Archive for Março, 2014

Centenário da Federação Portuguesa de Futebol

FPF-100

(via site da FPF)

31 Março, 2014 at 1:36 pm Deixe um comentário

U. Tomar – Centenário (XXVI)

Centenario - 26

(“O Templário”, 27.03.2014)

De regresso à I Divisão, na primeira época do segundo dos seus três ciclos (de duas temporadas cada) em que marcou presença no principal escalão do futebol português, a 30 de Janeiro de 1972 o União de Tomar enfrentava uma sempre difícil deslocação ao Estádio das Antas, para defrontar o F. C. Porto – não obstante a equipa portista ocupasse então um sombrio 6.º lugar na pauta classificativa, somando apenas mais três pontos que os unionistas…

E nova surpresa aconteceria, com o União a conseguir arrancar mais um empate, a um golo (o segundo, em três jogos até então disputados pelos tomarenses no Estádio das Antas, depois da igualdade a duas bolas registada no campeonato de 1968-69), com Camolas a responder ao tento marcado pelo malogrado portista Pavão (logo aos nove minutos de jogo), tendo o resultado final sido fixado ainda no primeiro tempo.

Recuperemos alguns excertos das crónicas da época:

«Dominava o frio atmosférico o ambiente do Estádio das Antas, quando Saldanha Ribeiro apitou para dar início ao jogo. Dominava o frio dos «azuis e brancos» a sua massa associativa quando o juiz leiriense apitou para o final do jogo. No meio da frieza atmosférica e da frieza da exibição, ficara aos nabantinos a alegria dum ponto arrecadado com muita entrega e com muito discernimento, nos momentos em que era preciso furtar o esférico ao adversário. […]

Dir-se-á que os tomarenses jogaram à defesa, que poucas vezes se abalançaram ao ataque, que o F. C. Porto dominou mais tempo, enfim, que «por tralhas e por malhas» exibições deste cariz nada abonam o futebol. A verdade, porém, é que os homens de Fernando Cabrita jogaram com o que tinham (e não foi muito) contra uns «azuis e brancos» a mostrarem-se desconcertantes no sentido negativo. […]

A equipa do União de Tomar jogou como se previa: defender um empate e, num lance de contra-ataque, procurar vencer até o jogo. Conseguiu «arrasar» as intenções adversárias, construindo um resultado que estava nas suas previsões. Nascimento, uma vez por outra, mostrou-se inseguro. Tem a desculpa de estar para não jogar. Faustino, que actuou no posto de libero, foi, com João Carlos, um dos mais evidentes, na defesa. Kiki, Barnabé e Manuel José jogaram uniformemente. Pavão emparceirou com Bolota, actuando apagados. Fernando cumpriu. Cardoso e Calado «foram a todas» e muito se lhes deve no empate obtido. Camolas, até pela sua função, merece referência satisfatória.»(1)

«Jogou a equipa tomarense de molde a conseguir regressar a Tomar com 1 ponto ganho e, para este resultado muito contribuiu a boa organização do meio campo, onde mais uma vez, Manuel José, Cardoso, João Carlos e Calado, foram as figuras mais salientes.»(2)

Disputava-se a 17.ª jornada da época 1971-72 (segunda da segunda volta), e, após este desafio, o FC Porto mantinha a 6.ª posição, com 17 pontos, enquanto o União de Tomar ascendia ao 10.º posto (entre 16 concorrentes), contando 14 pontos.

