Archive for Junho, 2012
EURO 2012 – Grupo B – 3ª jornada – Portugal – Holanda

2-1
Parecendo confiar na (vitória da) Alemanha, e escudado na possibilidade de, inclusivamente, poder perder por um golo de diferença, Portugal entrou em campo, frente à Holanda, numa toada expectante, de “esperar para ver”, assim concedendo a iniciativa atacante aos adversários.
Que não se fizeram rogados, empurrando, logo desde início, a equipa portuguesa para as imediações da sua área. E, depois de dois “avisos”, acabariam mesmo por chegar ao golo, apenas com 11 minutos decorridos.
Parece que foi o melhor que poderia acontecer à selecção de Portugal… A partir daí (tal como sucedera nos dois jogos anteriores, quando em posição desvantajosa) mudou radicalmente de atitude, passando a assumir o controlo de bola e, também, o domínio do jogo.
Com a Holanda a continuar a ter de arriscar, começaram a surgir espaços para as ofensivas portuguesas, perante uma defesa holandesa com muitas dificuldades “em se encontrar”.
Primeiro, aos 18 minutos, Hélder Postiga a surgir completamente isolado na cara do guardião holandês, mas a não ter o discernimento para concretizar o golo, rematando ligeiramente ao lado. Para, pouco depois – e quando a Alemanha, inaugurando o marcador no outro jogo, aos 19 minutos, voltara a recolocar Portugal em posição de apuramento – ser Cristiano Ronaldo, também numa boa posição para poder marcar, a cabecear à figura de Stekelenburg.
O mesmo Cristiano Ronaldo não vacilaria contudo, apenas com 28 minutos (e, com a Dinamarca já empatada a um golo, desde o minuto 24, empurrando Portugal novamente para “fora do EURO”), dando a melhor conclusão a uma excelente desmarcação, culminando uma magnífica abertura de João Pereira, com um remate fora do alcance do guarda-redes adversário, dirigindo a bola para o fundo das redes.
Com a igualdade a um em ambos os campos, Portugal voltava a “entrar” na prova. E o jogo prosseguiria com a mesma toada, com Portugal a dominar por completo a batalha a meio-campo, sem que os holandeses conseguissem “pegar no jogo”, e, a criar mais oportunidades: ao minuto 32, uma “bomba” de Cristiano Ronaldo – hoje a dar sinais de maior motivação, e sobretudo, mais confiança – a obrigar Stekelenburg a aplicar-se a fundo, com uma defesa de recurso, para a frente.
Depois de um primeiro tempo a alta rotação, com o “jogo partido”, com ambas as equipas com os olhos apenas no ataque, a segunda parte iniciar-se-ia em ritmo bastante mais moderado.
A Holanda, a necessitar de ganhar por dois para manter algumas aspirações ao apuramento, ia procurando acelerar o ritmo de jogo, com dois “avisos” quase consecutivos, a findar o primeiro quarto de hora.
Portugal jogava então, assumidamente, em contra-ataque, com rápidas transições. Aos 72 minutos, Nani teria uma soberana ocasião de desempatar a partida, mas não teve a frieza necessária para ultrapassar o guarda-redes contrário, bem a arrojar-se ao chão, fazendo uma enorme “mancha”.
O melhor exemplo da forma de jogo de Portugal culminaria, de forma excelente, no segundo golo: bola recuperada na defesa por Pepe, a passar a Cristiano Ronaldo (que fora lá atrás dar uma ajuda), o qual, ao mesmo tempo que, de imediato, colocava a bola em João Moutinho, fazia uma veloz aceleração em direcção à área contrária, seguido de um rápido lançamento para Nani, na direita, e de um cruzamento de primeira, a rasgar toda a defesa holandesa, numa magnífica assistência para… Ronaldo, que, com a frieza que faltara dois minutos antes a Nani, dominou a bola, passou para o outro pé, sentou os defesas e rematou fora do alcance de Stekelenburg.
Nos minutos imediatos, Portugal provocaria ainda dois enormes sustos à defesa contrária, mas sem consequências. Já com a Dinamarca a perder, desde os 80 minutos, Portugal teria a sorte de ver um cabeceamento adversário a embater no poste da baliza de Rui Patrício.
Para, num minuto 90, um agora já super-confiante Cristiano Ronaldo, a entrar em drible, tirando os adversários do caminho, para rematar, com estrondo… ao poste!
