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O Pulsar do Campeonato – 24ª Jornada

(“O Templário”, 07.04.2022)

Parece ter-se iniciado, já há algumas semanas, uma contagem decrescente, a caminho do título de Campeão Distrital, por parte do Rio Maior: após o triunfo sobre o U. Tomar, na ronda 22, ficavam a faltar seis vitórias; depois, cinco; e, agora, apenas quatro, nas seis jornadas que restam disputar. Exibindo pujante grau de confiança, os riomaiorenses não só vão somando goleadas, como, mais importante, com entrada fulgurante, sentenciam os seus desafios logo no quarto de hora inicial!

Em contraponto, os tomarenses parecem ainda algo em “convalescença”, enfrentando a árdua missão, sobretudo a nível anímico, de continuar a acreditar, nada mais lhes restando, por agora, que cumprir a sua parte – voltaram a ganhar, tendo vencido os dois jogos seguintes a tal desaire –, na esperança de que o “rolo compressor” do rival acabe por vir, de algum modo, a bloquear.

Destaques – Tal como sucedera na semana anterior, em Torres Novas, ao quarto de hora o Rio Maior ganhava já por 2-0, ao Salvaterrense (tendo, aliás, os golos sido apontados aos dois e aos nove minutos), ampliando ainda a marca para um confortável 3-0 à passagem da meia hora (precisamente como na jornada precedente). Até final, mais dois tentos fixaram o “placard” em 5-0, num compromisso que o comandante soube, uma vez mais, converter em “facilidades”.

Em destaque esteve também o Samora Correia, que se impôs por convincente 4-2 ao Abrantes e Benfica, alcançando assim a 5.ª posição, culminando meritória ascensão na tabela. Os abrantinos – porventura já com a mente mais na Taça que no campeonato – equilibraram a contenda durante a primeira parte (inauguraram até o marcador; ripostando de pronto, empatando a duas bolas, após reviravolta operada pelos samorenses), mas, após o 3-2, sofrido mesmo em cima dos 45 minutos, não conseguiriam voltar a reagir, vindo a sofrer o quarto golo já próximo do termo da partida.

Noutro plano, o da luta pela “sobrevivência” no escalão principal, o At. Ouriense conseguiu, enfim, quebrar um ciclo muito negativo, de nove jornadas sem vencer (no qual somara apenas dois pontos, fruto de outros tantos empates), batendo o Torres Novas por tangencial 2-1 (sendo que o tento dos torrejanos foi obtido mesmo a findar o encontro), um desfecho determinante para que a formação de Ourém possa “respirar” melhor, agora com uma “almofada” de cinco/seis pontos face à “linha de água” (respectivamente, Ferreira do Zêzere, 14.º; ou U. Almeirim, 15.º).

Surpresas – Ao contrário da ronda anterior, registaram-se algumas surpresas, duas delas envolvendo os dois últimos classificados, que conseguiram pontuar – nesse aspecto, uma jornada negativa para os ferreirenses, únicos derrotados de entre o quarteto da cauda da classificação.

De facto, o U. Almeirim foi a Alcanena obter resultado positivo – pese embora aquém das suas necessidades actuais – empatando 1-1, beneficiando de um golo marcado longo no minuto inicial. O Alcanenense restabeleceria a igualdade ainda durante o primeiro tempo, mas não conseguiria completar a reviravolta no marcador, o que lhe custou, no imediato, a perda do 5.º lugar.

Também a equipa da Glória do Ribatejo procura ainda dar “prova de vida”, tendo averbado igual desfecho na recepção ao Benavente. Ainda assim, um resultado manifestamente insuficiente, dado que o “lanterna vermelha” continua a distar sete pontos do Ferreira do Zêzere, tendo-se mesmo alargado o “fosso” face ao At. Ouriense (agora de já praticamente insuperáveis doze pontos).

A outra surpresa chegou das Fazendas de Almeirim, onde o tranquilo Cartaxo – de modo algo imprevisto, com grande propensão para o golo – repetiu, ante o Fazendense, para o campeonato, o empate a três golos, que tinha registado também, a meio da semana, na recepção ao Abrantes e Benfica, na 1.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo.

Em função desta perda de pontos (totalizando oito pontos desperdiçados em três dos últimos quatro embates), o Fazendense (que vencera por 1-0 em Amiais de Baixo, também em jogo a contar para a Taça, assumindo posição privilegiada) voltou a ver dilatar-se, para significativo número de onze pontos, o atraso face ao vice-líder.

Confirmações – Precisamente, o 2.º classificado, U. Tomar, tal como o novamente 3.º, Mação, confirmaram o favoritismo que lhes era creditado, ganhando as suas partidas.

Os maçaenses, por mais claro 3-1, em casa, ante o Amiense, voltando, assim, a igualar o Fazendense na classificação – numa disputa a dois, ambos agora afastados onze pontos do emblema nabantino, e com sete pontos de vantagem sobre o Samora Correia.

Quanto ao U. Tomar, voltou a sentir dificuldades, sobretudo a nível da finalização, tendo começado, uma vez mais, por ser surpreendido em contra-ataque, consentindo um tento ao Ferreira do Zêzere. Ripostando de pronto, empatando apenas três minutos volvidos (aos 21), seria necessária ainda uma longa espera para materializar em golo (2-1, alcançado a dez minutos do final) a superioridade evidenciada dentro de campo, com amplo, mas infrutífero, domínio.

II Divisão Distrital – Concluída a fase regular do campeonato, sagraram-se vencedores de série: Águias de Alpiarça (41 pontos); Fátima (45 pontos); e Moçarriense (48 pontos – completando uma sensacional campanha, 100% triunfal, nos 16 jogos disputados, mostrando-se “desfasado” deste escalão – o que, todavia, terá de confirmar na fase final, recomeçando a partir do “zero”).

Da ronda final, destaque para a “chave de ouro” com que o grupo da Moçarria encerrou a prova, indo golear por contundente 5-0 ao reduto do… 2.º classificado, Espinheirense. O Marinhais ganhou ao Forense por 2-1, acabando por quedar-se somente a um escasso ponto do apuramento!

A equipa “B” do U. Tomar, tendo somado apenas 16 pontos (7.º classificado entre os nove concorrentes) realizou prova discreta, numa época que se traduziu em processo de aprendizagem.

Liga 3 – O U. Santarém – que cedo se viu em inferioridade numérica, tendo jogado os últimos quinze minutos reduzido a nove elementos – não conseguiu evitar comprometedor desaire (0-2) ante o Cova da Piedade (partida disputada em “campo neutro”, na Malveira, em mais um caso de “divórcio”, entre o clube almadense e a respectiva “SAD”). Após a 2.ª jornada (do total de seis que compõem esta fase), os escalabitanos (na 4.ª e última posição, em lugar de despromoção) têm agora um atraso de quatro pontos face ao Caldas e cinco pontos em relação ao rival desta jornada.

Campeonato de Portugal – Depois do triunfo na estreia, o Coruchense foi derrotado, no seu terreno, pelo Marinhense, em função de solitário tento sofrido, já no quarto de hora final. A turma do Sorraia partilha o 2.º lugar com o V. Sernache (equipa ante a qual vencera na ronda inaugural), ambos a três pontos do conjunto da Marinha Grande, e, também, três pontos acima do Peniche.

Antevisão – No escalão principal as atenções estarão centradas no maior “clássico” do Distrito, Torres Novas-U. Tomar (os quais se defrontarão pela 96.ª vez em jogos de Campeonatos nacionais e distritais e Taça de Portugal e do Ribatejo), devendo o Rio Maior enfrentar tarefa teoricamente de menor grau de dificuldade, em deslocação ao reduto do (aflito) U. Almeirim.

No arranque da fase final da II Divisão, teremos triplo confronto entre clubes que disputaram a mesma série: Águias de Alpiarça-Forense; Entroncamento-Fátima; e Espinheirense-Moçarriense.

