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O Pulsar do Campeonato – 28ª Jornada

(“O Templário”, 04.05.2023)
Há uma semana aqui tinha deixado escrito que seria uma possibilidade “remota” a de o Amiense vir ainda a chegar ao título. Pois, no futebol como na vida, num ápice tudo pode mudar – mea-culpa, que com os anos que levo a acompanhar o futebol, já vi ocorrer tantas improbabilidades, que, de facto, não deverá nunca, antecipadamente, excluir-se qualquer cenário.
De facto, o conjugar de resultados da antepenúltima ronda, com os candidatos ao título, U. Tomar e Fazendense, a serem, ambos, assaz inesperadamente, derrotados em casa, fez com que a turma de Amiais de Baixo tivesse recuperado, face a cada um desses dois rivais, cinco pontos de atraso em apenas dois jogos, tendo, sensacionalmente, igualado os unionistas no comando!
Subsiste, por ora, a questão de o Amiense ter desvantagem no confronto directo, o que, não obstante o “choque” com o desaire caseiro sofrido, proporciona ao U. Tomar como que uma “vida extra”, tendo mantido – mercê da derrota imposta pelo Ferreira do Zêzere nas Fazendas – a liderança do campeonato, e a posição privilegiada, de ser o único a continuar a depender só de si.
Fazendo um “ponto de ordem”: U. Tomar (dispondo este, como referido, de vantagem no critério de desempate, mercê de goleada por 4-0) e Amiense partilham agora o topo da classificação, ambos com 62 pontos, tendo-se visto o Fazendense – após 17 jornadas consecutivas em que ocupara uma das duas primeiras posições – relegado para o 3.º lugar, somente um ponto abaixo!
Destaques – Comecemos, então, por dar o devido relevo ao excelente campeonato que o Amiense vem realizando, sendo o clube com menos derrotas na competição (apenas quatro, das quais três na primeira volta). Recebendo o 5.º classificado, Mação, não vacilou, impondo-se por seguro 2-0, somando terceiro triunfo sucessivo (sexto, nas últimas sete jornadas).
Tendo apenas o 8.º ataque mais concretizador da prova, mas a segunda defesa menos batida, a formação dos Amiais beneficia de um excepcional grau de conversão dos seus golos (44) em pontos (62) – por exemplo, o U. Tomar regista uma paridade perfeita (62 golos vs. 62 pontos).
Num Domingo marcado por uma anormal propensão para resultados favoráveis aos visitantes (o Amiense foi, justamente, o único visitado a vencer), constituiu também destaque maior o triunfo averbado pelo Ferreira do Zêzere no reduto do Fazendense (repetindo o êxito da primeira volta), mercê de um solitário tento, nos últimos minutos da primeira parte, o suficiente para que os ferreirenses possam, enfim, sossegar, agora com a permanência já matematicamente garantida.
De sensação foi também o desfecho da partida entre o Alcanenense e o Cartaxo, com os cartaxeiros a ganhar por 2-1, ficando em posição muito favorável para garantir igualmente a manutenção, necessitando apenas mais um ponto – sendo que, não obstante, terão um embate crucial na próxima jornada, recebendo o Benavente, o rival directo nessa disputa (uma destas duas equipas será despromovida), necessitando os benaventenses de recuperar seis pontos de atraso.
O que, a avaliar pelo desfecho da passada semana, parece (com todas as reservas necessárias nas circunstâncias…) um cenário pouco “plausível”, atendendo à forma inequívoca como o Benavente foi desfeiteado no seu terreno, perdendo por 0-3 com o absolutamente tranquilo Torres Novas, que, ascendeu, entretanto, a um notável 8.º posto (para além da deslocação ao Cartaxo, o Benavente terá, na derradeira ronda, o “derby” municipal, enfrentando o Samora Correia).
Surpresa – Foi fértil em surpresas a 28.ª jornada, mas – para além dos triunfos já objecto de realce, averbados por Ferreira do Zêzere, Cartaxo e, em certa medida, até no caso do Torres Novas – o desfecho mais imprevisível foi a derrota caseira sofrida pelo U. Tomar ante o At. Ouriense, modesto 10.º classificado, que vinha de uma difícil vitória (por tangencial 3-2) ante o “lanterna vermelha”, tendo, no início do mês de Abril, sido goleado, no seu terreno, por 2-7, pelo Fátima…
Até ao passado Domingo o União tinha um fantástico registo de 18 vitórias em 18 jogos (!) face a todos os (dez) clubes classificados abaixo do 6.º lugar deste campeonato. Um desempenho “perfeito”, irremediavelmente “manchado” por esta derrota, num dia em que “tudo saiu mal”.
Os tomarenses quase entraram a perder, começando por ser surpreendidos com o tento adversário, logo aos onze minutos. Tendo demorado a “reentrar no jogo”, conseguiriam, ainda assim, empatar pouco depois da meia hora. Praticamente à meia hora, mas do segundo tempo, o U. Tomar operaria a reviravolta no marcador (num livre superiormente apontado por Wemerson Silva), chegando ao 2-1, pensando-se que o mais difícil estaria feito.
Porém, apenas quatro minutos volvidos, também na conversão de um livre, o conjunto de Ourém restabelecia a igualdade. Faltava ainda algum tempo (cerca de um quarto de hora, mais o período de compensação), mas, contra todas as expectativas, acabaria por ser o At. Ouriense a chegar ao golo da vitória (3-2)… ao minuto 93. Desta feita a “estrelinha” nada quis com os unionistas.
Pela positiva fica uma nota, ainda assim de grande relevância: se faltavam três vitórias para o título, passaram a faltar, agora, “apenas” duas… nos dois desafios que resta disputar, em Salvaterra de Magos e, em Tomar, ante o Mação. Tudo continua, pois, “nas mãos” do União.
Confirmações – O Águias de Alpiarça, recebendo o Samora Correia, somou nona derrota consecutiva, tendo perdido por 1-2, um registo muito negativo, que, inevitavelmente, ditou já, em termos matemáticos, a sua despromoção ao escalão secundário.
Os alpiarcenses acompanham, pois, o Entroncamento AC, também desfeiteado em casa, pelo Salvaterrense, pela mesma marca (1-2) – restando apurar o terceiro emblema a despromover.
Fátima e Abrantes e Benfica, aspirantes à final da Taça do Ribatejo – com a teórica vantagem de, na 1.ª mão das meias-finais, terem, ambos, empatado em terreno alheio – protagonizaram um empolgante embate, culminando na repartição de pontos, fruto de um certamente “entretido” 3-3.
II Divisão Distrital – A fase final da competição tem sido marcada, após a realização das suas quatro primeiras rondas (de um total de dez) por uma imprevista sucessão de goleadas, outra vez com o Tramagal em grande evidência (ganhando por 6-1 no terreno do Espinheirense), enquanto o Forense respondia à derrota da semana anterior, com um triunfo por 5-1 ante o Vasco da Gama.
Não tendo Riachense e Moçarriense desfeito o nulo, o Tramagal e o Forense repartem a liderança, com mais dois pontos que o grupo dos Riachos, estando a turma da Moçarria um ponto abaixo.
Antevisão – Neste fim-de-semana o Distrital da I Divisão dá lugar à 2.ª mão das meias-finais da Taça, com a disputa das partidas: Abrantes e Benfica-Torres Novas; e Fátima-Alcanenense.
Na II Divisão destacam-se os encontros: Tramagal- Riachense; e Moçarriense-Forense.
A fechar este artigo, aqui deixo o muito merecido destaque, extra-futebol, à fantástica proeza do Sporting de Tomar, sagrando-se vencedor da Taça de Portugal em Hóquei em Patins – depois de, nas meias-finais, ter batido categoricamente o Campeão nacional em título e anterior detentor do troféu, FC Porto, impondo-se, na Final, ao Sporting –, no que constitui, não só a mais brilhante página da centenária história do clube, como um feito sem superação a nível do desporto tomarense. Um justo prémio para todos (atletas, técnicos e dirigentes) por tantos anos de esforços.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 4 de Maio de 2023)
O Pulsar do Campeonato – 27ª Jornada

(“O Templário”, 27.04.2023)
Do “decisivo” embate entre os dois primeiros classificados resultou o… adiar da decisão. Nessa “quase final”, entre Fazendense e U. Tomar, a ter havido um vencedor, qualquer que fosse, ficaria em posição muito privilegiada para vir a conquistar o tão almejado título de Campeão Distrital.
Assim, face à igualdade verificada, ficam, ambos os contendores, com três “finais” pela frente, nas três rondas que subsistem por disputar: o União, mantendo a liderança, volta a ser o único clube a depender de si próprio, sendo que três vitórias lhe garantirão tal título (aliás, muito possivelmente, bastar-lhe-á registar os mesmos desfechos que o adversário vier a obter); mas, se o Fazendense conseguir somar um único ponto a mais, que seja, acabará por ter a primazia.
Até ao termo do campeonato, quer os unionistas, quer o grupo das Fazendas, terão dois jogos em casa e apenas um fora: os tomarenses começam pela recepção ao At. Ouriense, deslocando-se de seguida a Salvaterra de Magos, finalizando a prova recebendo o Mação; já o Fazendense terá a visita do Ferreira do Zêzere, desloca-se a Ourém, e conclui com a recepção ao Salvaterrense.
Para além de se verificar a curiosidade de dois adversários comuns – ao longo de praticamente toda a época, o Fazendense encontra sempre a equipa que, na jornada precedente, defrontou o U. Tomar –, nesta equação da disputa do título poderá ainda vir a ter uma palavra a dizer o Amiense, que, prosseguindo a brilhante campanha que vem realizando, aproveitou para encurtar distâncias.
Afigura-se, ainda assim, uma possibilidade remota, uma vez que, tendo agora dois pontos de atraso do Fazendense, e três face ao U. Tomar, teria desvantagem no confronto directo perante qualquer deles (diferença desfavorável de 14 golos, no “score” global, em relação ao grupo das Fazendas), assim como num cenário de eventual igualdade pontual entre os três emblemas.
