Archive for 28 Março, 2007

EURO-2008 (QUALIF.) – SÉRVIA – PORTUGAL

SérviaPortugal1-1

Com o regresso de Simão Sabrosa, a equipa portuguesa surgia com uma alteração em relação ao jogo com a Bélgica: ficava no banco aquele que havia sido o melhor em campo, Quaresma.

Logo aos 4 minutos, Nuno Gomes em cima da linha de área atrasou para Tiago que, com uma óptima perspectiva, antevendo o ligeiro adiantamento do guarda-redes sérvio, rematou de longe, ligeiramente em arco, com a bola a passar por cima de Stojkovic e a anichar-se junto ao canto da baliza. Estava feito o que parecia ser o mais difícil: Portugal inaugurava o marcador, adquirindo uma preciosa vantagem.

Nos minutos imediatos, com uma forte reacção, a Sérvia ameaçou a baliza portuguesa, com sucessivas jogadas de perigo, com Ricardo a ser chamado a intervir amiúde.

Só por volta dos 20 minutos Portugal conseguiu reequilibrar o jogo, começando a procurar explorar o contra-ataque. E, aos 27 minutos, na sequência de um pontapé de canto apontado por Simão, numa jogada de combinação, surgiu João Moutinho a rematar do “meio da rua”, bastante forte, obrigando Stojkovic a uma defesa “apertada”.

Para, pouco depois, Ricardo falhar a intercepção, perante a antecipação de cabeça de Vidic, com a bola a não entrar na baliza de Portugal… por acaso. Golo que surgiria aos 37 minutos, após um pontapé de canto, com Ricardo a ficar a “meio da viagem”, surgindo Jankovic, também de cabeça, a empatar o jogo.

No minuto seguinte, Portugal poderia ter reposto a vantagem, com Nuno Gomes a desperdiçar a oportunidade.

Aos 51 minutos, num remate quase à “queima-roupa”, Stojkovic defendia praticamente por “instinto”, impedindo o que parecia inevitável: o que seria o segundo golo de Portugal. Para, no minuto imediato, em mais uma “meia-distância” de João Moutinho, Stojkovic ser novamente chamado a intervir.

Aos 63 minutos, Tiago repetia o remate forte… e Stojkovic correspondia com nova excelente defesa. Portugal justificava amplamente a vantagem!

… Que não chegaria, até porque, na fase final da partida, ambas as equipas pareciam mais preocupadas em manter o resultado do que em tentar a vitória.

Portugal (que já jogou fora na Polónia, Sérvia e Finlândia, principais adversários na disputa da qualificação) ascende ao 2º lugar – posição que conferirá, no final, o apuramento para o “EURO 2008” -, não obstante empatado pontualmente com a Sérvia e a Finlândia.

Sérvia – Stojkovic, Duljaj, Tosic (84m – Lazovic), Vidic, Dragutinovic, Krstajic, Jankovic (68m – Koroman), Kovacevic, Krasic, Stankovic (78m – Markovic) e Pantelic

Portugal – Ricardo; Miguel (72m – Marco Caneira), Ricardo Carvalho, Jorge Andrade e Paulo Ferreira; Petit, Tiago, Cristiano Ronaldo, João Moutinho (77m – Raúl Meireles) e Simão Sabrosa; Nuno Gomes (82m – Quaresma)

0-1 – Tiago – 4m
1-1 – Jankovic – 37m

Cartões amarelos – Cristiano Ronaldo (36m), Paulo Ferreira (50m) e Ricardo Carvalho (60m); Stankovic (6m), Pantelic (34m), Jankovic (38m) e Dragutinovic (62m)

Árbitro – Bertrand Layec (França)

Na jornada de hoje da Fase de Qualificação para o “EURO 2008″, destaque para as surpreendentes vitórias do Liechtenstein sobre a Letónia e do Azerbaijão sobre a Finlândia, para além do empate da Albânia na Bulgária; a Irlanda do Norte bateu a Suécia, enquanto a Holanda venceu na Eslovénia; os campeões europeus em título (Grécia) apenas de grande penalidade conseguiram quebrar a resistência da selecção de Malta.


