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GRANDE PRÉMIO AUSTRÁLIA F1
Classificação final da primeira prova do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 de 2005:
1º Giancarlo Fisichella – Renault – 1:24:17.336 – 10 pt.
2º Rubens Barrichello – Ferrari – + 5.5 – 8 pt.
3º Fernando Alonso – Renault – + 6.7 – 6 pt.
4º David Coulthard – Red Bull Racing – + 16.1 – 5 pt.
5º Mark Webber – Williams-BMW – + 16.9 – 4 pt.
6º Juan Pablo Montoya – McLaren-Mercedes – + 35.0 – 3 pt.
7º Christian Klien – Red Bull Racing – + 38.9 – 2 pt.
8º Kimi Räikkönen – McLaren-Mercedes – + 39.6 – 1 pt.
9º Jarno Trulli – Toyota – + 1:03.1
10º Felipe Massa – Sauber-Petronas – + 1:04.3
11º Jenson Button – BAR-Honda – a 1 volta
12º Ralf Schumacher – Toyota – a 1 volta
13º Jacques Villeneuve – Sauber-Petronas – a 1 volta
14º Takuma Sato – BAR-Honda – a 2 voltas
15º Narain Karthikeyan – Jordan-Toyota – a 2 voltas
16º Tiago Monteiro – Jordan-Toyota – a 2 voltas
17º Patrick Friesacher – Minardi-Cosworth – a 4 voltas
Michael Schumacher – Ferrari – Desistência à 42ª volta
Nick Heidfeld – Williams-BMW – Desistência à 42ª volta
Christijan Albers – Minardi-Cosworth – Desistência à 16ª volta
[2123]
FÓRMULA 1 – GRANDE PRÉMIO DA AUSTRÁLIA (ACT.)
Iniciou-se hoje em Melbourne (Austrália) a temporada 2005 do Campeonato do Mundo de Fórmula 1, com a primeira sessão de treinos oficiais, marcados pelo regresso de um piloto português à mais selectiva competição de automobilismo.
Na sua estreia, Tiago Monteiro, beneficiando das condições da pista, classificou-se numa boa 13ª posição, aproveitando o facto de alguns dos principais concorrentes terem feito a sua prova de qualificação sob intensa chuva.
Entretanto, a 2ª sessão de treinos decorreu já no Domingo de manhã (23h de Sábado em Portugal), com alguns dos pilotos com piores marcas na primeira sessão a nem sequer completar a sua volta de qualificação (caso de Michael Schumacher), ficando portanto sem tempo atribuído, posicionando-se nos últimos lugares da grelha.
Tiago Monteiro, fazendo o 15º tempo na segunda sessão de treinos, baixou para a 14ª posição na grelha de partida.
A classificação oficial das sessões de treinos (considerando já o somatório de tempos de ambas as sessões) foi a seguinte:
1º (1º) Giancarlo Fisichella – Renault – 1:33.171 / 3:01.460
2º (2º) Jarno Trulli – Toyota – 1:35.270 / 3:04.429
3º (3º) Mark Webber – Williams-BMW – 1:36.717 / 3:04.996
4º (4º) Jacques Villeneuve – Sauber-Petronas – 1:36.984 / 3:06.846
5º (6º) David Coulthard – Red Bull Racing – 1:38.320 / 3:07.212
6º (5º) Christian Klien – Red Bull Racing – 1:37.486 / 3:07.477
7º (7º) Nick Heidfeld – Williams-BMW – 1:39.717 / 3:09.130
8º (8º) Jenson Button – BAR-Honda – 1:41.512 / 3:12.128
9º (11º) Juan Pablo Montoya – McLaren-Mercedes – 1:45.325 / 3:14.645
10º (10º) Kimi Räikkönen – McLaren-Mercedes – 1:44.997 / 3:15.558
11º (12º) Rubens Barrichello – Ferrari – 1:45.481 / 3:16.822
12º (9º) Narain Karthikeyan – Jordan-Toyota – 1:44.357 / 3:17.092
13º (14º) Fernando Alonso – Renault – 1:47.708 / 3:17.466
14º (13º) Tiago Monteiro – Jordan-Toyota – 1:46.846 / 3:20.329
15º (17º) Ralf Schumacher – Toyota – 1:51.495 / 3:22.717
16º (16º) Patrick Friesacher – Minardi-Cosworth – 1:50.864 / 3:28.363
17º (15º) Christijan Albers – Minardi-Cosworth – 1:49.230 / sem tempo
18º (19º) Felipe Massa – Sauber-Petronas – sem tempo / sem tempo 19º (18º) Michael Schumacher – Ferrari – 1:57.931 / sem tempo
20º (20º) Takuma Sato – BAR-Honda – sem tempo / sem tempo
[2122]
NAIDE GOMES CAMPEÃ DA EUROPA (?)
