Archive for Março, 2007

A CAIXA QUE MUDOU O MUNDO – 50 ANOS EM PORTUGAL (XVI)

A abrir a década de 90, no dealbar de uma “nova era da televisão”, destaca-se uma série marcante: Twin Peaks, com a intrigante interrogação “Quem Matou Laura Palmer?”.

A 7 de Setembro de 1990 era aprovada a Lei da Televisão (Lei n.º 58/90, posteriormente revogada pela Lei n.º 31-A/98, de 14 de Julho; a qual, por sua vez, seria também substituída pela actual Lei n.º 32/2003, de 22 de Agosto), prevendo a exploração privada da actividade de televisão, mediante licenciamento governamental.

Na sequência de concurso público, em 6 de Fevereiro de 1992 foram atribuídas duas licenças, por um período de 15 anos (entretanto já renovadas em 2006): à SIC – Sistema Independente de Comunicação (projecto liderado por Francisco Pinto Balsemão) e à TVI – Televisão Independente (projecto sob a égide da Igreja Católica e Rádio Renascença); seria então excluído o projecto liderado por Daniel Proença do Amaral (TV 1 – Rede Independente).

A 10 de Junho de 1992, iniciavam-se as transmissões da RTP Internacional, com emissão via satélite, para uma área abrangendo mais de 200 milhões de habitantes.

A 6 de Outubro de 1992, Alberta Marques Fernandes entrava na história da televisão em Portugal, sendo a primeira cara da SIC, no dia da estreia das emissões privadas de televisão, colocando termo a um monopólio de 35 anos da RTP.

A TVI apenas iniciaria as suas emissões em 20 de Fevereiro de 1993.

Na busca de uma definição a nível de “grelha de programação”, a SIC demoraria ainda algum tempo até se impor, o que conseguiria – nomeadamente em função da âncora que constituiria o exclusivo das telenovelas brasileiras da Globo – em Maio de 1995, assumindo então, pela primeira vez a liderança das audiências.

Surgiria então um fenómeno na programação televisiva portuguesa, um programa que perdurou durante anos, liderando as audiências, o Big Show SIC, numa ideia de Ediberto Lima, com o conceito de “televisão em movimento”, alegre e descontraída, assumido e desempenhado na perfeição por João Baião.

5 Março, 2007 at 8:59 am Deixe um comentário

NAIDE GOMES – BI-CAMPEàEUROPEIA

A atleta Naide Gomes revalidou hoje o título de Campeã Europeia de Salto em Comprimento, nos Campeonatos da Europa de Atletismo em Pista Coberta, que se disputam em Birmingham, estabelecendo um novo record nacional, com 6,89m (que corresponde também à melhor marca mundial do ano). Para se avaliar da superioridade da portuguesa, o seu pior salto no concurso de hoje seria o suficiente para garantir a medalha de ouro!

Naide já se havia sagrado Campeã da Europa há precisamente dois anos, em Madrid, então com a marca de 6,70m.

3 Março, 2007 at 6:52 pm 6 comentários

VÍDEOS

Oportunidade para recuperar, uma vez mais, a relação completa dos vídeos que por aqui foram passando (via You Tube):

(mais…)

3 Março, 2007 at 2:39 pm Deixe um comentário

A CAIXA QUE MUDOU O MUNDO – 50 ANOS EM PORTUGAL (XV)

No ano de 1984, Odorico Paraguaçu, protagonista da novela brasileira “O Bem Amado” colava os portugueses aos ecrãs, numa altura em que – noutra área – surgia também “A Jóia da Coroa”, série focalizada nos últimos anos da permanência dos ingleses na Índia.

Em 1986, chegava, proveniente do “Espaço”, um alienígena, o simpático e trapalhão Alf, sempre pronto a armar grandes confusões no seio da família que o acolhera.

Em 1987, o grande sucesso da televisão em Portugal é Roque Santeiro, novela brasileira interpretada por Lima Duarte (Sinhôzinho Malta), Regina Duarte (Viúva Porcina) e José Wilker (Roque), de entre um vasto elenco.

Numa altura em que se massificam as séries de origem americana, ao longo da década de 80 são inúmeras as séries de sucesso que marcaram uma época, de que aqui deixo apenas alguns exemplos: O Justiceiro (Knight Rider); McGyver; 3 Duques; Miami Vice; Modelo e Detective; Quem Sai aos Seus; Barco do Amor; Marés Vivas.

A par de outras produções que recordamos ainda hoje, como “Allo, Allo” ou as aventuras de Sherlock Holmes, e – novamente na ficção científica, “Star Strek – O Caminho das Estrelas”.