Na Liga 3 o U. Santarém recebe o Caldas, estando “obrigado” a ganhar; enquanto, no Campeonato de Portugal, o Coruchense visita Peniche, onde será também muito importante pontuar.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 7 de Abril de 2022)

10 Abril, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

Hóquei em Patins – Liga Europeia – 2021-22 – Fase de Grupos

Grupo A

23.10.2021 – La Vendéenne (Fra.) – Trissino (Itá.) – 2-5
23.10.2021 – Amatori Lodi (Itá.) – Sporting de Tomar (Por.) – 4-4
11.12.2021 – Trissino (Itá.) – Amatori Lodi (Itá.) – 2-1
11.12.2021 – Sporting de Tomar (Por.) – La Vendéenne (Fra.) – 2-0
29.01.2022 – Amatori Lodi (Itá.) – La Vendéenne (Fra.) – 4-1
29.01.2022 – Sporting de Tomar (Por.) – Trissino (Itá.) – 3-3
12.02.2022 – La Vendéenne (Fra.) – Amatori Lodi (Itá.) – 2-3
12.02.2022 – Trissino (Itá.) – Sporting de Tomar (Por.) – 4-4
26.03.2022 – Sporting de Tomar (Por.) – Amatori Lodi (Itá.) – 5-2
26.03.2022 – Trissino (Itá.) – La Vendéenne (Fra.) – 2-1
09.04.2022 – Amatori Lodi (Itá.) – Trissino (Itá.) – 2-3
09.04.2022 – La Vendéenne (Fra.) – Sporting de Tomar (Por.) – 2-4

                       Jg     V     E     D       G       Pt
 1º Trissino            6     4     2     -    19 - 13    14
 2º Sporting de Tomar   6     3     3     -    22 - 15    12
 3º Amatori Lodi        6     2     1     3    16 - 17     7
 4º La Vendéenne        6     -     -     6     8 - 20     -

Grupo B

23.10.2021 – Diessbach (Suí.) – Valongo (Por.) – 1-5
23.10.2021 – Coutras (Fra.) – Sarzana (Itá.) – 4-5
11.12.2021 – Valongo (Por.) – Coutras (Fra.) – 4-1
11.12.2021 – Sarzana (Itá.) – Diessbach (Suí.) – 7-4
29.01.2022 – Coutras (Fra.) – Diessbach (Suí.) – 4-6
29.01.2022 – Sarzana (Itá.) – Valongo (Por.) – 6-6
12.02.2022 – Diessbach (Suí.) – Coutras (Fra.) – 3-1
12.02.2022 – Valongo (Por.) – Sarzana (Itá.) – 4-0
26.03.2022 – Sarzana (Itá.) – Coutras (Fra.) – 5-3
26.03.2022 – Valongo (Por.) – Diessbach (Suí.) – 5-2
09.04.2022 – Coutras (Fra.) – Valongo (Por.) – 5-4
09.04.2022 – Diessbach (Suí.) – Sarzana (Itá.) – 4-7

                       Jg     V     E     D       G       Pt
 1º Valongo             6     4     1     1    28 - 15    13
 2º Sarzana             6     4     1     1    30 - 25    13
 3º Diessbach           6     2     -     4    20 - 29     6
 4º Coutras             6     1     -     5    18 - 27     3

Garantiram a presença na “Final Four” da Liga Europeia – a disputar em Torres Novas, no “Palácio dos Desportos Helena Sentieiro” (a 14 e 15 de Maio) – as equipas do Trissino, Sporting de Tomar, Valongo e Sarzana.

É o seguinte o alinhamento das meias-finais:

  • Trissino – Sarzana
  • Sporting de Tomar – Valongo

9 Abril, 2022 at 9:56 pm Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 23ª Jornada

(“O Templário”, 31.03.2022)

Não obstante se tenham registado cinco triunfos dos visitantes (apenas U. Tomar e Amiense venceram em casa) a 23.ª ronda do Distrital da I Divisão caracterizou-se, em termos gerais, pela lógica: foram derrotados todos os clubes que ocupam os sete últimos lugares, tendo-se registado uma igualdade, num confronto em que o anterior 5.º classificado recebeu o 4.º da tabela.

Os principais beneficiados da jornada foram o Rio Maior – superou, aparentemente com facilidade, o que se antecipava poder ser uma deslocação de alguma complexidade, a Torres Novas, encurtando assim a “distância” que o separa do presumível título – e o Fazendense, aproveitando o empate do Mação, para se isolar no 3.º lugar.

Destaques – A primeira nota de realce vai justamente para a presteza com que o Rio Maior se desembaraçou do seu adversário, em Torres Novas, onde, apenas com um quarto de hora, ganhava já por 2-0, tendo arrumado a contenda antes da meia hora de jogo, fixando o que seria o 0-3 final.

Precisamente o mesmo desfecho (0-3) averbado pelo Fazendense, num categórico triunfo obtido no “derby”, no terreno do U. Almeirim, agravando a situação delicada que o 1.º classificado do campeonato de há dois anos (então interrompido, devido ao surgimento da pandemia) atravessa, actualmente no penúltimo lugar, portanto em posição de despromoção (a consumar-se, no final, tal traduzir-se-ia na segunda descida de divisão sucessiva dos almeirinenses) – por agora, com sete desafios por disputar, dois pontos abaixo do Ferreira do Zêzere e a quatro do At. Ouriense.

Em destaque estiveram também as equipas do Alcanenense, Samora Correia e Benavente, pelas vitórias alcançadas extra-muros: 2-1 pela turma de Alcanena, no difícil reduto de Salvaterra de Magos (tendo, aliás, liderado por 2-0 quase até final da partida); 2-0 por parte do grupo de Samora Correia, no Cartaxo; e, igualmente por 2-1, pelo conjunto de Benavente, em Ferreira do Zêzere.

Em função destes resultados os vencedores firmam-se na disputa pelo 5.º lugar, actualmente pertença do Alcanenense (5.º), mas somente um ponto acima de Samora Correia e Benavente. Ao invés, os vencidos vêem-se mais distanciados da primeira metade do quadro, ocupando agora o 10.º (Salvaterrense), 12.º (Cartaxo) e 14.º lugar (Ferreira do Zêzere).

E, se no caso dos emblemas de Salvaterra e Magos e do Cartaxo, respectivamente com doze e dez pontos de vantagem sobre os ferreirenses, a sua situação é de grande tranquilidade quanto ao objectivo de permanência no escalão principal, já o emblema do Zêzere deu “um passo atrás” na recuperação que vem encetando (mesmo que, no imediato, sem repercussão a nível da ordenação dos clubes na tabela), sobretudo por se ter tratado de desaire caseiro.

Acresce que a equipa de Ferreira até começara por se colocar em vantagem, vindo a sofrer o tento do empate à passagem da hora de jogo, para acabar por ver consumar-se a reviravolta no marcador já em período de compensação, perdendo um ponto que poderá vir a ser relevante.

Quem parece encaminhar-se irremediavelmente para a divisão secundária é o Glória do Ribatejo, com o 6-0 sofrido em Amiais de Baixo a poder indiciar como que um “atirar de toalha ao chão”.

Confirmações – Numa jornada sem grandes surpresas – mesmo considerando os mencionados êxitos de Alcanenense e Samora Correia, em terreno alheio –, anota-se a repartição de pontos no Abrantes e Benfica-Mação (empate a duas bolas), o que, não tendo sido um desfecho de todo negativo para os abrantinos (face ao potencial do adversário), acabou por lhes ser duplamente penalizador: por um lado, deixaram escapar – num único minuto, entre o 62 e o 63 – a vantagem de dois golos que tinham alcançado logo nos dez minutos iniciais; por outro, baixaram à 8.ª posição, pouco condizente com as suas aspirações, ainda que o 5.º lugar esteja só a dois pontos.

O U. Tomar, recebendo o At. Ouriense, também envolvido na luta pela manutenção (é 13.º classificado, somente dois pontos acima da “linha de água”, num cenário de virem a ser três os clubes a despromover) debateu-se ainda com a “ressaca” do insucesso do fim-de-semana anterior.

Com a equipa a denotar dificuldade em “carburar” da forma habitual, só à beira do termo da primeira parte os nabantinos conseguiriam chegar ao golo – num lance assinalado por uma infelicidade, com o guardião contrário a atingir, inadvertidamente, um companheiro, que, caindo desamparado no terreno, foi submetido a assistência médica no local, com o jogo interrompido durante cerca de meia hora, tendo sido transportado para o hospital. Acima de tudo, os votos são, naturalmente, da sua boa recuperação e pronto restabelecimento.

Na segunda metade, a turma unionista continuou exposta aos perigosos contra-ataques da formação de Ourém, com o guarda-redes Ivo Cristo a ter papel fundamental na preservação da vantagem das suas cores. Mesmo depois de terem chegado a 2-0, os visitados, tendo consentido a redução para a diferença mínima, voltaram a oscilar. A tranquilidade só chegaria na fase final, com mais um golo apontado, a estabelecer o resultado de 3-1.

Será um desafio a requerer grande superação o que o União enfrenta até final: o de, sem vacilar, tentar vencer jogo após jogo, ansiando que o rival na luta pelo título possa vir a ter alguma quebra.

II Divisão Distrital – Mercê da difícil vitória, por tangencial 3-2, alcançada no terreno do Rebocho, o Forense garantiu, a uma ronda do final da primeira fase do campeonato, a última vaga de acesso à disputa do título de Campeão e de promoção à I Divisão (três primeiros da fase final).

Estão já matematicamente apurados: Águias de Alpiarça e Forense (Série A); Fátima e Entroncamento AC (Série B); e Moçarriense e Espinheirense (Série C). O Marinhais (tendo goleado por 5-0 em Benfica do Ribatejo) é quem ficou mais próximo, posicionando-se quatro pontos abaixo dos dois primeiros da série A – na série C o Tramagal está seis pontos atrás do 2.º.

Campeonato de Portugal – Em jogo de “acerto de calendário”, o Coruchense entrou com o “pé direito” neste “mini-campeonato” (apenas seis jornadas) para disputa da manutenção nos Nacionais, ganhando por 2-1 na recepção ao V. Sernache. Reparte, pois, o 1.º lugar com o Marinhense (que vencera, na estreia, na semana anterior, em Peniche), ambos com três pontos.

Antevisão – Na divisão principal os dois primeiros jogam em casa, com o Rio Maior a receber o Salvaterrense, enquanto o U. Tomar disputará um “clássico”, com o vizinho Ferreira do Zêzere, muito necessitado de pontos. De interesse será também o Samora Correia-Abrantes e Benfica.