Esta será uma situação inédita: a alemã Bianca Kappler poderá não ser a campeã da Europa, mas é uma campeã em termos de atitude.
Foi a própria alemã, suposta campeã que veio confirmar que houve um erro de medição do seu salto: segundo a própria, os juízes terão provavelmente incorrido num erro, por via da inversão dos dígitos dos centímetros; a marca correcta seria de 6,69 metros e não de 6,96 metros! (O que a relegaria para o 2º lugar, a 1 centímetro da portuguesa…).
Entretanto, a marca que fora inicialmente atribuída à atleta alemã foi anulada (o que a fará sair, para já, do pódio, caindo para a 7ª posição – repondo Naide Gomes no 1º lugar!) – traduzindo o reconhecimento do erro por parte dos juízes. Desconhece-se ainda como será decidido este imbróglio (“obrigar” a alemã a repetir – amanhã! – o seu 6º salto?).
[2121]
NAIDE GOMES – VICE-CAMPEÃ EUROPA PISTA COBERTA
A atleta portuguesa, de origem são-tomense, Naide Gomes acaba de sagrar-se vice-campeã da Europa de Atletismo em Pista Coberta (campeonato disputado em Madrid), na prova de Salto em Comprimento, conquistando a medalha de prata, com a marca de 6,70 metros, estabelecendo um novo recorde nacional.
P. S. A atleta alemã Bianca Kappler que conquistou a medalha de ouro, com a marca atribuída de 6,96 metros (no seu 6º e último salto do concurso – na que seria a melhor marca mundial do ano), numa atitude de fairplay, reconhece que terá havido um erro de medição do seu salto, uma vez que diz não ter capacidade para saltar aquela distância!… (o seu recorde pessoal era de apenas 6,63 metros).
[2120]
"MEDO DE VENCER"
A imagem que transparece no final deste FC Porto – Benfica.
E, todavia, o jogo até começou de forma animada, com um cariz um pouco como reverso do encontro de Lisboa: o Benfica entrou melhor no jogo, para, cerca dos 20 minutos, o FC Porto conseguir equilibrar; até final da primeira parte, ambas as equipas pareciam ter uma disposição de conquista, jogando o jogo pelo jogo, procurando o golo (a espaços, chegou a pensar-se numa espécie de reedição do recente Benfica – Sporting para a Taça de Portugal).
Na segunda parte, e também numa inversão da partida da primeira volta, foi o FC Porto que surgiu mais dominador, com o Benfica a ir, gradualmente, “desaparecendo” do jogo.
Até que surgiu, com alguma naturalidade, o golo do FC Porto, por intermédio do inevitável McCarthy (embora na sequência de duas oportunidades perdidas pelo Benfica, com Nuno Assis a rematar ao poste e Geovanni isolado, a contornar Vítor Baía, mas a rematar já sem ângulo).
De alguma forma, talvez inesperadamente, o Benfica reagiu bem e fez por merecer o empate, que conseguiria por Geovanni, na sequência de um canto. Faltavam cerca de 10 minutos e, a partir daí, ambas as equipas denotaram o tal “medo de vencer”; ambas tiveram mais uma ou duas oportunidades de golo, mas pareciam já satisfeitas com o empate.
Resultado justo, evidentemente… como justo foi o “empate” da primeira volta.
[2108]
TIAGO MONTEIRO NA F1
Depois de Mário “Nicha” Cabral (no início dos anos 60), Pedro Matos Chaves (1991) e Pedro Lamy (1993-1996), Portugal volta a ter um piloto no “grande circo” da Fórmula 1!
Tiago Monteiro – considerado um dos melhores pilotos da actualidade, com uma carreira que já passou pelo GT (campeão em França), Fórmula 3 (campeão em Inglaterra), Fórmula 3000, Indy Car e World Series by Nissan (vice-campeão), e após ter sido piloto de testes da Minardi na época passada – competirá na próxima temporada (a iniciar a 6 de Março, com o Grande Prémio da Austrália), ao serviço da escuderia Midland-Jordan.
[2033]
BENFICA 10 SPORTING 9

Dezanove golos (!) na grande festa do futebol, na festa da Taça!
Uma vitória feliz do Benfica, premiando o seu esforço em busca dessa felicidade.
Um início verdadeiramente alucinante, com o Benfica a entrar no jogo praticamente a ganhar, com o primeiro golo de Geovanni aos 3 minutos; rapidamente o Sporting, provando ter melhor conjunto, daria a volta ao resultado com golos de Hugo Viana (13 minutos) e Liedson (16 minutos). O Benfica chegaria ao empate aos 22 minutos, novamente num lance de “bola parada”, de novo numa recarga de Geovanni.
