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PORTUGAL CAMPEÃO DO MUNDO DE “FOSSO UNIVERSAL”
Numa envolvente em que o futebol domina as atenções desportivas, pouco espaço resta em geral para as restantes modalidades.
Saúdo portanto a conquista (inédita na modalidade) do título de Campeão do Mundo pela equipa portuguesa junior de Tiro – “Fosso Universal” (Tiro aos pratos) – modalidade em que Portugal conquistou já uma medalha olímpica, por Armando Marques, em Montreal, 1976 – assim como João Azevedo (Clube de Tiro de São Pedro de Rates), que se sagrou duplo Campeão do Mundo, nas categorias de Juniores e Absoluta (com uma marca de 198 / 200 pratos – um desempenho excelente que constitui record mundial de juniores!).
P. S. Uma palavra também para esse grande campeão que é (e será por muitos anos…) o etíope Kenenisa Bekele, que junta ao seu palmarés o record mundial dos 5 000 metros. Bekele – já duplamente tri-campeão mundial de cross (provas curta e longa) – vai construindo o caminho para se tornar um dos maiores atletas mundiais de sempre.
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QUEIRÓS E MOURINHO
Há pouco menos de um ano (no primeiro dia deste “blogue”!) aqui dei conta do meu regozijo pela contratação de Carlos Queirós como responsável pelo “melhor clube do mundo”, o “todo-poderoso” Real Madrid, com a sua “constelação de estrelas”.
Como sabemos agora, as coisas correram muito mal; a passagem de Queirós pelo Real Madrid saldou-se pela conquista da Supertaça de Espanha; muito pouco para as ambições do clube. O treinador português fica também associado a uma prestação muito negativa da equipa no final da época, com uma (incrível) sucessão de 5 derrotas consecutivas.
Até que ponto a má época do Real Madrid pode ser imputada ao treinador português é algo de difícil mensuração. Haverá concerteza diversos outros factores que contribuiram para o insucesso, desde logo o desequilíbrio da equipa, a excessivamente fatigante digressão de início de época, as muitas solicitações dos jogadores (que não foram capazes de ter o brio necessário para evitar aquele final de época absolutamente desolador).
A verdade “nua e crua” é que Carlos Queirós falhou; não esteve à altura das expectativas.
Agora, é José Mourinho que é (justamente) elevado aos “píncaros” da Europa do futebol, continuando a transportar o nome de Portugal. Ao ser apresentado hoje como treinador responsável por mais uma “equipa milionária”, o Chelsea, de Inglaterra, Mourinho tem em mãos um novo grande desafio.
O Campeão Europeu sabe que é um desafio de risco, mas a que não podia “virar a cara”. Se conseguir ter sucesso, será aclamado como o melhor treinador da Europa (do Mundo!?).
“Malgré tout” (o “feitio difícil” de Mourinho…), tal como há cerca de um ano, desejo sinceramente que Mourinho tenha grande êxito em Inglaterra (excepto se, por um acaso do destino, tiver de defrontar na final da Liga dos Campeões o Benfica…) e que possa confirmar a sua inegável competência.
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FC PORTO BI-CAMPEÃO EUROPEU
Uma final é sempre um jogo .muito especial.; as equipas transfiguram-se e dificilmente conseguem explanar o seu jogo habitual. Inevitavelmente, a tensão sobrepõe-se. O FC Porto não conseguiu .jogar o seu jogo., mas controlou, dominou e venceu.
E, mais uma vez, impressiona a naturalidade com que o FC Porto vence os jogos; esta final .não podia. ter outro vencedor!
Parabéns ao FC Porto e a Mourinho, o maior obreiro desta vitória, que concretizou o seu sonho; é dele o trabalho de construir esta equipa, a mais sólida e solidária da Europa.
Vitor Baía, Paulo Ferreira, Jorge Costa, Ricardo Carvalho, Nuno Valente, Costinha, Deco, Pedro Mendes, Maniche, Carlos Alberto, Derlei, Alenitchev, McCarthy e Pedro Emanuel entram na história do futebol português, com o FC Porto a sagrar-se bi-Campeão Europeu.
Sem querer apropriar-me do que pertence aos portistas, saboreemos todos um pouco desta vitória que é igualmente de Portugal, com 9 jogadores portugueses (Deco incluído) no .onze. inicial . no quarto título máximo de clubes da Europa para Portugal.
Aqui fica um breve .filme do jogo.:
(mais…)
“AOS INDIGNADOS COM A EXCLUSÃO DE BAÍA”:
Já por várias vezes aqui teve oportunidade de expressar a minha satisfação com as proezas (europeias) do FC Porto, reconhecendo a inegável capacidade competitiva da equipa.