Na derradeira ronda da II Divisão o Marinhais terá a visita do Forense, num embate no qual, porém, os visitados não conseguirão já superar a desvantagem, que os arredou da fase final. O Fátima recebe o Riachense, bastando-lhe pontuar para confirmar o 1.º lugar da série. Num “quase derby” o Moçarriense desloca-se ao Espinheiro, procurando completar o trajecto 100% vitorioso.

Na Liga 3 o U. Santarém terá um encontro crucial, na Cova da Piedade, clube que o precede na classificação, e que poderá ser o de mais plausível ultrapassagem, na busca pela manutenção; no Campeonato de Portugal o Coruchense recebe o Marinhense, em mais um difícil compromisso.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 31 de Março de 2022)

3 Abril, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 22ª Jornada

(“O Templário”, 24.03.2022)

O embate do passado sábado entre Rio Maior e U. Tomar traduziu-se num duelo bem à altura das expectativas, entre aquelas que têm demonstrado ser as duas melhores equipas do campeonato – colocando-se mutuamente acrescidos níveis de exigência, reforçando a competitividade de cada uma delas –, uma disputa de alta intensidade, com interessantes cambiantes tácticas, culminando como pináculo desta temporada, num desafio claramente ao nível de um escalão superior.

Em função do desfecho registado (2-1), o Rio Maior reforça significativamente a sua posição privilegiada, passando agora a dispor de confortável margem de erro, que lhe proporciona poder ter até dois desaires, sem comprometer o objectivo. Por seu lado – e mesmo sem poder ter qualquer garantia de que tal possa vir a bastar – ao União restará lutar pela vitória, jogo a jogo, nas oito rondas que subsistem por disputar, procurando adiar até ao limite a decisão do título.

Destaque – Em ambiente de “clássico”, com boa moldura humana – num Estádio com excelentes condições e um relvado natural de grandes dimensões –, a turma unionista até começou por ter uma primeira investida à área contrária, ganhando um pontapé de canto logo nos instantes iniciais; porém, durante os primeiros vinte minutos, a forte intensidade do grupo da casa provocou que os tomarenses sentissem grandes dificuldades para conseguir libertar-se da pressão e sair a jogar.

A equipa nabantina, tendo entretanto conseguido adaptar-se e encaixar face ao esquema táctico adversário, teve, passado esse período, a sua melhor fase – a qual viria a ser coroada com um golo de bela execução, à passagem da meia hora, com João Marchão a dar perfeita sequência a bom cruzamento de Pedro Pires, após boa arrancada pela direita –, o que faria “abanar” a formação riomaiorense, com o União, praticamente até final da primeira metade, na “mó de cima”.

A vantagem tomarense era curta e sabia-se, claro, que a reacção dos donos da casa se faria sentir no segundo tempo. No recomeço, o conjunto visitante ia conseguindo manter o perigo afastado da sua baliza, mas um momento crucial do jogo viria a ocorrer aos 57 minutos, com a substituição forçada de Henrique Matos, a obrigar a adaptações: recuo de Siaka Bamba para central; baixa de Tiago Vieira para a zona intermediária, com Wemerson Silva a passar ser a referência na frente.

Outra vez com maior dificuldade em “ter bola”, perante o intensificar da pressão do Rio Maior, o União resistia como virtual “1.º classificado” até à entrada do derradeiro quarto de hora… todavia, num período de menos de dez minutos, viria a operar-se a reviravolta no marcador: primeiro, Geraldino Barbosa, acabado de entrar em campo, a restabelecer o empate, na sequência de um lance de bola parada (canto); apenas sete minutos volvidos seria o francês Alex Diliberto, com notável execução técnica, a desviar a bola do alcance do guardião, a fixar o “placard” em 2-1.

O técnico unionista acabara de refrescar a sua equipa, que denotava já grande desgaste, operando dupla substituição, quando, de imediato, sofreu o primeiro golo. Ao contrário do jogo da primeira volta, no qual os tomarenses se tinham imposto na segunda parte, desta feita a equipa, tendo dado “tudo o que tinha” dentro de campo, acabaria por ficar como que “sem gás” para o quarto de hora final, em contraponto à final e vigorosa aceleração contrária.

Na dúzia de minutos que restavam ainda por jogar (incluindo tempo de compensação), não haveria já força física e anímica para reagir de forma que pudesse ser eficaz, perante um adversário de grande valor e qualidade, que acabou por, meritoriamente, justificar o resultado, pese embora a repartição de pontos pudesse ter sido desfecho mais apropriado ao labor das duas formações.

Surpresas – A 22.ª jornada foi repleta em surpresas, como raramente se terá visto nesta temporada, desde logo com o duo que partilha o 3.º posto a não conseguir tirar benefícios do resultado desfavorável averbado pelo U. Tomar. De facto, quer Fazendense, quer Mação, foram inesperadamente desfeiteados nos seus próprios redutos, perdendo, respectivamente, ante o Salvaterrense (0-2) e o Cartaxo (1-2), clubes que, desta forma, praticamente garantem um final de época tranquilo – no caso dos cartaxeiros ainda com ambições na Taça do Ribatejo.

O mesmo sucedeu na Glória do Ribatejo, num electrizante desafio, ante o Abrantes e Benfica, finalizado com igualdade a três bolas – tendo ambas as equipas marcado já para além do minuto 90 –, contudo um desfecho ainda assim insuficiente para fortalecer as esperanças dos visitados, agora ainda mais distantes da “linha de água”. E isto porque, em partida que poderá vir a revelar-se crucial, o Ferreira do Zêzere foi ganhar a Ourém, ao At. Ouriense, por muito imprevisto 3-0.

Confirmações – Nos restantes três encontros os visitados impuseram-se, com triunfo categórico (4-1) do Samora Correia face ao U. Almeirim (que, assim, cai na zona de despromoção), a mesma marca registada no Alcanenense-Torres Novas (com os torrejanos aquém das expectativas, vindos de triunfo ante o Fazendense); enquanto o Benavente bateu, por 3-1, o Amiense, voltando a aproximar-se da 5.ª posição, agora repartida pelos abrantinos e pelo grupo de Alcanena.

II Divisão Distrital – O principal realce vai para a convincente vitória (3-0) do Águias de Alpiarça ante o Forense, isolando-se na liderança da sua série, com três pontos de vantagem (ainda que o Forense tenha um jogo a menos), ao mesmo tempo que confirma matematicamente o apuramento para a fase final, de disputa de Campeão e de promoção. O Marinhais, ganhando por tangencial 2-1 ao Porto Alto, “sonha” ainda com a remota possibilidade de apuramento (dista quatro pontos do conjunto dos Foros de Salvaterra), a duas rondas do final desta primeira fase.

Têm também já confirmada a qualificação para tal fase final o Fátima (3-0 ao Goleganense) e o Entroncamento AC (3-1 no terreno da U. Atalaiense), tal como o Moçarriense (5-1 fora de casa, ante o Aldeiense, mantendo o pleno de vitórias – 14) e o Espinheirense (1-0 em casa, com o Pego).

Liga 3 – Foi algo “estranha” a evolução do resultado no jogo de arranque da disputa da fase de manutenção, no qual o U. Santarém recebeu o Amora: tendo-se visto em inferioridade numérica logo a partir dos cinco minutos, os escalabitanos chegariam ao intervalo a ganhar por 2-0; após terem também ficado reduzidos a dez elementos (ainda antes do final da primeira parte), os amorenses viriam a conseguir, na etapa complementar, restabelecer a igualdade, a dois golos.

Dado o empate entre Caldas e Cova da Piedade mantêm-se inalteradas as posições, com o U. Santarém em 4.º e último da sua série, dois pontos abaixo dos piedenses, seus próximos rivais.

Antevisão – Avulta, no Distrital da I Divisão, o Torres Novas-Rio Maior, primeiro “teste” do agora reforçado líder, para além do “derby” U. Almeirim-Fazendense, enquanto o U. Tomar recebe o At. Ouriense, urgentemente carenciado de pontos para procurar escapar à zona perigosa.

Na II Divisão Distrital, o Forense poderá ser o sexto e último clube a confirmar o apuramento para a fase final, caso vença no terreno do Rebocho (caso contrário, poderíamos ter um “escaldante” Marinhais-Forense, confronto agendado para a derradeira jornada).

Com o decurso regular dos nacionais em pausa no fim-de-semana, o Coruchense entra em acção, para disputar o desafio da ronda inaugural, adiado para este domingo, recebendo o V. Sernache.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Março de 2022)

27 Março, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 21ª Jornada

(“O Templário”, 17.03.2022)

Superada que foi uma fase difícil, com importantes perdas de pontos (cinco no caso do Rio Maior, nas três rondas iniciais da segunda volta; nove por parte do U. Tomar, em três jornadas consecutivas – 18.ª à 20.ª –, a que acresce a eliminação de ambos da Taça do Ribatejo), os dois candidatos ao título não vacilaram – tendo os riomaiorenses alinhado entretanto já outros três triunfos sucessivos no campeonato, face a duas vitórias dos nabantinos na passada semana.