Destaques – Todas as atenções estavam focadas, na 27.ª jornada, no prélio disputado nas Fazendas de Almeirim, entre o vice-líder e o líder, com grande afluência de público, afecto às duas equipas, a dar uma cor especial ao espectáculo. E, começando precisamente por aí, é grato registar e enaltecer a correcção com que os adeptos visitados acolheram os visitantes, inclusivamente perante um desfecho da partida que não foi o que pretenderiam para as suas cores.
Como foi o desafio? O União teve muito boa entrada, começando por estar “por cima” no jogo, com maior posse de bola, denotando confiança, porém, sem ter criado oportunidades junto da baliza contrária. A partir de meio do primeiro tempo o Fazendense conseguiria equilibrar a toada do encontro, procurando explorar os lances de bola parada, tendo logo uma primeira ocasião de muito perigo, a que os tomarenses ripostariam de pronto, ainda nos 25 minutos iniciais, com os dois guarda-redes, de ambos os lados, a mostrar reflexos apurados.
No decurso da primeira parte, de assinalar ainda o forte susto sofrido pelos nabantinos, cerca dos 40 minutos (bola a esbarrar com estrondo na trave, com o guardião unionista a negar o golo na recarga), e, mesmo a encerrar, outro livre em zona perigosa, mas sem consequências.
Na segunda metade o Fazendense, ciente da “conveniência” de ganhar este crucial encontro, assumiria mais a iniciativa. Essas investidas acabariam por frutificar com a conquista, aos 73 minutos, de uma grande penalidade, de cuja conversão decorreria o tento dos homens da casa.
O técnico tomarense, Marco Marques, foi lesto a reagir, arriscando de imediato, trocando um defesa central e um defesa lateral, por um médio e um avançado (Guilherme Nunes), que viria, sete minutos volvidos – somente quatro minutos após ter entrado em campo –, a ter influência determinante, tendo sido o autor do remate que, depois de ressaltar num defesa contrário, resultou no tento do empate. Tal como sucedera na ronda anterior, com Guilherme Camargo (que entrara a três minutos do final), autor do golo da vitória ante o Ferreira, o União voltava a ter “estrelinha”.
Até ao fim, nos dez minutos de tempo regulamentar, mais os dez minutos de período de compensação, seria necessário sofrer bastante, perante a intensa pressão exercida pelo Fazendense, empurrando o União para o seu sector mais recuado – tendo, não obstante, esboçado ainda um par de contra-ataques –, mas sem que qualquer das turmas tivesse conseguido alterar o “placard”, com nota de realce para intervenções determinantes do guardião Ivo Cristo.
O U. Tomar saiu das Fazendas como líder – festejou, junto dos seus adeptos, tal condição –, mas nada está decidido, tendo ainda muito trabalho pela frente, para poder concretizar o seu objectivo.
Conforme aludido, o Amiense continua em muito bom plano (cinco vitórias nos últimos seis jogos), tendo ido ganhar a Salvaterra de Magos por 2-0… mantendo-se “à espreita”, nada tendo já a perder, dado que, no mínimo, garantiu já um notável 3.º lugar.
Desta ronda fica ainda a confirmação “matemática” da despromoção do Entroncamento AC (derrotado por tangencial 3-2 em Ourém) à II Divisão Distrital, o que, em paralelo, permite garantir, desde logo, a permanência do At. Ouriense no escalão principal.
O mesmo se aplica (manutenção já garantida) ao Abrantes e Benfica, que – depois de uma longa e difícil de compreender fase negativa de resultados – conseguiu “dar a volta”, tendo somado quarta vitória consecutiva (sexta, contando com os jogos da Taça), derrotando, curiosamente pela mesma marca (3-2), o “aflito” Benavente, o qual voltou a cair abaixo da “linha de água”.
E isso, porque noutro desafio de cariz determinante na luta pela manutenção, o Cartaxo se impôs por categórico 3-0 ao Águias de Alpiarça – conjunto que, tendo somado oitavo desaire consecutivo, sem conseguir ganhar há 13 longas jornadas, parece também encaminhar-se a passos largos para a descida (passou a distar quatro pontos do seu adversário desta ronda).
Um desfecho também muito importante foi o alcançado pelo Ferreira do Zêzere, derrotando o Samora Correia por 3-1 (apenas o segundo triunfo ferreirense na segunda volta), a ampliar para sete pontos a sua agora já “confortável” margem de segurança face à zona de despromoção.
Confirmações – Torres Novas e Alcanenense confirmaram que estão, ambos, já mais “com a cabeça na Taça” que no campeonato, não tendo desfeito o nulo na partida que disputaram.
O mesmo se poderá dizer do Fátima, que acabou por ser batido em Mação, por tangencial 1-0, devido a um tento sofrido já no termo do período de compensação do desafio.
II Divisão Distrital – Depois de disputadas apenas as primeiras três rondas (de um total de dez) nesta fase final parece haver quatro candidatos… a três lugares de promoção ao escalão principal.
O Tramagal esteve em grande evidência, goleando o anterior guia isolado, Forense, por 5-1. Os tramagalenses repartem agora o comando com esse rival e com o Riachense, vencedor (por muito renhido 4-3, com o golo decisivo apontado já na compensação) frente ao Espinheirense. Segue-se, apenas a um ponto (cinco, face a seis pontos do trio da frente), o Moçarriense, que deixou escapar vantagem de dois tentos no reduto do Vasco da Gama, acabando por empatar a duas bolas.
Antevisão – Após a disputa da 1.ª mão das meias-finais da Taça do Ribatejo, no feriado de 25 de Abril, as atenções voltam a estar concentradas no campeonato, necessariamente, no Fazendense-Ferreira do Zêzere e no U. Tomar-At. Ouriense, dispondo os candidatos ao título de maior favoritismo. Por seu turno o Amiense recebe um adversário difícil, Mação (em luta pelo 5.º lugar).
Na II Divisão destaca-se o embate Riachense-Moçarriense, tal como o Espinheirense-Tramagal.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 27 de Abril de 2023)
O Pulsar do Campeonato – 26ª Jornada

(“O Templário”, 20.04.2023)
Tendo o jogo do Fazendense, no Entroncamento, terminado antes, a equipa almeirinense chegou, por escassos minutos, a arrebatar (virtualmente) o comando do campeonato… até que, já para lá dos seis minutos de tempo de compensação inicialmente determinado pelo árbitro, o U. Tomar conseguiria ainda – no derradeiro lance do desafio – resgatar a posição de liderança (que mantém já há 14 jornadas), “arrancando a ferros” uma muito sofrida vitória ante o Ferreira do Zêzere.
Um desfecho que não deixará de ter influência na forma como as equipas abordarão a “quase final” de Sábado, nas Fazendas, dado estabelecer quem entrará em campo em vantagem pontual.
Destaques – A primeira nota de realce da 26.ª jornada vai para o concludente triunfo (3-0) do Abrantes e Benfica no reduto do 4.º classificado, Alcanenense, a conferir aos abrantinos, enfim, uma situação de tranquilidade (quase garantida) para o que resta disputar do campeonato, tendo ampliado para sete pontos a vantagem face à “linha de água”. Somando quinta vitória consecutiva (incluindo duas para a Taça), é caso para perguntar: “por onde andava” este Abrantes?
Em evidência esteve ainda o Benavente, ganhando pela segunda vez nas três últimas rondas, mercê de um solitário tento, o bastante para se impor a uma já algo em descompressão turma do Mação. Os benaventenses conseguiram voltar acima de tal linha delimitadora da zona de descida, pese embora em igualdade pontual com o Cartaxo, onde terão de se deslocar na penúltima ronda.
Destaca-se igualmente o retorno do Torres Novas às vitórias, tendo ido a Alpiarça bater o grupo local por 3-1, o que permite aos torrejanos isolar-se no 9.º lugar, mas, mais importante, a garantia matemática da permanência, com quatro jornadas por disputar. Pior ficou ainda o Águias, sem ganhar há 12 partidas, tendo somado sétimo desaire sucessivo, pese embora continue somente a um ponto do par formado por Benavente e Cartaxo, visitando este último no próximo Sábado.
Confirmações – À parte a amplitude da vitória abrantina em Alcanena, não houve, na jornada do passado fim-de-semana, outras surpresas… mas esteve muito prestes de suceder uma.
Em Tomar, o União começou por reclamar, logo ao fim do primeiro minuto, uma grande penalidade, não assinalada pelo árbitro, para, aos quatro minutos, se ver em desvantagem, devido a um tento apontado por Tiago Vieira… que é também um dos melhores marcadores (6.º em termos históricos; 2.º na última década) ao serviço do clube.
Defrontando um adversário bem organizado, sempre a ameaçar perigo, os unionistas, tendo, naturalmente, assumido a iniciativa do jogo, mostrar-se-iam demasiado perdulários, não tendo, até final do primeiro tempo, concretizado nenhuma das ocasiões de que dispuseram para marcar.
Praticamente a abrir a segunda metade, aproveitando uma falha defensiva, os tomarenses conseguiriam, enfim, restabelecer a igualdade. No decurso do tempo restante da partida, pressionando sempre, parecia ir faltando aos visitados a serenidade necessária para, inclusivamente, tirar partido de alguma menor frescura física do rival, quando, ao 97.º minuto, no “derradeiro suspiro” do jogo, acabariam por ter a fortuna de chegar à vitória, por tangencial 2-1.
Um tento muito contestado pelos ferreirenses (supostamente por eventual contacto com o braço, numa jogada bastante confusa), mas num desafio em que ficaram também dúvidas em dois outros lances, que os nabantinos alegaram ser susceptíveis de possível “penalty”, não sancionados.