GRUPO A             Jg  V  E  D   G   Pt
1º Polónia      Polónia   7  5  1  1 12-5  16
2º Portugal     Portugal   6  3  2  1 13-4  11
3º Sérvia       Sérvia   6  3  2  1  8-4  11
4º Finlândia    Finlândia   6  3  2  1  7-3  11
5º Bélgica      Bélgica   6  2  1  3  4-6   7
6º Cazaquistão   Cazaquistão   6  1  2  3  3-8   5
7º Azerbaijão   Azerbaijão   6  1  1  4  2-13  4
8º Arménia      Arménia   5  -  1  4  0-6   1

7ª jornada
28.03.07 – Azerbaijão – Finlândia – 1-0
28.03.07 – Polónia – Arménia – 1-0
28.03.07 – Sérvia – Portugal – 1-1

(mais…)

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28 Março, 2007 at 8:36 pm Deixe um comentário

RALI DE PORTUGAL – 1984

É uma prova que perdura na minha memória: o Rali de Portugal de 1984.

Ainda adolescente, o fascínio das máquinas e pilotos era absolutamente incontornável. A possibilidade de ver os carros ao vivo deveras entusiasmante.

E havia um ídolo chamado Markku Alen. Que, numa prova disputada ao segundo, acabaria por ter de se inclinar perante o poderio de uma máquina que era então verdadeira coqueluche, o Audi Quattro, superiormente conduzido por Hannu Mikkola.

A tradicional ronda de Sintra – com as três passagens pelas provas especiais da Lagoa Azul, Peninha e Sintra colocara já na frente do rali – depois do domínio inicial do “jovem lobo” Henri Toivonen (conseguindo vitórias sucessivas nos 5 primeiros troços, batendo exuberantemente os records dessas provas, nomeadamente com 2m10s na Lagoa Azul, voando com uma média de 127 km/hora! – uma promessa e um “ídolo nascente”… que viria a ter um destino fatal dois anos depois, como tantas vezes acontece com alguns dos mais predestinados) – Markku Alen, comandando a armada dos Lancia Rally (com Attilio Bettega e Massimo Biasion a ocuparem as posições imediatas), posição que “herdara” de Toivonen, na sequência do seu despiste e desistência na 2ª passagem por Sintra, na descida da rampa da Pena. Alen tinha então, no final das primeiras 9 “especiais”, cerca de 1 minuto e 10 segundos sobre o melhor Audi, de Mikkola.

No restante da 1ª etapa, também com troços em asfalto, até à Póvoa de Varzim, os Lancia continuaram a dominar, com vitórias repartidas de Bettega e Biasion. E, no final do primeiro dia – após 15 troços de classificação -, Biasion liderava a geral, seguido por Bettega… a 2 segundos, e por Markku Alen, a 1 minuto e 40 (todos em Lancia Martini – que contava ainda com a excelente prestação do português António Rodrigues, em 7º, a cerca de 4 minutos). Mikkola, em 4º, continuava a ser o melhor da Audi, a 2 minutos e 25 segundos de Biasion, com Stig Blomqvist em 6º (Jean Ragnotti, em Renault, era então o 5º classificado).

Mas, logo no início da segunda etapa, as coisas começavam a mudar de figura: Walter Rohrl, Blomqvist e Mikkola passavam a registar os melhores tempos nas provas especiais de classificação, com Alen, “cerrando os dentes”, a intrometer-se com dificuldade entre a esquadra da Audi, que entrara de rompante no segundo dia de prova, ao mesmo tempo que ganhava tempo aos seus colegas de equipa. Na geral, Attilio Bettega passara entretanto para a frente, até à 2ª passagem por Arcos-Portela, em que Markku Alen assumiu novamente a liderança. 