Com um meio-campo dominador (com Rochemback, Hugo Viana, Sá Pinto, Pedro Barbosa e Custódio), o Sporting encarou o jogo com o objectivo na vitória. Não o conseguiria, principalmente devido à substituição forçada, com a saída de Custódio, obrigando Rochemback a recuar no terreno.
Esse seria o factor decisivo que, conjugado com a atitude de “sacrifício” dos incansáveis Petit e Manuel Fernandes (a colmatar a quase “ausência do jogo” de Bruno Aguiar) e o “tempero” de génio de Simão Sabrosa permitiria ao Benfica reequilibrar o jogo e fazer deste encontro talvez a partida mais vibrante dos últimos anos, num magnífico espectáculo de futebol, com duas equipas a jogar “aberto”, na busca da vitória, sem que nenhuma delas conseguisse contudo voltar a marcar no tempo regulamentar, não obstante algumas oportunidades desperdiçadas.
Já no prolongamento, o Sporting ficaria reduzido a 10 (expulsão de Hugo Viana por “agressão” a João Pereira, que, contudo, teve uma atitude pouco ética, exagerando na simulação da gravidade da agressão), mas, não obstante, numa arrancada fenomenal de Paíto (iniciada em falta?), desde o seu meio-campo até à baliza do Benfica, faria o 2-3, aos 110 minutos.
Quando tudo parecia perdido, Simão resolveu levar o jogo para os pontapés da marca de grande penalidade, a 4 minutos do fim do prolongamento, com um fantástico golo de meia-distância, colocando o resultado final em 3-3.
Nos ditos pontapés (14), nenhum dos guarda-redes conseguiu uma defesa; ao 14º, Miguel Garcia, rematando à barra, dava a vitória ao Benfica por 7-6 (10-9 no total!), que assim avança para os 1/4 final da Taça de Portugal, prova cujo título procura revalidar.
Parabéns às duas equipas pelo magnífico espectáculo, de entrega, com belos golos, vibrante de emoção, mostrando que o futebol português está vivo. O Benfica, “fazendo das fraquezas forças”, fez por merecer o prémio desta vitória.
P. S. Parabéns também a José Mourinho (parece que vamos ter de começar a falar dele “todos os dias”), no dia em que completa o seu 42º aniversário, com a “prenda” de uma vitória em Old Trafford, sobre o Manchester United, por 2-1, que o coloca na sua primeira final em Inglaterra, a final da Taça da Liga, a disputar com o Liverpool.
[2015]
(mais…)
JOSÉ MOURINHO ELEITO MELHOR TREINADOR DO MUNDO
Não constituirá já grande surpresa para ninguém: José Mourinho foi, com alguma naturalidade, eleito o melhor treinador do mundo (com referência ao ano de 2004) pela Federação Internacional de História e Estatística de Futebol (IFFHS), com uma inédita vantagem sobre o segundo classificado (Arsène Wenger, que conduziu o Arsenal a uma fantástica série de 49 jogos consecutivos sem derrota no campeonato inglês):
1º JOSÉ MOURINHO (Portugal/Chelsea) – 271 pontos
2º Arsène Wenger (França/Arsenal) – 86
3º Didier Deschamps (França/Monaco) – 72
4º Frank Rijkaard (Holanda/Barcelona) – 71
5º Rafael Benítez (Espanha/Liverpool) – 62
6º Carlos Bianchi (Argentina/Boca Juniors) – 57
7º Luis Fernando Montoya (Colômbia/Once Caldas) – 56
8º Carlo Ancelotti (Itália/AC Milan) – 48
9º Alex Ferguson (Escócia/Manchester United) – 26
10º Vanderley Luxemburgo (Brasil/Santos) – 19
11º Claudio Ranieri (Itália/Valencia) – 18
12º Fabio Capello (Itália/Juventus) – 13
13º Hugo Sanchez (México/Cidade de México) – 11
14º Javier Irureta (Espanha/Deportivo da Coruña) – 9
15º Robert Robson (Inglaterra/Newcastle) – 6.
Fonte: “O JOGO”
[2010]
JOSÉ MOURINHO
Uma pequena nota, a propósito da entrevista de José Mourinho à SIC: quando questionado sobre o seu “principesco” salário (600 000 euros/mês!… qualquer coisa como 20 000 euros por dia!), Mourinho, de forma absolutamente desassombrada, limita-se a retorquir (cito de cor): “tenho essa retribuição, mas (porque) sou bom” (no sentido de que a relação qualidade/preço será uma relação justa e apropriada).
Quantas mais pessoas no mundo terão actualmente este estatuto que lhe permita esta frontalidade?
Mourinho cultiva a sua “arrogância”, porque o “pode fazer”; porque sabe que é hoje o melhor do mundo na sua profissão!
[1985]