Já aqui escrevi e reafirmo: desejo sinceramente que o FC Porto seja Campeão Europeu; sem querer “apropriar-me” de algo que pertencerá com mais propriedade aos portistas, acho que todos os portugueses deveriam ficar felizes com essa vitória que ansiamos e esperamos… e em que (todos) acreditamos (desde a vitória frente ao Manchester United, e também perante os restantes resultados dessa eliminatória, escrevi que o FC Porto passava a ser o principal favorito).
Uma das coisas que aprendemos (nós, os benfiquistas) com a ausência de vitórias ao longo destes 8 anos foi a ser “tolerantes”…
É claro que reconheço o direito à indignação de quem, convictamente, acha que estamos perante uma situação injusta.
Sem pretender advogar a causa de Scolari, a minha interpretação dos factos é a seguinte: Scolari ficou impressionado com a exibição que Ricardo fez no Portugal-Brasil (antes do Campeonato do Mundo de 2002) e, logo aí, fixou-o como sendo o melhor guarda-redes português (tinha aliás feito toda a campanha de apuramento para o Mundial e o lugar de titular da selecção não era objecto de grande discussão). Ricardo viria a fazer uma nova boa época (a última no Boavista), que levou a que fosse pretendido pelo Benfica e – gorada a transferência para a Luz – pelo Sporting.
Com alguma naturalidade, Scolari começou a chamá-lo à Selecção e “atribui-lhe o lugar” de guarda-redes. De boa fé, quero crer que Scolari decidiu, na primeira convocatória, não chamar Vitor Baía porque o “seu” guarda-redes titular era Ricardo e não “faria sentido” chamar Baía para o “banco”.
A partir do momento em que começaram “as pressões”, Baía ficou irremediavelmente afastado de qualquer hipótese; Scolari não iria aceitar que a sua “autoridade” fosse questionada; tinha já dado o exemplo no Brasil, com Romário.
O problema foi que Ricardo faria uma época “sofrível” no Sporting, começando também a revelar uma (inesperada?) insegurança nos jogos da Selecção. E aí, acho que Scolari cometeu um erro ao não “rodar” mais outros guarda-redes; a aposta quase exclusiva em Ricardo deixou-o numa posição difícil, embora irreversível no que respeita a Baía; não lhe era possível “voltar atrás” sem “perder a face” (apesar de ter pretendido “defender-se” com a chamada de Maniche).
Em conclusão (que já vai longa esta “carta aberta”): Scolari cometeu um erro de avaliação; apostou tudo em Ricardo, que não tem estado à altura. E ficamos agora na contingência de saber como reagirá o guarda-redes à pressão, numa situação de “alta competição”.
Agora, o que não vamos concerteza é “deixar de ser portugueses” porque Baía não foi convocado! A convocatória está feita, não é alterável. A oportunidade da contestação esgotou-se. São estes os nossos jogadores. Vamos apoiá-los? Claro que sim!
(Depois das “fracas provas no processo de avaliação contínua” – nos jogos de preparação – a avaliação final e definitiva terá de ser feita no termo do Campeonato da Europa).
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EURO 2004 – “OS 23”
Sobre a convocatória de Luís Filipe Scolari: sem grandes surpresas, manteve a coerência com o que tinha afirmado sobre o 3º guarda-redes (seria um jovem, daí a opção “natural” por Moreira – apesar de ter chegado a “garantir” que quem fosse ao Europeu de Esperanças não iria à selecção principal…); a única alteração de relevo é a chamada de Maniche, em detrimento de Boa Morte. A partir de agora, estes 23 deverão passar a ser “a nossa equipa”; devemos dar-lhes um claro voto de confiança e todo o nosso apoio!
Moreira, Quim e Ricardo; Paulo Ferreira, Miguel, Fernando Couto, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade, Beto, Nuno Valente e Rui Jorge; Costinha, Maniche, Petit, Tiago, Figo, Cristiano Ronaldo, Deco, Rui Costa e Simão; Hélder Postiga, Nuno Gomes e Pauleta: todos pertencem a um único clube… têm a responsabilidade de defender até à exaustão as cores de Portugal. Vamos a isso “rapazes”!
Como escreve Manuel Queiró hoje no “Público”: “[…] é sobretudo um jogo que é um fenómeno mundial, e não há sociedades saudáveis sem uma dimensão lúdica. Em Portugal é das poucas actividades em que somos verdadeiramente competitivos. E faz pela imagem do país e pela nossa auto-estima o que nenhuma política ou campanha conseguirá fazer.”
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EURO 2004 – CONVOCATÓRIA
Luis Filipe Scolari divulgará amanhã a lista dos 23 convocados para o EURO 2004.
Sendo um seleccionador que sempre mostrou ser absolutamente imune a qualquer tipo de pressões, .pensando pela sua cabeça., numa obstinação que poderá ser por alguns entendida como teimosia, é a Scolari que compete correr os riscos e assumir a responsabilidade pela convocatória.