De facto, o desfecho das partidas disputadas em Benavente (3-1, na quarta-feira) e ante o Alcanenense (4-2, no Domingo) proporcionaram ao União continuar a depender de si próprio, na antecâmara do crucial embate do próximo fim-de-semana, em que visitará Rio Maior.

Costuma dizer-se, nestas ocasiões, que “nada ficará decidido” em tal confronto – subsistirão ainda oito rondas por realizar (ou seja, um total de 24 pontos em disputa para cada contendor) –, mas, em paralelo, será também um apelidado “jogo de seis pontos”: caso o U. Tomar venha a vencer, não só igualará o rival na liderança, como passaria a dispor de vantagem no confronto directo; ao invés, ganhando o Rio Maior, dilataria para seis pontos a margem face ao 2.º classificado.

Destaques – Ao contrário das últimas semanas, o realce da 21.ª jornada vai para o desaire sofrido pelo Fazendense na deslocação a Torres Novas, onde perdeu por 2-1, depois de ter chegado a estar em vantagem, voltando a ver os dois da frente distanciar-se (agora a nove pontos do U. Tomar), e sendo igualado no 3.º posto pelo Mação. Uma boa operação para os torrejanos – que até têm denotado alguma irregularidade em casa, onde ganharam apenas pela quarta vez em dez jogos –, integrando um quarteto que reparte o 7.º lugar, apenas um ponto abaixo do Alcanenense.

Em evidência esteve também o Samora Correia, vencendo em Salvaterra de Magos, igualmente por 2-1, ante um adversário que vinha somando bons resultados nas últimas semanas. Os samorenses são outro dos integrantes do tal quarteto (a par, ainda, de Amiense e Benavente), enquanto o Salvaterrense se segue de imediato na tabela, somente a um ponto.

Frente a um adversário (At. Ouriense) ainda em posição delicada (13.º, quatro pontos acima do U. Almeirim e com cinco de vantagem face ao Ferreira do Zêzere), o guia, Rio Maior, experimentou dificuldades para se impor por tangencial 1-0, ainda assim o suficiente para enfrentar o próximo desafio em posição privilegiada, no seu reduto, e com três pontos a mais.

Confirmações – Numa jornada sem especiais surpresas a assinalar, os resultados dos restantes cinco encontros vieram confirmar a “lógica” do futebol, com os emblemas mais credenciados a confirmar o seu superior potencial, a par de repartição de pontos noutro duelo mais equilibrado.

Tal como referido, o U. Tomar bateu (por 4-2) o Alcanenense, uma margem, porém, algo ilusória de “facilidades” que, efectivamente, não se verificaram. Ao contrário, dada a dificuldade dos unionistas em “entrar no jogo”, durante a sua primeira metade, foram os visitantes que, por duas ou três ocasiões, mais perto estiveram de inaugurar o marcador, não fosse a decisiva concentração do guardião tomarense, a par de situações em que os dianteiros adversários foram perdulários.

Na segunda parte, os donos da casa entraram de rompante, marcando logo a abrir (teriam, logo depois, um outro lance de golo invalidado pelo árbitro), mas vindo, contudo, a conceder o tento da igualdade. Já depois de ter sido desperdiçada outra boa oportunidade, valeria, então, a inspiração de Tiago Vieira – nesta fase, com posicionamento em campo diferente do habitual, mais avançado – para recolocar os tomarenses em vantagem, que ampliariam ainda para o 3-1.

Mas, fazendo o União sofrer (quase) até final, a turma de Alcanena reduziria ainda para a margem mínima (2-3), antes de Tiago Vieira completar um notável “hat-trick”, a fixar o “placard”.

O Abrantes e Benfica aproveitou a derrota alcanenense para, goleando o Benavente por 5-2, voltar a assumir a 5.ª posição, pese embora muito atrasado face ao quarteto da frente.

O Mação venceu, também com naturalidade, por convincente 3-0, uma equipa do U. Almeirim, que tarda em conseguir afastar-se da zona perigosa (dependendo do desempenho do Coruchense na fase final do Campeonato de Portugal, poderá até estar, nesta altura, em situação de eventual despromoção). Quanto aos maçaenses, retomaram também o 3.º posto, a par do Fazendense.

O Cartaxo, ganhando por tangencial 2-1 ao “lanterna vermelha”, Glória do Ribatejo, deu importante passo para a tranquilidade – dispõe agora de uma margem de segurança já de nove pontos em relação ao U. Almeirim; e dez pontos de vantagem face ao Ferreira do Zêzere. Em contraponto o grupo da Glória mantém sete pontos de atraso para a “linha de água” (onze pontos, no cenário de virem a ser três os clubes a despromover ao segundo escalão).

Nessa luta pela manutenção, o Ferreira do Zêzere não obteve o desfecho almejado, não indo além do nulo, na recepção ao Amiense. Encurtou, ainda assim, mesmo que ligeiramente, a distância face ao U. Almeirim e ao At. Ouriense, que se posicionam imediatamente acima na tabela.

II Divisão Distrital – O grande destaque da 15.ª jornada foi a surpreendente goleada (5-0) aplicada pela equipa da Ortiga ao Espinheirense, com o Tramagal (vencedor do Aldeiense, por 3-2) a reduzir para seis pontos o seu atraso face ao 2.º classificado da série.

O Águias de Alpiarça (vitória por 2-0 em Benfica do Ribatejo) aproveitou a folga do Forense para igualar pontualmente o líder, pese embora este tenha um jogo a menos. Por seu lado, o Marinhais (goleando, por 7-0, em Coruche, a equipa “B” do Coruchense) mantém-se a sete pontos dos alpiarcenses, contando igualmente um jogo a menos que esse rival na disputa pelo 2.º lugar.

O Fátima ganhou também, em Tomar, perante a equipa “B” do União, por 3-1, mantendo-se a par do Entroncamento em termos pontuais, no comando da série (com os fatimenses igualmente com um jogo a menos disputado) – ambas as equipas confirmaram já, matematicamente, o apuramento para a fase final, juntando-se ao Moçarriense (que folgou também nesta ronda).

Antevisão – De forma incontornável, todas as atenções estarão centradas no empolgante duelo entre Rio Maior e U. Tomar, que poderá ser determinante para o desfecho deste campeonato, com os dois candidatos a reencontrarem-se, depois da igualdade (1-1) registada na primeira volta.

Na II Divisão Distrital, teremos também um aliciante Águias de Alpiarça-Forense, sendo ainda de interesse o U. Atalaiense-Entroncamento AC e o Abrantes e Benfica “S23”-Tramagal.

No arranque da segunda fase (manutenção) da Liga 3 o U. Santarém recebe o Amora (5.º classificado da fase regular), que ficou somente a um ponto da qualificação para disputa da subida.

Também o Campeonato de Portugal tem a primeira jornada da fase final (manutenção), com o Coruchense a ter a visita do V. Sernache, sendo importante começar, desde já, a somar pontos.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Março de 2022)

19 Março, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/4 de final

(“O Templário”, 10.03.2022)

Aqueles que eram os dois principais favoritos à conquista da Taça do Ribatejo – e, em paralelo, ainda os dois candidatos ao título de Campeão Distrital – quedaram-se pelos quartos-de-final da “prova rainha”, superados pelo Cartaxo e pelo Fazendense.

Se, no caso do Rio Maior, afastado por via do desempate da marca de grande penalidade, tal acaba por traduzir-se na perspectiva de o Fazendense poder vir a ampliar o seu palmarés já “record” na competição (é o único clube com quatro troféus conquistados), a eliminação do U. Tomar, no seu próprio reduto, pelo Cartaxo, não deixa de consubstanciar uma indisfarçável crise de confiança.

Destaques – O primeiro realce desta ronda da Taça do Ribatejo vai, pois, de novo, para o Fazendense, que continua a confirmar a excelente fase que vem atravessando: depois de, há três semanas, ter derrotado o Rio Maior, e de, na semana passada, ter feito o mesmo ante o U. Tomar, o grupo das Fazendas voltou a levar a melhor sobre o agora líder do campeonato.

Desta feita, após igualdade a um golo no tempo regulamentar (os donos da casa colocaram-se em vantagem à entrada dos derradeiros dez minutos, vindo contudo a consentir o empate aos riomaiorenses apenas três minutos volvidos), o Fazendense impor-se-ia no desempate da marca de grande penalidade, perfilando-se agora como o principal candidato à conquista de novo troféu (defrontará nas meias-finais, a disputar a duas mãos, o Amiense).

Precisamente, a turma de Amiais de Baixo esteve também em destaque, goleando por convincente 4-1 no terreno do Forense, até então o último resistente do escalão secundário (de que é líder de série) na Taça, tornando fácil, por via da sua atitude e desempenho, o que, noutras circunstâncias, poderia eventualmente ter-se revelado mais complexo (recordando-se que o conjunto dos Foros de Salvaterra tinha começado por eliminar, na ronda preliminar, o At. Ouriense, da I Divisão).

Surpresas – O U. Tomar voltou a protagonizar a grande surpresa, e de forma bem negativa. O inesperado desaire caseiro ante o Samora Correia (já depois da derrota sofrida em Mação, onde os nabantinos chegaram a estar em vantagem, que, contudo, viram escapar-se) deixou “mossa”. Nas Fazendas de Almeirim alguma “infelicidade” ditara terceira desfeita sucessiva. Quando se esperava que a equipa pudesse reencontrar-se, acabou por sofrer mais um surpreendente desfecho desfavorável, a custar a eliminação da prova, na qual tinha também legítimas aspirações.