Bem mais tranquila foi a forma como o Fazendense se “desembaraçou” do Entroncamento AC, indo ganhar, ao terreno do adversário (praticamente despromovido), por 2-0, na preparação para a recepção ao líder, num desafio que se afigura poder ser crucial para a decisão deste campeonato.
O Amiense confirmou também o seu favoritismo, na recepção ao At. Ouriense, mas, tal como em Tomar, apenas após o minuto 90 conseguiria chegar à vitória, igualmente por 2-1.
O Fátima continua a dar sinais de pujança nesta fase final da temporada, impondo-se por categórico 3-0 frente ao Salvaterrense, estando agora, por curiosidade, estas duas equipas igualadas pontualmente, repartindo o 7.º e 8.º lugares.
O Samora Correia bateu, com imprevista “facilidade”, o Cartaxo, por 4-1, com os samorenses a retomar a 5.ª posição (tendo ultrapassado o Mação), enquanto os cartaxeiros se vêem, outra vez, relegados para zona de despromoção (empatados com o Benavente) – a quatro pontos do Ferreira.
II Divisão Distrital – Após a disputa da 2.ª ronda da fase final, uma única equipa subsiste 100% vitoriosa, a do Forense, que, ademais, goleou o Espinheirense, por 4-0.
O Moçarriense, batendo o Tramagal por disputado 3-2, ascendeu à vice-liderança, com quatro pontos. Os tramagalenses viram-se, assim, igualados no 3.º posto pelo Riachense, vencedor no terreno do Vasco da Gama (que somou segundo desaire), por 2-1.
Campeonato de Portugal – Tal como aqui alvitrara na passada semana, o U. Santarém acabou mesmo – na derradeira ronda – por ser “desapossado” da posição de líder, caindo, aliás, para o 3.ª posto, ficando, pois, arredado da fase final, de disputa da promoção à “Liga 3” – na qual participarão os seguintes oito emblemas: Vianense, Amarante, Salgueiros e Lusitânia de Lourosa (Zona Norte); 1.º Dezembro, Pêro Pinheiro, Atlético e Lusitano de Évora (Zona Sul).
Folgando – devido à desclassificação do Rio Maior SC – os escalabitanos estavam dependentes dos resultados dos rivais do município de Sintra: necessitavam que o Pêro Pinheiro (2.º) perdesse em Mortágua; ou que o 1.º Dezembro (3.º à entrada para esta ronda) não ganhasse ao Coruchense.
Pois, não só o grupo do Sorraia não conseguiu dar qualquer “ajuda”, tendo sido derrotado por 2-1, como o Pêro Pinheiro empatou (1-1) em Mortágua. Assim, na tabela final desta primeira fase, o 1.º Dezembro saltou do 3.º para o 1.º lugar (50 pontos), por troca com o U. Santarém (48 pontos, terminando numa inglória 3.ª posição), enquanto o Pêro Pinheiro (49 pontos) manteve o 2.º lugar.
Pior ficou o Coruchense (9.º posto, apenas com 30 pontos, em igualdade pontual com o União da Serra) primeiro dos seis clubes despromovidos aos Distritais – para além destes dois, também o Loures, Arronches e Benfica, Alcains, assim como o desclassificado Rio Maior SC.
Uma época que se salda por um balanço bastante negativo para os três representantes do Distrito, nenhum deles tendo alcançado os objectivos a que se propunham no início da temporada.
Antevisão – Este Sábado temos o que se perfila como “jogo do título”, nas Fazendas de Almeirim, com Fazendense e U. Tomar separados por um único ponto, com vantagem dos unionistas, sendo que a turma da casa poderá vir a ter a seu favor o facto de ter vencido em Tomar (2-1).
Na divisão secundária, destaca-se o embate entre Tramagal e Forense, parecendo o Moçarriense favorito na deslocação ao campo do Vasco da Gama; recebendo o Riachense o Espinheirense.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 20 de Abril de 2023)
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/4 de final

(“O Templário”, 13.04.2023)
A notícia mais relevante (pela negativa) do fim-de-semana foi o consumar da despromoção do Coruchense do Campeonato de Portugal, retornando, dois anos depois, ao Distrital. O emblema do Sorraia iguala, assim, o registo de Alcanenense, Cartaxo e U. Almeirim, como os clubes que mais vezes (cinco cada) foram despromovidos aos regionais, com a particularidade de, no caso do grupo de Coruche, ser a terceira vez em que tal sucede nas últimas oito temporadas.
Tal traduz uma fase de “sobe e desce”: tendo sido promovido ao “Nacional” em 2015, 2017 e 2021, o Coruchense não foi além de duas épocas sucessivas em tal patamar, o que, aliás, alcançou apenas no ciclo que agora finaliza, depois das descidas (“imediatas”) de 2016 e 2018.
Para além dos clubes antes referidos, cada qual com cinco despromoções, realça-se ainda o acumulado de quatro descidas ao Distrital por parte de Alferrarede, Riachense e Torres Novas; tendo o Amiense, Marinhais, Samora Correia, U. Rio Maior e U. Tomar (este nos anos de 1985, 1997 e 2002) baixado a tal escalão em três ocasiões, cada um deles.
Estes movimentos têm, naturalmente, associadas temporadas de subida aos Nacionais (antiga III Divisão, Campeonato Nacional de Seniores, e, por último, ao Campeonato de Portugal) – desde que, na época de 1968-69, foi adoptado o regime de promoções e despromoções de escalão –, com um paralelo de bastante similitude: cinco subidas para Alcanenense, Cartaxo, Coruchense e Riachense (que, contudo, abdicou de uma delas – 2009); quatro para Alferrarede e U. Almeirim; três promoções de Amiense, Marinhais, Samora Correia, Torres Novas e U. Rio Maior.
Os dois candidatos ao título (e subida de Divisão) no actual campeonato foram promovidos à III Divisão Nacional em duas ocasiões: U. Tomar, em 1988 e 1998; Fazendense, em 1996 e 2007.
Destaques – Na Taça do Ribatejo, e tal como sucedera na eliminatória precedente, o Torres Novas voltou a estar em especial evidência, afastando, desta feita em terreno alheio, o Amiense, notável 3.º classificado do campeonato, impedindo a turma dos Amiais de Baixo de ampliar o seu magnífico “record” de 15 presenças nas meias-finais da competição.
Praticamente tendo entrado a perder, os torrejanos, não se descompondo, empatariam antes da meia hora de jogo, colocando-se em vantagem já no quarto de hora final. O Amiense ainda conseguiria restabelecer a igualdade (2-2) já em período de compensação, mas acabou por ser desfeiteado no desempate da marca de “penalty” (fórmula que lhe permitira superar a ronda anterior). Foi o terceiro jogo seguido sem vitória do grupo dos Amiais, proporcionando ao Torres Novas marcar presença nas meias-finais da Taça pela 4.ª vez (após 2017, 2011 e 1986).
Em destaque esteve também o Abrantes e Benfica, confirmando o bom momento que atravessa, apresentando-se igualmente como um dos candidatos a vencer a prova, tendo ido aplicar uma imprevista goleada, por 4-1, a Samora Correia, apurando-se para as meias-finais pela 3.ª vez (depois de ter sido finalista na última época, e de ter atingido também as semi-finais em 2019).
Confirmações – O Alcanenense, batendo o Benavente por categórico 3-0, confirmou um apuramento tranquilo, atingindo as meias-finais da prova pela 8.ª vez (fase que já não alcançava desde uma sequência de quatro qualificações, de 2009 a 2012), perfilando-se, em teoria, como o principal candidato à conquista do troféu, que, por curiosidade, nunca conseguiu vencer (contando três finais perdidas, em 2002, 2009 e 2010).
Também o Fátima confirmou o favoritismo que lhe era creditado, tendo recebido e batido, por 3-1, o Águias de Alpiarça, garantindo, deste modo, a sua estreia nas meias-finais da Taça.
Esses desafios, em que será decidido o acesso à final da “prova rainha”, numa eliminatória a disputar a duas mãos, estão agendados para dia 25 de Abril e 7 de Maio, colocando frente-a-frente, respectivamente: Torres Novas-Abrantes e Benfica; e Alcanenense-Fátima.
Campeonato de Portugal – Depois de ter já desperdiçado alguns “match-points” em jornadas precedentes, o Coruchense enfrentava, na penúltima ronda da prova, numa espécie de final, o Mortágua (equipa imediatamente acima na tabela, com dois pontos à maior), que recebia no seu terreno, sabendo que só a vitória lhe poderia permitir ainda a “salvação”.
O grupo do Sorraia não poderia esperar melhor começo, tendo-se adiantado no marcador logo aos quatro minutos. Viria, porém, a sofrer dois golos entre os 23 e os 30 minutos, operando-se a reviravolta no marcador. Não obstante tenha ainda empatado, outros cinco minutos fatídicos (entre os 66 e os 71) proporcionariam ao adversário repor a vantagem, acabando por ganhar 4-2.
Assim, passando a distar cinco pontos deste rival (e do Sintrense) – e, também, em função do triunfo averbado pelo Sertanense em Loures, resultando no ampliar, de três para seis pontos, da diferença pontual face àquele oponente – o emblema de Coruche vê-se, inapelavelmente, relegado para o Distrital, não podendo já, na derradeira ronda, melhorar o 9.º posto que ocupa na classificação… o primeiro (de um total de seis despromovidos) abaixo da “linha de água”.
Por seu lado, o U. Santarém cumpriu a sua missão, goleando por 4-0 o Marinhense, chegando à entrada para a última jornada no 1.º lugar… contudo, uma posição ilusória e que bem poderá vir a revelar-se inglória, dado que os escalabitanos folgarão (devido à desistência do Rio Maior SC), podendo, pois, ser ultrapassados por Pêro Pinheiro (em igualdade pontual, deslocando-se ao reduto do agora já tranquilo Mortágua) e 1.º Dezembro (apenas um ponto atrás, e que recebe, precisamente, o já sentenciado Coruchense) – caso em que ficariam afastados da fase final.