Ou, a merecer destaque especial, séries inesquecíveis, como “Fame“, fazendo os adolescentes sonhar, por via da história de um grupo de alunos da “School of the Arts”, ambicionando a fama; ou “Yes, Minister” (“Sim, Senhor Ministro”).

E, noutro segmento etário, o excelente “Sítio do Picapau Amarelo”, ou “As Misteriosas Cidades do Ouro“.

A finalizar a década, a revisão constitucional de 1989, possibilitando a abertura à iniciativa privada da actividade de televisão, dava o mote para a “revolução” que iria ocorrer no decénio seguinte.

2 Março, 2007 at 8:58 am Deixe um comentário

MANUEL GALRINHO BENTO

bento.jpgPartiu hoje, aos 58 anos, o que considero ter sido o melhor guarda-redes português de sempre (de alguma forma, na linha de um Sepp Maier, para mim, o melhor do mundo)…

Ainda ontem à noite marcara presença nas comemorações do 103º aniversário do Benfica; esta manhã, traído por problemas cardíacos, foi transportado para o Hospital do Barreiro, onde terá chegado já sem vida.

Recordo em particular quatro momentos: um famoso jogo pela selecção nacional, na Escócia, em que realizou talvez uma das suas melhores exibições, assegurando o nulo no marcador; um jogo da Taça dos Campeões Europeus, em Moscovo, entre o Torpedo e o Benfica, com o desempate na marcação de pontapés de grande penalidade, defendendo e marcando o golo da vitória; uma partida em Famalicão, em que, lesionado na cabeça, na sequência de um contacto com os pés de um oponente, teve de levar mais de 20 pontos; finalmente, talvez o seu maior momento de glória – a par do 3º lugar no “EURO 1984” -, no Neckarstadion em Estugarda, no célebre Alemanha-Portugal, que nos conferiu o apuramento para o Campeonato do Mundo de 1986.

Envergou por 63 vezes a camisola da selecção de Portugal; representou o Benfica durante cerca de 20 anos (de 1972 a 1990); foi Campeão nacional por 8 vezes, tendo conquistado 6 Taças de Portugal e sido finalista da Taça UEFA.

Até sempre, Bento!

1 Março, 2007 at 4:20 pm Deixe um comentário

3 ANOS DE "TOMAR"

Janela CapítuloHá precisamente 3 anos (no dia 1 de Março de 2004, coincidindo com a comemoração do dia da cidade), nascia o “blogue” que venho mantendo sobre Tomar.

Aqui renovo o convite a uma visita sua.

1 Março, 2007 at 10:30 am Deixe um comentário

"O BRILHO DAS IMAGENS"

O Brilho das Imagens – Pintura e Escultura Medieval (séculos XII e XVI) do Museu Nacional de Varsóvia, em exposição no Museu Nacional de Arte Antiga, de 1 de Março a 17 de Junho.

Os retábulos de altar e as imagens devocionais (pinturas, esculturas e relevos) que esta exposição apresenta foram seleccionados da colecção de arte medieval do Museu Nacional de Varsóvia.

A selecção de peças é bem demonstrativa da evolução das principais expressões criativas e das declinações formais da arte gótica num vasto espaço territorial centro-europeu, surpreendendo não só pela escala e magnificência visual de muitas das imagens, como também pela complexidade dos seus referentes plásticos face a modelos e centros polarizadores (Itália e Flandres) da arte ocidental europeia durante a Baixa Idade Média.

Ora evidenciando um franco acolhimento de influências externas, ora privilegiando linguagens de cariz mais local e vernacular, as obras expostas propõem uma franca percepção das relações entre centros e periferias artísticas num largo período histórico (séculos XII-XVI), estimulando também nesse contexto um diálogo fundamental com a diversidade do próprio acervo do MNAA em pintura e escultura.

A cronologia, a iconografia, o uso ou a função das imagens, ainda que referenciais, não estruturam matricialmente a narrativa da exposição. A optimização das condições de visibilidade de duas disciplinas artísticas distintas, da pintura e da escultura, foi também considerada na organização de dois percursos que pontualmente se entrecruzam.

Se tivermos em conta que num âmbito nacional e internacional a cedência temporária de pinturas e esculturas de idêntica cronologia e de idêntica fragilidade material deixou de ser uma prática recorrente para se transformar num facto singular, a possibilidade de ver um tão relevante conjunto de obras medievais temporariamente retiradas, pela primeira vez, da exposição permanente do principal museu da Polónia, constitui por si só um acontecimento.

1 Março, 2007 at 8:35 am Deixe um comentário

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