “A Bola”, 23 de Setembro de 1968 – Crónica de Aurélio Márcio
(5) Cf. “Cidade de Tomar”, 28 de Setembro de 1968 – Crónica de N.

23 Fevereiro, 2014 at 12:00 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – 16ª jornada

Pulsar - 16

(“O Templário”, 20.02.2014)

No futebol também há dias assim, em que impera a lógica, em que seria menos difícil “acertar no totobola” (sendo que é sempre muito mais fácil – como dizia um antigo famoso jogador – fazer prognósticos “no fim do jogo”).

Neste campeonato, nunca, como nesta 16.ª jornada, os desfechos das várias partidas que a compunham foram tão previsíveis; nunca os seis primeiros classificados tinham ganho em simultâneo, todos eles. E só não venceram todos os sete clubes da primeira metade da tabela, porque dois deles se defrontaram entre si (Coruchense e Mação), pelo que o sétimo vencedor da ronda foi o… 8.º classificado.

Isto dito, naturalmente, teve duas consequências óbvias: por um lado, mantiveram-se inalteradas as distâncias pontuais, assim como as correspondentes posições relativas, entre os seis primeiros… tal como entre os seis últimos; tendo, por outro lado, sido ampliado o fosso que separa esse sexteto da frente do sexteto da retaguarda, agora já estabelecido em dez pontos, quando faltam disputar dez jornadas.

Passemos então ao concreto: os dois clubes que partilham a liderança, At. Ouriense e Coruchense receberam e venceram, respectivamente, os Empregados do Comércio (3-0) e o Mação (1-0); a avaliar pelos números, tendo enfrentado graus de dificuldade distintos, reflectindo afinal, também, a posição na tabela de cada um destes dois opositores.

O par que se segue, de imediato, um escasso ponto abaixo, Torres Novas e Fazendense ganharam igualmente: no caso dos torrejanos, em Abrantes, frente à U. Abrantina (2-0), no segundo de um ciclo de três jogos consecutivos em terreno alheio (depois do triunfo em Assentiz, e antes de se deslocar a Mação); a turma de Fazendas de Almeirim, por tangencial margem (2-1) na recepção ao Cartaxo.

O terceiro dueto, formado por União de Tomar e Amiense (equipas que se cruzam na próxima jornada), foi também vencedor: 3-1 no caso dos unionistas, repetindo o desfecho, precisamente pela mesma marca, do desafio disputado há duas semanas, no mesmo local, e perante o mesmo oponente; 2-0 em Amiais de Baixo, tendo recebido a visita do U. Chamusca. Por fim, no único encontro entre duas equipas da segunda metade da pauta classificativa, o Pontével derrotou o Assentis por 4-2.

Abre-se aqui um breve parêntesis para tratar um pouco mais em detalhe o confronto que opôs Benavente e União de Tomar. E, muito curiosamente – ainda mais, porque o resultado foi exactamente coincidente com o de há duas semanas, então em partida a contar para a Taça do Ribatejo –, um cabal exemplo de que “não há dois jogos iguais”.

De facto, tendo inaugurado o marcador desde cedo (na conversão de uma grande penalidade), e, ainda na meia hora inicial, ampliado a vantagem para (tão “confortável” como arriscado) 2-0 – já depois de o árbitro ter indultado um segundo castigo máximo aos visitados –, a turma unionista passaria depois por um largo período de sofrimento, decorrente de a formação da casa ter reduzido o marcador para 1-2 ainda antes do intervalo (também na sequência de uma grande penalidade).

No segundo tempo, a equipa benaventense acreditou que podia chegar ao empate, pressionando e instalando-se no meio-campo contrário, aproveitando também alguma fase de nervosismo e intranquilidade dos tomarenses. Acabaria por ser de alguma forma feliz o União, ao conseguir, num momento crucial, marcar o seu terceiro golo, que, de forma definitiva, sentenciava o desfecho do desafio.

Com o campeonato a manter-se “ao rubro”, numa altura em que começa a aproximar-se a “hora das decisões”, a próxima jornada será certamente de bem mais complexa previsão, atentando nas dificuldades que esperam os primeiros classificados; senão, vejamos: o At. Ouriense desloca-se ao Cartaxo; o Coruchense a Santarém, para defrontar os Empregados do Comércio; o Fazendense à Chamusca (onde será favorito); o Torres Novas, tal como já referido, visita Mação; e o União de Tomar recebe o Amiense, num encontro em que estará em jogo o 5.º lugar.

Na II Divisão Distrital, destaque para o empate cedido pelo Ferreira do Zêzere em Pernes, permitindo ao líder Atalaiense dilatar para três pontos a sua vantagem; e, a Sul, para o inesperado desaire caseiro do guia, Barrosense, na recepção ao U. Santarém, encurtando o seu avanço, agora também para três pontos, sobre o par formado pelos escalabitanos e pelo Rio Maior, sendo que a equipa da Barrosa mantém um jogo em atraso, com o U. Almeirim.

Iniciou-se entretanto a segunda fase do Campeonato Nacional de Seniores, com a realização da 1.ª jornada (de um total de 14 rondas suplementares), disputando as três equipas do Distrito a série de manutenção. Enquanto o Alcanenense venceu por 1-0 na recepção ao Fátima, o Riachense prossegue na senda dos desaires, tendo perdido em casa ante o Torreense, por 1-3.

Se o resultado da formação de Alcanena lhe pode proporcionar maior tranquilidade (lidera a série, dispondo agora de nove pontos de vantagem sobre o antepenúltimo classificado); o inverso pode suceder com o Fátima, que, em função da partição a metade dos pontos obtidos na primeira fase, e desta derrota, baixou ao 5.º lugar – o último que garante automaticamente a manutenção – apenas com cinco pontos a mais que o Carregado, primeira equipa na zona de maior risco na classificação. Por fim, a equipa de Riachos, subsiste na indesejável posição de “lanterna vermelha”, curiosamente também a distância de cinco pontos do Carregado.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Fevereiro de 2014)

23 Fevereiro, 2014 at 10:00 am Deixe um comentário


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