Antevisão – Na 26.ª ronda da I Divisão Distrital as atenções estarão focadas no “quase derby” U. Tomar-Ferreira do Zêzere, um embate sempre de cariz muito especial, e no Entroncamento AC-Fazendense; sendo os dois primeiros favoritos a ganhar não poderão, contudo, “distrair-se”.
Na luta pela manutenção – sabendo-se já, agora, que serão três os clubes a despromover à II Divisão –, destacam-se as seguintes partidas: Águias Alpiarça-Torres Novas, Benavente-Mação e Samora Correia-Cartaxo; enfrentando os clubes em risco de descida difíceis compromissos.
Na segunda jornada da fase final do escalão secundário destacam-se os embates Moçarriense-Tramagal e Forense-Espinheirense, em que cada ponto conquistado poderá ser determinante.
No Campeonato de Portugal, a expectativa reside, conforme aludido, nos desafios: 1.º Dezembro-Coruchense e Mortágua-Pêro Pinheiro; em que estará em causa o futuro imediato do U. Santarém. Tendo vantagem no confronto directo sobre ambos os concorrentes (em função da superior diferença de golos geral), os escalabitanos só poderão almejar o apuramento para a fase final se o 1.º Dezembro não ganhar ou em caso de algo improvável derrota do Pêro Pinheiro.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 13 de Abril de 2023)
O Pulsar do Campeonato – 25ª Jornada

(“O Templário”, 06.04.2023)
Faltando cinco jornadas para finalizar o campeonato, o Amiense dispõe, obviamente, de possibilidades matemáticas de vir a chegar ainda ao 1.º lugar; porém a derrota sofrida nas Fazendas de Almeirim, repondo um atraso de cinco pontos face ao líder (U. Tomar), terá sido o fim do “sonho” do grupo dos Amiais de Baixo, que tão bom desempenho alcançou nesta época.
Pelo que se parece vislumbrar uma espécie de “final”, agendada para dia 22 de Abril, também nas Fazendas, entre Fazendense e U. Tomar: quem vencer esse embate terá fortes probabilidades de vir a sagrar-se Campeão; em caso de empate, antecipa-se acesa disputa até ao último dia.
Destaques – Depois de, na ronda anterior, ter batido o U. Tomar, o Amiense enfrentava nova “prova de fogo”, na deslocação ao reduto do Fazendense, com as duas equipas, respectivamente, 3.ª e 2.ª classificadas, separadas por um único ponto.
A turma dos Amiais de Baixo teve boa entrada em jogo, mas os visitantes viriam a equilibrar a contenda, e, até, ganhar algum ascendente, sem que, contudo, tivesse sido desfeito o nulo. Na segunda parte a toada de jogo repartido não se alterou significativamente, parecendo antever-se que a igualdade subsistiria até final – só que, apenas a quatro minutos dos noventa, o Fazendense, mais eficaz, acabaria por chegar ao (solitário) tento da vitória, virtualmente afastando um candidato ao título, reforçando, em paralelo, as suas aspirações, confiante em tal “final” em casa.
No confronto entre Mação e Alcanenense, ainda com o 4.º lugar em jogo, a formação de Alcanena, ganhando por clara marca de 3-1, terá garantido, pelo menos, essa posição, dado passar a dispor de avanço de sete pontos sobre os maçaenses (para além de vantagem no confronto directo).
Também o Samora Correia esteve em destaque, indo ganhar a Torres Novas por 2-1, aproximando-se, justamente, dos maçaenses, agora apenas dois pontos acima. Os torrejanos, tal como o At. Ouriense, têm o seu campeonato “feito”, pelo que, até final, poderão estar já algo em descompressão, no imediato mais focados na Taça do Ribatejo, em que mantêm esperanças.
A demonstrar que não há dois jogos iguais, no “derby” do município de Ourém, após uma igualdade a um golo há uma semana (em jogo da Taça), o Fátima foi golear, em terreno alheio, o At. Ouriense, por robusto 7-2! Já com vantagem de 3-0 ao intervalo, o melhor que consentiu ao adversário foi reduzir até 2-4, para, no derradeiro quarto de hora, somar ainda mais três golos à sua contagem. A aposta no treinador Campeão, Gonçalo Carvalho, parece frutificar.
Surpresa – Ferreira do Zêzere e Cartaxo, duas equipas cujo desempenho ficou muito aquém das expectativas na presente temporada, ainda envolvidas na disputa pela manutenção, defrontavam-se, num desafio que poderia, em caso de triunfo, finalmente tranquilizar os ferreirenses. Pois, saiu tudo ao contrário do esperado, com os cartaxeiros a colocar-se em vantagem à passagem da hora de jogo, para vir a fixar o 0-2 final já em período de compensação.
Um desfecho que arrasta o Ferreira do Zêzere para uma zona ainda de alguma incerteza, com uma escassa margem de segurança de cinco pontos face à “linha de água”, que só não será mais perigosa porquanto o Águias de Alpiarça vem atravessando também fase muito negativa. Por seu lado, o Cartaxo somou três preciosos pontos, que, para já, lhe permitem voltar a “respirar”.
Confirmações – Num encontro entre extremos da tabela, o U. Tomar recebeu e bateu, como seria expectável, o “lanterna vermelha”, Entroncamento AC, por 2-0. Não foi, porém, uma exibição bem conseguida dos nabantinos; numa tarde já com algum calor a fazer-se sentir, a dinâmica e ritmo de jogo foram “moderados”, facilitando a tarefa ao conjunto da cidade ferroviária, que optou por privilegiar a preservação do seu sector mais recuado.
Na segunda metade, colocando um pouco mais de intensidade, os unionistas rapidamente sentenciaram o desfecho a seu favor, apontando dois tentos, tendo ficado ainda outros tantos por marcar, numa fase em que a disponibilidade do adversário em termos físicos ia notoriamente decaindo, não tendo nunca conseguido esboçar efectiva reacção à desvantagem no marcador.
Em partida de cariz crucial no contexto da luta pela permanência, o Abrantes e Benfica, goleando o Águias de Alpiarça por 4-0, deu passo decisivo para se poder libertar da zona perigosa da pauta classificativa – tendo igualado o Ferreira do Zêzere no 11.º posto – agora com cinco pontos de avanço precisamente sobre tal rival, que, tendo somado sexto desaire sucessivo (e sem conseguir ganhar há onze jornadas) surge em tendência descendente, sob forte ameaça de despromoção.
O “descansado” Salvaterrense (7.º classificado, a quatro pontos do Samora Correia, com três pontos de vantagem face ao Fátima… e 14 em relação à “linha de água”) confirmou também o favoritismo, frente ao “aflito” Benavente, ganhando por 2-0, subsistindo os benaventenses na penúltima posição, agora a dois pontos do Águias e a três do Cartaxo (13.º).
II Divisão Distrital – No arranque da fase final, de apuramento de campeão e de promoção ao principal escalão estiveram em particular evidência o Tramagal, derrotando o Vasco da Gama por categórico 3-0, e o Forense, que foi aos Riachos ganhar por 3-1, tendo, pois, “entrado com o pé direito”, assumindo, desde logo, posição de vantagem face à concorrência.
A outra partida, entre os também candidatos à subida, Espinheirense e Moçarriense, foi intensa e repleta de cambiantes, saldando-se por um empolgante desfecho de 3-3 (depois de dois triunfos do grupo da Moçarria, na fase regular do campeonato, que liderou de forma destacada, por 5-2 e 3-2), a deixar, claro, tudo ainda em aberto quanto às expectativas de ambos os conjuntos.
Campeonato de Portugal – O U. Santarém, tendo empatado a zero em Sintra, ante o 1.º Dezembro, não conseguiu evitar ficar dependente de terceiros: mantendo a liderança (partilhada com o Pêro Pinheiro) à entrada para as duas rondas finais, subsiste apenas com vantagem de um ponto justamente sobre o adversário que defrontou nesta jornada. O problema é que, aos escalabitanos, só resta disputar um desafio, enquanto os rivais jogarão ainda duas vezes cada…
Também o Coruchense, derrotado em Santa Catarina da Serra, pelo União local, por tangencial 2-1, voltou a cair na zona de despromoção, ultrapassado pelo Mortágua, tendo visto, em paralelo, o adversário reduzir para três pontos a diferença na classificação, numa altura em que remanescem ainda por definir dois lugares de descida aos Distritais (Loures, Arronches e Benfica e Alcains têm já confirmada tal situação, enquanto o Rio Maior SC desistiu da competição).
Antevisão – Os campeonatos distritais voltam a sofrer interregno, neste fim-de-semana de Páscoa, em que terão lugar os jogos dos quartos-de-final da Taça do Ribatejo (agendados para sexta-feira Santa), com o seguinte alinhamento: Samora Correia-Abrantes e Benfica; Amiense-Torres Novas; Fátima-Águias Alpiarça; e Alcanenense-Benavente, com favoritismo a pender para os donos da casa, mas, tratando-se de jogos de Taça, em que tal factor terá menor relevância.
Na penúltima jornada do Campeonato de Portugal o U. Santarém – no seu derradeiro jogo na prova – terá a visita do 4.º classificado, Marinhense, só a vitória lhe interessando. O Coruchense tem igualmente um desafio de “sim ou sopas”, recebendo o Mortágua, em que outro desfecho que não o triunfo da turma do Sorraia poderá vir a significar um ingrato retorno ao Distrital.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 6 de Abril de 2023)
O Pulsar do Campeonato – Taça do Ribatejo – 1/8 de final

(“O Templário”, 30.03.2023)
À excepção do Mação, derrotado em Torres Novas, os favoritos confirmaram, de modo geral, o seu estatuto, seguindo em frente na Taça do Ribatejo, apurando-se para os quartos-de-final da prova, fase na qual não participará já qualquer dos clubes a militar na II Divisão Distrital.