____________

(1) Cf. “Record”, 1 de Fevereiro de 1972 – Crónica de Marques da Cruz
(2) Cf. “Cidade de Tomar”, 5 de Fevereiro de 1972

30 Março, 2014 at 12:00 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – 20ª jornada

Pulsar - 20

(“O Templário”, 27.03.2014)

Uma a uma, as equipas que integram, há largas semanas, o quarteto da frente da classificação do Campeonato Distrital da I Divisão têm vindo a “ceder”: primeiro, o Fazendense, a seguir o Coruchense, agora o Torres Novas, que não conseguiu “passar” no sempre difícil terreno de Amiais de Baixo, perdendo por 2-0, assim quebrando um ciclo muito positivo, de cinco triunfos consecutivos, quatro deles fora de casa. Deste modo, a seis jornadas do termo da competição, emerge nesta altura um inesperado favorito ao título, o At. Ouriense, que vem revelando grande solidez, traduzida numa série de sete vitórias sucessivas, a última delas, em casa, frente ao Assentis, por 3-1. A turma de Ourém, que regista, de forma destacada, o melhor ataque (49 golos em 20 jogos, ou seja uma média de praticamente 2,5 golos/jogo), dispõe agora de uma vantagem de quatro pontos sobre os mais directos perseguidores, o duo formado por Coruchense e Torres Novas, mantendo-se o Fazendense a seis pontos do guia.

Na ronda mais recente, quer a formação de Coruche, quer a de Fazendas de Almeirim, se impuseram aos seus adversários, com o Coruchense a vencer o União de Tomar por 3-1, enquanto o Fazendense ganhou à U. Abrantina por 3-0. Mas, no que respeita ao desafio disputado próximo das margens do Sorraia, a equipa da casa limitou-se a aproveitar as falhas da turma unionista, criando algumas situações de perigo em lances de contra-ataque, marcando logo aos três minutos, e ampliando para 2-0 pouco depois dos dez minutos de jogo. O grupo tomarense recompôs-se, reduzindo a desvantagem para 1-2, e tendo ainda, a finalizar o primeiro tempo, uma ocasião soberana para igualar a partida, com o guardião contrário, com uma extraordinária defesa, a remate à “queima-roupa”, a evitar o golo. Na segunda parte, com o conjunto nabantino reduzido a dez unidades logo a partir do quarto de hora, a equipa ainda candidata ao título pouco mostrou, acabando por – já a entrar no período de descontos, numa altura em que o União esboçava uma última tentativa de chegar à baliza contrária –, na sequência de mais uma bola bombeada para frente, marcar o terceiro tento.

Isto dito, nada estará ainda definido quanto à disputa do título e consequente promoção ao Campeonato Nacional de Seniores, restando ainda espaço para eventuais “reviravoltas”. Tem a palavra, principalmente, a equipa de Ourém, actualmente em posição privilegiada, sabendo que os principais rivais estarão à espreita de qualquer deslize, para poder voltar a recolar ao primeiro lugar; a este propósito, recorde-se que, até final, ou oureenses receberão ainda o Torres Novas e Fazendense (dois dos seus mais directos concorrentes, o segundo deles precisamente na derradeira jornada), tendo de deslocar-se, nomeadamente, a Amiais de Baixo e a Pontével.

Num domingo em que o resultado-padrão foi de 3-1 (o qual se verificou em quatro dos sete campos), falta-nos ainda mencionar outros dois encontros marcados por tal desfecho: o Benavente recebeu e bateu o Pontével, o que permitiu à equipa da casa “respirar” um pouco melhor, ascendendo ao 9.º lugar, já com cinco pontos de vantagem sobre o penúltimo classificado (embora a margem seja ainda curta, apenas três pontos, face ao duo imediatamente acima na tabela, que partilha o 11.º posto); também os Empregados do Comércio ganharam, em casa, ao U. Chamusca, colocando assim termo a uma longa série de nove jogos sem vitória.

Por fim, Cartaxo e Mação empataram a uma bola, no que constitui já o décimo empate dos cartaxenses, desfecho que averbaram portanto em metade dos jogos disputados. Desta forma, na zona mais problemática da tabela, logo abaixo do Benavente, temos agora os Empregados do Comércio (10.º lugar) com 20 pontos, apenas um a mais que Cartaxo e U. Chamusca, e três de vantagem em relação ao Assentis.

