NOVOS PAÍSES MEMBROS DA UNIÃO EUROPEIA – R. CHECA (III)

14 Abril, 2004 at 8:40 am

Só a chegada de Mikhail Gorbachev ao poder na União Soviética permitiria mudanças significativas na política dos países do bloco leste da Europa. O povo começou a manifestar-se em massa, reclamando o fim do domínio comunista. A .Revolução de Zamatova. (iniciada com manifestações pacíficas de estudantes) força o governo a renunciar em Novembro de 1989.

O principal movimento de oposição, o Fórum Cívico do escritor Vaclav Havel (que havia anteriormente estado preso durante 4 anos) converte-se numa importante força política, obrigando os comunistas a negociar; Havel seria eleito Presidente.

No final de 1989, os governos checoslovaco e soviético acordaram na retirada de 70 000 membros do Exército Russo, estacionados no território do país.

Em 1990, seriam realizadas as primeiras eleições multi-partidárias, ganhas pelo Fórum Cívico, verificando-se pouco depois uma cisão que levaria à formação do Partido Democrático, de centro-direita.

Entretanto, a parte leste do país (Eslováquia) começava a manifestar a sua insatisfação, reclamando uma autonomia crescente e inclusivamente a independência. Apesar da oposição do Presidente Havel, que considerava ter o país outras preocupações prioritárias, em Novembro de 1991, iniciaram-se negociações entre os representantes das duas repúblicas, que se prolongaram até às eleições de Junho de 1992.

O Partido Democrático obteria apenas 34 % dos votos, mas mais de 50 % na parte checa; por seu lado, o Movimento por uma Eslováquia Democrática, dirigido por um ex-comunista, que se transformara em nacionalista, Vladimir Meciar, obteve 37 % dos votos, com uma maioria absoluta a nível regional.

A ideia da independência ganhava força; na sequência de referendo, Checos e Eslovacos decidiram separar-se . de forma pacífica, mas algo .amarga. ., nascendo a 1 de Janeiro de 1993 a Republica Checa e a Eslováquia (ambos com adesão à União Europeia a partir do próximo 1 de Maio).

Em 1998, Vaclav Havel foi eleito para um segundo mandato como Presidente. Entretanto, o governo colocava uma grande ênfase na sua política externa, estabelecendo como prioridade a adesão à União Europeia, tendo entretanto o país sido também admitido na NATO, sem prejuízo de manter boas relações com os antigos países membros do Pacto de Varsóvia, tendo também estabelecido um Tratado de Cooperação e Amizade com a Rússia e, formando, com a Hungria e a Polónia, o Grupo de Visegrad, com o objectivo de promover a cooperação económica e segurança na região.

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