Nos troços de terra do Minho – em particular com uma melhoria na segunda passagem -, a Lancia ia resistindo, procurando manter a vantagem: no final da segunda etapa (após 25 troços), Alen era o primeiro, com 40 segundos de vantagem sobre Bettega e 55 segundos sobre Biasion; o primeiro Audi, de Mikkola, estava a apenas 5 segundos do 3º lugar! Os outros dois Audi, de Rohrl e Blomqvist ocupavam as 5ª e 6ª posições, embora distantes (respectivamente mais de 7 minutos e mais de 10 minutos de Alen).

A terceira etapa, começando a inflectir para sul, em direcção ao centro do país, viria a revelar-se decisiva. Alen “abria a estrada” e beneficiava de tal facto para poder correr com a pista livre das nuvens de pó levantadas pelos carros. Recorrendo a um “truque estratégico”, a Audi fez Rohrl avançar na “fila de partida” para cada troço (ele que, pela classificação, deveria seguir-se a Mikkola), o qual, logo depois de partir, esperava que Mikkola o ultrapassasse, usufruindo este de um intervalo de dois minutos desde que o terceiro Lancia passava pelos troços, pelo que conseguia também conduzir “a fundo”, sem ser limitado pela poeira da estrada.

Rapidamente (logo na 28ª prova de classificação, em Cabreira) Mikkola assumiria o comando da prova… com 1 segundo de vantagem sobre Alen. No final da 3ª etapa, após a segunda passagem em Viseu, com 37 provas especiais disputadas, Mikkola liderava – sempre seguido pelos 3 Lancia – tendo então a diferença para Alen aumentado para 43 segundos.

A abrir a 4ª etapa, na primeira passagem em Arganil, Markku Alen entrava novamente “a fundo”, recuperando 33 segundos, colocando-se apenas a 10 segundos de Mikkola. Estava dado o mote para um despique cerrado… quase até ao último metro! Nos troços imediatos, a diferença entre os dois primeiros na geral – ambos arriscando tudo – oscilou da seguinte forma: 9 segundos na Candosa 1; 11 segundos na Lousã 1; 15 segundos após a segunda passagem por Arganil (uma diferença de 4 segundos numa prova especial de 57 km!); 19 segundos na Candosa 2 e também após a segunda passagem na Lousã; no termo de 43 provas especiais de classificação, com mais de 650 km, percorridos em cerca de 7 horas e 19 minutos.

Tudo parecia estar em aberto para os dois últimos troços: Martinchel e Coruche, respectivamente com 9 km e 20 km. Mikkola e Alen recuperavam um duelo particular que haviam protagonizado já em 1978 (então, em Sintra, com vantagem para Alen).

Era então a vez de a Lancia replicar a táctica da Audi: fazia sair antecipadamente Bettega e Biasion, que esperavam depois por Alen, passando este nos troços – desta forma – 6 minutos depois de Mikkola.

No entretanto, ambos os pilotos haviam tido tempo para sobrevoar os troços, de helicóptero, procurando fazer um último reconhecimento do percurso! Contudo, todos os esforços de Alen se viriam a revelar infrutíferos: em Martinchel perdia mais 5 segundos, saindo para a derradeira prova de classificação com um atraso acumulado de 24 segundos, necessitando recuperar um pouco mais que 1 segundo por km em Coruche; acabaria por ceder mais 3 segundos.

O rali chegava ao termo, com a vitória de Hannu Mikkola com 27 segundos de vantagem sobre Markku Alen, comumando assim a “desforra”. Attilio Bettega seria 3º (a quase 23 minutos de Mikkola!); Massimo Biasion o 4º; Jean Ragnotti garantia o 5º lugar; Walter Rohrl terminava em 6º, a quase 46 minutos do seu companheiro de equipa. Jorge Ortigão, em 8º, seria o melhor português, a 1 hora e 44 minutos do primeiro. Terminariam a prova apenas 20 dos 66 pilotos que haviam comparecido à partida.