Numa competição de que os dois primeiros classificados do campeonato (U. Tomar e Fazendense) haviam ficado já arredados na eliminatória precedente, subsistem na disputa pelo troféu as equipas que presentemente ocupam o 3.º, 4.º, 6.º, 9.º, 10.º, 12.º, 13.º e 14.º lugares.
Destaques – O realce principal destes oitavos-de-final vai para o triunfo averbado pelo Torres Novas (9.º) na recepção ao Mação, do que decorre a eliminação do emblema que havia afastado, na ronda anterior, o actual detentor do título e recordista de troféus conquistados (cinco) na “prova-rainha”, Fazendense. Depois de terem sido goleados, no seu reduto, no final de Outubro, no jogo do campeonato, por 1-5, os torrejanos “desforraram-se”, ganhando agora por 2-1 (tendo, aliás, chegado a dispor de vantagem de dois tentos, ainda na primeira metade da partida).
Nos Amiais de Baixo, não tendo havido surpresa, ela esteve muito próxima de suceder. Após ter vencido o líder do campeonato uma semana antes, o Amiense (3.º) recebia agora o penúltimo classificado, Cartaxo, equipa que tinha derrotado, em Setembro, por 3-1. Pois, desta feita, não foi além da igualdade a duas bolas – vendo, assim quebrado um notável ciclo de seis jogos de inviolabilidade da sua baliza, sofrendo, de forma imprevista, dois golos.
Valeria aos donos da casa o desempate da marca de “penalty”, fórmula que lhes proporcionou um apertado triunfo (9-8), após uma longa série de tentativas, garantindo assim o apuramento para os quartos-de-final da Taça pela 21.ª vez, registo destacadíssimo, sendo os clubes com marcas mais “próximas” o Cartaxo (15 qualificações) e o Coruchense e Samora Correia (14).
Num “derby” municipal, disputado em Ourém, At. Ouriense e Fátima (10.º) “equivaleram-se”, empatando também, a um golo, tendo a turma da casa “adiado” o desenlace da eliminatória, ao apontar o tento da igualdade já em período de compensação. Um golo que, porém, se revelaria inglório, dado que os fatimenses acabariam mesmo por se impor, no desempate da marca de “penalty”, ganhando por 4-3, apurando-se para os quartos-de-final apenas pela segunda vez.
O Abrantes e Benfica (12.º), dando boa sequência ao excelente triunfo obtido em Samora Correia na semana anterior, parecendo chegar a esta fase final da temporada na sua melhor forma, derrotou o Salvaterrense por 2-0 (repetindo a vitória, alcançada em Outubro, para o campeonato, então por 1-0), conseguindo assim a quarta qualificação para os quartos-de-final.
Confirmações – Nos outros quatro jogos confirmaram-se as expectativas, desde logo com o Alcanenense a superiorizar-se, no terreno do “lanterna vermelha”, enquanto os três resistentes do escalão secundário tiveram de vergar-se ao maior poderio dos respectivos adversários.
No Entroncamento, o grupo local recebia o Alcanenense (4.º), tendo oferecido boa réplica, acabando por perder por tangencial 1-2 – depois de, para o campeonato, ali se ter registado um nulo, em Outubro –, com o conjunto de Alcanena a superar esta fase da prova pela nona vez.
Os triunfos dos primodivisionários Águias de Alpiarça (13.º) e Benavente (14.º) – ambos em intensa luta pela manutenção, ainda longe de estarem “livres de perigo” –, face aos vencedores das duas séries da primeira fase do Distrital da II Divisão, respectivamente, Moçarriense e Riachense, foram sofridos, em qualquer dos casos também pela diferença mínima: 2-1 no caso do Águias (não obstante tenha chegado ao intervalo a ganhar por 2-0); 1-0 para o Benavente.
Bem mais tranquila foi a tarde da formação de Samora Correia (6.º), que foi a Boleiros golear, por categórica marca de 5-1, o Vasco da Gama (3.º classificado da série mais a Norte do escalão secundário, também apurado para a fase final, de apuramento de Campeão); tendo chegado a vantagem de dois golos nos 45 minutos iniciais, ampliaria para 3-0 a abrir a segunda metade, antes de consentir o tento de honra, vindo ainda, a marcar dois golos na última meia hora.
De acordo com o sorteio, previamente realizado, é o seguinte o alinhamento dos desafios dos quartos-de-final, agendados para o próximo dia 7 de Abril: Amiense-Torres Novas; Alcanenense-Benavente; Samora Correia-Abrantes e Benfica; e Fátima-Águias Alpiarça.
Destas equipas o Amiense alcançou já as meias-finais da competição por 15 vezes, face a sete do Alcanenense e do Samora Correia, cinco do Benavente, quatro do Águias Alpiarça, apenas três do Torres Novas e duas do Abrantes e Benfica – fase ainda nunca atingida pelo Fátima.
Antevisão – O campeonato distrital da I Divisão entra na sua recta final, com a disputa da 25.ª jornada, em que ressalta mais um embate de cariz determinante, colocando frente-a-frente, nas Fazendas de Almeirim, os actuais 2.º e 3.º classificados, Fazendense e Amiense, separados na tabela por um único ponto; um desafio que poderá vir a ser, de alguma forma, definidor.
O U. Tomar, recebendo o “lanterna vermelha”, Entroncamento, poderá tirar algum benefício do desfecho daquele confronto… mas, para tal, terá de “cumprir a sua missão”, ganhando o jogo.
Merece também menção a partida entre Mação e Alcanenense, com o 4.º lugar ainda em jogo; assinalando-se ainda a coincidência de At. Ouriense e Fátima repetirem o confronto da passada semana, agora para o campeonato, com estas duas equipas já tranquilas quanto à permanência.
Nesse “campeonato”, da manutenção na divisão principal, os encontros Abrantes e Benfica-Águias Alpiarça e Ferreira Zêzere-Cartaxo poderão vir a revelar-se também determinantes.
No escalão secundário tem início a fase final, de apuramento de Campeão e promoção, com os seguintes jogos: Espinheirense-Moçarriense; Riachense-Forense; e Tramagal-Vasco da Gama.
No Campeonato de Portugal, já na antepenúltima ronda, o U. Santarém enfrenta “prova de fogo”, em Sintra, ante o 1.º Dezembro, 3.º classificado, apenas a um ponto do duo da frente (formado precisamente pelos escalabitanos e pelo Pêro Pinheiro), quanto às aspirações à disputa da fase final, de subida à Liga 3 (qualificando-se para tal só os dois primeiros de cada série).
O Coruchense, visitando o U. Serra, tem também desafio crucial, em que, pontuando, virtualmente relegará o rival para o Distrital (salvo muito improvável conjugação de resultados que determinasse empate pontual abrangendo, para além destas equipas, o Mortágua e o Loures), um cenário em que, praticamente, só ficaria por definir o sexto clube a despromover.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 30 de Março de 2023)
O Pulsar do Campeonato – 24ª Jornada

(“O Templário”, 23.03.2023)
Após 24 jornadas, com 80% da prova já decorrida, é quase como se o campeonato fosse (re)começar agora; na mais competitiva edição dos últimos quinze anos (pelo menos), o título de Campeão subsiste ainda, apenas a seis rondas do final, em disputa por três clubes, separados, entre cada um deles – numa situação verdadeiramente inaudita –, por um único ponto: 1.º U. Tomar, 55; 2.º Fazendense, 54; 3.º Amiense, 53 pontos.
Os tomarenses continuam a depender de si próprios: “bastará” obter cinco vitórias e um empate nos seis desafios restantes, para o União se sagrar Campeão. Mas também o Fazendense voltou a ter o “destino nas suas mãos”, podendo arrebatar o título caso triunfe nos seis derradeiros encontros. Na sequência do desaire sofrido nos Amiais de Baixo, os nabantinos ficaram sem “margem de erro”, virtualmente “proibidos” de perder nas Fazendas de Almeirim, num embate – que, a par do Fazendense-Amiense – poderá ser decisivo para as contas finais da competição.
Destaques – No jogo grande do passado Domingo o U. Tomar voltou a soçobrar perante um rival directo, batido por uma equipa do Amiense, muito pragmática, e com notável grau de eficácia ofensiva (praticamente, marcou nas duas ocasiões de que dispôs), ao mesmo tempo que ampliou para seis jogos consecutivos a inviolabilidade das suas redes.
Os unionistas até tiveram promissora entrada em campo, mas cedo se veriam em desvantagem, logo ao 10.º minuto. Os tomarenses poderiam ter reposto a igualdade apenas cinco minutos volvidos, mas um defesa contrário conseguiu salvar o lance, detendo a bola em cima do risco de baliza. E, já no sétimo minuto de compensação do primeiro tempo – dado o facto de o desafio ter estado interrompido durante vários minutos, devido a desordem nas bancadas –, aproveitando uma falha defensiva contrária, o Amiense, com alguma felicidade, ampliaria para 2-0.
O União via repetir-se o cenário da partida ante o Alcanenense, outra vez a necessitar de recuperar de uma desvantagem de dois golos. Todavia, na segunda metade, o Amiense, muito organizado e compacto, privilegiando a gestão do marcador, não permitiria grandes veleidades, com o guardião José Vieira, em grande plano, a negar a única oportunidade soberana de marcar dos nabantinos.
Por coincidência, tal como sucedera, no ano passado, em Rio Maior, o União voltou a perder, a 19 de Março, um desafio crucial. Uma diferença relevante é que, então, ficara a seis pontos do guia, praticamente forçado a abdicar do título; desta feita, subsiste na liderança, já há 12 jornadas. Na época anterior, a partir daí, até final – mesmo só com muito ténues esperanças –, acumularia sete triunfos (seis deles sucessivos), cedendo um único empate, nas oito últimas rondas…
Após o “susto” sofrido na semana precedente, o Fazendense voltou a experimentar (expectáveis) dificuldades, na deslocação a Fátima, apenas tendo conseguido desbloquear o jogo a seu favor já próximo do derradeiro quarto de hora, marcando por duas vezes, aos 73 e aos 78 minutos, mais do que suficiente para “encostar” ao líder, reduzindo o atraso para a diferença mínima de um ponto (depois de, já por onze vezes, ter estado a dois pontos do União, no decurso desta prova).
