Archive for Agosto, 2003
1915 – “ORPHEU”
“Surge esta revista, de que se publicam apenas dois números. Provocatória e futurista, nela colaboram Fernando Pessoa, Mário de Sá-Carneiro e Almada.”
[177]
1915 – “METAMORFOSE”
“Publicação desta obra-chave do checo de língua alemã Franz Kafka, um dos mais importantes escritores do século.”
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“LA HISPANIOLA” (V)
Em termos culturais, destaque óbvio para a música/dança, em especial o Merengue e a Salsa, assim como para a arte “taína” (pintura e cerâmica), a par das exuberantes pinturas de quentes cores tropicais, em que as palmeiras invariavelmente predominam.
As pedras nacionais são o Âmbar (resina de vegetal fossilizada), para além da “Larimar” (“turquesa dominicana”, cor azul-céu).
Decorreram entretanto em Santo Domingo, de 1 a 17 de Agosto, os XIV Jogos Panamericanos, com a presença de 45 países americanos, abrangendo um vasto leque de modalidades desportivas – um grande desafio (e instrumento de promoção) para o poder político e, em geral, para todo o país – cujas competições foram dominadas, a nível desportivo, pelos EUA, Cuba, Brasil, México e Canadá. Este é um bom exemplo de como, ainda nos dias de hoje, com a “Internet global”, podemos estar (em Portugal) completamente à margem de acontecimentos desta envergadura, de grande relevância a nível regional, de que não nos chegam qualquer tipo de ecos por via dos “media tradicionais”.
A fechar: na classificação do Índice de Desenvolvimento Humano, a R. Dominicana surge na 94ª posição, com os seguintes indicadores mais relevantes: Esperança de vida, 66,7 anos; Taxa de literacia, 84 %; PIB em biliões de USD, 7 020; pontuação no índice geral, 73,7.
P.S. Mais agradecimentos ao bloguitica nacional e bloguitica internacional.
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"NOVIDADES" (ACT.)
Referência especial para algumas novidades nesta página:
(i) ao nível da coluna dos “Recomendados”, destaque para as “novas entradas” (a espuma dos dias; bloguítica nacional; a formiga de langton; glória fácil; íntima fracção; para mim tanto faz e o teste de turing);
(ii) introdução de sistemas de tradução para inglês e francês – bem sei que estas traduções automáticas são “horríveis” (porque completamente “cegas”), mas parece-me que terão a vantagem de, pelo menos, deixar antever, a quem desconhece por completo a língua portuguesa, qual o tema de cada “entrada”;
(iii) inclusão (no final da zona de “links”) de uma “retrospectiva” de algumas das “entradas” do aaanumberone que considero mais relevantes (uma ideia já “antiga”, que hoje consegui colocar em prática, socorrendo-me do exemplo do terras do nunca);
(iv) por fim, graças ao bloco-notas e ao blo.gs, introduzi, no fim da página, uma listagem – permanentemente actualizada – das últimas actualizações dos “blogues” que constam na minha lista de “Recomendados”.
P.S. Agradecimentos também ao pintainho e musana.
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“O CONCERTO DAS VELHAS SOCIEDADES” (V)
“A maior originalidade das civilizações americanas é o facto de o seu desenvolvimento se ter processado no isolamento, longe de qualquer influência perceptível do velho mundo. No entanto, os grandes focos de criação de sociedades ameríndias complexas, urbanizadas, hierarquizadas e providas de formas originais de escrita, situa-se no eixo contínuo de terras altas e diversificadas que corre de Norte para Sul do continente, enquanto as grandes planícies orientais, de savanas e florestas, apenas conheceram organizações sociais muito mais simples.
Datam de cerca de 1500 a.C. as primeiras aldeias de agricultores sedentários, tanto nos Andes como no actual México. Grandes centros cerimoniais foram sucessivamente construídos, ao longo de três milénios, pelos olmeques, maias e astecas na América central, pelos incas nos Andes. Quando os espanhóis chegaram a Tenotchitlan – México, em 1519, contemplaram com espanto uma enorme aglomeração urbana, que ultrapassava, pelo esplendor, organização e actividade, qualquer das cidades europeias.”
“O Concerto das velhas sociedades” (Suzanne Daveau) – Notícias do Milénio
[173]
1914 – PORTUGAL NA GUERRA
“O Congresso da República aprova, por unanimidade, a participação na I Guerra Mundial. Em 1917 parte para França o Corpo Expedicionário Português, que no ano seguinte perde 11 mil homens na batalha de La Lys.”
