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JOAQUIM AGOSTINHO
Há 20 anos, partia o grande campeão Joaquim Francisco Agostinho, o maior ciclista português de sempre.
Joaquim Agostinho nasceu em Brejenjas, freguesia de Silveira, concelho de Torres Vedras, a 7 de Abril de 1943. Foi quase por acaso que se iniciou no ciclismo, graças ao vizinho de Casalinhos de Alfaiata, João Roque (também ele um campeão), que o levou a treinar no Sporting.
Em 1968, consegue a sua primeira grande proeza, ao terminar a Volta a Portugal no 2º lugar, prova que venceria em 1970, 1971 (ano em foi eleito o melhor desportista português) e 1972.
Começando a sua gloriosa carreira internacional, ganha a primeira etapa no “Tour de France ” em 1969, terminando no 8º lugar da classificação geral. Nas presenças seguintes na maior prova velocipédica do mundo – onde venceria 5 etapas, entre elas a do “mítico” Alpe d’Huez -, seria 14° em 1970; 5° em 1971; 8° em 1972 e 1973; 6° em 1974; 15° em 1975; 13° em 1977; 3° em 1978 e 1979 (no auge da carreira, completando o pódio com os campeões Bernard Hinault e Joop Zoetemelk); 5° em 1980; e, já com 40 anos, 11° em 1983 (a escassos segundos do 10º lugar que lhe daria a glória nos Champs Elysées).
Na “Vuelta” à Espanha, foi também 2º em 1974, 6º em 1973, 7º em 1976 e 15º em 1977.
No início de Maio de 1984, na Volta ao Algarve, teria a sua última queda, provocada por um cão que se lhe atravessou à frente da bicicleta, ao cortar a meta em Quarteira. Aos 41 anos, Joaquim Agostinho vestia a camisola amarela de líder da prova. Foi com ela vestida que terminou a carreira e a vida.
Ainda foi para o hotel, mas as queixas fizeram suspeitar que a queda teria sido grave; devido à indisponibilidade de meios aéreos, foi transportado de ambulância para Lisboa. Ao fim de dez dias em coma, a 10 de Maio de 1984, o campeão entrava na imortalidade.
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“SUPERLIGA” 2003-04 – CLASSIFICAÇÃO FINAL
Total Casa Fora
Jg V E D G Pt V E D G V E D G
1 FC Porto 34 25 7 2 63-19 82 17 0 0 39- 6 8 7 2 24-13
2 SL Benfica 34 22 8 4 62-28 74 11 4 2 29-15 11 4 2 33-13
3 Sporting CP 34 23 4 7 60-33 73 14 2 1 30- 7 9 2 6 30-26
4 CD Nacional 34 17 5 12 56-35 56 13 2 2 43-14 4 3 10 13-21
5 SC Braga 34 15 9 10 36-38 54 8 5 4 20-20 7 4 6 16-18
6 Rio Ave FC 34 12 12 10 42-37 48 9 6 2 29-14 3 6 8 13-23
7 CS Marítimo 34 12 12 10 35-33 48 9 7 1 22-11 3 5 9 13-22
8 Boavista FC 34 12 11 11 32-31 47 8 6 3 17-14 4 5 8 15-17
9 Moreirense SC 34 12 10 12 33-33 46 9 6 2 21-13 3 4 10 12-20
10 U. D. Leiria 34 11 12 11 43-45 45 7 7 3 26-21 4 5 8 17-24
11 SC Beira Mar 34 11 8 15 36-45 41 7 6 4 22-16 4 2 11 14-29
12 Gil Vicente FC 34 10 10 14 43-40 40 8 4 5 26-15 2 6 9 17-25
13 A. Académica C. 34 11 5 18 40-42 38 6 2 9 20-20 5 3 9 20-22
14 VSC Guimarães 34 9 10 15 31-40 37 7 4 6 19-16 2 6 9 12-24
15 CF Os Belenenses 34 8 11 15 35-54 35 6 4 7 20-23 2 7 8 15-31
16 FC Alverca 34 10 5 19 33-49 35 6 2 9 18-23 4 3 10 15-26
17 FC P. Ferreira 34 8 4 22 27-53 28 6 2 9 14-24 2 2 13 13-29
18 CF E. Amadora 34 4 5 25 22-74 17 3 5 9 14-28 1 0 16 8-46
Liga dos Campeões – FC Porto
Liga dos Campeões (3ª Pré-Eliminatória) – SL Benfica
Taça UEFA – Sporting CP, CD Nacional, SC Braga e CS Marítimo
Despromovidos à II Liga – FC Alverca, FC P. Ferreira e CF E. Amadora
Promovidos à Superliga – GD Estoril-Praia, VFC Setúbal e FC Penafiel
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UMA "EQUIPA"…
… Confiante.
… Personalizada.
… Solidária.
… Serena.
… Compacta.
… Tranquila.
… Dominadora.
… Sóbria (sem necessidade de ser Exuberante).
… Sólida.
… “Ultra-competitiva”.
… (naturalmente) Vitoriosa. “Tão natural como beber um copo de água”.