Em destaque esteve também o Torres Novas, ganhando por 2-1 no Cartaxo, o que lhe proporcionou igualar o At. Ouriense na 8.ª posição, praticamente garantindo, desde já, ainda com muita folga, o objectivo da permanência – dispondo agora de onze pontos sobre a “linha de água”. Ao invés, os cartaxeiros voltam ao penúltimo lugar, abaixo de tal “fronteira”.
Assim como, por seu lado, o Benavente, que bateu justamente a formação de Ourém, por tão categórica quão imprevista marca de 3-0 (pese embora o 1-0 tivesse subsistido até ao minuto 90), ganhando novo ânimo na luta pela manutenção – para já, em função da classificação do Coruchense no Nacional, em posição de permanência, e, agora, somente a dois pontos do Águias.
Surpresa – Se, na semana anterior, o Abrantes e Benfica estivera em evidência pela negativa, pois, desta vez, deu uma resposta bem afirmativa, surpreendendo o Samora Correia – em notória fase de “descompressão”, somente com seis pontos somados em nove jogos na segunda volta –, ganhando, em terreno alheio, por concludente 3-0, passando, assim, a dispor de margem de quatro pontos em relação ao 14.º classificado (primeiro clube em risco de eventual despromoção).
Confirmações – O Alcanenense, pese embora afastado do título, mantém bom rendimento, firmando-se no 4.º posto, tendo goleado o tranquilo Salvaterrense (em confortável 7.º lugar) por concludente 5-1, com o guia dos marcadores, Moises Iabna, em evidência, com um “hat-trick”.
O Águias de Alpiarça confirmou a fase difícil que vem atravessando há largas semanas, somando 10.ª jornada consecutiva sem conseguir ganhar. Em partida repleta de cambiantes, o Mação alcançaria, já ao “cair do pano”, o tento da vitória, por renhido 4-3. Pela segunda semana sucessiva os alpiarcenses marcaram três tentos… o que, contudo, não foi suficiente para evitar duas derrotas.
Também o Entroncamento deixou escapar, no “último suspiro” do desafio, o que poderia ter sido uma vitória fundamental (até em termos anímicos), ante o Ferreira do Zêzere, cedendo uma igualdade a duas bolas – depois de, por duas vezes, ter estado em vantagem. Um ponto importante para os ferreirenses, agora com sete pontos de avanço face à “linha de água”, enquanto o emblema da cidade ferroviária subsiste com atraso de seis pontos em relação a tal zona delimitadora.
II Divisão Distrital – Na derradeira ronda da fase regular da prova, os três apurados a Sul (Moçarriense, Espinheirense e Forense) não deixaram os seus créditos por mãos alheias, ganhando todos eles, e em reduto alheio (Paço dos Negros, Pernes e Benfica do Ribatejo). A surpresa foi o desaire caseiro (0-2) do já conformado Marinhais (4.º classificado) ante o Rebocho.
A Norte, tendo o vencedor da série, Riachense, folgado, o Tramagal (2.º) venceu na Golegã por 2-1, enquanto o outro apurado, Vasco da Gama, tendo “desligado”, perdeu em Alferrarede, por 4-3. Em função deste imprevisto desfecho, o Caxarias (4.º) terminou apenas dois pontos abaixo.
Campeonato de Portugal – O U. Santarém cumpriu a sua missão, goleando o Mortágua por 4-1, enquanto o Coruchense deixou escapar outro “match-point” (tal como sucedera, antes, nos desafios com o Loures e em Arronches, em que cedera empates, ante adversários ao seu alcance), não tendo ido além da repartição de pontos, empatando a duas bolas na recepção ao Sertanense.
Os escalabitanos partilham agora o comando com o Pêro Pinheiro (ainda que este tenha um jogo a menos). Por seu lado, o grupo do Sorraia mantém o 8.º lugar (último que conferirá a manutenção no Nacional), agora com um ponto a mais que o Mortágua, equipa com a qual tem agendado crucial confronto, no seu terreno, para a 25.ª e penúltima jornada.
Antevisão – Os campeonatos distritais têm breve interregno, neste fim-de-semana, para disputa dos 1/8 de final da Taça do Ribatejo – de que estão já arredados os dois primeiros do campeonato, U. Tomar e Fazendense – em que sobressaem as partidas: Amiense-Cartaxo; Entroncamento AC-Alcanenense; Torres Novas-Mação; At.Ouriense-Fátima; e Abrantes e Benfica-Salvaterrense.
Também o Campeonato de Portugal estará em pausa, sendo retomado, com a sua antepenúltima ronda, a 2 de Abril, enfrentando os clubes do Distrito, nessa altura, saídas de grande importância, com U. Santarém e Coruchense a defrontar, respectivamente, 1.º Dezembro (3.º) e U. Serra (10.º).
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 23 de Março de 2023)
O Pulsar do Campeonato – 23ª Jornada

(“O Templário”, 16.03.2023)
Com os três emblemas da frente a cumprir, com maiores ou menores dificuldades, as respectivas missões, ganhando os seus desafios – pelo que se manteve “tudo na mesma” –, a ronda 23 concentrava, em paralelo, um lote de vários jogos de interesse a nível do escalonamento das equipas que procuram escapar à zona perigosa, de que saíram com maiores benefícios o Ferreira do Zêzere e o Cartaxo – tendo colocado, ambos, termo a séries muito negativas –, enquanto, ao invés, Águias de Alpiarça e Abrantes e Benfica transmitiram indícios muito preocupantes.
Destaques – A primeira nota de destaque da jornada vai para os dez tentos apontados no Salvaterrense-Águias Alpiarça, com os alpiarcenses, após a saída de Jorge Peralta, a registar, na metade inicial do desafio, uma estrondosa “débacle”, saindo para o intervalo a perder 6-0! Depois, com boa reacção, aproveitando algum natural desacelerar da equipa da casa, o Águias reduziu até aos 3-6, acabando por vir a sofrer o 7.º golo (único no segundo tempo) no derradeiro minuto. Em qualquer caso, tendo somado quarto desaire sucessivo, não ganhando há nove jornadas, a turma de Alpiarça vai caindo na classificação (agora no 12.º posto), já em situação aflitiva.
Noutro jogo repleto de golos, quem deu passo importante para se começar a afastar da parte mais baixa da tabela foi o Ferreira do Zêzere, na estreia de Mário Nelson, a conseguir o primeiro triunfo, ao oitavo jogo da segunda volta, após cinco derrotas consecutivas. Recebendo o Torres Novas – já muito perto de garantir o objectivo da permanência – os ferreirenses chegaram a estar a perder por 0-1 e 1-2, operando reviravolta, até ao 3-2, vindo a consentir ainda a igualdade a três bolas, antes de, no último minuto, alcançar uma tão difícil quão determinante vitória, por 4-3.
Em Tomar, o União, recebendo o Fátima que, precisamente, vira o seu treinador “transferir-se” para Ferreira no início da semana, praticamente entrou em campo a perder, na sequência de uma descoordenação defensiva, logo no quarto minuto. Não se descompondo, os tomarenses, denotando clara superioridade, rapidamente inverteriam o rumo dos acontecimentos, com três golos apontados num intervalo de pouco mais de vinte minutos (entre os 12 e os 36).
Na segunda parte os unionistas, muito perdulários, acabariam por “repousar” sobre o resultado cedo demais, vindo a sofrer segundo golo, já em período de compensação, passando por pequeno susto, antes, de, na conversão de uma grande penalidade, marcar ainda uma vez mais, fixando o resultado em 4-2. Tendo somado 7.ª vitória em oito jornadas na segunda volta, quebrando um ciclo de quatro jogos sem perder dos fatimenses (que contam cinco vitórias nesta 2.ª volta), o U. Tomar segue firme na liderança, mantendo as distâncias face aos mais directos perseguidores.
Um deles, porventura algo inesperado, é o Amiense, que continua a rentabilizar da melhor forma os golos que marca, tendo-lhe bastado um tento, logo aos oito minutos, de “penalty”, para somar mais três pontos na deslocação ao Entroncamento; contando 36 golos marcados (apenas o 6.º ataque mais concretizador), atinge a marca dos 50 pontos. Tal como o Fazendense, o grupo dos Amiais segue com seis vitórias e dois empates na 2.ª volta, mantendo-se a um ponto do 2.º lugar.
Surpresa – A grande surpresa do passado Domingo foi o desaire caseiro (porém, já o sexto, em doze jogos) do Abrantes e Benfica ante o Cartaxo, perdendo por 1-2. Os cartaxeiros que, tal como o Ferreira do Zêzere, seguiam com um ciclo de cinco desaires sucessivos (dez, nas últimas onze partidas) obtiveram um triunfo fundamental, que lhes proporciona novo “fôlego”, começando a “respirar” melhor, agora somente um ponto abaixo do adversário que derrotaram.
Confirmações – Dois nulos, no Mação-Samora Correia (terceiro empate dos samorenses nas últimas quatro rondas), na disputa entre o 5.º e 6.º classificados, tal como no At. Ouriense-Alcanenense (terceira igualdade sucessiva do grupo de Alcanena, depois de Tomar e do Fazendense) foram desfechos que, de alguma forma, se podem enquadrar nas expectativas.
Tal como acabou por ser o já previsível triunfo do Fazendense na recepção ao Benavente, porém por tangencial 2-1, só não tendo havido enorme surpresa mercê do golo apontado em período de compensação, numa vitória arrancada “a ferros”, de grande importância para os visitados, permitindo evitar o avolumar da diferença pontual face ao guia, em altura crucial do campeonato.