Com uma estratégia inicial algo arriscada, Portugal teve a capacidade de compreender que as lacunas da defesa holandesa poderiam proporcionar golos, mas foi o domínio do meio-campo que se revelou crucial para assumir as rédeas da partida, e libertar a linha avançada para levar, por sucessivas vezes, o perigo até junto da baliza holandesa.
Com uma exibição muito bem conseguida, Portugal (novamente a afastar a Holanda, agora aureolada com o título de vice-campeã mundial, mas muito distante do seu melhor rendimento) garante o apuramento para os 1/4 Final, onde tem encontro marcado com a R. Checa, para uma desforra do EURO 96…
Precisamente desde 1996, foi esta a primeira vez que Portugal não ganhou o seu grupo de apuramento, o que, contudo, não assume relevância particular, face à quinta qualificação consecutiva para os 1/4 Final!
Rui Patrício, João Pereira, Bruno Alves, Pepe e Fábio Coentrão, Miguel Veloso, Raul Meireles (72m – Custódio), João Moutinho, Nani (87m – Rolando), Cristiano Ronaldo e Hélder Postiga (64m – Nélson Oliveira)
Maarten Stekelenburg, Gregory van der Wiel, Ron Vlaar, Joris Mathijsen, Jetro Willems (67m – Ibrahim Afellay), Nigel de Jong, Rafael van der Vaart, Arjen Robben, Robin van Persie, Wesley Sneijder e Klaas-Jan Huntelaar
0-1 – Rafael van der Vaart – 11m
1-1 – Cristiano Ronaldo – 28m
2-1 – Cristiano Ronaldo – 74m
“Melhor em campo” – Cristiano Ronaldo (Portugal)
Amarelos – João Pereira (90m); Jetro Willems (51m) e Robin van Persie (69m)
Árbitro – Nicola Rizzoli (Itália)
Estádio Metalist – Kharkiv (19h45)
EURO 2012 – Grupo B – 3ª jornada – Dinamarca – Alemanha

1-2
Num jogo sempre muito “desconfiado”, a Alemanha começaria por marcar cedo, numa altura em que Portugal perdia já com a Holanda, o que fez com que ambas as equipas estivessem “apuradas”, entre os 11 e os 19 minutos.
O que voltaria a suceder, por um novo curto período de tempo, entre o minuto 24 (com o empate alcançado pela Dinamarca) e o minuto 28 (empate de Portugal).
As equipas manter-se-iam algo na expectativa, jogando também com o que se passava no Portugal-Holanda. Depois do golo do triunfo da equipa portuguesa, curiosamente, era a Alemanha que passava a estar na “corda bamba”: um eventual golo da Dinamarca implicaria o afastamento dos germânicos do EURO!
A equipa alemã assumiria então a sua superioridade, conseguindo o golo que, definitivamente, tranquilizaria a Alemanha… e Portugal!
Nos 1/4 Final, segue-se um curioso confronto entre Alemanha e Grécia.
Stephan Andersen, Lars Jacobsen, Simon Kjær, Daniel Agger, Simon Poulsen, William Kvist, Christian Eriksen, Jakob Poulsen (82m – Tobias Mikkelsen), Niki Zimling (79m – Christian Poulsen), Michael Krohn-Dehli e Nicklas Bendtner
Manuel Neuer, Lars Bender, Mats Hummels, Holger Badstuber, Philipp Lahm, Sami Khedira, Bastian Schweinsteiger, Thomas Müller (84m – Toni Kroos), Mesut Özil, Lukas Podolski (64m – André Schürrle) e Mario Gomez (74m – Miroslav Klose)
0-1 – Lukas Podolski – 19m
1-1 – Michael Krohn-Dehli – 24m
1-2 – Lars Bender – 80m
“Melhor em campo” – Lukas Podolski (Alemanha)
Amarelos – Não houve
Árbitro – Carlos Velasco Carballo (Espanha)
Arena Lviv – Lviv (19h45)
Rui Costa vence Volta à Suíça
O ciclista Rui Costa, ao serviço da equipa Movistar, sagrou-se hoje vencedor da Volta à Suíça em bicicleta, a prova mais importante por etapas do circuito mundial, após o Tour de France, o Giro de Itália e a Vuelta a Espanha.