O Cartaxo começou por inaugurar o marcador em Tomar, à passagem dos vinte minutos, sendo que os unionistas ainda conseguiram a “benesse” de, no lance imediato, restabelecer o empate. Todavia, no decurso da partida, não foram capazes de manter a serenidade necessária para impor sobre o terreno a sua superior qualidade individual e colectiva, ficando à mercê das transições adversárias, expondo fragilidades defensivas.

O segundo tento dos cartaxeiros, outra vez sobre os vinte minutos, mas do segundo tempo, pôs a nu a falta de confiança que o grupo denota por estes dias. Haveria ainda bastante tempo para tentar recuperar e reverter a situação, mas, alguma precipitação, associada também à maior assunção de risco, revelar-se-ia fatal, apenas mais cinco minutos decorridos. O Cartaxo chegava ao 3-1, que seria o resultado final, com todas as tentativas dos tomarenses (já mais “com o coração do que com a cabeça”) de ripostar à adversidade a mostrarem-se infrutíferas.

Em Abrantes aconteceu “meia surpresa”: o Salvaterrense, que estivera já em evidência, na semana precedente, tendo indo vencer a Mação, impôs um empate (1-1) ao Abrantes e Benfica, vindo contudo a ser afastado no desempate da marca de grande penalidade, no qual os abrantinos foram mais eficazes. Assim, na outra das meias-finais, o Cartaxo defrontará o Abrantes e Benfica.

Liga 3 – Na última jornada da primeira fase desta prova o U. Santarém empatou (2-2) na recepção à equipa “B” do Sporting, não tendo conseguido materializar em vantagem a inferioridade numérica do adversário em larga parte do encontro (tendo a equipa leonina acabado mesmo reduzida a nove elementos, nos últimos dez minutos de jogo e no período de compensação).

Os escalabitanos terminam assim esta fase no penúltimo lugar (em igualdade pontual com o último classificado, Oriental Dragon, ambos com 18 pontos). Independentemente do resultado do passado fim-de-semana, acabou por revelar-se determinante o desaire sofrido na ronda anterior ante o Oliveira do Hospital, emblema que, em função desse desfecho, acabou por garantir o 10.º posto, dois pontos acima, com reflexos a nível do escalonamento dos clubes para a segunda fase.

Campeonato de Portugal – Também o Coruchense enfrentava tarefa árdua, na visita ao Estádio do Restelo, igualmente para disputa da derradeira jornada da fase inicial da competição, sendo que apenas a vitória garantiria ao Belenenses não ficar dependente de resultados de terceiros.

Com uma exibição bastante personalizada – dando boa réplica, mesmo reduzido a dez durante cerca de uma hora – o grupo de Coruche, tendo-se visto a perder à entrada para os cinco minutos finais da primeira metade, conseguiria surpreender o adversário, restabelecendo a igualdade logo no arranque da segunda parte. Só uma grande penalidade, a sancionar um lance em que o avançado belenense se isolava frente ao guardião, permitiu aos “azuis do Restelo” a tangencial vitória por 2-1, garantindo assim o 1.º lugar da série E e confirmando o apuramento para a fase de promoção – não sem, já em tempo de compensação, terem sofrido enorme susto, com uma magnífica defesa do seu guarda-redes a evitar o que poderia ter sido o segundo golo da turma do Sorraia.

O Coruchense termina esta fase no 7.º lugar (em igualdade pontual – 21 pontos – com o 6.º classificado, Operário de Lagoa), vendo-se, pois, relegado para a disputa da fase de manutenção.

Antevisão – Quando esta edição do jornal chegar aos leitores será já conhecido o desfecho do jogo de acerto de calendário – agendado para esta quarta-feira, dia 9 de Março –, entre Benavente e U. Tomar, crucial para as aspirações dos unionistas, sobretudo em termos de demonstração de capacidade de reacção e do imprescindível restabelecimento dos níveis de confiança.

Para o fim-de-semana, na 21.ª ronda, o União continuará a ter a pressão de ganhar, em casa, ao Alcanenense (5.º classificado), sendo o Rio Maior igualmente favorito na deslocação a Ourém, para defrontar o At. Ouriense (actual 13.º). De interesse será também o Torres Novas-Fazendense.

No escalão secundário, com os líderes Forense e Moçarriense de folga, anota-se que o U. Tomar “B” receberá o guia da sua série, Fátima. As atenções estarão ainda focadas nos jogos: Benfica do Ribatejo-Águias de Alpiarça; Coruchense “B”-Marinhais; e Ortiga-Espinheirense.

A Liga 3 e o Campeonato de Portugal tinham previsto para dia 8 o sorteio da 2.ª fase, com os representantes do Distrito ambos em séries de disputa de manutenção: o U. Santarém (11.º) partirá com 2 pontos, integrando também a sua série os 5.º, 7.º e 9.º da fase inicial, respectivamente Amora (8), Caldas (6) e Cova da Piedade (4 pontos), sendo o último classificado despromovido; quanto ao Coruchense, irá disputar a permanência nos nacionais com Marinhense, V. Sernache e Peniche (3.º, 5.º e 6.º classificados da série D) – descendo aos Distritais os dois últimos da série.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Março de 2022)

13 Março, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 20ª Jornada

(“O Templário”, 03.03.2022)

Sabia-se, de antemão, da dificuldade que encerrava, para o U. Tomar, a deslocação às Fazendas de Almeirim – prosseguindo o Fazendense o excelente ciclo em curso, tendo acumulado 25 pontos, num máximo possível de 27, nas últimas 9 rondas (registo apenas superado, neste campeonato, pelo União, com nove vitórias consecutivas, entre os meses de Novembro e Janeiro) –, o que acabaria por vir a confirmar-se, resultando no terceiro desaire sucessivo dos tomarenses.

Tendo averbado, desde a paragem de Natal e fim de ano, somente três pontos (nos quatro jogos que realizou), face a um total de 16 pontos somados pelo Rio Maior (em sete partidas disputadas), as circunstâncias mudaram substancialmente: de líder com uma “vantagem” (à condição) de sete pontos, o U. Tomar passou a ter agora um atraso de seis pontos face ao novo guia!

Continua, não obstante, a depender apenas de si próprio (dado manter um jogo em atraso), sendo que um cenário de dez vitórias nas dez jornadas que faltam lhe garantiria o 1.º lugar final no campeonato. Porém, a margem de erro “esgotou-se”, tendo-se complicado muito estas contas, que pressupõem, neste contexto, a obtenção de um triunfo no terreno do seu rival, em Rio Maior.

Mas, antes disso, cabe agora aos unionistas assumir o papel que os riomaiorenses cumpriram durante tantos meses: manter uma perseguição tenaz, não deixando nunca o adversário ampliar a diferença pontual. Ou seja, no imediato, será imperioso ganhar em Benavente e ao Alcanenense.

Destaque – Postos os “considerandos” anteriores, a realidade é que o U. Tomar foi algo infeliz nas Fazendas de Almeirim, de onde não merecia ter saído derrotado. Foi um desafio de alguma forma “estranho”, com os unionistas a adoptar uma postura dentro de campo, desde início, que, de forma incrível, empurrou o (surpreso) adversário para o seu meio terreno, onde se manteve “confinado” praticamente por completo, durante os primeiros vinte minutos, sem conseguir libertar-se da intensa pressão contrária. Um domínio absoluto dos nabantinos, todavia improfícuo.

Ao invés, numa das primeiras ocasiões em que conseguiu chegar à área contrária, o Fazendense exerceu logo forte ameaça, com um remate cruzado, a sair “milímetros” ao lado do poste, sem hipótese de defesa para o guardião tomarense. No lance seguinte, ainda a meio da primeira parte, o União teria aquela que foi, também, a sua ocasião mais soberana, desta feita com o guarda-redes da casa, com uma fantástica intervenção, a evitar o golo, que se “adivinhava”, de Tiago Vieira.

A partir daí, e ao longo de um período de quase 45 minutos, as duas equipas “encaixaram” por completo, não havendo flagrantes oportunidades a assinalar. Até que uma falha de defesa central unionista, na intercepção da bola, provocou, em último recurso, uma falta a travar o adversário, que ficaria isolado diante da baliza, sendo sancionado com o cartão vermelho. Outra vez em inferioridade numérica, bastaram cerca de dois minutos para tal se traduzir em desvantagem no marcador, com o Fazendense a marcar o golo solitário que acabaria por lhe proporcionar a vitória.

Tal como sucedera em Mação, os tomarenses viriam ainda a ficar, alguns minutos volvidos, reduzidos a nove elementos, por segundo cartão amarelo, a defesa lateral, o que consubstanciava uma tarefa hercúlea. Até final, outra vez reagindo bem, o União manteve o adversário “em sentido”, chegando à área um par de vezes, mas não conseguindo evitar o desfecho desfavorável.

Surpresas – A maior surpresa da ronda foi a vitória alcançada pelo Salvaterrense em Mação, por 2-1, interrompendo, de forma bastante inesperada, uma série de três triunfos dos locais, pondo definitivamente termo a quaisquer eventuais aspirações ao topo que pudessem ainda acalentar.