Na II Divisão Distrital teve início a fase final, de apuramento do Campeão e das três equipas a promover, com a curiosidade de se terem defrontado, respectivamente, os 1.º (Barrosense e Atalaiense), os 2.º (Rio Maior e Ferreira do Zêzere) e os 3.º (U. Santarém e Pego) classificados das séries Norte e Sul, tendo as equipas do sul do Distrito – que actuaram em casa – feito o pleno de vitórias, com destaque para a margem (3-0) obtida por Rio Maior e U. Santarém.

Entretanto, vão chegando boas notícias do Campeonato Nacional de Seniores, com uma jornada 100% vitoriosa para as equipas do Distrito: o Alcanenense recebeu e venceu o Lourinhanense por 2-0; o Fátima, ganhando no Carregado, por igual marca, deu também uma ajuda ao Riachense, que, por seu lado, tenta “fazer pela vida”, tendo somado o terceiro triunfo consecutivo, ao bater o Portomosense por esclarecedora marca de 3-0. Os grupos de Alcanena e de Fátima partilham o 2.º lugar da série de disputa da manutenção, com um avanço de nove pontos (a oito jornadas do final) sobre o antepenúltimo classificado, a equipa do Carregado. Face à qual o conjunto de Riachos tem agora apenas um atraso de dois pontos, recuperando portanto a esperança na permanência.

Na próxima ronda da I Divisão Distrital (apenas a 6 de Abril), o principal destaque vai para o Torres Novas-Fazendense, que poderá colocar a equipa visitante, em caso de desfecho desfavorável, fora da disputa pelo título. Os outros dois candidatos, At. Ouriense e Coruchense, são favoritos, nas deslocações que terão, respectivamente, a Abrantes (com os locais a acumular 14 derrotas nos últimos 15 jogos) e a Assentiz (em quebra, com cinco derrotas nas últimas seis jornadas, e apenas um triunfo em nove jogos); poderá acontecer o que seria grande surpresa? Por seu lado, o União de Tomar, completada a série de encontros com as equipas do topo da tabela, inicia agora uma sequência de jogos com clubes que lutam pela manutenção, recebendo os Empregados do Comércio, frente aos quais averbou uma histórica vitória em Santarém (8-0); o objectivo será, necessariamente, o de voltar a vencer, mas sem esperar facilidades.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Março de 2014)

30 Março, 2014 at 10:00 am Deixe um comentário

«União de Tomar assinala cem anos a 4 de Maio. Saiba o que fará parte do programa de comemorações»

O União de Tomar irá assinalar, a 4 de Maio, cem anos de existência. O histórico emblema unionista prepara-se, assim, para entrar no restrito clube dos centenários e, nessa sequência, está a preparar um conjunto de actividades com o objectivo de não deixar passar esta data em claro. As comemorações arrancam a 27 de Abril com a realização do Trail Nabantino, organizado pela secção de atletismo. De 3 de Maio a 10 de Junho, por sua vez, irá decorrer uma exposição dedicada ao clube, sendo que o jantar comemorativo, que terá lugar no pavilhão municipal, irá decorrer na noite de 3 para 4 de Maio. Ainda haverá espaço para mais uma edição do Torneio Internacional dos Templários, a 7 de Junho, e para uma Gala, que irá encerrar as comemorações a 20 de Setembro, ao que tudo indica. Um dos destaques do programa será a edição do Livro do Centenário, preparado por Leonel Vicente, uma obra com cerca de novecentas páginas que será um retrato fiel da história do clube.

(Rádio Hertz)

23 Março, 2014 at 2:00 pm Deixe um comentário

U. Tomar – Centenário (XXV)

Centenario - 25

(“O Templário”, 20.03.2014)

O União acabaria por não conseguir evitar a despromoção na época de 1969-70. No ano seguinte, de forma imprevista – já depois de concluído o campeonato –, veria abrir-se uma “janela de oportunidade” para o imediato regresso ao principal escalão. Tendo concluído o campeonato da II Divisão no 2.º lugar, atrás do Atlético, viria a beneficiar do alargamento da I Divisão, de 14 para 16 clubes, sendo os concorrentes adicionais apurados em função da disputa de uma “liguilla”.