No Mundial 2002, nem o Presidente da República do Brasil o conseguiu demover da ideia de não convocar Romário; depois de uma campanha de qualificação sofrível (pela primeira vez na história, o Brasil correu riscos de não se apurar para o Mundial), apresentou-se na Fase Final sem ser o principal favorito mas, jogo a jogo, foi consolidando a sua equipa até à conquista .natural. do título de Campeão do Mundo. Esperemos que tenha também êxito com a selecção de Portugal.
Correndo alguns riscos (mas sem grandes consequências. e sabendo de antemão que Moreira, Bruno Vale e Hugo Viana estarão na equipa de “Esperanças”, da qual não farão parte Tiago, Cristiano Ronaldo e Hélder Postiga), aqui deixo a minha previsão dos 23 seleccionados:
Guarda-Redes . Ricardo, Quim e Hilário
Lateral direito . Paulo Ferreira e Miguel
Defesas centrais . Fernando Couto, Ricardo Carvalho, Jorge Andrade e Beto (ou Fernando Meira)
Lateral esquerdo . Nuno Valente e Rui Jorge (ou Miguelito, se Rui Jorge não for despenalizado)
Médios defensivos . Costinha e Petit
Médios . Rui Costa, Deco e Tiago
Extremo direito . Figo e Cristiano Ronaldo
Extremo esquerdo . Simão e Boa Morte
Avançados . Pauleta, Nuno Gomes e Hélder Postiga
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BENFICA CONQUISTA TAÇA DE PORTUGAL

Finalmente!…
Ao fim de 8 anos, o Benfica regressa às grandes vitórias!
E quem melhor para dar expressão e significado especial a esta conquista do que a grande equipa do FC Porto, a dias de poder sagrar-se Campeã Europeia?
Em “futebolês”, costuma dizer-se destes jogos, que são “rasgadinhos”, ou seja, que ambas as equipas dão tudo o que têm em busca do melhor resultado para as suas cores. Foi um jogo viril, quezilento q. b., mas sem intenção maldosa, em que os jogadores lutaram até à exaustão.
Uma demonstração de grande capacidade competitiva do Benfica, com uma entrada em jogo muito forte; poucas equipas no mundo poderão desperdiçar 3 oportunidades de golo frente ao FC Porto (que, por seu lado, também as teve…) e “sobreviver”.
O FC Porto voltou a mostrar a sua solidez e solidariedade (mesmo reduzido a 10, não se “atemorizou”); Deco fez talvez o melhor jogo da época, mostrando que os grandes jogadores dizem “presente” nas grandes ocasiões.
No prolongamento, tudo podia acontecer, mas o Benfica fez valer a superioridade numérica, perante um FC Porto que se foi como que “conformando” com o resultado, sem contudo “virar a cara à luta”.
Para a história, na sua 32ª final, o Benfica conquista pela 24ª vez a Taça de Portugal (elevando para 8-1 o seu “score” nas finais disputadas com o FC Porto).
Derlei fez 0-1 no termo da primeira parte; o grego Fyssas empatou na segunda parte; Simão marcou o golo decisivo em cima do final da 1ª parte do prolongamento, na melhor homenagem que podia ser prestada à memória de Miklos Féher e de Bruno Baião.
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FC PORTO VICE-CAMPEÃO EUROPEU DE HÓQUEI
Perdendo hoje, na final da Liga dos Campeões Europeus, frente ao “crónico” campeão europeu Barcelona (15º título!), por 0-3, em jogo disputado em Viareggio (Itália), o FC Porto limita-se ao título de Vice-Campeão Europeu de Hóquei em Patins.
Ontem, nas 1/2 finais da prova, tinha eliminado o Óquei Clube de Barcelos, enquanto que o Barcelona vencera o Prato (de Itália).
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MUNDIAL 2010
A África do Sul acaba de ser anunciada como país anfitrião da Fase Final do Campeonato do Mundo de Futebol de 2010, suplantando as candidaturas de Marrocos, Egipto e Líbia.
Pela primeira vez, a maior prova do futebol mundial será disputada no continente africano.
A Fase Final do próximo Mundial, a disputar em 2006, decorrerá na Alemanha.
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VENCEDORES PRÉMIOS LAUREUS
Foram atribuídos ontem em Lisboa, no Centro Cultural de Belém, os .Prémios Laureus. (os “Óscares do Desporto”):
Desportista feminina . Annika Sorenstram (Suécia . Golfe).
Desportista masculino . Michael Schumacher (Alemanha . Fórmula 1).
Equipa do ano . Inglaterra (Râguebi).
Revelação do ano . Michelle Wie (EUA . Golfe).
Regresso do ano . Hermann Maier (Áustria . Esqui).
Desportista .alternativo. . Layne Beachley (Austrália . Surf).
Desportista .Paralímpico. . Earle Connor (Canadá . Atletismo).
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