Archive for 6 Julho, 2018

Mundial 2018 – 1/4 de final – Brasil – Bélgica

Brasil Bélgica 1-2

Brasil Alisson, Fagner, Thiago Silva, Miranda, Marcelo, Willian (45m – Roberto Firmino), Paulinho (73m – Renato Augusto), Philippe Coutinho, Fernandinho, Neymar e Gabriel Jesus (58m – Douglas Costa)

Bélgica Thibaut Courtois, Toby Alderweireld, Vincent Kompany, Jan Vertonghen, Thomas Meunier, Marouane Fellaini, Axel Witsel, Nacer Chadli (83m – Thomas Vermaelen), Kevin De Bruyne, Eden Hazard e Romelu Lukaku (87m – Youri Tielemans)

0-1 – Fernandinho (p.b.) – 13m
0-2 – Kevin De Bruyne – 31m
1-2 – Renato Augusto – 76m

Cartões amarelos – Fernandinho (85m) e Fagner (90m); Toby Alderweireld (47m) e Thomas Meunier (71m)

Árbitro – Milorad Mažić (Sérvia)

Kazan Arena – Kazan (19h00)

Fiel ao seu estilo de jogo, de ataque, baseado em rupturas que combinam a técnica de Eden Hazard – em grande plano neste jogo – e a força e velocidade de Lukaku, ancorada na solidez que lhe conferem Kevin De Bruine, a pautar o jogo, e Axel Witsel, em apoio à defesa, a Bélgica começou logo por ter uma tão imprevista como útil “ajuda”, quando Fernandinho, involuntariamente, impeliu a bola (que ressaltara do cabeceamento de um outro defesa brasileiro, procurando aliviar a bola) para dentro da sua própria baliza, na sequência de um pontapé de canto, apontado de forma sesgada, junto à baliza e ao primeiro poste.

Depois, prosseguindo a sua actuação personalizada, à passagem da meia hora, De Bruyne, com um potente e colocado remate à entrada da área, ampliou a vantagem belga, colocando os brasileiros à beira de um “ataque de nervos”.

Ao intervalo, o marcador espelhava bem o que fora o desempenho de ambas as equipas. Porém, no segundo tempo, a Bélgica adoptaria uma toada mais conservadora, em paralelo com o “tudo por tudo” do Brasil, que, no quarto de hora inicial – como, mais tarde, na fase final da partida -, praticamente sufocou o adversário, empurrando-o para a sua zona defensiva.

Logo nos minutos iniciais da metade complementar, a selecção brasileira reclamou uma grande penalidade, a qual, contudo, não seria sancionada pelo árbitro. O tempo corria contra as aspirações do Brasil, que, ainda assim, conseguiria, enfim, chegar ao golo,  pelo recém-entrado Renato Augusto, reduzindo para diferença tangencial, o que lhe deu novo ânimo.

Em função da insistência com que atacou, em busca do tento do empate, a selecção “canarinha” acabaria por ser infeliz, dado ter feito por justificar o prolongamento, superiormente negado, ao 94.º minuto, por uma soberba defesa de Thibaut Courtois!

Valera aos belgas a eficácia demonstrada na primeira metade do encontro, assim como, na sua fase final, a forma como Eden Hazard foi conseguindo reter a bola, permitindo à sua equipa “ir respirando”.

O Mundial deixa de ter equipas de fora do continente europeu, sendo as últimas seis selecções ainda em prova, todas, da Europa…

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6 Julho, 2018 at 8:53 pm Deixe um comentário

Mundial 2018 – 1/4 de final – Uruguai – França

Uruguai França 0-2

Uruguai Fernando Muslera, Martín Cáceres, José María Giménez, Diego Godín, Diego Laxalt, Nahitan Nández (73m – Jonathan Urretaviscaya), Lucas Torreira, Matías Vecino, Rodrigo Betancur (59m – Cristian Rodríguez), Luis Suárez e Cristhian Stuani (59m – Maximiliano Gómez)

França Hugo Lloris, Benjamin Pavard, Raphaël Varane, Samuel Umtiti, Lucas Hernández, Kylian Mbappé (88m – Ousmane Dembélé), Paul Pogba, N’Golo Kanté, Corentin Tolisso (80m – Steven Nzonzi), Antoine Griezmann (90m – Nabil Fekir) e Olivier Giroud