Uma “meia-surpresa” (ou, talvez, nem isso, dado ter sido já a quinta derrota caseira do Amiense, esta época surpreendentemente irregular no seu reduto) registou-se em Amiais de Baixo, com o Abrantes e Benfica a ganhar por tangencial 1-0, ultrapassando assim esse adversário na tabela.

Confirmações – O guia, Rio Maior, confirmou o seu favoritismo, somando nova goleada (a nona, em quinze vitórias obtidas), batendo o Ferreira do Zêzere por 4-0. Por seu lado, o Benavente, a realizar campanha muito segura (seis vitórias e dois empates em dez jogos em casa), impôs-se por 2-1 ao Cartaxo, ascendendo a meritório 6.º lugar, que partilha agora com o Abrantes e Benfica.

Nos restantes encontros, anotam-se ainda três empates (todos 1-1), no Alcanenense-At. Ouriense; no Samora Correia-Torres Novas (com os visitados aquém do que poderia ser expectável); e no crucial Glória do Ribatejo-U. Almeirim, porventura a última oportunidade que o “lanterna vermelha” dispôs para poder encurtar distâncias, na cada vez mais árdua luta pela permanência.

II Divisão Distrital – O principal destaque vai para a vitória (4-2) do Fátima na recepção ao Entroncamento AC, o que proporcionou aos fatimenses igualar este adversário no comando, beneficiando ainda de terem um jogo a menos. Em qualquer caso, estes dois clubes irão marcar presença na fase final, de apuramento de Campeão e de promoção ao principal escalão.

O mesmo sucederá com Moçarriense (13 vitórias em 13 jogos, tendo vencido o Tramagal por 2-0) – já garantido – e Espinheirense, igualmente em evidência, goleando o At. Pernes por 7-2.

Mais a Sul, o Forense goleou também, por 5-1, frente ao Benfica do Ribatejo, e tem tal apuramento também praticamente assegurado, restando por fixar a última vaga, entre Águias de Alpiarça e Marinhais, por ora com importante avanço (sete pontos) dos alpiarcenses (mesmo que o concorrente tenha um jogo a menos), para além de disporem de vantagem no confronto directo.

Assinala-se ainda o empate (2-2) averbado pela equipa “B” do U. Tomar na visita aos Riachos.

Liga 3 – O U. Santarém não logrou pontuar na deslocação a Tábua, frente ao Oliveira do Hospital, perdendo por 1-0, entrando assim para a derradeira jornada desta primeira fase igualado com o Oriental Dragon na última posição da pauta classificativa (repartem o 11.º e 12.º lugares), tendo sido ultrapassado por aquele adversário, em relação ao qual está agora dois pontos abaixo.

Antevisão – Os campeonatos distritais da A. F. Santarém registam nova interrupção, para disputa, neste fim-de-semana, dos quartos-de-final da Taça do Ribatejo, que terão como “jogo grande” o embate entre Fazendense e Rio Maior, respectivamente 3.º e 1.º classificados na divisão principal.

Por seu lado, o U. Tomar recebe o Cartaxo, projectando-se como favorito, esperando-se que possa retomar a senda das vitórias, pese embora as especificidades próprias das competições a eliminar. O Abrantes e Benfica é igualmente favorito frente ao Salvaterrense. O Forense, último resistente do escalão secundário, recebe o Amiense, numa eliminatória que se perspectiva aberta.

Na última ronda da primeira fase da Liga 3 o U. Santarém recebe o Sporting “B” – que bateu, na primeira volta, em Alcochete –, numa partida que não deixará de ser de elevada dificuldade.

Também o Campeonato de Portugal tem a derradeira jornada da fase inicial, cabendo ao Coruchense visitar o Estádio do Restelo, para defrontar o líder Belenenses, ao qual apenas a vitória permitirá garantir, sem depender de terceiros (Pêro Pinheiro e Sintrense), o apuramento.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 3 de Março de 2022)

6 Março, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 19ª Jornada

(“O Templário”, 24.02.2022)

Era grande a expectativa para avaliar como reagiriam – vencidos e vencedores – às emoções fortes da ronda anterior, em que os dois guias tinham sido derrotados pelos dois 3.º classificados. Pois, três destes clubes saíram-se bem a contento na jornada 19, somando importantes triunfos. A excepção acabou por ser o U. Tomar, outra vez derrotado pelo Samora Correia (a única equipa que, nesta edição da prova, “subtraiu” os seis pontos aos unionistas), desfecho que se traduziu na perda da liderança que ostentava desde o primeiro dia deste campeonato, há cinco meses!

Trata-se, não obstante, de uma perda “à condição”, dado que, mantendo os tomarenses um jogo em atraso, desperdiçaram, até agora, o mesmo número de pontos (onze) que os riomaiorenses. Assinala-se, contudo, uma importante vantagem na diferença de golos – saldo de 15 – a favor do grupo de Rio Maior, nesta altura com o ataque mais concretizador e a defesa menos batida.

Destaques – O maior destaque vai para o bom momento do Mação – vindo de três desafios sucessivos ante os dois comandantes, nos quais tinha batido o U. Tomar, e imposto dois empates ao Rio Maior (um deles em jogo da Taça, mesmo que tenha acabado por ser afastado no desempate da marca de grande penalidade) – que obteve uma vitória afirmativa em Torres Novas, por 3-1.

Apesar de ter entrado a perder, sofrendo um golo logo no minuto inicial (o 21.º de Miguel Miguel no campeonato), os maçaenses mantiveram a serenidade, operando reviravolta que se revestiu de alguma naturalidade, marcando por três vezes num espaço de vinte minutos (entre os 56 e os 77).

Noutro plano, esteve também em evidência o Ferreira do Zêzere, que, ganhando ao Abrantes e Benfica por 2-1, não só confirma a boa recuperação que vem realizando (dos 14 pontos somados, dez foram averbados nas últimas seis jornadas), como, tendo reduzido o atraso face ao U. Almeirim para um único ponto (e tendo o At. Ouriense agora a cinco pontos), volta a estar bem dentro da disputa pela permanência, o que, a dada altura, chegou a parecer tarefa ciclópica.

Precisamente, o U. Almeirim foi derrotado, no seu próprio reduto, pelo Benavente, por convincente marca de 1-3, voltando a ver-se em situação muito delicada na pauta classificativa – enquanto, em paralelo, os benaventenses, igualando assim o Abrantes e Benfica no 7.º posto, praticamente garantiram, desde já, um final de temporada bastante tranquilo.

Também o Amiense fez boa operação, indo ganhar 2-0 ao Cartaxo, ascendendo mesmo à 6.ª posição, e somente um ponto abaixo do Alcanenense, podendo, pois, visar mais alto na tabela. Quanto aos cartaxeiros, a atravessar crise de resultados, tendo somado apenas um ponto nos quatro últimos encontros, não estarão ainda definitivamente a salvo de maiores preocupações.

Surpresa – A grande surpresa da ronda foi o desaire – segundo consecutivo, depois de uma excelente série de onze vitórias – sofrido pelo U. Tomar, novamente batido (1-2) pelo Samora Correia (10.º), única equipa que, na primeira volta, tinha conseguido já desfeitear os nabantinos.

Entrando praticamente a perder (sofrendo o primeiro golo logo aos dois minutos), a turma unionista “acusou o toque”, não conseguindo, ao longo da primeira metade, atingir o rendimento habitual. Na segunda parte, pese embora a pressão intensa, com múltiplas ocasiões de perigo, os homens da casa mostraram-se deveras ineficazes. Já próximo do minuto 90, arriscando tudo, abdicando de um defesa central, uma perda de bola viria a custar o segundo tento adversário. O ponto de honra do União acabaria por chegar demasiado tarde, já em período de compensação.

Trata-se de um forte contratempo face às aspirações dos tomarenses, os quais terão de reagir de pronto, face aos muito exigentes compromissos que se perfilam no horizonte (deslocações às Fazendas de Almeirim, já neste fim-de-semana, e, em Março, a Benavente… e a Rio Maior).

Confirmações – Reagindo positivamente a momento que parecia poder ser de alguma oscilação (dois empates com o Mação e derrota ante o Fazendense), o Rio Maior aproveitou da melhor forma tal surpresa, recebendo e goleando categoricamente (5-0) o Alcanenense, ainda 5.º classificado, em mais uma inequívoca prova de força. Os riomaiorenses seguem com registos notáveis, quer a nível de golos marcados (51, à média de 2,7), como de golos sofridos (11).

Quanto ao Fazendense, prossegue a sua excelente fase, com um único empate cedido (por curiosidade, em Samora Correia) nas últimas oito rondas, tendo, pois, somado nesse período um total de 22 pontos, de um máximo possível de 24! Desta vez, coube ao At. Ouriense (13.º) ser derrotado em casa, mesmo que por tangencial 0-1, pela formação das Fazendas de Almeirim.

Por fim, no “derby” do município de Salvaterra, numa partida repleta de incerteza, com reviravoltas no marcador, o Salvaterrense ganhou por 3-2 à equipa da Glória do Ribatejo, dando um passo importante a caminho da manutenção, ao mesmo tempo que afasta ainda mais o adversário de tal aspiração, agora já com seis pontos de atraso do penúltimo classificado.