O dia 19 de Setembro de 1971 seria decisivo para as aspirações das quatro equipas envolvidas nesse torneio. Ao mesmo tempo que o Leixões, com um triunfo categórico, de 4-1, sobre o Marinhense (em jogo realizado em Coimbra) garantia assim a permanência na I Divisão, a turma tomarense disputava com o Varzim, em São João da Madeira, a outra vaga de acesso disponível…

«Sabedor de tudo isto e experiente como é, o treinador Fernando Cabrita e ao contrário do que talvez todos pensassem, entrou a jogar ao ataque, procurando a todo o transe obter o golo. […] Marcou um golo o União e mais poderia ter obtido […]»(1)

«apenas diremos, pelo que vimos, que o União de Tomar, ao longo dos quarenta e cinco minutos iniciais, foi a melhor equipa sobre o terreno, o onze melhor estruturado e com melhores executantes.

Pondo em prática um «4x3x3» sempre sujeito a alterações de circunstância, os nabantinos sempre deram a ideia de se superiorizarem largamente a um adversário nervoso, falho de imaginação, sem capacidade ofensiva. […]

Com a bola sempre rente ao solo, jogada ao primeiro toque, os nabantinos adregavam vantagem em todas as zonas do rectângulo. […]

Ninguém se espantou, portanto, com a inauguração do marcador à saída do primeiro quarto de hora […].»(2)

Até que, aos 81 minutos, um lance infeliz de Kiki, com um auto-golo, colocava tudo em suspenso.

«Sucederam-se, então, nove minutos verdadeiramente espectaculares. Carregava o Varzim, defendia agora nervosamente o onze das margens do Nabão. E faltava um minuto, talvez menos, quando Barnabé, entre os postes, mandou para canto um cabeceamento de Murraças, com rótulo de golo. Foi o último cartucho de que dispunha ainda o Varzim.

O resultado acaba por não traduzir a verdade dos acontecimentos no concernente à produção futebolística, pois o 1-1 pode apenas ter apenas ter justificação na maneira briosa e nada mais com que se bateu o onze da Póvoa.»(3)

E assim, vencendo, ex-aequo com o Leixões, o “Torneio de Competência”, culminava – de modo absolutamente inesperado – esta curta passagem do União pela II Divisão, conseguindo alcançar, por trilhos algo sinuosos, mas com todo o mérito e justiça desportiva, o que era, afinal, o seu objectivo desde o primeiro dia: o pronto regresso ao convívio dos “grandes” do futebol português!

____________

(1) Cf. “O Templário”, 25 de Setembro de 1971
(2) Cf. “A Bola”, 20 de Setembro de 1971 – Crónica de Oliveira e Castro
(3) Cf. Idem, Ibidem

23 Março, 2014 at 12:00 pm Deixe um comentário

O pulsar do campeonato – 19ª jornada

Pulsar - 19

(“O Templário”, 20.03.2014)

Numa fase em que começa a aproximar-se a “hora” das decisões, e não obstante haja ainda tempo para recuperação, algumas equipas que integram o quarteto que vêm disputando os lugares do topo da tabela parecem indiciar certos sinais de quebra. Assim acontecera com o Fazendense, que vinha de uma derrota e um empate nas duas partidas precedentes; sucede agora com o Coruchense, que, tendo sofrido novo deslize, apenas regista duas vitórias nas cinco últimas jornadas.

