Archive for Abril, 2004
NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – R. CHECA (IV)
A República Checa localiza-se aproximadamente no centro geográfico da Europa, ocupando um território com uma superfície de 78 866 km2, com uma população de cerca de 10 300 000 habitantes (81 % de Checos, 14 % de Moravos e Silésios e 3 % de Eslovacos).
É um país interior, não dispondo de costa, situando-se a 326 km do Mar Báltico e 322 km do Mar Adriático.
Tem fronteiras com a Alemanha (a Norte e Oeste, 810 km), Polónia (a Norte e a Leste, 762 km), Áustria (a Sul, 466 km) e Eslováquia (a Sul, 265 km).
A capital localiza-se em Praga (Praha), dispondo de uma população de cerca de 1 200 000 habitantes; outras cidades principais são Brno (na Morávia), cerca de 390 000 habitantes; Plzen (Boémia), cerca de 175 000 habitantes; Olomouc (Morávia), cerca de 110 000 habitantes; e Liberec, Hradec Kralove e Ceske Budejovice (todas na Boémia), com cerca de 100 000 habitantes.
O ponto mais alto do país é o Monte Snezka (1 602 metros), situando-se o ponto mais baixo próximo de Hoensko (onde o Rio Labe / Elba abandona o território checo), cerca de 117 metros abaixo do nível do mar.
O clima é relativamente temperado, um misto de oceânico e continental, com Invernos frios (temperaturas entre os – 2 graus, em Janeiro) e Verões frescos (20 graus em Julho).
A língua oficial do país é o Checo. A população é maioritariamente Católica (cerca de 40 %), com percentagem similar de ateus e apenas cerca de 3 % de Protestantes.
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“LISBOA, CAPITAL, REPÚBLICA, POPULAR…”
…Foi este o “pregão” que então passou a poder ouvir-se dos ardinas!
A partir de hoje, diariamente, recordando os 30 anos do “25 de Abril”, algumas das 1ªs páginas dos jornais da época, a par do texto dos vários comunicados do “Movimento das Forças Armadas”, lidos neste dia histórico, aos microfones do Rádio Clube Português.
EURO 2004 (XIII) – 1972
GRUPO 4
Espanha – I. Norte . 3-0 / 1-1
Chipre – URSS . 1-3 / 1-5
Chipre – I. Norte . 0-3 / 0-5
Chipre – Espanha . 0-2 / 0-7
URSS – Espanha . 2-1 / 0-0
URSS – I. Norte . 1-0 / 1-1
1º URSS (10); 2º Espanha (8); 3º I. Norte (6); 4º Chipre (0)
GRUPO 5
Dinamarca – Portugal . 0-1 / 0-5
Escócia – Dinamarca . 1-0 / 0-1
Bélgica – Dinamarca . 2-0 /2-1
Bélgica – Escócia . 3-0 / 0-1
Bélgica – Portugal . 3-0 / 1-1
Portugal – Escócia . 2-0 / 1-2
1º Bélgica (9); 2º Portugal (7); 3º Escócia (6); 4º Dinamarca (2)
GRUPO 6
Irlanda – Suécia . 1-0 / 0-1
Áustria – Itália . 1-2 / 2-2
Itália – Irlanda . 3-0 / 2-1
Suécia – Áustria . 1-0 / 0-1
Irlanda – Áustria . 1-4 / 0-6
Suécia – Itália . 0-0 / 0-3
1º Itália (10); 2º Áustria (7); 3º Suécia (6); 4º Irlanda (1).
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"REFORÇOS NA BLOGOSFERA"
Nos últimos dias, são vários os novos “blogues” que vêm contribuir para o enriquecimento da blogosfera, sob diferentes quadrantes ou perspectivas, de que destaco: Fórum Comunitário (de Walter Rodrigues), O Acidental (de Paulo Pinto Mascarenhas, que foi editor de política internacional do jornal Independente), Apassarado (do poeta moçambicano Eduardo White), o My Moleskine (da Inês…) e – actualização de 15 de Abril… – o Segundo Sentido (de Rodrigo Moita de Deus).
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NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – R. CHECA (III)
Só a chegada de Mikhail Gorbachev ao poder na União Soviética permitiria mudanças significativas na política dos países do bloco leste da Europa. O povo começou a manifestar-se em massa, reclamando o fim do domínio comunista. A .Revolução de Zamatova. (iniciada com manifestações pacíficas de estudantes) força o governo a renunciar em Novembro de 1989.