“Notícias do Milénio”, publicação dos jornais do “Grupo Lusomundo”, Julho de 1999
[172]
1914 / 18 – I GUERRA MUNDIAL
“Em 28 de Junho, o herdeiro do trono austro-húngaro é assassinado por um revolucionário sérvio, em Sarajevo. Nas reacções ao atentado explodem ódios nacionalistas e sucedem-se as declarações de guerra. De um lado, Alemanha, Áustria, Império Otomano; do outro, França, Bélgica, Grã-Bretanha, Rússia, Sérvia, Portugal, Itália, Bulgária, Roménia, China. Os combates iniciam-se em 3 de Agosto, com a invasão da Bélgica pela Alemanha. O conflito propaga-se à Ásia (envolvendo Índia e Japão), Austrália, África e América do Sul. Os EUA declaram-se neutrais, mas em 1917 acabaram por intervir ao lado dos chamados Aliados. A guerra das trincheiras, a utilização de gases asfixiantes e as batalhas navais, incluindo submarinos, têm efeitos devastadores, estimados em mais de oito milhões de mortos. Em 11 de Novembro de 1918 é assinado o armistício que formaliza o fim da guerra.”
[171]
“LA HISPANIOLA” (IV)
Estado da América Central, localizado na parte oriental da ilha, nas Antilhas, com uma área de cerca de 48 500 km2 (face aos cerca de 28 000 km2 do vizinho Haiti), a parte ocidental da República Dominicana é constituída por uma sucessão de cadeias montanhosas; a parte oriental, mais baixa, é um conjunto de planícies e colinas.
Caracteriza-se por uma vegetação luxuriante, com chuvas tropicais praticamente diárias.
A par das belas praias como, por exemplo, Puerto Plata e Samaná (na Costa Norte – Oceano Atlântico); Punta Cana (na Costa Leste – Mar das Caraíbas); Ilha Saona e La Romana (na Costa Sul – Mar das Caraíbas), “convivem”, à beira das estradas, construções precárias, habitadas por muitos dominicanos de escassos recursos, mas que, dados os reduzidos salários, optam por não ter um emprego, sobrevivendo da agricultura e de algum comércio.
A República Dominicana parece ser também, hoje em dia, “um país à venda”, com inúmeros lotes de terreno à disposição dos investidores estrangeiros.
Não dispondo de termos de comparação com os países da região, certo é que a República Dominicana apresenta, não obstante, um grau de desenvolvimento bastante superior ao do Haiti, cuja população acaba por atravessar (legalmente ou não) as fronteiras para trabalhar no lado oriental da ilha.
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“VISÃO” (DO LADO DE CÁ) DO IRAQUE
“Não há justificação para o terrorismo.
…
A morte do representante especial da ONU no Iraque, Sérgio Vieira de Mello, é um acontecimento trágico para a humanidade.
…
Combater o terrorismo com acções unilaterais, aventureiras e fundadas na mentira, como a da invasão do Iraque, só gera mais terrorismo. Enfrentar terrorismo com terrorismo, como em Israel, não leva a resultados positivos.
…
Não há perdão para quem cometeu o atentado contra o QG da ONU… Será que algum dia se vai perceber a estratégia subjacente a este verdadeiro “tiro ao lado”? Um trágico erro ou uma acção deliberada para afastar a ONU da construção de uma solução internacional, mantendo isolados e sem “pontes” os norte-americanos?
Os EUA que entraram em Bagdad sem mandato da ONU não sabem como sair de lá. …”.
Carlos Cáceres Monteiro, “Visão” (21.08.03)
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VISÃO (A PARTIR) DO IRAQUE
Porque a blogosfera é universal, de vez em quando vamos descobrindo novas páginas, com novas perspectivas que, no caso, se revelam essenciais para a compreensão do que está a acontecer.
Este é um “blogue” escrito por uma iraquiana, de 24 anos, que diz sobre si própria: “I survived the war. That’s all you need to know. It’s all that matters these days anyway”.
Chama-se Baghdad burning e escreveu ontem:
“Sergio de Mello’s death is catastrophic. We are all a little bit dazed. He was, during these last few months, the best thing that seems to have happened to Iraq. In spite of the fact that the UN was futile in stopping the war, seeing someone like de Mello gave people some sort of weak hope. It gave you the feeling that, no, the Americans couldn’t run amuck in Baghdad without the watchful of eye of the international community”.
E depois continua… (imperdível).
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