II Divisão Distrital – O principal realce vai para o empate (1-1) imposto pelo Porto Alto ao líder Forense, o que possibilitou ao Águias de Alpiarça reduzir para três pontos a desvantagem.

Entroncamento AC (vitória por 2-0 frente ao Riachense) e Fátima (após um empolgante 5-4 no terreno do Vasco da Gama) praticamente garantiram já o apuramento para a fase final, o mesmo se podendo dizer de Moçarriense (12.º triunfo em outros tantos jogos, ganhando 3-0 no Pego) e Espinheirense (4-0 em Alferrarede), ampliando para seis pontos a diferença face ao Tramagal.

Liga 3 – O U. Santarém conseguiu manter até final o nulo na recepção ao guia, U. Leiria, subindo uma posição (é agora 10.º classificado), um ponto acima de Oriental Dragon e Oliveira do Hospital, quando faltam disputar apenas duas jornadas nesta primeira fase da competição.

Campeonato de Portugal – O Coruchense sofreu muito imprevisto desaire caseiro, baqueando por 1-5 (tendo chegado, aliás, a estar a perder por 0-5 até ao derradeiro minuto) ante o Sp. Ideal, clube que subsiste em posição imediatamente abaixo da turma de Coruche, a qual, à entrada para a última ronda (em que visitará o líder, Belenenses), reparte o 6.º lugar com o Operário Lagoa.

Antevisão – No principal escalão do futebol distrital o “jogo grande” da 20.ª jornada será o que coloca frente-a-frente o Fazendense e o U. Tomar, actuais 3.º e 2.º classificados, respectivamente, um teste da maior dificuldade para os nabantinos, face ao grande momento de forma dos visitados.

Quanto ao agora líder isolado, Rio Maior, recebe o Ferreira do Zêzere, sendo amplamente favorito, não obstante a boa recuperação dos ferreirenses. Na disputa pela manutenção afigura-se crucial o embate entre Glória Ribatejo e U. Almeirim, no qual os donos da casa “terão de pontuar”.

Na II Divisão Distrital, destaca-se o desafio entre os dois primeiros classificados da série B, Fátima-Entroncamento, separados por três pontos, o qual poderá provocar alteração no comando. Mais a Sul o guia incontestado, Moçarriense, recebe o actual 3.º classificado, Tramagal.

Na Liga 3, na penúltima ronda da primeira fase, o U. Santarém desloca-se ao terreno do “lanterna vermelha”, Oliveira do Hospital, na perspectiva de poder vir a somar algo à sua pontuação. Quanto ao Campeonato de Portugal tem a última jornada da sua fase inicial agendada apenas para 6 de Março, sendo este fim-de-semana aproveitado para jogos de acerto de calendário.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 24 de Fevereiro de 2022)

27 Fevereiro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – 18ª Jornada

(“O Templário”, 17.02.2022)

Numa “cimeira” ao mais alto nível, em dois desafios que reuniram as quatro melhores equipas do campeonato, os dois clubes que repartem o 3.º lugar derrotaram os dois que partilham a liderança, tendo o Fazendense conseguido quebrar enfim – após 18 jogos – a invencibilidade do Rio Maior. Quanto ao U. Tomar, soçobrou em Mação, numa espécie de “hara-kiri”, jogando os últimos 15 minutos reduzido a nove elementos, averbando o seu segundo desaire nesta temporada.

Já se antevia, à partida, que estes seriam dois embates de exigência máxima para os guias da prova; o que não se esperaria talvez é que, depois de se terem colocado, ambos, em vantagem (no caso do Rio Maior, com dois golos nos seis minutos iniciais!) e de terem voltado para a segunda parte nessa condição, de “vencedores”, acabassem por baquear – os unionistas com dois tentos consentidos em dois minutos; os riomaiorenses sofrendo o ponto da derrota no derradeiro minuto.

Tendo sido, pois, interrompido um magnífico ciclo de onze triunfos consecutivos – todos os jogos disputados desde que, a 31 de Outubro de 2021, empatara com o Rio Maior – o U. Tomar igualou a segunda melhor série vitoriosa de todo o seu historial (já registada, anteriormente, entre 16 de Novembro de 1997 e 25 de Janeiro de 1998), quedando-se, todavia, a três êxitos do seu máximo, de 14 vitórias (alcançado entre 20 de Março e 2 de Outubro de 1988).

Destaques – O primeiro realce da 18.ª ronda vai para o Fazendense, que, depois de se ver a perder por 0-2 com pouco mais de cinco minutos de jogo, teve a enorme força mental (e física) para, enfrentando um dos líderes, ainda invicto, conseguir operar sensacional reviravolta no marcador, acabando por ganhar por 3-2. Para tal seriam determinantes, em especial, dois golos: o 1-2, logo a abrir a segunda parte e o tento da vitória, em cima do minuto 90, perante um atónito Rio Maior.

Os riomaiorenses denotaram, assim, inesperadas fragilidades, de um sector que tinha sido, até agora, a sua grande fortaleza: com uma média inferior a 0,5 golos sofridos por jogo, nos 17 primeiros encontros do campeonato, consentiram, num único desafio, três golos!

Precisamente, o terceiro golo da turma das Fazendas de Almeirim veio salvar, “in extremis”, a posição do U. Tomar, até então em risco de perder, após 18 jornadas, a liderança da competição (mesmo que “à condição”, uma vez que mantém um jogo em atraso, a disputar em Benavente).

Os tomarenses sentiram dificuldades, como raramente experimentaram nesta época, para impor a sua toada característica, que consiste em assumir, desde início, o controlo e a iniciativa do jogo. Em Mação, frente a um adversário de grande valor, a primeira parte foi repartida, mesmo que com alguma ligeira supremacia dos unionistas, a qual, depois de uma ou outra ocasião de maior perigo, viria a traduzir-se em golo (através de uma grande penalidade) já próximo do intervalo.

Porém, na segunda metade, os maçaenses surgiram particularmente aguerridos, empurrando o oponente para o seu meio-campo, forçado a defender-se. A pressão dos homens da casa resultaria, à entrada do quarto de hora final, no tento do empate, do que decorreria o tal deslaçar emocional dos nabantinos. Alguma falta de “fair-play” nos festejos do golo, suscitou reacção intempestiva, sancionada com cartão vermelho.

O U. Tomar via-se reduzido a dez elementos, para, de imediato, num lance ambíguo – depois de ser assinalada falta a seu favor, o árbitro reverteria o seu juízo, optando pela decisão contrária –, sendo que, do livre, surgiria o segundo golo do Mação. Entre os 75 e os 78 minutos, o União sofria dois golos… e duas expulsões. Paradoxalmente, a jogar apenas com nove elementos, teria uma forte reacção, chegando mesmo a ameaçar poder restabelecer a igualdade.

Em partida de forte intensidade – tendo sido mostrados 12 cartões amarelos (sete aos tomarenses) e três vermelhos (o Mação teria também um jogador expulso já na compensação) –, num reduto adverso e frente a rival poderoso, subsiste a impressão de que o União poderia ter pontuado.

Em função destes desfechos reduziu-se ligeiramente, de 12 para 9 pontos, o “fosso” entre os dois primeiros e o duo que ocupa a 3.º posto, o que, contudo, não deverá constituir alteração profunda no escalonamento entre os dois pares, atendendo ainda ao facto de o União ter um jogo a menos.

Confirmações – Num fim-de-semana sem (outras) surpresas de monta, assinalam-se três nulos no “placard” final, nos confrontos Abrantes e Benfica-Cartaxo (duas equipas em momento de forma menos afirmativo), Benavente-Salvaterrense (mantendo-se muito a par, separados por um ponto, numa disputa que transita já da temporada precedente, então no escalão secundário) e Samora Correia-At. Ouriense, sendo de registar que os samorenses empataram nove dos seus últimos 15 jogos, não tendo vencido nas seis jornadas mais recentes.

Ademais, para além das derrotas dos dois comandantes, perderam também os três emblemas da cauda da tabela, pese embora, todos eles, por tangencial 1-2: o U. Almeirim, em Amiais de Baixo, ante o Amiense; o Ferreira do Zêzere em Alcanena, frente ao Alcanenense, que prossegue a sua bela campanha, tendo reforçado a 5.ª posição; o Glória do Ribatejo, em casa, ante o Torres Novas, começando a ver muito ameaçada a possibilidade de manutenção (a sete pontos do 14.º classificado, U. Almeirim, e já com onze pontos de atraso do 13.º, At. Ouriense).

II Divisão Distrital – Os favoritos consolidaram as respectivas posições, mercê dos triunfos alcançados: 4-0 do Forense, frente ao Coruchense “B”; 3-0 do Águias de Alpiarça, perante o U. Santarém “B”; 5-1 do Entroncamento, no terreno do Vilarense; 3-2 no Fátima-U. Atalaiense; e 3-1 no Moçarriense-Ortiga (11.ª vitória da formação da Moçarria em outros tantos desafios).

Ainda com seis jornadas por disputar, os cinco clubes vencedores antes referidos parecem muito bem encaminhados para assegurar a presença na fase final, subsistindo em aberto, nesse cenário, uma vaga, a decidir entre Espinheirense (folgou) e Tramagal (vencedor frente ao Pego, por 3-0).