II Divisão Distrital – A uma jornada do final desta primeira fase estão já definidas as seis vagas para disputa da fase final, de apuramento de Campeão e promoção: Riachense, Tramagal e Vasco da Gama (qualificados na série Norte); Moçarriense, Forense e Espinheirense (série Sul).
Para tal, o Forense teve de superar a forte réplica do Porto Alto, ganhando por apertado 4-3, com o tento decisivo a surgir em cima do minuto 90. Tal como o Forense, também o Espinheirense, ganhando ao Glória do Ribatejo por tangencial 1-0, beneficiou do facto de o Marinhais ter folgado, tendo, ambas as formações, adquirido vantagem de três pontos, já não reversível, uma vez que, qualquer dos dois clubes, tem vantagem no confronto directo com o Marinhais.
A Norte, o Vasco da Gama, ganhando por 2-0 à U. Atalaiense, confirmou o 3.º lugar, que lhe garante a qualificação, chegando à derradeira ronda com avanço de cinco pontos sobre o Caxarias.
As goleadas por 5-1 do Caxarias em Abrantes, tal como o 6-0 do U. Almeirim ao At. Pernes revelaram-se inglórias (no caso dos almeirinenses, não tinham já, alias, aspirações à qualificação).
Campeonato de Portugal – Foi uma jornada bem positiva a 22.ª, como não sucedia já desde a 9.ª ronda – toda uma volta decorrida, precisamente frente aos mesmos adversários –, com os dois clubes do Distrito a saírem vencedores, ambos em terreno alheio: o U. Santarém ganhando por 2-1 ao União da Serra; o Coruchense, impondo-se por categórica marca de 3-0 em Alcains.
Os escalabitanos igualaram o Pêro Pinheiro (ainda que este tenha um jogo a menos) e o Marinhense na liderança da série, enquanto a turma do Sorraia conseguiu voltar a emergir acima da “linha de água”, subindo ao 8.º posto, pese embora em igualdade pontual com o Mortágua.
Antevisão – O jogo grande da jornada disputa-se em Amiais de Baixo, com o Amiense a receber o U. Tomar, num desafio com contornos de alguma similitude face aos do U. Tomar-Alcanenense, ou seja, dependendo do desfecho deste embate, poderá reduzir-se a um mínimo o leque de candidatos ao título, ou, ao contrário, operar-se uma concentração a nível do trio da frente. O Fazendense não poderá também “folgar”, uma vez que não se lhe afigura tarefa fácil em Fátima.
Por seu lado, os desafios Cartaxo-Torres Novas, Entroncamento AC-Ferreira do Zêzere, Benavente-At. Ouriense, Samora Correia-Abrantes e Benfica e Águias de Alpiarça-Mação poderão ser de grande relevância para as contas da manutenção.
Na derradeira ronda da primeira fase da II Divisão, já com tudo decidido, o Moçarriense deverá confirmar o 1.º lugar da sua série, em deslocação para defrontar o Paço dos Negros. A Norte, com o já vencedor de série, Riachense, a folgar, destaca-se a partida entre Goleganense e Tramagal.
No Campeonato de Portugal o U. Santarém poderá “jogar por si” e, em simultâneo, dar uma ajuda ao Coruchense, dado receber o Mortágua, agora a primeira equipa abaixo da “linha de água”; enquanto a turma do Sorraia, actuando também em casa, terá a visita do Sertanense (7.º classificado, apenas dois pontos acima), em confronto da maior importância.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 16 de Março de 2023)
O Pulsar do Campeonato – 22ª Jornada

(“O Templário”, 09.03.2023)
Tal como sucedera na primeira volta, com sucessivas alternâncias na liderança (na 5.ª e 6.ª; na 9.ª e 10.ª; e na 12.ª e 13.ª jornadas), U. Tomar e Fazendense andam, há três semanas, numa espécie de “operação harmónio”, desta feita no que respeita à vantagem dos nabantinos no comando – que, depois de se ter mantido fixa, ao longo de sete rondas, em dois pontos, aumentara para quatro, para de imediato se reduzir novamente para dois, tendo voltado, esta semana, aos quatro pontos.
Ou seja, o regresso à posição da jornada 20, mas, agora, com menos duas rondas por jogar – sendo que ambos os candidatos ao título se cruzaram entretanto com o Alcanenense, que, não tendo ido além de duas igualdades, “abdicou” de tal disputa. Na qual, ao invés, subsiste o Amiense…
Destaques – Numa jornada recheada de pontos de interesse, as atenções estavam focadas, em especial, no Alcanenense-Fazendense, colocando frente-a-frente o 4.º e o 2.º classificados, com o grupo de Alcanena a lamentar ter desperdiçado uma vantagem de dois golos em Tomar, que, a ter-se consumado, poderia, porventura, vir a revolucionar por completo as contas do campeonato.
Assim, tendo entrado para este jogo já com um atraso de oito pontos face ao líder, e seis em relação ao seu adversário de Domingo passado, o Alcanenense, não podendo contar com aquele suplemento motivacional extra de estar efectivamente a lutar pelo 1.º lugar, mais não fez do que equalizar as perdas de pontos infligidas aos dois clubes do topo da tabela, não tendo também o Fazendense tido a capacidade de desfazer o nulo no marcador, na difícil deslocação a Alcanena.
Em Benavente, frente a uma equipa cujo desempenho justificaria melhor pontuação, ainda assim o maior adversário do U. Tomar terá sido o estado do relvado. Sob o efeito da chuva – apesar de, durante a partida, apenas se ter feito sentir muito a espaços – a relva natural apresentava diversas clareiras, com algumas zonas bastante enlameadas, em que era difícil sequer manter o equilíbrio, dificultando sobremaneira a construção de jogadas com princípio, meio e fim.
Beneficiando talvez da melhor adaptação a tais condições, até seriam os donos da casa a começar por, de forma mais pragmática, causar algum perigo, ameaçando, um par de vezes, a baliza contrária. Na primeira metade, para além de um lance de bola parada, e de um remate de longe, a sair ao lado, o União, não tendo conseguido assentar o seu jogo, não criou efectivas oportunidades.
Tal como sucedera na semana anterior, a equipa reentrou bastante melhor na etapa complementar, contando agora com o regresso de Siaka Bamba, após lesão, a pautar a organização defensiva, conferindo segurança para que a equipa se pudesse balancear mais para o ataque. Poderia projectar-se que a chave pudesse vir a estar no diferencial de frescura física na fase final. Mas o jogo acabaria por vir a ser desloqueado na sequência de uma falha do guarda-redes contrário.
Estavam decorridos apenas oito minutos quando Wemerson Silva converteu um livre, a distância considerável da baliza; mesmo com a bola pesada, o avançado unionista, tendo-a “agarrado” bem, conseguiu desferir um potente remate, que o guardião parecia ter controlado, mas, no momento da intercepção, acabaria por deixar esgueirar-se para dentro das redes um escorregadio esférico. Foi o golo n.º 70 ao serviço do União, daquele que é o melhor marcador do clube na última década.
Daí até final “só deu” U. Tomar, conseguindo então, num intervalo de menos de dez minutos, entre os 70 e os 80, confirmar o desfecho, com dois lances de excelente execução técnica, curiosamente, com os dois defesas centrais (José Maria e Henrique Matos) a cabecear com plena eficácia, para o fundo da baliza, dando a melhor sequência a cruzamentos de Pedro Pires. O “placard” de 3-0 pode ser algo pesado para os visitados, mas a justiça da vitória é inquestionável.
Existiria alguma expectativa para ver de que forma poderia reagir a equipa do Ferreira do Zêzere à saída do treinador, David Lourenço, mas, enfrentando um adversário de grande valia, que mantém o 3.º posto – aliás, agora somente a um ponto do Fazendense –, em Amiais de Baixo, os ferreirenses não conseguiram evitar quinto desaire sucessivo, com o Amiense a impor-se por clara marca de 3-0, resultado que, inclusivamente, estabelecera logo nos 45 minutos iniciais.
A última nota de realce vai para o triunfo arrancado pelo At. Ouriense em Alpiarça, frente ao Águias, por tangencial 2-1, com o tento da vitória a ser apontado já em período de compensação. Um resultado ingrato para os alpiarcenses, que não conseguem ganhar há oito jogos, e que, no imediato, só não teve maiores reflexos, dado todos os seis últimos classificados terem perdido.
Confirmações – O Mação venceu com naturalidade no Cartaxo, por 2-0, impondo aos cartaxeiros a sua 10.ª derrota nas onze jornadas mais recentes (duas séries de cinco desaires consecutivos, intervaladas apenas pelo triunfo averbado no Entroncamento).
O Samora Correia conseguiu quebrar um ciclo de invencibilidade de sete jogos do Salvaterrense, ganhando por 1-0, voltando a dispor de margem de segurança de seis pontos face a um trio de perseguidores, formado precisamente pelo emblema de Salvaterra, pelo Fátima e At. Ouriense – mantendo-se só a dois pontos do 5.º lugar (Mação), posição que estará em jogo na próxima ronda.
O Fátima registou maiores dificuldades do que seria previsível para bater, no seu reduto, o “lanterna vermelha”, Entroncamento, por 2-1, com o tento da vitória obtido igualmente já para lá dos 90 minutos. Caso tenham de vir a ser três os clubes a despromover, o clube da cidade ferroviária necessitaria recuperar oito pontos de atraso, nas oito jornadas que restam.
Quem conseguiu excelente operação, em partida de grande relevância para o posicionamento das duas equipas, foi o Torres Novas, que operou reviravolta no marcador, para desfeitear o Abrantes e Benfica, também por tangencial 2-1. Os abrantinos posicionam-se, por ora, imediatamente acima da “linha de água”, com ainda curta margem de quatro pontos face a Benavente e Cartaxo.
II Divisão Distrital – Depois de Moçarriense e Riachense também o Tramagal (ganhando 2-0 ao Pego) confirmou já a presença na fase final, de apuramento de Campeão e de promoção à I Divisão Distrital. Em função da derrota caseira sofrida pelo Caxarias frente ao guia, Riachense, a terceira vaga da série mais a Norte deverá, com probabilidade, vir a ser alcançada pelo Vasco da Gama.