Depois de ter vencido uma etapa na Volta a França do ano passado, Rui Costa torna-se no primeiro ciclista português a vencer uma prova por etapas deste circuito profissional.
Tendo envergado a camisola amarela logo na 2ª etapa, Rui Costa resistiria a todos os ataques até à derradeira etapa (9ª), hoje disputada. A classificação final foi a seguinte:
1.º Rui Costa (Portugal/Movistar) – 35:54.49 horas
2.º Frank Schleck (Luxemburgo/RadioShack-Nissan), a 14 segundos
3.º Levi Leipheimer (EUA/Omega Pharma-QuickStep), a 21 segundos
4.º Robert Gesink (Holanda/Rabobank), a 25 segundos
5.º Mikel Nieve (Espanha/Euskaltel-Euskadi), a 40 segundos
6.º Roman Kreuziger (Rep. Checa/Astana), a 47 segundos
7.º Thomas Danielson (EUA/Garmin-Barracuda), 48 segundos
8.º Steven Kruijswijk (Holanda/Rabobank), a 59 segundos
9.º Alejandro Valverde (Espanha/Movistar), a 1.42 minutos
10.º Nicolas Roche (Irlanda/AG2R), a 1.52 minutos
45.º Sérgio Paulinho (PORTUGAl/Saxo Bank), a 38.14 minutos
Libération

Uma forma original de divulgar uma sondagem, na véspera das eleições… (Libération)
EURO 2012 – Grupo A – 3ª jornada – R. Checa – Polónia

1-0
Com ambas as equipas a dependerem apenas de si próprias para o apuramento, à R. Checa ia bastando o empate enquanto se manteve também a igualdade no outro jogo, entre Grécia e Rússia; a Polónia sabia, logo à partida, que necessitava vencer.
Com o golo da Grécia, praticamente a findar a primeira parte, passavam a ser gregos e russos a estar na calha para o apuramento. A R. Checa passava também a necessitar de ganhar.
E, com um golo solitário, vencendo no terreno de um dos países organizadores, alcandorava-se ao 1º lugar do Grupo, depois do desastrado início na prova (derrota por 1-4 com a Rússia), enquanto os seus carrascos da ronda inaugural se viam eliminados!
R. Checa e Grécia avançam para os 1/4 Final, cruzando-se com os dois primeiros do Grupo de Portugal, enquanto Polónia e Rússia encerraram a sua participação na prova.
Petr Čech, Theodor Gebre Selassie, Tomás Sivok, Michal Kadlec, David Limberský, Tomáš Hübschman, Jaroslav Plašil, Petr Jirácek (84m – František Rajtoral), Daniel Kolář, Václav Pilař (88m – Jan Rezek) e Milan Baroš (90m – Tomáš Pekhart)
Przemysław Tytoń, Lukasz Piszczek, Marcin Wasilewski, Damien Perquis, Sebastian Boenisch, Dariusz Dudka, Eugen Polanski (56m – Kamil Grosicki), Jakub Błaszczykowski, Rafal Murawski (73m – Paweł Brożek), Ludovic Obraniak (73m – Adrian Mierzejewski) e Robert Lewandowski
1-0 – Petr Jirácek – 72m
“Melhor em campo” – Petr Jirácek (R. Checa)
Amarelos – David Limberský (12m), Jaroslav Plašil (87m) e Tomáš Pekhart (90m); Rafal Murawski (22m), Eugen Polanski (48m), Marcin Wasilewski (61m), Jakub Błaszczykowski (87m) e Damien Perquis (90m)
Árbitro – Craig Thomson (Escócia)
Estádio Municipal de Wroclaw – Wroclaw (19h45)
EURO 2012 – Grupo A – 3ª jornada – Grécia – Rússia

1-0
Bastou um simples golo para que uma enorme reviravolta acontecesse na classificação do Grupo, com a Grécia a subir do último ao 2º lugar, enquanto a Rússia – que entrara de forma exuberante na prova, com a goleada de 4-1 à R. Checa – se via surpreendentemente relegada para a 3ª posição (também em função do golo que permitiu aos checos vencerem o Grupo), sendo assim eliminada da competição!