O principal movimento de oposição, o Fórum Cívico do escritor Vaclav Havel (que havia anteriormente estado preso durante 4 anos) converte-se numa importante força política, obrigando os comunistas a negociar; Havel seria eleito Presidente.
No final de 1989, os governos checoslovaco e soviético acordaram na retirada de 70 000 membros do Exército Russo, estacionados no território do país.
Em 1990, seriam realizadas as primeiras eleições multi-partidárias, ganhas pelo Fórum Cívico, verificando-se pouco depois uma cisão que levaria à formação do Partido Democrático, de centro-direita.
Entretanto, a parte leste do país (Eslováquia) começava a manifestar a sua insatisfação, reclamando uma autonomia crescente e inclusivamente a independência. Apesar da oposição do Presidente Havel, que considerava ter o país outras preocupações prioritárias, em Novembro de 1991, iniciaram-se negociações entre os representantes das duas repúblicas, que se prolongaram até às eleições de Junho de 1992.
O Partido Democrático obteria apenas 34 % dos votos, mas mais de 50 % na parte checa; por seu lado, o Movimento por uma Eslováquia Democrática, dirigido por um ex-comunista, que se transformara em nacionalista, Vladimir Meciar, obteve 37 % dos votos, com uma maioria absoluta a nível regional.
A ideia da independência ganhava força; na sequência de referendo, Checos e Eslovacos decidiram separar-se . de forma pacífica, mas algo .amarga. ., nascendo a 1 de Janeiro de 1993 a Republica Checa e a Eslováquia (ambos com adesão à União Europeia a partir do próximo 1 de Maio).
Em 1998, Vaclav Havel foi eleito para um segundo mandato como Presidente. Entretanto, o governo colocava uma grande ênfase na sua política externa, estabelecendo como prioridade a adesão à União Europeia, tendo entretanto o país sido também admitido na NATO, sem prejuízo de manter boas relações com os antigos países membros do Pacto de Varsóvia, tendo também estabelecido um Tratado de Cooperação e Amizade com a Rússia e, formando, com a Hungria e a Polónia, o Grupo de Visegrad, com o objectivo de promover a cooperação económica e segurança na região.
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EURO 2004 (XII) – 1972
GRUPO 1
Checoslováquia – Finlândia . 1-1 / 4-0
Roménia – Finlândia . 3-0 / 4-0
P. Gales – Roménia . 0-0 / 0-2
P. Gales – Checoslováquia . 1-3 / 0-1
Checoslováquia – Roménia . 1-0 / 1-2
Finlândia – P. Gales . 0-1 / 0-3
1º Roménia (9); 2º Checoslováquia (9); 3º P. Gales (5); 4º Finlândia (1)
GRUPO 2
Noruega – Hungria . 1-3 / 0-4
França – Noruega . 3-1 / 3-1
Bulgária – Noruega . 1-1 / 4-1
Hungria – França . 1-1 / 2-0
Bulgária – Hungria . 3-0 / 0-2
França – Bulgária . 2-1 / 1-2
1º Hungria (9); 2º Bulgária (7); 3º França (7); 4º Noruega (1)
GRUPO 3
Malta – Grécia . 1-1 / 0-2
Grécia – Suíça . 0-1 / 0-1
Malta – Suíça . 1-2 / 0-5
Malta – Inglaterra . 0-1 / 0-5
Inglaterra – Grécia . 3-0 / 2-0
Suíça – Inglaterra . 2-3 / 1-1
1º Inglaterra (11); 2º Suíça (9); 3º Grécia (3); 4º Malta (1)
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NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – R. CHECA (II)
Em 1618, inicia-se o levantamento dos Estados Checos contra os Habsburgo, contra a repressão da liberdade religiosa, iniciando-se a Guerra dos 30 Anos, entre Católicos e Protestantes, provocando grande devastação nos Estados Checos.