Numa palavra, uma EQUIPA!
Parabéns FC Porto.
P. S. Há cerca de duas semanas escrevera que tinha duas “certezas” e duas “convicções”: (i) que o jogo da 2ª mão seria (muito) melhor; foi bastante melhor; (ii) que o árbitro dirigiria (muito) melhor o jogo; Collina foi “infinitamente” melhor (ao nível do que é o melhor árbitro do mundo); (iii) que o jogo da 2ª mão teria (muito provavelmente) golos; foi só um… e (iv) que acreditava no FC Porto; obviamente, ficou demonstrado que tinha(mos) todas as razões para acreditar!
P. S. 2 – Em Setúbal, há um homem bom com toda a razão para se sentir o “pai mais orgulhoso do mundo”: chama-se Félix Mourinho e eu gostava muito que ele tivesse a maior alegria da sua vida no final do jogo de Gelsenkirchen.
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UNIÃO DE TOMAR – 90 ANOS
O “meu clube”, o histórico União de Tomar, a atravessar a mais grave crise da sua história, completa hoje 90 anos, em que atingiu o seguinte palmarés:
– 6 presenças no Campeonato Nacional de Futebol da I Divisão (1968/69, 1969/70, 1971/72, 1972/73, 1974/75 e 1975/76: 10º / 14º / 12º / 16º / 12º / 14º)
– 34 presenças na Taça de Portugal (5 vezes nos 1/4 final; 1 vez nos 1/8 final; 1 vez nos 1/16 final; 11 vezes nos 1/32 final)
– Campeão Nacional de Futebol da II Divisão – 1973-74
– 16 presenças no Campeonato Nacional de Futebol da II Divisão
– Campeão Nacional de Futebol da III Divisão – 1964-65 (para além de outras 2 vitórias na Série D da III Divisão)
– 19 presenças no Campeonato Nacional de Futebol da III Divisão
– Campeão Distrital de Futebol da A. F. Santarém – 1940-41, 1941-42, 1955-56, 1987-88 e 1997-98
– Campeão Distrital de Juniores – 1978-79, 1982-83, 1994-95 e 1998-99
– Campeão Distrital de Juvenis – 1978-79 e 1987-88
– Campeão Distrital de Iniciados – 1995-96 e 1998-99
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BENFICA VICE-CAMPEÃO DA EUROPA FUTSAL
Vencendo na 2ª mão da Final da “UEFA Futsal Cup”, o Interviu de Espanha, por 4-3 (depois de ter sido batido na 1ª mão, em Madrid, por 1-4), o Benfica tornou-se vice-campeão europeu de Futsal, na maior proeza de uma equipa portuguesa nesta (“jovem”) modalidade.
O “sonho” do título de Campeão Europeu ainda pairou no ar quando, num minuto, o Benfica fez o 3-2 e o 4-2, mas acabou por não ser possível completar a “reviravolta”…
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AYRTON SENNA… DO BRASIL
De há 10 anos atrás conservo na memória três imagens fortes: a primeira, a do brutal despiste; a segunda, a da última “convulsão” de Ayrton, quando o bólide que pilotava finalmente se imobiliza, depois de completamente desgovernado; a terceira, a da .raiva. seca com que uma responsável médica respondeu aos jornalistas que . 2 ou 3 horas depois do acidente . lhe perguntavam: .Quais as hipóteses?. e a resposta ríspida: .Não há hipótese nenhuma. Senna está morto!..
Biologicamente, ou cerebralmente, não terá sido assim, mas, para mim, Senna morreu na pista, quando, dentro do carro, teve aquela última convulsão.
Desde “miúdo”, quando comecei a acompanhar a Fórmula 1, tive os meus “heróis”…
Já não me lembro de ver correr Emerson Fittipaldi ao mais alto nível (recordo-me do “ocaso” da sua carreira, na Copersucar); o primeiro ídolo foi Niki Lauda (que entrou na “lenda” com o “regresso da morte”, daquele terrível acidente de Nurburgring, que o desfigurou e a reconquista do título de campeão do mundo 8 anos depois, por meio ponto!).
Seguiu-se (infelizmente por pouco tempo), Gilles Villeneuve (e acabámos por ter essa satisfação “poética” de ver o filho, Jacques, Campeão do Mundo)…
Como “Ferrarista”, o meu favorito seguinte foi Patrick Tambay (que nunca conseguiu alcançar grandes proezas). O mesmo se seguiria depois com Gerhard Berger (com essa afinidade de ter casado com a portuguesa Ana Corvo).
O Ayrton nunca foi o meu favorito; também nunca apreciei particularmente o estilo do “professor” Alain Prost…
… Mas, de facto, é inegável que Senna era de “outro mundo”! 41 vitórias; 65 “pole-positions” (ainda record); 2 987 voltas (13 678 km) no comando; 86 Grandes Prémios em que esteve em 1º lugar; 614 pontos – tudo isto em apenas 161 Grandes Prémios. Tri-Campeão do Mundo (1988, 1990 e 1991); duas vezes vice-campeão (1989 e 1993); 1 vez 3º (1987); 3 vezes 4º (1985, 1986 e 1992).