0-1 – Raphaël Varane – 40m
0-2 – Antoine Griezmann – 61m

Cartões amarelos – Rodrigo Betancur (39m) e Cristian Rodríguez (69m); Lucas Hernández (33m) e Kylian Mbappé (69m)

Árbitro – Nestor Pitana (Argentina)

Nizhny Novgorod Stadium – Nizhny Novgorod (15h00)

Tal como sucedera frente à Argentina, também hoje a superioridade da França foi notória, pese embora o tento inaugural tenha surgido apenas próximo do termo da primeira metade, num livre apontado por Griezmann, com um centro “milimétrico” para a cabeça de Varane, a antecipar-se a toda a defesa contrária, para, com um toque subtil, desviar a bola do alcance do guarda-redes, anichando-se no fundo da baliza.

Curiosamente, a melhor ocasião de perigo do Uruguai surgiria pouco depois, sendo então a vez de Lloris brilhar, com uma excelente intervenção.

Sem poder dispor de Cavani, lesionado no jogo frente a Portugal, a equipa sul-americana acabaria por ficar sempre “muito curta”, incapaz de chegar à zona de finalização.

Da parte da França, não pretendendo arriscar a que se pudesse repetir o susto que passou perante os argentinos, a prioridade foi o controlo do jogo, gerindo a vantagem e o tempo. Até porque, apenas com cerca de um quarto de hora decorrido no segundo período, outra vez Griezmann, a desferir um remate em que a bola sairia com uma trajectória caprichosa, traindo Muslera, que a viu escapar-se entre as mãos.

Estava sentenciado o desfecho da eliminatória e, até final, esteve sempre mais perto a possibilidade de um terceiro tento gaulês que a hipótese de os uruguaios reduzirem a desvantagem.

Depois de ter afastado o Campeão da Europa em título (Portugal), o Uruguai não conseguiu resistir a uma exibição muito segura dos vice-campeões europeus, que, assim, avançam para as meias-finais, nas quais poderão eventualmente ter de defrontar o Brasil (após terem já eliminado três selecções sul-americanas: Peru, Argentina e Uruguai).

6 Julho, 2018 at 4:53 pm Deixe um comentário

Optimista

Podia fazer aqui uma espécie de “pot-pourri” de temas que mais me interessam: desde a “Memória”, em termos gerais, a Tomar, mais em particular; do presente e futuro do jornalismo às perspectivas sombrias que assolam a Europa; da questão dos refugiados e das migrações às incertezas sobre as saídas profissionais dos nossos filhos (a tal geração mais qualificada de sempre); em termos pessoais, do indelével elo que, desde há cerca de quatro anos, estabeleci com a Bulgária, o país mais pobre da União, onde a extrema-direita racista chegou recentemente ao poder, tendo sob mira as minorias turca e cigana, segregadas e cada vez mais intoleradas.

Enquanto “coleccionador de histórias”, podia também recordar um episódio com contornos caricatos, que, em 1998, vivi em Bissau: o de, durante a semana, ver toda a gente a olhar para a lua, procurando antecipar o início do Ramadão – e consequente dia feriado –, que, tendo chegado precisamente na sexta-feira, me impediu de confirmar o voo de regresso, numa altura em que a ligação aérea Bissau-Lisboa estava completamente lotada e a duração da reserva no hotel tinha entretanto chegado ao fim, tal como o dinheiro de que dispunha para a missão…

Eu, que me vejo, não propriamente pessimista, mas, de forma geral, mais realista, optei, porém, por deixar aqui de lado as magnas preocupações que nos envolvem nestes dias cinzentos – por outros, bastante mais abalizados para versar estes assuntos, amiúde abordadas –, preferindo expressar, por um prisma positivo, uma outra grande paixão, como é a do desporto.

E, sobretudo, o exemplo que nos é apontado por aquele que será, porventura, o maior desportista mundial de todos os tempos, especialmente na medida em que é praticante de uma modalidade individual, em que um encontro pode chegar a durar até três ou mais horas.