Tal provocou algum distanciamento entre os dois primeiros (At. Ouriense e Torres Novas) e os seus mais directos perseguidores: a formação de Coruche, que não conseguiu ir além do nulo na Chamusca, frente ao União local (que, curiosamente, no desafio anterior em casa, vencera o Fazendense), está agora já a quatro pontos do líder; por seu lado, o grupo de Fazendas de Almeirim – não obstante, nesta ronda com um categórico triunfo em Assentiz, goleando por 5-0 – mantém o atraso de seis pontos.

Esta foi aliás uma jornada em que os resultados desnivelados marcaram presença: também o vice-líder Torres Novas – agora a atravessar uma boa fase, tendo somado, no regresso a casa, após quatro jogos em terreno alheio, a quinta vitória consecutiva – goleou, pela mesma marca de 5-0, face ao Benavente; enquanto o Amiense, em deslocação a Abrantes, perante um cada vez mais frágil opositor (a U. Abrantina somou a 13.ª derrota nos últimos 14 encontros, em que somou um único ponto!), não teve dificuldades para se impor por inequívoca margem de 4-0.

Falta-nos falar do líder, At. Ouriense (que mantém um ponto de vantagem sobre os torrejanos), o qual, visitando Tomar, ampliou para seis a sua série de triunfos sucessivos (acumulando nove vitórias, nos dez últimos desafios disputados no campeonato – apenas tendo perdido, neste período, em Fazendas de Almeirim), voltando a impor-se ao União de Tomar por 3-1 (depois do 2-0 de há duas semanas, então para a Taça Ribatejo), com a equipa unionista a ver assim interrompido o seu ciclo de invencibilidade no campeonato no ano de 2014, após ter somado oito jogos sem derrota.

No confronto entre as duas equipas que ocupam precisamente as posições de meio da tabela, o empate alcançado pelo Pontével em Mação (1-1), terá agradado mais à formação do município do Cartaxo, que assim mantém a 7.ª posição, agora a cinco pontos do União de Tomar (ultrapassado nesta ronda pelo Amiense), e com dois pontos de vantagem sobre o seu opositor neste jogo (que somou o quarto jogo sem vitória).

Por fim, o Cartaxo, ganhando por 2-0 ao grupo dos Empregados do Comércio, regressou finalmente aos triunfos, de que andava arredado há já longas sete jornadas, o que lhe permitiu recuperar algumas posições na pauta classificativa, numa outra zona nevrálgica da classificação, em que o duo que partilha o 9.º lugar (U. Chamusca e Benavente) regista apenas dois pontos de vantagem sobre outro par, que reparte o 12.º posto (Empregados do Comércio e Assentis), com os cartaxenses precisamente em posição intermédia.

A esta distância da “meta” (faltando realizar ainda sete rondas), deste quinteto, pelo menos um clube deverá vir a ser despromovido (acompanhando a “condenada” U. Abrantina), podendo passar a dois (caso o Riachense não consiga alcançar a manutenção no Campeonato Nacional de Seniores), ou, num cenário muito negativo (na eventualidade de outro agrupamento do Distrito poder vir a ser também despromovido aos Distritais), até três deles.

A este respeito, as notícias do último fim-de-semana foram animadoras: o Riachense obteve o seu segundo triunfo sucessivo, ambos em terreno alheio, vencendo no Carregado (2-1 – repetindo o marcador que registara na visita a Alcanena), trespassando finalmente a “lanterna vermelha” ao Portomosense e distando agora “apenas” cinco pontos do seu adversário desta ronda, vendo portanto entreabrir-se uma “janela de oportunidade” que lhe poderá permitir ainda escapar à descida de divisão, até porque recebe, na próxima jornada, precisamente a formação de Porto de Mós. Onde, curiosamente, o Alcanenense foi também vencer, igualmente por 2-1, subindo de novo ao 3.º lugar – que partilha com o Fátima, derrotado em Torres Vedras, por 3-1, dispondo agora ambos estes clubes de uma margem de segurança de seis pontos em relação ao antepenúltimo posto da tabela (Carregado).