O intenso caudal ofensivo dos russos no segundo tempo, principalmente no derradeiro quarto de hora, após a marcação do golo da R. Checa no outro encontro do Grupo, acabaria por ser infrutífero, em parte devido à grande precipitação que se apoderou da equipa russa, e, noutra parte, em virtude da grande solidariedade revelada pelos gregos, a “tapar” todos os espaços e caminhos para a sua baliza, oferecendo o corpo à bola, criando uma barreira que se revelaria intransponível.
Michalis Sifakis, Vasilis Torosidis, Kyriakos Papadopoulos, Sokratis Papastathopoulos, Kostas Katsouranis, Giorgos Tzavellas, Giannis Maniatis, Giorgos Karagounis (67m – Grigoris Makos), Dimitris Salpingidis (83m – Sotiris Ninis), Georgios Samaras e Theofanis Gekas (64m – José Holebas)
Vyacheslav Malafeev, Aleksandr Anyukov (81m – Marat Izmailov), Aleksei Berezutskiy, Sergei Ignashevich, Yuri Zhirkov, Roman Shirokov, Igor Denisov, Denis Glushakov (72m – Pavel Pogrebnyak), Alan Dzagoev, Andrei Arshavin e Aleksandr Kerzhakov (45m – Roman Pavlyuchenko)
1-0 – Giorgos Karagounis – 45m
“Melhor em campo” – Giorgos Karagounis (Grécia)
Amarelos – Giorgos Karagounis (61m) e José Holebas (90m); Aleksandr Anyukov (61m), Yuri Zhirkov (69m), Alan Dzagoev (70m) e Pavel Pogrebnyak (90m)
Árbitro – Jonas Eriksson (Suécia)
Estádio Nacional Narodowy – Varsóvia (19h45)
EURO 2012 – Classificações após a 2ª jornada
Grupo A J V E D GM GS P 1º Rússia2 1 1 - 5 - 2 4 2º R. Checa
2 1 - 1 3 - 5 3 3º Polónia
2 - 2 - 2 - 2 2 4º Grécia
2 - 1 1 2 - 3 1
Grupo B J V E D GM GS P 1º Alemanha2 2 - - 3 - 1 6 2º Portugal
2 1 - 1 3 - 3 3 3º Dinamarca
2 1 - 1 3 - 3 3 4º Holanda
2 - - 2 1 - 3 -
Grupo C J V E D GM GS P 1º Espanha2 1 1 - 5 - 1 4 2º Croácia
2 1 1 - 4 - 2 4 3º Itália
2 - 2 - 2 - 2 2 4º Irlanda
2 - - 2 1 - 7 -
Grupo D J V E D GM GS P 1º França2 1 1 - 3 - 1 4 2º Inglaterra
2 1 1 - 4 - 3 4 3º Ucrânia
2 1 - 1 2 - 3 3 4º Suécia
2 - - 2 3 - 5 -
EURO 2012 – Grupo D – 2ª jornada – Suécia – Inglaterra

2-3
Numa partida empolgante, com duas reviravoltas no marcador, a Suécia, de alguma forma inesperadamente derrotada na ronda inaugural, tudo tentou para conseguir sobreviver na competição; porém, acabando por ceder o segundo desaire em dois encontros, é também a segunda selecção a ficar virtualmente afastada da prova, à semelhança do que sucedeu ontem com a Irlanda.
Andreas Isaksson, Jonas Olsson, Olof Mellberg, Andreas Granqvist (66m – Mikael Lustig), Martin Olsson, Rasmus Elm (81m – Christian Wilhelmsson), Kim Källström, Sebastian Larsson, Zlatan Ibrahimović, Anders Svensson e Johan Elmander (79m – Markus Rosenberg)
Joe Hart, Glen Johnson, John Terry, Joleon Lescott, Ashley Cole, James Milner (61m – Theo Walcott), Steven Gerrard, Scott Parker, Andy Carroll, Ashley Young e Danny Welbeck (90m – Alex Oxlade-Chamberlain)
0-1 – Andy Carroll – 23m
1-1 – Glen Johnson (p.b.) – 49m
2-1 – Olof Mellberg – 59m
2-2 – Theo Walcott – 64m
2-3 – Danny Welbeck – 78m
“Melhor em campo” – Olof Mellberg (Suécia)
Amarelos – Olof Mellberg (63m), Jonas Olsson (72m) e Anders Svensson (90m); James Milner (58m)
Árbitro – Damir Skomina (Eslovénia)
Estádio Olímpico de Kiev – Kiev (19h45)
EURO 2012 – Grupo D – 2ª jornada – Ucrânia – França

0-2
Num jogo com a particularidade de ter sido interrompido ao quinto minuto, devido à intempérie, apenas sendo retomado cerca de uma hora mais tarde, a França impôs a sua superioridade frente à equipa da casa, continuando a dilatar a sua magnífica série de encontros consecutivos sem derrota, actualmente já computada em 23 partidas.