Reunindo características únicas de carisma e virtuosidade, talento e versatilidade, combinando estética e técnica, empenho e profissionalismo, humildade e respeito (pelos adversários e pelo público), numa longeva carreira de mais de vinte anos, praticamente sempre ao mais alto nível – cumprem-se agora precisamente 15 anos sobre a primeira das suas vinte vitórias em torneios do “Grand Slam”, em Wimbledon –, Roger Federer conta quase uma centena de competições ganhas, com mais de 300 semanas como n.º 1 do ranking mundial, somando cinco estatuetas dos “Óscares do desporto”, os prémios Laureus, sendo, paralelamente, o atleta que maiores proventos alcançou em toda a história no decurso da sua actividade desportiva.

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 Roger Federer: a sua primeira grande vitória ocorreu faz hoje 15 anos

Logo em 2003 criou a “Roger Federer Foundation”, visando apoiar crianças carenciadas e promover o seu acesso à instrução e ao desporto, intervindo fundamentalmente na região da África Austral (África do Sul, Botswana, Malawi, Namíbia, Zâmbia e Zimbabwe), propondo-se agora abranger, num horizonte de curto prazo, um milhão de crianças!

Ora – sendo a publicidade a “força motriz” que faz girar o mundo –, depois de mais de vinte anos como rosto da Nike, prestes a completar 37 anos de idade, o suíço aceitou passar a ser o “embaixador”, a âncora maior de divulgação, da marca japonesa de roupa UNIQLO (acrónimo para a denominação inicial de Unique Clothing Warehouse), fundada em 1984 por Tadashi Yanai, no seu trilho para se tornar uma marca global – procurando desde já notabilizar-se, gerando “buzz” ainda antes que a maior montra desportiva do planeta, os Jogos Olímpicos de 2020, chegue ao Japão –, visando suplantar gigantes mundiais como a Inditex e a H&M, tendo como ambicioso objectivo atingir, já nesse ano de 2020, os 50.000 milhões de dólares de facturação!

Percebe-se, assim, como será possível pagar a Federer – o maior “avalista” de imagens de marca do mundo, representante, entre outras, das luxuosas RolexMercedes-Benz ou Moët & Chandon (só Cristiano Ronaldo e LeBron James estarão, actualmente, na sua faixa de honorários) – cerca de 300 milhões de dólares, por um contrato de dez anos (independentemente do previsto termo de carreira a curto/médio prazo) – o qual, em termos comparativos, e para se percepcionar melhor o que está em causa, acumulou, ao longo de todo o seu trajecto profissional de mais de vinte anos, um montante global de cerca de 116 milhões de dólares em prémios.

Nas palavras de Tadashi Yanai, ao anunciar esta extraordinária parceria: «Compartilhamos uma meta de operar mudanças positivas no mundo, e espero que, juntos, possamos proporcionar a mais alta qualidade de vida para o maior número de pessoas».

Ao que o grande campeão retorquiu: «Estou profundamente implicado com o ténis e com o triunfo em competições. Mas, tal como a UNIQLO, também tenho grande amor pela vida, cultura e humanidade. Partilhamos uma forte paixão por ter um impacto positivo no mundo em nosso redor, ansiando por conjugar os nossos esforços criativos».

Sem ignorar que, para a empresa, antes de preocupações a nível da sua responsabilidade social, importará, em primeira instância, o lucro – aliás, como condição determinante para a sua própria perenidade –, quero crer que não terão sido em vão as palavras de Yanai, assim como, da parte de Federer – que nem sequer teria a possibilidade física de usar em “proveito próprio” o imenso pecúlio já antes angariado (estimado em mais de 500 milhões de dólares) –, os seus actos no passado constituirão um bom garante do compromisso agora novamente expresso.

Continuo optimista que, à nossa ínfima escala individual, procurando replicar o seu exemplo, seremos capazes, cada um, de dar também pequenos contributos para uma sociedade menos desequilibrada, e, principalmente, mais solidária.

(texto escrito para publicação no Delito de Opinião, acedendo ao gentil convite de Pedro Correia, a quem agradeço a oportunidade)

6 Julho, 2018 at 4:00 pm Deixe um comentário


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