A constituição de 1867 não reconheceria as reivindicações nacionalistas checas. Em 1879, participariam no governo, mas apenas com o termo da I Guerra Mundial, em 1918, seria declarada a sua independência, formando, em união com os Eslovacos, a República da Checoslováquia (tendo por artífice Tomás Garyk Masaryk, primeiro presidente eleito), ocupando o território da Boémia e da Morávia (anteriormente sob o domínio austríaco), parte da Silésia, e da Eslováquia (antes sob domínio húngaro) e Cárpato-Ruténia, iniciando-se, não obstante, um período de turbulência política e social.
Apesar disso, foi possível aprovar, em 1920, a Constituição Checoslovaca, inspirada nas Constituições americana e francesa. Nos anos seguintes (até à crise de 1932, com grande nível de desemprego), a Checoslováquia seria uma das 10 economias mais desenvolvidas do mundo.
Essa crise proporcionou o ressurgir de movimentos de tendências nacionalistas, com um partido .Sudeta-Alemão.; culminando em 1938 com a invasão dos Sudetas pelas tropas de Hitler (tolerada pela Inglaterra, Nevile Chamberlain, e pela França, Edouard Daladier).
Durante a II Guerra Mundial, o país (excepto a Eslováquia . que auto-proclamou a sua independência, sob influência alemã) manteve-se ocupado pela Alemanha.
Com o termo da Guerra, na Conferência de Yalta, Roosevelt e Estaline acordam que a Checoslováquia passe para a zona de influência soviética, tendo o território sido ocupado pelo Exército Russo, acabando mesmo a Cárpato-Ruténia por ser anexada pela União Soviética.
O Partido Comunista da Checoslováquia venceria as eleições de 1946 e de 1948, altura em que foi proclamada a República Popular, adoptando um modelo económico-social similar ao soviético, integrando o Pacto de Varsóvia (sistema de alianças dominado pela URSS).
Até final dos anos 60, continuou a ser adoptada uma política de inspiração soviética. Em 1968, a eleição de Alexander Dubcek colocaria em marcha um programa de reformas liberais, descentralização da economia e de afirmação da soberania nacional, com amplo apoio popular. A .Primavera de Praga. terminaria abruptamente com a intervenção, em 21 de Agosto, das tropas soviéticas, sendo expulsos os dirigentes checos e restabelecendo-se o alinhamento político com a URSS.
P. S. Novos agradecimentos, à Bloguida e ao Letras com Garfos.
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EURO 2004 (XI) – 1972
Na 4ª Edição do Campeonato da Europa – cuja Fase Final foi disputada em 1972, na Bélgica -, a estrutura da prova manteve-se, desta vez com 32 países participantes, repartidos em 8 grupos de 4 equipas.
Nesta prova, as .goleadas. ficaram a cargo da Holanda (com as suas vitórias de 8-0 e 6-0 ao vizinho Luxemburgo. que empataria 0-0 na Jugoslávia, vencedora do grupo) e da Espanha (7-0 ao Chipre, que, aliás, apenas averbaria derrotas nesta sua participação); destaque ainda para a vitória (6-0) da Áustria sobre a Irlanda.
E, à segunda participação, a Alemanha sagrou-se campeã, depois de afastar a Inglaterra em Wembley (que realizara uma fase de grupos .quase perfeita., com 5 vitórias e 1 empate) e a URSS.
A grande surpresa foi protagonizada pela Bélgica, que eliminaria o anterior campeão da Europa e vice-campeão mundial de 1970, a Itália, acabando por receber a organização da fase final do torneio.
A Jugoslávia, anterior finalista, seria desta vez eliminada, nos 1/4 final, pela URSS.
Pela 3ª vez em 4 edições da prova, cruzavam-se os caminhos da Espanha e da URSS, com um bom palmarés nestes primeiros torneios.
Portugal seria também eliminado pela Bélgica, ao concluir a fase de grupos, mais uma vez, no 2º lugar, tendo como melhor resultado a vitória de 5-0 sobre a Dinamarca.
[1184]
NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – R. CHECA (I)
Entre os primeiros habitantes da região estiveram povos celtas Boji (de onde viria a designação de Boémia). Sucessivos movimentos de povos provocariam invasões da região da Boémia, destacando-se, no século V, várias tribos eslavas, desenvolvendo uma economia baseada na agricultura, construindo as características vilas circulares eslavas (.okroulice.).
A pacífica vida das tribos eslavas seria afectada no século VI pela invasão dos Ávaros, povo de origem desconhecida, que estabeleceria um império entre os rios Labe (Elba) e Dniepr.