A Sul, o Forense perdeu em casa, ante o líder, Moçarriense, por 1-2, sendo igualado na pauta classificativa pelo Espinheirense, equipa que, ganhando por 2-0 em Marinhais, deu um passo determinante para poder qualificar-se, precisamente em detrimento desse rival. A duas jornadas do fim, Forense, Espinheirense e Marinhais estão agora igualado no 2.º posto, sendo que a este último só resta disputar um jogo, pelo que passou a estar em situação bastante desfavorável.
De lamentar o episódio registado em Marinhais, com agressões dentro de campo, situação absolutamente imprópria no desporto, que coloca o futebol distrital nas notícias por más razões.
Campeonato de Portugal – O U. Santarém dá sinais de poder ainda aspirar a disputar a fase de promoção à Liga 3: recebendo e batendo o Sertanense por 2-0, reparte a 3.ª posição com o Marinhense, ambos apenas dois pontos abaixo do duo de líderes, 1.º de Dezembro e Pêro Pinheiro. O Coruchense, tendo voltado a pontuar, terá registado outro comprometedor empate caseiro (1-1) ante o Loures, mantendo-se abaixo da “linha de água”, a dois pontos do Sertanense e Mortágua.
Antevisão – Na I Divisão destacam-se os desafios: U. Tomar-Fátima e Entroncamento-Amiense. No escalão secundário o Vasco da Gama-U. Atalaiense poderá confirmar o apuramento dos visitados para a fase final. No Campeonato de Portugal o U. Santarém defronta, fora de casa, o União da Serra (classificado logo atrás do Coruchense), cabendo à turma do Sorraia deslocar-se a Alcains – actual último (13.º) da tabela –, outra vez com a pressão de um “jogo para ganhar”.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 9 de Março de 2023)
O Pulsar do Campeonato – 21ª Jornada

(“O Templário”, 02.03.2023)
Um golo no “último suspiro” do jogo (aos 90+6 minutos), obtido na conversão de uma controversa grande penalidade, permitiu ao U. Tomar evitar a derrota caseira ante o Alcanenense, minimizando os danos: mantém esse rival à distância de oito pontos – agora com pouco mais do que esperanças “matemáticas” de poder vir a chegar ainda ao título –, assim como subsiste o avanço de cinco pontos face ao Amiense. O que, em paralelo, parece apontar no sentido de uma disputa a dois, com o Fazendense a recuperar os dois pontos que tinha perdido na ronda anterior.
Destaques – Era o “jogo-grande”, colocando frente-a-frente dois dos mais fortes conjuntos do Distrital, no qual a turma de Alcanena jogava uma espécie de “última cartada”, só a vitória lhe servindo para continuar a acalentar aspirações ao 1.º lugar. E, fiel ao seu modelo, com uma defesa sólida e o avançado mais eficaz na presente temporada, esteve prestes a alcançar o seu objectivo.
O União entrou em campo com algumas cautelas, mas, sobretudo, sem o ritmo necessário para desbloquear a compacta organização do adversário. O Alcanenense, parecendo mais confortável com as bases em que a partida fora lançada, aproveitaria um lance de bola parada para se colocar em vantagem no marcador, à passagem da meia hora.
Procurou reagir o grupo da casa, mas, numa desconcentração defensiva, os forasteiros ampliariam mesmo para 2-0, praticamente a findar a primeira metade. Perante um adversário de grande valor, com tudo a correr a seu favor, os tomarenses enfrentavam uma enorme “montanha a escalar”.
A equipa unionista entraria como que transfigurada para os segundos 45 minutos, corajosa, assumindo a responsabilidade de ir “atrás do prejuízo”, tendo dois lances de perigo logo na fase inicial, mas que, contudo, não conseguiu materializar em golo.
Esse golo, que faria a equipa acreditar ainda mais, acabaria por surgir a meio desta etapa complementar. E o União poderia até ter igualado a cerca de um quarto de hora do final. Mas, claro, corria fortes riscos, sujeito a sofrer novo tento, que, a ter ocorrido, sentenciaria o desfecho.
O Alcanenense terá confiado em demasia, e, já nos instantes finais do encontro, num lance confuso na grande área, o árbitro terá sancionado um contacto com a mão, assinalando o “penalty”, que Leandro Filipe marcou, “sem tremer”, fixando o resultado no empate a duas bolas.
Um golo que poderá vir a revelar-se crucial nas contas finais do campeonato; no imediato, terá evitado o efectivo ressurgir do Alcanenense na luta pelo título (para além dos oito pontos de atraso face ao União, tem também desvantagem de seis pontos em relação ao Fazendense) – sendo que o clube de Alcanena não solicitara, aliás, o licenciamento para admissão ao campeonato nacional.
Outra partida de especial interesse era a que opunha Amiense e Fátima, duas das equipas a atravessar notável momento de forma: os donos da casa tinham em curso a melhor série de entre todos os concorrentes, com seis vitórias e um empate nas sete rondas precedentes; os fatimenses seguiam com cinco vitórias e um empate nas últimas seis jornadas. E o embate não terá ficado aquém das expectativas… excepto no que aos golos diz respeito, não tendo sido desfeito o nulo.
Num confronto em circunstâncias diametralmente opostas, cruzavam-se, em Ferreira do Zêzere, os ferreirenses, num ciclo de quatro derrotas e um empate, e o Abrantes e Benfica, também sem vencer há cinco jogos, nos quais não fora além de dois empates.
A turma da casa confirmaria o seu mau momento, ampliando para seis o número de jornadas sem ganhar (nas quais obteve um único ponto), perdendo (1-2) pela quinta vez em casa, vendo o rival aproximar-se, encurtando a diferença para apenas dois pontos. Os abrantinos marcaram aos 20 e aos 70 minutos, com o Ferreira do Zêzere a chegar ao “ponto de honra” a dois minutos do final.
Confirmações – Numa jornada sem especiais surpresas a assinalar, os resultados dos restantes cinco encontros enquadram-se na lógica, atendendo ao desempenho geral das várias equipas.
O Fazendense ainda consentiu o tento do empate ao Águias de Alpiarça, a findar o primeiro tempo, mas, na segunda parte, selaria, com naturalidade, a vitória (3-1) com outros dois tentos.
Mais intenso foi o desafio entre Mação e Torres Novas, incluindo reviravolta no marcador, com os maçaenses, já na fase final, a conseguir triunfar por 3-2, depois de os torrejanos terem estado em vantagem durante boa parte do jogo; uma vitória que lhes possibilita isolarem-se no 5.º posto.
Isto em articulação com o resultado do Samora Correia, que, tendo estado, por duas ocasiões, em vantagem no marcador em Ourém, permitiu ao At. Ouriense restabelecer a igualdade outras tantas vezes, com o tento que garantiria o 2-2 final a ser apontado a um minuto do termo do encontro. Tal como o Fátima (e, antes, o Salvaterrense), também o At. Ouriense parece a salvo da descida.
Justamente, o Salvaterrense bateu, por categórico 3-0, o Cartaxo, mantendo a 7.ª posição, agora somente a três pontos do Samora Correia. Quanto aos cartaxeiros (tendo acumulado nove desaires nas dez últimas jornadas) caíram no penúltimo lugar, cada vez em situação mais delicada.
No embate entre os que eram os dois últimos classificados, o Entroncamento esteve largo período a ganhar, mas o Benavente empataria (1-1) ainda com meia hora para jogar. Os benaventenses, igualados com o Cartaxo na tabela, distam agora quatro pontos do Abrantes e Benfica; sendo que os homens da cidade ferroviária se posicionam ainda outros quatro pontos mais abaixo.
II Divisão Distrital – Ainda com três jornadas por disputar garantiram já a qualificação para a fase final, de apuramento de Campeão e de promoção à I Divisão Distrital, o Moçarriense e o Riachense – tendo o Tramagal muito bem encaminhado tal objectivo, após a concludente vitória frente a um adversário directo, Vasco da Gama, averbada em terreno alheio, por 3-0.
O U. Almeirim, batido em casa, também por 0-3, pelo Marinhais, ficou arredado de tais aspirações, sendo três os candidatos, disputando duas vagas: Forense, Marinhais e Espinheirense.
Campeonato de Portugal – O U. Santarém cumpriu a sua missão, indo ganhar a Alcains, mesmo que por tangencial 2-1, partilhando o 3.º posto com o Marinhense, a dois pontos do Pêro Pinheiro (mas este com um jogo a menos), que derrotou o Coruchense pela mesma marca. O grupo do Sorraia, também com menos um jogo, mantém-se a três pontos da “linha de água” (Mortágua).
Antevisão – A próxima jornada é rica em embates de grande expectativa, envolvendo, em especial, os quatro emblemas do topo da tabela. Teremos, desde logo, um empolgante Alcanenense-Fazendense (restando saber como reagirá o conjunto de Alcanena), assim como o Benavente-U. Tomar, com os dois primeiros a ser colocados, uma vez mais, à prova. Por seu lado, o Amiense, recebendo o Ferreira do Zêzere, terá de estar atento à possibilidade de os ferreirenses conseguirem, de alguma forma, voltar a aproximar-se do rendimento da metade inicial da época.
Na II Divisão, as atenções estarão focadas, a Sul, nas partidas Forense-Moçarriense e Marinhais-Espinheirense, sendo que este jogo poderá ser decisivo nas contas do apuramento para a fase final; assim como, a Norte, no Caxarias-Riachense, onde os donos da casa jogam cartada crucial.
No Campeonato de Portugal o U. Santarém recebe o Sertanense (que reparte o 7.º lugar com o Mortágua), estando o Coruchense “obrigado” a ganhar ao antepenúltimo classificado, Loures.
(Artigo publicado no jornal “O Templário”, de 2 de Março de 2023)