Na II Divisão Distrital terminou a primeira fase do campeonato, sendo conhecidas já desde a semana anterior as seis equipas que disputarão o título de Campeão e a promoção ao principal escalão do futebol regional: Atalaiense, Ferreira do Zêzere, Pego, Barrosense, Rio Maior e U. Santarém.

No próximo fim-de-semana, na I Divisão, o principal destaque vai para o difícil teste que aguarda o Torres Novas em Amiais de Baixo, com os outros três clubes da frente a jogarem em casa, reunindo portanto natural favoritismo: o guia, At. Ouriense, recebe o Assentis; o Fazendense é visitado pela U. Abrantina; enquanto o Coruchense recebe o União de Tomar, que, necessariamente, procurará contrariar tal tendência, num confronto em que, por seu lado, a turma de Coruche terá de lidar também com alguma pressão, decorrente da necessidade imperiosa de vencer de forma a não correr o risco de ficar ainda mais distante do líder. Nos restantes jogos, de prognóstico repartido, estará em causa a “sobrevivência”, com o Benavente a receber o Pontével, enquanto o Cartaxo terá a visita do Mação, recebendo os Empregados do Comércio o U. Chamusca.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Março de 2014)

23 Março, 2014 at 10:00 am Deixe um comentário

Liga Europa – Sorteio dos 1/4 Final

AZ – Benfica
Lyon – Juventus
Basel – Valencia
FC Porto – Sevilla

Os jogos da primeira mão dos 1/4 Final serão disputados a 3 de Abril de 2014, estando a segunda mão agendada para 10 de Abril.

21 Março, 2014 at 12:14 pm Deixe um comentário

Liga dos Campeões – Sorteio dos 1/4 Final

Barcelona – At. Madrid
Real Madrid – Borussa Dortmund
Paris St.-Germain – Chelsea
Manchester United – Bayern

Os jogos da primeira mão dos 1/4 Final serão disputados a 1 e 2 de Abril de 2014, estando a segunda mão agendada para dias 8 e 9 de Abril.

21 Março, 2014 at 11:27 am Deixe um comentário

Liga Europa – 1/8 Final (2ª mão)

                                 2ª mão     1ª mão     Total
Anzhi - AZ                         0-0        0-1        0-1
Valencia - Ludogorets              1-0        3-0        4-0
Napoli - FC Porto                  2-2        0-1        3-2
Viktoria Plzen - Lyon              2-1        1-4        3-5
Betis - Sevilla         (3-4 g.p.) 0-2        2-0        2-2
Benfica - Tottenham                2-2        3-1        5-3
Salzburg - Basel                   1-2        0-0        1-2
Fiorentina - Juventus              0-1        1-1        1-2

Os clubes ibéricos continuam a “dar cartas” na Liga Europa, com um total de quatro das oito equipas apuradas para os 1/4 Final, equitativamente repartidas entre Portugal (Benfica e FC Porto – que, depois dos triunfos averbados na 1.ª mão, confirmaram o apuramento, curiosamente com duas igualdades pela mesma marca, a dois golos – num excelente resultado de conjunto para as equipas lusas) e Espanha (Valencia e Sevilla).

Itália (Juventus),  França (Lyon), Holanda (AZ) e Suíça (Basel) são os outros países ainda com representação na prova, após uma eliminatória em que se destacam as perdas sofridas pela Itália (Napoli e Fiorentina), sendo também de notar que, nem Inglaterra, nem Alemanha, registam já qualquer representante na competição.

Para além do duelo fratricida entre Juventus e Fiorentina, destaque particular ainda para a acesa disputa entre os dois eternos rivais sevilhanos, com o Sevilla a responder na mesma moeda (vitória por 2-0 em terreno alheio, no Benito Villamarín, sob a arbitragem de Pedro Proença) à desfeita que sofrera no seu reduto, no Ramon Sanchez-Pizjuan, o que obrigou a um desempate da marca de grande penalidade, num particular duelo entre os guardiões Antonio Adán e o português Beto, em que o clube vermelho-e-branco acabaria por ser mais feliz, assim afastando da prova o destacado “lanterna vermelha” do campeonato espanhol.