28 Março, 2007 at 12:55 pm Deixe um comentário

CAMPEONATO MUNDIAL DE RALIS

1977 – 1º Sandro Munari (Troféu FIA)
1978 – 1º Markku Alen (Troféu FIA)
1979 – 1º Bjorn Waldegaard / 2º Hannu Mikkola / 3º Markku Alen – Ford
1980 – 1º Walter Rohrl / 2º Hannu Mikkola / 3º Bjorn Waldegaard – Fiat
1981 – 1º Ari Vatanen / 2º Guy Fréquelin / 3º Hannu Mikkola – Talbot
1982 – 1º Walter Rohrl / 2º Michèle Mouton / 3º Hannu Mikkola – Audi
1983 – 1º Hannu Mikkola / 2º Walter Rohrl / 3º Markku Alen – Lancia
1984 – 1º Stig Blomqvist / 2º Hannu Mikkola / 3º Markku Alen – Audi
1985 – 1º Timo Salonen / 2º Stig Blomqvist / 3º Walter Rohrl – Peugeot
1986 – 1º Juha Kankkunen / 2º Markku Alen / 3º Timo Salonen – Peugeot
1987 – 1º Juha Kankkunen / 2º Massimo Biasion / 3º Markku Alen – Lancia
1988 – 1º Massimo Biasion / 2º Alessandro Fiorio / 3º Markku Alen – Lancia
1989 – 1º Massimo Biasion / 2º Alessandro Fiorio / 3º Mikael Ericsson – Lancia
1990 – 1º Carlos Sainz / 2º Didier Auriol / 3º Juha Kankkunen – Lancia
1991 – 1º Carlos Sainz / 2º Juha Kankkunen / 3º Didier Auriol – Lancia
1992 – 1º Didier Auriol / 2º Juha Kankkunen / 3º Carlos Sainz – Lancia
1993 – 1º Juha Kankkunen / 2º François Delecour / 3º Didier Auriol – Toyota
1994 – 1º Didier Auriol / 2º Carlos Sainz / 3º Juha Kankkunen – Toyota
1995 – 1º Colin McRae / 2º Carlos Sainz / 3º Kenneth Eriksson – Mitsubishi
1996 – 1º Tommi Makinen / 2º Colin McRae / 3º Carlos Sainz – Mitsubishi
1997 – 1º Tommi Makinen / 2º Colin McRae / 3º Carlos Sainz – Subaru
1998 – 1º Tommi Makinen / 2º Carlos Sainz / 3º Colin McRae – Mitsubishi
1999 – 1º Tommi Makinen / 2º Richard Burns / 3º Didier Auriol – Toyota
2000 – 1º Marcus Gronholm / 2º Richard Burns / 3º Carlos Sainz – Peugeot
2001 – 1º Richard Burns / Colin McRae / 3º Tommi Makinen – Peugeot
2002 – 1º Marcus Gronholm / 2º Petter Solberg / 3º Carlos Sainz – Peugeot
2003 – 1º Petter Solberg / 2º Sébastien Loeb / 3º Carlos Sainz – Citroen
2004 – 1º Sébastien Loeb / 2º Petter Solberg / 3º Markko Martin – Citroen
2005 – 1º Sébastien Loeb / 2º Petter Solberg / 3º Marcus Gronholm – Citroen
2006 – 1º Sébastien Loeb / 2º Marcus Gronholm / 3º Mikko Hirvonen – Ford

28 Março, 2007 at 11:40 am Deixe um comentário

MAIS CEDO OU MAIS TARDE…

podia ser notícia. E é, de segunda a sexta, das 14h às 16h30 na TSF.

Diariamente, entre as 14h e as 16h30, a TSF propõe três temas aos ouvintes num espaço de informação alternativo à actualidade noticiosa, num programa conduzido por João Paulo Meneses.

Desde ontem, também com um blogue de suporte ao programa: “Mais cedo ou mais tarde…” – em que serão disponibilizadas informações sobre o programa do dia seguinte, temas e convidados, visando aumentar a relação com os ouvintes.

P. S. Mais cedo ou mais tarde… era previsível que o French Kissin’ daria por concluída a sua existência blogosférica. Repito-me: espero que seja possível ao João Morgado Fernandes regressar a este universo paralelo.

28 Março, 2007 at 7:45 am Deixe um comentário


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