Andriy Pyatov, Oleh Gusev, Taras Mikhalik, Yevhen Khacheridi, Yevhen Selin, Anatoliy Tymoshchuck, Andriy Voronin (45m – Marko Dević), Andriy Yarmolenko (68m – Olexandr Aliyev), Serhiy Nazarenko (60m – Artem Milevskiy), Yevhen Konoplyanka e Andriy Shevchenko
Hugo Lloris, Mathieu Debuchy, Adil Rami, Philippe Mexès, Gaël Clichy, Alou Diarra, Jérémy Ménez (73m – Marvin Martin), Samir Nasri, Yohan Cabaye (68m – Yann M’Vila), Franck Ribéry e Karim Benzema (76m – Olivier Giroud)
0-1 – Jérémy Ménez – 53m
0-2 – Yohan Cabaye – 56m
“Melhor em campo” – Franck Ribéry (França)
Amarelos – Yevhen Selin (55m) e Anatoliy Tymoshchuck (87m); Jérémy Ménez (40m), Mathieu Debuchy (79m) e Philippe Mexès (81m)
Árbitro – Björn Kuipers (Holanda)
Donbass Arena – Donetsk (17h00)
EURO 2012 – Grupo C – 2ª jornada – Espanha – Irlanda

4-0
Um golo logo aos 4 minutos (pelo regressado Fernando Torres); outro… aos 4 minutos da segunda parte, abriram o caminho para uma vitória tranquila da Espanha.
Nos intervalos, os espanhóis dominaram e controlaram sempre o jogo a seu bel-prazer, com uma óbvia supremacia a nível de posse de bola, chegando ao ponto, a espaços, com o seu futebol rendilhado, repleto de passes curtos, de quase humilhar os irlandeses, absolutamente impotentes para contrariar o poderio do opositor.
Tão fácil se tornou este jogo que a Espanha teria inclusivamente a oportunidade de, em paralelo com o elevar da contagem, ir gerindo o esforço, começando a fazer descansar alguns dos seus elementos-chave, numa rotação que, por outro lado, vai permitindo a inclusão de novos elementos no seio do “núcleo duro” da equipa.
Com esta derrota, e logo ao sétimo dia da competição, a Irlanda é já a primeira selecção virtualmente eliminada… embora ainda possa vir a ter uma palavra em relação ao que será o destino da Itália (que, por outro lado, não depende exclusivamente de si, à semelhança de Portugal; caso haja um empate a 2 golos entre Espanha e Croácia, os italianos seriam eliminados, independentemente do seu resultado com a Irlanda!).
Uma palavra final, especial, de apreço pelo salutar comportamento dos adeptos irlandeses, que, mesmo a perder por 0-4, não deixaram de incentivar a sua selecção, com os seus cânticos, denotando extraordinário fair-play!
Iker Casillas, Álvaro Arbeloa, Gerard Piqué, Sergio Ramos, Jordi Alba, Xavi Hernández, Sergio Busquets, Xabi Alonso (65m – Javi Martínez), Andrés Iniesta (80m – Santi Cazorla), David Silva e Fernando Torres (74m – Cesc Fàbregas)
Shay Given, John O’Shea, Sean St Ledger, Richard Dunne, Stephen Ward, Glenn Whelan (80m – Paul Green), Keith Andrews, Aiden McGeady, Damien Duff (76m – James McClean), Simon Cox (45m – Jon Walters) e Robbie Keane
1-0 – Fernando Torres – 4m
2-0 – David Silva – 49m
3-0 – Fernando Torres – 70m
4-0 – Cesc Fàbregas – 84m
“Melhor em campo” – Fernando Torres
Amarelos – Xabi Alonso (54m) e Javi Martínez (76m); Robbie Keane (36m), Glenn Whelan (45m) e Sean St Ledger (84m)
Árbitro – Pedro Proença (Portugal)
Arena Gdansk – Gdansk (19h45)