20 Março, 2014 at 10:52 pm Deixe um comentário

Liga Europa – 1/8 Final (2ª mão) – Benfica – Tottenham

BenficaBenfica – Jan Oblak, Maxi Pereira, Luisão, Ezequiel Garay, Siqueira, Rúben Amorim, Filip Djuričić (71m – Enzo Pérez), Eduardo Salvio, André Gomes, Miralem Sulejmani (90m – Lazar Marković) e Óscar Cardozo (76m – Lima)

TottenhamTottenham – Brad Friedel, Kyle Naughton, Sandro, Zeki Fryers, Danny Rose, Aaron Lennon, Gylfi Sigurdsson, Nabil Bentaleb, Andros Townsend (76m – Christian Eriksen), Nacer Chadli e Roberto Soldado (71m – Harry Kane)

1-0 – Ezequiel Garay – 34m
1-1 – Chadli – 78m
1-2 – Chadli – 79m
2-2 – Lima (pen.) – 90m

Cartões amarelos – Luisão (10m) e Enzo Pérez (90m); Kyle Naughton (90m)

Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)

Excessivamente confiante na sequência do categórico triunfo alcançado na semana passada em Londres, em pleno White Hart Lane, a que se somou o golo obtido por Garay, culminando uma primeira meia-hora de superioridade benfiquista, frente a um Tottenham algo desfalcado, nomeadamente por lesões, a equipa do Benfica (também a prosseguir a política de rotação de jogadores, continuando a dar prioridade ao campeonato nacional), limitando-se, no segundo tempo, a deixar correr o tempo, segura de que a eliminatória estava absolutamente garantida, acabaria por sofrer um grande susto no derradeiro quarto de hora.

De facto, ao tento do empate da formação inglesa, seguiu-se, no minuto imediato, segundo golo, que deixava o Tottenham a apenas um golo de, sensacionalmente, poder igualar a eliminatória. E, aí, com cerca de dez minutos para jogar, o Benfica tremeu, com os londrinos a reclamar ainda um lance de grande penalidade, praticamente a findar o tempo regulamentar, e com o guardião Oblak, com uma defesa de belo efeito, a preservar a preciosa vantagem no conjunto das duas mãos, assim evitando um imprevisível prolongamento.

Já em período de descontos, o penalty surgiria, sim, mas a favor da turma portuguesa, num lance indiscutível, em que Lima foi grosseiramente derrubado na grande área; o mesmo Lima, com uma serena conversão, possibilitaria, finalmente, o “respirar de alívio” de todos os benfiquistas.

Mais uma lição que deverá ser retida, a de que os jogos duram até aos 90 minutos (na realidade, para lá deles, mesmo), e que, em alta competição, não há lugar a poupanças excessivas, e, muito menos, ao “desligar dos motores”; é que, depois de as coisas se complicarem, é, geralmente, muito mais difícil, retomar o ritmo perdido.

No conjunto das duas mãos o Benfica foi claramente superior, merecendo, com toda a justiça, o apuramento para os 1/4 Final da Liga Europa, fase que atinge, a nível das provas europeias, pela quinta vez consecutiva, portanto em todos os anos do consulado do técnico Jorge Jesus. Apenas por distracção, se viu hoje obrigado a sofrer, durante cerca de um quarto de hora, sem qualquer necessidade de ter passado por tal. Um importante aviso para este final de época, de modo a não repetir erros de um passado recente.

20 Março, 2014 at 9:57 pm Deixe um comentário

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Literatura de Viagens e os Descobrimentos Tomar - História e Actualidade União de Tomar - Recolha de dados históricos

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