E, às vezes (particularmente nestas ocasiões), dou comigo a pensar: “Porque é que estas coisas acontecem “sempre” aos melhores (não são do meu tempo, mas o Jim Clark e o Jochen Rindt, foram também fenomenais); como nos rallyes, com o “meu herói”, o jovem Henry Toivonen (isto dá-me uma nostalgia e tristeza… – já faz amanhã 18 anos!).
Nesta memória de Ayrton Senna da Silva, por via dele presto também homenagem a outros pilotos, alguns menos conhecidos, que igualmente pagaram com a vida a sua paixão pela velocidade: Luigi Fagioli (1952), Onofre Marimon (1954), Alberto Ascari e Bill Vukovich (1955), Luigi Musso, Peter Collins, Stuart Lewis-Evans e Pat O’Connor (1958), Jerry Unser, Bob Cortner e Jean Behra (1959), Chris Bristow e Alan Stacey (1960), Wolfgang von Trips (1961), Ricardo Rodriguez (1962), Carel De Beaufort (1964), John Taylor (1966), Lorenzo Bandini (1967), Jim Clark e Jo Schlesser (1968), Gerhard Mitter (1969), Bruce McLaren, Piers Courage e Jochen Rindt (1970), Joseph Siffert e Pedro Rodriguez (1971), Roger Williamson e François Cevert (1973), Peter Revson e Helmut Koining (1974), Mark Donahue (1975), Ronnie Petterson (1978), Patrick Depailler (1980), Gilles Villeneuve e Ricardo Palleti (1982), Stefan Bellof e Manfred Winkelhock (1985), Elio de Angelis (1986), Didier Pironi (1987 – numa prova de motonáutica), Roland Ratzenberger (1994) e Michele Alboreto (2001).
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ACREDITAR…
Sobre o FC Porto – D. Coruña, duas “certezas”, duas “convicções”, uma interrogação, uma constatação e uma exclamação:
1ª “certeza” – O jogo da 2ª mão será (muito) melhor que o de hoje.
2ª “certeza” – O árbitro da 2ª mão dirigirá (muito) melhor o jogo que o de hoje.
1ª “convicção” – O jogo da 2ª mão terá (muito provavelmente) golos.
Interrogação – Como é possível que, em consciência, o trio de arbitragem – no final do jogo – se cumprimente efusivamente (como aconteceu hoje), em sinal de quem sente o “dever cumprido”?
Constatação – É que, se realmente o árbitro e os seus assistentes chegam ao fim deste jogo com a consciência de que fizeram um bom trabalho é porque, de facto, se torna urgente que a FIFA e a UEFA adoptem medidas (“tecnológicas”) que auxiliem os árbitros e que permitam evitar erros “crassos”. Os jogos a este nível são de tal forma competitivos, que os árbitros (como seres humanos com limitações) não terão capacidade para julgar com rigor e verdade tudo o que se passa; ao mesmo tempo que, neles se “jogando tanto”, não podem os clubes ficar à mercê de um dia mais ou menos “inspirado” dos árbitros. Não devíamos falar tanto dos árbitros, mas, provavelmente, eles precisarão mesmo de apoio na sua complexa e exigente missão.
Exclamação – Maniche “merecia” aquele golo!
2ª “convicção” – Acredito no FC Porto!
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48′ E 15”… OU A MAGIA DO FUTEBOL
Decorria o 48º minuto (!) do “Telejornal” da TVI, quando Miguel Sousa Tavares colocou ponto final no primeiro tema do dia: “A Europa sabe lá quem é Valentim Loureiro!…”
… 15 segundos foi o tempo que Nonda (avançado do Monaco) necessitou para, entrando em campo aos 83 minutos, tocar pela primeira vez na bola, e marcar o 3º golo da sua equipa que – mesmo jogando meia hora com apenas 10 jogadores – conseguiu passar o resultado de 1-1 para 3-1, no jogo Monaco-Chelsea das 1/2 finais da Liga dos Campeões Europeus, entrando na “rota da Final”, assim fazendo reviver a magia do futebol… que já experimentara na eliminatória anterior, ao eliminar o “todo poderoso” Real Madrid.
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VANESSA FERNANDES – CAMPEÃ DA EUROPA DE TRIATLO
Vanessa Fernandes sagrou-se hoje Campeã Europeia de Triatlo, obtendo simultaneamente o apuramento para os Jogos Olímpicos de Atenas.
É fácil de perceber de onde provém a “fibra” desta jovem campeã; do pai, Venceslau Fernandes, um campeão de .antes quebrar que torcer., vencedor de uma Volta a Portugal em Bicicleta quando rondava já os 40 anos de idade.
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“A MAGIA DO FUTEBOL OU O SONHO DE MOURINHO”
A “magia do futebol” é o que permite que o Coruña, necessitando de marcar 3 golos a um “avisado” Milan, o tenha conseguido em menos de 45 minutos.
E o “sonho de Mourinho” começa a estar mesmo “aqui à mão”!