Liga 3 – O U. Santarém vem acusando alguma dificuldade competitiva neste escalão (somando quatro vitórias em 19 jogos), tendo perdido por 2-0 na Amora, baixando ao penúltimo lugar, com 16 pontos, somente um ponto acima do Oriental Dragon (este ainda com dois jogos em atraso).

Campeonato de Portugal – Também o Coruchense foi derrotado, por tangencial 2-1, em Sacavém, ante o Sacavenense. O grupo do Sorraia voltou ao 6.º lugar, apenas seis pontos abaixo do duo da liderança (Sintrense e Belenenses), quando falta jogar apenas as duas últimas rondas.

Antevisão – Na I Divisão Distrital avultam, na 19.ª jornada, os embates Torres Novas-Mação e At. Ouriense-Fazendense, cabendo aos dois guias receber, nos respectivos redutos, o Samora Correia (em Tomar – com o União a procurar voltar às vitórias) e o Alcanenense (em Rio Maior). No segundo escalão destacam-se o Porto Alto-Forense e o Entroncamento AC-Riachense.

Na Liga 3, o U. Santarém terá a visita do líder destacado da sua série, U. Leiria (primeiro clube a garantir o apuramento para a fase final). No Campeonato de Portugal, o Coruchense recebe o Sp. Ideal, visando uma vitória que lhe proporcione, em especial, afastar-se da parte baixa do quadro.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 17 de Fevereiro de 2022)

20 Fevereiro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/8 de final

(“O Templário”, 10.02.2022)

Em dia agendado para nova ronda da Taça do Ribatejo, o passado Domingo acabou por ser algo híbrido, uma vez que o desafio de maior cartaz (entre Rio Maior e Mação) foi adiado, sendo que, em alternativa, os mesmos dois clubes aproveitaram para acerto de calendário do campeonato, defrontando-se, em Mação, em jogo em atraso da 16.ª jornada, o qual, saldando-se por um empate (1-1), se traduz no termo de uma excelente série de nove triunfos consecutivos dos riomaiorenses.

Um “deslize” justificável pelo poderio dos maçaenses (que partilham o 3.º posto com o Fazendense) – e que, aliás, tinham já imposto também uma igualdade, no arranque da I Divisão Distrital, em Rio Maior, tendo mesmo, desta feita, estado em vantagem até à entrada do quarto de hora final –, mas que, em paralelo, possibilitou à turma visitante igualar o U. Tomar na 1.ª posição (mesmo que à condição, uma vez que são, agora, os unionistas a ter um jogo a menos).

E isto porque, nas últimas sete semanas, os tomarenses disputaram um único encontro (!) para o campeonato, enquanto o Rio Maior realizou quatro, diferencial que lhe permitiu recuperar os sete pontos que, a dada altura, chegou a ter de desvantagem (quando tinha dois jogos em atraso).

Quanto à Taça, propriamente dita, não houve grandes surpresas, com as formações de maiores argumentos a superiorizarem-se, destacando-se a robusta goleada aplicada pelo U. Tomar ao Entroncamento AC, enquanto Amiense e Salvaterrense foram mais eficazes no desempate da marca de grande penalidade, frente a Alcanenense e Torres Novas, respectivamente.

Destaques – O maior realce da eliminatória correspondente aos 1/8 de final da Taça do Ribatejo (tendo sido disputadas, conforme referido, sete das oito partidas previstas) vai precisamente para a goleada (7-2) imposta pelo U. Tomar na recepção ao vizinho Entroncamento AC, um resultado tão invulgar, que nunca antes se tinha registado, em quase 2.300 jogos disputados pelo União!

A turma da cidade ferroviária tinha sido já derrotada em Tomar, três semanas antes, pela equipa “B” dos unionistas, não tendo também revelado, agora face à formação principal, capacidade para resistir à superioridade adversária, num encontro entre comandantes da I e da II Divisão.

Depois de, bastante cedo, os nabantinos inaugurarem o marcador, o Entroncamento ainda empatou, à passagem dos vinte minutos, mas o U. Tomar teria uma “cavalgada” irresistível, marcando aos 27, 33, 36, 37 e 42 minutos, passando – num quarto de hora – o “placard” de 1-1 para 6-1, mais que sentenciando o desfecho da eliminatória. Na segunda parte, dando oportunidade a jogadores menos utilizados, registou-se somente mais um tento para cada lado.

Por seu lado, o Fazendense – a par do U. Tomar os dois únicos clubes que, nos últimos 14 anos, sempre marcaram presença nos 1/8 de final da Taça do Ribatejo – foi vencer a Benavente, por tangencial 2-1, o suficiente para avançar para os quartos-de-final pela 7.ª vez nesse mesmo período (registo apenas superado pelos nove apuramentos dos tomarenses e do Amiense).

Precisamente, o grupo de Amiais de Baixo, com uma tão curta quão difícil deslocação a Alcanena, num “quase derby”, averbou um empate a uma bola no final dos 90 minutos, para, no desempate da marca de grande penalidade, ser mais assertivo, triunfando por 4-1.

Num confronto empolgante, em Salvaterra de Magos, por três vezes o Torres Novas se colocou em vantagem (com mais um “hat-trick” de Miguel Miguel, a realizar uma época fantástica, a melhor da sua carreira), para o Salvaterrense, por outras tantas vezes, vir a restabelecer a igualdade. Após o 3-3 no termo do tempo regulamentar, os locais converteram todas as suas cinco tentativas da marca de grande penalidade, tendo os torrejanos falhado uma delas.

Confirmações – Nos restantes jogos os favoritos confirmaram o seu maior poderio, tendo o Abrantes e Benfica ido vencer em terreno alheio, ante o Vasco da Gama, por 4-1; enquanto o Cartaxo bateu o Moçarriense por 2-0, no que se constitui no primeiro desaire da turma da Moçarria na presente temporada, após uma magnífica sucessão de dez triunfos em outros tantos jogos até agora disputados no campeonato da divisão secundária.

O Forense (também líder de série) é, agora, o único representante de tal escalão ainda em prova na Taça do Ribatejo, após ter eliminado o Paço dos Negros (penúltimo dessa mesma série), repetindo, agora fora de casa, o triunfo por tangencial 1-0 que, há três semanas, registara perante o mesmo oponente – isto depois de, na estreia no campeonato, ter goleado tal adversário por 9-0!

Liga 3 – Na 18.ª ronda (de 22) da primeira fase desta competição o U. Santarém foi derrotado de forma categórica, no seu próprio reduto, por 0-3, pelo Alverca (actualmente na 3.ª posição). Os escalabitanos mantêm o 10.º (antepenúltimo) lugar, somente um ponto à frente do Oliveira do Hospital e com dois pontos a mais que o Oriental Dragon (este com três jogos em atraso); mas, também, apenas a um ponto do 9.º (Cova da Piedade) e a três do Sporting “B” (8.º classificado).

Campeonato de Portugal – Já o Coruchense averbou surpreendente triunfo (e por números convincentes: 3-0) no terreno do Pêro Pinheiro – que liderara durante praticamente toda a prova –, em partida da 15.ª jornada (de um total de 18 de que se compõe esta fase inicial da competição).

De forma sensacional a turma do Sorraia igualou este adversário na pauta classificativa, com o qual partilha agora o 4.º lugar, afinal apenas seis pontos abaixo do líder, Belenenses… e a três do Sintrense, que ocupa o 2.º posto de acesso à fase final, de disputa da promoção à Liga 3!

Numa série que continua a caracterizar-se por grande equilíbrio, o Coruchense dispõe, todavia, somente de um ponto de vantagem sobre o 6.º classificado, e dois em relação ao 7.º da tabela.

Antevisão – Neste fim-de-semana estarão de regresso os campeonatos distritais. Na divisão principal (18.ª ronda) teremos, muito em especial, dois aliciantes “pratos fortes”, em que se poderá começar a jogar muito do futuro da prova, com os agora dois guias a deslocarem-se aos terrenos dos… dois 3.º classificados (dois pares separados entre si na classificação por doze pontos)!

De facto, o U. Tomar visita Mação, onde terá um muito exigente desafio, no qual visará melhorar o registo (empate) averbado pelo Rio Maior no passado Domingo. Em paralelo, o Fazendense (que, nas últimas seis jornadas, somou cinco triunfos e um empate, este em Samora Correia) recebe os riomaiorenses, num confronto, também, de grau de dificuldade “máximo”.

No escalão secundário o realce vai para a partida entre Fátima e U. Atalaiense (2.º e 3º classificados da série) – sendo que uma eventual vitória dos fatimenses praticamente deverá deixar, desde já, definidos os dois clubes que virão a ser apurados para a fase final (Entroncamento AC e Fátima). Nota ainda para o Águias de Alpiarça-U. Santarém “B” e para o Tramagal-Pego.

Na Liga 3 o U. Santarém desloca-se à Amora; sendo que, no Campeonato de Portugal, o Coruchense visita Sacavém – com a particularidade de defrontarem, ambos, os 7.º classificados.

(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 10 de Fevereiro de 2022)

13 Fevereiro, 2022 at 11:00 am Deixe um comentário

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