Os Boémios e Moravos seriam submetidos ao domínio de Carlos Magno no século VIII, destruindo o Império Ávaro. O Reino Eslavo da Boémia estabeleceu-se com a lendária dinastia de Premyslidas no ano 800, gozando de considerável independência.
Cerca de 830, os Moravos formaram o primeiro Estado, que agruparia mais tarde, sob a Grande Morávia (incluindo o sul da Polónia e o oeste da Hungria), os Checos e Eslovacos, a qual viria a ser desmembrada com as invasões húngaras do século X, deslocando-se o domínio para a Boémia.
Em 863, o Imperador Miguel de Bizâncio enviava ao Grande Império Moravo Cyril e Methodius, introduzindo os ritos e a liturgia em idioma eslavo da Igreja Cristã do Oriente, sendo então adoptado o alfabeto cirílico. Em 885, com a morte de Methodius, arcebispo da Morávia, o Império Moravo caía sob a influência da Igreja Católica Romana, provocando que os checos e eslovacos adoptassem o alfabeto latino, diferenciando-se dos eslavos orientais.
No século X, estabelece-se o Principado da Boémia, em resultado da unificação das tribos Boémias. São Venceslau, grande difusor dos ensinamentos de Cristo, converte-se num símbolo do território checo, incluindo a Morávia, Silésia e uma parte da Eslováquia.
Em 1086, a Boémia convertia-se num reino conhecido como .Estados da Coroa Checa.. No século XI, seria submetido pelo império Germânico. Em 1198, estabeleceu-se um reino independente, integrante do Sacro Império Romano.
Mais tarde, com o Reinado de Otakar II (1253-78), a Boémia e a Morávia atravessariam um período de grande esplendor, estendendo-se os seus limites desde o Báltico até ao Mar Adriático.
O Imperador Carlos IV (1346-78) transferiria o centro do seu governo para Praga, fundando a primeira universidade na Europa Central.
A partir de 1471, governaria a dinastia polaca (sendo o território integrado no reino unido da Polónia e Hungria), até que, com Luís II (1516-26) se uniriam as coroas da Boémia e da Hungria. Em 1526, seria eleito o Rei Fernando da dinastia austríaca de Habsburgo. Os Estados da Coroa Checa integrariam o Império Austro-Húngaro dos Habsburgo até à I Guerra Mundial.
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REVISTA DA SEMANA
Visão (8 Abril)
“Um ano de Iraque sem Saddam – Há um ano, os dias eram de festa e caos em Bagdad. Pelo mundo corria a imagem do derrube simbólico de uma estátua de Saddam Hussein e na capital celebrava-se o fim do regime do ditador. Agora, já não se festeja nas ruas da capital. Um ano depois de Saddam, é a violência que reina no Iraque.
Verão antecipado – Com mais de meio milhão de portugueses a escolherem o Algarve para passar a Páscoa, são 25 as praias da região que anteciparam o início da época balnear. Parece que a sul o Verão já começou – e a preocupação com o número alarmante de mortos na estrada em todas as mini-férias também.
Eleições europeias a 13 de Junho – O Presidente da República escolheu o dia 13 de Junho, domingo, para a realização das eleições para o Parlamento Europeu. Os partidos têm agora menos de um mês para entregar as listas dos candidatos.
Contra a libertação de Ritto – Meia centena de pessoas concentrou-se em frente ao Tribunal da Relação de Lisboa para manifestar a sua indignação em relação ao «intolerável» acórdão que libertou o embaixador. E marcaram nova concentração para dia 17 em frente ao Palácio de Belém.
Ruanda recorda genocídio – Dez anos depois, os ruandeses assinalam com dor as atrocidades de 1994, quando cerca de 800 mil pessoas morreram às mãos das milícias Hutu. A inauguração de um monumento e de um memorial, uma vigília e um minuto de silêncio a nível mundial são algumas das formas encontradas para relembrar o genocídio.
O tiro que matou os Nirvana – «Mais vale desaparecer do que desvanecer». A citação de Neil Young, inscrita no bilhete de despedida de Kurt Cobain, marca o fim da banda que inscreveu o grunge no dicionário da música. O vocalista dos Nirvana morreu há 10 anos.”
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